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Posts de agosto 2008

Inter perde o rumo no Brasileirão

31 de agosto de 2008 35

O Inter se desmancha aos poucos a cada rodada do Brasileirão. Ganha uma, perde outra, empata. O Colorado ainda procura a sua regularidade escondida, desconhecida. As dúvidas de que o time possa encontrar o seu futebol nas últimas 15 rodadas da competição são muitas. São gigantescas. Aumentaram mais ainda depois de nova derrota, desta vez em Recife (1 a 0). O Inter. perdeu a confiança. A tabela é a maior prova.

 

Ao Inter, antes de tudo, antes das idéias de Tite, falta condicionamento físico. Os jogadores não têm condições de obedecer o esquema tático (certo ou errado é outra questão) desenhado por Tite. Falta fôlego, falta força, não sobra vontade.

O Inter está lotado de problemas. Seus dois melhores jogadores, Nilmar e Alex, nesta ordem, estão rodeados por empresários dispostos a fazer da dupla novos milionários. Eles não sabem se a partida com o Sport foi o último jogo com a camisa vermelha ou se será o próximo. A dupla está com a cabeça na lua, nos milhões de euros, e ninguém pode culpá-los. Você não poderia agir diferente.

Décimo primeiro colocado, distante da linha previlegiada do G-4, o Inter ainda usa a matemática para dizer que pode chegar ao porto seguro da Libertadores. Mas os números estão cada vez mais contra o time, as calculadoras não funcionam. A regularidade não chega, as duas vitórias consecutivas nunca se confirmam.

Mesmo perdendo, a rodada não foi uma tragédia total para o Inter. Foi apenas muito ruim. Só Grêmio e Palmeiras venceram. Cruzeiro, Botafogo, São Paulo, Flamengo, Coritiba e Vitória, sedentos candidatos ao Olimpo da Libertadores 2009, empataram, alguns deles jogando em casa.

Neste ritmo, um vitória, um empate e uma derrota a cada três jogos, o Inter começa a pensar na Copa Sul-americana como uma saída estratégica. Deve investir toda a sua força na copa continental, taça que nenhum clube brasileiro conseguiu erguer, só viu sua imagem na tevê. A Sul-americana parece o último consolo de 2008. O projeto dos “100 Anos” deve passar longe da Libertadores da próxima temporada, ao menos que o futebol produza um dos seus milagres.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Com gols de cabeça e Tcheco, o Grêmio segue firme

31 de agosto de 2008 23

Outra nervosa e intensa rodada passou, a 23ª, e o Grêmio segue no cume da liderança sem observar ninguém ao lado ou na frente. Ganhou do Vasco, 2 a 1, mas merecia mais gols na frente de quase 38 mil eufóricos admiradores. Foi um jogo suado e sofrido até o último segundo.

 

Ninguém estranharia um 3 a 1 ou algo mais elástico. O Tricolor dominou o jogo inteiro, teve a posse da bola, criou situações de gol e só não fez mais gols porque os seus atacantes e meias falharam nas conclusões.

Dois atacantes plantaram os três pontos no Olímpico com dois gols de cabeça. Dos 40 gols marcados na competição, 12 foram de cabeça. A distância do vice continua pintada em cinco confortáveis pontos. O Palmeiras ganhou fora, no Paraná, 2 a 1 no Atlético, com um golaço do ex-gremista Diego Souza. O resultado obriga o Grêmio a marcar ponto fora de Porto Alegre na próxima rodada, contra o Fluminense. O empate não é ruim. Pode ser bom se o Palmeiras tropeçar.

Não pense que o jogo foi fácil, o Vasco estava bem organizado, teve toque de bola, mesmo jogando sem alguns titulares. Jogou mais do que se esperava dele. Mas o Grêmio marcou muito, foi solidário e buscou os gols em todos os 90 minutos. No final do jogo, Marcel corria no meio-campo ajudando a marcar. Soares fazia o mesmo do outro lado.

O Grêmio exibiu os mesmos problemas de jogos anteriores. Um deles foi a repetida má performance ofensiva dos seus dois laterais. Paulo Sérgio e Anderson Pico destoam dos outros noves jogadores e fazem Celso Roth pensar em outras opções. Os atacantes também não estiveram bem no primeiro tempo, especialmente Perea. 

Tcheco jogou uma grande partida e foi no melhor em campo. Souza foi bem. Marcel (ou o Tanque, como diz o inimitável Marco Antônio Pereira) fez a jogada do primeiro gol, marcou o segundo. Pereira e Rever jogaram na sua média, sempre seguros.

O Grêmio segue na liderança porque é o melhor e mais regular time da competição. É candidatíssimo ao título, como todos sabem, justamente por jogar sem salto alto, por se dora inteiro em cada jogo, por disputar cada boola como se fosse a última. O preparo físico é uma das suas armas. Corre os 90 minutos e ainda quer mais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter joga no Nordeste de olho nos empresários

30 de agosto de 2008 26

O Internacional desembarcou do Gre-Nal ainda sem confiança, dele próprio, dos torcedores. Empatou em dois gols com os reservas do Grêmio depois de estar vencendo por 2 a 0. O resultado valeu uma vaga para a fase seguinte da Copa Sul-americana. Palmas pela classificação, jamais pelo resultado.

 

O Inter tem uma certeza e um pacote de incertezas. É certo que quatro jogadores, Índio, Guiñazu, Alex e Nilmar, sempre jogam bem, navegam na regularidade, a mesma que faz um time crescer, se destacar, ir para as cabeças.

Os outros sete companheiros não alcançam o poder dos quatro melhores. D’Alessandro, por exemplo, anda jogando bem menos do que pode. Bolivar é uma decepção. Daniel Carvalho perde peso na reserva. Clemer, por outro lado, apresenta falhas em quase todos os jogos e é o jogador mais criticado entre todos. tomando o lugar de Marcão. Aos 39 anos, ele não ostenta a segurança de outros dias e é questionado em todas as horas pelos fãs colorados.

No Nordeste, o Inter vai necessitar demais da força dos seus quatro melhores e dos outros. Se o reino do G-4 é uma fortaleza quase impossível de ser alcançada, uma vitória é uma motivação a mais para continuar tentando. Não há outro caminho. O adversário está alquebrado, sem dois dos seus melhores jogadores, Carlinhos Bala e Fumagalli, porém na sua ilha particular o Sport é um perigo.

É um jogo que o Inter precisa dar algo mais, da camiseta, do suor, não só os jogadores, mas o técnico Tite, que já consegue manter o mesmo time por mais de dois jogos. Se não todos os 11, pelo menos a base. O treinador precisa crescer junto com o time, escalar os melhores, modificar melhor, não repetir os erros táticos do Gre-Nal. Não adianta poluir o meio-campo com vários jogadores e renunciar o ataque. Tite tem se mostrado mais retranqueiro do que Celso Roth, que no Brasileirão joga sempre com dois atacantes.

Nilmar deve jogar, Alex também. A negociação envolvendo os dois jogadores ainda é um mistério. Mas a janela de transferência só fecha na segunda-feira. Os clubes europeus refazem suas contas. É hora dos últimos lances, das propostas finais, dos cheques definitivos. Nas contas mais rasas os dois estariam valendo mais de 20 milhões de euros. O Inter contrataria outros dois jogadores parecidos pelas mesma quantia? Não, eu digo. Falo ainda que Alex anda louco por um aumento salaria, ele que ganha quase três vezes menos do que Nilmar, mas vale mais de 8 milhões de euros.

Alex foi o melhor jogador da temporada vermelha até poucas semanas atrás. Hoje o cetro é de Nilmar, 11 gols no Brasileirão e um lugar na inconfiável Seleção de Dunga. Mas seu salário anda atrás dos rendimentos de Guiñazu e de D’Alessandro, entre outros.

Desconheço verdadeiro motivo que retirou Alex do clássico: o negócio envolvendo a sua venda, ainda não concretizada, uma lesão, no jogo com o Flamengo, ou outro qualquer? Você sabe?

O certo é que ele fez falta, sempre faz. O mais certo é que a torcida colorada deve levantar e aplaudir de pé a direção se ela realmente conseguir segurar (feliz) no Beira Rio o melhor pé canhoto do Estado no Beira-Rio.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Milan larga com Pato e Ronaldinho juntos

29 de agosto de 2008 3

As tímidas contratações da Europa na janela de agosto têm um único culpado. É português, joga na Inglaterra e chama-se Cristiano Ronaldo. Como o Manchester United não aceitou o caminhão de euros proposto pelo Real Madrid, o dinheiro não trocou de mão.

O Madrid não deu dinheiro ao United que, por sua vez, não buscou um substituto para o seu número 1. Se o time inglês tivesse vendido seu atacante favorito, poderia comprar Eto`o. O Barcelona teria dinheiro para buscar Drogba e o Chelsea conseguiria mais dinheiro ainda para trazer Kaká e o Milan compraria Gerard ou Lampard. O efeito cascata da venda do craque português atingiria clubes de três ou quatro países e os euros circulariam mais rapidamente.

É bom destacar também o mau momento econômico da Europa, o desemprego, a inflação, o alto preço do petróelo e a crise dos alimentos.

Dois dos três melhores campeonatos do mundo, o italiano e o espanhol – o terceiro é o inglês – começam neste sábado, o último de agosto. Aos gaúchos não há nada mais interessante do que o Milan de Ronaldinho e Pato, que estréia domingo contra o Bolonha. Campeão europeu e mundial de 2006/2007, o Milan foi um dos clubes que mais contratou nos últimos 30 dias.

Chamou Ronaldinho, saudou o regresso de Shevchenko, acertou com Flamini e Senderos, os dois do Arsenal, e buscou Zambrotta no Barcelona.

Ainda uma esperança na Itália, Pato deve ter trabalho triplo na nova temporada. Começa como titular, mas só os gols o seguram entre os 11 de cima. O quase eterno goleador Inzaghi, xodó da torcida, continua. O ucraniano Shevchenko voltou nos braços dos fãs. Um terceiro nome, terceiro goleador Série A da temporada passada, Marco Borrielo, foi comprado junto ao Genoa. O Milan ainda espera a recuperação de Kaká, que continua fora.

Rival do Milan, a Inter se enamora cada vez mais de Mario Balotelli, 18 anos. O nome é italiano, mas os seus pais nasceram em Gana. Pode jogar ao lado de Adriano, que o técnico José Mourinho jura recuperar, com Mancini, ex-Roma, como meio-campo pelo lado direito. O grande medo da Inter nem é o Milan, mas os ligamentos do joelho direito de Ibrahimovic.

A Inter é a equipe favorita, o time a ser batido, ganhou a Supercopa da Itália, tem um time pronto, mas corre contra Milan, Juventus, com o brasileiro Amauri, e Roma, com Júlio Baptista. Seria uma façanha se um destes três times conseguisse retirar o scudetto das mão da nova e poderosa Inter de Mourinho. Eles não miram apenas o título local, mas estão entre os favoritos ao título da Champions League.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A incrível história do número 9 que o Grêmio quer

29 de agosto de 2008 16

O nome do novo alvo gremista é Richard Morales, 33 anos. Os fãs uruguaios do Nacional, onde é ídolo e foi capitão, o chamam de “Chengue”, apelido que vem da infância pobre na cidade de Las Piedras. Com quase 2 metros de altura, esteve muito perto de acertar um contrato com o Flamengo, mas ficou apavorado com a violência no Rio, pegou o primeiro avião e voltou ao Uruguai. Montevidéu é melhor do que o Rio.

Uma das mais interessantes e recentes histórias do gigante Morales se deu em dia de superclássico uruguaio, mais precisamente a 13 de julho passado. Expulso de campo, Morales passou na frente da torcida do Peñarol e jogou a sua camisa do Nacional no meio da massa. O velho e histórico estádio Centenário explodiu em urros e palmas.

O gesto surpreendeu e causou grande polêmica na capital. Ele sofreu muitas críticas e pensou em largar o futebol. Ficou fora algumas semanas, mas voltou aos treinos no dia 11 de agosto. Está pronto para jogar a rodada do final de semana do Apertura uruguaio se o Grêmio não aparecer antes com seus dólares.

Torcedores do Peñarol queimam a camisa de Morales:

Abaixo, dois gols do centroavante:

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Grêmio precisa ser o Grêmio outra vez

29 de agosto de 2008 8

Aos pessimistas de plantão fica o retrospecto tricolor das três últimas partidas disputadas em oito dias: dois empates, uma derrota. Aos incrédulos permanecem vivas as três derrapadas de Celso Roth em igual número de jogos decisivos, Copa do Brasil, Gauchão e Copa Sul-americana.

 

Aos otimistas, porém, nada mudou. Respiram como se estivessem numa montanha de Gramado, respirando o ar puro dos quase perfeitos cinco pontos que separam o justo líder do discutido vice-líder, que não ganha fora do Parque Antarctica. O empate em 2 a 2 no Gre-Nal, segundo os últimos, é prova e contraprova da atual infabilidade do grupo tricolor, onde até alguns reservas alcançam elogios destinados aos titulares.

Eu estou rodeado pelas duas turmas, que me cercam na cafeteria de Zero Hora, pedem litros de café e exigem opiniões. Conto, vejo que os otimistas estão em maior número, confiantes, marcando ponto de encontro nas cadeiras no Olímpico dominical.

Ao Vasco, adversário de um Olímpico naturalmente tomado pelos azuis, restam mínimos elogios. Um time que luta, rodada após rodada, pela fuga do rebaixamento. O Vasco, ainda sem Edmundo, não assusta mais como em anos anteriores. Mas o time carioca é problema menor, aparentemente. Não pelo seu passado, só pelo seu comum presente.

A maior dúvida é o próprio Grêmio, que ninguém sabe se perdeu ou não a bendita regularidade que o mantém no cume da tabela do primeiro turno. Os 90 minutos poderão nos oferecer algo mais do que simples impressões.

O Grêmio joga pelo retorno do seu futebol competitivo, por mais três pontos, para fazer com que a diferença dos cinco pontos permaneça intacta. Deixar que os seus perseguidores, Palmeiras (fora contra o Atlético PR), Botafogo (no Rio, com o Náutico), Cruzeiro (Coritiba, no Mineirão), São Paulo (Santos, no Morumbi) e Flamengo (Flu, no Maracanã), tropecem na 23ª rodada.

Os inimigos, que querem a derrota gremista mais do que tudo na vida, andaram se perdendo pelos caminhos inóspitos das últimas rodadas, facilitando a boa-vida do líder. Ajudaram o Grêmio sem querer.

O bom e inusitado Gre-Nal fez ver que Souza tem lugar no time, que Orteman surge como opção fácil, que Adilson merece seus minutos e que mais um atacante de qualidade, que não apareceu entre os reservas, precisa ser contratado com urgência. O Roth do bom 3-5-2 está lotado de boas opções.

Entre os reservas, no gol, na defesa, no meio-campo, o Grêmio foi bem. Falhou no ataque. O ataque é um setor aberto, precisa de reforço de qualidade, precisa de gol. Contra o Vasco, o gol é a vitamina gremista. Sem um dose completa, o corpo sente, perde resistência, cai.

Dono do melhor ataque, 38 gols em 22 jogos, o Grêmio precisa estufar a redes como a mesma força de algumas rodadas atrás, Ninguém desaprende tão rapidamente.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gre-Nal abre a América ao inconfiável Inter

28 de agosto de 2008 66

Deu outro empate no Gre-Nal, 2 a 2, o Inter continua, o Grêmio fica parado. A freeway da inédita Copa Sul-americana está aberta aos colorados. O clássico foi mais quente que o esperado e imaginado, apesar do competitivo misto tricolor.

Foi o terceiro Gre-Nal de 2008 e o empate continua imperando, evitando as vitórias. O quarto vem aí, dia 28 de setembro, no Beira-Rio. Será o mais importante do ano, vale pontos importantes, quem sabe definitivos, no Brasileirão.

O Inter teve as melhores e mais claras situações de gol no primeiro tempo. Não liquidou o jogo por imperícia. Marcou duas vezes até a metade do segundo tempo, imaginou a partida na mão, recuou e deixou campo para o Grêmio, mais preparado fisicamente, jogar.

Souza, um dos nomes próprios da decisão, ao lado de Índio, comandou a reação tardia, chegou ao empate e saiu com a sensação de que a virada seria possível. Não foi. Mas o 2 a 2, apesar da saída da Copa, não foi encarado como derrota pela desclassificação quase anunciada.

O Inter sentiu o empate e não festejou a classificação como uma grande vitória e com todas as suas forças. Sentiu que, outra vez, o time, apesar do potencial, não conseguiu ir além do mínimo que se espera de um elenco milionário. A vitória era pura obrigação. O resultado, se foi bom por um lado, decepcionou pelo 2 a 2, depois de uma longa vantagem de dois gols.

Além de Souza, gostei de Léo, William Magrão, Adilson e Pereia. Orteman estreou fora das suas melhores condições físicas e técnicas, mas mostrou que é bom jogador e tem potencial para ser um dos 11 de cima.

Depois de Índio, vi outro bom jogo de Magrão, Guiñazu e Nilmar. São os quatro que normalmente jogam bem, que conseguem manter uma regularidade, ao contrários dos outros. D’Alessandro ainda parece um pouco tímido. Bolívar destoa na zaga.

Não posso destacar Tite, nem Roth. O primeiro recuperou Edinho, apostou nele e o Grêmio tomou conta da partida. Daniel Carvalho, apesar do gol, continua sem mobilidade. Roth, que vem fazendo sucesso com dois atacantes, escalou apenas um. Voltou a usar André Luiz, de aproveitamento mínimo, e optou por Perea quase no final do jogo. Posso afirmar que os dois técnicos não mereceram aplausos de ninguém. Mas Roth tem crédito no momento. Tite nem tanto, ainda procura um.

Gostei de Leonardo Gaciba e, ao mesmo tempo, não gostei. Elogio o uso do cartão amarelo, a tranqüilidade com que levou a parte disciplinar do jogo, mas não posso destacar o número excessivo de faltas que ele marcou. Parecia um árbitro carioca. Apitava falta em cada esbarrão.

O domingo, às 16h, destaca outros caminhos para a Dupla, apresenta o campeonato que realmente importa, ao menos para os azuis. O líder Grêmio, sem William Magrão, mas com Souza, aguarda o Vasco no Olímpico.

O Inter volta ao Recife, a mesma Ilha do Retiro que assistiu uma das suas piores jornadas da temporada, na Copa do Brasil. A escalação do time ainda é um incógnita. Nilmar deve jogar. Alex é dúvida.  

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quem ganha com o Gre-Nal, quem perde

28 de agosto de 2008 10

Caminhei pelas ruas e não vi sinal de Gre-Nal em Porto Alegre. Não se respira o ar do clássico, só sinais de chuvas pesadas à noite. O Gre-Nal passa pelas conversas, pelas brincadeiras, pelas gozações, mas de maneira quase periférica, certamente despretensiosa. Falta vibração, ardor, vontade.

Não quero desmotivar ninguém. Apenas tocar a realidade. Quem puder ir ao jogo, vá. Gre-Nal é jogo único. Nunca se repete.

 

O Inter parece mais preocupado com as suas vendas. Vende, não vende, quem sai, que compra, quanto entra. O Grêmio está centrado na sua bela campanha no Brasileirão. Discute os dois últimos péssimos resultados com algum desconforto, se pergunta se a regularidade sumiu ou o Maracanã e os Aflitos representam apenas acidentes de trabalho?

O maior, mais disputado e mais incrível jogo de futebol do Estado, dono de histórias memoráveis, lembra hoje um amistosos comum, um jogo que não vale nada ou quase nada. Nem uma discussão mais quente, ainda que civilizada.

Aparentemente não vale mesmo, talvez um punhado de dólares mais adiante. Olhando bem, por outro ângulo, o jogo cobra do Inter a obrigação de vencer. Usa seu time milionário e vê, do outro lado, apenas os reservas do adversário, encorpado com dois ou três titulares. Os salários de Nilmar, Marcão, Guiñazu e D` Alessandro pagam todos os 11 gremistas e ainda sobra um troco. Mas salário não ganha jogo e eu não sou contra altos salários, muito pelo contrário.

Se não vencer, o escore importa pouco, o Inter terá sido expulso da copa pelos reservas do Grêmio. O lado vermelho não vai gostar. Vai cobrar, ainda mais que o próximo jogo do Brasileirão é contra o Sport, no Nordeste. Um novo vulcão pode explodir no domingo e espalhar sua lava em caso de um novo resultado ruim.

Ao Grêmio, a derrota importa pouco, vista isoladamente, porque o clube perdeu o interesse pela Sul-americana. Mas se algo errado acontecer no mesmo domingo, contra o Vasco, no Olímpico, o nervosismo aumenta sensivelmente.

O clássico Gre-Nal não caminha sozinho desta vez. Está intimamente ligado aos jogos do final de semana.

Realidade continental

A Copa Sul-americana é sempre um estorvo no apertado calendário do segundo semestre. Estranhamente, no final do ano, a classificação para o magro torneio continental é sempre comemorado, mas por quem ficou longe do título, afastado do G-4, olhando as vagas da Libertadores com certa inveja.

Quando chega o momento da ação, na temporada seguinte, os times mais importantes usam seus reservas e não estão nem aí para qualquer crítica. Desdenham a competição.

Aliás, os clubes brasileiros nunca estiveram na final, sempre assistiram as decisões pela tevê.

Ainda não entendi a razão do torneio? É preciso repensar a copa. Oferecer uma motivação extra.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter perde Alex, perde gols e perde talento

27 de agosto de 2008 16

Alex pode estar indo embora, deixando o Beira-Rio, voando no tapete mágico dos árabes. Seu preço anunciado é de mais de 8 milhões de euros, 30% destinado ao seu próprio e estufado bolso. O valor ainda pode subir um pouco mais.

Sai do Sul em busca de fortuna, não de futebol. O Oriente Médio ou o Oriente próximo, como dizem os europeus, é um esconderijo. O jogador perde a vitrina. Sai do centro das atenções, volta ao Brasil em um ano, dois, sempre desvalorizado. Dificilmente os árabes consegue passar um jogador ao mercado europeu.

 

Alex era o melhor jogador do Inter, o único capaz de desequilibrar. Nilmar tenta, mas nem sempre consegue. Daniel Carvalho está gordo. D` Alessandro está inibido.

Ao perder Alex, o Inter perde uma referência. Alex sempre sofreu com o futebol competitivo, jogado duas vezes por semana. Seqüências de lesões minaram o seu potencial. Fosse um pouco mais resistente na parte física, dono de uma seqüência normal de jogo, Alex estaria na Seleção. Dunga, alô, alô!!

Alex tem uma série de qualidades e poder vário jogadores num só em 90 minutos. Seu chute de pé esquerdo é uma maravilha, suas cobranças de faltas beiram a perfeição. Ele pode jogar na ala esquerda, na meia e até como segundo atacante.

Não acredito que Daniel Carvalho ou D` Alessandro possam substituir Alex com êxito. Ele joga mais que os dois. Ou melhor, a dupla precisa jogar o dobro do que sabe para encostar em Alex, o melhor jogador do Inter na temporada, um dos seus melhores na atual década. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Robinho, R$ 210 mil por semana no Chelsea

27 de agosto de 2008 20

Os habitantes do Santiago Bernabeu, casa do Real Madrid, vaiaram Robinho que pediu para ser vendido/Manu Fernandez, AP
Quase três anos depois de deixar Santos, após dois títulos espanhóis, dezenas de jogos esquentando o banco de reservas, sem nunca ter assumido a condição de titular absoluto, Robinho troca a Espanha pela Inglaterra. Sai de La Liga, entre na Premier League. Encerra seu polêmico turno no Real Madrid, começa vida nova no Chelsea.

 

Felipão tentou Kaká primeiro. Não deu. Foi buscar Robinho ao custo de 40 milhões de euros, duas vezes o preço de um Ronaldinho, que Felipão nunca quis. O brasileiro da pedalada, do drible e da pouca objetividade vai ganhar R$ 210 mil reais por semana (é semana mesmo), como promessa de mais, se ajudar o Chelsea a conquistar títulos internacionais, como uma inédita Champions League.

O Real Madrid buscou Robinho em São Paulo imaginando que tinha garantido os pés de um jogador com potencial para ser o melhor do mundo em três temporadas. Foi apenas sonho. Robinho não tem potencial para tanto. Não é um jogador comum, mas também não se alinha entre os supercraques.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O novo uniforme do ex-colorado Renan

26 de agosto de 2008 10

AP
Renan foi apresentado como o novo goleiro do Valencia, da Espanha.

 

Não garantiram ao brasileiro o posto de número 1 da equipe. O gaúcho vai disputar a titularidade com o alemão Timo Hildebrand, um dos goleiros da seleção do seu país.

Ele foi definido assim pela direção do Valencia:

- Muita tranqüilidade, segurança em si mesmo, é atrevido e sai bem do gol.

Renan custou 5 milhões de euros aos espanhóis. O Inter agora depende de Clemer, que já não tem a confiança da maioria.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nilmar e 14 milhões de euros, um preço justo

26 de agosto de 2008 26

Jô, da fraca Seleção de Dunga, saiu da Rússia e foi jogar na Inglaterra por 24 milhões de euros/Armando Franca, AP
O Zaragoza, temporariamente na Segunda Divisão espanhola, acena com 14 milhões de euros para contar com o Nilmar. O mesmo Inter, que vendeu Renan por 5 milhões de euros, pensa e repensa no assunto.

 

Nilmar é dono de 40% do seu passe, o Inter, 30%, outro investidor mais 30%. O jogador quer o negócio, o investidor reza pelo negócio, o Inter não gostaria de perder seu melhor jogador, ao lado de Alex, agora. nem nunca – nem quem gosta de bom futebol. É sempre bom ter os melhores ao alcance dos olhos, não da tevê.

Os mesmos dirigentes que prometeram não vender mais nenhuma das pérolas do Beira-Rio são os que estão negociado Nilmar, a mais valorizada delas. Eles até fazem força para ficar com os melhores, mas o assédio estrangeiro é tremendo, os empresários agitam e próprio jogador faz força para sair de um clube, de futebol do Brasil, e entrar em outro clube, o dos milionários. Não há notícia de um dirigente do futebol brasileiro que tenha resistido aos estrangeiros que desembarcam no Aeroporto Salgado Filho como uma mala de euros na mão direita..

Mas, antes de aplaudir ou criticar a ação dos homens que moldam o destino colorado, é bom saber o que significa 14 milhões de euros no mercado planetário da bola, ao menos o que envolve jogadores brasileiros, atacantes especialmente – sem citar o lateral/ala Daniel Alves, a mais cara transação do verão europeu: 32 milhões de euros entre Barcelona e Sevilla.

1) Jô, da murcha Seleção de Dunga, saiu do CSKA Moscou, Rússia, para o Manchester City por 24 milhões de euros. É atacante como Nilmar, mas, convenhamos, é muito menos jogador.

2) Amauri trocou o Palermo pela Juventus por 22,8 milhões de euros. Bom jogador, mas Nilmar é melhor.

3) Ronaldinho, que é Ronaldinho, saiu do Barcelona em busca de um recomeço no Milan por um negócio de risco de 21 milhões de euros. Mas o gaúcho forçou a venda, pressionou, parou de jogar, fez o possível para sair da Espanha, repetindo um rotina que começou no Grêmio, seguiu no PSG…

4) Só como exemplo, o irlandês Robbie Keane deixou o Tottenham e assinou com o Liverpool por 24 milhões de euros. Quem acompanha o futebol inglês e vê Keane, sabe que Nilmar é um atacante mais completo.

5) Julio Batista trocou o Real Madrid pela Roma por 10 milhões de euros.

Os 14 milhões de euros que o Zaragoza oferecem por Nilmar parece um preço justo para o mercado brasileiro e para um atacante das suas qualidades. Se Nilmar atuasse na Europa, poderia valer uns 30% ou 40% a mais, mas não muito mais. Não custa lembrar que Nilmar já atuou na Europa, jogou no Lyon e não deu certo, talvez por ser muito jovem.

Da possível venda de Nilmar, o Inter leva cerca de 4 milhões de euros. Dinheiro suficiente para encontrar um bom atacante, mas nunca como Nilmar.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gre-Nal: vitória é uma obrigação colorada

25 de agosto de 2008 92

O Gre-Nal é jogo único, especial e espetacular. Vi confronto parecido, como Atlético e Cruzeiro, nada parecido, como Santos e Corinthians, Palmeiras e Santos, Fla-Flu ou Manchester United e Liverpool ou ainda Inter e Milan, ainda não pude presenciar ao vivo um Boca e River na Bombonera, nem Real Madrid e Barcelona no Santiago Bernabeu.

Assisti ao clássico que supera todos os outros em voltagem, Celtic e Rangers, na Escócia. Mas aí religião veste calção e chuteiras, uma das torcida, por exemplo, canta hinos pornográficos com o Papa e tudo se transforma numa guerra que sai do estádio, entra nos pubs e se espalha pelas avenidas e casas de tijolo de Glasgow.

Gre-Nal é um jogo raro, esperado, aguardado, marcado no calendário dos gaúchos.

_ No Gre-Nal a gente mata eles.

A frase acima é a mais ouvida nas conversas entre torcedores de ambos os lados. O Gre-Nal tem poder redentor, tem força de destruição. Se tudo está mal, o clássico pode salvar uma torcida do desespero ou, por outro lado, enterrá-la por tempo indeterminado.

A injusta Copa Sul-Americana convocou dois clássicos para a sua primeira fase. Líder do Brasileirão, o Grêmio nem ligou, escalou um time reserva e arrancou um insuspeito 1 a 1 (obrigado pela correção, leitores) no Beira-Rio.

O Grêmio repete os reservas. O Inter escala o melhor ao alcance de Tite, dono do grupo de jogadores mais caros do Brasil. O Grêmio acerta na preservação dos 11 que lideram o Brasileirão. O Inter também acerta ao reservar ao Gre-Nal o que de melhor existe ao seu alcance.

A Copa Sul-americana é uma saída se o G-4 não vier. É um titulo, menor, porém continental. Dá prestígio e algum dinheiro.

O Gre-Nal, se diz, sempre se afirmou, não conhece favoritos antes do pique inicial da bola. As duas camisas superam o poder dos jogadores. Jogariam sozinhas em noite nublada e de vento em estádios mal iluminados.

O certo é que o clássico se transformou em algo inédito neste final de agosto. Jogadores da maior folha de pagamento do Brasil enfrentando os reservas do Grêmio. O Inter que entra em campo é quase o mesmo do Gre-Nal do 1 a 1, mas já tem mais jogos, os jogadores se conhecem melhor e ainda conta com Alex. A vitória é uma necessidade. É ar puro.

Se o Inter for eliminado do torneio continental pelos reservas do adversário número 1, uma crise enorme pode se abrir no Beira Rio. O tamanho só se verá depois da partida contra o Sport, em Recife, na seqüência do Brasileirão. Desta vez, a obrigação de vitória é toda colorada. Ou você tem alguma dúvida?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Shevchenko é o novo rival de Pato no Milan

25 de agosto de 2008 18

Pato (9) jogou menos do que o esperado na China e o Milan chamou de volta o goleador Shevchenko/Ricardo Mezalan
O Milan anunciou o sempre esperado retorno do ucraniano Andriy Shevchenko, 31 anos, o filho pródigo. O goleador foi um dos nomes máximo do Milan nos últimos anos, antes de ser emprestado ao Chelsea e ficar as duas últimas temporadas em Londres, mudo de gol.

 

Ele fez apenas nove gols em 47 jogos com o Chelsea. O atacante foi contratado pessoalmente pelo russo Roman Abramovich. O bilionário, que gastou US$ 62 milhões, impôs o jogador aos técnicos Mourinho e Grant. O resultado visível foi que o temível goleador de outros tempos ficou mais na reserva do que dentro de campo.

A volta ao Milan foi saudada com muita alegria. Ele continua ídolo e os fãs não esquecem que o jogador marcou 73 gols em 296 partidas. O Milan está fora da Champions League. Resta ao time a Copa da Uefa, a Copa da Liga e o Campeonato Italiano.

A chegada de Shevchenko é uma péssima notícia para Alexandre Pato. Com Ronaldinho, Kaká e Shevchenko, o paranaense deve ficar mesmo no banco de reservas.

Com apenas 18 anos, Pato ainda precisa aprender, saber como jogar na Europa, ganhar musculatura e vivência. Ninguém duvida do potencial de Pato na Itália, mas quase todos têm certeza que ele ainda precisa ganhar mais experiência.

Pato jogou abaixo das expectativas na China. Dunga o colocou mais para baixo ainda. O brasileiro começa a temporada na Itália em baixa.

Se quiser e gostar de aprender, Pato pode ter em Shevchenko um professor com doutorado em grande área, um especialista em marcar gols, um centroavante histórico.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio comemora 1 a 1, Inter lamenta 1 a 1

24 de agosto de 2008 43

A Dupla empatou em Porto Alegre e Recife, dois 1 a 1. O do Inter foi péssimo. O do Grêmio foi ótimo. Basta olhar as circunstâncias de cada um dos resultados.

O Colorado saiu na frente, mas deixou o Flamengo empatar, quase vencer e ainda foi driblado pelo juiz Sérgio da Silva Carvalho que sonegou dois pênaltis legítimos em Nilmar.

O Tricolor saiu atrás, jogando a sua pior partida em 22 rodadas, mas Rever achou um gol incrível aos 49 minutos do segundo tempo – na mesma goleira onde Galato pegou o pênalti histórico na partida celebrada como A Batalha dos Aflitos.

Tite e os seus continuam estacionados na metade da tabela, em nono lugar. Roth e a turma de azul permanecem na ponta, cinco preciosos pontos adiante do vice.

Na próxima rodada, domingo, 16h, o Olímpico vê o Vasco e a Ilha do Retiro recebe o Inter. O título do Brasileirão continua aberto e o G-4 permanece sem nomes definidos. A competição ainda promete hectolitros de adrenalina.

Nilmar fez tudo no Beira-Rio, um gol, sofreu dois pênaltis sonegados, errou outros três gols. Foi o melhor em campo. Tite fez menos. Escalou o time certo, repetiu o que venceu o Palmeiras, mas mexeu errado. Usou outra vez Adriano, que insiste em não dar certo, em não marcar. Clemer falhou outra vez. O juiz Sérgio Carvalho foi o pior em campo. Errou como um veterano aprendiz.

No emblemático Estádio dos Aflitos, o Grêmio jogou ainda menos do que no Maracanã, embora, desta vez, com atitude. Errou todos os passes e, individualmente, ninguém se destacou, talvez Rever pelo gol. Seus dois comprometedores laterais, Paulo Sérgio e Anderson, continuam incapazes de organizar as jogadas ofensivas, parecem alas perdidos no espaço do meio-campo. Seus lados foram ocupados com facilidade pelos laterais adversários. O Náutico quase venceu usando os abertos caminhos das laterais. Os jogadores decidiram culpar o juiz Vagner Tardelli e o gramado, o pior do Brasileirão, pela má performance.

O Inter começou bem e deu a impressão que iria vencer com certa facilidade outra vez. Ao perder Alex, caiu, perdeu o rumo e não encontrou em D’Alessandro alguém capaz de reorganizar o jogo. O argentino não fez uma boa partida.

Nos últimos 20 minutos, os 11 em campo sentiram a falta de um melhor preparo físico e foram completamente envolvidos pelo Flamengo, que chutou uma bola no poste no final.

O Grêmio arrancou com ar de vencedor, tomou a intermediário dos pernambucanos e pressionou durante 20 minutos. Depois caiu, caiu mais ainda, foi dominado, sofreu o gol e só empatou depois do milagre de Rever nos descontos.

A queda de rendimento observada contra o Flamengo voltou 72 horas depois no Nordeste quando o Náutico foi superior. O Grêmio continua na liderança, mas lotado de preocupações. O time regular da primeira parte sumiu. Antes de qualquer ação é preciso saber onde o time real está, em que lugar se escondeu.

Quinta-feira tem Gre-Nal pela Copa Sul-Americana, mas aí é outra história.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Edinho fica no banco, Tite quer Magrão, bom passe

23 de agosto de 2008 9

Edinho, o nome causa desconforto de um lado, elogios no outro extremo. Edinho é o nome em questão no Beira-Rio do final de agosto. Ele vive entre os aplausos e as vaias. Parece que os problemas do Inter começaram com um dos seus guerreiros, o que é um exagero, uma inverdade.

 

Contra o Flamengo, depois de muito tempo, o volante de extrema contenção vai assistir a grande partida dominical acomodado no sempre desconfortável banco de reservas. Magrão ocupa seu posto. Edinho era titular desde 2004. É um dos líderes do grupo, dos que ficaram, dos que chegaram.

Tite ouviu os críticos, fechou os ouvidos aos defensores. Edinho foi seu primeiro capitão, depois a braçadeira foi estendida ao sempre criticado goleiro Clemer.

Pergunte aos homens de defesa que eles querem como guarda-costas? Eles vão dizer em coro: “Edinho”.

Repita a questão aos homens de ataque e talvez a resposta rápida não seja a mesma.

Edinho se completa como homem defensivo. Na armação, ele falha. Edinho é atleta de uma função só, a defensiva, na qual molha a camiseta como ninguém, correndo por todos os lados, não escolhendo bola, não vendo jogada ruim ou perdida.

Certos técnicos, como Abel Braga, o colocam nas nuvens. Outros, como Tite, preferem um volante que saiba jogar, homem de múltiplas funções, como Magrão, que dá o carrinho, mas passa bem e até penetra na área adversária com alguma facilidade.

Edinho está longe, distante, de ser um volante desprezível, que só chega junto, às vezes forte demais. Não, pelo contrário. É um jogador útil. Mas é menos jogador do que Magrão, em forma, e muito menos do que Guinãzu.

Jogar com Edinho, Magrão e Guiñazu é um desperdício, quando se tem Alex, D’Alessandro e Daniel Carvalho, magro, mais três zagueiros, apesar da má fase de Bolivar, ao alcance da mão.

Pela primeira vez em meses, desde que Tite passou a usar abrigo vermelho, o Inter repete seu time. O que é a melhor notícia desde os 4 a 1 contra o badalado Palmeiras do abalado Diego Souza. Ao escalar seus 11 favoritos, Tite mandou Edinho ao banco. Sinal de que ele quer um meio-campo capaz de jogar uma bola mais fina, acertar mais os passes, capaz de alcançar o pedaço de gramado adversário com mais qualidade.

Magrão e Guiñazu avançam naturalmente e deixam os zagueiros mais vulneráveis, menos protegidos. É o preço de um esquema mais ofensivo, destinado a usar D’Alessandro, Alex e Nilmar juntos.

Mas tenha certeza, se a defesa sentir os dribles dos velozes atacantes adversários, Edinho será chamado outra vez. Ele é o melhor caçador de atacantes adversários que o Inter dispõe no momento. A bola sofre, mas o cara com a outra camisa respeita.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O outro lado da derrota gremista no Maracanã

22 de agosto de 2008 54

O Rio de Janeiro é sempre cinza na boa vida do Grêmio do Brasileirão 2008/AP
Perder no Rio, cair no Maracanã, levar 2 a 1 do Flamengo parece o resultado mais natural do mundo se olhado de longe, sem binóculos. Mais de perto, sem o uso de lentes, pegando o Grêmio como exemplo, examinando com mais calma o resultado negativo da noite de quinta-feira, a leitura pode ser outra. Pode ser mais preocupante.

 

O Tricolor deve ter ligado uma luz qualquer, a sinaleira da atenção, o sinal de alerta. A derrota do líder sempre chama mais atenção que as dos outros. Ainda mais quando precisa fazer outra partida fora de casa, enfrentando um adversário (Náutico) que se debate no fundo da zona do rebaixamento.

O perigo dobra, mas não deve assustar um time que só perdeu três partidas em 21. Nem pode, é preciso acomodar na mala da volta da viagem de Recife um ponto, no mínimo um ponto para evitar especulações. Não esqueça, a semana que se aproxima é de Gre-Nal pela Copa Sul-americana. O clássico sempre tem poder transformador.

O mau resultado, a má performance, teve resultado mínimo na tabela da 21ª rodada, onde apenas o São Paulo cresceu _ logo o esquadrão paulista, bicampeão brasileiro, equipe temida e temível, e o surpreendente Botafogo, sempre desatento na hora das decisões.

Por outro lado, o jogo tinha o poder de solidificar o Tricolor ainda mais na competição. Levantar uma bandeira, mandar um sinal definitivo. Sinalizar, com uma vitória ou um empate, que o Grêmio que ganha em casa e vence normalmente fora, não se intimidaria no histórico Maracanã, nem com o sempre temível Flamengo, quando joga em casa.

Determinadas derrotas em meio aos campeonatos até podem ser boas, olhando o futuro, se elas tiveram explicações lógicas, se a culpa não for depositada apenas nos ombros sempre largos do árbitro ou em nome do imprevisível azar. É preciso entender o 2 a 1 para tentar não repeti-lo nos próximos 17 jogos – 16 porque os cinco pontos de vantagem sobre o vice brindam uma rodada de graça aos gaúchos.

O Grêmio perdeu porque foi bem inferior ao adversário em boa parte dos 90 minutos, melhorando apenas na parte final. Sua defesa marcou menos, seu meio-campo sumiu em boa parte da partida e não se impôs, pela força ou pela técnica, seu ataque foi uma decepção, fugiu da grande área.

O futebol coletivo (o forte da equipe) desapareceu desde o primeiro minuto. A defesa não marcou como sempre faz, os três homens de meio-campo não foram marcadores, nem organizadores. Os atacantes passaram por um rápido jejum de gols. Celso Roth mexeu em todas as posições do time e, como precisava virar o placar, usou três atacantes e ainda avançou Tcheco e Souza. Não deu.

Dono da melhor campanha, proprietário do ataque mais positivo, é preciso pensar duas, três, quatro vezes, antes de criticar o líder do Brasileirão. O tropeço carioca é, no mínimo, um sinal, uma lição. O jogo precisa ser usando como um exemplo que não pode, não deve, ser seguido sob pena de frustrações maiores.

O Grêmio não pode mais errar como errou no Rio. Entrar em campo e imaginar que o campeonato acabou. Não, está apenas começando, com novos times renascidos no segundo turno e famintos por três pontos a cada nova rodada.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio perde no Rio quando podia perder

21 de agosto de 2008 32

A noite do Rio faz mal ao Grêmio. Depois de perder para Vasco e Botafogo no primeiro turno, levou 2 a 1 do motivado Flamengo na sua terceira derrota no Brasileirão. O Tricolor acompanhou Cruzeiro e Palmeiras, seus perseguidores mais próximos, caiu na 21º rodada depois de 11 jogos invictos, mas seus números na tabela permanecem os mesmos. Olha a retaguarda e vê apenas um adversário (Cruzeiro) cinco pontos atrás, nada na frente e ainda líder solitário. O contexto da rodada colaborou.

 

A derrota freou o galope do Grêmio, mas não foi vexatória. Foi normal. Preocupa, mas não desespera como em outros momentos. Mais efetivo, ambicioso, os cariocas venceram com justiça. Ninguém pode se queixar ao ser derrotado pelo Flamengo no Maracanã, sua casa de direito.

O primeiro tempo foi ruim e encontrou um Grêmio apático, quase desconhecido, longe do seu estilo, tentando administrar o resultado. O 1 a 0 foi natural, poderia ter sido pior. Só o Flamengo jogou.

Depois, na segunda parte, o Grêmio foi mais ofensivo, criativo e objetivo e chegou ao empate com Souza (um canhão de fora da grande área), que durou rápidos minutos. Os gaúchos não fizeram uma boa jornada. Ninguém se queixou da derrota. Faltou conclusão, fome de gol, vontade de entrar na área.

Perea e Marcel não estiveram bem, Anderson Pico foi o pior e Victor, o melhor goleiro da competição, cometeu uma rara falha no primeiro gol. No segundo foi a vez do regular Pereira se atrapalhar na grande área. William Magrão foi bem etapa final, assim como Rever e Tcheco.

Recife é a próxima e perigosa parada azul e o Estádio dos Aflitos seu novo e emblemático (será por toda a vida, nossa e de outros) desafio. Nem sempre os dois adversários que vivem nos calcanhares do Grêmio repetem duas más partidas em seqüência. É preciso mais atenção, a gordura é boa, mas não pode ser queimada em adversários do tamanho do Náutico, desabando na tabela.

Roth e os seus vivem sob a sombra de cinco confortáveis pontos. Mas é reserva, poupança. Não podem deixar de somar, crescer, acumular pontos.  A conquista da liderança é muita cara para ser diminuída em Pernambuco.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maracanã é novo teste para o melhor do Brasil

21 de agosto de 2008 6

Menos o lado azul, o Brasil inteiro, do vermelho ao rubro-negro, entende que o Grêmio precisa se derrotado no Brasileirão e com certa urgência. Com o líder é sempre assim. Todos querem o seu couro.

 

Os otimistas cariocas prometem 50 mil admiradores apaixonados no reformado Maracanã, outros milhões em volta da tevê. Faz mal aos paulistas, aos cariocas e aos mineiros, entre outros, assistir o Grêmio voar na ponta da tabela. É uma equipe que não perde um jogo há 11 rodadas e passou as últimas cinco sem tomar um gol sequer.

O Grêmio é o melhor entre os outros 19 da competição e nada como o Maracanã, referência no mundo, para exiber o seu potencial. Ele já mostrou que o que pode fazer fora do estádio Olímpico.

Óbvio que é um jogo de risco. Perder para o Flamengo em sua casa sagrada é normal. O jogo é um clássico brasileiro, entre duas equipes que já disputaram títulos nacionais. Fica até difícil fazer um prognóstico, mas se o Grêmio repetir suas melhoras atuações, ganha. E pode ganhar bem.

Flamengo e Grêmio é a grande e esperada atração da 21ª rodada, depois dos Jogos Olímpicos em Pequim. A quarta-feira ajudou os tricolores como nos sonhos. O Botafogo segurou o Cruzeiro. O Inter fez o seu favor, a contragosto, mas fez.

Uma derrota deixa o Grêmio com a mesma diferença de pontos que entrou na rodada, cinco distantes do vice Cruzeiro, 44 a 39. Nada desperador em caso de uma derrota, uma acidente, uma má performance o apito amigo.

O curioso é que as duas derrotas do time de Celso Roth nasceram no Rio, contra Vasco (2 a 1) e Botafogo (2 a 0). Dos 12 gols sofridos no Brasileirão, quatro foram em solo fluminense.

Na volta ao Estado, contra seu melhor time, é justamente na defesa que o Grêmio chora duas ausências, Paulo Sérgio e Léo. Boa chance para testar Souza, um atleta polivalente, versátil, capaz de dar nova agilidade e qualidade ao lado direito. Souza estava pedindo passage, Roth abriu a porta. Vamos ver como o Grêmio funciona com um ala de verdade pelo lado direito no seu bom e equilibrado esquema 3-5-2.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter mostra suas garras no Beira-Rio: 4 a 1

21 de agosto de 2008 24

O Inter jogou, ganhou, goleou o Palmeiras (4 a 1) e até D’Alessandro, mais ambientado, falou. Foi um noite quase perfeita no Beira-Rio, não fosse o nervosismo de Tite e sua expulsão. Ganhando de 3 a 1, apesar da incompetência do árbitro Jaílson Macedo Freitas (BA), a irritação poderia ter sido jogada para escanteio.

 

O torcedor fez festa, explodiu foguetes, gritou e buzinou, menos pela atuação coletiva, mais pela performance de cinco de individualidades, como Índio, autor de dois gols, Guiñazu, o melhor em campo, D’Alessandro, a sua melhor atuação, Magrão, uma grande movimentação, Alex, um golaço. Vaiado antes do início da partida, Tite, que escalou uma boa e competitiva equipe, ganha dias mais tranqüilos para tocar o seu trabalho. Seu time foi bem em todos os setores, sem exceção.

O juiz baiano, outro semi-profissional sem a mínima condição de apitar um clássico brasileiro, tentou atrapalhar o jogo de todas as maneiras. Assinalou um pênalti inexistente para o Palmeiras, não expulsou Kleber, que agrediu Guiñazu, e ainda anulou num gol legítimo do Inter. Ele foi o pior em campo, talvez o pior de toda a competição que passou pela Capital.

Ao Inter não faltou quase nada no Beira-Rio, talvez a torcida que, desconfiada e com medo da chuva, ficou em casa em volta do rádio ou da tevê ou ainda dos dois. Sobrou ao time o que não se viu em São Januário, vontade,muita vontade.

O Inter correu, se entregou ao jogo, disputou com dedicação o gramado adversário e a vitória nasceu naturalmente, depois de um começo confuso e atrapalhado. O confuso Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo foi superado em todos os sentidos depois dos primeiros 15 minutos, quando podia ter decidido a partida. Diego Souza sumiu, Valdívia fez falta, Denilson entrou e não acertou um só drible. Marcos evitou um vexame maior.

A goleada ajuda, levanta, anima, coloca o Inter sete pontos acima da zona do rebaixamento, deixa oito pontos abaixo da dourada região da Libertadores. A matemática imagina que o time necessite de mais 39 pontos, em 51 disputados, para ficar com uma vaga no torneio continental. É tarefa de gigante, mas os 4 a 1 sobre o campeão paulista prova que no futebol tudo é possível.

Queira ou não, o gremista, escondidinho, sem ninguém por perto, bateu palmas bem baixo pelo resultado. A vitória do rival fez um bem danado. O Palmeiras,que namorava o título, pisou no freio. Mas o Inter, quem sabe, tocou no acelerador. O Flamengo, domingo, pode clarear as nossas idéias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter procura a receita da vitória no Beira-Rio

20 de agosto de 2008 9

Provocador, habilidoso, polêmico, bom de bola, mesmo caindo mais do que o normal, Valdívia, pelo menos, está fora do jogo entre Inter e Palmeiras. Ele decidiu enriquecer no Oriente (nada contra), esconder-se, sumir por uns tempos no futebol árabe.

Vanderlei Luxemburgo, que tem um aproveitamento de apenas 30% fora do Parque Antártica, nem lamentou a partida do seu melhor jogador. Passou imediatamente o cetro de estrela ao ex-gremista Diego Souza, outro tipo de jogador, menos hábil, com mais força, um meia-atacante com corpo de zagueiro.

Diego Souza foi anunciado como o grande reforço de 2008 e o drible no Grêmio, na hora da contratação, foi festejado como gol em São Paulo.

 

Com a dupla, nem sempre lado a lado, o Palmeiras escalou tabela e olha todos os outros 19 em terceiro lugar, ao contrário do distante 12º do Colorado. Os paulistas são inimigos do Grêmio pela ponta (sete pontos de distância), sim senhor, mas também não deixam de ser adversários do Inter por uma vaga na Copa Libertadores da América, distante, mas ainda possível de ser alcançada.

Distante oito pontos do G-4, (três vitórias e mais algumas doses de sorte), o Inter troca de time pela enésima vez, motivado por lesões, suspensões e jogadores fora de forma.

Para alívio da nação vermelha, volta Alex, seu melhor jogador da temporada. Para a curiosidade, Tite escala quatro jogadores entre 11, Gustavo Nery, Guiñazu, Alex e D`Alessandro, de pé esquerdo. Promove a volta de Magrão, deixa Nilmar mais uma vez como um ente isolado no ataque.

O Inter espera um D`Alessandro mais adaptado e mais jogador, o que ele pode ser, fácil, um Alex renovado, um Nilmar calibrado, um Bolivar mais seguro (será que pode?) e uma torcida paciente, sem tocar nos 4 a 0 do último domingo.

A vitória é o único elixir capaz de revigorar os fãs no Estádio Beira-Rio. Qualquer outro resultado provoca ira coletiva. O tamanho da fúria, em caso de mau resultado, é que é imprevisível.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Só o Milan ainda acredita em Ronaldinho Gaúcho

19 de agosto de 2008 35

Fica difícil, quase impossível, encontrar a data, o dia, o jogo exato que definiu a  decadência de Ronaldinho Gaúcho como jogador de futebol. Nem os fãs da Catalunha, terra do Barcelona, sabem precisar o momento exato da queda. Sabem apenas que foi um processo acelerado como poucos.

Ronaldinho foi campeão europeu com o Barça na temporada 2005/2006. Foi o seu maior feito na Espanha, que teve ainda conquistas nacionais e os prêmios da FIFA como melhor jogador da Terra duas vezes seguidas.

Os títulos ofereceram poder ao craque, superpoderes, dinheiro como nunca, força superior até a dos dirigentes, que perderam o controle dos atos do jogador ainda em 2007. Os catalãos usavam com sucesso e com imensa alegria Ronaldinho como arma letal para combater os galácticos do Real Madrid.

Milionário, Ronaldinho passou a fazer o que bem entendia a cada 24 horas. Queria jogar, mas não treinava como na sua melhor fase. Não aparecia nos ensaios físicos, não trabalhava. Fora de forma, o futebol competitivo o largou rapidamente sem pena , nem dó, os fãs estranharam o comportamento do ídolo e passaram a questioná-lo.

Vaias, antes impossíveis, começaram a germinar nas cadeiras do Camp Nou e a falta de compromisso do brasileiro com o clube e com os seus companheiros assustou. Os mídia local se encarregou de acompanhar com tintas de novela o profundo e demorado mergulho de Ronaldinho na noite de Barcelona.

A venda ao Milan foi apenas o triste final de uma bela paixão da torcida do Barcelona. A saída tempestuosa do jogador da Espanha imitou outras partidas mais antigas, mas igualmente apressadas, de Porto Alegre e de Paris. Quem acompanha a carreira de Ronaldinho não estranhou. Na saída, ele sempre tranca a porta de entrada, pois sabe que jamais voltará ao mesmo lugar outra vez. O dinheiro o move para longe,sempre mais longe.

As performances recentes do gaúcho na Seleção mostraram o quanto ele está longe dos seus melhores momentos. É hoje uma caricatura do que foi 24 meses atrás. Parece pesado e desinteressado, lento e burocrático, acomodado e sem ânimo. Nas entrevistas, pouco mira a câmara, seus olhos são desviados para outro lugar.

Dunga só aceitou o retorno apressado do craque (ex?) depois de ter levado um carteiraço da CBF que, por sua vez, queria agradar a China, pois pode precisar dos dirigentes asiáticos mais adiante. Ele voltou completamente fora de forma. Causou até desconforto.

A Seleção vem carregando Ronaldinho desde sempre. Ele jamais fez com a camisa canarinho partidas dignas do seu futebol brilhante exibido no Barcelona. Sempre foi coadjuvante, antes de Ronaldo e de Rivaldo, agora de Kaká, o atual número 1. Nunca assumiu o papel de protagonista. Quando tentou, não achou o lugar.

Eu não ficaria surpreso se Dunga, ou o um novo técnico, esquecesse de escrever o nome de Ronaldinho nas futuras convocações. Vejo zero de futuro para jogadores desinteressados numa Seleção competitiva, digna de usar a camisa cinco vezes campeã do Planeta. A CBF mira Dunga, sua vida útil como técnico pode estar com os dias contados se não ele vencer o Chile pelas Eliminatórias em setembro.

Ou muito me engano e as últimas duas temporadas estão mentindo, mas Ronaldinho é quase um atleta do passado. Quer ver de novo? Só em vídeo. Nunca vi decadência tamanha de um jogador de futebol em apenas dois rápidos anos. Não sei se alguém ainda é capaz de embarcá-lo outro vez no mundo da bola.

Não sei se ele sabe, deve saber, mas os fãs do Milan, por todos os títulos que exibem, são mais, mas muito mais exigentes que os torcedores do Barcelona. Ele não vai ter um minuto de paz no norte de Itália se não voltar a jogar tudo o que sabe e mais um pouco.

O Milan espera o máximo de Ronaldinho. Não contratou o jogador dos últimos dois anos. Este não interessa. Mesmo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O que o Flamengo tem que o Grêmio não sabe

19 de agosto de 2008 17

Os amigos querem saber por telefone do “milagre gremista”, mas as explicações são longas. Eu desejo entender a queda de produção do Flamengo e as respostas são diretas. Os rubros-negros acham que a derrota para os mexicanos na Copa Libertadores da América, quando podia perder por dois dois gols de diferença, quebrou o encanto com a torcida, acabou com a confiança dos jogadores e o time não se achou mais em campo.

A regularidade do Flamengo sumiu, junto com o bom futebol de meses passados. O Maracanã vaia alto, nem Caio Jr. é poupado e a tranqüilidade perdeu o sentido. O time atual precisa voltar com alguma urgência para o coração da torcida se ainda quiser apoio na seqüência do Brasileirão. Só as vitórias têm poder de bálsamo.

Quem viu o coletivo desta terça, conforme a Agência Globo, gostou e saiu cheio de esperança depois dos seis gols dos titulares, com dois do argentino Maxi Biancucchi, mais os de Marcelinho Paraíba, Kleberson, Juan e Thiago Sales (contra). Outro argentino, Sambueza, recém-contratado ao River Plate, ainda aguarda condições de jogo. Sua estréia pode ser no Beira-Rio, domingo.

Juan e Kleberson voltam aos titulares, Obina fica no banco, no Rio. Conforme os cariocas, o Grêmio é o inimigo a ser batido. Doze pontos atrás do líder isolado, em sétimo lugar, o Mengão mira primeiro o G-4, uma vaga na Libertadores, para depois pensar em novas investidas.

Sua confiança maior, quase gigantesca, ao menos no momento, está concentrada firme e forte no pé canhoto de Marcelinho Paraíba, jogador que o Grêmio não quis pelo alto salário e pelo desejo do atleta de fazer um contrato por duas temporadas.

Agora precisa agüentar as conseqüências, ainda mais naquele gramado sem fim do Maracanã. Não sei se o paraíba sabe, mas o empate é bom para os gaúchos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Genro de Maradona detona o Brasil de Dunga

19 de agosto de 2008 49

Kun Aguero correu, driblou e marcou duas vezes no justo 3 a 0 da Argentina sobre os apáticos olímpicos brasileiros/Ricardo Mazalan, AP

Maradona infernizou as defesas brasileiras durante quase duas décadas. Agora, é o seu genro Aguero, namorada Gianina, uma das filhas do ex-craque, que tira o ouro das mãos dos brasileiros. Atacante revelação do Atlético de Madri, Kun Aguero marcou dois gols e foi o melhor em campo na tranqüila e justa vitória argentina de 3 a 0, em Pequim. Disse que Maradona vai ser vovô, sua namorada está grávida e ainda brincou:

– Fue com el “Pecho de Dios” – disse, referindo-se ao primeiro gol, que marcou com o peito. Contra a Inglaterra, na Copa do México de 1986, seu sogro usou “La mano de Dios”

A derrota escancarou três verdades aos brasileiros com a bola no pé:

1ª) A incapacidade de Dunga como tático. Sua inexperiência como homem de campo não deixa que ela faça as mudanças corretas, impede que ele veja o jogo real.

2ª) A certeza que Ronaldinho não está mais interessado em jogar futebol. Sua atuação foi constrangedora, fugindo das proximidades da grande área, se concentrando na zona morta de campo, na intermediária adversária, quase colado na linha de fundo. Ele só integrou a Seleção Olímpica porque o técnico levou um carteiraço da CBF.

3º) Uma Seleção sem planejamento, sem treinamento, base e trabalho, como a Olímpica, tem todas as condições de naufragar quando enfrenta um adversário mais organizado e qualificado. Uma equipe sem conjunto e que,  na hora da decisão, não mostrou individualidades superiores.

O desmotivado Ronaldinho Gaúcho comandou o fracasso geral. A Seleção foi envolvida no jogo inteiro, ficou como medo de atacar, recuou e foi pressionada o tempo inteiro. Messi ganhou seu duelo particular com Ronaldinho. Foi mais jogador o tempo inteiro. Aguero jogou o futebol que todos esperavam de Pato, uma das grandes decepções dos Jogos Olímpicos.

A Argentina mostrou um time mais organizado, mais combativo e com jogadores que venciam sempre o duelo individual com os adversários. Aguero e Messi, dois baixinhos, 1,72m e 1,69m, respectivamente, enlouqueceram o sistema defensivo brasileiro. Cinco jogadores tentaram marcá-los, jamais conseguiram. Lucas foi expulso. Thiago Neves seguiu caminho idêntico. O escore poderia ser ampliado, definindo uma goleada histórica. Só aí a sorte do Brasil apareceu.  

O discreto Riquelme nem precisou jogar o que sabe. Fez um gol de pênalti, mas não brilhou. A goleada, o mau futebol, deixa o técnico Dunga ainda mais fragilizado no cargo.

A Seleção principal é apenas quinto na classificação das Eliminatórias da Copa de 2010. Uma nova derrota contra o Chile, em Santiago, pode decretar o final do ciclo Dunga na Seleção.

Postado por Zini, Porto Alegre

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As oito razões para a assustadora queda do Inter

18 de agosto de 2008 40

Os colorados estão tensos, nervosos, sem uma luz clara no horizonte próximo. Pensam apenas na partida seguinte, o Palmeiras, em Porto Alegre. Um jogo emblemático porque o time vai enfrentar os fortes paulistas e, ao mesmo tempo, a ira crescente do povo do Beira-Rio com o péssimo futebol exibido nas últimas semanas.

 

Os fãs mais exaltados que madrugaram nas portas do Aeroporto Internacional Salgado Filho mostraram a mesma indignação que assola meio Rio Grande. Alguns foram mais explícitos do que as boas maneiras mandam, jogaram pipocas no ônibus dos jogadores, mas o futebol faz com que a cabeça das pessoas dê giros estranhos.

A realidade é que o Inter está atolado na sua maior crise de 2008 e um das maiores dos últimos anos. Em 2007, o time ficou em décimo lugar no final do primeiro turno e terminou em décimo no segundo. Fez 27 pontos em cada uma das fases. Hoje, soma ridículos 26.

Eu vejo oito sérios problemas na vida do Inter. Anote, dê sua opinião também:

  1. 1) Os dirigentes resolveram engavetar as regras que definem a boa gestão do futebol e tentaram fazer time novo em pleno andamento do Brasileirão. O resultado é um vexatório décimo segundo lugar na tabela de classificação em 20 rodadas, num total de 38. Erram a mão, o tempo, a reconstrução. Investiram milhões, o novo time ainda não apareceu e a hora da virada troca de data a cada partida.
  2. 2) A saída de Fernandão, líder histórico, deixou um oco no vestiário. Óbvio, é muito difícil encontrar liderança parecida, quanto mais igual. Mas a direção falhou ao não providenciar alguém com características semelhantes.
  3. 3) A contratação de vários jogadores de qualidade insuspeita, mas completamente fora de forma física e longe da realidade das competições. Gustavo Nery, D’Alessandro e Daniel Carvalho, por exemplo, não consegue correr um hora seguida num ritmo de futebol competitivo. Ok, as lesões em série também influenciaram negativamente.
  4. 4) A busca de um preparador físico quase na metade do campeonato mais importante e difícil da temporada. Competente ou não, os meses seguintes vão nos mostrar, ele precisou começar um trabalho em agosto, quase na metade do primeiro turno. Menos por culpa dele, mais pela falta de organização, o Inter não consegue correr os 90 minutos como mandam os melhores manuais da preparação física.
  5. 5) A venda de Renan deixou o clube com um goleiro de 39 anos (Clemer) que a torcida não confia tanto quanto em anos passados. O clube não tem o substituto ao seu alcance. Precisa agora sair correndo atrás de um novo, confiável e definitivo goleiro.
  6. 6) Tite fez 15 jogos com o Inter e ainda não conseguiu repetir o mesmo time em dois jogos seguidos. Atacado por lesões, pressionado pelos novos jogadores, emparedado pelos maus resultados, Tite mudou a cada 90 minutos várias vezes. Tite não era o técnico dos desejos do presidente Vitório Piffero. Foi endossado pelo ex-presidente Fernando Carvalho. O Inter ficou quase duas semanas sem técnico, após a saída de Abel, e ainda buscou um profissional que não era do agrado do presidente, ex-diretor de futebol.
  7. 7) O apressado uso de jovens valores das categorias de base, boas promessas que não conseguiram grandes atuações no time de cima. Ao contrário de experimentá-los aos poucos, durante as partidas, Tite apressou as estréias e os garotos ficaram na obrigação de resolver parte dos problemas. Pegaram um time desestruturado e não renderam o esperado. Taison é o caso mais explícito
  8. 8) Os tropeços em seqüência podem ter um efeito devastador nos grandiosos planos do centenário do clube. Título do Brasileirão é impossível, uma das quatro vagas da Libertadores é quase utopia nos 18 jogos que faltam, 54 pontos. A matemática ainda aceita um posto no torneio continental, mas a performance do time dá mínimo espaço para as calculadoras.

Postado por Zini, Porto Alegre

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