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Posts do dia 25 agosto 2008

Gre-Nal: vitória é uma obrigação colorada

25 de agosto de 2008 92

O Gre-Nal é jogo único, especial e espetacular. Vi confronto parecido, como Atlético e Cruzeiro, nada parecido, como Santos e Corinthians, Palmeiras e Santos, Fla-Flu ou Manchester United e Liverpool ou ainda Inter e Milan, ainda não pude presenciar ao vivo um Boca e River na Bombonera, nem Real Madrid e Barcelona no Santiago Bernabeu.

Assisti ao clássico que supera todos os outros em voltagem, Celtic e Rangers, na Escócia. Mas aí religião veste calção e chuteiras, uma das torcida, por exemplo, canta hinos pornográficos com o Papa e tudo se transforma numa guerra que sai do estádio, entra nos pubs e se espalha pelas avenidas e casas de tijolo de Glasgow.

Gre-Nal é um jogo raro, esperado, aguardado, marcado no calendário dos gaúchos.

_ No Gre-Nal a gente mata eles.

A frase acima é a mais ouvida nas conversas entre torcedores de ambos os lados. O Gre-Nal tem poder redentor, tem força de destruição. Se tudo está mal, o clássico pode salvar uma torcida do desespero ou, por outro lado, enterrá-la por tempo indeterminado.

A injusta Copa Sul-Americana convocou dois clássicos para a sua primeira fase. Líder do Brasileirão, o Grêmio nem ligou, escalou um time reserva e arrancou um insuspeito 1 a 1 (obrigado pela correção, leitores) no Beira-Rio.

O Grêmio repete os reservas. O Inter escala o melhor ao alcance de Tite, dono do grupo de jogadores mais caros do Brasil. O Grêmio acerta na preservação dos 11 que lideram o Brasileirão. O Inter também acerta ao reservar ao Gre-Nal o que de melhor existe ao seu alcance.

A Copa Sul-americana é uma saída se o G-4 não vier. É um titulo, menor, porém continental. Dá prestígio e algum dinheiro.

O Gre-Nal, se diz, sempre se afirmou, não conhece favoritos antes do pique inicial da bola. As duas camisas superam o poder dos jogadores. Jogariam sozinhas em noite nublada e de vento em estádios mal iluminados.

O certo é que o clássico se transformou em algo inédito neste final de agosto. Jogadores da maior folha de pagamento do Brasil enfrentando os reservas do Grêmio. O Inter que entra em campo é quase o mesmo do Gre-Nal do 1 a 1, mas já tem mais jogos, os jogadores se conhecem melhor e ainda conta com Alex. A vitória é uma necessidade. É ar puro.

Se o Inter for eliminado do torneio continental pelos reservas do adversário número 1, uma crise enorme pode se abrir no Beira Rio. O tamanho só se verá depois da partida contra o Sport, em Recife, na seqüência do Brasileirão. Desta vez, a obrigação de vitória é toda colorada. Ou você tem alguma dúvida?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Shevchenko é o novo rival de Pato no Milan

25 de agosto de 2008 18

Pato (9) jogou menos do que o esperado na China e o Milan chamou de volta o goleador Shevchenko/Ricardo Mezalan
O Milan anunciou o sempre esperado retorno do ucraniano Andriy Shevchenko, 31 anos, o filho pródigo. O goleador foi um dos nomes máximo do Milan nos últimos anos, antes de ser emprestado ao Chelsea e ficar as duas últimas temporadas em Londres, mudo de gol.

 

Ele fez apenas nove gols em 47 jogos com o Chelsea. O atacante foi contratado pessoalmente pelo russo Roman Abramovich. O bilionário, que gastou US$ 62 milhões, impôs o jogador aos técnicos Mourinho e Grant. O resultado visível foi que o temível goleador de outros tempos ficou mais na reserva do que dentro de campo.

A volta ao Milan foi saudada com muita alegria. Ele continua ídolo e os fãs não esquecem que o jogador marcou 73 gols em 296 partidas. O Milan está fora da Champions League. Resta ao time a Copa da Uefa, a Copa da Liga e o Campeonato Italiano.

A chegada de Shevchenko é uma péssima notícia para Alexandre Pato. Com Ronaldinho, Kaká e Shevchenko, o paranaense deve ficar mesmo no banco de reservas.

Com apenas 18 anos, Pato ainda precisa aprender, saber como jogar na Europa, ganhar musculatura e vivência. Ninguém duvida do potencial de Pato na Itália, mas quase todos têm certeza que ele ainda precisa ganhar mais experiência.

Pato jogou abaixo das expectativas na China. Dunga o colocou mais para baixo ainda. O brasileiro começa a temporada na Itália em baixa.

Se quiser e gostar de aprender, Pato pode ter em Shevchenko um professor com doutorado em grande área, um especialista em marcar gols, um centroavante histórico.

Postado por Zini, Porto Alegre

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