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Posts de maio 2008

Cinco atacantes gremistas, poucos gols

30 de maio de 2008 11

Perea é o grande ausente do time gremista em São Januário. Não que ele seja a maravilha, o goleador ideal, o destruidor de defesas. Perea é simplesmente o goleador do Grêmio na temporada. Navegando nesta realidade, ele fará falta.

Seu substituto chama-se Reinaldo. Parecia ter redescoberto o caminho do gol, depois de meses de ausência, quando sofreu uma lesão grave ainda no Gauchão. Reinaldo e Soares buscam gols no Rio, contra o abatido Vasco. Será difícil.

Soares tem sido uma grande decepção. Ele veio do Rio, depois de uma boa passagem por Florianópolis, em busca de nova fase. Ainda não encontrou nada. Foi prejudicado por uma lesão grave. Precisa de uma boa seqüência de jogos. 

Marcel é banco. Ele espera recuperar os gols que fez anos atrás. O centroavante foi mal no Benfica, no São Paulo, no Grêmio e no Cruzeiro e agora tenta um novo recomeço na Capital. Ele é homem de área. Tem tamanho de centroavante. Falta os gols para conseguir a carteira do clube dos matadores.

Atrás dele, quando muito ao lado, ainda procuram uma chance o rodado Rodrigo Mendes e o arisco Jonas. Os dois não somam um. São reservas. Mendes ainda busca a sua melhor forma. Jonas é conhecido. Vive fugindo da grande area.

O Grêmio anda carente de gols desde a temporada passada, carente de goleadores. Hoje sabe quem pode marcá-los, mas não confia totalmente em nenhum dos seus cinco finalizadores. Ainda espera pelo seu matador, o homem-gol que pode oferecer novos rumos ao time.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fifa tenta reduzir importação de jogadores

30 de maio de 2008 6

Michel Platini (UEFA) e Joseph Blatter (FIFA), D, são os mais poderosos do futebol da Europa e do mundo/AP
Da distante Austrália, do outro lado do mundo, direto de mais um congresso internacional da FIFA, chega uma boa notícia para o futebol brasileiro. A organização que controla o futebol no mundo, que manda e desmanda, lançou uma idéia para fortalecer as seleções _ fundamentalmente as da Europa. O presidente da entidade, o suíço Joseph Blatter, quer que os clubes contem com um máximo de cinco jogadores estrangeiros na formação das equipes no início de partida.

O novo projeto da FIFA já tem até nome: “6+5″. Ou seja: os time podem alinhar seis jogadores nacionais na partida mais cinco estrangeiros. O banco de reservas poderia ter, claro, mais cinco estrangeiros. Mas três deles entrariam em campo durante as partidas somente no lugar de outros estrangeiros. Os clubes poderiam continuar contratando um número elevado de atletas de outros países. Mas apenas cinco deles teriam permissão para disputar cada partida.

A proposição da FIFA, a decisão de defender a escalação de seis jogadores nascidos no país do clube mais cinco estrangeiros, não encantou todo mundo. Mas os dirigentes que cuidam de seleções na Europa acharam o máximo. Eles vivem reclamando que a importação exagerada de craques impede o natural desenvolvimento de novos jogadores em seu países. A Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) apóia a proposta.

O outro lado, os donos dos clubes, milionários de dinheiro sem procedência e etc., não aprovaram a sugestão de Blatter e contra-atacaram. Dizem que a ausência de uma legião de estrangeiros vai enfraquecer os times, torná-los menos competitivos, afastar os fãs dos estádios, gerar menos dinheiro em publicidade.

A União Européia (27 governos) também é frontalmente contra a proposta do “6+5″, especialmente se afetar os países do seu grupo, onde não há mais fronteiras entre as nações. Onde um espanhol é igual a um italiano ou o alemão ao português. O mercado de trabalho é o mesmo para todos. O Parlamento europeu disse aos Estados membros e às associações esportivas que não aprovem as novas regras que criariam discriminações baseadas na nacionalidade.

A FIFA deseja ver o sistema “6+5″ implantado em 2011, protegendo assim a identidade de seleções nacionais como a Inglaterra, por exemplo. O Manchester United é campeão da Europa. O Chelsea da capital Londres é vice. Mas a seleção inglesa está fora da Eurocopa, a copa do mundo das seleções do continente, que começa dia 7 de junho. Somando os dois times, não vemos 11 ingleses em campo.

A Europa deve discutir muito a sugestão da FIFA. O Brasil vai ouvir de longe. O país é exportador. Se a idéia se transformar em lei, os investimentos em jogadores estrangeiros podem cair drasticamente. Talvez os melhores continuem indo ao Exterior de qualquer maneira. Mas não todos, não quase cem por cento.

Ninguém agüenta mais assistir o melhor futebol brasileiro só pela televisão. Olímpico e Beira-Rio merecem ter a sua grama ocupada, nuncaa maltratada, pelos melhores também.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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De ressaca, Vasco espera o Grêmio no Rio

29 de maio de 2008 22

No Rio de Vasco, Flamengo e Botafogo, quem manda é a embalada torcida do Fluminense/Natacha Pisarenko, AP
Edmundo, 37 anos, está sendo condenado no Vasco pelo seus pênaltis perdidos. Edmundo, o que erra pênaltis até em decisão mundial inter-clubes, já perdeu o seu futebol. Ele não é mais o grande jogador de três anos atrás. É apenas outro veterano tentando viver de instantâneos do seu passado. Falta força e, especialmente, agilidade ao jogador.

 O atacante é alvo das vaias dos torcedores do Vasco, que já não o tem mais na boa conta de grande ídolo. Edmundo é hoje um jogador qualquer, sem a grife antiga. Vive apenas de um passado recente. Ela está muito abatido. Anunciou até que pretende abandonar o futebol.

– Estou com um pouco de raiva de mim mesmo – declarou antes de entrar na sala da presidência do Vasco.

Na decisão contra o Sport, em São Januário, o Animal fez o segundo gol salvador que levou aos pênaltis, mas perdeu a primeira cobrança. O goleiro não fez a defesa, nem a trave ajudou. O chute é que foi ridículo, desleixado. Edmundo isolou a bola, batendo alto, longe do travessão.

O técnico Antonio Lopes ainda não sabe se usa Edmundo contra o Grêmio. Pode sentar o jogador no banco, mas é provável que o jogador fique fora do jogo ou tome uma atitude mais drástica. Lopes teme o estresse do jogador, o mau humor da torcida. O Vasco não ganhou nada em 2008. Seu adversário de sábado, em casa, é o invicto Grêmio do sempre contestado Celso Roth.

Lopes ainda nem sabe como vai armar o time. Precisa fazer as contas e observar quantos jogadores estarão disponíveis, inteiros e dispostos a outra competição tão urgente.

O Vasco está de ressaca. Como é um adversário imprevisível, sem uma boa média de atuações, deve preocupar o Grêmio mais do que normal. O Vasco é o sétimo colocado e os três resultados obtidos no Brasileirão exibem toda a sua irregularidade: uma derrota, uma vitória, um empate.

Eis o desarticulado Vasco num Estado onde o Flamengo é o campeão, mas hoje todos querem falar, exaltar, paparicar o Fluminense que botou banca no Boca. O Vasco é apenas um coadjuvante carioca em busca de melhores dias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Boca testa o Maracanã de Renato Portaluppi

29 de maio de 2008 16

Gigante em Avelladena, Fernando Henrique jogou a melhor partida da sua carreira/Natacha Pisarenko, AP
Depois do Botafogo dos anos 60, do Flamengo do anos 80, do Vasco dos 90, o Maracanã volta ao centro das decisões da América que chuta a bola com os pés ao lado do Fluminense. O ex-maior estádio do mundo, ícone planetário, referência do futebol brasileiro, recebe sua maior decisão em anos quarta-feira. O tricolor carioca encontra o Boca, o grande time de futebol do continente, numa decisão que está completamente aberta depois dos 2 a 2 em Buenos Aires.

 

O jogo na Argentina mostrou que o Flu teve futebol, coragem e sorte para arrancar um empate em Avellaneda – a Bombonera, elixir do Boca está interditada. Seu grande jogador foi o goleiro Fernando Henrique, além de uma zaga alta,forte, viril e competente. O time de Renato Gaúcho nunca desistiu de buscar o gol. O empate foi seu prêmio.

Mesmo que Riquelme tenha jogado uma grande partida, marcado duas vezes e realizados jogadas possíveis e impossíveis, o Boca abriu a guarda e mostrou sua defesa irregular. No segundo gol do Fluminense, o goleiro Migliori sofreu um frango histórico. A fragilidade defensiva dos argentinos anima os cariocas, que se classificam com 0 a 0 e 1 a 1. Dois a dois dá pênati como bem informam os atentos leitores.

O Boca teve as melhores chances de gol, podia ter vencido a partida, mas a noite foi do goleiro adversário. Segundo os cariocas, Fernando Henrique teve a melhor atuação da sua irregular carreira. O Boca só não ganhou com folga pela competência de FH.

Raros apostam num favorito no jogo de volta. Todos conhecem o Boca. Ele ganha superpoderes em casa, na fortaleza da Bombonera, mas joga no Exterior com absoluta tranqüilidade. Seu contra-ataque é mortal.

Vitória no Maracanã será um troféu que os argentinos exibirão por décadas em qualquer discussão sobre futebol. Prepara-se. O encontro nasce no horizonte como uma das partidas no ano no continente.

Renato Portaluppi conhece bem a Libertadores, sabe como vencê-la, entende o jogo argentino. Como jogador, seja por Fluminense, Botafogo ou Flamengo, o Maracanã foi seu. Ele foi coroado Rei do Rio nos anos 90 com jogador. Quer agora o título como técnico. Não só do Rio, mas de todo o continente. Deseja também um nome próprio como técnico de futebol.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A quarta-feira dos cinco técnicos dos gaúchos

28 de maio de 2008 2

ìdolo do melhor passado gremista, Renato desafia o Boca em Buenos Aires/Natacha Pisarenko, AP
A super quarta-feira da bola, mesmo cercada pela tevê, está lotada de simbolismos para os gaúchos em Buenos Aires, em São Paulo ou no Rio. Todos os jogos, da reveladora Copa do Brasil ao paraíso da Copa Libertadores, alcançam a nossa realidade. Nos seis times envolvidos em três grandes decisões, cinco técnicos brasileiros têm estreita ligação com o Rio Grande do Sul – só o do Boca, Carlos Ischia, é um real desconhecido.

 Renato Portaluppi (Fluminense) foi jogador do Grêmio, campeão do mundo em Tóquio. Mano Menezes (Corinthians) ajudou o Tricolor a escapar da Série B com um título e ainda garantiu o vice-campeonato da Libertadores do ano passado, que não é um título. Nelsinho Batista (Sport) trabalhou no Inter e passou pela Capital sem deixar saudade. O ex-delegado Antônio Lopes dirigiu a Dupla mais famosa e ergueu com vigor a única Copa do Brasil do Inter. O ex-meia Cuca jogou no Olímpico e no Beira-Rio e ainda treinou o Grêmio no fatídico ano da queda para a Segunda Divisão.

A torcida e a secação dos gaúchos azuis e vermelhos se dividem nas decisões, até mesmo quando os jogos não envolvem diretamente Grêmio e Internacional.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Felipão na mira do Chelsea

28 de maio de 2008 2

O xerifão Scolari é um dos favoritos para dirigir o Chelsea/Paulo Duarte, AP
Vice-campeão da Europa, vice da Inglaterra, o Chelsea, maldizendo seus vices, demitiu seu treinador Avram Grant, que era segundo de José Mourinho, derrubado em 2007. Na caça ao novo, Luiz Felipe Scolari, da Seleção de Portugal, é um dos alvos preferidos do clube britânico.

 Felipão disputará a Eurocopa com o seu time, a partir do dia 7, e depois define seu futuro. Sua contratação tem um problema sério: a falta do domínio da língua inglesa. Pelas suas características, Felipão precisa dominar completamente o idioma para tocar (sensibilizar) os jogadores em suas ordens táticas ou em palestras motivacionais. A motivação é uma das armas favoritas de Felipão, não que ele não seja um bom tático. Felipão precisaria, antes de tudo, estudar o novo idioma, fazer uma imersão, assim como o italiano Fabio capello está fazendo para dirigir a Seleção da Inglaterra.

Além de Felipão, outros nomes fazem parte da longa lista do Chelsea: o galês Mark Hughes (Blackburn Rovers), e o italiano Roberto Mancini (ex-Inter de Milão), os holandeses Guus Hiddink (Seleção da Rússia) e e Frank Rijkaard, (ex-Barcelona) e o sueco Sven-Goran Eriksson, (ex-Manchester City).

O que for contratado, sem exceção, terá de administrar uma estranha realidade. Entre os 498 jogadores inscritos na Premier League em 2007/2008, apenas 170 são ingleses, ou 34,1% do total.

Na temporada passada eram 191 ingleses na competição. A média dos quatro grandes é Arsenal (0,34% de ingleses), Chelsea (3,68%), Liverpool (3,78%) e Manchester United (4,28%).

A demissão de Mancini da Inter de Milão, por exemplo, vai custar US$ 24 milhões. Ele tinha um contrato de quatro anos com o clube italiano. Seu sucessor deve ser José Mourinho, ex-Chelsea, que cobraria US$ 42 milhões por um contrato de três anos. Sua equipe de assessores cobraria outros US$ 10 milhões. Mourinho seria o 12º técnico da Inter em 13 anos

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Eurocopa: Tchecos são favoritos da matemática

27 de maio de 2008 2

Petr Cech, provavelmente um dos três melhores goleiros da Europa e do mundo/Petr David Josek, AP
A Eurocopa começa sábado, dia 7, e segue até 29 de junho na Áustria e na Suíça, países que dividem a organização do torneio. A competição de 22 dias é a copa do mundo dos europeus. Podia ser a real, não fosse a ausência de Brasil e da Argentina, talvez de um coadjuvante africano, nunca um asiático.

 

Inventora do futebol, a Inglaterra é a grande ausente as melhores três semanas do futebol europeu. Campeonato onde a Europa se desnuda, mostra seu real valor, sem o auxílio de brasileiros e argentinos, os melhores jogadores de futebol do mundo. Itália e França, campeões e vice da Copa da Alemanha, estão na competição, bem como a Alemanha, terceira colocada.

De acordo com um curioso estudo divulgado pelo banco suíço UBS, a República Tcheca aparece com 51% de chance de levar o título. Os italianos entrariam em segundo.

UBS – Wealth Management Research – usou na sua matemática um sistema chamado Elo, adotado também no jogo de xadrez e baseado na teoria das probabilidades e estatísticas. Foi usado o ranking de cada país dentro da Uefa e dos resultados em edições passadas da Eurocopa,também foi considerado o valor comercial dos jogadores de cada equipe.

Em cálculo semelhante, utilizado com sucesso semanas antes do começo da Copa do Mundo de 2006, a Itália apareceu como futuro campeão. Na grama, a Itália ganhou.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Boca tem a única camisa que ganha jogo

27 de maio de 2008 17

Riquelme (10) e Palermo, uma dupla que faz tremer os brasileiros de distintas cores/Guillermo Arias, AP
A mística não está escrita, desenhada, esculpida. Os brasileiros temem o Boca. Têm medo até da sua sombra. O Boca já fez de seu, passeou, bailou, no Morumbi, no Olímpico, no Mineirão, entre outros palcos menores. Os argentinos se encontram em casa em gramados brasileiros. Falta tomar o Maracanã, sede do Fluminense, que antes precisa provar quarta-feira a péssima grama do Estádio Juan Domingo Perón, o campo de jogo do Racing. A Bombonera, boca do inferno dos nosso clubes, está interditada.

 

A mística do Boca, o time azul e amarelo do povo argentino, nasce na Bombonera, mas se espalha pelos torcedores e jogadores, sempre qualificados, sempre em busca da vitória, sempre competitivos, sempre lutando pela bola dos dois segundos aos 90 minutos de jogo. O Boca é uma grife argentina com nome mundial. É o grande time da América, nosso maior vencedor, com seis Libertadores no armário.

O Boca tem hoje o que nenhum time brasileiro possui. Um trio ofensivo composto por Riquelme, Palacio e Palermo (188 gols pelo Boca). É um prazer vê-los jogar. Riquelme pensa, lança, é uma usina de inteligência em nome do bom futebol. Palacio joga em todas as posições, do ataque, não foge da área e ainda faz gol. Palermo é o centroavante ideal. Joga com os pés e a cabeça, assessora outros atacantes e homens que chegam de trás, e ainda marca uma cachoeira de gols. Jogam em qualquer time do mundo.

O Boca dos nossos dias não tem o potencial do histórico time de Carlos Bianchi do final dos anos 1990. Mas ainda é o melhor das nossas terras latinas. É o atual campeão da Libertadores. Se repetir, não será surpresa. O Boca é o único time da América que ganha jogo com a camisa.

Desde 2000 que o time argentino vem patrolando os times brasileiros. Superou oito. O Boca deve jogar a sua 15ª semifinal da LIbertadores com Pablo Migliore, Maidana ou Ibarra, Julio Cáceres, Gabriel Paletta, e Morel Rodríguez, Cristian Chávez, Sebastián Battaglia e Jesús Dátolo, Juan Román Riquelme, Rodrigo Palacio e Martín Palermo. Contra brasileiros, o Boca ganhou os últimos 12 matas-matas disputados.

Nâo vejo o Fluminense de Renato Gaúcho com grandes chances na semifinal da Libertadores. E você? Vê algo que eu não vejo?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Mundial de Clubes troca Japão pelos Emirados

27 de maio de 2008 13

Joseph Blatter anunciou que Abu Dhabi vai receber o Mundial de Clubes da Fifa/Mark Baker, AP
O Japão perdeu a vaga e a fama. Os Emirados Árabes Unidos recebe nos próximos dois anos o Mundial de Clubes de futebol. A competição será disputada nos Emirados, capital Abu Dahbi, em 2009 e 2010.

 

Em 2011 e 2012 a competição volta ao antigo porto, ao Japão, país sede do campeonato até o momento.

A decisão da Fifa significa também que o país-sede, uma federação de pequenos emirados, terá um clube na decisão. A final de 2008, que pode ter o Fluminense, único representante brasileiro na Copa Libertadores, será disputada no Japão.

A Fifa não divulgou o dinheiro envolvido na negociação. Mas é certo que o valor da premiação final deve aumentar consideravelmente.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dunga continua escondendo Seleção das Olimpíadas

26 de maio de 2008 9

Dunga pensa nas Eliminatórias de deixa os Jogos de Pequim de lado/Ricardo Moaraes, AP

Agosto, mês dos Jogos Olímpicos de Pequim, está se aproximando, batendo no calendário da nossa porta, mas a Seleção Olímpica Brasileira ainda é um mistério. Não conhecemos o goleiro titular, o zagueiro, o volante, o criador, muito menos o atacante principal.

Dunga não dá os nomes, não treina, não faz um time. Não temos um time, ao contrário da Argentina olímpica que já treina e faz amistosos na Europa

 

A CBF não oferece a mínima atenção ao futebol olímpico. O Brasil sairá de Pequim sem a medalha de ouro, condecoração inédita no futebol brasileiro.

Dunga só tem olhos para as Eliminatórias. O próximo passo prevê Paraguai, dia 15 de junho, em Assunção, e a Argentina, dia 18 de junho, no Mineirão, em Belo Horizonte, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo-2010.

O Brasil perdeu todo o tempo do mundo nos últimos meses. Não conseguiu formar uma base olímpica. Fracassou. A Seleção, outra vez, dependerá do brilho dos seus jogadores. A parte coletiva é miragem.

Quarta-feira, a Seleção toma o caminho dos EUA onde disputará amistosos contra o Canadá (sábado, em Seattle, às 23h30, horário de Brasília) e Venezuela (dia 6 de junho, em Boston, às 22h10). Se fossem partidas para testar os olímpicos, tudo bem. Mas não. São jogos que valem apenas pela cota, pelos dólares, talvez para dois ou três treinos e nada mais.

A maioria dos jogadores chega extenuada depois da forte temporada européia. Ficariam melhor descansando no Brasil. Férias rápidas, seguidas por um período de treinos antes dos jogos oficiais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Libertadores e Copa do Brasil ajudam o Grêmio

26 de maio de 2008 16

A Copa do Brasil e a Copa Libertadores da América estarão jogando ao lado do Grêmio nas duas próximas rodadas do Brasileirão. Os adversários do Tricolor, Vasco (sábado, em São Januário), e Fluminense (8 de junho, no Olímpico) estão envolvidos, respectivamente, na primeira e na segunda competição. Estão com os olhos e quase todos os esforços cravados longe do Campeonato Nacional, ao menos neste momento.

Se o Vasco superar o Sport (o Inter também pode aproveitar a situação contra os pernambucanos no Beira-Rio, sábado), enfrenta o Grêmio, provavelmente, com time misto. Se não conseguir reverter o 2 a 0, sofrendo uma desclassificação, enfrenta os azuis com a ressaca do perdedor. O mesmo vale para o Fluminense nos seus dois enfrentamentos como o grande time da parte da América que usa os pés para jogar bola, o Boca.

A sorte, se é que ela existe, está ao lado do Grêmio no final de maio, antes que o inverno penetre em nossos ossos. Em seqüência, pega dois times do Rio (um deles candidato ao título, o Flu) divididos em dois campeonatos. O Grêmio precisa aproveitar a desatenção dos cariocas. Vencer, subir na tabela, manter a média.

Postado por Zini, Porto Alegre

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No futebol da Dupla, gol é obra de zagueiro

26 de maio de 2008 6

Três rodadas depois, os zagueiros continuam mandando no futebol gaúcho. Em três jogos, 270 minutos, Grêmio e Inter juntos somam seis gols. Quatro foram marcados por zagueiros (Léo, Pereira, Sidnei e Índio) e apenas dois por atacantes (Perea e Nilmar).

 

Gols de valores desiguais. Os do Grêmio oferecem ao time um orgulhoso e surpreendete 3º posto no Brasileirão. Os do Inter re´presentam um vexaminoso 13º lugar, longe até da faixa dos classificados para a Copa Sul-Americana. 

Grêmio está invicto. O rival já perdeu duas, ambas distantes do Estado.

Zagueiro fazendo gol é ótimo. Mostra a versatilidade dos jogadores, o acerto momentâneo do esquema tático. No caso colorado, um gol foi na vitória contra o Vasco, o outro foi na derrota para o Palmeiras.

O que é espanta é a inutilidade dos atacantes, sejam azuis ou vermelhos. Em três partidas, marcaram apenas duas vezes. Um atacante qualificado, como Nilmar, como Perea (sem comparar os dois) não podem marcar apenas um gol a cada três partidas. É preciso exigir mais dos dois.

A Dupla espera mais, muito mais, dos seus atacantes, sejam eles Nilmar, Fernandão ou Iarlei (não seria a hora de Walter?), Perea, Soares (será que tem condições de jogar no grêmio?), Reinaldo, Jonas, Rodrigo Mendes e Marcel (será que ele finalmente, após meia dúzia de clubes, reencontrará o caminho dos gols?).

Postado por Zini, Porto Alegre

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Brasileirão:Grêmio surpreende, Inter decepciona

25 de maio de 2008 60

Quatro pontos separam Grêmio e Inter após três rodadas do Brasileirão. A pontuação surpreende fãs e analistas. Pelas primeiras projeções o Tricolor deveria estar entre os últimos e o Colorado no topo. A realidade diz outra verdade. O Grêmio é segundo, o Inter ocupa o décimo segundo posto onde o Flamengo é o líder passageiro antes do final do domingo.

 

O Grêmio passou pelo Náutico, assim como os times grandes enfrentam os menores. Fez o clássico 2 a 0 sem jogar muito bem. Antes venceu o São Paulo, empatou com o Flamengo. Fosse um pouco mais efetivo no seu ataque estaria com 100% de aproveitamento na competição. Mas a invencibilidade deixa os críticos dos centro do pais de olho no invicto time de Celso Roth.

O Inter perdeu de virada no Rio de Janeiro. Depois do gol de Nilmar, que saiu do jejum (depois desperdiçaria outro incrível), o Flamengo fez 2 a 1. O segundo gol foi de Souza, provando mais uma vez que, com centroavante matador, um time consegue respirar até o minuto 90 e ainda mais um pouco. Antes ganhou do Vasco na estréia, levou outros 2 a 1 do Palmeiras, jogando com 10 homens desde o começo do primeiro tempo.

O Grêmio jogou duas vezes em casa, fez quatro pontos. O Inter jogou uma, marcou três. O Grêmio pegou dois dos melhores times do país (São Paulo e Flamengo), um fora, outro no Olímpico, e somou quatro pontos. O Inter encarou outros dois (Palmeiras e Flamengo), ambos longe de Porto Alegre, e somou zero.

O Grêmio marcou três vezes, não levou um gol sequer e está invicto. O Inter anotou três, mas sofreu quatro. Roth conseguiu jogar três partidas com a mesma formação. Abel Braga mudou o time nas três partidas.

Roth tem os seus titulares inteiros. Abel perdeu seu meio-campo guerreiro (Edinho, Magrão e Guiñazu) e a defesa ficou desprotegida. Em quatro jogos, (somando aí o fiasco do jogo decisivo da Copa do Brasil em Recife), o Inter observou as suas redes serem sacudidas sete vezes. Dá quase dois gols por jogo.

O Inter tem bom grupo de jogadores, observando a realidade brasileira. Tem bons reservas no gol, na defesa e no ataque. Só não tem ninguém capaz de substituir com a mesma competência seu competitivo trio de meio-campo, especialmente quando o enfrentamento envolve times como Palmeiras e Flamengo. O Inter sofre no Brasileirão pela ausência dos seus titulares. Faz algum tempo que Abel não consegue colocar em campo o time ideal.

O Grêmio de Celso Roth surpreende e avança como os times de Roth sempre fazem num primeiro momento. O desafio pessoal de Roth é exibir fôlego semelhante depois de alguns meses de trabalho.

O Brasileirão é longo e difícil. É preciso média para estar entre os primeiros. O Grêmio tem a média ao seu lado. O Inter, não. Mas ainda é cedo para dizer quem vai fazer a melhor campanha entre os dois times gaúchos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Roth vê preguiça no desempenho de Roger

23 de maio de 2008 94

Celso Roth aponta seu fuzil automático de críticas ao meia Roger. Mandou o jogador, destaque tricolor nos primeiros 180 minutos do Brasileirão, "tirar a preguiça do corpo" no treino. Roth vê os melhores jogadores dos times como alvos preferencias.

Sempre os viu assim. Lembra como ele sacrificou o mal-amado Ronaldinho na virada do século? Brigar com os melhores é da sua cultura. Ele, Roth, precisa ser o centro.

 

Roger é estorvo no time do Grêmio. Não o Roger propriamente, mas jogadores com o perfil de Roger. Roth prefere um exército de volantes no meio-campo. Ele joga com três "volantaços". Mais três zagueiros são seis. Sete somando o goleiro, nove acrescentando os dois laterais. Sobram dois num ataque recuado de um time de 11.

Celso Roth acerta a sua defesa quase sempre, mas nunca consegue equilibrar seu rígido e bem organizado sistema defensivo com um ataque consistente, perigoso, letal. Sua carreira sem títulos nacional é a maior prova.

Vivesse nos EUA, Roth seria contratado para treinar a defesa de um dos times do "futebol americano". As jogadas de ataque, por certo, seria desenhas por outro técnico.

Roth venera um sistema defensivo compacto, cimentado. Acha que a partida se ganha com uma defesa cerrada, um batalhão de volantes. Seus times atacam pouco e nunca com a força dos reais vencedores. Se ficar no 0 a 0 não importa. Ele não perdeu – pelo menos.

Time médio, riscando a linha que separam os pequenos dos clubes médios, o Náutico é prova para o sistema ofensivo de Roth. É um jogo para vencer. Empate é três pontos perdidos.

O Grêmio necessita atacar os 90 minutos em busca da vitória. Algo que Roth não gosta. Ele prefere se atacado para depois sair em busca da sua ofensividade, algo discreto, esporádico, tímido, quase inexistente.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Árbitros punem a dupla no Brasileirão

23 de maio de 2008 7

A escala da arbitragem reservou Alicio Pena Junior (MG) para Grêmio e Náutico, no Olímpico, e Evandro Rogério Roman (PR) para Flamengo e Internacional, no Maracanã. Os dois usam o selo da Fifa.

Pouco importa. São árbitros de capacidade regional. Deveriam ter ficado em seus respectivos estados. A dupla não tem cacife para envergar o distintivo da Fifa, uma antiga marca de qualidade. Marcelo de Lima Henrique e Wilson Luiz Seneme, que apitaram os jogos da Dupla na semana passada, erraram demais. São da Fifa.

 

Árbitros comuns, sem brilho, Pena Junior e Roman fazem tudo o que seus outros pares nacionais também fazem. Qualquer encontrão é falta. Qualquer contato físico serve para parar o jogo, reter a bola. Se a bola correr muito, se eles deixaram o jogo ser jogado com a velocidade que uma partida merece, seus erros técnicos vão aparecer demais.

Então, dá-lhe amarelo. Parando o jogo a cada instante, eles se preservam mais.

Eles toleram o assassino carrinho com naturalizado, mas não punem o jogador cai-cai. Aceitam o fingimento dos jogadores, atores em potencial.

A arbitragem brasileira não atingiu o mesmo qualidade dos nossos jogadores. Os boleiros são tipo exportação nacional. Os nossos árbitros não conseguem mais apitar nem um jogo da Libertadores envolvendo dois times brasileiros. Os próprios clubes exigem juiz de fora do país.

Eles precisam ser profissionalizado com urgência. Com tanto dinheiro investido no futebol, deve sobrar algum para investir no árbitro e na sua formação. O futebol exige. Pede.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter e seus reservas desafiam Flamengo inteiro

22 de maio de 2008 16

Renan; Jonas, Índio, Sidney e Marcão; Maycon, Danny Moraes, Andrezinho e Alex, Fernandão e Nilmar. O Inter chega mais ou menos assim ao Maracanã sábado no final da tarde, depois da praia dos cariocas, do chope (para quem pode) no Bracarense.

Chega sem nenhum estrangeiro (Bustos, Orozco e Sorondo) e sem a espinha dorsal defensiva (Magrão, Edinho e Guiñazu). Desembarca sem a confiança de duas semanas atrás, alimentada pela conquista do Gauchão.

O Inter do Rio e com reservas como Jonas, Maycon e Andrezinho é uma incógnita. Mas o campo é grande e apetitoso aos arranques de Nilmar, o que deve gols.

 O Inter é um time em busca de novos rumos, de uma necessária reabilitação. O Inter quer título, o Flamengo, idem. É jogo de seis pontos. A falta dos titulares, cinco pelo menos, abala a certeza de um vitória colorada no Maracanã.

O Flamengo não será, creia, o time medroso e sem centroavante que se encolheu no Olímpico domingo passado na bela atuação do Grêmio. A camisa é a mesma, a ofensividade será de quem joga em casa, oxigenado pela maior torcida do Brasil. O Mengão vai atacar. Prepare-se.

O Inter com Maycon, Danny Moraes, Andrezinho e Alex é um time sem uma blindagem defensiva real. Parece um tanto leve num setor que precisa de combate, de pegada, de ocupação de espaço, de controle de bola. O Flamengo é um time técnico, de toque de bola e de investidas mortais pelas duas alas/extremas, especialmente com dois dos melhores laterais do país, Léo Moura e Jean.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Anderson diz que nos dos Aflitos foi mais difícil

22 de maio de 2008 34

Anderson, ao lado de Hargreaves, comemora o seu primeiro título europeu e lembra da Batalha dos Aflitos/Alastair Grant, AP
Garoto de 20 anos do bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, criado no Estádio Olímpico, na Azenha, Anderson constrói sua carreira na Europa com a mesma velocidade com que bateu o sexto pênalti do Manchester United na épica decisão da Champions League em Moscou. O ex-gremista entrou em campo quase aos 120 minutos do jogo com o Chelsea. Não tocou um segundo na bola no tempo suplementar. Só foi acariciar a esfera na marca dos 11 metros, segundos antes de disparar seu míssil e sacudir as redes.

 

Ex-lateral transformado em meio-campo, com passagens pela meia ofensiva, dono de um pé esquerdo especial, Anderson foi campeão português com o Porto, inglês com o Manchester United, europeu com o United outra vez – em alguns jogos atuando como hábil e movediço volante.

Os três anos de carreira européia de Anderson estão sendo brilhantes. Não conheço jogador gaúcho tão jovem e com tantos títulos em tão pouco tempo. Você lembra de algum?

Anderson está entre os quatro melhores jogadores revelados pelo futebol gaúcho no novo século, ao lado de Lucas, Nilmar e Pato. Dos três, três carreiras distintas, Anderson é o que encontrou o brilho mais rapidamente.

Lucas e Pato, craques, ainda buscam a titularidade em seus clubes. Nilmar voltou ao Brasil porque não encontrou espaço no Lyon. Deve tentar nova carreira internacional em breve. Antes precisa recuperar seu apetite pelos gols no Beira-Rio

Ao falar no microfone da ESPN, horas depois da seqüência de emoções que só uma decisão européia proporciona, dada a sua gradiosidade, Anderson ouviu o repórter perguntar se ele não tinha ficado nervoso com a responsabilidade extrema ao cobrar o sexto pênalti.

O jogador olhou firme para o repórter e disse simplesmente que não. Que o jogo entre Náutico e Grêmio, em 2005, historicamente anunciado como A Batalha dos Aflitos, tinha sido muito mais difícil.

Palavra de Anderson, o Andershow, um campeão europeu, um provável campeão mundial.

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Palermo e Washington fazem a diferença

22 de maio de 2008 13

Uma certeza ficou na longa noite da Copa Libertadores da América, que pode ser espalhada em outras direções e competições. O centroavante de ofício e de carteirinha é jogador indispensável. Quem tem um, possui uma seqüência de gols. O homem gol da grande área é peça definitiva em time que quer mais, namora títulos, cobiça faixas, toca em taças.

 

O Boca de Palermo dinamitou o Atlas mexicano. O Fluminense de Washington detonou o São Paulo papa-Libertadores num Maracanã absolutamente tricolor.

Palermo marcou três vezes, uma delas encobrindo zaga e goleiro com um magistral toque de pé esquerdo. Não peça que Palermo acerte cobranças de pênaltis (nem exija nada parecido do super-craque português Cristiano Ronald). Mas solicite gols de pé direito, esquerdo, cabeça, peixinho, barriga… Ele concorda, aceita, faz. Os 3 a 0 sobre o Atlas têm a assinatura de Palermo.

No Rio, o Fluminense enfrentou um São Paulo, time sem o mesmo brio, experiência e qualidade de dois anos atrás, e venceu por 3 a 1. O centroavante Washington marcou duas vezes. O segundo foi marcado de cabeça.

O atacante subiu no segunda andar, ganhou da zaga, de Rogério Ceni, do mundo. Chorou como criança, fez Renato Portaluppi chorar mais e se perfilar com o técnico que pode ser campeão da Libertadores depois de ter erguido o mesmo caneco como jogador em 1983 com o Grêmio.

Fluminense e São Paulo fizeram um jogo espectacular. Emocionante. Imprevisível. Até o apito final ninguém poderia considerar-se classificado. O Flu perdeu o primeiro jogo por 1 a 0. Venceu o segundo, 3 a 1.

O Flu festeja. Grita. Não quer ver o amanhã, que pode ser o Boca em dois jogos. Com os argentinos, todos sabem, a pegada é outra. O Boca é o grande time da América que gosta de usar os pés em jogo de bola.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Rooney agradece aos céus em Moscou

21 de maio de 2008 1

Bernat Armangue, AP
Uma das grandes fotos da decisão exibe Rooney festejando seu primeiro título continental com a camisa do Manchester United, em Moscou. A foto mostra o atacante, atrás da goleira onde os pênaltis foram cobrados, mirando os céus, quem sabe agradecendo a honraria, nem pesando em reclamar pelos seus gols que não nasceram.

 

Nem pênalti, Rooney bateu. Mas é um legítimo campeão.

 

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Título vale 108 milhões de euros ao United

21 de maio de 2008 4

Van der Sar defende o pênalti de Anelka e o Manchester United é o novo campeão da Europa/Ivan Sekretarev, AP
A pequena bola de cal dos 11 metros serviu de base para o bem e para o mal na decisão da Champions League 2007/2008 entre Manchester United e Chelsea depois de 120 minutos de jogo. O United errou uma vez em sete cobranças, com Cristiano Ronaldo cobrando de forma amadora. O Chelsea perdeu duas, com Terry e Anelka. Uma das cobranças foi do gaúcho Anderson. Ele cobrou forte e seco, estufando as redes.

 

A Europa é do United pela terceira vez (1967/1968, 1998/1999, 2007/2008)) na vitória nos pênaltis por 6 a 5, depois do 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

O valente e vibrante Chelsea da tarde chuvosa de Moscou continua sem tocar na mais preciosa taça do continente. Seus jogadores também merecem uma medalha.

A decisão, o 1 a 1, foi extraordinária, emocionante, um dos melhores jogos do ano na temporada européia que se encerra. Não permitiu uma só tomada de ar pelo espectador, tamanha a intensidade da partida, a velocidade e a fome por jogadas ofensivas. Um jogo franco, aberto aos sistemas ofensivos, corrido, marcado, disputado, lotado de boas jogadas. Os jogadores não podiam nem pensar, faltava tempo, tamanha a intensidade da decisão, sobrava preparo físico.

O United podia ter feito 3 a 1 no primeiro tempo. Sempre mais perto do gol, o Chelsea podia ter empatado em 3 a 3 no segundo. Os pênaltis chegaram para tirar a dúvida, já que a prorrogação não mexeu no placar. O United foi mais capaz na cobrança dos pênaltis por razões que só os deuses dos estádios podem falar. Mas é mais time. É o melhor do mundo, campeão inglês e europeu

Num acidente de jogo lamentável, Terry escorregou na grama nova, recém assentada, e molhada, e errou o quinto pênalti, justo o que ofereceria a taça ao Chelsea. Ronaldo seria o grande vilão pelo seu trágico erro. Perdeu para o capitão Terry.

Na cobrança seguinte, Edwin van der Sar defendeu com certa facilidade o arremate enviesado do peregrino e irregular centroavante Nicolas Anelka e deu o título mais cobiçado do continente ao mais popular time inglês.

Manchester não vai dormir na enorme festa que todos contarão aos netos. Pela vitória, o Manchester United engorda a sua conta em 108 milhões de euros, segundo um estudo da Mastercard, dirigido pelo economista especializado em negócio do esporte Simon Chadwick, da Universidade de Coventry, a quantia deve ser obtida através dos direitos de exploração de patrocínio, da exposição das marcas, além da renda da

bilheteria. Pelo título, o United é um exemplo mundial.

 


Festa começa num pub de Manchester, mas não tem hora para terminar (Jon Super)

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United e Chelsea, uma final européia sem favorito

21 de maio de 2008 4

Torcedora do Manchester United exibe a bandeira do clube na Praça Vermelha, em Moscou/Bernat Armangue, AP

O Estádio Luzhniki da capital Moscou usa gramado artificial. O natural, que substitui temporariamente o plástico, precisou ser trocado duas vezes para receber Manchester United e Chelsea na Rússia.

Não é grama perfeita, está longe se ser tapete de decisão de clássico europeu, lembra mais um espaço de jogo com a cara do mais rigoroso inverno britânico. As mais recentes leivas foram plantadas 15 dias atrás. O gramado por atrapalhar o bom futebol.

 

Anos atrás, em 1999, ainda com Beckham, o United venceu a decisão européia, sua segunda copa. Teddy Sheringham e Ole Gunnar Solskjaer saíram do banco para fazer dois gols em dois minutos, virar o jogo e vencer o Bayern de Munique. O Chelsea é virgem em títulos na Champions League.

A decisão de 2008 é outra. O Chelsea não é o Bayern de hoje. Soma jogadores de muito mais qualidade, mais rodados, mais experientes.

Um número assusta os fãs do United, protege os do Chelsea. Nas 14 mais recentes partidas entre ambos, o United venceu apenas duas. É 2.

Os azuis faturaram a Premier League em 2005 e 2006. O United ganhou em 2007 e 2008. Os dois brigam pela hegemonia do futebol inglês desde o começo do novo século, com o Arsenal dando as suas bicadas.

O United centra suas esperanças em Cristiano Ronaldo, o menino prodígio português, autor de 41 gols na temporada. Seus fãs acham que nada segura o goleador, maravilhosamente bem assistido por Rooney e Carlito Tevez.

O Chelsea tem seu homem gol, o africano Drogba, um profundo conhecedor dos segredos da grande área e que gosta de chutar, forte e bem, de meia distância. O cimentado meio-campo do time de Londres conta ainda com as qualidades de Michael Ballack e Frank Lampard.

Cerca de 40 mil fãs ingleses estão em Moscou. Ninguém chegou com a certeza da vitória. O jogo está aberto. Não existe favorito.

 

 

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Maradona fala no filme sobre Maradona

20 de maio de 2008 5

Em Cannes: Maradona faz com a bola o que poucos sabem ou souberam fazer/Matt Sayles, AP

Maradona está em Cannes. É estrela do badalado festival da costa francesa, a força do documentário Maradona by Kusturica, obra do diretor sérvio Emir Kusturica.


O ex-craque argentino, ungido deus da bola em seu país, foi tão aplaudido quanto estrelas de Hollywood, como Clint Eastwood, Harrison Ford, Steven Spielberg e George Lucas.



No filme, ele se pergunta:


– ¿Sabés qué jugador podría haber sido de no haber tomado cocaína?.


Ele mesmo responde:


– Me queda el mal sabor de no saber quién hubiera sido.


Você sabe a resposta que nem Maradona sabe?


Eu, não.


O documentário ainda não tem data para estrear no Brasil.

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O palco russo do melhor futebol europeu

20 de maio de 2008 3

Bernat Armangue, AP

Luzhniki Stadium, em Moscou, será o nobre palco da decisão da Champions League, quarta-feira. Dois nobres clubes ingleses, Manchester United e Chelsea, se enfrentam, realizando uma inédita decisão entre duas equipes das ilhas britânicas.


Dia do encontro do europeu Cristiano Ronaldo, sete gols, o melhor jogador do mundo, com o africano Drogba, o centroavante que faz a diferença no Chelsea.


O jogo se apresenta como um dos mais espetaculares da temporada 2007/2008. Uma partida sem favorito, 90 minutos repleto de surpresa. Uma grande e competitiva decisão.


 

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Só o gol salva Marcel no Olímpico

20 de maio de 2008 12

O jejum de gols tricolor passa pela falta de qualidade dos seus atacantes. A dupla titular, Perea e Soares, foge da grande área como o zagueiro da marca do pênalti. A dupla é de trabalhar pelos flancos, pouco ousada no drible e com um aproveitamento de chutes abaixo da média. Eles chutam pouco.


Claro que eles têm qualidades, que podem mostrar mais jogando com um verdadeiro centroavante ao lado, alguém viciado em grande área.


Os dois se dão bem no contra-ataque, contra equipes que jogam mais abertas, em partidas longe de Porto Alegre. Nos jogos do Estádio Olímpico (o Flamengo é exemplo), um atacante de área se faz necessário.


 


O Grêmio entende que Marcel é o cara, o número 9 capaz de estufar as redes adversárias com certa regularidade. Sua primeira passagem pelo Tricolor foi truncada por lesões e a falta de gols _ cinco em 17 jogos. É média baixa, não faz nem cócegas em chuteiras de verdadeiro goleador.


Marcel tem trocado de time desde 2004 e com uma velocidade estonteante. Sua matéria prima, o gol, esteve escasso em meia dúzia de times e ele os trocou por outros, foi trocando e hoje está de volta ao Sul. Pede uma nova chance.


Com 26 anos, 1m87cm de altura, Marcel passou pelo Olímpico sem brilho e raros fãs lamentaram a sua partida no final de 2007. Marcel é alto, forte e dono de técnica razoável. Tem boa presença na grande área e ainda um chute forte. Seu cabeceio não é bom, algo inusitado para um jogador com a sua altura.


Sob o comando de Mano Menezes, ele teve sérias dificuldades. Quando jogou, atuou isolado no ataque. Às vezes teve imóvel Tuta, jogador com características semelhantes, ao seu lado. Com Perea ou Soares, alimentado por Roger, Marcel pode reencontrar o caminho do gol, que conhecia quando atuava no Coritiba. 


De centroavante, o mundo da bola está cheio. De goleadores, a carência é geral. Marcel é a esperança azul do momento A direção bota fé num centroavante que já passou pelo Olímpico, mas nunca justificou a duas palavras que estavam escritas na sua carteira de identidade do futebol: centroavante goleador.


Só o gol salva Marcel, assim como o Grêmio. Lembre: em 180 minutos de Brasileirão, dois jogos, o único gol foi obra de um zagueiro, o Pereirão.

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Final da Champions League desconhece favorito

19 de maio de 2008 3

O cobiçado troféu europeu que será entregue no Luzhniki Stadium, em Moscou/MIcha Japaridze, AP

Manchester United e Chelsea fazem a final da Champions League, em Moscou, quarta-feira. É um jogo só, ao contrário das semifinais, por exemplo, onde os clubes se enfrentavam duas vezes.


Numa dupla de partidas eu até apostaria no Manchester United, que jogou o melhor futebol do mundo nos últimos 10 meses. (E você está com quem na decisão?).


Como é um jogo só, qualquer adianto, qualquer posicionamento, é suicídio. Os 90 minutos da decisão podem apontar qualquer um dos dois gigantes ingleses como vencedor. Uma falha, um cartão vermelho fora de hora, uma desatenção pode fazer toda a diferença. Não há uma segunda chance, uma possibilidade de recuperaçã, outros decisivos 90 minutos.


O United tem mais time, mais técnico, mais qualidade. O Chelsea, porém, é um time mais forte, mais alto e também tem muita qualidade.


Quem deve começar no banco do Chelsea é, curiosamente, o lateral-direito brasileiro Belletti, que marcou o gol do título do Barcelona na temporada de 2006, diante do Arsenal, que jogou com 10 durante quase toda a partida, depois da expulsão do goleiro Lehmann.


Postado por Zini, Porto Alegre

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