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Posts do dia 4 novembro 2007

Quatro clássicos nacionais e a Libertadores

04 de novembro de 2007 2

Dos cinco clubes aptos ao G-4, fora do São Paulo, legítimo campeão, apenas o Cruzeiro (55 pontos) venceu. O Santos (59 empatou). Flamengo (55), Palmeiras (55) e Grêmio (54) perderam. Um empate com o Figueirense teria colocado o Tricolor na cobiçada área da Libertadores.

A rodada da semana que vem promete emoções em dobro em quatro clássicos do futebol brasileiro, envolvendo as maiores torcidas do país.

Olhando para o Sul profundo será preciso observar uma cena atípica, impensável, gremistas torcendo pelos colorados. O Inter recebe o Cruzeiro no Beira-Rio, inimigo direto do Grêmio. Os outros jogos são: Flamengo e Santos, Palmeiras e Fluminense e São Paulo e Grêmio.

Eu creio que uma das três vagas restantes ao G-4 é do Santos. Vanderlei Luxemburgo sempre chega e seu time é um dos mais equilibrados da competição. Imaginei que a outra seria do Flamengo, mas a derrota no Mineirão me fez recuar.

Há duas vagas em jogo ainda. E os meus favoritos são Flamengo e Cruzeiro. O Grêmio chegou ao final tropeçando nas próprias pernas, desgastado emocionalmente, errando dentro e fora de campo, e o Palmeiras, como venho dizendo, não tem time, nem técnico, para estar na parte de cima da tabela.

O Brasileirão 2007 terá três rodadas ainda, nove pontos. É o tiro final.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nilmar volta e o Inter renasce no Rio

04 de novembro de 2007 2

O Inter fez uma das melhores partidas do ano, especialmente no primeiro tempo, marcou duas vezes, venceu o Vasco (2 a 1) e deu um pulo na tabela. É décimo colocado, entrou na faixa da Sul-americana e se afastou das proximidades da área do rebaixamento.

A vitória no Rio foi a grande notícia do domingo. Mas há outras três:

1) A volta de Nilmar, sete meses e meio depois de uma segunda lesão no joelho, que fez tudo o que se exige de um centroavante, menos o gol. Entrou na área, driblou, chutou, mostrou coragem e o gol só não saiu por capricho da bola, que ás vezes maltrata os craques. Se Dunga viu já pode esquecer a dupla Vágner Love e Afonso Alves. O primeiro gol de Fernandão nasceu de um passe de Nilmar.

2) Os dois gols de Fernandão, o melhor em campo, depois de Nilmar. Ele jogou bem, fez uma perfeita ligação entre o meio-campo e ataque. O campo pesado o favoreceu. Fernandão é o cérebro do Inter, como disse o técnico do Vasco, Valdir Espinosa.

3) A boa atuação do Inter, longe daquele sofrível time que empatou com o Sport no Beira-Rio (0 a 0). Abel se recuperou, organizou um time com três zagueiros, um meio-campo forte e consistente e um ataque mortal, com Iarley e Nilmar. Se o primeiro tempo terminasse 4 a 0 para o Inter não seria nenhum exagero.

A questão agora é saber como será média do Inter nas próximas três partidas, a primeira contra o Cruzeiro, sábado. Se a competitiva, ousada e organizada equipe do primeiro tempo no Rio, ou a instável e desorganizada que empatou com o Sport, quinta passada?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dinheiro para o árbitro

04 de novembro de 2007 0

Com a bola nos pés, falso lento, o camisa 10 Carlos Valderrama tinha o passe qualificado, a técnica refinada e era o maestro da grande geração dos anos 90 do futebol colombiano. Sem chuteira, usando o tênis dos aprendizes, Valderrama luta para ganhar um espaço como técnico de futebol em seu país.

Hoje, ele é técnico assistente do Atletico Junior. Na semana passada, em Barranquilla, quando o Atletico foi derrotado pelo América (3 a 1) e perdeu a chance de entrar no playoff de oito clubes do Campeonato Colombiano, Valderrama agiu como um profissional de pelada do escritório da firma.

Indignado com a arbitragem de Oscar Julian Ruiz (fora da foto) correu até a linha lateral do gramado, mostrou e ofereceu um cédula de peso colombiano ao juiz. Sugeriu que o árbitro estava comprado, na gaveta.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Luis Fabiano reencontra o gol na Espanha

04 de novembro de 2007 0

Luis Fabiano, sete gols em 11 rodadas na Espanha  /Miguel Angel Morenatti, AP
Luis Fabiano fez um gol e ajudou o Sevilla a detonar o Real Madrid (2 a 0) na Espanha. O atacante é um dos goleadores do Campeonato Espanha, após 11 rodadas, com sete gols, vive boa fase, outra vez, e é muito mais jogador do que Afonso Alves.

Dunga poderia experimentá-lo na falta de alguém mais qualificado – se é que o Brasil tem um centroavante da escola de Careca, Romário e Ronaldo. Luiz Fabiano, pelo menos, faz gols. Algo que Vagner Love e Afonso ignoram na Seleção.

Apesar da derrota, na sua pior partida na competição, o Madrid ainda é líder, com 25 pontos, já que ainda não pode ser alcançado por Barcelona e Villarreal, que têm 21 e jogam hoje. O Sevilla é o 10º colocado com 15 pontos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Saja falha, Mano erra ainda mais e o Grêmio afunda

04 de novembro de 2007 0

O Figueirense amassou o Grêmio no Olímpico (2 a 1), então imbatível cidadela tricolor. Foi quase um banho de bola. Se fosse 3 a 1 não seria uma placar injusto no quase perfeito entardecer de um legítimo dia de primavera em Porto Alegre. O dono da casa perdeu na bola, na técnica, na tática, na saúde.

Outra vez o Grêmio não funcionou como time, seus valores individuais estavam pálidos. Ninguém brilhou, pelo contrário. O grande nome do jogo foi o ala Rui, ex-Botafogo. Fez um jogo de exceção.

Saja marcou um gol de pênalti. Algo inédito na história do Grêmio em jogos oficias. Mas falhou no primeiro gol do Náutico. Foi o pior erro do goleiro argentino na temporada, que sofreu a ruptura de um tendão do braço, o cabo longo do bíceps, e está fora dos três jogos finais do Brasileirão.

O Grêmio mostrou que, ao contrário de 2006, está perdendo fôlego na reta final do campeonato. Seu ímpeto arrefeceu. Não é mais o time vibrantes de antes. A equipe gaúcha até começou bem o jogo. Correndo, marcando, buscando o gol, que veio num pênalti aos 40 minutos.

No segundo tempo, o Figueirense se organizou melhor e passou a atacar. Foi favorecido, ajudado, empurrado pelas lamentáveis substituições de Mano Menezes. Primeiro ele retirou Anderson e colocou Labarthe, com a surrada e falsa afirmação que ele tem o passe mais qualificado. Não tem. Aí desarrumou o meio-campo.

Depois, sacou Eduardo Costa e chamou Luciano Fonseca e a marcação foi para o espaço, abriu uma cratera no meio-campo. Luciano não tem futebol para jogar não só no Grêmio, mas em qualquer clube da Série A.

Para complicar ainda mais, Mano trocou Bustos por Ramon. Perdeu então a jogada de ala e não ganhou nenhuma de ponta, nem de ataque. No final, o Grêmio era um time desesperado, jogando com cinco atacantes (Diego Souza, Ramon, Luciano Fonseca, Jonas e Marcel), fazendo a ligação direta entre ataque e defesa.

A defesa, antes o setor mais regular do time, anda sofrendo gols em todos os jogos, dois a cada 90 minutos. Como Costa e Sandro estão mal, se posicionando errado, a defesa fica vulnerável, ajudado pelo mau momento da dupla de zaga, Léo e William.

Ainda é preciso observar a rodada que termina no final deste domingo. Mas a situação é dramática e a Libertadores é pura miragem. A realidade é a Copa Sul-Americana. Dos três jogos restantes, apenas o Corinthians joga no Olímpico. São Paulo e América atuam em seus estádios.

Poucos acreditam no futuro imediato do Grêmio. O coletivo vai mal, os valores individuais não fazem a diferençca. Raros imaginam que o time possa fazer sete pontos em nove, ainda mais jogando seis distante de Porto Alegre. A lógica diz que não. Só um milagre salva. Só se chamar o Imortal Tricolor. Bom, aí, é outra história…

Postado por Zini, Porto Alegre

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