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Posts do dia 7 junho 2008

Muricy não sai. Autuori é caro. E agora, Inter?

07 de junho de 2008 105

Muricy Ramalho é pura miragem. O São Paulo conta com ele, um dos melhores técnico dos país, no Brasileirão. Paulo Autuori poderia deixar o mundo árabe, mas seu ordenado mensal passa de R$ 300 mil, soma enviável.

O plano A do Inter parece fora de órbita. A direção se encontra num impasse. A repentina saída de Abel Braga deixou o clube sem as melhores opções. Uma semana se foi. O time ganha as mãos de Guto Ferreira, um interino sem chances de esquentar o lugar, independentemente da sua competência.

A direção começa a olhar para outros lados. Observa empregados e desempregados. Conversa e discute. Dorival Jr. é técnico do Coritiba (antes escrevi que ele estava sem clube. Erro meu, não está). Tite é um dos nomes disponíveis. Leão é outro. Os dois estão desempregados. O acerto seria fácil, imagino. Entre todos, Tite é o mais emblemático. 

O ex-presidente Fernando Carvalho admira o trabalho do ex-técnico do Grêmio, Palmeiras e Corinthians, entre outros. O atual, Vitório Pifero, não gosta. Tite tem a injusta fama de gremista. Não merecia. Tite é um profissional. Nunca um torcedor.

Seu mais recente clube foi o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Foi demitido no final de dezembro do ano passado. Tita precisa retomar a sua carreira no Brasil com certa urgência. O comando técnico do Inter seria um inesperado presente dos céus.

Tite surgiu na cena brasileira com potencial para ser um dos grandes técnicos na virada do novo milênio. Tocou numa Copa do Brasil, depois nunca mais repetiu performance semelhante. Nos seus melhores momentos, a Seleção Brasileira chegou a ser um destino provável, com elogios chegando da própria CBF.

Não sei se o Inter teria a coragem de chamar Tite. Sua contratação dividiria a torcida, muito mais que Muricy ou Autuori. Tite estuda futebol, é um teórico. Está mais para Autuori, menos para Muricy.

Tite reza todos os dias por uma nova chances, mas ele não é o santo favorito do Inter. No desespero, porém, qualquer santo serve desde que a colheita seja salva.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Eurocopa começa sem bom futebol

07 de junho de 2008 7

O brasileiro Pepe, melhor em campo, marcou o primeiro gol de Portugal na Euro 2008/Luca Bruno, AP
A Eurocopa 2008 deu a largada com dois jogos de doer, reunindo quatro integrantes da periferia do futebol local. A República Tcheca venceu a Suíca (1 a 0). Portugal bateu a Turquia (2 a 0). Quem desligou a tevê, ganhou o sábado.

 

O que faltou nos 180 minutos foi basicamente bom futebol, jogadores de qualidade, situações de gol, vibração. Sobrou passes errados, times sem esquema tático definido, ausência de boa técnica e jogadas desleais por parte da Turquia, o país que pratica o futebol mais violento da região.

E olha que o atual número 1 do mundo, o real, não o da Fifa (Kaká), Cristiano Ronaldo, fez uma partida discreta (participou da jogada do segundo gol). Seria difícil escolher o melhor entre os quase 50 jogadores que desfilaram em dois estádios, na Basiléia e em Genebra.

Foi o primeiro dia apenas, encontros do Grupo A. Vai ver os nervos prejudicaram as atuações individuais e coletivas. Domingo entra em ação Grupo B, com Áustria e Croácia, Alemanha e Polônia. Não espero grande coisa também, nem da Alemanha, isenta de revelações no momento.

Segunda, com o Grupo C, apresenta, quem sabe, o melhor jogo das primeiras 72 horas, com Holanda e Itália. Quem sabem o campeonato esquenta de vez.

A Eurocopa 2008 é a Copa do Mundo sem brasileiros, argentinos e coadjuvantes africanos e asiáticos. Reúne o melhor do continente durante 22 dias entre a Áustria e a Suíça, 16 seleções, 31 jogos, numa competição com um custo estimado em 1 bilhão de euros pela sua organizadora, da Uefa, a Fifa do futebol da Europa.

O torneio pretende atrair 8 bilhões de pessoas ligadas em suas tevês em volta do mundo. Com exceção da Inglaterra, todas as grandes seleções locais garantiram suas vagas, entre elas a Itália, a última campeão do mundo na Copa da Alemanha, dois anos atrás.

Dona do título da última edição da Eurocopa, disputada em Portugal (2004), a Grécia é outra vez coadjuvante e só garante o Bi se a zebra voltar aos bons gramados da competição. Itália, França, Alemanha, Holanda, Espanha (sempre elas) e Portugal, não na ordem, são considerados os grandes favoritos.

As outras 10 chegam de olho no troféu Henri Delaunay, o francês que inventou a Eurocopa, e todas confiantes. Sabem que o torneio é democrático e equilibrado. Em 12 edições, nasceram nove campeões diferentes. A única exceção é a Alemanha com três conquistas.

Dos 368 jogadores inscritos, Cristiano Ronaldo é o mais vistoso. Os brasileiros presentes são sete, com destaque para os dois "portugueses" Felipão e Deco. Portugal foi vice na edição anterior.

Platini é o maior goleador da história da Eurocopa com nove gols (1984). Sua França, dois títulos na competição (1984 e 2000), caiu no Grupo C, o da morte, com Itália, Holanda e Romênia.

Os europeus dizem que o seu torneio é melhor do que a Copa do Mundo. Bobagem. Brasileiros, argentinos e africanos fazem faltam. Eles oferecem outra dimensão ao jogo. O bola quase sempre agradece.

Postado por Zini, Porto Alegre

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