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Posts do dia 7 julho 2008

Dunga precisa inventar uma Seleção em 30 dias

07 de julho de 2008 17

Dunga chamou 18 olímpicos para formar a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim, que estréia contra a Bélgica, no dia 7 de agosto. Os três jogadores com mais de 23 anos convocados são Robinho, Ronaldinho Gaúcho, que não joga desde março passado, e Thiago Silva. Kaká foi vetado pelo Milan.

As surpresas foram três, a ausência de Léo, um dos melhores zagueiros do país, e a presença do lateral-direito Ilsinho, do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e o atacante Jô, do Manchester City inglês.

Dunga justificou:

— Foram convocados três laterais, três zagueiros e três volantes. Do meio para a frente, houve maior diversificação, com a preocupação de escolher jogadores versáteis, que sejam rápidos e também com boa presença de área.

Dunga vai tentar inventar uma Seleção. Formar um time competitivo em menos de 30 dias. Não falta mão-de-obra qualificada, apesar da convocação de Sobis, Jô e Ilsinho. Sobis, por exemplo, não consegue uma boa seqüência de atuações desde que deixou o Inter na metade de 2006.

Se para um técnico de verdade arrumar um time em quatro semanas é um trabalho de Superman, imagina para Dunga.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tite e Roth dois times distintos, duas realidades

07 de julho de 2008 25

Quatro de maio passado o Internacional levantou a taça do Gauchão, quatro de junho afundava no Brasileirão, quatro de julho estava em véspera de exibir cara nova. O Inter de Tite é outro, é novo. Parece que superou a saída de Abel, Fernandão, entre outros. O próximos jogos devem oferecer a verdade sobre o Inter, um no Beira Rio (Goiás), outro fora (Atlético PR).

 

Razões para euforia não existem aos quilos, mas sobram doses de otimismo depois de duas boas partidas em seqüência, quatro pontos, contra Grêmio e Coritiba. O time está mais organizado e a motivação voltou. Surgiu Taison, voltou Alex, a defesa se postou, o trio de marcadores no meio-campo dá sustentabilidade. Só Nilmar, que continua jogando menos do que pode, ainda é um ser isolado no ataque, sem a devida atenção.

A desoladora posição na tabela ainda assusta, um 11º lugar, seis pontos atrás do inimigo tricolor, longe da faixa dourada da Libertadores, dois na frente do Goiás (nove pontos), o primeiro da zona do rebaixamento.

Do lado azul acontece justamente o contrário. O ex-vice Grêmio fez duas péssimas partidas em seqüência, empacou e já é terceiro, encostado em Vitória e Palmeiras, atrás de Náutico e São Paulo. Ainda respira na zona da Libertadores, mas enfrenta o Santos fora quarta e pode cair mais, refém ainda dos resultados dos seus vizinhos na tabela.

O Grêmio perdeu Roger e entrou em estado de choque. Ele não é supercraque, mas se ajustou ao bom esquema implantado pelo impertinente Celso Roth. A saída do meia, queria ou não o técnico, roubou a criatividade, o cérebro do time. Sem Roger, as jogadas ofensivas secaram como o deserto de Doha. Vestir Rodrigo Mendes com a camisa 10 é quase um acinte. Ele sempre foi um atacante, um finalizador, nunca um preparador de jogadas. Aliás, Mendes ainda precisa provar que continua o mesmo bom jogador de cinco temporadas atrás.

Está certo que Roth perdeu jogadores importantes contra o Botafogo, mas ele mexeu demais no time, tocou em todos os setores, só escapou o goleiro. Jogar com um atacante só, sem garantir a chegada qualificada dos homens do meio, capazes de entrar na grande área ou concluir de fora dela, é quase um suicídio. É derrota programada.

Quanto mais trabalha, e ele é trabalhador, Roth aprende menos. Enquanto vencia, os elogios desciam de todos os lugares, quando perde, e seu time ainda joga mal, as críticas precisam chegar dos mesmo lugares. O terceiro posto é bom, dá vaga na Libertadores, mas é ilusório. Quem viu os últimos 180 minutos do Grêmio sabe do que eu estou falando e não dorme mais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fernandão foi, Roger o seguiu, qual o próximo?

07 de julho de 2008 10

O futebol gaúcho é um banco de jovens talentos de reconhecimento mundial. Sem comparações, Ronaldinho, duas vezes número 1 da Fifa, e Pato, contratado pelo grande Milan antes de fazer 18 anos, são de safras distintas, porém históricas.

O futebol gaúcho é, ao mesmo tempo, lugar de passagem para jogadores latinos e para outros brasileiros que atravessaram o Exterior sem grande sucesso.

 

Grêmio e Inter conseguem exibir ao planeta os seus valores e valorizá-los. O São Paulo está sempre na curva esperando um descuido da dupla em seus projetos de negócios. Atraem, assim, compradores de todo o mundo, com mais ou menos dólares. Seus jogadores são referências porque os dois clubes estão quase sempre nas melhores vitrinas.

Um modo perfeito de evitar a saída em bloco dos bons jogadores a cada meio de temporada ainda não foi inventado no Brasil – nem no mundo. Falta critividade aos dirigentes, aos cartolas das entidades, as associações de jogadores e até mesmo aos jornalistas da área – jamais aos empresários de distintos idiomas.

A única defesa usada na Europa com sucessso, aqui nem tanto, é elevar o valor da multa rescisória na hora em que os jogadores assinam um contrato. Ele sai, está certo, vai continuar saindo, está bem, mas precisa deixar um valor significativo para o clube.

Quanto aos jogadores, pls, não se iluda. Eles juram amor eterno ao clube, mas no segundo aceno do pacote de dólares eles partem correndo, voando, sem preocupação com o mapa do destino, seja França, Inglaterra, Ucrânia ou Qatar. Quando muito beijam com emoção contida o escudo suado do ex-clube e prometem uma volta que quase nunca acontece. 

Ah, os dólares, quem resiste a um bom punhado deles de sã consciência no volátil mundo do futebol onde o cavalo encilhado não passa todos os dias?

Postado por Zini, Porto Alegre

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