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Romário, o assassino da grande área, largou a bola

15 de abril de 2008 2

Romário, Vasco e São Januário: um caso de amor que deu certo no Brasil/Ricardo Moraes, AP
Aos 42 anos, 23 de carreira, um título de campeão mundial, Romário anunciou no Rio que é ex-jogador. O atacante parou bem depois do tempo. Não saiu no auge. É seu direito.

Deixou que a bola e os músculos de atleta o abandonassem. Romário foi um dos melhores homens de área do nosso tempo. Sua frieza na frente da goleira e do goleiro na hora do gol lhe ofereceram o apelido de o %22Assassino da Grande Área%22.

Romário era matador. Ele tinha um drible óbvio, mas, aliado a velocidade, ninguém o segurava. Sua arrancada nas proximidades da grande aérea significava meio gol. Os zagueiros não conseguiam encontrá-lo.

O goleador sempre exibiu uma malandragem do bem. Não bebia, não fumava, não cheirava. Mas discutia com o presidente, ironizava o técnico de plantão perdia o horário da concentração por uma morena espetacular.

Romário sempre fez o que quis com os treinadores. Jamais será um porque não é uma agregador, pouco sabe de tática, não é um homem de grupo. Romário sempre foi do time do %22eu sozinho%22, %22eu faço chover%22. Romário é um individualista nato – tudo bem, sem problemas.

Romário teve um deslize no final da sua carreira quando afirmou estar próximo dos mil gols. Não estava. Inventou gols, sacudiu redes na sua imaginação.

Ele não precisa contar gols inexistentes ou existentes em jogos de farras de amigos. Outra pisada na bola foi a suspensão por doping, pelo uso de Finasteride. Não sei se ele usou a droga, que tem o poder de mascarar outras drogas mais fortes, mas a mancha é nítida.

Romário foi, ao lado do grande Ronaldo, o melhor atacante brasileiro desde Pelé – sem jogar tudo que Pelé jogou, óbvio. Romário merece toda a refência dos que gostam de futebol. Merece aplusos. De pé, todos de pé.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Comentários (2)

  • Jonas Rafael diz: 16 de abril de 2008

    Uma das maiores qualidades era o posicionamento. Se tu pegar os teipes dos últimos anos vai ver que na maioria dos gols que marcou, que não de pênalti, ele tava sozinho, os zagueiros com cara de b***a se olhando perguntando depois do gol como ele ficou desmarcado. Esse tipo de inteligência falta aos atacantes de hoje. Ele se aposenta agora, mas na verdade era ex-jogador há tempo.

  • Felipe diz: 15 de abril de 2008

    Concordo. Esse merece ser aplaudido de pé! Grande Romário! Vai deixar saudades!

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