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Posts do dia 28 setembro 2008

A estéril aliança de Roth e Marcel no ataque azul

28 de setembro de 2008 84

O violento e inesperado ciclone extratropical que atingiu o Grêmio na beira do Guaíba sem aviso antecipado da meteorologia local foi devastador. Não só pela chuva de gols, 4 a 1, mas também pela tombo na tabela na 27ª rodada do Brasileirão.

 

Treze longas rodadas depois, o Tricolor desce do topo, assume a segundo colocação, atrás do novo líder Palmeiras (que também levou quatro do Inter), os dois com 50 pontos ganhos, mas os paulistas têm uma preciosa e definitiva vitória a mais, 15 contra 14.

Os efeitos da goleada no clássico pode ser ainda mais devastadora para o Grêmio, que agora volta ao Olímpico e aguarda o Botafogo, ainda com idéia fixa de assumir um posto no G-4. No jogo com os cariocas não existe outro resultado que não seja o dá vitória. Um derrota começar a detonar o cimento do G-4 que parecia sólido e definjitivo nos pés tricolores.

A derrota inapelável do Grêmio, enterra suas chuteiras na areia fofa e exibe outra vez a típica performance de um time de Celso Roth numa competição de pontos corridos. No começo, é um foguete. No returno, é o F-1 de Massa seguro por uma mangueira inútil como no GP de Cingapura. Pára do lado da pista. Não anda.

Roth escalou mal o time outra vez, manteve o inoperante Marcel, insistiu com o dispersivo Orteman, usou Pereira, que vinha de lesão, manteve os dois ineficientes laterais, Paulo Sérgio e Anderson Pico. Entrou no clássico como se pisasse num jogo qualquer, com os mesmos jogadores que estavam comprometendo, não surpreendeu, não deu algo mais, não trabalhou um fator surpresa. Levou quatro, poderia ter levado dois ou três mais se Edinho tivesse permanecido em campo e o Inter mantivesse seus 11, seu ritmo impressionante.

Ao mesmo tempo que o Grêmio cai, quatro jogos sem o grito da vitória no seu apavorante mês de setembro, o trio Cruzeiro, Flamengo e São Paulo exibe 46 pontos, quatro atrás do líder, e de olho vivo na liderança. A

A próxima rodada, 24 horas antes do difícil, no sentido de escolher alguém capacitado, voto de domingo, coloca o Palmeiras nas mãos do Atlético MG, na capital paulista, o Cruzeiro contra o Sport, em Minas, o São Paulo em Ipatinga e o Flamengo em Recife, contra o Náutico. O Inter encara o Coritiba, no Paraná, sob os olhos de um surpreso Brasil que deseja saber mais, do time que goleou o Grêmio, que o tirou da liderança, que ajudou o Palmeiras, que sobe na tabela como um Lewis Hamilton. 

Quem diria, 11 rodadas antes do final, 33 pontos no ar, e ninguém pode dizer quem será o campeão de 2008, muito menos os seguros e felizes habitantes do G-4. O Brasileirão recomeça a cada rodada. Nunca um campeonato no Brasil foi tão espetacular.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter vence clássico dos seus melhores sonhos

28 de setembro de 2008 36

O Inter venceu o clássico. Era a previsão (ao menos a minha), o colorado chegava fogoso de três vitórias consecutivas. O Grêmio patinava, atravessava o pior setembro da sua rica vida, três jogos sem vencer. O que ninguém esperava (imaginar, tudo bem, ok, o sonho é livre) era uma goleada e o Inter enfiou quatro gols no Grêmio ainda no primeiro tempo de um dos clássicos mais fantásticos da história do futebol gaúcho. Será difícil encontrar outro igual com um primeiro tempo assim. Diferentes, com goleadas de uma ou outra cor, devem chegar. Igual,

não creio.  

Consulto os mais antigos, pergunto, corro ao telefone, ninguém lembra de algo tão extraordinário nos últimos anos em apenas 45 minutos. O clássico 373 foi atípico, encontrou um resultado improvável, um escore que acontece de década em década. Treze rodadas depois, o Grêmio perdeu a liderança, levou um tranco do seu grande inimigo regional, desabou numa goleada histórica. O resultado do amplo escore pode ter os mais diferentes reflexos. O pior seria uma queda vertiginosa de Celso Roth e dos seus.

O Inter concluiu cinco vezes nos primeiros 45 minutos. Marcou quatro vezes. Incrível! D`Alessandro foi o maestro. Fez o seu, um golaço de pé esquerdo da meia lua da grande área, ajudou na construção de dois e foi o melhor em campo. Seu coadjuvante foi Guiñazu. A noite foi dos argentinos.

O jogo foi também o da consagração do zagueiro Índio, três gols nos quatro Gre-Nais da temporada. Alex flutuou em campo. O Inter inteiro, somado, foi um bloco só. Ganhou com justiça, com tranqüilidade, não fosse a expulsão justa de Tcheco e Edinho, o resultado seria mais elástico ainda.

Acho que Evandro Roman não influenciou no resultado final, mas a cobrança da falta que originou o segundo gol do Inter pareceu apressada demais. O juiz ainda estava formando a barreira quando Guiñazu, usando o pé esquerdo e todos os seus neurônios a serviço do bom futebol, colocou a bola docemente no pé esquerdo de Alex na frente de Victor.

Nos seus raros momentos de lucidez, o Grêmio conseguia chegar perto da área, mas a bola morria na falta de qualidade de seus atacantes. Marcel lembrava um poste, tamanha a sua imobilidade. Perea não conseguia nem o drible. O ataque continua mudo em gols. Dos dois gols marcados em setembro, Léo, o zagueiro, fez um, Tcheco, homem de meio-campo, anotou o segundo.

O que se vê a cada jogo, desde a queda no Maracanã (Flamengo, 2 a 1), é um time em desconstrução, sem energia, determinação, isento da pegada que o caracterizava. Roth se repete, diz que tudo vai melhorar a partir do próximo jogo. Roth sempre começa bem, perde o fôlego na virada dos turnos e depois cai, tropeça, beija a lona como um boxeador atarantado pelos golpes.

O Grêmio é outro time, 11 irreconhecíveis jogadores. Perdeu o pique, a certeza, a tranqüilidade e o caminho dos gols do primeiro turno. Ninguém sabe onde vai parar, ninguém aposta mais que o G-4 possa segurar o ex-líder, hoje um segundo colocado em queda. Goleada em Gre-Nal, você sabe, pode ter efeitos destruidores.

O Inter que emerge do clássico, dos 4 a 1 históricos, é um novo time e que enche de fé e esperança os fãs colorados. Uma equipe mais encorpada, determinada e qualificada. O preparo físico melhorou. O Inter corre mais. Ao marcar mais, pode plantar em campo fértil as idéias de Tite. Criticado, quase sacrificado no mês passado, Tite dá ao Inter a cara de um time poderoso. Capaz de avançar rumo ao G-4. O futuro do Inter se abre com um poder que o time não tinha algumas horas atrás. A goleada vitaminou o time.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nem Inter segura Kaká, Ronaldinho e Pato em Milão

28 de setembro de 2008 7

Kaká foi o melhor em campo no clássico italiano, mas Ronaldinho surpreendeu, fez o gol da vitória e jogou bem/Luca Bruno, AP
Nem pensei em ver Náutico e Palmeiras correndo no mais esburacado e irregular gramado dos estádios brasileiros da Série A _ nem o do Atlético Serrano, de São Francisco de Paula, conseguia ser pior na sua várzea embarrada de anos bem passados. Escalei direto, sem paradas, o Canal 60 em busca de Milan e Inter, um dos clássicos do planeta, reunido seis brasileiros (Kaká, Pato e Ronaldinho, Júlio César, Maicon e Mancini) no Giuseppe Meazza (ou San Siro) _ a catedral do futebol, 84 mil lugares. Deixei o jogo no Nordeste por conta do rádio, que conta tudo a toda hora.

 

Com poucos mais 30 minutos de um bom, disputado e imprevisível jogo, lotado de craques de quase uma dúzia de nacionalidades diferentes, Ronaldinho fez valer a pena os 90 minutos na cadeira da Redação de ZH em dia de perfeita primavera. Marcou um belo (e raro) gol de cabeça, depois do passe perfeito, medido, do sempre genial Kaká.

O gaúcho organizou toda a jogada, fazendo um lançamento longo pelo alto. Kaká dominou, encontrou a linha de fundo e buscou a cabeça do seu companheiro de Seleção que entrava pelo meio da área, lado direito do goleiro Júlio César. Ronaldinho voou em busca da bola, tocou no canto esquerdo do goleiro, alto, sem a mínima chance.

Ronaldinho fez o seu melhor primeiro tempo em meses. Kaká, a melhor partida depois da lesão. Pato tentou a jogada pessoal, sempre perigoso e insinuante, mas caiu na linha do impedimento algumas vezes e saiu aos 73 minutos de ação.

O Ronaldinho avistado em Milão é o que a Seleção precisa, o que o Milan reza todos os dias para aparecer aos domingos. Desta vez, ele não foi burocrático, não se escondeu no lado esquerdo do ataque, não sumiu no calor da marcação. Não foi o melhor do mundo outra vez, longe disso, mas fugiu do anonimato nos 83 minutos que esteve em campo. Sua aparição foi revigorante, quase promissora.

No segundo tempo, quando o Milan continuava melhor, seu trio ofensivo brasileiro ainda infernal, o técnico José Mourinho arriscou, inventou e não saiu do zero. Trocou um zagueiro (Materazzi) por um centroavante (Julio Cruz) e colocou outro centroavante (Adriano) no lugar de um meia (Mancini).

O 1 a 0 parecia instável. Novo gol poderia nascer em qualquer lado. Por falta em Kaká, Burdisso foi expulso aos 76 minutos. Com 10, o Inter continuou atacando e o Milan se apoderou do contra-ataque. Materezzi imitou D`Alessando numa bobagem, xingou o juiz do banco de reservas e recebeu o justo cartão vermelho.

O Milan mereceu a vitória, buscou o gol de todas as formas e por todos os lados e exibiu um Kaká sempre maestro, jogando para a frente, objetivo e sem firulas. Quando reencontrar a sua melhor forma, será outra vez o melhor do mundo. É muito mais completo que Messi e Cristiano Ronaldo.

Ah, não senti falta alguma de Náutico e Palmeiras, seja lá o jogo que foi e as conseqüências que trará ao futebol gaúcho. Será que fiz bem? Você não fez o mesmo? 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gol colorado no clássico português

28 de setembro de 2008 1

João Henriques, AP
Zagueiro que os colorados nem conseguiram aprender a gostar, admirar, idolatrar, porque foi negociado com a Europa meses depois de ter deixado as categorias de base do clube, Sidnei começa a exibir seu talento em Portugal.

 

Com a camisa colorada do Benfica, o zagueiro fez um gol na vitoria o seu time sobre o Sporting (2), sábado, no encontro que é definido como um dos maiores clássicos do país. Ele marcou aos 27 minutos do segundo tempo. O Benfica é o terceiro colocado, ao lado do Porto, com os mesmos oito pontos, após quatro rodadas.

Sidnei começa a ser elogiado, destacado e a mídia local informa que o Benfica pode negociá-lo já na próxima temporada. Portugal, como se sabe, é porta de entrada para uma Europa mais competitiva. Quem se destaca nos três grandes clubes do país, Benfica, Porto e Sporting, tem grandes chances de freqüentar equipes da Inglaterra, Espanha e Itália.

Postado por Zini, Porto Alegre

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