Passei o feio dia de chuva totalmente envolvido com o quarto encontro da segunda edição do Fronteiras do Pensamento Brasken Copesul. Ainda de manhã falei com a africana Ayaan Hirsi Ali, conhecida por suas críticas ao Islã e que estará em Porto Alegre no final do mês, em Washington.
Desliguei o telefone e, depois de um café e um sanduíche no bar da redação de Zero Hora, tomei um carro da reportagem em direção ao bairro Moinhos de Vento. No vigésimo segundo andar de um hotel de luxo, conversei com os escritores Milton Hatoum (recomendo seu mais recente livro Órfãos do Eldorado) e Sergio Ramírez, um ex-guerrilheiro sandinista da Nicarágua.
Depois, ás 19h30min, já estava no Auditório da Reitoria da UFRGS, ao lado da Redenção, ouvindo a interessante conferência de duas horas dos intelectuais e pensadores.
O futebol ficou para depois, na entrada das 23h. Perdi Holanda e Itália (3 a 0) no meio da tarde. "Jogaço" me dizem. Pintou o futuro campeão da Euro 2008? Não sei. Começou a competição, apareceu o real futebol europeu. Vou ver a repetição do jogo amanhã de manhã no canal 38.
Corri ao rádio, passeei pela Internet e vejo que o Inter ainda não tem técnico. Um nome especulado, Tite, informa que ainda não fez contato com a direção colorada.
Há um mês sem vencer, oito cartões vermelhos em 10 jogos, o Brasileirão exibe um Inter decadente e sem comando em campo. Os sintomas da desorganização já apareciam no final da gestão Abel Braga. Com Guto Ferreira se repetem. Ao contrário de oferecer a mão ao interino, a direção correu aos microfones para dizer que Ferreira não era a solução. Estava apenas de passagem.
Os dias passam, o time patina e o novo técnico não chega. A pressa na busca do profissional aumenta porque o medo da derrota cresce depois de um novo fracasso em São Paulo, nas mãos da fraca Lusa. O Inter já toca a perigosa linha do rebaixamento na quinta rodada.
O Inter precisa acelerar a busca, plantar uma liderança real no coração do vestiário. Mas se a pressa obrigar o Inter a chamar um técnico de passagem, um daqueles que fica um par de meses e parte cheio de defeitos, é melhor não pisar no acelerador. Vale esperar um pouco mais e buscar o nome ideal do que errar uma vez e começar tudo de novo. O efeito Gallo ainda é real no Beira-Rio.
Ninguém esquece da contratação equivocada, o homem errado no lugar errado. Gallo não tinha selo de qualidade para trabalhar no Inter. Faltava experiência, preparo, sabedoria tática e liderança ao treinador para dominar um grupo acostumado a vencer, na época, e órfãos de Abel Braga.
Postado por Zini, Porto Alegre



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