O carioca Mário Sérgio, 57 anos, tem a absoluta simpatia dos atuais dirigentes do Grêmio. No pantanoso ano da Série B, Mário Sérgio recebeu as chaves do departamento de futebol para começar de novo. Passar a borracha, sair do zero. A providência inicial de Mário Sérgio foi chamar Hugo de León como técnico, seu homem de confiança, em 2005.
A dobradinha naufragou no Olímpico. O grande zagueiro uruguaio, transformado em treinador, saiu antes. O talentoso canhoto tomou o mesmo caminho depois da contratação de Mano Menezes. Mas seu trabalho é sempre elogiado no Olímpico. Ninguém esqueceu a ajuda que ele ofereceu num dos momentos mais desesperadores da história do Tricolor.
Quando buscou Mano, a direção tricolor enxergou na frente, contratou um técnico que, menos de três anos depois de descer a Serra, é reconhecido como um dos três melhores profissionais da área em atividade no país. Mostrou visão, competência, deu exemplo.
Ao acenar com Mário Sérgio, os mesmos dirigentes fazem uma aposta arriscada. Claro, todo novo técnico corre riscos. Mas alguns correm mais porque são conhecidos e trazem uma história junto.
Mário Sérgio é um técnico que tem longo currículo. Mas ao abrir a folha corrida do treinador, observar os trabalhos, não há nada relevante, um só título, uma só grande equipe organizada. Mário Sérgio teve a chance de trabalhar em equipes importantes do futebol brasileiro. O seu armário, porém, não mostra um, um só, troféu significante em duas décadas de carreira.
Ele começou treinando o Vitória em 1987. Passou por Corinthians e São Paulo, trabalhou no Botafogo, Atlético PR e Figuirense, entre outros. Sua última experiência no comando de um time teve a exata duração de três partidas, três derrotas, no Botafogo, entre setembro de outubro deste ano.
Mário Sérgio não é o técnico ideal, não é o legítimo sucessor de Mano (pena que o Mano não tenha feito um sucessor no clube) e não creio que possa organizar um time competitivo como manda as referências do clube.
Entre hoje e ontem, na Redação de ZH, na rua e ao telefone, no bar, na corrida e nas compras, falei e encontrei várias pessoas. Ninguém se mostrou eufórico com um nome que ainda não foi confirmado. Os mais experientes, com mais vivência em futebol, sempre lembraram do Mário Sérgio jogador, eleogiando demais. Ao técnico não ofereceram nada mais do que dúvidas. Pilhas delas, montes que não caberiam no interior do Olímpico Monumental.
Postado por Zini, Porto Alegre
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