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Posts de junho 2007

Procura-se técnico em Madrid

27 de junho de 2007 0

Capello ainda não sabe se o banco continua seu/Paul White, AP
Posto mais cobiçado do mundo da bola, o banco do Real Madrid está sem comando. Mesmo campeão, Fabio Capello não é amado na Espanha. Não tem a paixão dos fãs, dos dirigentes e dos jogadores. Ele só fica se não houver outro capaz de entusiasmar os cartolas.

Ele é durão, mandão e não aceita recado. Brigou com Ronaldo, Beckham e Robinho. Mandou a torcida para aquele lugar, com o clássico sinal norte-americano do dedo erguido durante um jogo do Madrid.

Capello é adepto do futebol força, marcado, pegado, e contra o futebol de espetáculo, o galáctico.

A decisão sai amanhã. O ex-jogador alemão Schuster é um dos candidatos. Vanderlei Luxemburgo não tem a mínima chance. Perdeu o bonde, depois de um ano de trabalho em 2006.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Copa América, Dunga e Robinho

27 de junho de 2007 3

A Copa América vale o futuro de Dunga/Ramon Espinosa, AP
Sem Kaká e Ronaldinho e como a fase é de transição, a Seleção ainda não tem um rosto, uma maneira de jogar, um líder, uma craque fora de série. A imprensa do centro do país tenta nos empurrar Robinho, um jogador que ainda busca afirmação, que não é nem titular do seu time. Robinho pedala na Europa, mas não sai do lugar. Na Seleção ele precisa mostrar quem é, assim como os outros 10 quem começam jogando hoje contra o sempre batalhador México.

Dunga levou um tranque de Kaká e Ronaldinho. O técnico contava com os dois melhores jogadores do país. Sem a dupla, precisa achar um novo caminho. A Copa América vale pouco. A vitória não merece nem foguetes, embora seja a segunda competição mais importante da Seleção depois da Copa do Mundo. Se Dunga não for bem, no entanto, sua firmeza inicial sofrerá um abalo considerável e a CBF já vai levantar o pescoço em busca de um técnico mais experiente no horizonte nacional.

Dunga precisa provar tudo. Ele começou onde os grandes técnicos acabam, no banco da Seleção Brasileira. Como jogador foi capitão, guerreiro e campeão do mundo. Como técnico ainda busca um lugar, uma afirmação, um caminho.

A Copa América de 2007 é campo de testes para o Mundial da África de 2010. Muitos devem ficar pelo caminho, ninguém garantiu o passaporte ainda, nem Robinho, nem Dunga, muito menos todos os outros que estão na trepidante Venezuela de Hugo Chávez.

As provas começam hoje.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Chat, quarta-feira,às 13 horas

27 de junho de 2007 1

Entre no meu chat, quarta-feira, às 13 horas. Veja os caminhos que o Grêmio precisa percorrer em busca da vitória, saiba os atalhos que o Boca tem para levar de volta a Libertadores. Pergunte, opine, saiba tudo sobre um dos maiores jogos da história do futebol gaúcho.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Ronaldinho Gaúcho canhoto

25 de junho de 2007 1

O meia Vitor Júnior, 21 anos, começou em 2004 no Internacional. Hoje foi anunciado no Santos como grande reforço. Na entrevista de apresentação não foi modesto. Disse, conforme texto do jornal Lance:

– Lá no Sul costumavam me comparar com o Ronaldinho Gaúcho. Diziam que eu era o Ronaldinho Gaúcho canhoto. Não sei se pelo futebol ou pela fisionomia.

Vitor já atuou o Cruzeiro, Sport e também no futebol croata e esloveno.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nove observações sobre o Gre-Nal

25 de junho de 2007 10

O resultado do clássico, os 2 a 0 pró-Grêmio, deixaram nove verdades escancaradas:

1) O estilo inglês do time de Mano Menezes superou o Inter com alguma facilidade. Com duas linhas de quatro, um jogador mais recuado e um atacante solitário deixaram o Inter de Galo tonto, sem ação, sem fome de gol, mesmo atuando no Beira-Rio. O Grêmio imitou o Arsenal nos seus melhores momentos, guardada, evidentemente, a qualidade individual dos jogadores do time de Londres. Taticamente, porém, foi igual. Repetiu com Lúcio, pela esquerda, o mesmo que Alessando fez pela direita no Gre-Nal do Gauchão de 2006.

2) Sabendo ou não do esquema gremista, desconfiando ou não, Galo não consegui um antídoto. Foi envolvido nos 90 Minutos. Perdeu o jogo, caiu no conceito da torcida, recebeu vaias e sua competência começa a ser contestada em voz alta outra vez. Ele é a grande vítima do clássico.

3) O Grêmio viu mais uma vez, apesar da vitória, que Patrício e Ramon não podem ser titulares. Suas performances destoam dos demais. Sei que o Grêmio corre em busca de novos jogadores, lateral direito e um goleador são prioridades. Patrício, por outro lado, é um profissional exemplar e homem de confiança de Mano Menezes. Mas suas fase não é boa. Ramon ainda não conseguiu dar certo em lugar algum, seja no ataque ou nas posições mais ofensivas do meio-campo.

4) O grupo de jogadores colorados não é tão competente como o imaginado. Não é possível virar um jogo com Rubens Cardoso numa ala e Márcio Mossoró. O veterano Christian em má forma física, voltado de lesão, também fracassou. Pinga não é o jogador que imaginávamos. O Inter ainda precisa desesperadamente de um armador de qualidade.

5) Sem Alexandre Pato, o Inter perde seu faro de gol. Ele é a estrela, o jogador que faz a diferença, o craque que resolve, o atacante que consegue, às vezes porque é um só, colocar o Inter um pouco acima dos outros times.

6) Se o Grêmio tivesse uma ataque mais qualificado, que não um composto por Everton e Ramon, o resultado do clássico seria mais elástico. Apenas em raras ocasião os dois jogadores conseguiram vantagem sobre os zagueiros colorados. Por incrível que parece, os dois atacantes não tem a capacidade do drible, apenas a velocidade e não fazem gols.

7) Marcão é homem para a quarta zaga. Em Curitiba quem diz é gente que acompanha o jogador, que Marcão já passou dos 30 anos de idade, que não tem mais a velocidade de outros anos e que sua função é mesmo na quarta-zaga, onde joga demais. Bom, é melhor esperar e ver. Por enquanto, Marcão é polivalente, joga na zaga, na ala e nas duas primeiras funções defensivas do meio-campo.

8) Clemer falhou outra vez em um jogo importante. Seu chute, que não visava lugar nenhum, foi ato de um goleiro quase amador e interceptado por Lúcio perto da área vermelha. Faltou tranqüilidade ao veterano goleiro, talvez técnica, quem sabe uma dose de sorte. A falha individual do goleiro depois da defesa não perdoa a frágil ação de Ceará e Índio, que foram driblados pelo lateral tricolor no lance do primeiro gol, logo aos sete minutos de jogo. Eu continuo achando que Renan precisa assumir a camisa número 1 do Inter. E não é de hoje.

8) É um absurdo fazer um jogo com uma torcida só. Não podemos nos espelhar nos cartolas argentinos que deixam a Bombonera só para os fãs do Boca e o Monumental de Nuñez apenas para os torcedores do River. Exemplos negativos interessam, a gente vê, pensa, estuda, aprende e descarta. Gre-Nal só vermelho, ou apenas azul, é a falência do futebol, a vitória da violência, da barbárie, e a derrota dos bons torcedores, da gente do bem.

9) Fazer Gre-Nal no primeiro domingo de inverno às 18h10 às margens do Guaíba é um absurdo em dose dupla. Pelo horário, pelo inverno.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O novo rei de Barcelona

25 de junho de 2007 1

0 goleador de R$ 65 milhões sauda os novos fãs/Manu Fernandez, AP
A recepção ao atacante Thierry Henry foi um espetáculo hoje em Barcelona, na Espanha. Cerca de 30 mil pessoas celebraram o goleador, que vestia pela primeira vez a camiseta do seu novo clube, depois de jogar anos no Arsenal, onde era o ídolo número um dos fãs do clube de Londres:

– Henry, Henry, gritavam.

Era como se o francês tivesse marcado um gol decisivo. Os 30 mil torcedores superaram os 20 mil que foram ver Ronaldinho no Camp Nou no dia 21 de julho de 2003. Hery tem 29 anos, custou R$ 65 milhões de assinou um contrato de quatro anos. O preço da recisão de contrato é de R$ 325 milhões.

Resta saber o futuro de outro goleador. Será que existe vaga para Eto%27o num ataque com Henry e Ronaldinho? Não, claro que não. Eto%27o é banco. Mas ela vai embora antes.

Os dirigentes do clube acham que ela anda falando mais do que jogando, não gostam das suas críticas públicas sobre o time e suas carêncais e da maneira como ele se relaciona com os companheiros de clube.

Eto%27o vai embora.

O Barcelona anunciou ainda a contratação de Yaya Touré, 24, meio-campo do Monaco e que jogou a Copa da Alemanha na seleção da Costa do Marfim. O zagueiro romeno Cristian Chivu e o volante italiano Daniele De Rossi, ambos da Roma, podem ser os próximos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os horríveis números azuis

22 de junho de 2007 18

Números não se escondem. O Grêmio perdeu seus últimos seis jogos, 540 minutos, pela Libertadores e Brasileirão. O saldo é de incríveis 17 gols sofridos.

O Grêmio soma seis pontos no campeonato e anda roçando a zona de rebaixamento, linha que separa a Série A da B.. E depois do Inter, no Beira-Rio, domingo, o Tricolor volta ao alçapão da Vila Belmiro, onde sofre sua antepenúltima derrota, 3 a 1.

Quem acredita que o Grêmio possa somar seis pontos nos próximos dois jogos?

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gre-Nal e a Libertadores

22 de junho de 2007 3

O Gre-Nal de domingo vale três pontos. Nada mais. Derrota ou vitória não mudam absolutamente nada, zero em radicalismo, em nenhum dos dois lados. O Grêmio entra em campo com um mistão e sem Carlos Eduardo, sua promessa afirmada. O Inter ainda está arquitetando um novo time e não terá Pato, sua estrela. Não haverá cobrança maior do que a normal ao perdedor.

Claro que uma goleada fará tremer o lado abatido, mas será um abalo sísmico moderado. Tremor mais concentrado na torcida do que na direção, nos jogadores ou na própria comissão técnica.

O Inter é favorito, mais pela qualidade dos jogadores dispostos em campo. Time por time, hoje, o Clorado parece maior e melhor.

O Grêmio não sairá do Beira-Rio irado se arrancar um empate.

Os dois estão recomeçando no Brasileirão, tentando conquistar os pontos perdidos, olhando de longe a vaga na Libertadores 2008.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Pato, Dunga e as Seleções

21 de junho de 2007 11

Dunga convoca Afonso Alves e esquece Pato/Roberto Candia, AP
Eu pergunto. O que Dunga faz com Afonso Alves e Wagner Love na Seleção da Copa América. O técnico não quer renovar, formar um time para as Eliminatórias e chegar forte na Copa do Mundo da África do Sul?

Então, por que colocar a camisa amarela da Sub20 em Alexandre Pato? A camisa não serve mais, seu time é outro, sua turma é a superior.

Eu acho que é puro desperdício de tempo. Pato já passou voando (opa!) pelas categorias de base. Ele não tem o que fazer na Sub20.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Milionário desempregado

21 de junho de 2007 0

Duas Copas do Mundo (1998 e 2002) na bagagem, veterano de São Paulo, do Betis, do Flamengo, do Bordeaux e do Al Nasr (da Arábia Saudita), o canhoto e driblador Denilson está desempregado.

Perdeu mercado na Europa e o seu alto salário, sempre de três dígitos, o afasta dos principais clubes brasileiros. Hoje, ele mantém a forma física nos campos de treino do Palmeiras, em São Paulo.

Denilson valia US$ 30 milhões na segunda metade da década passada.

Não vale US$ 3 hoje.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Uma torcida maior que o time

21 de junho de 2007 21

Uma torcida que sonhou com o impossível/Victor R. Caivano, AP
Vice não é título. É motivo de lágrimas. O Grêmio chora um rio. Não há vergonha. A torcida foi espetacular, acreditou sempre. Disputar o título da Taça Libertadores com jogadores médios é conquista.

O tricolor não foi imortal, não superou a barreira impossível dos três gols, não brilhou. Seus jogadores, porém, fizeram o máximo. Usaram a sua bravura.

O Boca ganhou no Olímpico como venceu na Bombonera. Jogou melhor e possui jogadores mais qualificados. O Boca superou o Milan. Já tem 17 títulos internacionais contra 16 dos italianos. Os dois se encontram no Japão em dezembro.

O Grêmio entrou apressando em campo, esqueceu a tranqüilidade e acelerou os passes. Faltou calma, talvez um pouco de sorte, com duas bolas no poste. O Grêmio podia ter rendido mais.

Tuta fracassou e recebeu vaiais. Fez um só gol em toda a Libertadores. Amoroso foi mal outra vez. Não consegue recuperar o futebol de craque que já teve. Patricio destoou, não se impôs. Gávilan foi um guerreiro, depois ovacionado pela torcida. Diego Souza foi bem, lutou e tentou ser criativo. Willian esteve seguro, mesmo trocando de lado. Schiavi não consegue acompanhar os demais companheiros. Lúcio não repetiu as suas perfomances. Carlos Eduardo recebeu uma marcação dura, não criou e esteve longe da grande área. 

O Boca é o legítimo campeão. Outra vez, o Boca manda na América e vai tentar o trono mundial no Japão. Talvez sem Riquelme

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Riquelme é o Rei de Copas

21 de junho de 2007 3

Riquelme, o melhor, o craque, a diferença/Marcelo Hernandez, AP
Boca repetiu Buenos Aires em Porto Alegre. Jogou melhor, fez dois gols e levou a sua sexta Taça Libertadores da América. Não houve injustiça. Só um prêmio ao melhor.

O Grêmio foi bravo, exibiu a luta de sempre, mas Riquelme se ergueu no meio-campo mais uma vez e mostrou que é o legítimo Rei de Copas. Riquelme vale cada centavo dos R$ 4 milhões investido no seu contrato de menos de meio ano.

Melhor em campo, ele é o craque, o mestre, o homem que faz a diferença.

Ele joga, faz jogar. Oferece o gol aos companheiros.

Riquelme é o legítimo herdeiro da camisa 10 de Maradona.

Vejo pouco jogadores como ele na atualidade, seja na América ou na Europa. Quem foi ao Olímpico, ontem, sofreu. Mas há de se recordar da atuação primorosa, alienígena, de Riquelme por muitos anos.

Jogadores assim não pisam todos os dias em gramados gaúchos. São únicos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Imortalidade

20 de junho de 2007 1

Uma legião de fãs tomou o Estádio Olímpico/Silvia Izquierdo, AP
A energia que brota de cada torcedor do Grêmio em Porto Alegre, onde os vejo, é impressionante. No Interior do Rio Grande, em outros Estados, em países distantes, deve ser a mesma coisa. A fé dos tricolores comove.

Uma multidão azul tomou as ruas, as esquinas e os bares em volta do Olímpico, marcou terreno e foi em busca dos seus lugares no interior do estádio. A BM calcula mais de 45 mil.

Os fãs gaúchos nunca acreditaram tanto numa missão impossível. São legionários azuis em busca de uma vitória que ainda está fora dos manuais do futebol. O Grêmio quer fazer história.

Fazer 3 a 0 no Boca é tarefa para os 300 de Esparta, é o mesmo que entrar em Alcatraz e sair com quem quiser no ombro, é penetrar na Fortaleza da Solidão do Superman, é colocar o Quarteto Fantástico num quarto e oferecer-lhes certas lições, é enrolar o Homem-Aranha nos seus próprios fios indestrutíveis.

O Grêmio quer apenas o que ninguém teve, procura o que ninguém conquistou, tenta alcançar o sonho mirabolante do mais fiel dos seus súditos. Os gols impossíveis, os quatro gols que definem a imortalidade.

O Grêmio quer ser imortal, hoje. Só imortal.

Tamanha euforia não permite nenhuma análise. A lógica do futebol pode escapar entre os dedos dos mais céticos, dos que acham que milagre é fabricação de quem não pode explicar logicamente um fenômeno.

Mas vai ser difícil assistir outros 90 minutos iguais, talvez 120. Ah, vai.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Das cavernas ao Olímpico

20 de junho de 2007 0

Marcelo Hernandez, AP
Antes da decisão, no Olímpico, o torcedor mostrou que o Grêmio conta com a ajuda de quase todo o mundo para superar o Boca.

Até Bin Laden foi convocado, esteja ele em que caverna do Afeganistão estiver.

E ainda patrocinado.

No bom humor da sadia arquibancada vale tudo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Olho vivo no Exterior

19 de junho de 2007 0

Conversei com vários amigos gremistas que vivem fora de Porto Alegre, longe da Azenha, alguns a um oceano de distância do Rio Grande do Sul. Não vi pessimistas. É impressionante. Parece que, mesmo de muito longe, eles sentem o clima das ruas gaúchas. O placar favorito é 4 a 0.

Da Alemanha ao Canadá, da Austrália ao Japão. A preocupação maior dos mais apaixonados é encontrar uma tevê que mostre o jogo em Sydney, por exemplo. Outros pretendem largar o trabalho no meio do expediente e descobrir uma Internet disponível ou gastar com o telefone.

Há uma corrente azul planetária dos tricolores , otimista, apesar dos 3 a 0 na Bombonera. O jogo pode ser único, um espetáculo capaz de  atravessar gerações. Mesmo os mais céticos não arriscam palpites. As últimas performances do Grêmio en casa impedem qualquer opinião, mesmo de quem dorme de chuteiras e não vivem sem futebol.

Postado por Zini, Porto Alegre

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As dicas De Leon ao Boca

19 de junho de 2007 16

Capitão do Grêmio no primeiro título da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes, em 1983, mas técnico fracassado duas décadas depois no mesmo clube, Hugo De Leon foi ouvido pelo diário Ole, de Buenos Aires. O zagueiro ofereceu algumas dicas para segurar o Grêmio no Estádio Olímpico:

1) O Boca precisa jogar a 70 metros do seu gol.

2) Evitar que o Grêmio arme suas jogadas pelas esquerda, com a aproximação de Lúcio e Carlos Eduardo.

3) Anular a subida constante dos dois laterais, pois apoio gera confiança e sensação de superioridade.

4) Impedir a subidas de Lúcio, colocando Ledesma na sua área de movimentação.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os melhores latinos da Espanha

18 de junho de 2007 0

Messi, o craque sul-americano da Espanha/Manu Fernandez, AP
Os três melhores jogadores do Campeonato Espanhol, temporada 2006/2007, segundo a agência de notícias EFE. Messi conquistou o 17º Troféu EFE com a média de 6,53.

O argentino, que completa 20 anos no próximo domingo, se torna o jogador mais jovem a ganhar este prêmio, dado ao melhor jogador latino-americano do Campeonato Espanhol

Conheça os cinco melhores:

1º Leo Messi (Barcelona).

2º Daniel Alves (Sevilla).

 3º) Ronaldinho (Barcelona).

4º) Edu (Betis) .

5º) Robinho (Real Madrid)

Postado por Zini, Porto Alegre

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Cinco opções para Mano

18 de junho de 2007 17

Lucas é a grande opção de Mano Menezes/Silvia Izquierdo, AP
Mano Menezes é um técnico que prioriza a segurança defensiva. Mas quarta-feira, no maior desafio da sua carreira, Mano precisa mandar atacar desde o primeiro segundo de jogo. Não há outro resultado que não seja os 3 a 0 nos 90 minutos, o que levaria o grande jogo a somar mais 30 minutos de prorrogação. Acompanhe cinco opções de time:

 1) Mano usa o mesmo time, a formação básica que levou o Grêmio ao jogo decisivo da Libertadores 2007. Nada muda. Entra em campo o mesmo time que levou 3 a 0 em Buenos Aires.

2) Mano adota um posicionamento tático mais ofensivo. Usa a mesma defesa, com Gavillan, Lucas e Tcheco no meio. E coloca três atacantes, Amoroso, Tuta e Carlos Eduardo. Opções pouco provável, pois Diego Souza ficaria no banco. Ele é um dos melhores jogadores da competição.

3) O técnico segura Lucas no banco, recuou uma pouco mais Diego Souza e aposta em Amoroso.

4) Tuta fica sentadinho na reserva, Douglas ou Amoroso assumem o comandando o ataque. O time fica com um ataque mais veloz, com mais mobilidade, mas perde a referência de grande área.

5) Patrício seria o sacrificado, passando Gavillan para a lateral direita. Lucas, Diego Souza e Tcheco assumiriam o meio-campo e o trio ofensivo seria formado por Amoroso, Tuta e Carlos Eduardo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Hooliganismo sul-americano

18 de junho de 2007 0

Violência e futebol convivem desde o primeiro drible. O driblado revidou. Desferiu um pontapé no adversário. Longe da grama, quem aplaudiu a deslealdade foi atacado por quem não gostou. Pronto. Nascia mais ou menos assim, bem simples, a cadeia de violência que cerca o futebol. Depois de mais de um século de bola de tento, de couro ou colada a laser, o quebra-pau continua, porém numa escala cem vezes mais violenta. Hoje as armas de fogo estão ao alcance de quem freqüenta as nossas antigas arquibancadas. O gatilho, às vezes, substitui o tapa na cara. A bomba caseira não é mais foguete. Mata.

oooooooooo

 A violência é vizinha de porta. É semanal, nos persegue dia e noite e gente boa foge dos estádios, leva a família junto, mas continua torcedor de sofá e com a televisão ligada – os filhos ainda não sabem se continuam fãs da bola. Em dois dias, Porto Alegre recebe o Boca Juniors, 16 títulos internacionais (só o Milan tem número igual), na decisão da Taça Libertadores da América. Junto, devem desembarcar na Capital cerca de 3 mil torcedores, parte empoleirada em desconfortáveis ônibus fretados (os mesmos que estacionam no verão em Santa Catarina) e sem ingresso. Será uma noite única, mas uma noite trágica se as autoridades não tratarem o jogo, o Olímpico e seu entorno, da Fronteira à Azenha, com todos os cuidados de uma missão de guerra. Talvez este seja o jogo de futebol de maior risco na história do futebol gaúcho. Eu já vi muitos confrontos parecidos quando vivia na Europa. Assisti a uma polícia bem treinada e organizada se armar para uma guerrilha urbana, com helicópteros, carros especiais, cavalos, cães, bombas de gás lacrimogêneo, câmeras e tolerância zero com os baderneiros. Os outros, não. Os bons torcedores são sempre bem-vindos.

oooooooooo

 O Boca não é time comum. É religião aceita pela maioria da Argentina. Certos fãs cultuam a Igreja Maradoniana, de senhor e profeta único, Diego Armando Maradona. t O Boca nunca anda só. Uma multidão em azul e amarelo segue o clube e no burburinho um rosto é conhecido. Pesquisa disse que 84% dos argentinos sabem quem ele é. Ao deixar o meio do povo, um portenho de 45 anos ganha face, sobrenome e fala em nome de uma minoria do mal. Ele se chama Rafael Di Zeo ou El Rafa e é, desde 1996, o líder dos barrabravas, dos hooligans, dos desordeiros, dos vândalos enfiados no meio da torcida do Boca. Ele lidera uma organização ilegal composta por mais de mil jovens conhecida como La Doce ou La 12. El Rafa está condenado a quatro anos e três meses de cadeia por agressões a torcedores do Chacarita Juniors, em 1999 (seu irmão Fernando foi condenado a três). Na Bombonera, mítico estádio do Boca, Di Zeo usa regras próprias para retirar os torcedores das filas e colocá-los dentro do estádio ao seu comando, às suas ordens. Seu antecessor, Jose Barrita, El Abuelo, foi condenado pelo assassinato de dois torcedores do River, o rival do Boca. Quem quiser assistir a um jogo em Buenos Aires ao lado de El Rafa, pode fazê-lo, basta pagar R$ 300. Ele é atração turística na Bombonera. É uma aberração.

oooooooooo

Não sei se Di Zeo está solto, preso ou se já alugou seu ônibus. Se ele ficar em Buenos Aires, viajam seus lugares-tenentes. Gente estúpida escondida atrás de uma camiseta de futebol, capaz de arruaças onde a morte nunca é intrusa. Sei, tenho certeza, que os barrabravas estarão entre nós na quarta. Você verá. A Europa tem os seus, mas pelo menos tomou uma decisão. Confisca os passaportes dos hooligans quando os times deles deixam o seu país. No Brasil, nós temos os nossos. Mas eles continuam livres, esperando...

Texto publicado na página 35 de Zero Hora, 18 de junho de 2007

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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A incógnita Amoroso

17 de junho de 2007 6

Subi as íngremes escadas das cadeiras do Olímpico, sábado, com um só propósito. Ver Amoroso e rever o Cruzeiro, que apresentou um dos seus piores times dos últimos anos. Sou fã do atacante desde os anos 90, primeiro no Guarani, depois na Itália (Parma), Alemanha (Borusia Dortmund) e Espanha (Málaga).

Amoroso foi um dos grandes atacantes brasileiros dos últimos 15 anos. Só não alcançou maior grau de excelência pelas sucessivas lesões que o abateram em distintos momentos. O Amoroso que o Grêmio buscou não é o que vem jogando. Não é mesmo.

Não é a falta de vontade que o atinge, nem a ausência de um bom preparo físico. Aos 33 anos, Amoroso não está conseguindo ser diferentes dos outros jogadores ao longo de 90 minutos, nem contra clubes brasileiro, nem estrangeiros. O jogador de 33 anos, 34 em julho, ainda tem relâmpagos de criatividade. Consegue fazer passes magistrais, mas, goleador que é, não balança mais as redes. Talvez seja a idade, a proximidade de uma aposentadoria, o desgaste de uma carreira longa.

Na memória, viva ainda, está a primorosa atuação de Amoroso na decisão entre São Paulo e Atlético PR, em julho de 2005. Na final, ele marcou o primeiro gol da vitória paulista de 4 a 0 e ainda foi o melhor em campo no Morumbi.

Dois anos depois, na mesma competição, numa outra decisão, ele tenta, porém não consegue mais ser o que já foi. Depois dos 33, a natureza costuma ser cruel com a maioria dos jogadores.

Com Amoroso não está sendo diferente.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Bela forma, Vitória

15 de junho de 2007 0


Victoria Beckham esteve hoje em Nova York, mostrou uma excelente forma e fez pose para a lente qualificada de Seth Wenig.

Seu marido, David, ficou em Madrid, treinando para o seu último jogo pelo Real Madrid, domingo na decisão de La Liga, contra o Mallorca, no Estádio Santiago Bernabeu.

Beckham vai morar em Los Angeles a partir em julho. Jogar futebol nos EUA.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A disputa entre Real Madrid e CBF é ridícula

15 de junho de 2007 0

Robinho, Roberto Carlos e Cicinho no treino/Jasper Juinen, AP
É ridícula a discussão entre CBF e o Real Madrid em torno de Robinho. O clube gasta uma fortuna com o jogador. Aí, chega o jogo final do campeonato nacional, título que o Madrid não vê desde 2003, e a CBF tenta arrancar Robinho da Espanha, tirá-lo da decisão de qualquer maneira.

Não quer nem saber o momento do clube, não exala um pingo de sensibilidade. É inacreditável. É absurdo. Quem manda no jogador é o clube. A CBF que se organize.

Domingo o Real Madrid enfrenta o Mallorca. Uma simples vitória lhe oferece o título.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A voz da Bombonera

15 de junho de 2007 5

La Bombonera trepidou quarta-feira passada/Natacha Pisarenko, AP
Guillermo Barros Schelotto, que ganhou 15 títulos em pouco mais de 10 anos no Boca, trocou Buenos Aires pelo Columbus Crew dos Estados Unidos. Mas ainda continua ligado no andar do Boca. Tanto que falou do Grêmio ao jornal La Nación:

 – Confío en que la ventaja será definitiva. Conozco a los jugadores y creo que va a ser así. Boca está acostumbrado a jugar con estadio lleno, con público brasileño en contra, y la experiencia dice que los jugadores saben lo que van a vivir y eso es una ventaja.

E foi adiante:

– Boca tiene talentos y Gremio no, y Boca tiene un goleador terrible como Palermo y Gremio no.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A mão e o pé de Sandro Goiano

14 de junho de 2007 33

Depois do vermelho, Sandro sai com a segurança/Natacha Pisarenko, AP
Quando eu falei do tapa de Sandro Goiano em Renatinho, semana passada, recebi quilos de e-mails condenando meu texto. Pois leu errado quem disse que eu defendi a ação do volante. Não, não defendi, apenas achei o tapa uma reação mínima num jogo decisivo, numa encrenca como uma semifinal da Taça Libertadores na Vila Belmiro. Acontece sempre.

Depois, vendo (e revendo) o lance não encontrei violência no tapa – aliás nunca defendi ato violento, sou da paz. Enxerguei apenas um chega prá lá, que é observado em peladas, amistosos, jogos de três pontos e decisões. Bom juiz que vê lance assim oferece um amarelo ao protagonista, quando muito.

O tapa foi um, o pé alto foi outro, foi ação condenável. Sandro pode não ter visto a aproximação do adversário, ok. Mas a jogada foi violenta e desnecessária. O brasileiro merecia mesmo um cartão amarelo, que ele não levou, ganhou o vermelho direto.

O mesmo vermelho que Ibarra deveria ter recebido depois daquela entrada criminosa em Carlos Eduardo, ainda no primeiro tempo. Este sim, o grande erro do juiz uruguaio Jorge Larrionda, pois o gol em impedimento de Palácio é difícil de marcar e gols iguais (e ilegais) acontecem todas as semanas no Brasil e no mundo.

Ao ser expulso, Sandro deixou o Grêmio capenga, com um buraco no meio, sem ação no ataque, frágil na defesa. Sandro sabe que errou, tem certeza que foi um dos responsáveis pelos 3 a 0.

Bom profissional, ele reconhece quando sua atuação prejudica o grupo aos deixar o Grêmio com apenas 10 jogadores por 36 intermináveis minutos. A falha de Sandro não atrapalha sua carreira no Olímpico. Jogadores precisam ser avaliados pela sua média. E a média de Sandro está acima da média da aceitação da torcida. Nunca por partidas específicas.

Sandro é um bravo, um lutador. É jogador especial.  Às vezes, eles também caem. Sandro se perdeu em La Bombonera. Vai se reencontrar logo logo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O argentino colorado

14 de junho de 2007 22

O Inter contratou um bom jogador, o meia Pablo Guiñazú. O argentino de 28 anos atuava no Libertad, do Paraguai, desde 2004. Antes jogou pelo Peruggia e Independiente. É experiente, tem passe perfeito, se movimenta muito, mas não tem o hábito do gol, o chute de longa e média distância.

O meia veio para o lugar de Tinga, mas pode jogar uma pouco mais avançado. É o terceiro canhoto do time, ao lado de Pinga e Alex. Vai fazer sucesso no Beira-Rio.

Com Marcão na zaga, Guiñazú no meio, o Inter começa a ganhar uma nova face. Pena que Pato esteja numa Seleção-Sub20 que não é nada, apenas chamariz de empresário estrangeiro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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