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Posts de julho 2008

Inter fracassa e ajuda Ipatinga a largar lanterna

26 de julho de 2008 99

O Inter fora do Beira-Rio pode pouco. Sem os gols de Nilmar, dependente do atacante que é, pode menos. Não consegue nem superar o pobre e insuficiente Ipatinga, que saiu provisoriamente da lanterna do Brasileirão vencendo o jogo (1 a 0) e surpreendendo.

 

O péssimo Inter do sábado deu vexame em Minas Gerais. A arrancada não veio. Chegou a frustração, grande, porque no meio da semana o Inter mostrou todo o seu potencial ao superar o São Paulo, em Porto Alegre, por 2 a 0 e sobrando.

 A expectativa era de vitória, nada menos, talvez gorda, goleada. Os três pontos ajudariam a escalar a tabela. O Internacional volta com zero ponto, esperando, no meio da semana, outro adversário que freqüenta a zona de rebaixamento, o hoje ridículo Santos. Ainda falta fôlego para chegar ao G4.

As desculpas para a derrota são muitas, as mais variadas. O cansaço e o tamanho do campo, as dimensões do gramado, entraram na relação. Fico com três. Os erros de escalação de Tite, a falta de ambição do time, os gols perdidos, cinco, no mínimo.

O técnico deixou Nilmar órfão na frente (outra vez), manteve três volantes e ainda trocou Maycon por Edinho durante o jogo, o clássico seis por meia-dúzia. Ao Inter faltou organização, imaginação e criatividade no meio-campo, jogadas ofensivas de qualidades pela lateral, um companheiro de área para Nilmar. Nem sempre jogar com três volantes é uma boa idéia. Contra o laterna, não foi.

A performance de Tite foi a pior desde a sua contratação. Marcão e Magrão comprometeram. Edinho foi substituído. Guiñazu rodou, rodou e nada criou, apesar da sempre efetiva marcação. O coletivo fracassou, as individualidades comprometeram. Junto, chegou outra notícia ruim. Alex fica fora dos próximos três jogos.

O Inter ainda precisa saber os reais motivos dos seus tropeços fora do Beira-Rio. Se não descobrir, vai continuar nadando abaixo da zona franca da Libertadores. Ganhar e jogar bem apenas em casa não fazem a felicidade de ninguém no Brasileirão.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O que Maradona falou sobre D`Alessandro

25 de julho de 2008 60

Natacha Pisarenko, AP

Colega do jornal La Nación, editado em Buenos Aires, Claudio Cerviño é um especialista em futebol argentino. Conhece os craques, convive com eles, sabe que é quem com a bola nos pés. 

Numa gentileza muito especial, Claudio escreveu algumas linhas sobre D`Alessandro, jogador que ele conhece muito e que os colorados já querem tanto: Andrés es uno de los tantos jugadores talentosos de Argentina que quedan a medio camino, que da la sensación de que nunca terminan de explotar.

Su comienzo en River, muy joven, y su participación en el seleccionado Sub 20 que ganó el Mundial de 2001 en Buenos Aires hicieron creer a muchos que estábamos ante el sucesor de Diego Maradona; incluso, el propio Diego así lo calificó: “D`Alessandro se me parece mucho”.

Después, cuando se fue a Europa, quizá demasiado rápido, como ocurre hoy, no estuvo en clubes que le dieran una gran plataforma: Wolfsburgo, en Alemania; Porstmouth, en Inglaterra, y Zaragoza, en España. Lo que demuestra que si bien su potencial y condiciones son excelentes, nunca dio el salto de calidad para ser un top, como si ocurrió con Tevez por ejemplo.

Su reciente paso por San Lorenzo lo mostró irregular. Con buenos momentos, con otros no tanto. Seis meses pueden ser poco tiempo para calificar la actuación de un jugador, si rindió bien o no; pero a veces bastan: en Brasil deben recordar muy bien lo que sucedió con Riquelme en el 2007, cuando llevó a Boca a la conquista de la Copa Libertadores.

Es posible que D`Alessandro, por características de fútbol, encaje bien en el torneo brasileño. Es hábil, tiene una excelente pegada, se saca marcas de encima, no se achica por el juego brusco. Pero su mayor déficit es la discontinuidad. De hecho, nunca ha tenido grandes oportunidades en la selección. Por sus intermitencias, por su carácter, hoy un poco mejorado, más sereno, pero sin apartarse de sus raíces: siempre fue protestón.

Aun hoy, en la Argentina se sigue esperando que D`Alessandro dé el salto de calidad que muchos imaginaron hace seis o siete años. Condiciones no le faltan y seguramente cualquier director técnico lo querría tener en su plantel, mucho más en el alicaido fútbol sudamericano. Pero la sensación es que llegó e hizo menos de lo que su talento, que lo tiene, hacía presagiar”. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Após os sete, você lembra de um 8 a 0, com Roth?

25 de julho de 2008 15

 

O colega Luis Bissigo, ainda sob o efeito dos 7 a 1 em Floripa. fez um profundo mergulho na história tricolor e encontrou nos arquivos de Zero Hora uma vitória do Grêmio por 8 a 0, também sob o comando de Celso Roth. Olha o que ZH publicou no dia 15 de abril de 1999:

Deu a louca em Zé Afonso

 

Atacante faz quatro gols na goleada de 8 a 0 sobre Lajeadense

Algo de muito estranho ocorreu aos 28 minutos do segundo tempo de Grêmio e Lajeadense, ontem à tarde, no Estádio Olímpico. Um evento poderoso, com certeza. Forte o suficiente para produzir os 15 minutos mais desconcertantes de um Campeonato Gaúcho, nos últimos anos. Nesse quarto de hora, o Grêmio marcou seis gols, um a cada dois minutos e meio, quatro deles do contestado centroavante Zé Afonso.

Até aquele instante, a partida vinha tendo um desenvolvimento normal. O Grêmio, que jogava com os reservas, havia feito um gol aos 32 minutos do primeiro tempo – Zé Alcino, de cabeça. Mas o time não jogava bem. Também não melhorou muito no segundo tempo, apesar de ter ampliado para 2 a 0 com Rodrigo Costa, aos seis minutos. O jogo continuou insosso, alguns dos seis mil torcedores que deram um quilo de alimento ou um agasalho para entrar no estádio chegavam a conversar de costas para o campo.

Zé Afonso estava mal. Irritava a torcida. No primeiro tempo, fez menção de pegar a bola com as mãos quando um adversário fez embaixadas diante dele, na frente da área do Lajeadense. O lance tirou risos das arquibancadas. Mais tarde, perdeu um gol sozinho com o goleiro, na grande área. Minutos depois, outro. Finalmente, tentou driblar um marcador sem a bola e esbarrou nele.

Aí aconteceu.

Aos 28 minutos, Zé Afonso arrancou da intermediária, pelo lado esquerdo, venceu um zagueiro em velocidade e, na saída do goleiro Adriano, bateu forte, rente à grama, fazendo 3 a 0. Os torcedores aplaudiram. O gol parece ter quebrado ao meio o ânimo do Lajeadense. Passados cinco minutos, Zé Afonso marcou outro. Estava 4 a 0. O Grêmio retomava a bola e a torcida pedia:

- Passa pro Zé Afonso! Passa pro Zé Afonso!

Os jogadores obedeciam. Aos 36, Zé Afonso marcou mais um. E aos 39, outro. Em 11 minutos, ele havia marcado quatro gols. Das arquibancadas, vinha o coro bem humorado:

- Ão, ão, ão Zé Afonso é Seleção!

O Lajeadense praticamente não jogava. O ataque do Grêmio entrava como queria na área de Adriano. Aos 41, Marcelo Müller, de ótima atuação, fez o sétimo e aos 43 Zé Alcino fechou o placar: 8 a 0.

Ao sair de campo, Zé Afonso quase flutuava. Falando sempre de si mesmo na terceira pessoa, explicou:

- A torcida e a imprensa têm que entender que às vezes o Zé Afonso não está num dia bom, tem problemas de família ou vem se recuperando de alguma lesão, mas hoje o Zé Afonso estava numa tarde inspirada.

Inspirada mesmo. Com a partida de ontem, Zé Afonso assumiu a liderança da tabela de goleadores do Gauchão, com cinco gols, ao lado de Zé Alcino. Poucas vezes ocorreram goleadas tão largas como a de ontem na história do Gauchão. Uma delas foi do próprio Grêmio, em 1977, sobre o Pelotas: 10 a 0, sob o comando de Tadeu Ricci e Éder. Em 1976, o Inter bicampeão bateu o recorde, numa partida em que só o goleiro Manga não marcou: 14 a 0 no Ferro Carril, de Uruguaiana.

GRÊMIO 8

Sílvio; Walmir, Rodrigo Costa (Fabrício), Éder e Marco Antônio; Djair, Gavião (Anderson), Goiano (Capitão) e Marcelo Müller; Zé Alcino e Zé Afonso.

Técnico: Celso Roth.

LAJEADENSE

Adriano; Fábio Lima, Paulo, Paulinho e Heraldo; Pozzi (Adriano Silva), Zeca, Vandeco e Rondinha; Rogerinho e Adriano II (Júnior).

Técnico: José Henrique Veiga.

Gols: Zé Alcino, aos 32min, no primeiro; Rodrigo Costa, aos 7min, Zé Afonso, aos 28min, aos 33min, aos 36min e aos 39min, Marcelo Müller, aos 41min, e Zé Alcino, aos 43min, no segundo. Cartões amarelos: Rodrigo Costa, Gavião (G), Paulinho e Rogerinho (L). Expulsão: Paulinho. Árbitro: Alexandre Barreto, auxiliado por André Veras e Juarez Mariano. Local: Estádio Olímpico.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sete gols e a liderança na iluminada noite azul

24 de julho de 2008 75

Perea fez, dois, três. Reinaldo repetiu, um, dois, três. Marcel marcou o seu gol de cabeça. Com 7 a 1 no campo adversário, em Florianópolis, o Grêmio exibiu as suas novas credenciais de justo líder isolado do Brasileirão. O Figueirense deve continuar tonto nos próximos dias, semanas. Foi uma goleada sem a mínima piedade.

A façanha tricolor merece elogios, palmas, foguetes, brindes. Tudo. Escolha o seu. A vitória da noite ventosa de 24 de julho de 2008 é uma das que se passa aos netos com toques e retoques justos de façanha. Marque o dia, guarde o resultado, um 7 a 1 histórico raros esquecem.

Todos os atacantes tricolores, cansados de perder gols, muito criticados, encontraram luz nos faróis da ilha e alcançaram as redes com a certeza dos goleadores. Perea fez uma das suas melhores partidas, junto com o Grêmio inteiro. Mas destacar jogador quando o escore se encerra no sétimo gol de uma partida oficial é uma ousadia, um desmerecimento aos demais. Nas goleadas, normalmente, os times jogam como conjunto imbatível. Vence o grupo, ganham todos.

Depois da elogiada vitória contra o Cruzeiro, no Olímpico, o Figueirense nascia como um fantasma na noite de quinta-feira. Não era, era apenas uma luz difusa. O Grêmio dominou o jogo em todos os segundos e minutos.

Quem esperava um Celso Roth cuidadoso, fragilizado pelo passado, já que os gaúchos não venciam o Figueira desde 2003 em Floripa, errou. Roth foi audacioso, escalou dois atacantes, não mudou o bom esquema e a vitória exibiu o atual momento do Grêmio: um time que joga fora ou dentro de casa com a mesma idéia, a mesma vontade, a mesma determinação. Tenta sempre a vitória.

O eco da goleada não se perdeu na madrugada, vai atravessar o dia, seguir a noite e chegar ao Olímpico domingo. O adversário é o Palmeiras, inimigo direto ao título, a uma vaga na Libertadores, jogo de seis pontos, encontro de 40 mil pessoas.

O Grêmio vai precisar se puxar ainda mais nas próximas rodadas. O líder é sempre o grande alvo dos competidores. O Grêmio tem 19 atrás dele, todos querendo o seu naco.

A liderança é um fato. O Grêmio só perde para o Flamengo em número de gols marcados, 26 a 27, ganha ou empata em todos os outros números. Se o juiz não termina a partida aos 44min30seg do segundo tempo, se ele dá os descontos exigidos pelas substituições e outras paralisações, o goleada poderia ter sido ainda mais elástica. O Grêmio estava mesmo num dia iluminado.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como o Figueirense pode testar o Grêmio

24 de julho de 2008 25

Cinco questões tricolores que o Figueirense pode responder mais adiante:

 

1) Como a defesa vai se portar sem Léo e Réver, dois dos jogadores mais regulares da equipe na temporada?

2) Marcel é o cara, o goleador, mesmo para um jogo (teoricamente) de contra-ataque?

3) Como será o comportamento do coletivo num jogo em Florianópolis, onde o Tricolor costume patinar do começo ao fim?

4) Como será o esquema de Celso Roth quando está em jogo a liderança do Brasileirão?

5) Pico é o mesmo o melhor jogador para o lado esquerdo?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Cinco acertos de Tite que o Inter comemora

24 de julho de 2008 22

Inter embarcou num foguete chamado Tite. Não encontrei outra explicação. Você tem?

 

O Inter era 17º no Brasileirão quando o treinador chegou ao Beira-Rio puxando uma jamanta de desconfiança. Era chamado de “gremista”, o pior palavrão da índole vermelha. Em sete rodadas consecutivas, ele tem 66,6% de aproveitamento em sete jogos: quatro vitórias em casa, três empates fora. Curiosamente, o Inter viu uma luz no Gre-Nal, num injusto empate.

Nove jogos depois, 810 minutos de bola rolando após, o Inter de Tite, sem a mínima saudade de Abel Braga, se aproxima do cobiçado G4 com a velocidade de um Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes), cinco pontos atrás do Flamengo.

O menu do Inter de Tite é assim: ganhar em casa, não perder fora. Quatro pontos a cada seis disputados. Campanha de quem busca vaga na Libertadores e sonha com algo mais.

A contratação de Tite mudou o Internacional para melhor. Basta observar, conversar com pessoas ligadas ao clube, gente que conhece os bastidores do clube:

1) Vida nova no vestiário com a aterrissagem da nova comissão técnica, novos jogadores, outras idéias.

2) Acabou o carteiraço dos veteranos, que roubavam o lugar de promissores jovens na marra.

3) O real aproveitamento dos jovens, que ganharam espaço, confiança, oportunidades,

4) União fora de campo, dentro de campo, no vestiário.

5) Uma carga de treinamento compatível com a realidade do Brasileirão.

O Inter, que ganhou do São Paulo muito bem, jogando melhor, guerreando, combatento, inflou o torcedor de esperança. Nem o gol paulista, injustamente anulado, pesou. O São Paulo, bicampeão brasileiro em duas temporadas seguidas, é apontado pela imprensa do centro do país como o grande favorito ao título.

O Colorado foi guiado outra vez por Nilmar, que parece que chutou a má fase para dentro da rede adversária e se transforma, aos poucos, no jogador mais perigoso do time. No mesmo Nilmar de outros tempos mais doces, Seu dois gols mostram que o jogador agora é outro. Está mais solto, arriscando mais, driblando e passado, melhor de tudo, fazendo gols.

Próximo adversário, o Ipatinga surge no horizonte como a primeira vitória fora do Rio Grande do Sul.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter olha o São Paulo e mira o topo da tabela

23 de julho de 2008 6

Dizer que o jogo entre dois dos clubes brasileiros mais laureados do novo século soma seis pontos é bater no óbvio. Inter e São Paulo vale alguns pontos a mais.

Vale a certeza que o Inter está mesmo em fase de crescimento, capaz de enfrentar e ganhar de qualquer adversário, pelo menos no Beira-Rio. Vale a absoluta tranqüilidade ao São Paulo que assim venceria o seu quarto jogo em seqüência (12 pontos em 12) e saberia antes de todo o mundo que pode conquistar o seu terceiro título nacional aos poucos, sem sofrimento, como em 2007. 

 

O Inter é sétimo (19 pontos) no Brasileirão, São Paulo o quinto (23). Deixar três pontos no meio do caminho fará estragos nos dois times, especialmente nos gaúchos.

Os paulistas voltarão ao Morumbi sem grandes lamentos se conseguir um ponto. Faz seis jogos que Tite não perde. O Inter ainda não conhece derrota em casa na competição.

O Inter perde Magrão e seu meio-campo, alinhado com Edinho e Maycon, fica capenga. Perde saída de jogo, qualidade ofensiva, mas ganha consistência atrás. Eu usaria Walter ao lado de Nilmar, com Taison mais recuado, um pouco menos do que Alex e, claro, sem Maycon, um jogador como dinho, com as mesmas características.

O São Paulo perde quatro jogadores titulares, mas lamenta mais a ausência de Hernanes, o homem do passe quase perfeito no meio campo, o que dá o ritmo de jogo. Sem Borges, o gol fica mais distante. Mas Hugo e Dagoberto, inspirados, são capazes de fazer grandes estragos em defesas menos atentas.

Inter e São Paulo é um dos jogos do ano na Capital. Não vou perder, nem Grêmio e Palmeiras domingo. Dois clássicos brasileiros em quatros dias. Quem gosta de futebol sabe onde ir, conhece os endereços.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sobis ainda procura seu futebol na Europa

23 de julho de 2008 21

O Grêmio quer Rafael Sobis. O Betis venderia na hora. Mas o Grêmio não tem dinheiro suficiente, nem um grupo de empresário ao seu lado, para bancar um negócio milionário e em euros. Ainda bem. Sobis não é atacante que o Tricolor precisa, muito menos o goleador, aliás o que nunca foi

 

Por uma série de motivos, Sobis não deu certo no Real Betis, não acertou na Espanha, não calibrou o chute na Europa. Em duas temporadas jamais repetiu o futebol que exibiu no Inter da Libertadores de 2006.

Sobis embarcou no Boeing errado na metade de 2006. Foi jogar num time da periferia da liga espanhola, mas, por outro lado, ficou rico. Se esperasse mais um pouco no Beira-Rio, talvez encontrasse uma equipe mais qualificada.

Hoje, o Betis conta dinheiro para buscar outra atacante e a venda de Sobis ofereceria caixa ao clube. Por outro lado, a sua saída aliviaria a folha de pagamento por um período. O alvo da semana é o centroavante peruano Claudio Pizarro, que Felipão não quer mais no Chelsea. Ele deve custar US$ 3,1 milhões ao Betis e ganhar US$ 2,3 milhões por ano.

Sobis jogaria no Grêmio por um salário mensal superior aos R$ 150 mil. O empréstimo junto ao Betis teria custo zero. Ele fala que deseja continua na Europa, mas o discurso é para o público externo. Aos do Olímpico, ele usa outros termos. Como está com os olímpicos em busca de Pequim, Sobis só teria condições de jogo no Brasil em setembro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Roth encontrou o equilíbrio ou tudo é passageiro?

22 de julho de 2008 48

A certeza de que o Grêmio vai bem está cintilando no alto da tabela do Brasileirão e nos elogios que nascem em todas as esquinas do Estado ao antes esconjurado Celso Roth. O que mais se ouve é:

— Ele mudou.

Mudou nada, é o mesmo, porém mais experiente, rodado. Não está fazendo nada mais (ou menos) do que fazia. Seu time está dando certo como outras equipes comandadas por ele já foram bem em começos meteóricos. Resta saber se o fôlego do time continuará a mil na seqüência de rodadas, se o equilíbrio chegou, se o coletivo se manterá funcionando, se os destaques de hoje continuarão sendo os destaques de quinta-feira contra o Figueirense, de domingo contra o Palmeiras e outros quilos de se… Se, se, se…

Roth sempre teve altos e muitos baixos na sua conturbada carreira. Depois de algum tempo, os baixos o pegavam pelo pé e o derrubavam. Vamos ver se no Grêmio, um time que lhe deu uma rara segunda chance, ao contrário dos outros grandes de Rio e de São Paulo que nunca o chamaram mais de uma vez, o Roth do futuro, o de 2008, consegue superar o irregular treinador de um passado recente.

Roth continua o mesmo turrão de outros invernos, alguns mais desesperançados. É ainda deselegante em algumas entrevistas, ao contrário de Mano Menezes, que adora uma ironia, uma provocação, mas parece mais educado que o atual técnico gremista. Mano apenas trata a imprensa com mais inteligência. Mas nunca deixa de usar as suas setas. Só que tem outra imagem, mesmo sendo mais retranqueiro que Roth — no sentido de jogar muito mais fechado.

O esquema 3-5-2, e suas pequenas variações, que Roth desenvolveu no Grêmio é a chave do seu sucesso. Um sistema tático que deu certo em 13 rodadas não pode ser demolido em nome de um, dois, resultados negativos ou de novas e apressadas contratações. Não é o jogo de Florianópolis que vai mudar as convicções de Roth, imagino. Mas é em partidas assim que ele precisa provar que seu time já superou o Mampituba e ficou viciado em vitórias fora do Olímpico.

Roth encontrou um bom esquema, tirou-o da sua cartola (seu mérito total) e precisa continuar usado. São os três zagueiros, e um goleiro que nasce como o grande nome depois de Danrlei no clube, que sustentam os outros sete jogadores, sejam eles quem forem (desde que qualificados, óbvio). O 3-5-2 nasceu no Morumbi, após a surpreendente vitória sobre o São Paulo, e se mantém ainda hoje.

O Grêmio de hoje começa pelo trio de zagueiros e um goleiro de mão santa. Tcheco, depois de Roger, ofereceu novos neurônios ao time. É técnico, e um técnico, em campo.

O poder do novo esquema surpreendeu todo mundo, jogadores, treinador, dirigentes, fãs e críticos desde a estréia em São Paulo. O sistema deu até nova vida, nova luz, novo norte ao técnico. As vaias diminuíram, os aplausos aumentaram.

Roth está sendo observado com novos e pacientes olhos. Qualquer outro técnico já estaria sendo reverenciado, saudado, aplaudido. Imagine a festa que Wagner Mancini receberia a cada jogo se estivesse no banco tricolor. Imaginou?

Com Roth todos ficam sempre com um pé atrás, uns ainda com os dois mais atrás ainda. Roth só será unanimidade, e olhe lá, no dia em que ganhar um título nacional. Antes não. 

Experimentada, bem mais criticado do que elogiado em quase duas décadas de carreira, ela sabe, mais do que todos nós juntos, que só a faixa no peito pode mudar seu status. E não é só com os azuis. É com o mundo da bola que fala português.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gustavo Nery é o legítimo contrato de risco

22 de julho de 2008 62

Javier Cebollada, EFE

De longe, olhando de cima, a contratação parece boa. O Gustavo Nery das melhores lembranças foi opção na leteral esquerda da Seleção. O Gustavo Nery dos últimos tempo, entretanto, não conseguiu jogar nem no Fluminense. 

Aos 31 anos, Nery é jogador rodado, experimentado, acostumado aos maiores jogos. Vestiu a camisa de Santos, São Paulo, onde teve seus melhores momentos, e Corinthians. Fora passou por Werder Bremen e Zaragoza. Não dá para dizer que ele agradou alemães e espanhóis.

Jogando o que sabe, o que nós já vimos, Nery será útil, titular e destaque do time. Ele é um lateral ágil, sabe fazer o trabalho de ala, tem uma jogada aguda de linha de fundo e um bom chute de pé esquerdo. Mas faz três meses que não joga.

Gustavo Nery é canhoto como Marcão, Alex, D`Alessandro, Guiñazu e Daniel Carvalho. Seu último grande ano foi em 2005. Faz três temporadas que ele não consegue jogar em lugar algum. O seu contrato com o Inter é de risco. Mais para o Inter. É o que acho, não sei você aí do outro lado?

O Inter precisa encontrar o segredo do mecanismo que pode fazer Nery jogar o que sabe e pode outra vez. O Inter arrisca, mas pelo menos investe em que tem potencial. Ou tinha? Não sei. Nery vai dizer. Provar?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dunga corre perigo com Olímpicos fora de forma

21 de julho de 2008 19

Fora de forma, gordo, sem jogar desde março, Ronaldinho é o maestro de Dunga em Pequim/Andre Penner, AP

Dois anos após ocupar o comando da Seleção, Dunga carregou 18 jogadores ao mundo Olímpico em busca de um ouro que o Brasil não tem. O país é pátria dos melhores jogadores do mundo, em quantidade e qualidade, pentacampeão mundial, mas jamais venceu uma Olimpíada. Não deve ganhar medalha dourada em Pequim.

A Seleção de Dunga é um arremedo de time de futebol. Os jogadores se conhecem, mas não jogam juntos. É uma Seleção que ainda não existe cerca de 15 dias antes da sua estréia.

 

Dos 18 jogadores, seis atuam no Brasil, 12 na Europa. Dois têm idade acima de 23 anos: Ronaldinho Gaúcho e Thiago Silva. Robinho não vai mais, impedido pelo Real Madrid. É um pedalador a menos para complicar a cabeça dura de Dunga.

Gordo e fora de forma, louco para aparecer outra vez no mercado, acossado pelos patrocinadores, Ronaldinho é a esperança da Seleção. Na principal, ele teve todas as chances possíveis para se tornar referência. Sempre acabou como coadjuvante ou nem tanto. No Barcelona foi o melhor do mundo duas vezes. No Brasil sempre foi mais um.

Entre os 18 escolhidos, somente Thiago Silva e Thiago Neves (Fluminense), Alex Silva e Hernanes (São Paulo), Ramires (Cruzeiro) e o goleiro Renan (Internacional), que atuam no futebol brasileiro, estão em plena atividade. Os outros 10 chegam de longas férias. Além de não ter um time organizado, Dunga também não conta com um grupo bem preparado fisicamente.

O fiasco ronda a Seleção Olímpica e pode detonar Dunga, como também acabou com a carreira de Vanderlei Luxemburgo na Seleção na Olimpíada de 2000.

O Brasil está no Grupo C, com Bélgica, China e Nova Zelândia. A estréia será contra a Bélgica, em Shenyang. Dia 10, enfrenta a Nova Zelândia, ainda em Shenyang. Dia 13 pega a China, em Qinhuangdao.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio e Inter procuram pelos gols desaparecidos

21 de julho de 2008 16

A Dupla chora os gols perdidos dos seus atacantes a cada domingo, quartas, quintas e sábados O Inter tem Nilmar, o Grêmio procura alguém parecido, se alegra quando Marcel acerta o pé. Os dois clubes, seus técnicos e cartolas e dirigentes em geral, sabem, têm absoluta certeza, que só permanece na ponta de cima da tabela quem faz gols em série.

 

Os azuis vibraram 19 vezes em 13 rodadas do Brasileirão. Fazem parte do pior ataque entre os seis primeiro da competição, mesmo ocupando um valorizado segundo lugar. O líder Flamengo, por exemplo, tem 26 gols assinalados. O Inter está pior. Cai mais. Marcou 16 vezes. Está entre os sete menos letais ataques do campeonato.

O Brasil é um deserto de bons atacantes goleadores. O maior deles no momento, Alex Mineiro, do Palmeiras, soma oito. Oito em 13 jogos não está mal, mas é obra de Alex Mineiro, um atacante que pula de clube em clube e não consegue solidificar uma carreira. Abaixo dele, quem aparece é um legítimo meia, Cleiton Xavier, conhecido dos gaúchos, mas não reconhecido.

No Grêmio de Celso Roth, os projetos de gol giram em volta de Marcel, mas ele, homem de grande área, perde mais do que faz. Seus companheiro de entra e sai são quatro: Perea, André Luís, Reinado e Soares. Não se vê fileira de gols nos currículos de nenhum dos cinco atacantes, nem a volúpia do gol. Como bom colombiano, Perea não tem fome de gol, nem se importa com o gol. O belo drible e jogada de efeito o recompensam mais.

O Inter procurar em todos os continentes um companheiro para o solitário Nilmar, um atacante que perde muito mais gols do que faz. É um oportunista nato, corre, dribla, entra na área, mas ainda não achou com que tabelar, a quem, servir, ser servido. Nilmar precisa treinar com urgência conclusões ao gol.

No clube fala-se em Grafite, em Ricardo Oliveira, em Liédson e até em Fred, um mais caro que o outro. O Inter parece que tem dinheiro enterrado. Com a chegada de D`Alessandro, sua folha de pagamento é uma das maiores do país, talvez a maior.

Tite mostrou um jovem, veloz e impetuoso ataque (Nilmar, Walter, Taison e depois Guto) na grama horrorosa de Recife. Faltou gol em série outra vez, apesar das situações criadas, mais por Nilmar. Os três precisam jogar mais vezes juntos. Só assim o trio ganha fôlego e pode acertar.

Com a chegada de D`Alessandor, porém, Taison deve sair do time. Retirar Walter seria um crime. Com seqüência, com mais oportunidades, ele pode ser o companheiro sonhado dia e noite por Nilmar.

Grêmio mira o topo, o Inter o G4, por enquanto. Vão precisar de muitos gols para transformar 2008 num ano glorioso.

 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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No final, Nilmar marca e empate parece vitória

20 de julho de 2008 22

O jovem ataque colorado, Nilmar, Walter, Tison, depois Guto, achou um gol nos últimos suspiros do disputado jogo em Pernambuco. Buscou o 1 a 1 quando a derrota já despontava na esquina, trouxe um ponto de Recife, mas continua sem vencer distante do Rio Grande do Sul. Seis jogos fora, zero de vitórias. Uma vaga na Libertadores, nem vou falar em título, fica difícil no momento. A vitória ofereceria outra realidade aos gaúchos de vermelho.

 

O Inter jogou melhor no primeiro tempo, podia ter marcado três vezes, apesar da bola no travessão do adversário. Viu o Náutico crescer no segundo tempo, dominar parte das ações, sem criar grandes situações de gol.

Oportunista, Nilmar fez o seu gol, perdeu outros, mas foi um atacante disposto, corajoso e insinuante. Não vi ninguém melhor em campo. Gostei de Guinãzu, não de Magrão, nem um pouco dos laterais, e acho que Walter precisa de continuidade e deve fiar entre os 11. Entendo que o Inter fica sem organização de jogo no meio-campo, sem produtividade, quando atua com três volantes e ainda joga com dois laterais, mais marcadores, menos dispostos ao jogo ofensivo. 

O empate não foi o fim do mundo. Foi considerado um ponto ganho, dada as características do enfrentamento.  

O Inter reclama do pênalti que originou o gol dos pernambucanos. Os de Recife reclamam que Nilmar estava impedido no seu gol. Devem gritar mesmo.

Numa arbitragem pobre, irregular, de muitos erros, Rodrigo Cintra viu o que ninguém notou, nem o mais fervoroso torcedor do Náutico, um pênalti. Radamés colocou a bola na marca da cal, chutou e marcou, curiosamente na mesma goleira onde Galato defendeu o histórico pênalti da decisão da segundona em 2005.

Jogar no Estádio dos Aflitos, seja otime que for, é o mesmo que enfrentar a grama judiada dos piores estádios do interior do interior gaúcho. Olha que eu falo da várzea no sentido claro da palavra. A grama irregular, lotada de buracos, do campo de jogo do Náutico deveria ser (e olhe lá) palco de jogo de divisões inferiores, assim como o da Ilha do Retiro. Não falta dinheiro, falta asseio aos dois clubes.

Campo ruim é o pior inimigo do bom futebol, lá ou aqui. A bola se nega a rodar macia, de pé em pe. O jogo fica feio, ruim de ser assistido, nas arquibancadas ou na frente da tevê. Uma CBF séria vetaria um gramado assim, talvez o pior da Série A.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio vence Cruzeiro com futebol de gente grande

19 de julho de 2008 61

Líder do campeonato ainda não, vice sim, com absoluta justiça, depois de uma apertada, suada e batalhada vitória no Estádio Olímpico. O magro 1 a 0 sobre o Cruzeiro, injusto, porque o correto seriam 3 a 0, dá paz e tranqüilidade aparente aos gremistas.

Ninguém vai conseguir arrancar o segundo lugar do Grêmio no Brasileirão 2008 até a rodada do meio da semana – se é que alguém vai. Há nove rodadas o Grêmio freqüenta o G4. O bom trabalho passa por Celso Roth, ah, passa.

 Num belo jogo, veloz, disputado, com muitas chances de gol, o Tricolor dominou o adversário completamente. O Cruzeiro desembarcou manco na Capital, sem seus três melhores homens de meio-campo. Durante todo o jogo, não mostrou o futebol que o mantém entre os times mais eficientes. Mas é sempre um adversário difícil.

O Grêmio aproveitou, jogou muito bem, atacou e Paulo Sérgio marcou o belo e solitário gol do jogo. O lateral fez uma das sua melhores partidas, apenas dos seus naturais erros de passes, cruzamentos e posicionamento. Apareceu mesmo em três conclusões ao gol.

A Rádio Gaúcha escolheu Paulo Sérgio como o melhor em campo. Não foi injusto. Eu vi William Magrão melhor, mais presente, acertando passes, tentando a jogada ofensiva, se impondo na defesa, articulando o jogo. Ele volta a despontar como o melhor jogador da equipe. No primeiro trimestre, antes da lesão, ele já era o nome do time. Será o destaque outra vez em breve.

Anderson jogou bem. Réver e Pereira dominaram os atacantes. Rafael Carioca pareceu enfeitado demais para um jogo tão importante. Coisas da idade, de jovem sem a expriência ideal.  

O que doeu mais no torcedor, o das arquibancadas de cimento e o das cadeiras mais confortáveis da tevê, foram os gols perdidos, a incrível seqüência de erros de conclusão.

Somando Perea, Andé Luis e Reinaldo não dá um. A imperícia dos atacantes impressiona. O erros nas conclusões beira o absurdo. Todos sabem, menos eles, que a soma de gols gera saldo, algo que pode ser decisivo na tabela.

A vitória dá novo status ao Grêmio, gera seis pontos (pela colocação do Cruzeiro) e aumenta a responsabilidade. O time se transforma em alvo preferencial dos adversários.

O sempre incômodo Figueirense espera os gaúchos quinta-feira, depois o Palmeiras, em Porto Alegre, e então o Coritiba no Pasraná. Três integrantes do G10 aguardam Celso Roth que, outra vez, retirou um atacante e apostou num homem mais marcador (ok, o Grêmio venceu, mas é precido dizer). Talvez a colocação de Rodrigo Mendes no setor pudesse dar ao Grêmio mais inteligência ofensiva. Mendes, ao contrário dos colegas de ataque, conclui com mais qualidade.

A vice-liderança, a idéia da liderança, a vaga na Libertadores, obriga vitórias também fora do Olímpico, que “bombou” outra vez no sábado noturno de outono em pleno inverno. Com a temperatura mais baixa, o jogadores conseguiram correr mais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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D`Alessandro, primeiro presente do centenário

19 de julho de 2008 33

D’Alessandro, 27 anos, é primeiro presente do Inter aos seus torcedores pelos cem anos do clube. É um mimo antecipado, um presente anunciado, um carro importado na garagem. O jogador é um pequeno diamante.

O argentino pode não ser o grande jogador do seu país, mas é um pé esquerdo capaz de arrastar multidões ao estádio. É um prazer vê-lo jogar. É o futebol na sua essência.

D’Alessandro é um jogador baixo, ágil, ousado, veloz, de drible perfeito e um chute poderoso de pé esquerdo. Faz gols de falta, gosta de arriscar de meia distância. Não o imagine como marcador, porém. Ele não é.

Ele é de outro tipo, dos que fazem carinho na bola, dos que a bola gosta de rodar em volta, sempre bem tratada que é.

O seu custo é alto, quase R$ 11 milhões, num negócio proibitivo pelo volume do bolso dos clubes brasileiros, sempre nadando contra as dívidas. O salário de três dígitos deve ser um dos maiores do país, talvez o maior, fala-se em mais de R$ 300 mil mensais, algo nada exorbitante se o real for transformado em dólar, se o leitor pensar no real valor do jogador. O Inter ainda arrumou parceria para fechar o seu negócio do ano.

D’Alessandro foi revelado nas categorias de base do River Plate. Surgiu no cenário do futebol da Argentina ao lado da geração que produziu Saviola e Maxi Rodrigues. Foi campeão nas Olimpíadas de Atenas usando a camisa 10 da seleção, o seu número favorito. 

Seu maior erro profissional foi deixar apressadamente River em 2003, aceitar o aceno do Wolfsburg. Mas a proposta de nove milhões de euros foi mais forte do que tudo. Entrou pela porta errada do futebol europeu.

D’Alessandro ficou rico, mas seu futebol, que parecia destinado aos clubes de ponta do continente, murchou. Do interior da Alemanha, ele passou pelo inodoro Porthsmouth, depois pelo decadente Zaragoza, voltou ao seu país de origem com a camisa do San Lorenzo.

O Inter é um recomeço no Exterior. O futebol de D’Alessandro merece algo melhor do que Os Wolfsburg da vida. Ele tem potencial para ser um jogador histórico no Inter. Mas como é um estrangeiro, antes será necessário observar a sua adaptação ao novo país.

Qualquer torcida, em qualquer país do mundo, soltaria uma dúzia de foguetes pela contratação de D`Alessandro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio enfrenta quatro inimigos do G10 em 12 dias

18 de julho de 2008 23

Os números afogaram o Grêmio nas últimas cinco partidas desde o clássico Gre-Nal, o que escancarou as fragilidades no time azul. Foram 15 pontos disputados. Do total, o tricolor venceu apenas seis. Queimou todas as gorduras acumuladas (e mais um pouco) no seu meteórico início de Brasileirão. Mas, mesmo assim, vive no doce planeta do G4, com passaporte para a Copa Libertadores.

 

O Grêmio é terceiro colocado, mas não se afirma como tal. Não joga com robustez para tanto. Não convence, apesar da equipe, que está na média dos outros times de ponta do futebol brasileiro. A fase de coitadinho passou. Em 12 rodadas não se vê muito diferença entre o Grêmio e os outros que brigam pelo título, que lutam pelos quatro primeiros lugares.

Os últimos cinco adversários estavam todos abaixo da faixa do G10 quando enfrentaram o Grêmio. E o Grêmio venceu apenas uma vez, fez apertados 2 a 1 num saco de pancadas chamado Portuguesa, Lusa para paulistas e vizinhos mais próximos.

Os futuros quatro inimigos gremistas dos próximos 12 dias são todos do G10: Cruzeiro (2º), Figueirense (7º ), Palmeiras (4º) e Coritiba (10º). Equipes teoricamente mais capacitadas que a maioria das cinco anteriores, times que podem definir a força real do time de Celso Roth antes da estréia de Souza e Orteman. Dois jogos em Porto Alegre, dois jogos fora.

A campanha do Grêmio no Estádio Olímpico recomenda, garante os pontos desperdiçados fora. Em seis jogos, conseguiu quatro vitórias e dois empates.

Para o Cruzeiro, jogo longe do Mineirão não é bom negócio. Em cinco jogos, conseguiu uma vitória, dois empates e duas derrotas.

Vitória, só a vitória, o jogo de sábado não tem outro significado. Empate segura o Grêmio, derrota, perturba. Os seis jogos disputados representaria então apenas sete pontos ganhos em 18 possíveis. É conta de candidato ao meio da tabela.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter 1 a 0, resultado foi melhor que o jogo

17 de julho de 2008 14

Nilmar retirou do corpo a incrustrada poeira da má fase. Fez o gol da vitória, no magro 1 a 0 sobre um Galo (do Gallo) sem esporas mais afiadas, criou as melhores jogadas ofensivas, tabelou, driblou e concluiu. Nilmar jogou a sua melhor partida em meses.

Parecia o Nilmar de outros e melhores carnavais. Merecia um gol mais, no mínimo. Foi melhor em campo entre os 28 na noite quente de inverno no Beira-Rio. Gostei também de Dani e Magrão. Alex e Guiñazu jogaram pouco.

 

O Inter se manteve invicto na Capital, estacionou nos 18 pontos e está distante apenas três pontos da Zona da Copa Libertadores, o sempre bem-vindo G4. O aproveitamento de Tite no Brasileirão é de exemplares 76%.

Mas que ninguém se engane com o esquálido, porém importante resultado. A vitória foi melhor que o desempenho do time, uma equipe desequilibrada, com poucas jogadas pelas laterais, um buraco no meio-campo, quase um deserto de criatividade, uma ausência de passes perfeitos e bom toque de bola.

Nilmar fez tudo o que o time não fez. Pertubou sozinho uma defesa inteira do atrapalhado adversário. O impetuoso Taison, outra vez, jogou abaixo do que pode. Mas é garoto, vai crescer.

A real velocidade ofensiva do time nasceu apenas no segundo tempo, depois que o Atlético MG passou a atacar sem olhar para trás. O Galo abriu espaço e então Nilmar, Taison e Walter quase ampliaram. Faltou pontaria e tranqüilidade. O trio consegue armar contra-ataques em altíssima rotação.

Walter precisa jogar mais. Adriano não precisa. Walter é o futuro.

A viagem ao Nordeste, o jogo na Recife dos Aflitos, se transforma em outro teste decisivo. A possível subida ao começo do topo na décima terceira rodada passa por um vitória contra o Náutico, sem Ricardo Lopes, Edinho e Alex (amarelados), e um tropeço dos que vivem acima do Inter no momento.

O Inter precisa mostrar quem é e o que quer em Pernambuco. Time que deseja entrar na área restrita da Libertadores precisa vencer fora do seu estádio. Agora é impossível adiar.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter espera o frágil Galo de Gallo no Beira Rio

17 de julho de 2008 7

Beira-Rio é a gigantesca fortaleza colorada. O Inter disputou cinco partidas em seu solo, venceu quatro e empatou uma. Fez 13 pontos em 15 possíveis apenas na beira do lago. Se mantivesse a mesma performance distante da Capital, estaria entre os líderes, brigando com o Flamengo, melhor time do país na atualidade. Mas o “se” não existe no futebol. É apenas tema de conversa de bar.

 

A realidade do Inter (9º colocado) é bem outra, ainda busca novas idéias de futebol, novas formações, novo time com a cara de Tite. No Paraná, domingo passado, o Inter foi mal outra vez, apenas empatou, exibiu um meio-campo incapaz de criar, um ataque ineficiente, começando pela estrela Nilmar, passando por longa má fase.

O adversário de hoje é o ideal: uma boa vitória, um pulo na tabela. Não que o jogo seja fácil. No Brasileirão, creia, nunca é. O Atlético MG (15º colocado) tem tradição. O que não tem é um time qualificado. Sem vencer fora de casa, rondando a zona do rebaixamento, 12 pontos ganhos em 33 possíveis (11 rodadas), cinco jogos consecutivos sem vitória, o Galo mineiro é uma caricatura dos seus melhores momentos.

Para piorar ainda mais, os dois principais jogadores, Danilinho e Petkovic, estão fora. Uma das opções do mal amado técnico Gallo, aqui e em Minas, é o veterano Marques. E o lateral esquerdo, imagine, é o improvisado César Prates. O Galo de Gallo não vence o Inter em Porto Alegre desde 1986.

A torcida mineira está tão furiosa com o seu time que vai promover um protesto inédito, eu acho, em futebol. Os torcedores prometem ficar em volta do Mineirão durante o jogo com o Coritiba, domingo. Não querem entrar, desejam gritar. Eles prometem protestar contra tudo e todos: jogadores, técnicos e dirigentes.

Com Guiñazu de volta, com Taison, que não foi bem nos últimos dois jogos, com Edinho e Marcão tentando encontrar a velha forma perdida, o Inter, que soma 15 pontos, busca mais em casa, precisa de mais. Com 18 pontos se aproxima do G4, fica três pontos distantes, mas ainda depende de terceiros. A vitória, portanto, é decisiva para o futuro imediato do Inter. Não há uma segunda opção.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio empata em Recife, mas sabor é de derrota

16 de julho de 2008 43

O empate, que não seria um resultado ruim na Ilha do Retiro, se transformou num resultado péssimo, quase desastroso, depois dos 90 minutos. O Grêmio esteve duas vezes na frente, dominava o jogo, permitiu o 2 a 2 aos 37 minutos do segundo tempo, e não conseguiu saborear o ponto ganho.

Saiu de Recife com o ocre sabor da derrota sem ter jogado mal toda a partida. Mas continua entre os representantes do G4, times com vaga na Libertadores. A posição diminui parte da sensação ruim

O Sport não foi o time turbinado da Copa do Brasil, a “Bombonilha” não sacudiu. O Leão foi manso em boa parte do jogo. O primeiro tempo foi de dar dó, com um festival de passes errados dos dois lados. O 0 a 0 castigou todo mundo, até quem estava do outro lado da tevê.

O Grêmio jogou o seu melhor segundo tempo nos últimos cinco jogos, mas os defeitos foram os mesmos de sempre. Paulo Sérgio não consegue jogar, passar ou organizar. Seu cruzamento é um bride ao sistema defensivo do adversário. A defesa, com Pereira indeciso nas bolas altas, falhou nos dois lances de gol do Sport, duas jogadas de bola parada, resultado das 18 faltas gremistas marcadas na parte final.

Roth fez as suas mudanças clássicas: seis por meia dúzia. Trocou um zagueiro por outro, um lateral por outro lateral. Saiu um atacante entrou um novo atacante. Não há variações, não se nota jogadas ensaidas.

Mais solto mais confiante, William Magrão fez um gol e foi o melhor em campo. Rafael Carioca estve bem. Tcheco jogou melhor do que na estréia. Dá mais qualidade ao time, equilibra o jogo, coloca a bola no chão, fora as suas sempre perigosas bolas cruzadas para área adversária. Rodrigo Mendes entrou e fez um gol de cabeça. Marcel estve isolado. André Luis só corre.

O Grêmio (e o Sport também) se queixa da arbitragem de Paulo César Oliveira. Nada mais justo. Oliveira é o juiz mais prepotente do Brasil. Só apita assim, porque lhe falta qualidade técnica. Ele usa o cartão amarelo como arma. Exibe quando alguém reclama. Trunca o jogo, apita todas as faltas possíveis e impossíveis. Jamais pensa em deixar o jogo correr. Assim pode parar, respirar e continuar apitando. É juiz da Fifa. Pobre Fifa.

Sábado, no final da tarde, o Olímpico vê Grêmio, sem Marcel, e Cruzeiro. É jogo de seis pontos. Empate como o de Recife, ou qualquer outro, dá novo sinal de derrota. Se vencer os mineiros, o ponto de Recife até pode ser saudado como posititivo na contagem geral da irregular tabela do Brasileirão.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Milan não quer saber do passado de Ronaldinho

16 de julho de 2008 24

O outro Milan de 2008: Abiatti (E), Maldini, Ancelotti, Galianni, Flamini e Antonioni/Antonio Calanni, AP
O Milan festeja Ronaldinho. Imita fãs do passado, antes alegres e otimistas torcedores de Grêmio, PSG e Barcelona. Três times que levaram Ronaldinho a bordo do coração, mas foram traídos, cada um ao seu tempo, ao seu modo.

 

Os milanistas não querem saber do anteontem, como o povo da Catalunha não quis olhar o que se passou em Porto Alegre e Paris na virada do milênio. Só desejam ver e tocar em Ronaldinho, imaginar as suas primeiras jogadas, seus primeiros grandes gols. O importante é o futuro, uma volta ao título italiano, uma vaga na Champions League 2009/2010, um esquadra imbatível.

Ronaldinho Gaúcho é o jogador dos sonhos de quase todos os times do mundo, menos dos times por onde já passou. Ronaldinho sempre teve um preço, sempre teve uma saída sem palmas, gritos e assobios. Sempre encontrou alguém disposto ao saque de alguns milhões de euros em nome do seu passe, do seu futebol. Com o Milan vai acontecer a mesma coisa em três, quatro anos.

Quem faz com três, completa com quatro, chega ao quinto. Não basta sair, trocar de clube, com se comporta a imensa maioria dos jogadores de futebol globalizados. É preciso sair rasgando a historia que está por trás dele num determinado clube. A psicanálise explica melhor.

Ele vai sair da Itália como deixou o Brasil, a França e a Espanha. Sempre por uma pequena e pouco convidativa porta lateral. Deve fazer assim sucessivamente até seu último dia pós-pé na bola.

Bom, como é milionário e compra tudo o que o dinheiro alcança, Ronaldinho pode encomendar uma ilha no meio do Pacífico e fazer dela seu ninho. Lá, sem passado, ele encontrará seu futuro. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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D`Alessandro será o jogador mais bem pago do país

15 de julho de 2008 65

Andrés D`Alessandro é quase um sonho real colorado. O meia canhoto é jogador de categoria mundial. Seu passe vale US$ 14 milhões. O Inter e seus investidores bancam 50%. Os outros 50% pertencem ao Zaragoza. O jogador nasceu no River, onde tocou na Seleção Argentina, passou apagado pelo Wolfsburg, naufragou no Zaragoza.

 

A sua passagem discreta pela Europa não pagam seu futebol, que brilhou na Libertadores com a camisa do San Lorenzo. D`Alessandro joga na mesma posição de Alex, as vez um pouco mais avançado. É hábil, driblado, bom passado e tem um perfeito chute de pé esquerdo. Faz gols, não sei se mais do que Alex.

O repórter Leandro Behs, sempre bem informado, disse que Guiñazu fez um ligação particular ao conterrâneo e apresentou a realidade colorada. Do outro lado, quem ouviu, gostou. Ficou, ao que parece, até um pouco surpreso. A maioria dos jogadores argentinos não sabem da nossa realidade.

Com D`Alessando, o Inter faz o maior negócio do ano no país, depois da contratação de Adriano pelo São Paulo. O argentino terá o maior salário entre os jogadores do nosso futebol, passando fácil dos R$ 300 mil mensais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dois anos longe da bola, Sorín ainda quer jogo

15 de julho de 2008 5

Juan Pablo Sorín, 32 anos, ganhou um cartão vermelho do Hamburgo. Ficou dois anos na Alemanha. Custou 2,5 milhões de euros. Fez apenas 24 jogos pelo Campeonato Alemão e três pela Liga dos Campeões em duas temporadas.

 

Sorín está livre no mercado, mas sucessivas lesões no joelho não o recomendam mais. O argentino ainda não quer parar. Acha que pode mais, quer mais, diz que tem força para superar quase dois anos longe da bola. Anda pedindo uma chance. Quem se habilita ao contrato de risco?

Ala esquerdo por natureza, goleador eventual, Sorín era titular da Seleção da Argentina até que o joelho o impediu de continuar jogando bola com regularidade e em ritmo de competição.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quando o craque não é bem-vindo aos seus ex-clubes

14 de julho de 2008 19

Daniel Alves foi contratado pelo Barcelona e anunciado apressadamente como o melhor lateral do mundo/Manu Fernandez, AP
>Os dirigentes do Barcelona estão de joelhos, mirando os céus, orando em silêncio. Viram a proposta oficial do Manchester City: R$ 32 milhões de euros (cerca de R$ 81 milhões), mais R$ 12 milhões de euros (R$ 30,4 milhões) anuais por Ronaldinho Gaúcho. O futebol é louco mesmo. Ronaldinho não vale tanto, hoje vale pouco. Contratar um jogador com o comportamento de Ronaldinho é um risco absurdo.

 

Os dirigentes do Barcelona não acreditaram quando os ingleses colocaram a proposta em cima da mesa. Imaginaram que Ronaldinho não renderia a metade. O jogador está perto dos 30 anos, não tem se comportado como um atleta, não respeita mais os dirigentes. Joga quando quer, treina quando tem interesse.

O Barcelona anotou também a oferta do Milan, que é inferior: 20 milhões de euros pelo atleta (R$ 50,7 milhões) e ainda 6 milhões de euros (R$ 15,2 milhões) anuais de salário.

Ronaldinho prefere o Milan, uma vitrine, uma grife. O Barcelona quer o City, um time sem grife do interior da Inglaterra, mas que dá mais dinheiro. Os dois estã fora da Champions League, por exemplo. O City é o rival do United em Machester e com raros troféus para exibir.

Ronaldinho sai do Barça como saiu do Grêmio, como deixou o PSG, sem o carinho da torcida, por uma porta lateral. Ele pode achar que está tudo bem, tudo o.k., com o caminhão de dinheiro que anda atrás dele. Mas não está, claro que não.

Deve ser ruim, muito ruim, um jogador não ser mais bem-vindo em clubes que o tinha como um deus de chuteiras. Claro, ele não se importa, não está nem aí. 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O verdadeiro Marcel é o matador da Portuguesa?

14 de julho de 2008 20

Leitores ligam, escrevem e perguntam.

— O que aconteceu com Marcel?

Marcel marcou duas vezes. Sacudiu duas vezes as redes da Portuguesa em dois lances de área, de grande área. Terra que o centroavante precisa conhecer como a sua própria sala de estar.

Marcel recebeu duas bolas pelo alto. Aparou uma com a cabeça. A outra dominou no peito, baixou a bola na grama e fuzilou. Domingo, Marcel funcionou. Foi o centroavante que todos os clubes necessitam. Saiu de campo com quase todos os aplausos, a outra metade ficou com Victor.

O que Marcel precisa agora é exibir regularidade. Carimbar as redes com mais freqüência. O que ele não pode fazer, porque não sabe, é armar, buscar a bola nas laterais e tentar a tabela no meio. A bola é um melão no pé de Marcel, não pára, dá choque.

Sua terra natal é a grande área. É no interior deste pedaço árido, perigoso e difícil do gramado que ele precisa mostrar suas qualidades, brigar com zagueiros enfurecidos, estufar as redes, aproveitar seu tamanho, impulsão, corpo, força do pé direito.

É na área (e só nela) que Marcel será valorizado, na hora do gol. Longe dela será mais um candidato ao banco eterno.

O que resta saber agora é se Marcel tem fôlego para continuar marcando gols com a regularidade que um time exige. Não há outra pergunta. Seus últimos anos como jogador de futebol dizem que será difícil Marcel garantir uma boa seqüência de gols no Olímpico. Mas sabe como é, né, futebol é um tema ilógico.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio ganha, Inter empata, mas sem bom futebol

13 de julho de 2008 55

Grêmio fez três pontos porque jogou no Olímpico e passou pela Portuguesa de virada (2 a 1). Fora, o Inter continua sofrendo a síndrome do Beira-Rio (só ganha em casa), e apenas empatou em Curitiba com o Atlético (1 a 1).

 

O Tricolor ganhou uma posicão na tabela do Brasileirão 2008, após a importante vitória. É terceiro, ainda na zona da Copa Libertadores da América. O Colorado perdeu uma posição, ficou em nono, cinco pontos atrás da área da Libertadores.

O Inter mereceu o empate. O Grêmio merecia o empate. Os dois foram pobres em todos os sentidos, especialmente no meio-campo. Aí, foram iguais, sem nada de criatividade, apenas correria e combate. Sem inteligência nos dois setores, as defesas sofreram, os ataques não produziram nada. Decepcionaram os fãs que esperavam algo mais, bom futebol, qualidade, esperança. O meio-campo deve criar, não apenas marcar, pegar, combater. Precisa de inteligência.

O Grêmio teve a volta de Tcheco, que pouco acrescentou ao time. O que melhorou mesmo foram as cobranças de escanteio do lado direito, obra de Tcheco. Mas ele não deu a criatividade, ofereceu neurônio. Tcheco ainda procura a sua melhor forma, o seu real ritmo de jogo.

Quem finalmente aparece na grande área foi Marcel, dois gols marcados no interior da mesma grande área. Foi o matador que o Grêmio espera, mas não confia. Seus gols são sazonais. Se começar a marcar com regularidade, a crítica muda de lado. Antes de recebe a sua carteirinha oficial de centroavante matador, Marcel precisa encontrar a sua regularidade. Qual é? Ninguém sabe ainda.

Celso Roth mudou o time mais uma vez, insistiu com André Luis, Paulo Sérgio e, claro, Makelele, e foi envolvido pela Lusa. Não perdeu por pouco. O problema de marcação no meio-campo azul é crônico.

Roth ganhou sem convencer. Jogou com três atacantes (André, Marcel e Rodrigo Mendes, mas outra vez) e não fez cócegas na defesa adversária. Quanto estava 1 a 1, tirou um atacante e colocou um volante. Ganhou o segundo gol no puro detalhe, numa rara chances de gol na partida.

O Inter lamenta o empate. Não pelo futebol desinteressado e apático que praticou no Paraná, mas pelo pênalti que o árbitro Giuliano Bozzano inventou. Passa ano, chega ano, Bozzano continua na parte de baixo do ranking da arbitragem brasileira.

Com certeza ele deve ter padrinho com nome e sobrenome forte na CBF. Bozzano adora apitar uma falta, pois assim ele pode parar, respirar e recomeçar. Ele não agüenta jogo corrido.

Índio salvou o Inter numa jogada aérea, achou o empate, ganhou um ponto. Nada mal, somou um ponto fora depois de duas vitórias em Porto Alegre. Tite escalou mal a equipe. Com Edinho e Maicon, o time ficou sem boa saída de bola. Depois, tirou Taison e colocou Adriano. Apostou num companheiro para Nilmar, mas murchou o meio-campo.

A má fase de Nilmar está sendo longa e inclemente. Nilmar é a maior decepção do Inter na temporada.

Agora, o Inter volta ao Estado (Atlético PR), o Grêmio viaja ao Nordeste (Sport). A situação se inverte. O Inter se desesperará com um empate, o Grêmio não. Mas a sobrevivência no G4 não se dá com o oxigênio de resultados iguais, só com as vitórias em série, em casa e fora.

Postado por Zini, Porto Alegre

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