O Figueirense amassou o Grêmio no Olímpico (2 a 1), então imbatível cidadela tricolor. Foi quase um banho de bola. Se fosse 3 a 1 não seria uma placar injusto no quase perfeito entardecer de um legítimo dia de primavera em Porto Alegre. O dono da casa perdeu na bola, na técnica, na tática, na saúde.
Outra vez o Grêmio não funcionou como time, seus valores individuais estavam pálidos. Ninguém brilhou, pelo contrário. O grande nome do jogo foi o ala Rui, ex-Botafogo. Fez um jogo de exceção.
Saja marcou um gol de pênalti. Algo inédito na história do Grêmio em jogos oficias. Mas falhou no primeiro gol do Náutico. Foi o pior erro do goleiro argentino na temporada, que sofreu a ruptura de um tendão do braço, o cabo longo do bíceps, e está fora dos três jogos finais do Brasileirão.
O Grêmio mostrou que, ao contrário de 2006, está perdendo fôlego na reta final do campeonato. Seu ímpeto arrefeceu. Não é mais o time vibrantes de antes. A equipe gaúcha até começou bem o jogo. Correndo, marcando, buscando o gol, que veio num pênalti aos 40 minutos.
No segundo tempo, o Figueirense se organizou melhor e passou a atacar. Foi favorecido, ajudado, empurrado pelas lamentáveis substituições de Mano Menezes. Primeiro ele retirou Anderson e colocou Labarthe, com a surrada e falsa afirmação que ele tem o passe mais qualificado. Não tem. Aí desarrumou o meio-campo.
Depois, sacou Eduardo Costa e chamou Luciano Fonseca e a marcação foi para o espaço, abriu uma cratera no meio-campo. Luciano não tem futebol para jogar não só no Grêmio, mas em qualquer clube da Série A.
Para complicar ainda mais, Mano trocou Bustos por Ramon. Perdeu então a jogada de ala e não ganhou nenhuma de ponta, nem de ataque. No final, o Grêmio era um time desesperado, jogando com cinco atacantes (Diego Souza, Ramon, Luciano Fonseca, Jonas e Marcel), fazendo a ligação direta entre ataque e defesa.
A defesa, antes o setor mais regular do time, anda sofrendo gols em todos os jogos, dois a cada 90 minutos. Como Costa e Sandro estão mal, se posicionando errado, a defesa fica vulnerável, ajudado pelo mau momento da dupla de zaga, Léo e William.
Ainda é preciso observar a rodada que termina no final deste domingo. Mas a situação é dramática e a Libertadores é pura miragem. A realidade é a Copa Sul-Americana. Dos três jogos restantes, apenas o Corinthians joga no Olímpico. São Paulo e América atuam em seus estádios.
Poucos acreditam no futuro imediato do Grêmio. O coletivo vai mal, os valores individuais não fazem a diferençca. Raros imaginam que o time possa fazer sete pontos em nove, ainda mais jogando seis distante de Porto Alegre. A lógica diz que não. Só um milagre salva. Só se chamar o Imortal Tricolor. Bom, aí, é outra história...
Postado por Zini, Porto Alegre
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