
O Liverpool venceu, a Inter naufragou, como o Milan, e os ingleses colocam agora quatro qualificados representantes (Chelsea, Arsenal e Manchester United) nas quartas-de-final da Champions League. É um feito inédito na história do futebol da Inglaterra. O English Team vai mal. Seus clubes, amparados por bilionários de todos os ramos, vão perfeitamente bem. Contam com alguns dos melhores jogadores do planeta.
O Liverpool, vice-campeão do ano passado, soma-se assim aos três conterrâneos, mais Fenerbaçhe, Schalke 04, Barcelona e Roma. Dos oito, United e Arsenal são meus favoritos. A Roma é a zebra. O Liverpool é a surpresa.
Com dois gols de vantagem, o Liverpool jogou na Itália como gosta e anuncia. Esperando a Inter, procurando o contra-ataque, plantado na defesa. Contou ainda com a colaboração do juiz que viu falta de Burdisso em Lucas, lance que originou o segundo cartão amarelo ao argentino. Com 10, tudo ficou mais complicado.
A Inter sentiu a obrigação da vitória a qualquer custo, se atrapalhou nas jogadas ofensivas e fez uma partida abaixo da sua média. Por excesso de individualismo, Ibrahimovic perdeu duas chances preciosas, lances que mudariam o ritmo da partida.
Depois, com 10 homens, perdeu a força e o ímpeto. No jogo anterior, na Inglaterra, a Inter também haviam atuado com 10 jogadores grande parte do jogo depois da expulsão do naturalmente violento Materazzi.
Fernando Torres, um dos melhores atacantes da Europa, fez o gol isolado do jogo, aos 63 minutos, após aproveitar um lançamento do brasileiro Fábio Aurélio. Torres é centroavante raro. Une habilidade e força e é dono de um chute forte e, melhor, colocado. Chute forte e colocado é o segredo do espanhol.
O ex-gremista Lucas jogou, correu, lutou, mas não brilhou. O Liverpool parece um clube talhado para jogar mata-mata.
Postado por Zini, Porto Alegre




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