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Posts de junho 2008

Erro de Renan encaminha empate tricolor

29 de junho de 2008 116

O Gre-Nal apresenta surpresas incríveis a cada edição. Não existe um igual ao outro, nem por decreto. O mais recente saiu dos limites, beirou o surreal, o bizarro. Por erro técnico, desatenção, irresponsabilidade ou maldade, não importa, Renan cometeu um inexplicável pênalti com a bola firme e segura entre mãos enluvadas. Levantou o pé, fez falta na grande área, o bandeirinha viu, chamou o juiz, que marcou. Perfeito.

Renan foi eleito o vilão colorado da noite morna de inverno. Sua péssima performance no lance capital vai ser lembrada durante muito tempo. Na partida, Renan não foi obrigado a fazer nenhuma grande defesa, apenas aparou, sempre com qualidade, os cruzamentos ineficientes do Tricolor.

O empate caiu do céu depois que o Grêmio foi dominado na maior parte dos 90 minutos, sofreu duas bolas no poste/travessão e não criou nenhuma chance viva de gol. O 1 a 1, com gols de Índio e Roger, foi injusto ao Inter, deixou o Grêmio aliviado, que se mantém em segundo lugar – enquanto que o adversário aparece em 14º lugar.

Quem viu o Inter, ao vivo ou pela tevê, notou a mão de Tite. Ele organizou um time compacto, forte na defesa, lutador no meio-campo e rápido no contra-ataque. A velocidade de Taison desarticulou o adversário. A falta de pontaria e o erro do goleiro lhe roubaram os três pontos.

Quem viu o Grêmio, observou a carência técnica do time, a inutilidade dos cruzamentos, a falta de opção ofensiva. Com Roger bem marcado, a articulação sumiu, voltando apenas no segundo tempo com a entrada de Rafael Carioca. Aí, o Grêmio melhorou, ficou mais com a bola, mas não criou situações de gol.

O Inter chora o empate, porque merecia vencer. O Grêmio aceita o empate, porque não merecia a vitória. Fora da realidade do jogo, olhando apenas o resultado, o 1 a 1 atrasou a vida dos dois. Quem empata, marca passo na tabela.

Não existe nada pior do que empate em um clássico. Nove pontos separam os dois na oitava rodada do Brasileirão.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Torcedor e marginal são duas classes distintas

29 de junho de 2008 12

Pense um pouco. É possível chamar de torcedores os homens que assassinaram dois jovens no Vale do Sinos numa rixa entre torcidas rivais? Não, impossível. Nem aqui, nem em lugar algum.

 

Quem classificaria como torcedor o homem que disparou contra o Beira-Rio no meio da tarde sábado deixando Porto Alegre com sotaque do ancestral faroeste norte americano? Quem?

Quem são os caras que brigaram nas proximidade do Ginásio Tesourinha? Fãs de futebol. Nunca. São os clássicos desordeiros.

Em dias de grandes jogos, vestindo azul ou vermelho, ao menos no Sul, todas as cores no Brasil inteiro, marginais se mesclam aos torcedores comuns.

Os verdadeiros, os que usam apenas a camisa e a bandeira, são de outra espécie. Os que puxam um revolver, exibem uma faca ou atacam com um golpe de Vale  Tudo estão camuflados na multidão. Só serão visíveis quando exibirem suas armas baixas. Aí, sempre, é um caso de polícia.

Os desqualificados e desiquilibrados do futebol são os mesmos que nos asssaltam nas esquinas. Basta comparar as fichas crimanais de todos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ninguém agüenta 0 a 0 em Gre-Nal

28 de junho de 2008 6

Tite e Celso Roth cultuam sistemas defensivistas. Ás vezes exageram, encorpam a defesa, mobilizam o meio-campo e esquecem de turbinar o ataque. Quando pregam o zero a zero, mesmo sem visitar os microfones, só eles mesmos saem felizes depois dos 90 minutos. Espero que eles peçam gols aos seus nos respectivos vestiários.

Não existe nada mais insuportável do que empate em Gre-Nal. Um resultado igual frustra os torcedores. O zero a zero, um ocho, um xoxo, é caso de punição. Os clubes seriam obrigados a repetir a partida em 48 horas em caso de um zero para cada lado. Tomara que a ofensividade responsável seja a bandeira do Gre-Nal. 

Eu detesto zero a zero em clássico. Qualquer um, dos melhores aos piores. No outro dia, do café ao cafezinho, do rápido almoço ao melhor jantar, não existe nada mais chato do que comentar um jogo com as redes intactas, os goleiros como heróis do dia/noite. Tomara que os melhores sejam os atacantes.

Ainda tolero o um a um, suporto o dois a dois, entendo o três a três, etc.. Pelo menos tem gol, tem grito, tem a adrenalina correndo que nem bola nova em dia de decisão, tem 11 atrás do resultado, lutando, remando, estudando as redes.

O Gre-Nal do primeiro domingo do inverno de 2008 tem um favorito que é o Grêmio. É favorito lógico pela sua posição na tabela, lá no topo (segundo), enquanto o Inter nada na parte inferior (décimo quinto).

O Inter passa por uma reforma, uma grande transformação, do banco de reservas, passando pelos jogadores, entrando na diretoria. O Grêmio ganhou cara de time competitivo nos últimos jogos. Mas precisa confirmar, ganhar carimbo nacional, vencendo, por exemplo, um clássico regional.

O favoritismo, porém, não entra em campo, nem calça chuteiras. Basta os 22 jogadores tocarem na grama de cinema do Olímpico para que o favoritismo seja jogado para escanteio. Fica tudo igual segundos depois de a bola começar a rolar. O favoritimos é apenas uma sensação que brota da atual tabela de classificação.

O empate ajuda o Inter em processo de reformulação. Um derrota pode aumentar o largo fosso da crise. O empate também serve ao Grêmio, que se manteria entre os primeiros. A derrota não arranharia sua imagem atual, mas geraria certa desconfiança.

Posso apostar que os dirigentes, se pudessem, assinariam embaixo por um empate no Gre-Nal da sétima rodada do Brasileiro. Pouparia uma montanha de explicações dos dois lados em caso de derrota. É começo de competição e ninguém deseja ver uma Bomba H explodindo dentro de casa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Preparo físico é a chave da vitória no Gre-Nal.

27 de junho de 2008 17

No futebol do Brasil dos nossos dias, quando gerações de craques se mudaram de mala para a Europa rica, os times estão mais ou menos nivelados. Os craques pegam o Boeing mais próximo, deixam raros iguais entre nós e abrem espaço para jogadores menos qualificados. Quando eles estão longe e os times brasileiros insistem em jogar, o preparo físico faz a grande diferença em jogos decisivos.

Quem corre mais, assume os 90 minutos com um ritmo só, acelerado, e ganha. Vence bem. Vence com vantagem.

Um dos maiores problemas do Inter do Brasileirão 2008 é justamente a ausência de um condicionamento físico compatível com a realidade da competição. Aliás, o Inter nem preparador físico tem. Corre ainda no vácuo do antigo, demitido. O novo contratado chega somente em 10 dias.

É impressionante que a direção colorada não tenha buscado imediatamente um novo profissional após a contratação do substituto de Abel Braga. A direção falhou. A série de pontos perdidos talvez pudesse ser evitada em parte. 

Qualquer esquema tático, do mais defensivo ao que ataca a maioria do tempo, necessita de jogadores que corram o campo inteiro. Tite sofre, entre outros problemas, porque o seu time não consegue acelerar os 90 minutos. O Grêmio folga porque o preparo físico não é o seu problema. O time corre muito — até porque fez uma intertemporada forçada de 30 dias após a saída prematura do Gauchão e da Copa do Brasil.

O primeiro Gre-Nal de 2008 pode não ser decidido por um craque, mas pelo time que correr mais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Jovens craques deixam a América cada vez mais cedo

27 de junho de 2008 5

Eufórica com a sua seleção na Euro 2008, a Espanha é porto seguro para craques argentinos e brasileiros/Bernat Armangue, AP
Gosto demais de Buenos Aires. Passo sempre alguns dias das minhas férias na capital argentina da carne boa, do Malbec superior, das sortidas livrarias que ficam aberta até depois da meia-noite. O problema é, sob o efeito do vinho e depois do lento jantar, usar o cartão de forma acelerada em busca das melhores obras – algo como as melhores fotos do futebol mundial reunidas num livro de 300 páginas que custa US$ 250.

 

Leitura quase diária, o La Nación, um dos bons diários locais, desenvolve uma notícia de arrepiar. O River Plate, atual campeão do país, vendeu de uma só vez seis jogadores ao Villareal da Espanha.

O robusto pacote faz o clube respirar com a entrada de cerca de US$ 14 milhões na suas contas. Os jogadores negociado são todos jovens, quase desconhecidos, mas com o futuro de craque aberto. São eles: Abelairas, Gustavo Cabral, Andrés Ríos, Damián Lizio, Maximiliano Oliva y Gustavo Bou.

O River vendeu apenas 50% dos direitos federativos de cada um. Como o Villareal é vitrina, é clube vendedor, o River espera faturar seis vezes mais com os mesmos jogadores em, no mínimo, duas temporadas. Ex-clube de Riquelme, atual de Marcos Senna, o Villareal disputa a Champions League que começa no segundo semestre.

O futebol argentino é quase tão mal administrado, pensado e estudado como o brasileiro. Os dois são ávidos vendedores. Precisam negociar seus craques para sobreviver, gerar outras e jogar com jogadores médios. Qualquer dia os europeus estarão contratando mães de aluguel com DNA argentino ou brasileiro.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter precisa da mão de Tite

26 de junho de 2008 23

O futebol é bom porque nunca é lógico. Projeções de largo prazo são extremamente perigosas. O Inter é exemplo recente. Pisou o ano como referência, especialmente após vencer a Inter, futura dona da Itália, em Dubai.

Ok. Era um torneio de meio de temporada, os europeus não dão muita bola, encaram como treino reforçado depois das férias de inverno, apesar da grana envolvida, mas não tem desculpa. O Inter venceu. Ganhou o Gauchão em seguida com méritos, após ser abalado por duas derrotas sucessivas para o Juventude.

Nunca foi, ao menos no primeiro semestre, o Inter imaginado, o Inter do papel, o Inter do grande grupo de jogadores, o Inter sugerido em janeiro passado. Pelo contrário, o time foi se despedaçando aos poucos.

Perdeu Abel Braga, o técnico de confiança da maioria, perdeu Fernandão, o capitão de todos, perdeu força, competitividade e é um dos últimos do Brasileirão. O Inter é a grande decepção neste começo de Brasileirão.

O Inter de Tite busca um recomeço, um novo e feliz futuro. Seu time, herança de Abel, ainda sem seu dedo, ganhou uma, perdeu outra. O Gre-Nal é seu terceiro jogo. O tempo ainda joga contra, mas o treinador tem a obrigação de mostrar um mínimo do seu trabalho, especialmente na organização tática do time. O Inter espera muito de Tite no clássico. Seu trabalho precisa aparecer no Gre-Nal. A vitória dá fôlego ao Inter.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Flu joga no Equador pensando no Maracanã

25 de junho de 2008 3

Thiago Neves, um pé esquerdo especial ao lado do Fluminense no Equador/Dolores Ochoa, AP
LDU impacta menos. Boca soa mais temível. O primeiro parece um nome perdido no distante Equador. Mete medo? Claro. Qualquer time que bate na porta da final da Copa Libertadores da América precisa ser respeitado, vigiado, observado. Não temido tanto quanto o célebre Boca, claro, a maior grife do futebol das Américas depois das seleções do Brasil e da Argentina.

O Fluminense chega na altitude de Quito cheio de cuidados. Um simples vacilo pode significar larga derrota já no primeiro jogo, escore impossível de ser revertido na final. A penúltima edição mostrou ao Grêmio como a partida inicial pode ser terrível, como o segundo ás vezes é o próprio inferno na Terra.

A LDU cresce mais porque o Flu perdeu aparentemente seu embalo de Libertadores, após vencer o São Paulo e o Boca em seqüência em dois jogos memoráveis. Perdeu o ritmo, o bom jogo, o entendimento coletivo. No Brasileirão, o time carioca é um fracasso só. Sua desculpa diz que o time está concentrado no torneio internacional, que o nacional significa apenas treino. Veremos.

A decisão está aberta e nervosa. Favoritmos passa longe da partida. A vitória da LDU por um escore mínimo, apertado, não seria algo improvável.

A LDU na sua 12ª LIbertadores, um honroso terceiro lugar, gosta de usar o sistema 3-6-1. É um time combativo, com ótimo preparo físico e com um jogador acima da média para os equatorianos, o ala direito Guérron. É ala legítimo. Forte e veloz, defende, organiza e ataca. Os melhores e mais letais ataques passam por ele. Vai jogar na Espanha no segundo semestre.

Renato conhece a Libertadores, a grama, o túnel, os bastidores. Sabe como jogar. É cuidadoso, mas ao mesmo tempo ousado. Foi assim na atual campanha vitoriosa. Sabe que  pode perder por pouco, que o Maracanã assusta o adversário e é uma das armas preferidas do seu time no jogo de volta.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ronaldinho tem 40 dias para entrar em forma

24 de junho de 2008 11

O presidente Laporta (C), o homem do futebol (Beguiristain) e o novo técnico (Guardiola): novos rumos no Barcelona/Manu Fernandez, AP

Ronaldinho está fora do futebol desde março passado. Quem viu suas fotos recentes, captadas no Brasil, sabe que ele está acima do peso, fora de forma e que vai precisar de muita força de vontade para voltar ao seu melhor condicionamento em rápidos 30 dias. As Olimpíadas começam em agosto.

Ronaldinho passou a ser a esperança brasileira desde a semana passada. Esperança de pé atras.

 

Ronaldinho necessita de algumas partidas para ganhar ritmo de jogo. Conhecer uma Seleção Olímpico desconhecida – até mesmo para os próprios olímpicos. Nem o atrapalhado Dunga dos nossos dias sabe o que tem nas mãos. 

O Gaúcho precisa mostrar aos jovens uma liderança que nunca teve na Seleção. Futebol, ao menos no Barcelona, ele sempre teve de sobra.

O Barcelona não deseja mais o jogador que, por sua vez, prefere o Milan ao Chelsea de Felipão. O Milan ofereceu ao Barça 20 milhões de euros. Os catalães exigiram 38 milhões de euros. Os italianos acharam caro, deram dois passos para trás e foram procurar E`too.

O Barcelona dispensou Ronaldinho porque não consegue mais controlar o jogador, segundo informações da mídia espanhola. Ele não obedece mais o clube, faz o que quer, treina quando lhe dá na telha.

Ronaldinho imagina que ficou maior que o clube. Sim, mas num átimo de segundo. Ele passou. O clube continua firme e forte, buscando uma forma de, outra vez, construir uma máquina de jogar futebol sem olhar o passado, fixo no futuro. Dinheiro não é problema.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gre-Nal: significados da vitória, da derrota, ...

24 de junho de 2008 8

Quem perde, quem ganha no Gre-Nal:

 

Empate: Tudo permanece igual, nada muda nos dois lados. É um resultado, digamos, confortável para ambos. Tite poderia celebrar o empate como vitória (ou quase) uma vez que o clássico representou apenas o seu terceiro jogo como técnico colorado e ainda foi disputado em campo adversário. Celso Roth ficaria um pouco frustrado, pois uma vitória ajudaria a mudar o seu conceito junto aos tricolores e embalaria de vez o time na competição.

Vitória Azul: Confirmaria o bom momento tricolor, a posição entre os dois melhores, talvez na liderança com os três pontos. Ajudaria a levantar o Ibope de Roth. Seria uma boa oportunidade de afundar um pouco mais o Inter num Olímpico vestido de azul, com silenciosos 3 mil colorados.

Vitória Vermelha: Seria uma benção, a boa notícia que o Inter espera desde que Abel se foi, que Fernandão deixou o Brasil. Os três pontos informaria que o Inter está no caminho certo, que Tite está conseguindo acertar o time, que os jogadores do Beira-Rio são capazes de buscar a ponta da tabela. Que o time atual tem futuro, tem força de recuperação.

Derrota Vermelha: Um mau resultado abalaria ainda mais o abalado Inter das primeiras seis rodadas do Brasileirão. Não comprometeria o futuro de Tite, mas arranharia seu presente (uma vitória e um derrota). Poderia apressar contratações, dispensas e reavaliações. Acelerar a reformulação do time. A derrota encheria o time de pontos de interrogação.

Derrota Azul: Significaria um tropeço normal, resultado de clássico, que não mostraria a realidade do clube, um dos ponteiros do Brasileirão. Claro, a torcida sofreria, mas nada no Olímpico seria abalado por um derrota com um escore razoável. Talvez uma ou outra carência ficasse mais visível, sensível. Goleada, bom, goleada é outra história (serve para os dois lados).

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tolga Zengin, um goleiro que joga em 11 posições

23 de junho de 2008 2

Turcos e alemão são rivais de mostrar os dentes numa das semifinais da Europa 2008. Russos e espanhóis buscam a outra. Um dos quatro será eleito a seleção da Europa dos próximos quatro anos.

A rivalidade maior envolve Alemanha e Turquia. Em território alemão vivem mais de dois milhões de pessoas de origem turca – ou 25% de todos os estrangeiros do país. Cerca de 200 mil descendentes de turcos vivem em torno de Berlim.

Avós chegaram ao país logo depois da IIª Guerra Mundial e, com tijolos e cimento nas mãos, ajudaram reconstruir um país posto abaixo pelas bombas dos Aliados. Hoje eles cuidam de netos, milhares com um pé em cada país, ainda envolvidos pela cultura turca. A decisão é mais do que uma partida.

O treinador turco Fatih Terim tem um total de 10 ausências confirmadas, entre lesionados e suspensos. Fica assim com apenas 11 jogadores de linha e dois goleiros para a decisão. Tem 13 homens disponíveis para o maior desafio da Turquia em anos.

Volkan Demirel (goleiro titular) está suspenso. Nos pênaltis contra a Croácia, o reserva Rustu pegou uma cobrança, se transformou em herói em em novo titular.

O terceiro goleiro, Tolga Zengin, pode aparece na reserva como um emergencial coringa, como goleiro, defesa, meio-campo ou atacante. Qual uma, basta o técnico Terim chamar. É o primeiro goleiro da história do futebol que joga nas 11 posições. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fãs esperaram seis meses para ver Gre-Nal em 2008

23 de junho de 2008 13

Os gaúchos esperaram meio ano pelo emblemático clássico regional. Era o único estado que ainda devia o seu. São Paulo viu todos, entre Santos, Palmeiras, Corinthians e São Paulo. O Rio torceu, sofreu e sorriu com Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia, Paraná, entre outros menores, já viveram as suas emoções nos últimos 180 dias.

 

O Rio Grande do Sul pisa na semana decisiva com o Grêmio na poe position, favorito, gostem ou não os que vestem azul. O Grêmio é bom exemplo na tabela do Brasileirão. O Inter é mau.

Os favoritos, por uma dúzia de razões, costumam ser punidos em clássicos. Uma delas, uma das principais, é desdenhar o adversário. Imaginar que ganhou sem jogar, sem encostar o pé na grama. O perigo nasce e germina quando um se acha, às vezes no papel, melhor do que o outro.

Grêmio e Inter estão vivendo momentos diferentes em suas longas vidas na última semana de junho de 2008. Celso Roth achou um time. Tite procura o seu.

O Gre-Nal vai desmentir algumas coisas dos dois lados, confirmar outras. O ano ainda nos reserva outros três clássicos em Porto Alegre, dois só em agosto pela Copa Sul-Americana. Não esperem assim terra arrasada em nenhum dos dois estádios em caso de derrotas normais. O tempo para recuperação é razoável. É difícil uma só cor dominar quatro partidas consecutivas.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio começa a semana como favorito do Gre-Nal

22 de junho de 2008 42

O Brasileirão do Inter é um ostracismo só até agora. O do Grêmio anda tocando o paraíso. O Colorado rola na parte vexatória da tabela. O Tricolor nada no mar azul da parte de cima da classificação. Um se desmancha a cada jogo fora. O outro se ergue. É o termômetro do dia.

 

Em seis meses, apesar do título do Gauchão ter voltado ao Beira-Rio depois de dois longos anos, é no Olímpico que tudo parece certo demais. É o que a sétima rodada do Brasileirão informa. Futebol é hoje, é media, não é o passado, nem o futuro.

O Gre-Nal chega no próximo final de semana com o Grêmio como favorito. O favorito é sempre o que está melhor na véspera do clássico, nada mais óbvio. Mas assim que as travas das chuteiras importadas pisarem na grama verde, o favoritismo é engolido pelas quatro linhas. Clássico Gre-Nal é a partida mais imprevisível que nós temos notícias nesta parte do Brasil, o Sul profundo do país.

O Grêmio engoliu o medíocre Atlético PR com três gols de pênaltis, todos justos, três vezes Roger, cobrando um pênalti melhor do que o outro. O Inter, o pior Inter, sentiu o ardor da pimenta baiana. Levou 2 a 1 do modesto Vitória num jogo onde Tite não foi o técnico que se espera. Esteve abaixo da sua média.

O Gre-Nal, dizem os antigos, arruma a casa. Arrumava quando os jogos eram isolados, decidiam títulos e classificações. Hoje é diferente.

O clássico ainda está na lista dos jogos diferentes e importantes. Seu peso ainda é espetacular. Mas uma derrota não demite mais técnico, nem abrevia carreira de jogador. Dura uma semana, no máximo duas. Basta o perdedor do clássico engatar três vitórias seguidas e o clássico fica depositado na fumaça do tempo.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fantasma da repescagem tira sono do Brasil

22 de junho de 2008 5

A incógnita Robinho: joga muito menos do que falam dele, seja na Seleção ou no Real Madrid/Ricardo Moraes, AP
A Seleção Brasileira se arrasta em quinto lugar nas Eliminatórias da África 2010. Só quatro ganham vaga direto ao Mundial. O fantasma da repescagem promete assustar o sono da Seleção durante as Olimpíadas e continuar setembro adentro, mês dos jogos com o Chile e Bolívia.

 

Em 30 partidas com a camisa amarela mais famosa (19 vitórias, sete empates, quatro derrotas), Dunga não encontrou o ponto de equilíbrio da Seleção. Não renovou, não fez time, não agradou.

A CBF espera as Olimpíadas antes de anunciar o futuro de Dunga, talvez nem um resultado convincente o mantenha no comando da Seleção. Mas, por outro lado, os jogos na China podem abrir a cabeça do treinador se Hernanes, Lucas, Pato, Aderson, entre outros, jogarem o que sabem.

Ao assumir em agosto de 2006, Dunga recebeu críticas da maioria dos técnicos brasileiros. Nada pessoal, ela apenas diziam que Dunga não tinha carteira de técnico. Ou melhor: que Dunga nunca havia passado no teste de campo. Chegou ao cargo mais importante do futebol brasileiro sem nunca ter treinado nem time de fábrica.

O brasileiro está cobrando de Dunga a sua qualificação como técnico. Ele não tem. Pode ter liderança, capacidade de motivar, espírito de grupo. Ok. Mas no aspecto tático, na organização tática, Dunga ainda é um aprendiz.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Russo Arshavin é o novo nome da Euro 2008

22 de junho de 2008 4

Falta Itália ou Espanha. Fico com a segunda pelos jogos recentes que assisti. Só palpite, palpite puro. A tradição diz que eu vou errar. A Itália é um gigante. A Espanha ainda busca seu espaço real no mundo das seleções. Os outros três semifinalistas da Eurocopa 2008 estão exibindo o passaporte na mão: Alemanha e Turquia, que se enfrentam numa partida explosiva pela rivalidade entre os dois países, os dois povos, e Rússia, que espera o último classificado no primeiro domingo do inverno gaúcho, verão na Europa.

 

O que Rússia e Holanda fizeram em Basel sábado tem um nome: jogaço de futebol. Um dos responsável pela sensacional partida tem nome e sobrenome: Andrei Arshavin. Os russos jogaram melhor, arrancaram defesas fantásticas de Van der Sar, um goleiro que parece ter encontrado o elixir da juventude, e fizeram 3 a 1 na prorrogação. Foi um jogo de ataques, de lances emocionantes, de futebol verdadeiro.

A Holanda atacava por ordem do seu DNA. Os russos avançavam por ordem do seu novo czar, Guus Hiddink. Com tantos jogadores qualificados, presentes nos maiores clubes da Europa, a Holanda perdeu outra vez. Só que agora para uma Rússia superior. Não em valores individuais, mas no coletivo, nas ordens táticas, na disposição.

Arshavin, 27 anos, marcou um gol (dois na competição) e foi o nome especuial do jogo. Ele já tinha sido um dos astros do Zenit, campeão da Copa da Uefa 2007/2008. 

Arshavin não é grande, não é forte, mas é rápido, chuta bem, entra na área e sabe servir (visão de jogo) os atacantes. É, acima de tudo, um jogador inteligente e briga com talento para ser um dos melhores da competição européia. Com o centroavante Roman Pavlyuchenko, Arshavin forma uma das duplas de atacantes mais letais da Eurocopa. Arshavin é o companheiro que todo o centroavante espera ter um dia na sua vida de boleiro.

Estava certo o bilionário russo Roman Abramovich (dono do Chelesea, novo patrão de Felipão) quando abriu outra vez a carteira e decidiu bancar ele mesmo o salário milionário do holandês Guus Hiddink – cerca de 4 milhões de euros por temporada.

A Seleção da Rússia, sob os cuidados de Hiddink, está pela primeira vez numa semifinal da Eurocopa desde o brutal desmanche da URSS. Com Hiddink, os russos sonham com um título que parecia impossível. Não é mais. A sempre temida  Holanda é o seu novo cartão de visita.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Portugal quer técnico que fale português

20 de junho de 2008 10

Flipão chega no aeroporto de Lisboa na sua última viagem como técnico de Portugal/Paulo Amorim, AP

A Seleção de Portugal busca técnico. Um dos predicados necessários ao substituto de Luiz Felipe Scolari é dominar o idioma do país. Os brasileiros são candidatos. Falam em Zico, citam o nome de Mano Menezes. Por fora corre Carlos Queiroz, assistente de Alex Ferguson no Manchester United.

Profissionais ingleses, franceses, espanhóis, italianos e alemães estão fora porque não dominam o português. Parece que o mundo globalizado ainda não bateu na porta da Federação Portuguesa de Futebol. Parece que os técnicos competentes vivem somente entre o Brasil e Portugal.

 

Felipão saiu como entrou: questionado. Claro que fez um ótimo trabalho, o melhor em anos, recuperou a auto-estima do futebol português, colocou a seleção nas cabeças das competições, foi quarto na Copa do Mundo de 2006. Não ganhou um só titulo em três menos por sua culpa, mais pelo material humano disponível. A bronca agora é com o despenho da seleção na Euro 2008 quando caiu nas quartas-de-final. A meta era o título.

Cristiano Ronaldo liderou as manchetes não pelo seu futebol na Eurocopa, mas pela sua possível venda ao Real Madrid. Felipão ganhou mais espaço devido ao acerto com o Chelsea, seu novo contrato de mais de 6 milhões de euros por temporada, não pelas suas estratégias táticas com a Seleção de Portugal.

Portugal perdeu o foco em junho. Levou três da Alemanha, com um gol irregular. Não entendeu o velho ditado europeu: “As outras seleções jogam. A Alemanha ganha”.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio procura a liderança no Olímpico

20 de junho de 2008 18

No topo da tabela, numa surpreendente segunda colocação, contrariando todos os analistas, o Grêmio busca contra o Atlético PR três pontos obrigatórios. Enfrenta no Olímpico um adversário inferior.

Numa combinação feliz de resultados, o Tricolor pode encerrar o final de semana como líder do Brasileirão. Seis rodadas depois, a liderança não será uma surpresa. Será quase um prêmio ao bom trabalho coletivo da equipe, sem esquecer Celso Roth. O Grêmio é a maior supresa entre os grandes neste início de Brasileirão.

 

Flamengo e Grêmio têm os mesmos 13 pontos positivos. Os cariocas levam vantagem no saldo de gols (sete contra seis) e enfrentam o Ipatinga, em Minas Gerais.

O Grêmio tem a liderança ao seu alcance no Estádio Olímpico.

PS: Ainda não entendi a renovação de Rodrigo Mendes. Não pelos 33 anos. Mas pelo futebol que ele pode gerar no momento. Não seria mais útil abrir vaga para um garoto das categorias de base?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tite tenta segunda vitória na Bahia

20 de junho de 2008 2

Tite adiantou o time da Bahia, da Salvador de Todos os Santos do Vitória. Vai com Clemer, Bustos (Maycon), Índio, Orozco e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e Alex; Nilmar e Adriano. Repete o 4-4-2. Evita surpresa. Faz uma time conservador. Não faz nada diferente, imita uma formação de Abel Braga.

Tite é um homem precavido. Sabe que não é hora de invenção. Mas vai tentar o 100% na Bahia, dois jogos, duas vitórias.

O jogo é distante do Beira-Rio, o Vitória é 10º colocado (dois empates, duas vitórias, duas derrotas) e tenta se estabilizar no meio da tabela. O Inter procura subir, escalar o buraco onde entrou. Os 14º posto no Brasileirão é um incomodo diário.

Tite está recém conhecendo as chaves certas das portas do Beira-Rio. Ainda não tomou pé na nova casa. No primeiro jogo, boa vitória sobre o Botafogo, ele observou os jogadores se doando ao máximo, jogando com um naco do coração na ponta das chuteiras de grite.

Tite sabe que a motivação de jogadores de futebol em dia de estréia de técnico é assombrosa. Todos querem mostrar quem são. No primeiro jogo é evidente que um técnico não conseguiu fazer quase nada. No segundo não, já conseguiu treinar, conversar, olhar olho no olho, mostrar seus desenhos táticos, tentar conversas particulares com alguns jogadores.

Se na estréia de Tite, sábado passado, o Inter foi motivação pura, o segundo pode mostrar o que Tite já conseguiu fazer pelo time em rápidos 10 dias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ronaldinho, Pato e Anderson: o novo trio olímpico

20 de junho de 2008 19

Chineses festejam a passagem da tocha olímpica em Kashi, cidade da região autônoma de Sin-kiang Uighur/Zhao Ge, AP

Dunga perdeu voz e o comando total na Seleção. Seu chefe, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, mandou Ronaldinho procurar o passaporte, aquecer e começar a pensar nos Jogos Olímpicos, que começam em agosto.

A convocação antecipada do gaúcho é o mais intenso sinal de que Dunga não dá mais a última palavra na convocação dos jogadores. Pode, por outro lado, mostrar que a CBF está descontente como seu trabalho, assim como todo o Brasil.

 

O Pequim é o teste decisivo de Dunga. Não será surpresa se o treinador voltar da China sem o vistoso abrigo da Seleção Brasileira. O anúncio de Ronaldinho quebra um precedente. A CBF convoca um jogador que não está jogando.

Ronaldinho foi demitido pelo Barcelona, não joga desde março e está fora de forma. Precisa de uma preparação muito especial para retornar aos seus melhores dias. Na Seleção, ele nunca foi o mesmo jogador do Barcelona, seja em grandes jogos, nas decisões ou em simples amistosos.

Ronaldinho retorna como a esperança que ele nunca conseguiu ser em quase uma década de Seleção Brasileira. Ele sempre foi coadjuvante. Nunca protagonista.

Bom, agora a bola está com ele e é dele que a CBF espera tudo, a medalha de ouro ou nada. Vai ter Robinho ao seu lado, Pato com certeza, Anderson. Kaká está fora, afastado pelo Milan que já liberou Pato.

Ronaldinho, Anderson e Pato: o novo (e possível) grande trio que os brasileiros, especialmente os gaúchos, querem ver muito de perto.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Seleção perde o rumo, o Brasil pede mudanças

19 de junho de 2008 20

Juan (E), Lúcio, Júlio Baptista e Gilberto Silva após o decepcionante empate em 0 a 0 com a Argentina/Eugenio Savio, AP
A leitura da Seleção é simples e é óbvia. Na ausência total do supercraque, o que resolve, chama-se o coletivo. Quando o time não joga como equipe, culpa-se o técnico. Nada mais justo. Sem o craque, sem o coletivo, não existe time.

O crítico vê, o fã menos atento reclama. Foi o que o Mineirão inteiro gritou quarta-feira até estourar os pulmões no empate em 0 a 0 entre Brasil e Argentina:

– Dunga burro, Dunga burro…

Empatar com a Argentina em gramados brasileiros não é crime. É até um resultado previsível. Normal num clássico que reúne duas das melhores seleções do planeta. O problema é ficar no 0 a 0 e apresentar um futebol decepcionante, isento de criatividade, raso em esquema tático. A torcida não se desesperou pelo resultado, mas por assistir em campo uma Seleção sem amanhã.

Dunga chegou na Seleção surpreendentemente, sem avisar, sem passar pelo teste de campo – e a maioria dos treinadores com história foi contra. Subiu ao Olimpo dos técnicos (todos querem, rezam pelo cargo), sem nenhuma experiência. Chegou, diziam na época, para reformar a alma do jogador brasileiro – craques milionários em busca de tudo, menos gastar a última gota de suor com a Seleção. O vexame da Copa da Alemanha foi exemplo.

Acho que Dunga recuperou um pouco desta vontade. Seu crime foi esquecer de renovar o seu grupo. Chamou os reservas de Carlos Alberto Parreira, se fechou aos novos. Hoje, olhando o time, apenas Júlio César, Lúcio, Juan e Kaká são titulares absolutos de uma Seleção com algum futuro. Os outros sete ainda são caso de uma investigação profunda. Onde estão? Quem são?

Ronaldinho é classificado agora como o salvador “da pátria amada, salve, salve”. Não é, nem será, nunca foi. Impressionante. Ele jamais foi figura de destaque na Seleção, sempre se comportou como coadjuvante, nunca conseguiu usar a camisa amarela como o mesmo brilho que envergou a do Barcelona – onde foi o jogador número 1 da Fifa duas vezes e com todos os méritos.

Ao gritar “Pato, Pato, Pato”, ao ovacionar o adversário Messi, os mineiros usaram a voz do Brasil inteiro, pedindo mudança, exigindo novos jogadores, uma esperança. Eles não querem mais Dunga. Esperam por alguém que os ajude a acreditar outra vez no futebol brasileiro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Brasil testa seu futuro contra a Argentina

18 de junho de 2008 9

Leonel Messi é o argentino que pode fazer a diferença, o principal temor da defesa brasileira/Natacha Pisarenko, AP
O gigante e envelhecido Mineirão, hábitat de quase 60 mil pessoas, recebe o maior clássico das Américas. Brasil e Argentina teriam maior ressonância mundial ao vivo, e não no dia seguinte, se o grande jogo fosse disputado em novo horário _ por outro lado seria ilógico, ruim para os nossos olhos e o nosso sono. Dez da noite do Brasil é madrugada na Europa, manhã na Ásia.

 

Nos últimos 40 jogos, o Brasil domina. Ganhou 19, seguido por 14 empates e apenas sete vitórias dos vizinhos. Os números dizem que o Brasil é favorito nesta sexta rodada das Eliminatórias. Mas não é. Não vá atrás de estatísticas. O jogo entre os dois podem gerar qualquer resultado – seja no Morumbi ou no Monumental de Nuñez.

Os dois deveriam estar lutando pela cabeça da tabela das Eliminatórias, uma Copa do Mundo é menos Copa sem um dos dois. Estão atrás, com a Argentina atracada num segundo lugar, o Brasil pendurado num vexatório quinto posto.

Dunga é um técnico com a cabeça a prêmio no país com cinco títulos mundiais, conquistado por cinco técnicos diferentes.

Brasil e Argentina carregam problemas semelhantes, espelhados nos resultados: a falta de renovação. As críticas das mídias em português e espanhol se fixam na continuidade de jogadores que já foram testados e nunca aprovaram totalmente. A torcida desconfia. Pede mudanças, novidades. Junto, exige um pouco mais de determinação dos jogadores consagrados e milionários.

O Brasil (vice no ranking da FIFA) não terá Kaká e Ronaldinho. A Argentina chega com Riquelme e Messi. Dunga muda o time. Deixa fora Josué e Diego, ainda não sabe se coloca Luis Fabiano ou Adriano (vá de Adriano Dunga). Usa Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Anderson e Júlio Baptista; Robinho e Adriano (Luís Fabiano).

Observando o time, é impressionante confiar num jogador como Julio Batista que já teve 56 convocações e jamais conseguiu uma boa seqüência de jogos. Ok, ele pode resolver um. Mas e os outros 55? Anderson entra numa posição que não é a sua e ainda com a obrigação de organizar (e muito bem) o jogo da Seleção. É um desafio ao jovem. É um teste. Aprovando, ganha o posto.

Os argentinos (líderes no ranking da FIFA) perderam Veron e Demichelis, assim Alfio Basile entra com Abbondanzieri; Burdisso, Collocini, Heinze e Zanetti; Gago, Mascherano, Maxi Rodríguez e Riquelme; Agüero (Julio Cruz) e Messi. Uma briga entre Messi e Riquelme sacudiu os bastidores da Seleção, mais do que o magro empate com o Equador (1 a 1) em Buenos Aires. Quero ver Agüero em ação, uma revelação, um dos craques do Campeonato Espanhol da temporada passada.

Brasil e Argentina é jogo eletrizante. Ideal para a noite fria de quarta, uma garrafa de Malbec (argentino, óbvio) por perto. Um jogo sem vencedor antecipada, uma partida que envolve alguns dos melhores astros do futebol planetário.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nova Seleção nasce na Olimpíada, com ou sem Dunga

17 de junho de 2008 2

Dunga fala, tenta motivar, mas sabe que a sua Seleção precisa ser renovada com urgência/Silvia Izquierdo, AP
Os momentos críticos são iguais nos bastidores de seleções e de clubes. No futebol quase tudo se repete como um gol contra. Sábios são os que têm memória e recorrem aos neurônios em certas decisões. Os jogadores decidiram se fechar em volta de Dunga, com o emprego sob suspeita, e selar um pacto. Nós já vimos as mesmas cena. discursos semelhantes, dezenas de vezes. Pacto não ganha jogo.

 

O surpreendente pacto entre os jogadores, experientes ou não, tenta garantir Dunga no seu cobiçado cargo. Mas, salvando o técnico, os jogadores encontram as suas bóias também – não todos.

Na troca do técnico, sempre sobra um gosto amargo para o grupo. O novo treinador chama novos jogadores. Chega com outras idéias e os culpados (nem sempre os verdadeiros) se esparramam por todos os lados

Sempre desconfio de pactos. Os jogadores são profissionais. Deveriam jogar com profissionalismo todas as partidas – mesmo em amistosos (que é quase impossível). Nunca escolher uma ou outra partida para mostrar que são capazes de derrotar qualquer inimigo (fraco ou forte) em nome de determinado pacto.

Fosse sério, o pacto teria nascido nos EUA, em Boston mesmo, após o fracasso contra a Venezuela, quem sabe na capital do Paraguai, na nova derrota.

Brasil e Argentina se enfrentaram 91 vezes, segundo as contas da mãe da bola no Brasil, a CBF. A Seleção venceu 36 vezes, contra 33 dos vizinhos, fora os empates. A vitória mais recente foi na Copa América, onde a Seleção fez o seu melhor jogo entre os 30 de Dunga no banco de reservas.

O momento era distinto. Ao Brasil das Eliminatórias falta renovação, jogadores qualificados, um futuro. A Seleção está pobre em recursos técnicos. A vitória pode ajudar Dunga. Não acrescenta nada aos jogadores.

Independentemente do pacto, com boa vitória ou uma derrota, a maioria dos jogadores sabe que não teráo mais futuro com a camisa amarela mais nobre do planeta. Dunga vai ser obrigado a fazer modificações profundas. A nova Seleção deve nascer nas Olimpíadas, em agosto.

Com ou sem a vontad de Dunga

Postado por Zini, Porto Alegre

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Novo técnico do Barcelona descarta Ronaldinho

17 de junho de 2008 24

Novo técnico do Barcelona, ex-ídolo do clube, Pepe Guardiola avisou que não contra com Ronaldinho, Deco e Eto`o/Manu Fernandez, AP
O Barcelona começou vida nova no final da primavera da Europa. Ex-jogador, grande ídolo espanhol, Josep Guardiola, 37 anos, assumiu o comando do time. Precisou de apenas alguns minutos da sua entrevista coletiva para avisar que não conta mais com Ronaldinho, Samuel Eto`o e Deco.

Três dos homens que fizeram história no Barcelona nas últimas três temporadas, sob a guia do holandês Frank Rijkaard, foram demitidos do clube depois de muita conversa e uma gigantesca pressão da torcida. O trio, por diferentes motivos, desistiu de jogar na temporada passada. Deixou o Barcelona na mão. Ronaldinho, outra vez, é acusado de traidor por uma torcida inteira.

Guardiola é um técnico inexperiente. Ele trabalhava numa filial do Barça que ganhou o direito de disputar a terceira divisão do país.

Guardiola falou sobre Ronaldinho aos repórteres da Agência DPA:

- Si sintiera que él quiere, que siente que puede volver a ser el jugador que fue, quizá se podría plantear. Pero las circunstancias son las que son. Yo quiero un vestuario fuerte.

A venda dos três jogadores pode render ao Barcelona 100 milhões de euros. O Milan quer Eto`o. O Chelsea busca Ronaldinho e Deco. Felipão deseja os dois ao seu lado em busca do título da Champions League.

O Barcelona pretende acelerar os negócios. Dispensa a idéia ver o indesejável trio por perto no início da temporada, em volta de outros jogadores interessados em recolocar o Barcelona entre os times mais competitivos da Europa

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dunga precisa descobrir uma nova Seleção

16 de junho de 2008 22

Dunga pensa, pensa, deixa a reformulação para depois e despenca na tabela das Eliminatórias/Ricardo Moraes, AP
Ouvi parte da mecânica entrevista de Dunga, em Belo Horizonte. Li os pedaços que faltavam nos sites no meio da tarde. Creio que Dunga ainda não entendeu as críticas depois da derrota em Assunção (2 a 0), dos gritos da torcida (“fora Dunga”), da incredulidade de todos com o modesto quarto lugar da Seleção na tabela de pontos das Eliminatórias África do Sul 2010 depois de cinco rodadas.

 

- Futebol é isso. Quando você não ganha existe a crítica. Antes, eu era criticado por não colocar o Josué e o Mineiro. Agora que eles estão jogando na Europa e estão na seleção, eles são criticados. Mas não é porque não tivemos o resultado esperado que vamos culpar um ou outro jogador – falou Dunga, sempre atuando na defensiva.

Os poderosos mísseis da crítica foram dirigidos aos volantes Josué e Mineiro, mas tinha o técnico como alvo preferencial. O dupla é símbolo de uma Seleção que não se renova, que usa basicamente os reservas de Carlos Alberto Parreira na Copa da Alemanha. Uma Seleção se idéia de futebol. Uma Seleção sem craques. Uma Seleção que de Brasileira real tem apenas a camiseta amarela e o idioma comum dos jogadores.

Josué e Mineiro ajudaram a fazer do São Paulo um time copeiro e mundial. Puderam trabalhar, ensaiar um esquema, jogar em nome de um grupo. A Seleção é diferente. Precisa de jogadores mais talentosos, capazes de se reinventar a cada jogo, sair das mesmice dos esquema de treinadores de clube.

Dunga peca ao usar os dois. Não por serem Mineiro e Josué. Por serem dois jogadores, entre outros, como Gilberto, Gilberto Silva, Diego, que atrasam a reformulação da Seleção Brasileira. Com eles, Dunga deixa de lado o futuro, dribla o amanhã, não ousa. Não oferece um pingo de esperança ao fã. Deixa o Brasil com sensação de derrota. Ninguém, exceto Dunga e seus, acredita no poder da atual Seleção.

Uma vitória sobre a Argentina não muda nada, um centímetro, pois o jogo é uma exceção, um dos maiores clássicos do futebol mundial. A vitória dá somente um mínimo de fôlego ao técnico. O Brasil precisa de uma nova Seleção. Não por um jogo isolado. mas pela média.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dois anos depois, a Seleção de Dunga é um fracasso

15 de junho de 2008 33

Com 11 adversários em campo, o Brasil perdeu de 1 a 0. Com 10, levou outro. Podia ter sido 4 a 0 não fosse o feliz travessão/poste de Júlio César. O Paraguai jogou mais, passou por cima dos três volantes defensivos de Dunga, fez 2 a 0 no Defensores del Chaco com tranqüilidade e aninhou-se na primeira colocação das Eliminatórias Sul-Americanas 2010. Vitória justa, sem reclamação.

Nunca foi tão fácil vencer o Brasil, que começou partida se comportando como uma equipe pequena, medrosa. A Seleção perdeu sua identidade. Nem supercraques consegue mostrar mais. Exibe jogadores que insistem em não jogar bem na Seleção, como Gilberto, Mineiro, Josué, Gilberto Silva, Diego e Robinho.

O técnico Dunga pensou na partida de forma errada. Ele não pode usar no mesmo time Josué, Mineiro e Gilberto Silva. Ao tenta superproteger a sua defesa, perdeu qualidade e criatividade no meio-campo e deixou o ataque órfão. Foi dominado pelo adversário com certa facilidade, que atacou como e quando quis no primeiro tempo.

No segundo tempo, 11 contra 10, ao tentar buscar o empate sem medir conseqüências, Dunga mudou o esquema, subiu ao ataque, mas não deu nada certo. O Brasil terminou o jogo com quatro atacantes e dois meias ofensivos. A Seleção perdeu em Assunção por total falta de equilíbrio nas suas diferentes linhas.

Uma hora, Dunga acha que precisa se defender com tudo. Outra, ele escala quatro atacantes. Uma pilha de atacantes reunidos raramente resolve algo, até porque alguém precisa levar a bola até eles.

Dunga procura, testa e não acha seu time ideal. Dá raras chances aos novos. Prefere os mais rodados. Quarta-feira, em Belo Horizonte, a Seleção aguarda a Argentina. Uma nova derrota pode complicar o futuro de Dunga, se é que ainda existe algum para a sua comissão técnica. Hoje ninguém sabe mais. Menos pelo péssimo jogo no Paraguai, mais pela falta de um time novo, organizado e competitivo. Uma Seleção capaz de fazer sonhar.

Técnico escolhido após o fracasso da Copa da Alemanha, Dunga vestiu o abrigo de treinador sem ter experiência na função. Quase todos aplaudiram a contratação, dizendo que o gaúcho repensaria a Seleção. Traria a vontade de vencer de volta e faria uma nova Seleção.

A nova e competitiva Seleção não existe. Nem um esquema tático definido, uma idéia de futebol. O Brasil, ao menos no momento, está sem uma Seleção confiável, capaz de oferecer um alegre futuro ao torcedor. A Seleção Brasileira cinco estrelas de 2008 é um desânimo só. Depois de dois anos no comando, Dunga ainda não sabe nem que são os seus 11 titulares. 

 

 

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Dunga usa três volantes e pensa no seu emprego

15 de junho de 2008 7

Um dos três volantes de Dunga, Gilberto Silva reforça a marcação contra o Paraguai, líder das Eliminatórias/Eduardo di Baia, AP
A Seleção é terceira colocada nas Eliminatórias, que oferece quatro vagas aos Sul Americanos no Mundial da África 2010, após quatro rodadas. Nas próximas 72 horas, entre Assunção e Belo Horizonte, enfrenta o primeiro (Paraguai) e o segundo colocados (Argentina) no torneio. Duas ótimas chances de crescer na tabela, mostrar que a derrota para a inócua Venezuela não passou de uma simples, porém vexatório acidente de percurso.

 

As duas partidas mexem também com o futuro de Dunga na Seleção. Têm poder para tanto. Duas derrotas consecutivas, queda livre na tabela, desestabilizam o trabalho do Gaúcho na CBF. Dois resultados ruins complicam o futuro de Dunga.

Dunga, que de ingênuo não tem um só fio de cabelo, resolveu se preservar. Armou uma Seleção com três volantes que têm dificuldades de jogar com a bola no pé, de fazer jogar. de criar, pensar.

Gilberto Silva, Josué e Mineiro não possuem capacidade criativa para liderar o meio-campo da Seleção Brasileira, mas são extremamente combativos. Dunga pretende se defender de qualquer maneira. Não é bom, nada mesmo, enfrentar a Argentina logo depois de uma derrota.

Dunga pensa no contra-ataque. Mas não vai ficar triste com um 0 a 0 ou um empate qualquer. Ele acha que vence a Argentina na capital mineira. Quatro pontos em seis não lhe deixariam triste no momento. Dunga ainda tenta achar uma Seleção ideal. Encontrou goleiro e uma dupla de zagueiros, mais Kaká. Os outros sete jogadores ainda estão faltando.  

O fã brasileiro, por outro lado, ainda não faz as contas. Quer apenas ver a Seleção jogando um futebol qualificado, quer observar um time que ofereça esperança. Dois anos nos separam da Copa da África do Sul. Mas o time é quase o mesmo um ano atrás, não há revelações espetaculares e nesm mesmo grandes jogadores disponíveis, nascendo, aparecendo, como Kaká e Ronaldinho. A realidade nos dá uma Seleção comum.

Será que a Seleção consegue superar o Paraguai? Qual a sua opinião? O Brasil não vence os paraguaios em seus domínios desde os anos 80.

Postado por Zini, Porto Alegre

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