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Posts de maio 2007

Chelsea sonha com Felipão

31 de maio de 2007 1

Pessoas próximas, muito próximas, ao técnico Luiz Felipe Scolari, em Porto Alegre, garantem que a próxima parada do gaúcho será o Chelsea, de Londres, quando julho chegar. O treinador da seleção de Portugal deve ocupar o cargo do português José Mourinho, sonho do Real Madrid.

Mourinho ganha mais de R$ 20 milhões por ano, mas não conseguiu o título da Liga dos Campeões, meta do bilionário Roman Abramovich.

O grande problema de Felipão na Inglaterra será o idioma. Ele não domina o inglês. Como será que ele vai chegar no vestiário chutando porta, banco e exigir que os jogadores depositem o coração na ponta de chuteiras milionárias?

Num técnico com os métodos de Felipão, o idioma é tudo, a comunicação direta com o jogador é um gol a mais, a conversa no ouvido é quase uma taça de campeão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Trevisan é o nome

31 de maio de 2007 5

Sandro Goiano corre os 90 e ainda quer mais/Nabor Goulart, AP
Os santistas viajaram ontem de volta ao seu rico Estado olhando para os lados, espiando embaixo dos bancos, visitando de vez em quando os arredores da cabine de comando do Boeing. Estavam prontos para ver um jogador do Grêmio por perto, ainda de camisa suada, policiando seus passos nadas firmes.

Luxemburgo e os seus nunca viram marcação semelhante ao que sofreram no Olímpico na fria (dependendo em que lugar você estava) na noite de quarta-feira. Nem Zé Roberto, uma década de Europa, conhecia tamanha determinação, dedicação, doação.

O Santos não conseguiu completar dois passes sem interrupção e nenhuma violência. Como se diz na gíria do futebol, o adversário não respirou em Porto Alegre.

Vanderlei Luxemburgo usando a ironia habitual, depois de reclamar, como sempre, da arbitragem, falou que o Grêmio deixou de matar o Peixe no Olímpico. Certo. Foi um erro não ter liquidado o Santos. Menos pelo próprio Grêmio, mais pelo Santos que, se não jogou o que sabe, exibiu um Fábio Costa especial, com pelo menos duas defesas milagrosas.

Luxemburgo, como eu e você, sabe que o seu time foi superado técnica, física e taticamente . Só que ele não pode dizer, não é do seu gosto admitir superioridade.

Mano Menezes merece os aplausos, os jogadores podiam ouvir as mesmas palmas com os seus fãs em pé. Mas todos, dos fãs ao técnico, dos jogadores aos dirigentes, tem o dever de saudar Flávio Trevisan. Ele é o professor que faz todo mundo correr 90 minutos como se a partida durasse apenas 10.

Trevisan é o sobrenome que os paulistas precisam dizer quando perguntam como 11 jogadores consegue ocupara tantos espaços ao mesmo tempo. Ah, Trevisan nasceu em São Paulo e já foi campeão brasileiro pelo Corinthians na década de 90.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Anderson e Cristiano Ronaldo

31 de maio de 2007 2

Anderson desembarca em Heathrow, em Londres/AP
O gaúcho e craque Anderson, 19 anos, desembarcou na Inglaterra, onde já faz os exames físicos exigidos pelo Manchester United. Ele, que estava no Porto, custou 25 milhões de euros e assinará contrato por cinco temporadas. Vai jogar ao lado de Cristiano Ronaldo e Rooney.

Os ingleses ainda tentam driblar uma determinação que persegue os jogadores que chegam ao futebol inglês: eles precisam ter participado de 75% dos jogos da seleção do seu país nos últimos 18 meses.

Os quatro argumentos dos dirigentes do United para anular a lei e poder contar com Anderson já no final de julho:

1) Anderson foi o melhor jogador do último Mundial Sub-17.

2) Era titular do Porto, apesar da fratura que o afastou do futebol por mais de meio ano.

3) Está relacionado na pré-lista dos jogadores de Dunga para a Copa América.

4) Seu aproveitamento na próxima Copa do Mundo é uma grande possibilidade.

Depois de Lucas, Anderson também vai usar camisa vermelha na Europa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Recopa é cenário mundial

30 de maio de 2007 5

Primeiro o diretor de futebol do Inter, Giovanni Luigi, precisou chamar a imprensa para dizer que quem mandava no futebol do Inter era ele. Ontem, o técnico Gallo fez mesma coisa. Chega, né.

Está na hora dos jogadores colorados mostrarem seu real valor. Eles são campeões do mundo até dezembro. Chegou o momento de começar o ano. Não há mais desculpa para novas derrotas. Gallo está escalando o time preferido dos jogadores do Inter.

E a Recopa é cenário mundial. Pode ser um recomeço em grande estilo. O anúncio de um título inédito na história do clube.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A memória de Zé Roberto e Pelé

30 de maio de 2007 1

Zé Roberto, o grande jogador do Santos da atualidade e o melhor do Brasil em 2007, garante desde o início da decisiva semana que o seu time já ganhou, que a vaga da final é sua. Pelé, o melhor jogador da história do clube paulista e o Deus dos estádios de todos os tempo, teme o Tricolor.

Pelé viaja muito, mas nunca saiu do país por longo tempo nos últimos 10 anos. Zé Roberto viaja menos, mas morou na Alemanha durante 10 anos. Zé Roberto perdeu a memória, que Pelé mantém intacta desde o primeiro gol nos anos 50. Zé Roberto sentiu o Olímpico em 1996 quando era um jovem talentoso e promissor ala esquerda da Lusa que desembarcou em Porto Alegre, levou 2 a 0 e foi vice-campeão brasileiro.

Zé Roberto esqueceu a lição do passado. Hoje ele pode ser lembrado em pouco mais de 90 minutos. Desde a avalanche nas arquibancadas de cimento até um dos legionários azuis de Mano Menezes tentando roubar a bola em cada centímetro da grama de outono do Olímpico.

Hoje, 11 guerreiros vão deixar o Estádio Olímpico igual ao Planeta Terra. Vão mostrar ao Santos o efeito estufa numa noite gelada. Polo Norte em volta do estádio, o calor do Saara lá dentro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Chat do 90 Minutos

30 de maio de 2007 0

Quarta-feira, 13 horas, é dia do meu Chat. Hora de conversar sobre futebol regional, brasileiro e mundial. Suas perguntas são sempre bem-vidas. Pergunte, converse, opine. Participe.

Postado por Zini

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Fala, Luxemburgo

29 de maio de 2007 0

Memorize. Fábio Costa; Alessandro, Adailton, Ávalos e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Cléber Santana e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Jonas (Marcelo). Dificilmente a escalação do Santos escapa destes 12 jogadores, amanhã, às 21h45min, no Olímpico.

 Vanderlie Luxemburgo ainda está indeciso quanto ao esquema.

1) Com Jonas no comando do ataque, fica um pouco mais ofensivo. Mas, mesmo assim, ele usou dois zagueiros (Adailton e Ávalos) sempre protegidos por um volante (Rodrigo Souto), que jogou bem recuado.

2) Sem Jonas, ele escala o zagueiro Marcelo e adota o esquema 3-5-2.

Em Curitiba, hoje, depois do treino, Luxemburgo disse:

– Tem que chegar lá e jogar futebol, não ficar preocupado em só se defender, mas sim jogar de igual para igual e encarar o Grêmio de frente.

E ainda adiantou:

– O empate é melhor que derrota, por 2 a 2 é melhor ainda. Tudo caminha para dois grandes jogos. E só no segundo jogo haverá a definição, a não ser que aconteça alguma coisa muito trágica.

Nos jogos das oitavas e das quartas de final da Libertadores, Luxemburgo adotou o esquema com três zagueiros nos jogos fora de casa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A camisa 10

28 de maio de 2007 10

Tcheco é dúvida. É mistério e o Santos só vai saber das suas condições reais (ou irreais, pois às vezes o jogador atua no sacrifício) um hora antes da decisão. Sem Tcheco, o Grêmio manca. Perde o ritmo, a qualidade, a jogada inteligente, o gol – ele fez no São Paulo e no Defensor. O jogador tem uma lesão muscular na coxa esquerda.

– Não preciso estar 100%. Estar perto das condições ideais já basta. Se eu suportar a dor, vou para o jogo – admitiu.

O Grêmio não tem o substituto de Tcheco. Carece de alguém que possa exercer as três funções do meio-campo ao mesmo tempo (e brilhar de vez em quando). Alguém esquece como o ritmo do time caiu no segundo tempo do jogo com o Defensor, depois da saída de Tcheco? Não. Ok! Você entendeu o poder do jogador.

Mano Menezes diz que Ramon pode assumiu o posto do meio-campo. Poder, pode, lógico. Mas Ramon não tem 10% da criatividade de Tcheco. Ramon corre, se movimenta, marca, mas não cria. Ramon erra passes e chuta mal. Ramon não é o cara, nunca foi. basta examinar a média das suas atuações.

Sem o seu número 10 Tcheco, o Grêmio corre perigo no Olímpico. Mais do que o normal quando do outro lado está o Santos e a camisa 10 paulista (e  mítica) é de Zé Roberto.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Inter cai de novo

27 de maio de 2007 13

Fernandão disse:

– Eu acho que não falta qualidade. Falta confiança.

O técnico Gallo foi mais além:

 – Os mais experientes precisam ajudar mais neste momento de crise.

 Falta muito mais. Eu digo que falta qualidade, confiança, atitude (atitude, por exemplo, não começa em campo. Ela vem de cima e desemboca no campo) e determinação. Você pode colocar mais alguns adjetivos na seqüência.

 Em três jogos no Brasileirão, o Inter tem aproveitamento zero. Perdeu as três partidas. Ontem, na derrota de 3 a 0 para o Fluminense, num Maracanã quase vazio, o Inter fez uma das suas piores partidas do ano. Nos três jogos, o Colorado enfrentou dois times que exibiam suas equipes reservas, Botafogo e Fluminense.

O pior de tudo é que o Inter não sabe o que está acontecendo. Os dirigentes não entendem, o técnico nem desconfia, os jogadores falam apenas em atitude. Horrível no Gauchão, péssimo na Libertadores, o Inter não buscou reforços de qualidade. Não investiu e agora está sem um time consistente para enfrentar a decisão da Recopa, que começa quinta-feira.

Depois do título mundial, em menos de meio ano, o Inter se abate até mesmo contra os reservas do Fluminense. E, no vestiário, não há uma só voz inconformada, indignada. O Inter está estranhamente calmo. Parece que espera um milagre repentino. E milagre, eu sei, você sabe, o mundo também, não existe.

Marcão e Magrão devem chegar em breve. Ótimos reforços, mas chegam atrasados. Já deveriam estar no Beira-Rio desde janeiro passado. Já teriam oferecido outra consistência ao time, outra pegada, outro poder de competição.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Inter pode começar 2007 no Maracanã?

25 de maio de 2007 1

O Pachuca luta também pelo título mexicano /Gregory Bull, AP
O Inter jogou seis pontos no Brasileirão em duas rodadas, três deles em casa. Perdeu todos. Seu saldo é igual a zero. Está em 16º lugar, pode descer mais se manter o péssimo ritmo. A posição na tabela explica o tamanho da crise do clube.

Dos 11 jogadores que enfrentam os reservas do Fluminense no Maracanã, apenas três não são campeões do mundo, Titi, Mineiro e Pinga. Os outros oito estavam no Japão e são jogadores qualificados. Reforços ainda são esperanças, continuam nos sonhos, no desejo de um time mais forte, mais competitivo.

A partida no Rio de Janeiro é apenas ensaio para a decisão com o mexicano Pachuca, primeiro jogo de uma decisão inédita, a Recopa. Noventa minutos é pouco, quase nada, para entrosar o time. Mas um vitória longe do Beira-Rio ajuda a animar os jogadores, que não conseguem repetir suas ótimas performances desde que ganhou do Barcelona, em Yokohama.

Os problemas do Inter passam muito pelas mudanças, pela troca de comando, pelo novo técnico e pela má fase de Fernandão. O Colorado ainda não se aprumou em 2007. Talvez a Recopa seja um recomeço e o Fluminense a primeira vítima.

O Pachuca começa hoje a sua luta pelo título mexicano em dois jogos contra o América. A foto mostra a taça do futuro campeão.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Bate-papo

24 de maio de 2007 0

Hoje tem chat comigo a partir das 14h, na sala Esportes. O bate-papo será sobre o Grêmio na semifinal da Copa Libertadores 2007. Pergunte, converse, opine. Participe.

Postado por Zini

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A festa tricolor

23 de maio de 2007 1

Nabor Goulart, AP
A festa dos tricolores depois do quarto gol de Ramon na série de pênaltis cobrados após a vitória de 2 a 0 contra o Defensor uruguaio.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Entre os quatro melhores

23 de maio de 2007 7

Teco faz o segundo e vai em busca da galera/Nabor Goulart, AP
O Grêmio jogou no Olímpico como nunca joga longe de Porto Alegre. Ganhou, fez 2 a 0, perdeu vários gols, teve dois pênaltis não marcados e ainda superou a loteria dos pênaltis (4 a 2).

Foi time copeiro, correndo todo o tempo, como a torcida gosta, como os fãs se identificam. Merecia ter feito 3 a 0 nos 90 minutos. O Grêmio está entre os quatro melhores time do continente. Mas quer mais, pode mais. Vai trás de mais. Sabe seus limites, conhece suas carências, mas um time do tamanho do Grêmio quando desembarca na semifinais de uma competição como a Taça Libertadores sabe que o céu (ou o Japão) é o seu limite.

E a imortalidade sobrevive.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sobre a imortalidade

22 de maio de 2007 35

Tuta precisa lutar pela imortalidade/Marcelo Hernandez, AP
Gosto da idéia da imortalidade que envolve o Grêmio em determinados momentos da sua história. Quem tem futebol no sangue, ou já deixou sangue na grama, gotas ou mais, deve gostar também. Mostra que a torcida está abraçando forte os seus jogadores. Que confia, apoia e não vaia um jogador sequer, mesmo o do gol contra (caso aconteça).

A imortalidade não é propriedade de ninguém e envolve equipes de futebol em distintos momentos. O Inter da Libertadores foi imortal, o do jogo com o Barcelona foi mais. O São Paulo que superou o Liverpool no Japão, o Palmeiras de Felipão na Libertadores do final dos anos 90. Todos venceram jogo impossíveis.

O Liverpool, que joga hoje em Atenas, por exemplo, perdia de 3 a 0 para o Milan na decisão da Liga dos Campeões de 2005. Fez três gols no segundo tempo, ganhou nos pênaltis numa das jornadas mais espetaculares da história do futebol mundial. O Grêmio dos Aflitos é uma façanha.

O futebol envolve o sobrenatural, as orações, os terços, as medalhas, as imagens sacras, os despachos, as encruzilhadas e todas as mães e pais de santos. A mão invisível que afasta a bola do cantinho do gol, o montinho artilheiro que se transforma no 12º jogador. No futebol nada é impossível. O futebol, você já ouviu, leu, viu e comprovou mil vezes, é mágico.

No caso do Grêmio, a palavra %22imortalidade%22 está cravada em bronze no hino do clube e significa eterno, memorável, perpétuo, inolvidável. É um termo que vai e volta, dependendo do momento do Grêmio. É uma palavra cultivada, adubada, viva, brasa, nunca cinza. Quase apagou no fatídico ano pré-Segunda Divisão, renasceu no jogo em Recife, no dia 26 de novembro de 2005, inflou como benção no primeiro semestre de 2007.

A torcida tricolor escancara a palavra como estandarte, como chave da fortuna, como mantra, como escudo contra o mal. Mas nada pode ser especial, único, imortal, se, dentro de campo, os jogadores não fizerem a diferença. Eles precisa correr por dois, lutar por quatro e enfrentar o adversário como se fossem cem. A imortalidade pode começar no hino, iluminar os fãs e insuflar as arquibancadas. Mas morre ainda no fosso, antes de tocar na grama marcada a cal, se não encontrar, contagiar, alucinar, 11 guerreiros fardados.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Fernandão de 2006 e o de 2007

22 de maio de 2007 9

Quando Fernandão funciona, o Inter arranca em busca da vitória. Quando o atacante, ou meia, dependendo do jogo, passa por uma fase ruim, o time acompanha. O momento de Fernandão é o pior desde que ele chegou ao Inter pela porta da frente do Beira Rio marcando o gol mil num Gre-Nal histórico.

No jogo de sábado passado, em Curitiba, Fernandão foi sacado do time na metade do segundo tempo. Não conseguiu jogar os 90 minutos. Sua atuação foi discreta ao ponto de não ser notado em campo.

O Inter espera mais do seu melhor jogador. Aguarda que ele volte ao topo. O Pachuca é um bom adversário para o craque mostre o seu real valor, afinal o jogo é decisivo e oferece ao Inter um título inédito ao clube, a Recopa.

O Fernandão que eu vi sábado estava lento, com dificuldade de movimentação, e o pior, sem a inspiração de outros tempos. Já estamos na terceira semana de maio e Fernandão de 2007 ainda não repetiu o Fernandão de 2006.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Extorsão e cerveja na Europa

22 de maio de 2007 1

Os ingleses tentam matar a sede em Atenas/Petrus Karadjias, AP
Sete torcedores do Milan, entre 24 e 59 anos, todos de torcidas organizadas, foram presos na Itália e acusados de tentativa de extorsão. Eles ameaçavam praticar ator de violência nos jogos do clube em Milan. Prometiam jogar rojões e atirar objetos dentro de campo durante as partidas se não conseguissem ingressos. Bandido fantasiado de torcedor não é um especialidade brasileira.

Ainda longe dos italianos, sejam eles bons ou maus torcedores, os fãs do Liverpool tomaram a praça de Syntagma e instalaram uma sucursal vermelha na área. Os torcedores passam o dia bebendo, esperando a decisão de amanhã.

O Milan é favorito, mas ninguém esquece a final de dois anos atrás. Depois de estar perdendo de 3 a 0, os ingleses empataram e foram campeões na loteria dos pênaltis.

Hoje, o Milan continua favorito, mas menos confiante e muito mais atento.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A decisão grega

21 de maio de 2007 0

Luca Bruno, AP
Antes da decisão, ainda quase 48 horas de espera, os torcedores ingleses começam a circular pelas ruas de Atenas. Fazem seu roteiro, marcam os bares e mergulham nas fontes da capital grega como forma de espantar o calor.

Os ingleses chegaram primeiro para a decisão entre Liverpool e Milan. O melhor período de férias na Europa, entre junho e julho, se aproxima velozmente.

Não há favorito em jogo assim, embora os valores individuais da equipe do norte italiano sejam superiores aos dos ingleses. Às vezes, mais do que 90 minutos, tensa prorrogação ou enervantes pênaltis, o jogo final da Liga dos Campeões vale mais pela festa, pela empolgação, já que reúne milhares de pessoas que normalmente não freqüentam campos de futebol. São os torcedores de decisão, europeus de maior poder aquisitivo e que seguem o embalo do time da sua cidade.

Junto, com a suas mochilas, chegam muitos jovens com o ingresso e muito pouco dinheiro para gastar e sem vergonha alguma de usar uma fonte central para curar a ressaca ou apenas se divertir.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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A última chance

21 de maio de 2007 10

O meia Diego Souza deixa o Tricolor mais carente/Marcelo Hernandez, AP
Diego Souza estava fora desde quarta-feira passada. Foi expulso. Lucas está fora desde ontem. Foi vetado. O Grêmio perde os dois melhores jogadores no jogo decisivo de quarta-feira, no Olímpico.

 Sem Lucas e Souza, o Grêmio arrisca menos de fora da área, fica mais dependente dos gols mais próximos ao gol adversário. E todos sabem que dois gols é pouco, só a diferença de três gols salva, fora a loteria dos pênaltis.

Mano Menezes precisa reconstruir o meio-campo. Mas, por certo, não deve repetir o erro e colocar lado a lado Nunes e Gavillan como no primeiro tempo do jogo com o Defensor, em Montevidéu. Com a dupla, a bola chega aos pedaços no ataque.

O Grêmio deve ser mais ousado, ofensivo e repetir Carlos Eduardo, Amoroso e Tuta. Amoroso ainda é uma incógnita. Atuou pouco e ainda não completou uma partida. Falta ao atacante, que também joga como meia, preparo físico e ritmo de jogo. Mas é na decisão que os grandes jogadores aparecem, exibem sua assinatura em gols e grandes jogadas e mostram que realmente são.

A vitória não é obrigação. É meta. E Amoroso precisa jogar o que sabe e o que pode. É sua última chance numa Taça Libertadores da América – e pode ser a do Tricolor também em 2007.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O pênalti

20 de maio de 2007 5

Marcelo Tasso
Não é o gol mil, mas mil vai ficar.

Salve Romário, não pelos mil gols, mas pelo gol. Ele não merecia um pênalti.

Seu futebol exigia um de letra, talvez de bicicleta, driblando dois e o goleiro. Ou um simples, definitivo e mortal biquinho no canto do gol.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fluminense, Defensor e a catimba

20 de maio de 2007 5

Martinez, fez um dos dois gols contra o Grêmio/Matilde Campodonico, AP
Dois a zero foi pouco. Podia ter sido quatro. O time misto do Fluminense não assustou ninguém no Olímpico. O Grêmio foi superior, especialmente no segundo tempo. Ganhou o jogo no meio-campo, criou oportunidades e seus atacantes, Carlos Eduardo e Tuta, fizeram os dois gols do jogo da segunda rodada do Brasileirão.

Carlos Eduardo foi o melhor em campo. Amoroso, outra vez, jogou abaixo do que pode. Menos exigida, a defesa foi bem. O goleiro Marcelo continua com o mesmo problema do ano passado. Não sabe repor a bola em jogo com as mãos, adota exaustivamente o inútil balão.

O Fluminense não é o Defensor. Seu jogo é outro. Veio sem grande organização ao Olímpico, sem apetite ofensivo. Veio com Carlos Alberto, seu melhor jogador, totalmente fora de forma e completamente sem vontade de jogar.

Quarta, o Grêmio necessita de três gols. Deve encontrar um time catimbeiro, provocador, louco para não jogar, deixar o tempo correr, valorizar o 2 a 0 de Montevidéu.

Uruguaios e argentinos não costumam perder classificação com uma vantagem tão larga. Em jogos assim é que eles mostram como se faz o anti-jogo, basta encontrar um árbitro despreparado.

Mas todos sabem queo Grêmio é mais time que o Defensor. Se jogar o que pode e sabe, vence.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Roberto Carlos em ação

20 de maio de 2007 1

Roberto Carlos é soterrado depois do gol/Manu Fernandez, AP
Roberto Carlos voltou em grande estilo. Fez o terceiro gol do Real Madrid no 3 a 2 contra o Recreativo Huelva. Gol que mantém o Madrid na ponta da tabela do Campeonato Espanhol foi marcado aos 90 minutos de ação.

Antes, Robinho havia feio o 1 a 0.

A foto depois do gol do lateral brasileira exibe a alegria coletiva dos madrilenhos.

O Barcelona fez 6 a 0 no Atlético, em Madrid, tem os mesmos 69 pontos do Madrid. Mas um estranho critério diz que o campeão, caso dois times tenham o mesmo número de pontos na rodada final, é aquele que tiver vencido o maior número de confrontos diretos na competição. O Madrid ganhou um clássico e empatou o outro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Volante de R$ 69 milhões

20 de maio de 2007 0

Heargraves, volante de R$ 69 milhões/Frank Augustein, AP
Lucas custou cerca de R$ 27 milhões ao Liverpool. É craque, é jogador de Seleção e não será surpresa se estiver entre os 11 titulares de Dunga na Copa da África de 2010. Pois o Manchester United torrou quase três vezes mais, gastou R$ 69 milhões na compra do volante Owen Heargraves, 26 anos, que tem uma década de Bayern de Munique. Talves seja um dos volantes mais caros da história do futebol.

Heargraves é cidadão britânico, jogou a Copa da Alemanha com a camisa do English Team e foi um reserva dedicado. Heargraves não vale a metade do valor de Lucas. Seria um jogador médio no nosso país.

O preço dos jogadores contratado no Brasil por times estrangeiros nunca exprime o seu real valor. O valor fica ainda mais aviltante quando examinamos transações entre clubes europeus. A de Heargraves é a apenas o mais recente exemplo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Arena de Renan

20 de maio de 2007 0

O técnico Alexandre Gallo gostou do desempenho do Internacional na derrota em Curitiba (2 a 1), sábado. Eu não gostei muito. Vi uma equipe muito trancada na defesa, presa do meio campo e com raras opções ofensivas.

A má fase de Fernandão assusta um pouco, não vejo Pinga como o organizador do time e a zaga ainda carece de um comandante. Não entendi a substituição de Pato, gostei do desempenho de Edinho e Tite merece novas oportunidades.

Depois do gol contra, o zagueiro Tite desabou. Algo natural, Tite é um jovem, muito elogiado no Beira-Rio, e gol contra é acidente, acontece. Mas, por outro lado, assisti um Inter mais determinado, mais disposto e, mesmo com 10 homens em campo durante todo o segundo tempo, lutando até o final.

O trabalho de Gallo recém começou. O Inter de sábado foi melhor do que o Inter de domingo passado, o derrotado pelo Botafogo, no Beira-Rio, mas ainda não é aquele time confiante, capaz de se impor em campo, ditar o ritmo de jogo e ganhar em qualquer estádio. Ainda está distante do Inter de 2006.

Ah, agora eu entendo cem por cento toda a intranqüilidade do goleiro Clemer na semana passada. Com Renan, Clemer é banco. Ele sabe, eu e você também sabemos. Renan fez três defesas incríveis. A hora é dele, a camisa número 1 também.

Quem bom que Dunga é da aldeia. Pode assistir Renan todos os dias, analisar os próximos jogos. A vaga de goleiro na Seleção ainda está aberta e a Copa da África do Sul só começa em três anos e meio. Renan já é opção.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Com Don Diego em casa

18 de maio de 2007 3

Diego Luna, AP
Feliz e sorrindo como guri novo em dia de jogo do seu time, Maradona viu seu Boca empatar em dois gols com o Libertad paraguaio, na fria noite de quinta-feira na Bombonera, em Buenos Aires. Só vi a foto agora. Creio que seja uma das fotos da semana.

Ver Maradona bem, aparentemente bem, é sempre um prazer. Sua vida particular é uma confusão só, mas o seu futebol é uma ótima lembrança sempre.

Pegue um vídeo, afunde na poltrona e reveja seus clássicos gols com a camisa da Seleção Argentina e a do Napoli, especialmente. Mas, sim, eu sei e vou repetir, Pelé foi melhor. Só que cada um teve o seu tempo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A nova Arena do Inter

18 de maio de 2007 2

Está nas mãos experientes do Inter a chance de mandar o mau momento para escanteio. Basta vencer bem o Atlético Paranaense na Baixada, um rara arena num pais de estádios antigos e obsoletos.

Uma vitória qualificada do Colorada, destas que agrada até quem não vê jogo, afasta o baixo astral, recupera o ânimo dos jogadores, escancara o sorriso dos torcedores e oferece uma luz no Brasileirão. Três pontos fora de casa anulam automaticamente os três perdidos na estréia. O Inter pode recomeçar na terceira rodada.

Será que o futebol, a dedicação e a motivação que levaram o Inter ao título mundial, cinco meses atrás, estão longe demais do Beira-Rio?

Onde está a capacidade de superação dos jogadores, do novo técnico, que ainda precisa de mais algum tempo para mostrar a cara do seu time, e dos dirigentes? Estará próxima? Na Arena da Baixada?

Postado por Zini, Porto Alegre

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