Dois anos após ocupar o comando da Seleção, Dunga carregou 18 jogadores ao mundo Olímpico em busca de um ouro que o Brasil não tem. O país é pátria dos melhores jogadores do mundo, em quantidade e qualidade, pentacampeão mundial, mas jamais venceu uma Olimpíada. Não deve ganhar medalha dourada em Pequim.
A Seleção de Dunga é um arremedo de time de futebol. Os jogadores se conhecem, mas não jogam juntos. É uma Seleção que ainda não existe cerca de 15 dias antes da sua estréia.
Dos 18 jogadores, seis atuam no Brasil, 12 na Europa. Dois têm idade acima de 23 anos: Ronaldinho Gaúcho e Thiago Silva. Robinho não vai mais, impedido pelo Real Madrid. É um pedalador a menos para complicar a cabeça dura de Dunga.
Gordo e fora de forma, louco para aparecer outra vez no mercado, acossado pelos patrocinadores, Ronaldinho é a esperança da Seleção. Na principal, ele teve todas as chances possíveis para se tornar referência. Sempre acabou como coadjuvante ou nem tanto. No Barcelona foi o melhor do mundo duas vezes. No Brasil sempre foi mais um.
Entre os 18 escolhidos, somente Thiago Silva e Thiago Neves (Fluminense), Alex Silva e Hernanes (São Paulo), Ramires (Cruzeiro) e o goleiro Renan (Internacional), que atuam no futebol brasileiro, estão em plena atividade. Os outros 10 chegam de longas férias. Além de não ter um time organizado, Dunga também não conta com um grupo bem preparado fisicamente.
O fiasco ronda a Seleção Olímpica e pode detonar Dunga, como também acabou com a carreira de Vanderlei Luxemburgo na Seleção na Olimpíada de 2000.
O Brasil está no Grupo C, com Bélgica, China e Nova Zelândia. A estréia será contra a Bélgica, em Shenyang. Dia 10, enfrenta a Nova Zelândia, ainda em Shenyang. Dia 13 pega a China, em Qinhuangdao.
Postado por Zini, Porto Alegre



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