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Posts do dia 5 junho 2008

A saída de Abel fragilizou Iarley

05 de junho de 2008 17

Interesse por Vitor, o bom e ofensivo lateral do Goiás, significa que Bustos não deu certo no Inter. Nem poderia. Bustos é lateral comum. Foi coroado algumas vezes por ótimas cobranças de falta. Mas Bustos é baixo e carente na marcação. Tem velocidade, chega ao fundo, mas seu aproveitamento nos passes e cruzamentos é muito baixo. Ele jogou no Inter o mesmo futebol irregular apresentando no segundo semestre do ano passado no Grêmio.

Se usar a inteligência, o Inter passa Bustos ao futebol do Exterior. Pode vendê-lo aos europeus, pegar alguns milhões de euros, apenas exibindo suas exímias cobranças de falta. Bustos fez nome da seleção colombiana. Foi o jogador do ano no seu país em 2007. Pobre Colômbia.

A saída de Iarley é surpresa porque deixa o Beira-Rio antes da chegada do novo técnico. A direção mesmo se encarregou de mandar o jogador atrás de novos desafios no Goiás. Iarley, 34 anos, estava impedido o aproveitamento de jovens das categorias de base.

Iarley vai, mas fica na memória colorado. Nos seus melhores tempos, seu fãs se contavam aos milhares. Iarley foi um dos principais jogadores do Inter nas conquistas dos títulos da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes, ambos em 2006.

O grupo do Japão perde um dos seus maiores nomes e uma das lideranças do vestiário. A saída de Abel o fragilizou. A direção quer renovar o time.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como é chato amistoso da Seleção Brasileira

05 de junho de 2008 9

O Brasil joga em Boston, onde Brasil se escreve com Z e o futebol é conhecido como aquele jogo onde é preciso usar capacetes devido aos choques. Boston é terra de basquete e de baseball. Os jogadores de futebol da Seleção, adversário da Venezuela, caminham na rua e não são importunados por viva alma. Ninguém os conhece. Quem dá a mínima atenção são os de fala espanhola e a colonia brasileira.

 

Amistoso de Seleção Brasileira é o programa mais chato do mundo. O termômetro do desinteresse desce abaixo de zero quando o adversário é uma equipe de insignificante futebol como a Venezuela. Jogador de futebol profissional não gosta de jogar amistosos. Ainda mais com time ruim, que vem a cerca de 200 quilômetros por hora, querendo jogar os 90 minutos como se fosse uma final da Copa do Mundo. Correndo, pegando batendo.

O Brasil joga pensando em dinheiro. A CBF quer jogo pela grana. Só. Não há outro motivo. Nem bons testes Dunga pode fazer porque os adversários são medíocres. Seus jogadores estão cansados depois de longa temporada européia. Mereciam umas férias de uma semana, 10 dias. Depois, sim, uma pré-temporada intensiva antes dos dois jogos das Eliminatórias.

O técnico poderia estar testando nos Estados Unidos a base da Seleção das Olimpíadas, que começam em agosto. Ele não está nem aí. A Seleção não tem goleiro titular, zagueiro, meio-campo, atacante, nem mesmo um capitão. Sua formação é puro mistério.

Já que não tem ao alcance do apito todos os olímpicos que gostaria de ter, Dunga poderia testar em breve, quem sabe, um meio campo formado por Lucas (do Liverpool), Hernanes (do São Paulo), Anderson (Manchester United) e Diego (do Werder Bremen), talvez com Pato no comando do ataque?

Vai Dunga. Dá uma chance aos novos. Aposta no futuro. Com Mineiro, Josué e Robinho a Seleção não engrena.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fluminense testa o Grêmio de Roth no Olímpico

05 de junho de 2008 25

Renato (D) volta ao Olímpico, onde nasceu como jogador, dirigindo o melhor time do país e favorito ao título da Libertadores/Silvia Izquierdo, AP
Renato Portaluppi entrou no vestiário do Maracanã ainda com o barulhinho bom da vitória, ampliado pelo eco de mais de 84 mil tricolores e, ironico, disse:

 

– Muito prazer, Boca, Fluminense.

O Flu está na decisão da Copa Libertadores, contrariando os argentinos que juravam que o Boca passaria por um time sem tradição na competição continental. Agora, é o favorito. Não creio na LDU, no poder do futebol do Equador.

Acredito, no entanto, que Grêmio e Fluminense têm boas razões para fazer um grande jogo domingo do Olímpico. Se Flu e Boca fizeram o maior jogo do primeiro semestre no Brasil, Grêmio e Flu podem realizar um dos melhores no Rio Grande do Sul no mesmo período. É uma partida cheia de atrações dos dois lados.

O Fluminense anuncia os titulares ou grande parte deles em Porto Alegre. Precisa sair desesperadamente da lanterna do Brasileirão, um ponto somado em quatro jogos. Claro, colocou a Libertadores na frente de tudo.

O Grêmio, quinto colocado, três pontos distante do líder Cruzeiro, precisa mostrar quem é. Um time capaz de vencer os melhores em casa ou o time desorganizado do segundo tempo na derrota contra o Vasco?

Os cariocas têm a melhor equipe do país. Uma defesa forte, um meio-campo combativo e hábil e um ataque capaz de fazer gols em todos os jogos. O Grêmio de Celso Roth ainda não enfrentou um adversário de tamanha envergadura. Grande teste, grande jogo, palco cheio.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maracanã derruba o Rei da Libertadores

05 de junho de 2008 22

Mais de 84 mil fãs assistiram o Flu virar jogo, fazer 3 a 1 e mostrar o rugido do Maracanã ao Boca/Silvia Izquierdo, AP
Três, 3 a 1, caiu de três o Boca depois de 45 anos de domínio da América da Libertadores. O Fluminense fez os 85 mil fãs do Maracanã viverem a noite das suas vidas, o jogo dos sonhos, a vitória que levou o tricolor carioca a primeira decisão de Libertadores da sua vida.

 

O Boca foi o pequeno na boa grama do gigante Maracanã. Perdeu a partida, o rumo, o cetro de rei das copas da parte da América que usa os pés num jogo com bola.

O Flu ganhou com Chico Buarque eufórico nas cadeiras, com o fantasma de Nelson Rodrigues assistindo o jogo em cima de uma nuvem no alto do estádio. Foi um jogo para mexer com todas as gerações de tricolores, comandadas por um tricolor gaúcho de nascimento, Renato Portaluppi.

O fã carioca sofreu do primeiro ao último minuto, entrou nos descontos comendo as unhas. Afastou o estresse total aos 47 minutos do segundo tempo no terceiro gol, obra do gelado Dodô.

Ganhar do Boca na Libertadores é quase sempre uma tarefa impossível, segundo a história do futebol. O mítico Pelé e seu glorioso Santos haviam sido os últimos.

O Boca começou melhor, atacando sem parar, perdendo gols. O Flu melhorou na parte final, fez um gol de falta, empatando logo depois da cabeçada de Palermo.

Satisfeito com o 1 a 1, o Flu tomou para si a idéia dos contra-ataques. Fez o segundo gol assim, depois o terceiro. Ganhou, afastou o Boca, só vê a LDU na sua frente, o adversário equatoriano dos dois jogos finais.

Os jogadores do Fluminense mereceram ser envolvidos por uma das maiores festas que o Maracanã já presencio na sua existência. Vestido com três cores (vermelho ou grená, verde e branco), o Maracanã rugiu numa noite sem igual. Assustou o Boca. Parou os argentinos, apesar da luta, da dedicação, da entrega.

O leão de La Bombonera ganhou coleira do Brasil no Mario Filho, nome próprio do Maracanã, ícone do futebol. Mario, irmão de Nelson Rodrigues, Flu de coração e alma, inventou o termo Fla-Flu no começo do século passado. Fez a ponte entre os clubes que queriam usar negros e mulatos em seus times racistas, mas não tinham coragem. Mario Filho encaminhou o futebol ao profissionalismo e foi um dos homens mais importes do esporte brasileiro do século 20.

Esteja onde estiver, Mario e Nelson devem estar bem. Deu tricolor. Justo. Yokohama vem aí.

Postado por Zini, Porto Alegre

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