Gravei no meio da tarde. Acabei de ver no começo da noite Corinthians e Palmeiras, o jogo do Morumbi, onde o cai-cai Valdívia fez o 1 a 0 verde. Os dois ainda estão fora do G-4, os quatro classificados para as finais do Campeonato Paulista, onde o Santos de Leão é um fantasma perambulando abaixo dos primeiros 10 da tabela.
Vi o Corinthians jogar atrás, atolado na sua coleção de volantes, com o solitário atacante Herrera correndo de um lado para outro sem encontrar um só garçom por perto. Mano Menezes é mais retranqueiro que Celso Roth, bem mais do que Felipão. O cuidado excessivo com a defesa desequilibra seus times na maioria dos jogos. Como não consegue armar equipes ofensivas, as derrotas fora do seu estádio, longe dos olhos da torcida, são quase naturais.
O clássico paulista apresentou alguns jogadores conhecidos dos gaúchos – os que deixaram saudades, os que já foram tarde. William esteve seguro como sempre e é um dos melhores zagueiros do país. Perdigão foi o de sempre, segurou muito a bola, atrasou o time, caiu em vários lances.
Diogo Rincón ainda busca a sua melhor forma, sua readaptação ao país. O argentino Herrera correu, lutou, mas não recebeu um só passe em condições de marcar. Os atacantes sofrem com o ultra-defensivismo de Mano Menezes.
Na Série B, o Corinthians vai precisar atacar mais. O Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo é mais time que o Corinthians. Tem mais qualidade, melhores jogadores, um técnico mais experiente e qualificado.
A surpresa foi a movimentação de Léo Lima jogando numa função mais defensiva, correndo, combatendo, acertando passes. O novo Léo Lima é um jogador solidário. Diego Souza começou a jogada do gol solitário da partida. Foi bem, não brilhou e deu um pontapé em Bóvio que merecia dois vermelhos em seqüência. Ganhou um tímido amarelo.
A arbitragem brasileira é uma das piores do mundo, não é exemplo, ao contrário dos nossos jogadores. Árbitro tem medo de combater a violência, não pune exemplarmente os faltosos. Mas, por outro lado, marca qualquer falta, pára o jogo, atrapalha as jogadas, prejudica o espetáculos.
Martinez entrou no final e pouco jogou. Élder Granja joga em São Paulo o seu melhor futebol dos tempos de Beira-Rio.
Depois dos 90 minutos uma quase certeza. O Palmeiras estará entre os quatro finalistas. O Corinthians, não. O primeiro tem time. O segundo ainda procura um.
Postado por Zini, Porto Alegre



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