Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de abril 2008

Dom Diego de La Bombonera

30 de abril de 2008 2


Maradona exibe seu vigor (e um pouco mais) durante Boca e Cruzeiro, quarta-feira, em La Bombonera. Deu Boca, 2 a 1.

Vitória apertada, quem sabe insuficiente. O Mineirão vai ferver no jogo de volta pela Libertadores.

Postado por Porto Alegre

Bookmark and Share

Londres veste azul e Chelsea está na final

30 de abril de 2008 5

Drogba (centro) dois gols e uma atuação superior contra o Liverpool/Alastair Grant, AP
Azul é a cor da vitória na primavera de Londres. O Chelsea venceu o Liverpool na prorrogação (3 a 2), num jogo elétrico, empolgante e garantiu uma vaga na final da Champions League pela primeira vez na sua história.

O vizinho de Manchester, que superou o Barcelona, quarta-feira, será o seu adversário dia 21 de maio, em Moscou. O troféu ficará em boas mãos.

O favorito é a maior incógnita do ano. Domingo passado, no clássico inglês, o Chelsea fez 2 a 1 num United tomado por alguns reservas.

Em Stanford Bridge, Drogba marcou dois gols, deu fôlego ofensivo ao Chelsea e foi um dos melhores em campo. Os 90 minutos foram divididos em dois tempos distintos. O primeiro foi do Chelsea, o segundo do visitante.

A prorrogação chegou com o resultado final completamente indefinido. O 1 a 1 deixava o jogo aberto. O atrapalhado Hyypia fez um pênalti desnecessário, derrubou Ballack. Lampard cobrou, marcou e ofereceu o gol a mãe, morta dias atrás. Drogba fez o terceiro e o Liverpool não conseguiu fôlego para chegar ao empate, apesar do gol de Babel.

O 1 a 1 da semana passada, no Estádio Anfield, custou a classificação ao Liverpool. Um gol contra, marcado nos descontos. O Liverpool perde sua grande arma, o contra-ataque. Precisou sair para ganhar o jogo. Perdeu. O ex-gremista Lucas ficou o tempo inteiro no banco. Seria a terceira final do Liverpool em três temporadas.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Chelsea e Liverpool buscam a final em Londres

30 de abril de 2008 2

O técnico do Chelsea Avram Grant fala com os seus atletas antes da grande decisão/Kirsty Wigglesworth, AP
O Estádio Stanford Bridge é o abrigo do Chelsea, um time que não tem a popularidade de um Arsenal, de um Tottenham. Antes de ser comprado pelo bilionário russo Roman Abramovich, o Chelsea era mais um time de Londres. Continua não sendo o mais popular, só é o mais rico, muito mais.

Os milhões do russo vestiram de azul alguns dos melhores jogadores do mundo. Que, por sua vez, colocaram o Chelsea nas semifinais da Champions League, em busca das finais. O exame de admissão é hoje contra o Arsenal.

Um 0 a 0 garante a vaga, já que no primeiro jogo com o Liverpool ficou no 1 a 1. O Liverpool precisa vencer ou empatar marcando pelo menos dois gols para obter a vaga sem precisar decidir nos pênaltis.

O Chelsea jamais disputou uma final da competição continental. O adversário dos Blues é um dos times mais copeiros da Europa. Faz a sua terceira final em quatro anos e busca uma vaga na histórica final que, pela primeira vez, vai reunir dois times ingleses.

O resultado está aberto. O favoritismo sumiu, depois do empate no jogo de ida. A vaga será decidida no detalhe. O Liverpool é especialista no mata-mata. O Chelsea sempre caiu nas fases decisivas. Raros arriscam um palpite consistente.

Eu fico com o Liverpool, mais pela sua história, menos pela realidade, pelo momento. O Chelsea tem mais time, jogadores mais qualificados. A pegada, a determinação, a vontade de vencer do Liverpool, porém, é quase de outro planeta.

Prováveis escalações:

Chelsea: Cech; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Terry e Ashley Cole; Makelele, Ballack, Malouda, Lampard e Joe Cole; Drogba. Técnico: Avram Grant.

Liverpool: Reina; Arbeloa, Carragher, Skrtel e Riise; Mascherano, Xabi Alonso e Gerrard; Kuyt, Torres e Babel. Técnico: Rafa Benítez.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Grêmio procura centroavante de carteirinha

29 de abril de 2008 45

 O Grêmio leva fé em Reinaldo, que depois de um período de abstinência começou a fazer gols, mas sofreu uma grave lesão no joelho em seguida. Ninguém pensa mais em Reinaldo para o primeiro semestre. O segundo é um futuro muito distante.

A confiança tricolor segue Perea e Soares, jogadores de movimentação, às vezes atuando distantes da aérea. Os dois podem construir um ataque juntos: são velozes, são hábeis, são goleadores.

O Grêmio quer mais. Dois é pouco. Tenta um centroavante mais encorpado, de vivência na grande área, homem que faz da zona do agrião o seu habitat natural. Um cabeceador, um matador da pequena área.

Adriano Magrão é uma hipótese, mas está longe de agradar os fãs mais exigentes. Ao atacante falta os gols que o colocaria sem discussão em qualquer grande time. Magrão não os têm em série, em sequência. Fez apenas dois nos primeiros quatro meses de 2008. É uma média baixíssima, assustadora, inferior ao ritmo do criticado Tadeu.

Adriano Magrão estava escondido no escondido Atlético-GO, mas deu um um trabalho insano à defesa do Grêmio do atrapalhado Celso Roth. A Copa do Brasil ofereceu uma sobrevida ao atacante.

Aos 27 anos de idade e uma década de experiência, com passagem sem maior brilho(leia-se muitos gols) pelo Fluminense, ele ainda pode recomeçar. Os gols são sua mola. Sem eles, Adriano Magrão não é ninguém – ele e todos os centroavantes deste injusto mundo do futebol.

No Grêmio, ele engrossaria o grupo que o Tricolor ainda não tem. Sem 22 bons jogadores (no mínimo), 11 reservas com cara de 11 titulares, não espere nada no Brasileirão. 

Pior. Reze.

Num campeonato longo e de de pontos corridos o que vale é a boa média, a regularidade. Altos e baixos condenam ao andar de baixo da tabela. Talvez ao precipício.

PS:

A volta do gande Jardel é mais um dos pequenos absurdos que se comete no dia-a-dia do futebol. O centroavante, um dos melhores da história do Grêmio, grande sucesso na Europa, adorado em Portugal e na Turquia, não tem mais idade, nem físico, talvez nem força de vontade, para recomeçar no futebol profissional. Do Tricolor, Jardel merece uma homenagem. Nunca um novo contrato.

Jardel é ex-jogador assumido. Um goleador que botou cinco anos da sua brilhante carreira no lixo, que jogou fora 200 gols, algumas faixas de campeão, mais de US$ 10 milhões em contratos.

Não é possível confundir o Jardel da melhor memória com o homem de carne e osso dos nossos poluídos dias tomados por políticos ladrões do Norte ao Sul com escala em todos os lugares.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

United espera Liverpool ou Chelsea na final

29 de abril de 2008 4

Jogadores do Manchester United festejam a vitória e a passagem para as finais/PauloThomas, AP
Pela primeira vez na história os inventores do futebol disputam uma final da Champions League com dois clubes. Empurrado por mais de 70 mil fãs, o Manchester United garantiu sua vaga vencendo o Barcelona, com um gol de Paul Scholes aos 14 minutos de jogo. Curiosamente, o gol de um time tomado por estrangeiros foi marcado por um jogador inglês. O Manchester tem apenas oito britânicos inscritos na competição.

O segundo time britânico da decisão nasce do clássico Chelsea e Liverpool, em Londres. A final será disputada no dia 21 do mês que vem, em Moscou.

O United procura seu terceiro título no torneio – venceu em 1967/68 e em 1998/99.

Manchester United e Barcelona fizeram um grande jogo. Tão corrido que faltou tempo para pensar, para as jogadas individuais, para o brilho pessoal.

Exibindo um preparo físico espetacular, os dois times correram, lutaram, sofreram e a vitória surgiu no detalhe, num golaço de fora da área de Scholes ainda no primeiro tempo.

Pelo seu estilo, pela qualidade individual dos seus jogadores, mais técnicos, o Barça jogou mais com a bola, teve sua posse, mas as chances de gol foram raras. Muito por culpa do desinteressado Eto%27o e pela má forma física e técnica de Messi, recém recuperado de uma séria lesão.

O United sentiu falta de Rooney, machucado, e de Cristiano Ronaldo, que fez outra má partida. A doação e a marcação do United, por outro lado, anularam a técnica e a criatividade do Barça.

Posse de bola não ganha jogo. Gol, sim. O Manchester United merece a final. É o melhor time do mundo. Nos três últimos jogos (Barcelona, Chelsea e Barcelona) não foi a equipe letal de outras jornadas. Mas venha quem vier, Liverpool (meu favorito) ou Chelsea, o United deve ser o campeão europeu da temporada.

A derrota vai acelerar o desmanche do atual elenco do Barcelona, puxado por Ronaldinho Gaúcho, o grande vilão da vez.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Cristiano Ronaldo enfrenta Messi em nome da final

29 de abril de 2008 6

Dúvida do United, Rooney é o melhor atacante inglês da atualidade/Tom Hevezi, AP
Teatro dos Sonhos é como chamam o histórico Estádio de Old Trafford, em Manchester. Terreno de jogo onde Cristiano Ronaldo faz jogadas dignas do melhor do mundo. O apelido do estádio não nasceu dele. É mais antigo, obra de Bobby Charlton, 71 anos, lenda do futebol inglês.

É em casa, no colo dos seus torcedores, que o United, o melhor time da Europa da atualidade, tenta superar hoje o irregular Barcelona, agora refiorçado de Messi e sem a estrela decadente Ronaldinho.

O 0 a 0 do primeiro jogo, na Catalunha, deixa tudo para os 90 minutos na Inglaterra, que prometem ser emocionantes, sobrecarregados de adrenalina.

O United poupou jogadores fundamentais, perdeu o clássico com o Chelsea (2 a 1), domingo passado, em Londres, e notou o adversário acompanhá-lo na liderança da Premier League com os mesmos pontos. Mas o United é o primeiro pelo número de gols.

Um derrota hoje muda tudo, subtrai a tranqüilidade de todos, agita o ambiente. Mas poucos acreditam em fracasso. Basta olhar os dois times, o momento de cada um na Inglaterra e na Espanha, na Europa.

Do outro lado, o Barcelona joga para salvar a temporada. Fora da disputa do título espanhol, 14 pontos atrás do Real Madrid, o Barça entra nas finais da Champions League com empate, desde que marque gol (gols) ou com vitória por qualquer escore.

O United busca a classificação para sua terceira final na Champions League. Venceu, em 1968, contra o Benfica (4 a 1 na prorrogação, em Wembley), e em 1999, diante do Bayern de Munique (2 a 1 no Camp Nou). O Barcelona também tem dois títulos na competição, um deles com Romário, outro com o Gaúcho. A final de 2007/2008 será disputada em Moscou.

Veja as prováveis formações, pense e opine:

Manchester United: Van der Sar; Hargreaves, Ferdinand, Brown e Evra; Carrick, Park, Scholes e Giggs; Tévez e Cristiano Ronaldo. Técnico: Alex Ferguson.

Barcelona: Valdés; Zambrotta, Puyol, Milito e Abidal; Touré,Xavi, Deco e Iniesta; Messi e Eto%27o. Técnico: Frank Rijkaard.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Técnico que perdeu título para o JU em 1998

28 de abril de 2008 60

No dia que o Juventude ganhou o Gauchão no Beira-Rio, uma década atrás, você sabe quem era o técnico do Inter?

Não?

Eu digo.

Era Celso Roth, legítimo vice-campeão gaúcho de 1998.

Roth é personagem comum em grandes tragédias do futebol regional.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Nilmar continua procurando sua fonte de gols

28 de abril de 2008 16

Abel Braga errou ao trocar o veterano Iarley pelo jovem Nilmar no segundo tempo do jogo na Serra. Nilmar errou duas vezes ao reclamar da sua substituição em todos os microfones que se aproximaram dele na pista do Estádio Alfredo Jaconi. Deixou o treinador mal com o grupo, constrangeu o colega que entrou.

Nilmar está tenso. A falta de gols está roubando a sua serenidade. Goleador que perde o sentido do gol, mesmo momentaneamente, fica sem equilíbrio.

Nilmar esteve bem na primeira decisão com o Juventude. Dos sete ataques mais perigosos do Inter, ele foi protagonista de cinco. Parecia que o gol nasceria na tarde de outono em Caxias.

O Inter esperava tudo de Nilmar em 2008, uma chuva de gols, um diferencial, um desequilíbrio. O novo projeto do Inter começava por seu atacante e goleador, maior salário do clube, superior ao de Fernandão (que faz uma temporada irregular), ao de Alex (o melhor da temporada), de todos.

Em quase oito e longos meses de Beira-Rio, Nilmar jogou apenas 14 vezes, marcou uma só vez e foi substituído em quase todos as partidas. Disputou o Brasileirão 2007, amistosos, Gauchão e Copa do Brasil.

Um gol é nada na vida de um centroavante, homem que vive de redes estufadas, da desgraça do goleiro alheio. Nilmar foi abatido por lesões no seu retorno ao clube que o projetou, abrindo a janela européia, mas ainda não encontrou a melhor forma. Só vai reencontrá-la se continuar jogando, na seqüência dos jogos.

Os gols deve aparecer naturalmente. O potencial de Nilmar é conhecido. Desconhecido até agora era o Nilmar que saiu brigando com o mundo em Caxias do Sul ao receber uma ordem para deixar o campo antes do final de um jogo decisivo.

O Inter conta com Nilmar para a decisão. Espera que o atacante faça aquilo que o time inteiro ainda não fez contra o Juventude: gols. Em 270 minutos, em três derrotas, o Colorado jamais tocou nas redes adversárias.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Ju quebra a lógica e vence Inter pela terceira vez

27 de abril de 2008 75

O Juventude fez o que parecia quase impossível na perfeita tarde de outono (sol, temperatura acima dos 20°C) na Serra. Venceu o Inter pela terceira vez consecutiva em 2008 no Gauchão (1 a 0). Mandou a lógica do futebol para escanteio – ao menos a que eu sigo.

Time do tamanho do Ju, sem demérito, ancorado na realidade, não poderia ganhar três partidas em três de uma equipe do porte do Inter. Só que venceu a terceira, num jogo equilibrado, guerreado, disputado, com um incrível gol aos 47min45seg do segundo tempo num Alfredo Jaconi tomado por 13,385 torcedores – podia receber uns 10 mil fãs a mais.

O primeiro tempo da decisão foi verde. O Juventude saiu na frente nas finais do campeonato regional. Empate com qualquer escore lhe oferece o título da temporada domingo no Beira-Rio. Para fugir da loteria dos pênaltis (não dianta treinar, o clima de decisão anula qualquer treino), o Inter precisa vencer por uma diferença de dois gols.

O gol solitário, mas que gerou um grito único, arrancado das entranhas do torcedor do Ju, nasceu de uma falha de Fernandão, que perdeu a bola na lateral direita colorada, quase na linha do meio campo.

Na ofensiva do Ju, Maycon estava na grande área, onde aparou o cruzamento e fez o gol de cabeça. Gol feito no detalhe, no descuido, na desatenção, também na qualidade do cabeceio. O empate seria mais justo. Um 0 a 0 não ficaria mal para os dois. Não mesmo!

O jogo rodou muito pelo meio campo, bateu nas proximidades das duas grandes áreas, mas as chances de gol foram raras na partida. O Inter teve uma grande oportunidade aos 43 minutos do primeiro tempo. Dani Moraes obrigou Michel Alves a fazer a defesa do jogo.

A expulsão de Titi prejudicou o Inter, após uma falta absurda quase no no final do jogo – o gol sairia justamente no lugar onde ele deveria estar, zagueiro que é.

Sem gols outra vez, Nilmar saiu reclamando ao ser substituído por Iarley, desabando nos microfones das rádios:

– É sempre assim…

Abel Braga respondeu depois:

– … Acho que o jogador que sai precisa respeitar o que entra …

A vitória inesperada, ao menos pelo que foi o jogo, alivia o Juventude, mas não acalma sua respiração. O próximo desafio será no caldeirão fervente do Beira-Rio (quem não lembra quarta-feira passada?). O Juventude vai tentar. O título do Gauchão, uma década depois do último, vale qualquer tentativa, qualquer esforço.

O Juventude, o que mandou o Grêmio de Roth pelos ares, já venceu o Inter três vezes em quatro meses. Ao ser grande contra os grandes do Estado, maior ainda que a Dupla nas disputas diretas, vê a faixa do título gaúcho perto das suas mãos. Não seria injusta ao Juventude erguer uma taça em Porto Alegre. Não mesmo. Sua performance recente é de quem pode chegar lá. Até o Inter já sabe.

Antes do Beira-Rio, o Ju ainda precisa dinamitar um 2 a 0 que sofreu em Alagoas, quarta-feira passada. A correria em busca da virada na Copa do Brasil pode refletir na decisão gaúcha. O Inter sofreu do mesmo mal na Serra.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Empate na Serra não deixa o Inter triste

27 de abril de 2008 9

O verde é a cor que o Inter precisa temer… E superar nas próximas semanas. Primeiro o Juventude, em dois jogos. Hoje é do Serra, pelo Gauchão. Depois, o Palmeiras, na Copa do Brasil.

Ou alguém acredita que o Sport de Recife de Carlinhos Bala possa superar o Palmeiras de Valdívia, em Pernambuco, no jogo da volta? Eu não, não mesmo.

O que deixa os colorados mais tranqüilos, respirando melhor, é que os dois inimigos da vez podem ser batidos. Medindo os três times, o Inter é melhor, superior. Quem os viu jogar contra adversários diferentes sabe, têm quase certeza.

O Inter possui um grupo definido, um time montado desde o ano passado, valores individuais superiores. Até no coletivo o Inter ganha. Abel conhece o real potencial dos seus jogadores desde outros campeonatos. Vanderlei Luxemburgo e Zetti começaram recentemente a trabalhar em seus clubes. Ainda procuram suas formações ideais.

Antes do Palmeiras, virtual campeão paulista da temporada, o Inter precisa superar o Juventude. O encontro dos gaúchos sempre foi algo mais que uma partida de futebol. A lenda que envolvia o jogo dizia que, contra o Inter, o Juventude sempre jogava um pouco mais do que realmente podia. Lenda pura!

O Inter é que muitas vezes se abatia quando encontrava camisas verdes pela frente. Criava o monstro, imaginava que Ju e Grêmio estavam unidos contra ele. Não sabia como enfrentá-lo.

Tanto que sempre usava o Grêmio como escudo para a suas derrotas contra o Juventude. Dizia que o verde sempre desbotava quando encontrava o azul. Procurava as razões das derrotas longe do seu vestiário.

O Juventude liquidou o Grêmio do perdedor Celso Roth no Gauchão, semanas atrás. Foi um fiasco histórico com a legível assinatura de Celso Roth.

Contrariando outros tempos, ao falar do Juventude nas últimas 72 horas, o Inter não tocou no Grêmio. Os dirigentes não usaram a ironia. Guardaram as piadas. Se concentraram no adversário, depois do jogo extraterrestre de quarta-feira passada no Beira-Rio.

O empate na Serra não é desprezível, seis titulares machucados, o desgaste do meteórico jogo com os paranaenses, a adrenalina natural da seqüência das decisões.

O Inter pisa no Jaconi sabendo que a decisão é no Beira-Rio. O Juventude é que vai tentar de todos os jeitos ganhar a partida. É sua casa, seu público. Está mais inteiro, mais descansado. Mas não espere um Inter retrancado, Abel Braga não é da turma que adula volante quebrador de bola, um trio deles protegendo uma zaga inteira. 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Grêmio de Roth vence bem. Em Ivoti

26 de abril de 2008 50

Celso Roth foi saudado em Ivoti com o coro celebrizado em Tropa de Elite, o filme, campeão de bilheterias no Brasil:

 - Pede pra sair – repetiam os torcedores gremistas colocados atrás das telas de arame do aconchegante Estádio dos Eucaliptos.

O grito acompanha quem não faz parte da Tropa de Elite. Roth não está na relação dos melhores técnicos do país. Seus times correm, claro. Muito. Sempre jogam, pouco, os resultados mostram. Ficam parados na metade do caminho. Afastados das grandes decisões.

Motivo de gozação, o jogo em Ivoti é o preço que o Grêmio paga, além de um salário mensal superior aos R$ 100 mil, por oferecer o comando do time ao caxiense Roth. O amistoso pífio, sem sentindo, contra um adversário amador, que não conseguiria incomodar nem uma equipe da categoria de base do Grêmio. O melhor que o Grêmio levou de Ivoti, uma bela comunidade, foi o carinho do torcedor.

A vitória de 3 a 0 significou zero de aproveitamento. Não é possível avaliar um profissional numa disputa de 90 minutos com amadores. Quem avalia, comete enganos.

Roth ainda é a má notícia que persegue o Tricolor, depois de dois fracassos (Gauchão e Copa do Brasil) consecutivos em 72 horas, algo inédito na história centenária do clube. A boa é a volta de Tcheco, jogador muito contestado na temporada passada.

Tcheco tem qualidade técnica e liderança. Ajuda a organizar o meio-campo, soma ao grupo e ainda é uma figura positiva no vestiário. Mas já se sabe que ele é coadjuvante. Nunca o protagonista. Tcheco se apresenta no Olímpico em junho.

Quatorze dias antes da estréia no Brasileirão, contra o São Paulo, no Morumbi, o Grêmio ainda não tem um time titular, nem um esboço, pior, uma esperança. Ninguém sabe dizer o nome dos jogadores, do um ao 11.

Mesmo sabendo, do um ao 11, raros esperam que o Grêmio dispute o título do Brasileirão 2008. Poucos imaginam o time lutando por uma vaga na Libertadores, acomodado entre os quatro melhores da competição.

Falta técnico, grupo, talentos, confiança e esperança. A maioria, por certo, vê o Grêmio lutando dia e noite para não voltar ao pântano da Segunda Divisão. Se usar o time que jogou em Ivoti (3 a 0) é segundona quase certo. Com Celso Roth no comando tudo é possível – menos uma boa performance.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

O desafio de vencer o Inter três vezes seguidas

25 de abril de 2008 18

Dois longos anos longe do título gaúcho, o Inter escala a Serra onde vive o Juventude, uma década sem a mesma conquista regional. Dono de 47% da preferência dos torcedores que vivem no interior do Estado, o Juventude foi o único clube que venceu o Inter duas vezes em 2008 (1 a 0 e 3 a 0).

Dado o bom momento do Colorado, as vitórias escapam da média, fazendo do Juventude mais uma vez um time especial, uma equipe a ser temida, respeitada – e também questionada.

Sempre acredito na supremacia da lógica do futebol sobre qualquer outra coisa, natural ou sobrenatural. Assim, acho pouco provável uma nova vitória do Juventude, seja no Alfredo Jaconi ou no Beira-Rio, nos próximos dois encontros.

Mesmo em processo de reforma,um olho na Série B, o Juventude ganhou um par de vezes em menos de três meses. É demais. Vendo o tamanho dos dois clubes, o poder dos dois times, a competência da dupla de técnicos, sempre respeitando o Ju campeão da Copa do Brasil, não vejo como Zetti e os seus possam vencer três partidas seguidas um adversário do tamanho do Inter.

Aliás, não há clube no Brasil que consiga façanha semelhante nos seus campeonatos regionais: vencer três vezes consecutivas um adversário ferrenho. Exceto se a bendita lógica for chutada para escanteio…

O jogo será nervoso, carregado de adrenalina, pegado. No Jaconi, casa de 23 mil pessoas, mas que raramente lota, o Juventude tem a obrigação da vitória. Precisa ser o ousado todo o dia. Em Porto Alegre, a pressão virá do outro lado.

Goleador do Gauchão, Mendes carrega a certeza do gol no peito, na ponta, no bico do pé esquerdo. Ele tem 12 gols. Se fizer mais três encosta em Kita, ex-Grêmio, ex-Inter, o homem gol da história do clube em campeonatos regionais.

Advertência: nâo será um bom jogo para cardíacos, independentemente da cor de cada um, verde, vermelha ou… azul, preto e branco.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

A Inglaterra aguarda seu campeão em Londres

25 de abril de 2008 0

Lampard, do Chelsea, no céu em dia de gol contra o Liverpool/Paul Thomas, AP
É cedo, 8h45min, mas vale o pulo da cama no sábado, seguido imediatamente por uma boa caneca de chá preto, com dois pingos de leite. Chelsea e Manchester United fazem um dos jogos do ano na Inglaterra. O decisivo encontro em Londres pode valer o título da Premier League. Pode significar qualquer coisa para as partidas dos dois, contra Liverpool e Barcelona, respectivamente, no meio da semana que vem pelas semifinais da Champions League.

Três pontos separam o United do Chelsea da cabeça da tabela, mas o saldo de gols do time de Manchester é superior (54-36). Ainda faltam duas rodadas para o final do campeonato e o empate não pode ser considerado uma viagem sem volta para o grupo de Sir Alex Ferguson.

O United ainda pega West Ham (casa) e Wigan (foto). O Chelsea aguarda Newcastle (fora) e Bolton (casa). Na soma dos quatro, os adversários do líder são inferiores.

As 72 horas serão decisivas para os dois clubes. Jogam pela competição nacional, mas não tiram o olho da continental. O United até pode descansar alguns jogadores sábado, promover um rodízio, tão ao gosto dos técnicos europeus de pródigos grupos.

O Chelsea precisa se jogar inteiro contra o inimigo. Até o empate soará como derrota. Sua chance de virar o campeotato com Drogba, Ballack, Lampard e Cia é agora.

O United sempre foi maior que o Chelsea na história dos inventores do futebol. Hoje parece maior ainda, com Crtiano Ronaldo e Rooney, Tevez e Anderson. Deve vencer, se a lógica ajudar (entrar em campo), se prevalecer o futebol do melhor time do mundo. Mesmo que nos últimos 15 jogos entre os dois, o United tenha vencido apenas duas vezes.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Grêmio, Palmeiras e Makelele

24 de abril de 2008 75

O amigo palmeirense está feliz da vida, colocando Valdívia e Léo Lima nas nuvens (não tanto Diego Souza), já cantando de campeão paulista da temporada, namorando a Copa do Brasil e se vendo na Libertadores em 2009 – talvez no Mundial Inter Clubes no final do mesmo ano.

Ele só ri mais (bem mais) ao telefone quando digo que o Grêmio deseja contratar Makelele:

– Será que o Grêmio já viu uma seqüência de jogos do Makelele? Bah (imita o sotaque gaúcho)… e pensar que teve um tempo em que o Grêmio vinha em busca dos melhores jogadores, nunca dos reservas dos reservas… Que fase, hein!

Não, creio que o Grêmio não viu uma série de jogos de Makelele. Não acredito que tenha visto. Quem vê pensa três vezes em busca de um jogador parecido.

Makelele é da turma dos volantes quebradores de bola, da faixa de futebol de Amaral e de Nunes. Mas é da paixão de Celso Roth. Ele imagina que um time de futebol se organiza a partir de volantes de passe torto. A soma de títulos conquistados nas últimas duas décadas provam que o técnico está correto.

Gustavo Nery é o terceiro nome da longa lista de reforços que podem estacionar no Olímpico brevemente. Três anos atrás, Nery era homem de Seleção. Jogava como um dos melhores laterais/alas do país. Fez história no São Paulo, foi campeão brasileiro no Corinthians.

Depois a troca de clubes e as lesões truncaram a sua carreira. Nery é uma aposta, um contrato de risco. Ninguém mais sabe o que ele pode dar. Talvez nem ele mesmo.

Aliás, o meio-campo que Roth está testando é um susto, um risco: Rever (um zagueiro adaptado), Rafael (uma jovem promessa), William (um bom jogador), André Luiz (uma incógnita).

Como diz um amigo e colega da Redação de ZH:

– Roth está roubando as esperanças gremistas.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Brasil e Argentina dominam a Libertadores

24 de abril de 2008 10

Gol de Riquelme faz La Bombonera trovejar e pedir a sétima Libertadores/Eduardo Di Baia, AP
Mesmo longe do Rio Grande, a Copa Libertadores da América avança, ganha as oitavas-de-final e garante doses sem fim de emoção. Um fato, pelo menos, é inédito: as equipes brasileiras e argentinas estão em todos os lados, em todos os oito jogos, nos cruzamentos.

São 10 equipes, cinco de cada país, exibindo a superioridade de argentinos e brasileiros no futebol do continente. Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Venezuela deixaram suas paupérrimas equipes pelo caminho, ao contrário de México e Colômbia (duas equipes cada) e Uruguai e Equador (uma) que continuam no vigoroso torneio.

O primeiro grande jogo da nova fase, na próxima semana, une o maior time das Américas, Boca Juniors, e Cruzeiro, em Buenos Aires – juntos os dois somam oito títulos da Libertadores (6 a 2).

O Fluminense, melhor brasileiro da primeira fase, enfrenta o Nacional, ainda em busca das glórias do passado. A única disputa entre clubes do mesmo país será entre San Lorenzo e o renovado River Plate.

Entre os times que vi jogar, sempre pela tevê, creio que Boca, Fluminense, Estudiantes, São Paulo e River Plate têm chances de tocar na taça. Os outros 11 só podem olhar. Flamengo? Nem pense. Não tem grande time, nem chance.

Confira as datas das oitavas-de-final:

JOGOS DE IDA 29/04 (terça-feira)

 20h10m Lanús x Atlas-MEX

 22h30m LDU-EQU x Estudiantes-ARG 30/04

(quarta-feira)

17h10m Boca Juniors-ARG x Cruzeiro

19h30m San Lorenzo-ARG x River Plate-ARG

19h30m América-MEX x Flamengo

21h50m Nacional-COL x Fluminense

21h50m Nacional-URU x São Paulo 01/05

(quinta-feira)

20h45m Santos x Cúcuta-COL

JOGOS DE VOLTA

06/05 (terça-feira)

18h30m Fluminense x Nacional

21h Estudiantes-ARG x LDU-EQU

23h30m Atlas-MEX x Lanús-ARG 07/05

(quarta-feira)

19h10m Cruzeiro x Boca Juniors-ARG

21h50m São Paulo x Nacional-URU

21h50m Flamengo x América-MEX

08/05 (quinta-feira)

20h30m River Plate-ARG x San Lorenzo-ARG

23h15m Cúcuta-COL x Santos

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

A inesquecível noite de 23 de abril no Beira-Rio

24 de abril de 2008 56

O Estádio Beira-Rio conta histórias que o homem não acredita em suas quase quatro décadas de existência. Seus olhos, e de seus habitantes do cimento armado, tinham visto tudo, títulos, taças, gols e jogadores de Seleção e de documentário. Digo, quase tudo.

O primeiro tempo do jogo com o Paraná, a 23 de abril de 2008, foi algo quase extraterrestre. O Inter fez o possível, depois o impossível sem o seu goleador Alex, sem a sua máquina, Guiñazu, sem o seu protetor Edinho. Sofreu um gol logo aos três minutos, mas marcou três em menos de 40, mais dois depois do intervalo: 5 a 1.

Claro, o adversário perdeu dois jogadores expulsos com justiça, o Inter mais um, mas nem com 11 o Paraná conseguiria um resultado positivo na noite agradável de outono. O Inter tinha mais time, mais grupo, mais vontade, mais todos os segredos que encaminham um vitória espetacular.

O Beira-Rio sacudiu inteiro. A torcida ficou em pé, jogou junto com os 10 da grama. Jogou inteira com o time.

Passou o intervalo todo com a certeza que o quarto gol nasceria com o segundo tempo. O Inter não tinha apenas mais determinação. Contava com 10 jogadores contra apenas nove.

O número par podia oferecer tranqüilidade acima de tudo. Mas a arquibancada era uma pilha de nervos. Um gol de Fernandão nos descontos desconectou a pilha.

O Inter correu o que não podia graças a determinação dos jogadores, que buscaram forças na alma. Nem eram os 11 titulares de Abel Braga, mas um time com desfalques, com reservas, com improvisações.

Foi um jogo histórico, inesquecível, capaz de encantar várias gerações de colorados. Jogo para ser contado em qualquer conversa, no bar entre amigos, em casa junto aos familiares, na rua aos incrédulos.

Os 5 a 1 lembrou os melhores momentos do clube em 99 anos de vida. A decisão do meio da semana da Copa do Brasil foi vencida. Domingo pelo Gauchão tem outra, especial, e todas as histórias e estórias que a cercam. O Inter ainda não venceu o Juventude em 2008.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Champions League: 180 minutos, dois gols

23 de abril de 2008 3

Cristiano Ronaldo tira do goleiro e da goleira a bola do pênalti perdido/Manu Fernandez, AP
O melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, perdeu um pênalti logo aos três minutos de jogo e mudou a história de Barcelona e Manchester United. O 0 a 0 ficou bem, justo, assim como o 1 a 1 entre Liverpool e Chelsea, 24 horas atrás na Inglaterra.

Nos jogos da volta, semana que vem, tudo será diferente. Não será permitido errar duas vezes, perder um pênalti ou marcar um gol contra (pró-Chelsea) nos descontos. Ainda fico com uma final inglesa na Champions League, Manchester United e Liverpool, sua terceira decisão em três anos na competição continental.

O Barcelona dominou o jogo. Teve mais posse de bola, mas bola nó pé não significa chance de gol. Viva, viva não teve uma só em 90 minutos.

Messi voltou ainda fora de forma (jogou 61 minutos), Deco também e Eto%27o não tem mais o supergarçom Ronaldinho nas proximidades. Iniesta fez um bom jogo, mas é pequeno demais para envolver o United.

Os ingleses fizeram uma das suas piores partidas dos últimos meses. Erraram quase todos os passes e lançamentos. Todas as suas individualidades estiveram abaixo da média, apenas a marcação firme funcionou.

Em Old Trafford, a história será outra, o United será mais ofensivo, com um time mais hábil no toque de bola e deve ganhar o jogo – se a lógica pisar na grama.

Vi Thierry Henry entrar no segundo tempo e assisti um jogador decadente, que não consegue fazer uma só grande jogada, lance, partida com a camisa do Barcelona.

Parece que ele murchou, se transformou num jogador comum, apenas num bom chutador que joga de lado para o gol. Não é mais aquele exuberante homem de frente do Arsenal. Ah, não é mesmo.

Sua última chance será terça-feira que vem em Manchester. Só o título da Champions salva o Barcelona. No Campeonato Espanhol seu time já foi enterrado. Perdeu a temporada, boa parte graças ao desiteresse de Ronaldinho, que ganhou salário em dia, mas não trabalhou.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Roth, Amaral e a bola quadrada

22 de abril de 2008 118

Corro ao Rio, mesmo por fone ou internet, em busca de informações mais detalhadas sobre o volante Amaral, nova e pálida contratação tricolor. Amigos vascaínos ficaram felizes com o meu alô, mais felizes ainda com a notícia da saída do jogador de São Januário.

Um deles, ainda navegando na faixa dos 30 anos, chegou a dizer que, ao lado de Roberto Lopes, Amaral formou uma das piores duplas de meio-campo do time carioca dos últimos anos. ´

Outro conhecido, homem de tevê, que é Flamengo, pediu para trocar de assunto. Não acredita que o futebol de Amaral mereça qualquer comentário mais detalhado.

O melhor período do reforço gremista no clube carioca foi ao lado do técnico Renato Portaluppi quando o Vasco usava o retrógrado esquema de três volantes e zero de criatividade no meio-campo. Claro que o Vasco não ganhou nada no período, óbvio que só irritou a torcida.

O Vasco é quarta força no Rio. Nem banco o esforçado Amaral recebia uma chance. O poder de Amaral se mede por aí. No futebol esforço precisa estar aliado ao talento. Um não sobrevive sem o outro.

Amaral é o jogador dos sonhos de Celso Roth, que evita potencializar os garotos da base. Roth adora quem briga com a bola. Ele jamais prioriza jogadores qualificados para o seu meio-campo. Ele prefere a correria, o choque, o tombo, a falta – e o natural cartão amarelo ainda na primeira metade do tempo inicial de jogo é conseqüência natural do seu estilo.

Roth e Amaral se merecem. Quem não merece os dois é o Grêmio, ao menos o Grêmio que sonha grande.

Dezenove dias antes do início do Brasileirão, o Grêmio ainda não conhece o seu time titular. Pior, ainda não tem time titular. Entre os 20 clubes da competição talvez esteja nas mesmas condições do Ipatinga.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Sem Alex e Guiñazu, o Inter é Fernandão e Nilmar

21 de abril de 2008 9

Quinze gols só na atual temporada, Alex passou a segunda-feira pessimista. O tornozelo dói, incomoda, atrapalha quando os movimentos não obedecem uma linha reta. Alex é o nome do gol do Inter em 2008. É seu jogador mais importante.

Quando o Inter mais precisa do seu meia articulador e goleador numa decisão, onde necessita fazer três gols, um nova lesão rouba a sua confiança.

Guiñazu está definitivamente fora. Resignado, deve assistir Inter na tevê da sua sala.

Uma eleição no Beira-Rio diria hoje que Alex e Guiñazu, pela ordem, são os dois melhores jogadores colorados da temporada. Deixaram para trás, numa outra curva, Fernandão e Nilmar. Sem a dupla, o Inter é um time mais frágil, carente, articulado, competitivo, mas ainda capaz de superar o Paraná em Porto Alegre pela Copa do Brasil – se suar sangue como diz Abel Braga.

Coadjuvantes de Alex e Guiñazu, Fernandão e Nilmar precisam assumir as funções de protagonistas quarta-feira. Se os dois não jogarem tudo o que sabem, e talvez um pouco mais, o Inter não terá forças para continuar adiante no torneio. A vitória passa pelos dois atacantes, os gols dependem deles.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Nem Fernandão, nem Nilmar, Alex faz a diferença

20 de abril de 2008 20

O Inter usa o atacante que todos os grandes times brasileiros gostariam de chamar de seu. Nilmar é uma unanimidade nacional. Não é “ainda” uma certeza na Europa porque sua passagem pelo Lyon foi discreta.

Nilmar era novo demais. Sentiu o peso da transferência, um país desconhecido, um outro clube. Não conseguiu lidar bem com a realidade francesa.

Tudo bem, tudo normal, pois no seu retorno ao Brasil (Corinthians) ele voltou a exibir a mesma bola que o havia levado os estádios europeus, onde vive o futebol de verdade, o melhor que o dinheiro pode comprar (se o mercado europeu fosse ficção, se os melhores do mundo jogassem nos nossos campos, a maioria dos jogadores brasileiros dos nossos times de hoje estariam disputando uma Série C, talvez reservas da Série B).

Nilmar tem contra seu futebol de arranques, dribles e gols uma série de lesões. Desde o ano passado que o jogador luta com seus joelhos. Lesões agora superadas, menos as musculares, normais, que abatem todos os atletas.

O ágil Nilmar é também perseguido pelos jogadores violentos. Como o carrinho com os dois pés que sofreu de Aelson na decisão com o Caxias (2 a 1). Foi criminoso. Jogadores assim, jogadas com tal maldade, são punidas com cartão vermelho.

O juiz Márcio Chagas preferiu um raquítico amarelo. Chagas tem o dever de proteger os melhores contra a violência. Não o faz. É ainda um árbitro em fase de aprendizado.

O Inter não foi perfeito ao pisar na final do Gauchão, ao despachar outro aprendiz, o Caxias. Chegou perto do ideal com uma atuação de alta qualidade de Alex, o melhor jogador em atividade no Estado e o destaque do jogo, especialmente no primeiro tempo.

Ele fez na temporada a série de gols que a torcida imaginava que seriam assinados pelo goleador Nilmar – que passou outra jornada sem gol e foi substituido por Iarley.

O Oscar de melhor jogador do Gauchão é de Alex, sem dúvida – o de coadjavente seria do goleador Mendes. E o de diretor? De Abel Braga?

Não julgo Alex apenas pelo seu trabalho coletivo, marcação, passes, lançamentos, mas também pelos seus gols. Pela média, regularidade.

A lesão de Alex, logo no começo do segundo tempo (e que ainda precisa ser melhor avaliada), foi a pior notícia da tarde festiva. A carreira de Alex no Beira-Rio sempre foi atrapalhada por problemas médicos. A torção no tornozelo é mais recente e chega na pior hora, 72 horas antes da decisão em Porto Alegre com o Paraná pela Copa do Brasil. Jogo em que o Inter precisa vencer por três gols de diferença.

Uma partida em que os gols de Alex, na melhor fase da sua carreira, podem fazer toda a falta do mundo. Mais ainda do que Guiñazu, que também saiu machucado antes do final.

A vitória sobre o Caxias foi totalmente natural, quase um ensaio para o encontro suado da próxima quarta-feira, no jogo mais importante do Inter na temporada.

Repetindo a atuação do primeiro tempo, o Inter engole o Paraná. Sem Alex e Guiñazu, o cenário é outro, muito mais problemático.

Ao usar Jonas, Abel Braga deu mais consistência defensiva ao time. Alex soltou-se. Guiñazu foi junto. Fernandão melhorou. O Caxias não resistiu.

O Inter segue favorito ao título no dia 20 de abril, dia que garantiu vaga aos dois jogos finais, decisão no Estádio Beira-Rio. Entrou assim na temporada, favorito. Sua presença na final é natural. O título é uma certeza pela qualidade dos seus jogadores.

Ou alguém ainda crê no Interior gaúcho? Que o Juventude possa fazer alguma coisa depois do feito em Santa Maria? Reviver um fantasma perdido em alguma curva íngreme da Serra? Dizer que o verde é cor do Rio Grande e Mendes o seu grande centroavante?

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

A maldição das quartas-feiras

19 de abril de 2008 8

O Grêmio perdeu a pose e o rumo em apenas sete dias, três jogos, entre uma quarta-feira e a outra, na primeira quinzena de abril. Seu departamento de futebol foi posto abaixo, novos dirigentes foram chamados e até uma lista de dispensas chegou a ser cogitada.

Só ficou o culpado de quase tudo, Celso Roth. Roth provocou a crise, mas se beneficiou dela. Ridicularizado pela torcida, Roth é a grande, porém inexplicável esperança dos dirigentes azuis.

O Inter sofreu uma derrota inesperada em outra quarta-feira, a passada. Tem outra quarta, a próxima, desta vez no Beira-Rio, para provar que o resultado negativo em Curitiba foi apenas um acidente de percurso. O Inter perdeu muito por Abel Braga, pelas suas trapalhadas táticas. Mas a derrota também se deve pela falha primária de Clemer, pela ineficiência de Bustos, pela falta de articulação, pela pouca objetividade, pelas falhas coletivas e individuais da equipe.

A Copa do Brasil é a razão de vida do Inter na temporada de 2008, fabuloso atalho para a Copa Libertadores da América. O ano ganho num único e rápido semestre. O resultado negativo em terras paranaenses foi um choque. Menos pelo adversário, muito mais pelo Inter mesmo.

O jogo era de afirmação, uma partida que podia mostrar o real momento, o verdadeiro potencial do Colorado. A maioria dos especialistas garante que o Inter tem um dos quatro melhores times do país. E que vai disputar o título do Brasileirão com Palmeiras, São Paulo e Fluminense. Na teoria parece que sim. Na prática, ainda não.

Como o Inter, coincidentemente, o Grêmio ganhou longe do seu estádio pelo Gauchão (Juventude) e, 72 horas depois, perdeu pela Copa do Brasil (Atlético-GO). Nos jogos da volta, o Tricolor decepcionou duas vezes e afundou numa crise que lembrou os gloriosos anos Flávio Obino no timão do clube.

Poucos acreditam que o Caxias, quase mudo no seu ataque, possa vencer na Capital, arrancar uma diferença de dois gols. Muitos entendem que o Inter tem jogadores e bola suficientes para enfiar uns quatro gols no Paraná de Bonamigo em Porto Alegre.

Mas é bom (muito bom) ficar atento ao péssimo exemplo do vizinho do Estádio Olímpico. Em sete dias, o Grêmio destruiu seu primeiro semestre inteiro, 182 dias jogados no lixo da história. E colocou em risco o restante do ano.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Roth, Amaral, Hidalgo e o passado recente

18 de abril de 2008 82

O argentino Saja quer voltar. É bom goleiro, melhor que os dois atuais, somados. Amaral deseja jogar no Olímpico. É volante comum. Igual ou parecido, o Grêmio deve ter dois nas categorias de base, no mínimo.

Amaral é o típico jogador cultuado pelo técnico Celso Roth. Marca e corre, acerta um passe a cada três jogos. Sabe defender, não sabe criar, atacar, muito menos sair jogando com um passe qualidade.

Amaral não deve ser muito diferente de Nunes. Não mesmo. O volante de bom passe faz o time jogar, acelera as jogadas de ataque, surpreende o adversário. O limitado atrasa tudo, faz faltas na maioria dos lances e leva um cartão amarelo antes dos primeiros 20 minutos de jogo.

Amaral não é o cara. É a cara de Celso Roth. Jogador defensivo que não sabe atacar. Depois de Roth, Amaral, então Ramon, quem sabe Rodrigo Mendes e Junior, talvez Tadeu e Hidalgo. O Grêmio ainda vive no seu pior passado recente. Os pés ainda estão enterrados nele.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Real Madrid perto do título, longe do bom futebol

18 de abril de 2008 1

Sneijder e Marcelo (D) festejam um gol do Real Madrid no Santiago Bernabeu/Daniel Ochoa de Olza, AP
Seis jornadas antes do final, o Real Madrid faz as contas, sonha com o título de campeão espanhol 2007/2008. O mais recente bicampeonato do clube completa 18 anos, tempos da %22Quinta do Buitre%22, que aproximou jogadores como Hugo Sánchez, Emilio Butragueño e Michel.

O Madrid pode ser campeão, por exemplo, se ganhar as próximas três partidas: Athletic de Bilbao Barcelona y Levante. Dependendo de resultados paralelos, pode festejar o Bi no Estádio Santiago Bernabeu  antes, dia 7 de maio, no clássico com o Barcelona – irregular, porém na semifinal da Champios League. Nove pontos separam o Madrid do Barcelona: 69 a 60.

Seria a glória, a vingança, o paraíso. Um título é bem-vindo sempre, mas, no caso do Real Madrid, não pode esconder a sua irregularidade na competição.

Na temporada passada, o clube demitiu o técnico italiano Fábio Capello depois do título da liga porque o time jamais conseguiu apresentar um futebol de qualidade. Seu substituto, o alemão Bernd Schuster, também não conseguiu oferecer regularidade, nem um futebol acima da média, apesar das contrações milionários.

Como Capello, Schuster fracassou na Champios League. Como o italiano, o alemão será demitido no final da temporada.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Abel errou muito, mas não foi só ele

17 de abril de 2008 29

O carioca Abel Braga é um técnico contestado no Beira-Rio. Não é uma unanimidade junto aos torcedores. Nunca foi, nem nos seus melhores momentos no Inter. Não sei se pode ser um dia. Em certeza época foi até batizado por vaias, gritos e pedidos de demissão.

Nem o título mundial e o da Libertadores (algo extremamente difícil de ser conseguido) melhoraram a imagem do treinador. Os críticos mais ferozes gostam de tirar de Abel até mesmo os méritos da conquistas de Yokohama.

Preferem oferecer todos os louros ao presidente Fernando Carvalho e aos jogadores, que teriam determinado o esquema tático para o histórico jogo com o Barcelona. Mas é um exagero, claro.

Considero Abel um dos bons técnicos do futebol brasileiro. Ele está na média, abaixo apenas de Vanderlei Luxemburgo e de Muricy Ramalho, ao lado de outros como Leão, Mano, Geninho.  

Depois de sete vitórias consecutivas em 34 dias, o Inter levou 2 a 0 do Paraná (time da Segunda Divisão), em Curitiba. Um resultado horroroso, pois no jogo de volta da Copa do Brasil, quarta-feira, no Beira-Rio, o Inter precisa vencer por uma diferença de três gols para seguir na competição.

Se a vitória em Caxias, nos descontos, foi creditada ao esquema do técnico, como ele mesmo salientou depois da partida pelo Gauchão, em diferentes microfones, a do jogo com o Paraná entra nesta mesma conta. Abel acertou no primeiro. Errou no segundo tempo do segundo jogo fazendo algumas mudanças táticas sem sentido.

Ok, Abel errou como todos os técnicos erram de vez em quando. Mas fica fácil depositar o chumbo da culpa nos ombros do treinador.

Ao lado das falhas de Abel, enormes, foi possível observar outros problemas sérios e definitvos para a surpreendente derrota: a falha de Clemer no primeiro gol, a péssima atuação de Bustos, a falta de articulação no meio-campo, a  atuação ruim de Nilmar, a inoperância de Roger, a ausência de oportunidades de gol e a má atuação coletiva e individual do time.

A frustração pela derrota foi enorme. O jogo era de afirmação para o Inter. O 2 a 0 semeou preocupação no vestiário colorado especialmente porque a Copa do Brasil é o projeto de vida do Inter em 2008, um atalho fabuloso para a Libertadores 2009.

A luz no final do túnel da próxima semana é que o Inter tem time para fazer 3 a 0 (ou mais) no Paraná em Porto Alegre.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Milan quer Ronaldinho, Kaká e Pato juntos

16 de abril de 2008 26

Rijkaard (E) e os seus: Ronaldinho não faz mais falta/Miguel Angel Morenatti, AP
Ronaldinho quer sair, mas não diz. O Barcelona deseja vender, porém não informa. O único disposto a mostrar a cara e a grana é o Milan. Tem R$ 21 milhões para oferecer ao Gaúcho por temporada, num contrato que se estenderia até 2012 – R$ 84 milhões em quatro anos. Mais uns R$ 80 milhões ao clube – o valor real ainda é incerto.

Se a soma chegar aos R$ 80 milhões, o Grêmio leva R$ 4 milhões.

O craque é hoje um fio de jogador. Perdeu o viço e o gosto pela bola. Está desmotivado e naufragou no gosto da torcida do Barça que o trocou por Messi, sem arrependimento.

As enquetes mostram que torcida não soltaria uma só vaia se o jogador fosse negociado agora, no exato minuto que você passa por estas linhas.

Quem se liga agora é o milanista. Fã de um sorriso só, disposto a vibrar com Ronaldinho ao lado de Kaká e Pato.

Mas qual o Ronaldinho que o Milan vai ganhar? O que fugiu do Grêmio, PSG e está forçando absurdamente sua saída do Barcelona? Ou o que foi o melhor do mundo? 

Diz aí, você do teclado, sempre ligado no futebol.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share