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Posts do dia 13 setembro 2008

Grêmio perde em casa e torce pelo Inter no Rio

13 de setembro de 2008 45

O número 13 carimbou o Olímpico. Foi um dia depois da sexta, no começo da fria noite de sábado. O azar circulou por todos os lados, leve, livre e solto.

Victor, que falha pouco, sofreu um gol olímpico, Pereira, um dos líderes da defesa menos vazada, sentiu uma lesão muscular. Tcheco, o organizador do time, indisposto, pediu para sair e o Goiás venceu o líder do Brasileirão em Porto Alegre, depois de cinco meses sem derrota na Capital.

O prejuízo da derrota em casa é enorme, gigantesco. Abate o tricolor, queima gordura, obriga a busca de vitórias fora do Estado, começando pela Arena da Baixada no próximo e nervoso final de semana.

Quem acredita em sorte e azar no futebol pode descarregar a derrota no número 13. Quem olha para os outros lados, mais adiante, está mais preocupado. Nunca esteve tanto depois que o Grêmio assumiu a liderança.

O certo é que o Grêmio caiu de produção como um todo, do banco ao vigésimo jogador, no segundo turno. Em 18 pontos, venceu apenas oito. Não repete nem de longe sua performance de final de primeiro turno. A derrota foi impactante, triste, o 1 a 2 estava riscado na testa fanzaida de todos gremistas depois das 20h. O Goiás surpreendeu o Grêmio num estádio onde ele ganhava sempre, no mínimo empatava.

O jogo com o Goiás mostrou um Grêmio opaco, errando muitos passes, insistindo no balão, sem apetite ofensivo. Irreconhecível. Sem ímpeto, sem a marcação soberana de outros jogos, sem o contra-ataque, com dois alas/laterais incapazes de completar uma jogada de qualidade na parte ofensiva. Seu gol, de Léo, saiu de uma bola parada, muito bem cobrada por Paulo Sérgio.

O gol de Paulo Baier saiu de uma incrível cobrança de escanteio. O segundo nasceu num rápido contra-ataque. O Goiás veio fechado, jogando na velocidade e envolveu o Grêmio em grande parte do segundo tempo, inclusive taticamente.

Para encaixar o instável e, até certo ponto, desinteressado Souza, Celso Roth fez Tcheco jogar no lugar de William Magrão, machucado. Bem marcado, o baixinho Souza sumiu, foi jogar nos cantos do campo e não criou absolutamente nada. Com a saída de Tcheco, o Grêmio perdeu criatividade e inteligência.

Orteman entrou e não repetiu Tcheco. Pareceia com os pés enterrados na grama, discreto e sem a mínima movimentação. Errou quase todos os passes e sumiu em campo, deixou o Goiás dominar o setor. Quando Pereira saiu, Roth desmanchou o 3-5-2 e fez entrar Amaral, que também sumiu junto com o novo, improvisado e desastrado esquema tático com quatro defensores e dois volantes, um deles sem saber passar a bola.

Outro erro incrível de Roth foi escalar Reinaldo, voltando de lesãpo e forfa de forma. Ao lado de Marcel, foram os dois piores em campo. O ataque gremista não existiu. Ningué, exceto Roth, entendeu porque Soares ficou no banco. Ele teria sido mais útil em campo desde o primeiro minuto no lugar de Reinaldo. Soares, ;pelo menos, está em forma. Pode correr o que sabe e pode.

A rodada de domingo ainda abre novas oportunidades ao Grêmio, que vê a sua liderança ameaçada. Cruzeiro e Palmeiras se enfrentam eo empate é bom. Melhor ainda, dizem os tricolores, mas baixinho, entre eles, é se o Inter vencer e segurar o Botafogo. O Grêmio perdeu no sábado. Pode ganhar no domingo. O final de semana, no entanto, está perdido. Acabou no segundo gol do Goiás e ainda não eram oito da noite de setembro de bela lua.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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