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Posts do dia 21 julho 2008

Dunga corre perigo com Olímpicos fora de forma

21 de julho de 2008 19

Fora de forma, gordo, sem jogar desde março, Ronaldinho é o maestro de Dunga em Pequim/Andre Penner, AP

Dois anos após ocupar o comando da Seleção, Dunga carregou 18 jogadores ao mundo Olímpico em busca de um ouro que o Brasil não tem. O país é pátria dos melhores jogadores do mundo, em quantidade e qualidade, pentacampeão mundial, mas jamais venceu uma Olimpíada. Não deve ganhar medalha dourada em Pequim.

A Seleção de Dunga é um arremedo de time de futebol. Os jogadores se conhecem, mas não jogam juntos. É uma Seleção que ainda não existe cerca de 15 dias antes da sua estréia.

 

Dos 18 jogadores, seis atuam no Brasil, 12 na Europa. Dois têm idade acima de 23 anos: Ronaldinho Gaúcho e Thiago Silva. Robinho não vai mais, impedido pelo Real Madrid. É um pedalador a menos para complicar a cabeça dura de Dunga.

Gordo e fora de forma, louco para aparecer outra vez no mercado, acossado pelos patrocinadores, Ronaldinho é a esperança da Seleção. Na principal, ele teve todas as chances possíveis para se tornar referência. Sempre acabou como coadjuvante ou nem tanto. No Barcelona foi o melhor do mundo duas vezes. No Brasil sempre foi mais um.

Entre os 18 escolhidos, somente Thiago Silva e Thiago Neves (Fluminense), Alex Silva e Hernanes (São Paulo), Ramires (Cruzeiro) e o goleiro Renan (Internacional), que atuam no futebol brasileiro, estão em plena atividade. Os outros 10 chegam de longas férias. Além de não ter um time organizado, Dunga também não conta com um grupo bem preparado fisicamente.

O fiasco ronda a Seleção Olímpica e pode detonar Dunga, como também acabou com a carreira de Vanderlei Luxemburgo na Seleção na Olimpíada de 2000.

O Brasil está no Grupo C, com Bélgica, China e Nova Zelândia. A estréia será contra a Bélgica, em Shenyang. Dia 10, enfrenta a Nova Zelândia, ainda em Shenyang. Dia 13 pega a China, em Qinhuangdao.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio e Inter procuram pelos gols desaparecidos

21 de julho de 2008 16

A Dupla chora os gols perdidos dos seus atacantes a cada domingo, quartas, quintas e sábados O Inter tem Nilmar, o Grêmio procura alguém parecido, se alegra quando Marcel acerta o pé. Os dois clubes, seus técnicos e cartolas e dirigentes em geral, sabem, têm absoluta certeza, que só permanece na ponta de cima da tabela quem faz gols em série.

 

Os azuis vibraram 19 vezes em 13 rodadas do Brasileirão. Fazem parte do pior ataque entre os seis primeiro da competição, mesmo ocupando um valorizado segundo lugar. O líder Flamengo, por exemplo, tem 26 gols assinalados. O Inter está pior. Cai mais. Marcou 16 vezes. Está entre os sete menos letais ataques do campeonato.

O Brasil é um deserto de bons atacantes goleadores. O maior deles no momento, Alex Mineiro, do Palmeiras, soma oito. Oito em 13 jogos não está mal, mas é obra de Alex Mineiro, um atacante que pula de clube em clube e não consegue solidificar uma carreira. Abaixo dele, quem aparece é um legítimo meia, Cleiton Xavier, conhecido dos gaúchos, mas não reconhecido.

No Grêmio de Celso Roth, os projetos de gol giram em volta de Marcel, mas ele, homem de grande área, perde mais do que faz. Seus companheiro de entra e sai são quatro: Perea, André Luís, Reinado e Soares. Não se vê fileira de gols nos currículos de nenhum dos cinco atacantes, nem a volúpia do gol. Como bom colombiano, Perea não tem fome de gol, nem se importa com o gol. O belo drible e jogada de efeito o recompensam mais.

O Inter procurar em todos os continentes um companheiro para o solitário Nilmar, um atacante que perde muito mais gols do que faz. É um oportunista nato, corre, dribla, entra na área, mas ainda não achou com que tabelar, a quem, servir, ser servido. Nilmar precisa treinar com urgência conclusões ao gol.

No clube fala-se em Grafite, em Ricardo Oliveira, em Liédson e até em Fred, um mais caro que o outro. O Inter parece que tem dinheiro enterrado. Com a chegada de D`Alessandro, sua folha de pagamento é uma das maiores do país, talvez a maior.

Tite mostrou um jovem, veloz e impetuoso ataque (Nilmar, Walter, Taison e depois Guto) na grama horrorosa de Recife. Faltou gol em série outra vez, apesar das situações criadas, mais por Nilmar. Os três precisam jogar mais vezes juntos. Só assim o trio ganha fôlego e pode acertar.

Com a chegada de D`Alessandor, porém, Taison deve sair do time. Retirar Walter seria um crime. Com seqüência, com mais oportunidades, ele pode ser o companheiro sonhado dia e noite por Nilmar.

Grêmio mira o topo, o Inter o G4, por enquanto. Vão precisar de muitos gols para transformar 2008 num ano glorioso.

 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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