Ouvi a dura e injusta punição de Paulo Pelaipe imposta pelo imprevisível STJD no rádio ligado no interior de um táxi, preso no nervoso engarrafamento das 20h em Porto Alegre. O motorista desacelerou, o carro quase parou e eu fiquei pensando em injustiça.
Ele aproveitou o silêncio e disse:
- Marcaram o Grêmio na paleta, tchê...
Sacudi a cabeça, aprovei e fiquei voltei aos pensamentos, enquanto o carro rodava outra vez, engatando no fluxo. O competente assessor de futebol gremista criticou o STJD, está certo. Merecia uma punição? Óbvio que sim, quem trabalha com futebol não pode falar o que passa pela sua cabeça. Deve medir as palavras antes de tudo. Precisa pensar um pouco, soltar o ar três vezes, olhar para os lados e aí, sim, começar a falar.
Penalizar um dirigente com um ano de suspensão por meia dúzia de frases fortes é um ato ditatorial. Pegaram Pelaipe como exemplo. Usaram o dirigente gaúcho como referência.
Tipo:
- Olha o que acontece com quem ataca o STDJ nos microfones.
Se pegasse 30, 40 dias, não seria um exagero. O tribunal é injusto. Joel Santana, que, da beira do campo, mandou seus jogadores baterem nos colegas santistas, meses atrás, está treinando seu time com toda a tranqüilidade. Claro, ele é carioca, é da terra da corte e o Flamengo é amigo íntimo dos reis.
A vontade de colocar o Flamengo outra vez na Libertadores tem o tamanho do Rio e dos Estados do Nordeste, berços dos fãs do clube mais popular do país. Obina, que agrediu Índio covardemente, pegou 120 dias, mas a pena foi diminuída e Obina já entra em campo.
O palmeirense Valdívia, que atacou dois jogadores diferentes num mesmo jogo, em duas atitudes covardes, foi suspenso por cinco jogo. É, cinco, 450 minutos. Só cinco.
Enquanto o STJD continuar com as reuniões no Rio de Janeiro, os times de outros Estados sempre sofrerão mais. O STJD tem uma queda por paulistas e cariocas.
Postado por Zini, Porto Alegre






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