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Posts de janeiro 2008

A matemática de Fábio Rochemback

31 de janeiro de 2008 11

Tudo fica mais fácil quando um jogador mostra a vontade de jogar no clube A, B ou C. Tudo fica muito mais complicado quando um jogador decide trocar de clube e os dirigentes impedem a transferência. Aí, não adianta forçar. Jogador incomodado é problema. Ele pode até ficar, mas permanece de cara torcida, descontente, buscando duas dúzias de desculpas para não entrar em campo.

Fábio Rochemback, 26 anos, quer porque quer deixar o Middlesbrough FC. Sua jornada inglesa acabou. Seu clube é da ponta de baixo da tabela, fraco demais para tentar qualquer coisa importante, seja na Premier League ou nas copas inglesas.

Jogando no Boro, apelido do Middlesbrough FC, o volante gaúcho não chamou atenção dos grandes britânicos, nem dos gigantes europeus, apesar das suas qualidades. Mas poderia voltar ao Sporting, de Portugal, onde é ídolo desde 2004, mas dificilmente para o Barcelona, onde começou seu périplo europeu num péssimo momento do clube, logo depois de ter deixado o Beira-Rio.

Rochemback deseja voltar o Brasil e se esforça muito para mudar de endereço. Dinheiro não é problema, talvez a Seleção seja seu sonho, meta.Quando trocou Portugal pela Inglaterra, o Sporting recebeu 3,5 milhões de euros.

Rochemback já garantiu seu futuro em sete anos fora do país. O jogador imagina que no Brasil pode ficar mais perto dos olhos de Dunga, no Estado mais ainda. O técnico da Seleção vive em Porto Alegre. 

Rochemback não deixa de ter razão. Os jogos periféricos do campeonato inglês passam longe da cobertura das nossas tevês. É mais lógico que Dunga assista Rochemback, 1m83cm de altura, no Brasil do que fora dele. A convocação do jogador, porém, é outra história. Ele precisa mostrar bola para tanto.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio é um time de estrangeiros

30 de janeiro de 2008 5

Anderson e Lucas: do Grêmio para os maiores times do mundo/Paulo Franken, Banco de Dados - 19/08/2005
 

Os dois garotos fantásticos do Grêmio do novo século, Anderson e Lucas, foram jogar em dois dos maiores times do mundo, Manchester United e Liverpool.

Talvez influenciado pela onda britânica, o Tricolor resolveu formar um time com %22jogadores ingleses e outros estrangeiros%22.

Veja a lista: Victor, Wagner, Anderson (Pico), Willian (Magrão), Peter, Roger e Johnatan e, quem sabe, Rochembach.

Brincadeira, claro. A sacada foi do jornalista Luiz Antonio Corazza.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Grêmio ainda negocia, negocia, negocia...

29 de janeiro de 2008 16

É bom sonhar, imaginar que a Mega Sena é nossa, milhões escorrendo numa conta bancária, um chute na rotina e outra vida sob o sol numa praia da costa azul do Pacífico.

O Grêmio sonha, faz o fã viajar nas jogadas de Souza, Diego Souza, Rafael Sobis, D%27Alessandro, Fábio Rochemback, entre outros bem votados. O torcedor escala um time fictício, acha lugar para jogadores imaginários num time ideal e anuncia vitórias, conquistas, decisões, títulos. O futebol é assim. Construído à base de sonhos.

O torcedor sempre esperando mais, querendo mais. Os jogadores podem ficar onde estão, jamais pisar num estádio como o Olímpico, mas a direção faz bem em negociar com jogadores de primeiro escalão. De reservas o Olímpico está tomado e que vê o atual time sabe, imagina, que seu desempenho não será dos melhores.

A carência gremista é de atletas de primeira classe. O Grêmio está tentando, se mexe, negocia, conta, soma os pilas. É possível notar o esforço dos dirigentes. O pior é ficar entregue a mesmice. Pior ainda é não ter tentando, mesmo que a crise financeira seja aguda.

O Grêmio sabe, os torcedores têm certeza: os reforços são a salvação. Como está, não dá, apesar do esforço, da boa vontade, da aplicação de todos os jogadores do grupo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Lesão atrasa o ano da volta de Nilmar

28 de janeiro de 2008 12

Pato e Nilmar, uma comparação fora de ordem/Luca Bruno, AP
Nilmar é o segundo melhor atacante gerando nas categorias de base do Estado no novo século. Pato é o primeiro. Walter nasce (nasce, eu disse) com potencial para ser o terceiro.

Da base do Grêmio surgem magníficos meias. O Tricolor não conseguiu ainda gerar atacantes completamente acima da média na primera década do ano 2000. A receita recente está no Beira-Rio. Guardada, depositada em cofre muito forte. Ninguém jamais leu uma linha fora dos domínios colorados. Vale ouro puro.

O estiramento no músculo posterior da coxa esquerda vai atrasar o ano de Nilmar em 40 dias. Afastá-lo do time, adiar seus gols, interromper sua possível volta à Seleção. Faz um ano, talvez um pouco menos, que Nilmar não consegue jogar cinco, seis partidas seguidas. As lesões em série não permitem.

Longe da sua melhor forma, ele não merece a atenção de Dunga, que se vira em direção de outros atacantes. Para Nilmar, Seleção, se vier, é só no segundo semestre.

PS: Comparação que não dá mais para agüentar no Rio Grande do Sul é aquela forçada entre Nilmar e Pato – e é só nos Pampas que a análise prospera. Convenhamos. Pato é superior. Prova a cada 90 minutos com gols e jogadas especialíssimas. Com 18 anos, joga no Milan e já é ídolo. Nilmar é um grande atacante, mas a comparação é exagerada, fora de ordem.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter joga bem, faz 4 a 1, mas perde Nilmar

27 de janeiro de 2008 11

O Inter ganhou, mas perdeu. Fez 4 a 1 fácil, passeando, no modesto São José, porém sentiu a lesão muscular do atacante Nilmar. O Colorado jogou a sua melhor partida no Gauchão 2008 e exibiu um Alex acima de tudo, até da sua própria média: dois gols, passes, lançamentos, criatividade, movimentação e marcação.

O Inter assume a liderança da Chave 2, embora tenha um jogo a mais que o São Luiz, e exibe o ataque mais positivo da competição. Marcou oito gols em três jogos.

Alex desequilibrou a partida da terceira rodada, que ainda teve Iarley assumindo a liderança dos goleadores do campeonato com três gols, e as boas atuações de Iarley, Sidnei, Edinho e Marcão.

O outro lado da vitória, além da lesão Nilmar, mostrou a expulsão justa de Magrão, que ainda está longe da sua melhor forma. Bom jogador, está destoado dos demais. Não é o mesmo volante dos tempos de Palmeiras ou do São Caetano. Se continua neste ritmo, perde a vaga de titular.

O Inter mandou nos 90 minutos, tática e tecnicamente. Sem ambição e talento, o São José achou um gol no final do primeiro tempo. Durou menos de 60 segundos a alegria, pois o Inter marcou outra vez em seguida. Depois, só deu Inter, ainda mais quando o São José resolveu se abrir em busca de um resultado melhor.

Nilmar anda apanhando demais dentro de campo, embora a sua lesão muscular tenha sido provocada num arranque, numa escapada pelo lado esquerda da defesa adversária, na tentativa de superar a zaga adversária em velocidade. Os zagueiros batem sem pedir licença, sem dó. Os árbitros olham para o lado. Jogador habilidoso sofre no Gauchão. Nilmar não é caso isolado. A maioria dos árbitros está ao lado da violência. Perde o espetáculo, o torcedor, o telespectador.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio: três jogos, duas vitórias, 10 observações

26 de janeiro de 2008 14

O Grêmio foi nota 6 na estréia do Gauchão (3 a 0, 15 de Novembro). Ganhou um mísero 3 no empate com o Sapucaiense (1 a 1). No seu terceiro jogo, com o Santa Cruz (1 a 0), ficou no 4 sem louvor.

Os erros foram quase os mesmos do jogo do meio da semana, no Vale do Sinos, problemas no meio da zaga, nas alas, na articulação e no ataque. Os acertos foram raros, um deles a afirmação de William, o outro, o bom futebol de Eduardo Costa, a performance de VIctor. A vitória foi justa. O futebol foi decepcionante. O ataque ficou mudo outra vez.

Antes de tudo, falta talento ao Grêmio do sincero Vágner Mancini. Faltam qualidade, bons jogadores, seqüência de jogo ao time. Alguns poucos torcedores vaiaram o time. Bobagem! Não é hora. “São os torcedores profissionais”, como dizia Nelson Rodrigues. Torcedores de resultados, gente sem alma, sem a real compreensão do futebol. Muitos elegem como alvo errado jogadores recém saídos das categorias de base.

O Grêmio está construindo um novo time, a arquitetura leva tempo. O time de hoje não será o verdadeiro time de 2008. Mas com 270 minutos de futebol na nova temporada é possível observar:

1) Falta acabamento ofensivo aos dois laterais quando eles se transformam em alas. O cruzamento é ruim, o passe também, o lançamento pior ainda. Paulo Sérgio destoa. Jogo se ganha pelos lados do campo, especialmente com adversários fechados.

2) O meio-campo carece de um articulador, não o 10 cerebral, porém meio lento dos velhos tempos. Mas um jogador moderno, veloz e participativo, capaz de servir de garçom, mas, ao mesmo tempo, encorpar o setor de marcação.

3) A dupla Reinaldo/Tadeu não combina. São muito parecidos, não têm o drible, o dom da tabela e a jogada pessoal e qualificada. Em três jogos, apenas Tadeu fez gol, e de pênalti. Em três jogos, cinco gols, apenas um nasceu dos pés de um atacante. Será que um garoto da base não faria igual ou melhor?

4) Peter é atacante, no máximo segundo atacante. Não consegue completar o papel de organizador, de articulador. Não é, nem gosta. Suas três partidas não o recomendam.

5) Jonas tem mais de meio ano de clube. É segundo atacante, mas não faz gol, nem assiste. É baixo e só aparece nas jogadas laterais, com dribles laterais, quase sempre ineficientes. Não tem qualidades para ser titular.

6) William, o Magrão, foi o melhor em campo em duas das três partidas. Fez dois gols, é o goleador da equipe, tem controle de bola, sabe sair jogando e pode ser o segundo volante. Gosto da sua movimentação, da sua marcação, da sua chegada na área adversária. Mas ele ainda erra passes fáceis pela natural afobação da inexperiência e, ás vezes, segura a bola de mais do meio campo. Ali, é pegar e tocar, pegar e tocar. Se segurar, perde, Sofre a falta.

7) Vágner Mancini insiste em jogar com quatro atacantes, com dois deles, Peter e André Luiz, ajudando o meio-campo. Não funciona. É um sistema tático de antigamente. Não vai funcionar com adversários mais qualificados. Vai perder o setor e o jogo. O único time que consegue jogar com quatro no ataque é o Manchester United porque é dono de quatro craques.

8) André Luiz, que foi bem na estréia, caiu nos dois jogos seguintes. Funciona melhor nas jogadas ofensivas. Tem certa dificuldade para atuar no meio-campo.

9) Victor ainda deve enfrentar ataques mais qualificados. Mas é um goleiro que ainda precisa entender que mudou de cidade, estado e clube. Abusa do balão, favorece o adversário. Precisa sair jogando com as mãos. Já fez boas defesas, é seguro e sai bem do gol. É promessa.

10) Um dos problemas mais sérios do time é a falta de retenção da bola no meio-campo. O setor marca, mas não cria. Não organiza as jogadas, não serve os atacantes, não faz a bola rodar. Em certos momentos, os jogadores insistem nas ligação direta entre defesa e ataque. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Paulistas avaliam Jean, o novo zagueiro gremista

25 de janeiro de 2008 20

Divulgação, Rubin Kazan
Tento lembrar, pergunto, mas meus colegas de ZH conhecem pouco ou nada de Jean, o zagueiro de 28 anos, 1m85cm de altura, que o Grêmio está importando do frio russo. Eu também confesso que não lembro do jogador.

O jeito foi buscar maiores informações em São Paulo, nas redações dos grandes diários editados na capital paulista. Os elogios ao zagueiro são escassos.

Os jornalistas, alguns sãopaulinos de alma e coração, lembram que Jean não formou uma grande zaga ao lado de Júlio Santos – hoje colega de Patrício, que não é pior que Paulo Sérgio, acredite, na Portuguesa de Desportos.

Falam ainda que foram os sucessores de Jean que acabaram de vez com os problemas da zaga do São Paulo, recordam assim de Lugano, Fabão, Rodrigo, Miranda, Breno. Jean, portanto, não deixou saudade.

Ao mesmo tempo, os colegas de São Paulo dizem que Jean é um jogador técnico e valente, com certa segurança na grande área e com uma boa saída de bola. Tinha até uma boa liderança junto aos colegas nos seus tempos paulista e era considerado um zagueiro promissor, formado nas categorias de base do clube, apesar de não ser muito alto, esguio até.

Seus anos russos podem ter lhe acrescentado experiência, a sabedoria dos atalhos, novas formas de se impor na zona da área. Mas ele nunca foi destaque na Rússia, jamais foi um jogador acima da média. Se fosse, teria sido contratado por um grande clube europeus, sempre babando por um bom zagueiro brasileiro.

Pelo seu perfil, por anos de Europa, só será possível avaliar a realidade de Jean no gramado, depois de uma série de partidas. Antes, as análises ficam pregadas no passado, o que vale pouco para um jogador de futebol que muda de pais e de equipe. Jogador de futebol precisa provar todos os dias que pode ser melhor amanhã, ou pelo menos igual ao seu melhor ontem.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Duas rodadas depois, o Interior manda no Gauchão

25 de janeiro de 2008 8

Caxias e São Luiz estão no topo/Banco de Dados ZH
Dividido em dois blocos de oito clubes cada, duas rodadas depois, o Gauchão apresenta o Interior na liderança. Caxias e São Luiz, chaves 1 e 2, não enxergam ninguém acima. As duas lideranças são ilusórias, nós sabemos, conhecemos o futebol do Interior do Rio Grande do Sul. Seus clubes raramente têm fôlego para manter atuações regulares durante três meses.

Quatro se classificam em cada grupo. Os lanternas trocam de divisão.

O que espanta mais é a colocação da dupla Gre-Nal, os dois favoritos ao título, o Inter mais. O Grêmio é terceiro na sua chave. O Inter é segundo. Os dois perderam pontos fora da Capital, ganharam em seus respectivos estádios. Cada um somou quatro pontos em seis possíveis. Os empates custaram a liderança.

O Grêmio ainda procura um time confiável, carece de valores, de jogadores qualificados. O Inter tem um time pronto. A terceira rodada deve mostrar algo mais..

O Grêmio volta ao Olímpico, pega o Santa Cruz (5º) colocado e tenta passar a borracha na má atuação no meio de semana. O jogo com o Sapucaiense (1 a 1) exibiu todas as carências do Tricolor.

O Inter enfrenta outro quinto colocado, o São José, em Porto Alegre. A vitória sobre o Veranópolis mostrou um Inter superior ao que ficou em 2 a 2 com o Inter SM, domingo passado.

O Inter cresceu, o Grêmio estacionou na rodada passada. Mas quem manda no Gauchão, de acordo com a segunda rodada do campeonato regional de 2008, é o Interior, Caxias e Ijuí.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Inter no Beira-Rio: de Dubai ou de Santa Maria?

24 de janeiro de 2008 11

Ramon, Sidney e Alex se preparam para enfrentar o Veranópolis/Jefferson Botega
O Beira-Rio morre de saudade de um Inter que não vê desde o ano passado. Anda louco para saudar o Inter que venceu a Inter, não o que empatou em 2 a 2 com o Inter SM. Empate que significou derrota, como o do Grêmio na decepcionante noite do Vale dos Sinos.

A torcida quer ver o time anunciado, festejado, celebrado como um dos melhores dos últimos tempos usando a camisa vermelha. O Colorado continua favorito ao título do Gauchão. A prova é grupo de jogadores, os altos salários, a experiência. A grama do Beira-Rio deve ajudar quem gosta de jogar bola, ao contrário do irregular gramado de Santa Maria.

O Inter de domingo passado teve alguns problemas, como falhas na defesa, pouca criatividade no meio-campo e um Nilmar abaixo da sua média. Sentiu demais a falta de Guiñazu.

Sob os olhos do seus fãs, o Inter deve crescer, jogar um futebol mais qualificado, talvez mais vistoso. O adversário motiva um pouco mais. É o Veranópolis, o mesmo que afastou prematuramente o Inter do Gauchão no ano passado. Revanche não é a palavra adequada, carrega um sentido pejorativo. Mas o Inter está doído, quer ganhar. Vitória é o único resultado aceitável. Outro qualquer rende uma jamanta de especulações.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Empate no Vale foi derrota para o Grêmio

24 de janeiro de 2008 22

O Sapucaiense deu um show!/Valdir Friolin
O Sapucaiense não foi o máximo. O Grêmio é que foi o mínimo. O Sapucaiense jogou o que sabe, correu o que pode. O Grêmio podia jogar cem horas seguidas que não venceria ninguém na quarta-feira, nem o Sapucaiense, recém chegado da Segunda Divisão.

O jogo no péssimo gramado do Estádio Cristo Rei, no Vale do Sinos, o empate em 1 a 1, mostrou todos os defeitos de uma equipe jovem e em construção. Tanto que o melhor jogador do lado azul foi o goleiro Victor, salvando o time em duas vezes. Uma delas aos 90 minutos numa grande defesa, no reflexo, embaixo da linha do gol. O empate gremistas saiu de um pênalti duvidoso aos 33 minutos.

O 1 a 1 murchou a torcida tricolor, ficou uma sensação de derrota. O Grêmio é o terceiro do Grupo A. Os jogadores gremistas ainda buscam ambientação. O meia André Luis, por exemplo, nem sabe direito onde está jogando. Depois da partida, disse que o empate na casa do adversário foi bom resultado. Pode ser em Minas Gerais, No Gauchão não é, André Luis. Empate é derrota em alguns casos, contra certos adversários.

Fora o goleiro Victor, os problemas apareceram em todos os setores. Os dois alas ficaram pregados em seu campo, jamais chegaram em condições de cruzar, nunca ofereceram qualidade as jogadas ofensivas. O zagueiro Vágner falhou muito.

No meio, só correria e combate, nada de inteligência. William Magrão errou todos (todos) os passes ofensivos, o articulador Peter não tocou na bola, sumiu. Os dois atacantes, Reinaldo e Tadeu, ficaram plantados, sem a mínima habilidade para o drible, a jogada pessoal. Como no ano passado, os atacantes estão isolados, sem garçons, sem ninguém que ofereça a oportunidade do gol, o passe perfeito, a tabela e o lançamento.

O Grêmio foi tudo, menos um time de futebol competente, o avesso da equipe que jogou bem e fez 3 a 0 no 15 de Novembro três dias atrás. Vágner Mancini demorou para mexer no time no intervalo. Podia ter trocado os alas, Peter, André Luis e os dois atacantes, qualquer um. Demorou.

Vágner precisa orientar melhor os jogadores nas cobranças das faltas. Em dois lances laterais, eles chutaram direto ao gol quando o certo seria cruzar. Num lance frontal, perfeito para o chute direto, Eduardo Costa tentou levantar para a grande área. Todos os lances não levaram a nada. É a hora do técnico.

Dos novos contratados, apenas Victor apareceu, cresceu e foi o melhor do jogo. Da garotada da base, nada. Foi um jogo para esquecer. Todo o bom futebol de sábado passado, no 3 a 0, sumiu, desapareceu. Sábado tem o Santa Cruz no Olímpico. Pelo menos a grama vai ajudar.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Figueroa quebra duas costelas no Chile

23 de janeiro de 2008 2

Lenda colorada, o chileno Figueroa, 61 anos, sofreu um acidente sério dias atrás na cidade de Melipilla, vizinha da capital Santiago. O ex-zagueiro era espectador de jogo entre as seleções femininas sub-17 do Chile e da Argentina.

Ao pisar na tribuna do estádio, uma tábua cedeu, e Figueroa desabou de uma altura de quatro metros, ao lado do neto. A criança sofreu apenas escoriações. Figueroa fraturou duas costelas.

A informação é da AP.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Seis questões para os 90 minutos do Grêmio no Vale

23 de janeiro de 2008 6

Gauchão é assim. Sem estádio em condições de abrigar um jogo do campeonato, o Sapucaiense lança um S.O.S. e ganha as luzes noturnas do Estádio Cristo Rei, na vizinha São Leopoldo, no jogo com o Grêmio. O adversário é frágil como o 15 de Novembro?

Deve ser, é novato na elite do futebol local, não tem tradição e experiência e faz o jogo mais importante da sua história. Mas quando é que os times do Interior, com raras exceções, não foram carentes de valores, de futebol, vivendo apenas da raça e da correria? Vamos, diga aí?

O Sapucaiense é mais um da turma, sem desmerecimento, apenas olhando a realidade. Ou estou enganado e o Sapucaiense veio para ficar, assumir o papel de grande zebra da temporada regional de 2008? O primeiro jogo contra a Ulbra, derrota de 3 a 2, mostrou que não.

O Grêmio faz seu segundo jogo. O primeiro foi bom, vitória de 3 a 0. Ficou a boa atuação dos jovens criados nas categorias de base do Olímpico, a discreta presença dos recém contratados, com exceção do insinuante André Luis, e o desempenho coletivo da equipe.

O jogo comporta uma série de perguntas. Eu não tenho respostas, não sei se você teria. Tem?

1) Como estarão a grama e a luz do Cristo Rei?

2) Recém abandonando fase de pré-temporada, o Grêmio pode manter o mesmo desempenho coletivo do primeiro jogo?

3) Os jovens da base continuarão com um desempenho superior ao das contratações? (todas médias até provarem o contrário)

4) O ataque, que não funcionou sábado passado (os gols foram marcados por homens do sistema defensivo: Léo, Anderson e William), vai entrar em campo?

5) Será que o goleiro Victor será testado hoje pelo ataque adversário?

Hi, lembrei de uma sexta, o Grêmio pode finalmente ganhar uma partida fora do Olímpico? Mano Menezes saiu de São Paulo, levou o seu remendado Corinthians ao Interior e perdeu de goleada. Apesar da sua competência, Mano tem a fama de ser um técnico caseiro.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Yo soy el Diego de la gente

23 de janeiro de 2008 0

A vida de Diego Maradona, polêmico jogador argentino, virou livro. Confira os pontos fortes desta obra no meu comentário em vídeo:

Postado por Zini

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Dunga chama sete ídolos gaúchos

22 de janeiro de 2008 8

Julio Baptista está na lista do técnico Dunga/AP
Dunga chamou 22 jogadores para o amistoso contra a Irlanda, no dia 6 de fevereiro, em Dublin. Sete deles têm passam pela dupla Gre-Nal: Renan (Internacional), Maicon (Inter de Milão), Lúcio (Bayern de Munique), Lucas (Liverpool), Anderson (Manchester United), Rafael Sobis (Real Bétis), Alexandre Pato (Milan).

Dos sete, dois são titulares, Maicon e Lúcio. Entre os sete ídolos gaúchos, mas nem todos com certidão dos Pampas, apenas Rafael Sóbis não tem potencial para ser titular da Seleção, posto no melhor ataque do mundo.

Ronaldinho, machucado, ficou de fora da nova lista. Não vai fazer falta. Sua fase é a pior desde que deixou o Paris Saint Germain. Na Seleção, ele nunca foi o jogador que era (era) no Barcelona.

O técnico acerta na convocação. Chama gente jovem. Amistoso é lugar dos inexperientes, é jogo de testes, é período de experiência. Dunga ainda busca um time, laterais, volantes, meias e atacantes. Dos 11, apenas Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan, Kaká e Robinho são titulares de Dunga. Cinco vagas ainda estão abertas. A briga vai ser boa.

As Eliminatórias são barbada pura. A classificação é certa. Dunga precisa fazer um novo time para a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. A nova equipe começa com os jovens, todos atuando na Europa, recheada por outros craques mais experientes.

Na sua primeira lista de 2008, Dunga incluiu dez jogadores com idade inferior ou igual a 23 anos: os atacantes Alexandre Pato e Rafael Sóbis, os meias Thiago Neves e Anderson, os volantes Lucas e Hernanes, os laterais Marcelo e Rafinha, o zagueiro Breno e o goleiro Renan.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Aperto de mão em árbitro não funciona

22 de janeiro de 2008 0

Polêmica com árbitros na Série A de Ronaldo/Paolo Giovaninni, AP
Li hoje cedo no jornal italiano %22La Gazzetta dello Sport%22 uma das melhores histórias de futebol nesta entrada de 2008. Os árbitros do país desejam ficar longe dos apertos de mão logo depois das partidas, medida recente adotada pela Federação Italiana de Futebol (FIF) para devolver ao jogo algumas idéias de civilidade. Não é por má educação, é preservação.

 

Explico: após os 90 minutos, o árbitro e os auxiliares se dirigem ao meio-campo e esperam os jogadores para um rápido aperto de mão. Os jogadores, porém, estão indo mais adiante.

Além da bem-vinda saudação, os jogadores estão criticando os juízes e suas decisões, reclamando de faltas, pênaltis, escanteios, gols anulados, violência, etc.. Fazem uma roda, cercam o juiz, falam, gesticulam, pressionam.

Criticados pelo fraco desempenho nas partidas, onde erram cada vez mais e irritam todo mundo, os árbitros italianos ainda estão tentando se recuperar do escândalo de 2006, quando foram acusados de manipular resultados na Série A.

Postado por Zini, Pires

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Anderson Pico é melhor no meio-campo

21 de janeiro de 2008 18

Anderson Pico levou a maior dose de elogios na boa estréia do Grêmio no Gauchão. Fez até gol na vitória de sábado contra o 15 de Novembro, 3 a 0 fácil, depois que o adversário contou com apenas 10 jogadores durante quase uma hora.

O jogador é um dos raros que atua na lateral esquerda (e bem) sem usar a perna esquerda como preferencial. Ele é destro, dono de um chute forte e preciso, o que não é muito comum. Bate bem falta e pênalti.

Mas quando vai ao ataque, na hora do cruzamento, ele, ás vezes, precisa enquadrar o corpo e trocar de pé no momento do levantamento. Ao trocar de pé, Anderson perde segundos preciosos, facilita o controle da zaga adversária.

O jogador também tem certa dificuldade em fazer a jogada de linha de fundo, algo definitivo na vida de um lateral (ou ala). Anderson é muito jovem, é bom jogador, tem futuro, mas talvez seu melhor lugar não seja na lateral esquerda, nem mesmo na lateral direita.

Acredito que Anderson possa atuar no meio-campo com vantagens sobre o Anderson lateral. Ele sabe jogar, chutar, lança e passa bem e tem boa velocidade e um drible interessante.

Mancini poderia testá-lo com um terceiro homem de meio-campo. Lateral esquerdo de futuro é Marçal, dos juniors. Não precisa buscar outro como Paulo Sérgio que, apesar de esforçado, não tem os apetrechos necessários para a posição como a inteligência no passe e a qualidade no cruzamento.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Souza diz na tevê que prefere o São Paulo

21 de janeiro de 2008 23

Assisti no conforto do sofá Souza falando ao canal SporTV domingo depois do final da segunda rodada do Campeonato Paulista. Souza jogou, fez gol e o São Paulo venceu. Vi, e ouvi bem, o jogador falando que deseja ficar na capital paulista.

Mas que a proposta do Grêmio é muito boa, é ótima. Quando falou na proposta gaúcha, sorriu. Os altos valores da transação devem ter tocado no seu cérebro e provocado uma rápida corrente de satisfação.

Longo depois de Souza, entrou Muricy, sem chapéu e de cabelo pintado (nada contra) e com um humor de segunda-feira com dor de dente (tudo contra). Foi enfático. O melhor técnico em atividade no país disse que Souza fica. O São Paulo conta com o jogador, que deve falar com o presidente do clube.

Souza, que é bom jogador, polivalente e tudo mais, tem contrato com o São Paulo até 2009. A longa, arrastada e, às vezes, irritante novela Souza parece não ter fim. Pls, por favor, um The End.

PS: se Muricy Ramalho destila mau humor treinando o São Paulo, melhor time do país, imagina se ele trabalhasse no Central de Caruaru?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Empate do Inter teve sintomas de derrota

20 de janeiro de 2008 22

Com o de Milão, o Inter pode, ganhou (2 a 1). Com o de Santa Maria, não. Empatou. Ficou no 2 a 2 e o resultado deixou um certo gosto de derrota. O fã colorado esperava uma grande partida, uma robusta vitória. Ficou na esperança.

O favorito ao título regional patinou no começo do Gauchão. Viajou ao centro do Rio Grande do Sul em busca de três pontos, volta com um ponto, uma magérrimo ponto. O empate frustrou a torcida.

Abel Braga procurou os culpados fora do seu time. Primeiro, a arbitragem, depois, o cansaço – e ainda disse que o Campeonato Gaúcho é mais difícil que o Paulista. Menos Abel, menos.

O técnico esqueceu de apontar os erros defensivos do time, especialmente no lado de Marcão. Não falou das falhas de conclusão do seu ataque, quatro gols vivos desperdiçados, nem da falta de criatividade do meio-campo.

No primeiro tempo, com gás, o Inter SM equilibrou o jogo num gramado de má qualidade. No segundo, sem o preparo físico ideal, abriu espaço e o adversário dominou, foi superior. Podia ter vencido a partida.

O Inter da Capital só não venceu pela falta de habilidade dos seus atacantes. O 2 a 2 não tira o favoritismo do Inter. Apenas alerta, liga uma luz no Beira-Rio.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dubai entra na briga pelo Liverpool

20 de janeiro de 2008 1

A bilionária família real de Dubai, através do seu braço financeiro, a Dubai Internacional Capital (DCI), fez uma proposta de 430 milhões de euros para comprar o Liverpool. Um dos grandes times da Europa é hoje propriedade de dois americanos, George Gillet e Tom Hicks.

O clube vive uma crise financeira histórica e deve quase 250 milhões de euros, dívida que precisa ser paga até meados do mês que vem. A torcida promete protestar segunda feira, antes do jogo com o Aston Villa.

O clube está na mesa do jogo financeiro de um grupo de bilionários. O futebol não interessa nada neste momento. O que vale é o lucro que o clube possa gerar na bolsa de valores. Os fãs não aceitam. O Liverpool, do ex-gremista Lucas, é uma entidade mítica na Grã-Bretanha. Os torcedores gritam nas ruas, protestam, contra quem deseja fazer do seu adorado clube apenas uma grande negócio.

No Brasil, pelo menos, ainda está livre dos barões da bola. Por enquanto.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Vitória na estréia dá tranqüilidade ao Grêmio

19 de janeiro de 2008 4

Trinta minutos, não mais, nada mais. O Grêmio precisou de apenas 30 minutos para liquidar o 15 de Novembro no excelente gramado do Olímpico, com 10.851 espectadores. Fez 2 a 0 (depois 3 a 0 no segundo tempo). Podia ter feito mais, o adversário era frágil. O irresponsável Marco Aurélio, o Jacozinho, foi expulso aos 33 minutos de jogo.

Independentemente do inimigo da vez, o Grêmio jogou bem, surpreendeu até no primeiro jogo oficial da temporada 2008. Mostrou um bom esquema tático, boa organização, bom futebol. Os destaques estiveram com os ex-jogadores das categorias de base, como Anderson, o melhor em campo, William e Léo – os três marcaram os gols da partida de estréia no Gauchão.

Dos novos o que mais apareceu foi o meia André Luis, um jogador muito rápido e habilidoso. O goleiro Victor nem pode ser testado, a bola nunca chegou com perigo ao seu gol. Peter e Reinaldo não apareceram. Paulo Sérgio mostrou muito pulmão, pouca inteligência. Já deu pra notar que o seu cruzamento não é bom. O lateral já era conhecido desde os tempos de Figueirense.

Faltou, claro, o jogador diferenciado, o craque, o homem que faz o time jogar. Este o Grêmio ainda não tem.

A vitória garante tranqüilidade enquanto a direção busca os reforços prometidos. Mas entre contratações duvidosas e a garotada das categorias de base, é melhor fica com a opção B.

De qualquer forma, o 15 de Novembro não exigiu nada no Olímpico. Se entregou fácil. Ganhou o melhor, valeu o teste, mas o potencial do Tricolor só poderá ser analisado no decorrer dos jogos do campeonato.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Grêmio pisa no Gauchão sem grife

18 de janeiro de 2008 10

O Olímpico abre as portas ao desconhecido Grêmio de 19 de janeiro de 2008. É impossível encontrar remanescentes do time bicampeão gaúcho do ano passado. Todos partiram. Quem não saiu, está no banco, machucado ou não tem mais lugar na equipe.

É um Grêmio sem estrelas, sem nomes prodigiosos, sem craques aparentes, sem grande esperança. É um Grêmio modesto, alicerçado nas categorias de base e em jogadores que desceram ao Sul sem nome ou grife. É um Grêmio que a torcida não imagina para onde vai. É um grande ponto de interrogação no meio da grama da melhor qualidade. É uma experiência.

O fã que ocupar um lugar na arquibancada no final da tarde de sábado só não pode vaiar. Vair é crime numa situação assim. Seria injusto. Um novo time, depois de apenas duas semanas de treino, é capaz de muito pouco, às vezes quase nada. Especialmente um que não vai viver de grandes valores individuais, mas da competência coletiva, da força de vontade, da doação.

Pelas promessas da direção, o time de hoje, contra o 15 de Novembro, de Campo Bom, não é o time do futuro, é a equipe do aqui e agora. Novas contratações devem alicerçar o Grêmio em poucos semanas.

O Grêmio vai trocar os pneus com o carro em movimento. O perigo de acidente é grande e grave.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Gauchão está perto do Beira-Rio. Hoje

17 de janeiro de 2008 8

Abel Braga chegou do Oriente próximo espirando alto astral. Ninguém que vence a Inter de Milão fica igual nas semanas seguintes ao feito. O técnico carioca jogou o favoritismo do Gauchão ao Grêmio, o bicampeão gaúcho.

Abel, como eu, você e a torcida Gre-Nal somadas, sabem que o Inter é favorito por duas mãos cheias de razões, entre elas melhores jogadores, time formado a mais tempo, etc.

Abel sabe que as suas declarações não passam de brincadeira de pré-temporada, ninguém as levou na ponta da faca. O Inter é favorito. Fácil. Disparado. (É opinião, não é torcida, é análise. Jornalista não torce, a esola  ensinou, a experiêrncia confirmou, o trabalho em jornal exigiu. Jornalista informa e opina. Torce quem se veste com as cores do clube e levanta bandeiras.)

O Inter é mais favorito hoje (hoje, dois dias antes do início do gauchão 2008), muito mais do que nos últimos dois anos. Tanto que os 11 titulares do Inter seriam titulares no Grêmio, talvez com a exceção de Eduardo Costa. Roger? Quem sabe que jogador vem aí?

Mas dentro de campo, o favoritismo sempre tem uma longa jornada para provar a sua condição. Nem sempre o que está no papel vira verdade. O futebol está lotado de exemplos contrários.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Liverpool deve 360 milhões de euros

17 de janeiro de 2008 1

Li no The Times londrino e fiquei espantado com o tamanho da dívida do Liverpool. O clube do ex-gremista Lucas está pendurado no Royal Bank of Scotland em cerca de 360 milhões de euros. É, de euros.

Pior é que o prazo de liquidação do valor termina no mês que vem. Como o clube tem ações na bolsa, os empresários norte-americanos Tom Hicks e George Gillett, donos do Liverpool, pode vender o clube. Ou refazer o empréstimo ou ainda substituir este empréstimo por outro valor, talvez 468 milhões de euros - dinheiro necessário para a construção de um estádio para 70 mil pessoas.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Qual o Roger que desembarcou no Olímpico?

16 de janeiro de 2008 11

O Grêmio anunciou Roger. Beleza!. É um jogador de qualidade. Faz o time jogar, sabe passar e lançar, cobra faltas e faz gols. É ótimo garçom também, assiste os companheiros com qualidade e inteligência. Coloca os atacantes na cara do gol.

O Roger ideal no seus melhores tempos de Fluminense e Corinthians era assim. Joga em qualquer grande time do país. Duas temporadas atrás, em São Paulo, assistimos seu último brilho.

O Grêmio buscou um jogador que está fora do seu melhor ritmo desde a temporada de 2005. Há dois anos ele trocou a carreira de jogador por uma vida de celebridade. Substituiu os gramados dos treinos, das partidas, das decisões, por outros campos mais iluminados, mais fugazes. Roger perdeu o foco na sua carreira por vários motivos, que não interessam e nem vou comentar.

Ao contratar Roger, ao lhe pagar um salário de três dígitos, o Grêmio está oferecendo uma oportunidade de redenção ao jogador carioca. Um recomeço, um espaço nobre para que o jogador volte a se encontrar consigo mesmo dentro de campo, onde ele é craque.

Roger estava afundado no Corinthians, depois de um período de pouco brilho no Flamengo. Roger é destes jogadores que a direção precisa conversar com a calma dos capuchinhos antes de entregá-lo ao técnico. O Grêmio, por certo, tratou longamente com o jogador e procurou saber o que Roger quer da vida aos 29 anos de idade.

Se ele optou pelo futebol, se ele quiser jogar de verdade, como sabe e pode, o Grêmio ganha um número 10 acima da média. Caso contrário, recebe um problema do tamanho do Olímpico.

Ah, li na Folha de S.Paulo que Muricy Ramalho estava de olho nele, queria o jogador no Morumbi. Mas negócios entre dois grandes times paulistas é mais complicado.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Azuis e vermelhos, as cinco diferenças de 2008

16 de janeiro de 2008 10

O Inter está assim:

1) Time pronto, escalado, definido.

2) Lotado de confiança, bateu o fraco Stuttgart, superou a poderosa Inter de Milão, ganhou o valorizado Torneio de Dubai nos últimos 15 dias.

3) Manteve o mesmo time do ano passado, com o acréscimo do goleador Nilmar.

4) É elogiado como um dos times mais fortes do país na temporada que começa no final de semana.

5) Manteve o técnico, Abel Braga é treinador campeão do mundo e da América.

O Grêmio está assim:

1) Time ainda indefinido, lotado de caras novas.

2) Fez dois amistosos medíocres na pré-temporada da Serra. Foi vaiado no último deles. Os torcedores não conheciam direito nem o nome dos jogadores.

3) Desmanchou o time de 2007. Só contratou reservas até o momento. Não há um só jogador acima da média no elenco.

4) É criticado como um dos mais fracos times dos últimos anos.

5) Trocou de técnico, Vagner Mancini ainda precisa mostrar quem é na direção de uma grande equipe.

Postado por Zini, Porto Alegre

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