
O inclemente sol das 11h vai ditar o ritmo em alguns jogos do Brasileirão 2008. É o ruim jogar no final da amanhã no Maracanã num domingo de praia. É um suplício atuar na Fonte Nova no pior horário do dia.
Mas os clubes do Brasil querem buscar espaço no mercado asiático, onde os torcedores adoram o futebol inglês, onde o Manchester United tem mais torcedores do que na Inglaterra. Na Ásia, como na Europa, os clubes brasileiros não são nada, claro, não tem jogadores para mostrar. O que vale e rende dinheiro é a Seleção Brasileira
O público sofre no sol, os jogadores penam mais, mas os clubes engordam suas contas bancárias. Não conheço os números, não sei se a mudança vale a pena. Mas o novo mercado, que funciona com outro fuso horário, tem dinheiro e patrocinadores em potencial.
Conta também, por outro lado, a parte ruim, a gigantescas rede de apostas ilegais que se espalham por Singapura, Tailândia, Vietnã, Malásia, China, Hong Kong e Macau. Hoje mesmo a Interpol acabou com um grupo de 423 pessoas que movimentava R$ 1,3 bilhão e atuavam em 272 locais de apostas clandestinas.
O Brasil corre o sério risco de entrar neste mercado subterrâneo e bandido a partir do momento que os seus jogos começarem a aparecer nas televisões da Ásia. Não por vontade dos dirigentes que estão abrindo um novo, e talvez promissor, mercado. São pessoas honestas, gente competente como Fãbio Koff e Fernando Carvalho, os dois maiores dirigentes esportivos da história centenária do futebol gaúcho. Mas pela bandidagem que circula no meio, pela corrupção.
A verba para a compra jogadores, dirigentes e juizes corruptos pode aumentar muito, subir para valores que o Brasil ainda não conhece. Lembra de Edilson Pereira de Carvalho, o árbitro que manipulou jogos do Brasileirão 2005? Nomes existem e as punições são leves, quando muito precisam deixar o futebol. A cadeia passa longe dos corruptos.
O futebol abre um novo mercado, que é sempre bem-vido porque atrai novas verbas e um novo público. A corrupção também deve investir. Só a lei pode ajudar a nossa defesa.
Postado por Zini, Porto Alegre
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