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Posts de setembro 2008

O futuro do Grêmio está nas mãos de Celso Roth

30 de setembro de 2008 35

Ouvi com a atenção dos curiosos a entrevista coletiva de Celso Roth no quase mudo e ainda atarantado Olímpico do final da tarde de terça-feira. No topo, o técnico se explica. Nos bastidores, a eleição esquenta e evolve quase todos da direção, ex-dirigentes, conselheiros, uma batalhão de gente.

Eles dizem que as disputas políticas batem na porta do vestiário e voltam. Não retornam, você sabe. Entram e ajudam a mudar o ambiente. É impossível para os dirigentes, por melhores que sejam, por mais bem intencionados que são, lidar com futebol, votos e costuras políticas ao mesmo tempo.

 

Achei a entrevista de Celso Roth deprimente, ele deprimido. O treinador estava abatido, ainda sonado com os quatro e históricos gols do clássico 373. Disse na conversa com os repórteres que derrota chama derrota, com a derrota "as coisas ruins" começam a acontecer, a derrota gera lesões, etc. Note seu ânimo.

Suas verdadeiras explicações para a goleada ainda não chegaram aos ouvidos da maioria. Permanecem ocultas, talvez disponibilizadas para poucos e seletos ouvintes. O que eu ouvi de mais estranho foi "é preciso manter a rotina e trabalhar mais" ou "melhorar a qualidade do trabalho". O pior foi notar que ele parece disposto a manter no time os mesmos jogadores que andam falhando um dia sim e o outro também.

Roth fez um grande primeiro turno, foi elogiado, destacado. Mereceu todos os elogios. Em determinado momento parecia que a sina de Celso Roth, de começar bem e terminar muito mal, estava superada. Seus críticos no Olímpico, por exemoplo, baixaram o tom de vaias e quase não se ouvia mais gritos irados.

Bastou o Grêmio pisar no segundo turno que tudo mudou, tudo virou de cabeça para baixo e Roth mergulho em outra espiral de pontos perdidos. O Grêmio foi murchando aos poucos e hoje, 11 rodadas antes da última e definitiva, 33 pontos vagos, nem pode mais ser chamado de líder. É segundo, na sombra do Palmeiras, que mesmo sem bola para tanto puxa a liderança.

Pois Roth, agora criticado, é a única salvação aparente e imediata do Grêmio. Novas vitórias, novo sopro de vida, passam por ele, pelo seu comando. Roth precisa ser o motivador, o renovador, o recuperador. Não há mais tempo para buscar um novo técnico. O problema é saber se ele consegue apagar o seu passado em dois meses e asfaltar um novo e promissor futuro.

O futuro da carreira de mais de uma década do experiente e experimentado Roth está intimamente ligada ao Grêmio dos nossos dias. Se conseguir o título improvável, mas possível, eles sobe alguns andares na carreira de técnico. Se perder, volta a ser o mesmo Celso Roth do passado, o que começa bem, mas chega sempre mal.

Roth e o Grêmio estão numa encruzilhada. O título de um lado, o nada do outro. Talvez nem a vaga no paraíso do G-4 alimente um sentimento de orgulho depois que o título brasileiro escapou da palma da mão.  

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter pode terminar 08 na Libertadores e no Japão

30 de setembro de 2008 35

Adriano avança sobre a defesa da Universidad Católica na noite do 1 a 1 quando atacante marcou o solitário gol do Inter/Roberto Candia, AP

O final do ano do Inter pode se melhor do que o esperado no mês passado, no mês anterior, em junho, quando a auto-estima estava baixa. Hoje, as projeções parecem tocar o infinito. O 2009 pode se encerrar com o Inter no conforto da Libertadores e na disputar de mais uma copa no Japão.

Setembro vitaminou o Inter, quatro vitórias consecutivas no Brasileirão (sendo uma histórica contra o Grêmio), um posto quase certo nas quartas-de-final da Copa Sul-americana (outra vez passando de viagem sobre o seu maior rival). Resultado de Gre-Nal sempre engana, mas motiva o vitorioso, anima os fãs. É uma mola propulsora.

Com 12 pontos em quatro jogos consecutivos, o Inter namora o G-4 com todas as suas forças, o Inter pensa na final da Sul-americana com o poder competitivo do seu mistão, que achou o 1 a 1 no final do jogo com a Universidad Católica, no Chile.

O Inter sabe que o campeão da Sul-Americana jogará no Japão, contra o campeão japonês, possivelmente na metade do ano que vem. Disputarão a Copa Suruga Bank, a mesma que o Arsenal argentino levantou ao superar o Gamba Osaka (1 a 0), no dia 30 de agosto passado.

Esta foi a primeira edição do torneio, que vai até 2011 e será sempre disputada em jogo único no estádio Nagai, em Osaka. Eu estava coincidentemente em Buenos Aires no dia da decisão e vi parte do corrido jogo sintonizando a Fox Sports na tevê do meu hotel perto da Casa Rosada.

Com a competência que exibiu no Gre-Nal, se repetir no mesmo futebol nos compromissos dos próximos dois meses, todos jogos decisivos, o Inter pode terminar 2008 em dois lugares estratégicos ao mesmo tempo:

1) No G-4, que o colocaria na Copa Libertadores no ano do seu centenário.

2) Como campeão da Sul-americana, já com o passaporte carimbado para o Japão.

 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Oito questões sobre o futuro de Celso Roth

29 de setembro de 2008 85

Oito perguntas que Celso Roth, o destacado e elogiado comandante de campo do Grêmio no primeiro turno, agora um criticado e instável técnico no segundo turno, precisa responder com certa urgência. Será que ele voltou a ser o Roth do seu pior passado, que teima em se repetir, ou a fase é apenas passageira e a redenção começa sábado contra o Botafogo?

1) Que motivos o levaram a escalar Pereira e Perea num Gre-Nal decisivo quando os dois jogadores voltam de lesão. Os jogadores foram realmente testados, os médicos estavam mesmo conscientes? Precisava usar os dois de saída, correndo um risco sério?

2) Paulo Sérgio está jogando mal desde a virada do turno. Anderson Pico alterna uma má partida com outra má partida. Hélder, seu companheiro de lado esquerdo, também ainda não acertou. Por que o técnico não pediu a contratação de novos laterais enquanto a janela estava aberta? Porque não improvisar se os especialistas da posição não estão dando conta do recado?

3) Souza é uma alternativa para a lateral/ala direita. No São Paulo foi escolhido um dos melhores jogadores da posição do país (acho que na época era o melhor). Por que o jogador não pode entrar no começo de uma partida, mas é usado depois do intervalo? Por que é escalado na esquerda, como no jogo com o Atlético, no Paraná?

4) Atacante bom é o que faz gol. Quando não faz, desce ao banco, e sobe o seu reserva imediato. Marcel não estufa as redes, nem sai do time. Qual o mistério desta estéril união? Qual o seu benefício ao time que só Celso Roth vê e gosta.

5) Morales foi trazido do Uruguai com fama de goleador. Foi chamado porque os gols escasseavam, rareavam. Por que não joga? Será que joga menos do que Marcel? Ou ainda menos que qualquer outros dos infrutíferos atacantes gremistas?

6) Usar Orteman como segundo volante é suicídio coletivo. "Orteman é um uruguaio com alma de colombiano", segundo a brilhante definição de um internauta chamado Gilberto Silva. Ele não sabe marcar como um volante, não possui a pegada de um segundo volante. Ele pode ser qualquer coisa, menos um intenso marcador de meio-campo. Com ele, Roth abriu o time. Sobrecarregou Rafael Carioca e toda a defesa. Podia ter escalado William Magrão. Não quis. Preferiu usar os outros dois que vinham de lesão, deixou o terceiro no banco e errou. A decisão que fragilizou o meio-campo não passou pela direção?

7) Desde o dia 9 de agosto, 4 a 0 no Atlético MG, em Minas Gerais, que o Grêmio não joga uma grande partida, uma partida de exceção, uma partida de líder real. Passou quase dois meses vivendo da gordura acumulado do seu doce e recente passado. O bom futebol não retornou, mas Roth manteve o mesmo time, não encontrou substitutos para as peças carentes, não criou novas soluções, novas estratégias táticas, novas opções de jogo. E olha que ele teve tempo. Os jogos são semanais, sobre espaço para os treinos. Por que? Faltou visão, experiência, luz, norte, comando? Ou tudo somado, junto?

8) Celso Roth costuma arrancar bem, posicionar seus times em lugares de destaque na tabela, mas o fôlego é sempre curto. A aceleração diminui no segundo turno, cai, quase estanca. Será que alguém da direção do Grêmio já tentou entender o processo, que é antigo, e sempre atinge o seu atual técnico?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fernando Carvalho é o nome da nova união colorada

29 de setembro de 2008 32

Quatro a um no clássico é querosene aditivada no tanque do Boeing colorado. O jato levantou, aterrissa em Curitiba sábado que se aproxima, testa outro aeroporto inóspito e projeta novos vôos até o Planalto Central, casa do Goiás.

A pista segura do G-4 é o destino final. O título parece possível, mas a distância ainda é lunar. O Inter, ao lado do Goiás, é a grande surpresa da parte final do Brasileirão. Ameaça agora Flamengo, São Paulo e Cruzeiro, os que se revezam na parte de baixo do G-4.

 

O Inter sai do Gre-Nal com um time definido, afirmado, confiante e em busca de novos e perigosos desafios. Tite encontrou seu 11 titulares, achou o ponto, derrubou aparentemente os preconceitos que o cercavam e roubavam parte do seu fôlego e impediam o seu crescimento. Da equipe A, apenas o lateral direito é dúvida. Os outros 10 lugares estão fechados, com Edinho e Clemer, dois históricos perseguidos pela torcida vermelha confirmados.

Tite acertou a formação depois da seqüência de jogos, depois que o preparador físico consegui trabalhar, depois de muitos encontros com Fernando Carvalho - os dois sozinhos, os dois e a comissão técnica, todos e a parte mais nobre da direção. Tite reclamou muito dos grupos, os que minavam o vestiário, os que desabafavam no microfone problemas que podiam ser perfeitamente resolvidos em salas fechadas do clube.

Experiente, Carvalho ouviu, pediu a definição de um time, prometeu entrar de cabeça no vestiário e pacificar as oposições. Agiu. Deu apoio total ao técnico e foi tentar convencer os jogadores, alguns com salários milionários, pagos em dias. outros ganhando menos, mas jogando menos ainda. Conseguiu a união e a confiança depois de dialogar, argumentar, discutir. A prova veio no Rio, onde o time jogou, transpirou e liquidou o Botafogo, na época uma das sensações do momento. Carvalho é o grande nome da virada colorada.

O time de Tite foi moldado aos poucos, venceu três vezes em seqüência, fez um jogo superior com com o Botafogo, alcançou o máximo no Gre-Nal. Tite escalou quatro homens de pé esquerdo, fincou um volante-volante na frente de dois zagueiros, segurou os laterais, mandou dois meias se aproximar do solitário Nilmar. D`Alessandro começou a jogar o futebol que todos esperavam dele. Pronto, o bom time do Inter saiu do papel, apresentou um futebol superior e encantou.

Coritiba e Goiás, o time de melhor aproveitamento no returno, são os novos testes, ambos distantes de Porto Alegre. Se repetir o futebol da noite de domingo, passa com naturalidade, traz seis pontos na carga do Boeing.

Mas o Gre-Nal, nós sabemos, é um jogo todo especial, que foge da lógica, que vende fantasias. Nem sempre pode ser o real de todos os jogos. As rodadas finais serão decisões semanais e a cada 90 minutos o colorado vai lembrar do primeiro tempo do Gre-Nal. Vai querer futebol igual. Vai imaginar que pode mais.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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A estéril aliança de Roth e Marcel no ataque azul

28 de setembro de 2008 84

O violento e inesperado ciclone extratropical que atingiu o Grêmio na beira do Guaíba sem aviso antecipado da meteorologia local foi devastador. Não só pela chuva de gols, 4 a 1, mas também pela tombo na tabela na 27ª rodada do Brasileirão.

 

Treze longas rodadas depois, o Tricolor desce do topo, assume a segundo colocação, atrás do novo líder Palmeiras (que também levou quatro do Inter), os dois com 50 pontos ganhos, mas os paulistas têm uma preciosa e definitiva vitória a mais, 15 contra 14.

Os efeitos da goleada no clássico pode ser ainda mais devastadora para o Grêmio, que agora volta ao Olímpico e aguarda o Botafogo, ainda com idéia fixa de assumir um posto no G-4. No jogo com os cariocas não existe outro resultado que não seja o dá vitória. Um derrota começar a detonar o cimento do G-4 que parecia sólido e definjitivo nos pés tricolores.

A derrota inapelável do Grêmio, enterra suas chuteiras na areia fofa e exibe outra vez a típica performance de um time de Celso Roth numa competição de pontos corridos. No começo, é um foguete. No returno, é o F-1 de Massa seguro por uma mangueira inútil como no GP de Cingapura. Pára do lado da pista. Não anda.

Roth escalou mal o time outra vez, manteve o inoperante Marcel, insistiu com o dispersivo Orteman, usou Pereira, que vinha de lesão, manteve os dois ineficientes laterais, Paulo Sérgio e Anderson Pico. Entrou no clássico como se pisasse num jogo qualquer, com os mesmos jogadores que estavam comprometendo, não surpreendeu, não deu algo mais, não trabalhou um fator surpresa. Levou quatro, poderia ter levado dois ou três mais se Edinho tivesse permanecido em campo e o Inter mantivesse seus 11, seu ritmo impressionante.

Ao mesmo tempo que o Grêmio cai, quatro jogos sem o grito da vitória no seu apavorante mês de setembro, o trio Cruzeiro, Flamengo e São Paulo exibe 46 pontos, quatro atrás do líder, e de olho vivo na liderança. A

A próxima rodada, 24 horas antes do difícil, no sentido de escolher alguém capacitado, voto de domingo, coloca o Palmeiras nas mãos do Atlético MG, na capital paulista, o Cruzeiro contra o Sport, em Minas, o São Paulo em Ipatinga e o Flamengo em Recife, contra o Náutico. O Inter encara o Coritiba, no Paraná, sob os olhos de um surpreso Brasil que deseja saber mais, do time que goleou o Grêmio, que o tirou da liderança, que ajudou o Palmeiras, que sobe na tabela como um Lewis Hamilton. 

Quem diria, 11 rodadas antes do final, 33 pontos no ar, e ninguém pode dizer quem será o campeão de 2008, muito menos os seguros e felizes habitantes do G-4. O Brasileirão recomeça a cada rodada. Nunca um campeonato no Brasil foi tão espetacular.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter vence clássico dos seus melhores sonhos

28 de setembro de 2008 36

O Inter venceu o clássico. Era a previsão (ao menos a minha), o colorado chegava fogoso de três vitórias consecutivas. O Grêmio patinava, atravessava o pior setembro da sua rica vida, três jogos sem vencer. O que ninguém esperava (imaginar, tudo bem, ok, o sonho é livre) era uma goleada e o Inter enfiou quatro gols no Grêmio ainda no primeiro tempo de um dos clássicos mais fantásticos da história do futebol gaúcho. Será difícil encontrar outro igual com um primeiro tempo assim. Diferentes, com goleadas de uma ou outra cor, devem chegar. Igual,

não creio.  

Consulto os mais antigos, pergunto, corro ao telefone, ninguém lembra de algo tão extraordinário nos últimos anos em apenas 45 minutos. O clássico 373 foi atípico, encontrou um resultado improvável, um escore que acontece de década em década. Treze rodadas depois, o Grêmio perdeu a liderança, levou um tranco do seu grande inimigo regional, desabou numa goleada histórica. O resultado do amplo escore pode ter os mais diferentes reflexos. O pior seria uma queda vertiginosa de Celso Roth e dos seus.

O Inter concluiu cinco vezes nos primeiros 45 minutos. Marcou quatro vezes. Incrível! D`Alessandro foi o maestro. Fez o seu, um golaço de pé esquerdo da meia lua da grande área, ajudou na construção de dois e foi o melhor em campo. Seu coadjuvante foi Guiñazu. A noite foi dos argentinos.

O jogo foi também o da consagração do zagueiro Índio, três gols nos quatro Gre-Nais da temporada. Alex flutuou em campo. O Inter inteiro, somado, foi um bloco só. Ganhou com justiça, com tranqüilidade, não fosse a expulsão justa de Tcheco e Edinho, o resultado seria mais elástico ainda.

Acho que Evandro Roman não influenciou no resultado final, mas a cobrança da falta que originou o segundo gol do Inter pareceu apressada demais. O juiz ainda estava formando a barreira quando Guiñazu, usando o pé esquerdo e todos os seus neurônios a serviço do bom futebol, colocou a bola docemente no pé esquerdo de Alex na frente de Victor.

Nos seus raros momentos de lucidez, o Grêmio conseguia chegar perto da área, mas a bola morria na falta de qualidade de seus atacantes. Marcel lembrava um poste, tamanha a sua imobilidade. Perea não conseguia nem o drible. O ataque continua mudo em gols. Dos dois gols marcados em setembro, Léo, o zagueiro, fez um, Tcheco, homem de meio-campo, anotou o segundo.

O que se vê a cada jogo, desde a queda no Maracanã (Flamengo, 2 a 1), é um time em desconstrução, sem energia, determinação, isento da pegada que o caracterizava. Roth se repete, diz que tudo vai melhorar a partir do próximo jogo. Roth sempre começa bem, perde o fôlego na virada dos turnos e depois cai, tropeça, beija a lona como um boxeador atarantado pelos golpes.

O Grêmio é outro time, 11 irreconhecíveis jogadores. Perdeu o pique, a certeza, a tranqüilidade e o caminho dos gols do primeiro turno. Ninguém sabe onde vai parar, ninguém aposta mais que o G-4 possa segurar o ex-líder, hoje um segundo colocado em queda. Goleada em Gre-Nal, você sabe, pode ter efeitos destruidores.

O Inter que emerge do clássico, dos 4 a 1 históricos, é um novo time e que enche de fé e esperança os fãs colorados. Uma equipe mais encorpada, determinada e qualificada. O preparo físico melhorou. O Inter corre mais. Ao marcar mais, pode plantar em campo fértil as idéias de Tite. Criticado, quase sacrificado no mês passado, Tite dá ao Inter a cara de um time poderoso. Capaz de avançar rumo ao G-4. O futuro do Inter se abre com um poder que o time não tinha algumas horas atrás. A goleada vitaminou o time.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nem Inter segura Kaká, Ronaldinho e Pato em Milão

28 de setembro de 2008 7

Kaká foi o melhor em campo no clássico italiano, mas Ronaldinho surpreendeu, fez o gol da vitória e jogou bem/Luca Bruno, AP
Nem pensei em ver Náutico e Palmeiras correndo no mais esburacado e irregular gramado dos estádios brasileiros da Série A _ nem o do Atlético Serrano, de São Francisco de Paula, conseguia ser pior na sua várzea embarrada de anos bem passados. Escalei direto, sem paradas, o Canal 60 em busca de Milan e Inter, um dos clássicos do planeta, reunido seis brasileiros (Kaká, Pato e Ronaldinho, Júlio César, Maicon e Mancini) no Giuseppe Meazza (ou San Siro) _ a catedral do futebol, 84 mil lugares. Deixei o jogo no Nordeste por conta do rádio, que conta tudo a toda hora.

 

Com poucos mais 30 minutos de um bom, disputado e imprevisível jogo, lotado de craques de quase uma dúzia de nacionalidades diferentes, Ronaldinho fez valer a pena os 90 minutos na cadeira da Redação de ZH em dia de perfeita primavera. Marcou um belo (e raro) gol de cabeça, depois do passe perfeito, medido, do sempre genial Kaká.

O gaúcho organizou toda a jogada, fazendo um lançamento longo pelo alto. Kaká dominou, encontrou a linha de fundo e buscou a cabeça do seu companheiro de Seleção que entrava pelo meio da área, lado direito do goleiro Júlio César. Ronaldinho voou em busca da bola, tocou no canto esquerdo do goleiro, alto, sem a mínima chance.

Ronaldinho fez o seu melhor primeiro tempo em meses. Kaká, a melhor partida depois da lesão. Pato tentou a jogada pessoal, sempre perigoso e insinuante, mas caiu na linha do impedimento algumas vezes e saiu aos 73 minutos de ação.

O Ronaldinho avistado em Milão é o que a Seleção precisa, o que o Milan reza todos os dias para aparecer aos domingos. Desta vez, ele não foi burocrático, não se escondeu no lado esquerdo do ataque, não sumiu no calor da marcação. Não foi o melhor do mundo outra vez, longe disso, mas fugiu do anonimato nos 83 minutos que esteve em campo. Sua aparição foi revigorante, quase promissora.

No segundo tempo, quando o Milan continuava melhor, seu trio ofensivo brasileiro ainda infernal, o técnico José Mourinho arriscou, inventou e não saiu do zero. Trocou um zagueiro (Materazzi) por um centroavante (Julio Cruz) e colocou outro centroavante (Adriano) no lugar de um meia (Mancini).

O 1 a 0 parecia instável. Novo gol poderia nascer em qualquer lado. Por falta em Kaká, Burdisso foi expulso aos 76 minutos. Com 10, o Inter continuou atacando e o Milan se apoderou do contra-ataque. Materezzi imitou D`Alessando numa bobagem, xingou o juiz do banco de reservas e recebeu o justo cartão vermelho.

O Milan mereceu a vitória, buscou o gol de todas as formas e por todos os lados e exibiu um Kaká sempre maestro, jogando para a frente, objetivo e sem firulas. Quando reencontrar a sua melhor forma, será outra vez o melhor do mundo. É muito mais completo que Messi e Cristiano Ronaldo.

Ah, não senti falta alguma de Náutico e Palmeiras, seja lá o jogo que foi e as conseqüências que trará ao futebol gaúcho. Será que fiz bem? Você não fez o mesmo? 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gol colorado no clássico português

28 de setembro de 2008 1

João Henriques, AP
Zagueiro que os colorados nem conseguiram aprender a gostar, admirar, idolatrar, porque foi negociado com a Europa meses depois de ter deixado as categorias de base do clube, Sidnei começa a exibir seu talento em Portugal.

 

Com a camisa colorada do Benfica, o zagueiro fez um gol na vitoria o seu time sobre o Sporting (2), sábado, no encontro que é definido como um dos maiores clássicos do país. Ele marcou aos 27 minutos do segundo tempo. O Benfica é o terceiro colocado, ao lado do Porto, com os mesmos oito pontos, após quatro rodadas.

Sidnei começa a ser elogiado, destacado e a mídia local informa que o Benfica pode negociá-lo já na próxima temporada. Portugal, como se sabe, é porta de entrada para uma Europa mais competitiva. Quem se destaca nos três grandes clubes do país, Benfica, Porto e Sporting, tem grandes chances de freqüentar equipes da Inglaterra, Espanha e Itália.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Na prensa

27 de setembro de 2008 4

O David Coimbra tentou me arrancar alguns palpites e confissões sobre o Gre-Nal deste domingo neste vídeo da série Na Prensa, em que ele entrevista comentaristas da empresa.

Confira:

Postado por Zini

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Juiz do Gre-Nal é perseguido por confusões

27 de setembro de 2008 4

Evandro Rogério Roman, 35 anos, nasceu no Alto Uruguai, em Erval Grande. Trocou muito jovem o Rio Grande pelo Paraná, antes mesmo dos cinco anos. Sua certidão de nascimento é de gaúcho, mas Roman é um paranaense de verdade, de formação. Sua escolha como juiz do Gre-Nal é correta.

 

Ele é do grupo de juizes emergentes do país, talvez um dos seis melhores profissionais do apito do Brasil no momento. Mas ainda não alcançou o preparo, a experiência e a competência de Carlos Simon e de Leonardo Gaciba,os dois melhores do país. Sua entrada nos quadros da Fifa se deu apenas em 2008. É em jogos como o Gre-Nal que árbitros como Romam são moldados. São provados e experimentados. São testados.

Roman apitou quatro partidas da gloriosa Dupla no Brasileirão 2008: duas vitórias tricolores (Vasco e Fluminense), um vitória (Botafogo) e uma derrota (Flamengo) colorada. Seu apito passa agora pelo Gre-Nal mais quente dos últimos tempos, da década.

O juiz agrada aos dois clubes, aos dirigentes, especialmente aos do Grêmio, que correram aos microfones para denunciar o pênalti que Alício Pena Júnior viu no Paraná, mas não marcou. Dirigente de futebol é assim. São todos iguais neste sentido. Basta o time começar a perder ou não alcançar os resultados esperados que o juiz aparece sempre como o primeiro e grande culpado culpado. Não é o goleiro, o ala, o centroavante ou o treinador. Não, o primeiro é o árbitro. Os outros culpados aparecem depois.

Júnior não está entre os 10 mais qualificados do país. Onde ele pisa, tem encrenca. No Olímpico, num Grêmio e São Paulo, anulou um gol legítimo de Dagoberto. No Gre-Nal do primeiro turno, no mesmo Olímpico, foi chamado pelo bandeirinha para marcar um pênalti contra o Inter. Antes havia validado um gol marcado em impedimento por Nilmar.

Roman, por sua vez, que é mais prerado, muito mais qualificado do que Júnior, mas enfrentou sérios e desgastantes problemas no Paraná, sua sede. O Tribunal da Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) chegou a abrir um inquérito para analisar uma desastrosa arbitragem de Roman, envolvendo Londrina e Engenheiro Beltrão (2 a 1).

Três anos atrás, Roman denunciou que alguns árbitros paranaenses estavam envolvidos num esquema de corrupção. Disse até que o Coritiba tentou subornar um bandeirinha num jogo com o Londrina. O clube o ameaçou na Justiça.

As confusões correm rápidas ao lado de Roman. Que o Gre-Nal, em nome de um bom, saudável e qualificado futebol, seja protegido das confusões de Roman. Ele precisa apenas apitar bem, não errar em lances decisivos, mostrar que é um profissional que pode subir novos degraus carregando o escudo da Fifa no peito estufado.

Roman sabe que o Gre-Nal é muito mais importante do que ele, um simples coadjuvante, como todos os árbitros. Ele não pode aparecer, os jogadores sim. Ele deve deixar o jogo correr no melhor estilo sul-americano, impedir o jogo picotado, o que sempre protege o juiz, mas prejudica o espetáculos. Aliás, uma das suas melhores armas é o preparo físico. Roman marca em cima do lance.

Ele já apitou jogos com menos de 30 falta e mais de 70 no campeonato. Se ele sumir no meio do clássico, melhor. Juiz bom é o que passa despercebido aos olhos do espectador do cimento e o do sofá. Sorte ao árbitro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter vive seu melhor momento, Grêmio não

27 de setembro de 2008 13

Faz três jogos que o Grêmio não ganha (Fluminense, Goiás, Atlético PR). Faz três jogos que o Inter só ganha (Lusa, Botafogo e Vitória). O primeiro é líder. O segundo está em 11º lugar. O clássico de domingo promove o reencontro da Dupla no melhor gramado do Brasil, no final da tarde de domingo. Clássico, eu aprendi, você sabe, é um jogo que dispensa favoritos. Ele nunca existe, é um fantasma, o provável favorito se dissolve nos primeiros movimentos da partida.

O técnico Tite, na noite fria de Santiago, quinta-feira, após o empate quente com a Universidad Catolica (1 a 1), comparou o maior jogo dos gaúchos com outras gigantescas disputas em São Paulo (Palmeiras e Corinthians) e em Minas Gerais (Cruzeiro e Atlético). Decisões que ele vivenciou nos reservados dos treinadores, ao lado dos gramados do Morumbi e do Mineirão.

Anunciar um vitorioso, prever um resultado, adiantar uma goleada é suicídio. Raros se arriscam. Só torcedores, que têm compromissos apenas com eles mesmos.

Os grandes jogos, por outro lado, liberam sinais nos dias que os antecedem. O Gre-Nal não é diferente. O Grêmio começou a semana imaginado um complô nacional para afastá-lo da briga do título. Não apresentou provas, mas culpou a arbitragem, a mesma que o ajudou sem querer. Eu acho que os árbitros são honestos até ver provas ao contrário. Eles erram por incompetência, como nós todos em alguns momentos.

Depois, os dirigentes ainda provocaram o Inter, dizendo que "passariam a máquina" no Beira-Rio. Tudo bem. Fala quem pode, ouve quem quer e a declaração nasceu como mais uma provocação pré-Gre-Nal.

Quem apeasse hoje na Terra, imaginaria que as posições estão invertidas. Que o Inter seria o líder, que o Grêmio não aparecia entre os 10 de acordo com o volume das entrevistas no Olímpico.

As três vitórias consecutivas do Inter recuperaram o valor de um time que parecia destinado ao fracasso. Apareceu o futebol, renasceu a vontade, surgiu o preparo físico. A durabilidade das novas pilhas é que é a grande questão. Alcalinas ou não? Mas o astral é bom, a confiança maior ainda.

Do lado tricolor, os dois empates (fora) e a derrota (Olímpico), a meteórica aproximação do Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo (um técnico vencedor, acima de seus problemas pessoais), mexeu com a recente tranqüilidade gremista. O futebol não é o mesmo, a vontade ainda é. O que o fã gremista precisa saber é se a queda se torna inevitável, ou se o líder competente e quase imbatível do primeiro turno pode renascer nas margens do Guaíba.

Antes das certezas, o Gre-Nal de outubro, o terceiro do ano (três empates), é um jogo de lotado de perguntas que raros saberiam responder. Talvez você possa garantir algumas respostas. Eu vejo o Inter mais otimista pelas três vitórias, uma atrás da outra. Nota o Grêmio menos, suas últimas performances não liberaram um só sorriso. O Inter começa melhor o clássico, entra em campo, depois de uma longa crise no Brasileirão, no seu melhor momento. O Grêmio não vive o seu melhor momento. Já viveu. Busca o renascimento.  

Postado por Zini, Porto Alegre

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A última esperança de gols da terra azul

26 de setembro de 2008 27

Ao bom e equilibrado time do Grêmio de outros dias mais luminosos, líder aperreado do Brasileirão, seguro na defesa, consistente e criativo no meio-campo, falta o matador, o sagrado centroavante de todas as grandes áreas. Homem capaz de apavorar defesas, paralisar goleiros, amedrontar torcidas e marcar um gol, pelo menos um, a cada dois jogos. Ás vezes mais, dois, três, a cada partida.

 

Ao Grêmio falta o centroavante de carteirinha com carimbo de competência, com DNA e MBA. O homem do chute mortal, da cabeçada indefensável, do drible definitivo na zona do agrião.

Meio Rio Grande ergue os braços e pede o seu número 9 que, se Celso Roth deixar, poder ser o gigante uruguaio Richard Morales. Morales é a última esperança de gols da parte azul da Terra. Não há outro, não tem mais ninguém.

Os antecessores tiveram todas as chances do mundo, mais de 20 rodadas e não fizeram o que deveriam ter feito, os gols em cascata como manda o manual dos verdadeiros atacantes.

É preciso somar todos os gols dos três atacantes preferidos de Celso Roth, Perea (8), Marcel (7) e Reinaldo (7), para superar o número de gols de Kléber (18) e Alex Mineiro (16), os dois goleadores do campeonato. Imagine se um dos três atacantes tricolores imitasse Kléber e Mineiro? A liderança não estaria pendura em apenas um tênue, perigoso e imprevisível ponto.

O clássico é um jogo que começa a definir o futuro imediato do Grêmio. Empate é péssimo, fora se acoplado a uma derrota do Palmeiras em Recife, onde o time paulista perdeu duas vezes em 2008, mas sempre para o Sport – e o adversário agora é o pobre Náutico, dono do pior gramado do país.

Os 41 gols do Grêmio no campeonato estão nos créditos de vários jogadores, 22 deles nos pés e nas cabeças de Perea, Reinaldo e Marcel. Só que os ataques nos últimos jogos estão morrendo no corpo das defesas, nas mãos dos goleiros, no infinito da linha de fundo. Com Morales talvez a bola encontre o caminho natural dos atacantes, levante as redes adversárias.

Morales é o centroavante do lado azul do Gre-Nal. Falta apenas convencer Celso Roth a usar Perea e Morale juntos, alicerçados pelo 3-5-2 que já deu certo. 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dunga chama Pato, risca Ronaldinho Gaúcho

25 de setembro de 2008 11

O polivalente Mancini é a grande (e boa) surpresa dos novos nomes da Seleção, bem como a volta do nosso grande craque, Kaká/Alberto Ramella, AP
Dunga esqueceu Ronaldinho, reserva no Milan – e até agora ninguém reclamou. O banco de reservas tem sido a sua realidade na Itália. Foi na Espanha nos últimos tempos, e na Seleção em alguns jogos. Dunga lembrou de Pato, três gols nos três últimas partidas do Milan. Voltou a pedir por Lucas, que voltou bem ao Liverpool, e Anderson, que não está assim tão bem no Manchester United.

 

Mas riscou da sua lista de jogadores que enfrentarão Venezuela e Colômbia (12 e 15 de outubro) dois outros conhecidos gaúchos, o goleiro Renan e o atacante Rafael Sobis. O Brasil ocupa o segundo lugar nas eliminatórias, com 13 pontos. O líder é o Paraguai, que tem 17.

A grata surpresa foi a convocação de Mancini, da Inter de Milão, um jogador que pode atuar na ala e na meia, talvez até como um segundo atacante. Conviver com Maicon é sempre um risco.

A boa notícia é a volta de Kaká, o mais completo jogador brasileiro dos últimos tempos. A insana insistência com Gilberto Silva, Mineiro e Elano continua – faltou apenas Mineiro. Dunga não sabe que eles passaram, que precisam desocupar o espaço, que os novos querem jogar, querem a mesma seqüência de jogos dos dos mais experientes.

No site da CBF, Dunga disse:

– Serão dois jogos difíceis, como todos das Eliminatórias. A Venezuela progrediu muito nos últimos anos, ainda mais depois da Copa América, ganhou confiança e tem agora jogadores com mais experiência, atuando no exterior. A Colômbia estará motivada com a troca de técnico.

Não, contra a Venezuela nunca é difícil. A Colômbia dos nosso dias e seus fantasiosos e displicentes jogadores é freguês quando joga fora dos seus estádios.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Titulares do Inter viajam ao Chile como reservas

25 de setembro de 2008 12

Com o decisivo e trepidante Gre-Nal apitando nos seus ouvidos, com três vitórias consecutivas no Brasileirão, com o G-4 ao alcance do seu mapa, o Inter muda de idéia, descansa os titulares e investe num misto quente no pé da Cordilheira dos Andes.

 

Retira, senta no banco,  Índio, Magrão, D`Alessandro, Guiñazu e Nilmar. Aposta nos sempre discutidos Ricardo Lopes, Clemer, Adriano, Edinho e Bolívar. Esta é a tendência.

Quando a imagem do G-4 batia como miragem, a Copa Sul-Americana valia tudo, até mesmos os titulares em campo contra os reservas nos dois clássicos gaúchos da competição semanas atrás.

Ao optar pelos reservas, mesmo levando, cansando os titulares, ao Chile, o Inter diz apenas que os outros times já haviam afirmado e repetido. Que a Copa Sul-Americana não vale "quase" nada. O "quase" fica pendente porque um tropeço no Brasileirão colocar o torneio na lista de prioridades outra vez.

Se a competição vale somente alguns dólares (sempre bem-vindos), vive com os estádios vazios, com baixas audiências na tevê, não encontrei motivos lógicos para contar a grande maioria dos titulares colorados viajando no mesmo Boeing com os reservas. Não seria mais produtivo levar apenas 15 jogadores ao Chile, como fez o Palmeiras no Peru? Deixar parte dos titulares no Beira-Rio, entregue aos treinos naturais da semana?

O Inter age certo ao chamar os reservas. A Universidad Católica é um adversário fraco, sem nome próprio, sem história continental. Pode complicar em casa, com o apoio da torcida, mas depois tem o jogo da volta. Fora é frágil. O que eu não entendi ainda foi a longa viagem dos titulares do Inter. Uma viagem sem sentido, ao menos observando agora, antes da partida.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Pato descobre o caminho do gol no Milan

24 de setembro de 2008 10

No competitivo futebol italiano não adianta ser craque, como Ronaldinho Gaúcho, é preciso estar em forma e entrar na competição com o corpo e a alma/Adriano Sabone, AP

O jovem atacante paranaense Alexandre Pato ajudou o Milan na quarta-feira italiana. Marcou outra vez, o terceiro em três jogos. Assegurou o 2 a 1 do seu time contra o Reggina fora de casa.

A avaliação é uma. Só. O Milan melhora a cada jogo, Pato anda aproveitando as oportunidades, Kaká voltou bem após a lesão e Ronaldinho ganhou um lugar especial no banco de reservas, ao lado do ucraniano Andriy Schevchenko.

Com seis pontos, o Milan ainda navega no meio da tabela depois de um trágico início de temporada. O líder da Série A é a Inter, que venceu o Lecce por 1 a 0, com 10 pontos depois de quatro rodadas.

O final de semana programa o grande clássico de Milão. Será o melhor teste para os dois grandes rivais do norte italiano. Os donos das duas maiores torcidas, atrás apenas da grande Juventus.

Ao contrário das previsões iniciais dos jornalistas italianos, Schevchenko deixou os gols em Londres, em Stamford Bridges. Sem gols ele não é nada. No espaço deixado pelo atacante da Seleção da Ucrânia, Pato anda fazendo os gols que seriam obras naturais do antigo titular. Aos 19 anos recém feitos, o ex-colorado está ganhando uma posição no ataque do Milan.

Do potencial de Pato, poucos duvidavam. A dúvida era se ele teria oportunidades de jogar uma seqüência de partidas no time do Milan. Como Schevchenko e Ronaldinho Gaúcho devem estar sabendo, titularidade se ganha no nome, mas não por longo tempo. Jovem como é, Pato precisa jogar, aprender. Necessita de uma larga continuidade, mesmo que os gols não venham em todas as partidas.

Pato tem dois gols, os artilheiros da competição somam quatro cada um, os argentinos Zárate (Lazio) e Milito (Genoa)

Postado por Zini Porto Alegre

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Beira-Rio é dono do melhor gramado do Brasil

24 de setembro de 2008 12

Experientes capitães dos 20 clubes da Série A escolheram os 20 melhores gramados do país. Ganhou o Beira-Rio. O pior, você já sabia, é o do Náutico,em Recife.

 

A enquete foi elaborada pelos produtores do programa Globo Esporte, da TV Globo. As opiniões dos jogadores, os prós e contras, serão mostrados na tevê.

É no melhor gramado do país que o Gre-Nal mais importante da década será disputado sem favoritos depois que o juiz apitar.

É no desconfortável Estádio dos Aflitos, com a sua grama de terceira divisão, crateras lunares sob a superfície da Terra, que o Náutico tenta segurar o Palmeiras com a torcida absoluta dos gremistas.

Só espero que o execelente gramado do Beira-Rio não seja insultado pelo péssimo futebol que o clássico às vezes nos reserva. Abaixo o 0 a 0.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sul-Americana ajuda Grêmio contra dois rivais

24 de setembro de 2008 9

O Grêmio parece concentrado nos 90 minutos como manda a cartilha do futebol. Treina, descansa, treina, trabalha forte e firme com portões fechados. O Brasileirão é tudo, o Gre-Nal é o próximo desafio, o título ainda é a meta do líder da competição, um chorado ponto à frente do Palmeiras.

Dois adversários próximos ao Tricolor, Inter e Palmeiras, um pelo clássico, outro na tabela, estão divididos entre o campeonato nacional e a Copa Sul-Americana. Gaúchos e paulistas deixam suas cidades, tomam os respectivos Boeings e trocam de país, aterrissam no Chile e no Peru. Usam times mistos , descansam alguns titulares, mas o desgaste é quase natural. A longa viagem três jogos em sete dias, cansaço, turbulências, aeroportos, transladas, possíveis lesões.

O Palmeiras terá apenas quatro titulares, Marcos, Léo Lima, Martinez e Gustavo, contra o Sport Ancash, às 22 horas (de Brasília), no Estádio Nacional de Lima. O adversário é quase ridículo, sexto colocado no inconsistente campeonato nacional. Dias atrás, sem receber salários, fizeram até uma greve.

O Inter viajou mais reforçado. Mas deixou na Capital seu grande jogador, Nilmar, o goleador que sempre faz falta. A base, porém, é a mesma do Brasileirão. Tite mantém a estrutura do time que vem se encorpando no Brasileirão, que vem jogando com a vontade que andava perdida.

A Universidade Católica (7º colocado no campeonato chileno, 17 pontos em 12 partidas)  é um equipe tradicional no Chile, porém sem expressão fora do país. Edinho, o discutido volante colorado, saiu do Brasil dizendo que o empatem com gols é um bom resultado. Se o jogo estiver mais fácil que o imaginado, o que é possível tratando-se de um time do Chile ou do Peru, no caso do Palmeiras, Tite retira imediatamente três titulares estratégicos e coloca três reservas. Ou faz o contrário, começa com os habitantes do banco e deixa os titulares para usar em caso de força maior.

Universidade Católica, treinada por um técnico chamado Fernando Carvallo, é também um bom teste para Daniel Carvalho no pequeno Estádio San Carlos de Apoquinto, em Santiago. Será possível medir o seu regime, o seu peso real, a sua forma. Carvalho jogo mais do que a maioria dos seus colegas colorados, mas precisa estar em forma. Ele é uma das atrações do jogo de quinta-feira, 22h15min, no pé da magnífica Cordilheira dos Andes.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Lucas faz gol e busca o tempo perdido

23 de setembro de 2008 7

De vermelho, Lucas entra com tudo na grande área azul do Crewe, em Anfield Road, marca o segundo gol e dá a vitória ao Liverpool na Copa da Liga Inglesa/Paulo Thomas, AP
O ex-gremista Lucas começa a escalar um posto fixo entre os 11 titulares do Liverpool. No jogo pela terceira fase da Copa da Liga Inglesa, nesta terça-feira (23/9), ele jogou bem e marcou o segundo gol do seu time na vitória sobre o quase insignificante Crewe Alexandra por 2 a 1.

 

Ele falou assim aos repórteres da Agência EFE na Inglaterra:

- Fazer gols é sempre muito bom, ainda mais para um volante que geralmente tem obrigações mais defensivas. O (técnico espanhol) Rafa Benítez tem me dado mais liberdade nesta temporada e, com isso, posso me aproximar dos homens de frente. Fui recompensado com esse gol, que nos ajudou na classificação para as oitavas.

Ao contrário do garoto Pato, de enorme potencial, Lucas pisou na Europa mais experiente, um jogador quase formado. Anderson foi mais feliz que os dois. Passou um temporada no Porto, antes de jogar no Manchester United.

Não vou, nem quero, comparar o futebol dos três, três jogadores distintos, mas a experiência ajuda muito na hora de ganhar uma vaga no time de cima.

Com Pato, junto com Anderson, na Seleção Olímpica, Lucas perdeu toda a pré-temporada do seu clube. Começou depois, começou atrasado. Vai precisar recuperar o tempo perdido, como os seus dois colegas de profissão em seus respectivos time. Pato, por exemplo, marcou duas vezes em dois jogos seguidos. Mostra que deseja mais oportunidades, mais jogo.

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Depois do Gre-Nal, Grêmio receberá uma ajuda extra

23 de setembro de 2008 37

Olhe, note, seja otimista, se for o caso, observe como uma vitória no Gre-Nal pode ajustar o Grêmio (50 pontos) nos trilhos do título outra vez, depois de uma série de resultados negativos e atuações nada, zero, convincentes.

De posse dos três pontos do clássico, nos próximos cinco jogos, entre 28 deste mês e 25 de outubro, três das cinco partidas serão disputadas no calor da Geral (Botafogo, Santos e Sport), com duas saídas, contra a frágil Portuguesa, no decadente estádio do Canindé, de péssimo gramado, e o sempre complicado   Cruzeiro. Depois do clássico, o Grêmio recebe uma ajuda da tabela.

Acessando a máquina de calcular, dos 15 pontos possíveis, 12 são completamente viáveis se o Grêmio retornar ao seu processo vencedor do primeiro e acelerado turno. O dia mais complicado, teoricamente mais difícil, será a visita ao Mineirão.

Os três pontos do Gre-Nal 373, o quarto do ano, o mais importante do novo milênio, valem mais ainda, são revestidos em ouro, depois da leitura atenta da tabela dos próximos cincos jogos do agressivo vice Palmeiras (49 pontos). Três compromissos em casa (Atlético MG, São Paulo e Goiás), dois fora (Figueirense e Fluminense). Olhando o retrospecto dos adversários dos paulistas, apenas o São Paulo mete medo porque é clássico. Os outros quatro não devem impor resistência, talvez o imprevisível Goiás, mas o jogo é no Parque Antarctica.

Não esqueça também o Cruzeiro (46 pontos), terceiro colocado, que ainda deseja algo mais no campeonato e recebe quatro adversários no Mineirão em cinco jogos (Sport, Ipatinga, Atlético MG e Grêmio). Sai apenas para conhecer a força do Atlético PR, um dos piores times da competição.

O Gre-Nal é o novo oxigênio do Grêmio.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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É proibido empate no Gre-Nal do Beira-Rio

22 de setembro de 2008 11

O Gre-Nal vale uma vida. É um dos raros jogos que nunca desaparecem na multidão do futebol. É uma contínua decisão, sai do verde e do cimento, entra na cabeça dos fãs e permanece jogando todos os segundos com os seus neurônios. Fica na memória, puxando torcedor, tocando o Olimpo, torrando no fogo eterno.

Por outro lado, é uma superpartida que depende da boa vontade dos dois contendores, espadachins, duelistas (lembro agora do brilhante filme de Sir Ridley Scott). Se um não quer, o outro murcha o jogo, o clássico se perde, se transforma num jogo aparentemente menor, mas nunca ganha cor de amistoso. Nunca.

O Gre-Nal não serve como amistoso. É uma das únicas partidas do universo que não se joga por prazer. Mas para ganhar e ganhar, das categorias de base aos torneios de Masters. Gre-Nal é coisa séria, mais sério do que se pode imaginar em qualquer canto.

O Grêmio sabotou o clássico da Copa Sul-americana, usou reservas, a decisão perdeu cor, mas não o calor da decisão. O Inter faria o mesmo se estivesse na situação do Tricolor semanas atrás. Dentro de campo, o temperatura transformou o Gre-Nal sem os 22 melhores numa final de campeonato. Com dois empates, o Inter partiu rumo ao torneio continental, mas os reservas gremistas não se saíram mal, muito pelo contrário.

O clássico do final de semana que se aproxima é o mais importante do ano e da década, porque a Dupla necessita dele. Precisa ganhar. Nenhum dos dois pode se fazer de morto, jogar a responsabilidade para o outro, dizer que não interessa, empatar e sair de campo como se não tivesse acontecido nada.

O Gre-Nal é decisivo, aditiva o Inter, que vem de três vitórias consecutivas, turbina o Grêmio, que perdeu o rumo das vitórias. O melhor é que o empate não interessa, não serve. Sinal de que o ataque é a saída, o gol uma necessidade. Não há nada pior do que um Gre-Nal sem gols, um intragável 0 a 0.

Gre-Nal é um jogo eternamente sem favorito. Foi assim, será sendo assim, enquanto o jogo for conhecido como clássico. Mas o Inter entra em campo com leve vantagem pelo seu retrospecto das duas últimas semanas. De qualquer fora, eu não arrisco um palpite. Não mesmo. Gre-Nal é mais imprevisível que humor de namorada no começo de uma larga noite de sexta-feira.

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Inter chega melhor ao clássico da década

21 de setembro de 2008 45

O Gre-Nal que se aproxima é o melhor possível em anos. Não é o ideal, o maior seria num jogo final de Brasileirão, a Dupla sozinha, na frente, isolada, disputando o título.

 

Enquanto o sonho não chega, não escapa do travesseiro, o líder tenta manter a dianteira, o Inter busca os arredores do G-4. A vitória é tudo.

O empate atrasa os dois, não é recomendado, a vitória é um bálsamo. Quem sair com os três pontos do clássico coloca o pé direito no futuro, ganha animação, gás.

O Inter chega melhor ao clássico. Joga em casa, abrigado pelo fã, vem de três vitórias consecutivas, escalando a tabela com uma velocidade que parecia perdida nos resultados ruins do começo da competição.

Mesmo líder isolado, um solitário ponto de distância do vice Palmeiras, o Grêmio perde fôlego a cada rodada. Seu ataque está mudo. Faz três jogos que não vence, amarrado em resultados insignificantes, em atuações que não fazem justiça ao seu lugar na apertada tabela de classificação.

É certo, é sabido, que o Inter tem jogadores de mais qualidade e de mais fama que os do adversário. Sua folha de pagamento é a maior do país. Nem sempre, a história está murcha de saber, o rico ganhou do remediado.

Por outro lado é correto, é justo dizer que o Grêmio está mais organizado, com um time que se conhece mais e que joga lado a lado desde o primeiro semestre. Todos sabem de cor o nome dos 11 titulares gremistas. Nem o técnico Tite conhece o melhor time do Inter porque sua equipe ainda está em formação.

O Gre-Nal será o jogo do ano no Rio Grande do Sul. Não perca. Fique ligado.

As três vitórias coloradas exibiram uma determinação que estava perdida em alguma glória do passado. Contra o Vitória, quem foi ao Beira-Rio assistiu um Inter solidário, com Índio e Guiñazu como os melhores, disposto, navegando em busca dos três pontos. Não notou um grande futebol, mas, pelo menos, observou jogadores em busca de uma grande exibição num jogo dramático. Quatro pontos o separam do hipnótico G-4.

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Grêmio não sabe mais vencer fora do Olímpico

21 de setembro de 2008 65

Encontrar culpados em futebol é fácil e muito rápido. Quem segurou o 0 a 0 em Curitiba foi Galato, goleiro desprezado no Olímpico, e o melhor em campo com três defesas que mudaram a história da partida. Quem carimbou o 0 a 0 definitivo no final do jogo foi Alício Pena Junior, o mineiro da Fifa que olhou para o lado e não confirmou o pênalti de Zé Antônio em Soares aos 42 minutos do segundo tempo. Alício é apenas um árbitro cumum de segunda linha. O Atlético PR é candidato sério ao rebaixamento. O maior problema é mesmo o Grêmio (ele com ele, Celso Roth com os seus), que não conseguiu passar pelo dois, que não marcou gol, que completou três jogos sem vitória.

 

O Grêmio não sabe mais vencer fora do Olímpico. A última foi no distante agosto, dia 9, contra o Atlético MG, em Minas. Depois não venceu Flamengo, Náutico e Fluminense.

O resultado é ruim de qualquer maneira, apesar de todas as broncas. Ao enfrentar um das piores equipes do Brasileirão, mesmo jogando na Baixada, o Grêmio ficou no empate num jogo de má qualidade técnica. Merecia a vitória, jogou melhor, teve um maior número de chances de gol, mas foi incompetente na tentativa de estufar as redes adversárias. O líder foi testado. Não passou. O ataque ficou mudo mais uma vez com três formações diferentes em apenas 90 minutos, Perea e Marcel, Perea e Morales, Soares e Morales

O empate obriga o Tricolor a vencer o Gre-Nal. Empate será igual a derrota no Beira-Rio. A derrota pode retirar o Grêmio da liderança e acomodar o Inter na vizinhança do G-4. O mundo gaúcho pode girar em apenas sete dias. Depois do clássico nada mais será como antes. O dia dos bravos está chegando.

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Felipão segura Ferguson em Londres

21 de setembro de 2008 1

Num dos novos clássicos do futebol do terceiro milênio, com absoluta audiência planetária, Chelsea e Manchester United empataram em 1 a 1, em Londres. Os gols foram marcados por um africano (Salomon Kalou) e um asiático (Park Ji-Sung). Foi o primeiro encontro na espetacular grama inglesa entre o melhor técnico da Europa, o escocês Alex Ferguson, e o brasileiro Luiz Felipe Scolari, que ainda busca sua verdadeira posição no ranking dos grandes técnicos dos nossos dias.

 

Se o primeiro desafio entre Scolari e Ferguson estacionou no 1 a 1, num jogo parelho e parecido, o resultado não foi aplaudido de pé por nenhuma das duas torcidas. No máximo, o Chelsea pode contar extraordinários 85 jogos sem perder em Stamford Bridge, no oeste londrino, não longe das mansões de Fulham Road.

O Chelsea não chora uma derrota em casa desde fevereiro de 2004, quando tropeçou no grande Arsenal da temporada. Bilionário russo de fortuna duvidosa, Roman Abramovich tem dois sonhos na sua recém iniciada vida de chuteiras:

  1. 1) Levantar a taça da Champions League.
  2. 2) Completar 100 jogos invictos em Stamford Bridge, marca que iniciou na sua gestão.

 

A competição continua totalmente aberta. Mas o United que pisou favorito no começo de setembro não parece mais tanto. Hoje, o Arsenal é a surpresa.

O Arsenal é o líder (12 pontos) da Premier League, o Chelsea (11) aparece em segundo e o United (5), último campeão inglês, esconde-se num obscura décima quinta colocação.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nas cabeças de Celso Roth e Adenor Bachi, o Tite

20 de setembro de 2008 9

No inverno da desesperança gaúcha, primeiro com o Inter, agora com o Grêmio, dois técnicos emblemáticos comandam os dois times mais populares do Estado. Celso Roth e Tite estão longe das unanimidades que foram recentemente Mano Menezes e Abel Braga, cada um ao seu tempo e maneira.

 

Roth e Tite caminham nos reservados técnicos do Olímpico e do Beira-Rio, respectivamente, com grande desconforto. Pisam em ovos. Sob o bafo tórrido de torcidas hostis, eles fazem o máximo para agradar. Colocam o melhor de si a cada 90 minutos, suam como os alas que não têm, vibram como um centroavante goleador, mas jamais pensam como um meio-campo cerebral.

Apesar do esforço louvável, a cada jogo, Roth e Tite parecem estar no lugar errado na hora certa na visão nem sempre clara dos fãs.

O gremista ataca naturalmente Roth, apesar da sua boa e surpreendente performance como marechal-de-campo do time líder do Brasileirão. O torcedor vaia Roth pelo seu passado, um mínimo pelos últimos cinco jogos. Grita porque não confia, porque teme o hoje e o amanhã, protesta pela justa fama que o técnico carrega, a de enterrar seus times nos returnos dos campeonatos. Pergunte e você ouvirá, "não confio".

O colorado mais apaixonado vê em Tite um aparente gremista circulando no coração do seu solo sagrado, mandando no seu idolatrado time. Observa um fantasma, nervoso enxerga o que não existe. Tite acerta e falha, tem errado mais, porque é um profissional acima de todas cores. Ele foi campeão da Copa do Brasil sete anos atrás defendendo o Grêmio, ganhou a mídia nacional como um técnico inovador e com futuro anunciado na Seleção. Teve meia dúzia de oportunidades em outros clubes de ponta no nosso futebol, mas seu trabalho jamais encostou no 2001. Tite ainda busca uma nova escada rolante que o leve de volta ao terceiro andar dos melhores técnicos do país. Observa no Inter uma oportunidade rara. Os colorados mais pessimistas não conseguem enxergar nem o corredor que leva ao caminho da escada.

Eles não são nem de muito longe os técnicos idealizados pelos torcedores da Dupla. Eles jamais estariam em primeiro lugar numa enquete que buscasse os nomes dos treinadores preferidos e sonhados. Mas Roth e Tite são os comandantes do nosso pálido e incerto setembro. Os que podem salvar o atrapalhado ano dos azuis e dos vermelhos.

Roth precisa ser campeão. Necessita. Outro resultado que não o do título, deixa o gaúcho de Caxias do Sul na mesma situação de anos interiores, quando treinou, trabalhou, disputou, mas não ganhou nada. Roth entraria assim em 2009 como pisou em 2008 e em mais 10 anos anteriores: isento de uma conquista nacional. Nem a vaga na Libertadores será capaz de animá-lo, revigorá-lo, ele que teve a grande vitória ao alcance do seu braço, mas falhou mais uma vez. Só o título dá nova vida ao técnico Celso Roth.

Ao contrário de Roth, olhando Tite, o título não faz parte da lista de cobrança da direção colorada. Tite chegou depois, escolha que dividiu a atrapalhada direção do Inter 2008. Ele chegou para refazer um time. Ainda não fez, não encontrou a regularidade (ou você acha que duas vitórias consecutivas podem ser sinais de uma?). De Tite, cobram um posto no G-4, uma vaga no paraíso da Libertadores. Jogadores ele têm, ainda não todos na mão, o grupo é rebelde, o vestiário é confuso. Contra o Botafogo, sobrou motivação e bom futebol. O torcedor ligou a luz verde da esperança. Futuro no Beira-Rio Tite sabe que não tem, se tem é vago, muito vago. Mas ele pode deixar como herança o Inter na Libertadores e recomeçar um carreira que praticamente começou com um título nacional.

Roth e Tite podem salvar Grêmio e Inter e, ao mesmo tempo, podem recomeçar a vida profissional em um degrau superior no final da primeira década do novo século. O "pode" é um problema. No futebol, porém, o "pode" é sempre bem vindo. O melhor para os gaúchos chegar ao final do ano selando a paz entre Roth, Tite e o futebol. Um erguendo a taça de campeão, outro festejando um posto no G-4.

Eu caminho junto com a maioria dos gaúchos, desta vez. Quero ver para crer.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Um enigma chamado Anderson Pico

19 de setembro de 2008 43

Anderson Pico entra e sai, volta outra vez, senta no banco, reaparece, desde a longa e infrutífera temporada passada. A espantosa velocidade com que ganha lugar no time é a mesma que o subtrai dos 11 melhores a cada duas, três partidas.

Fãs, dirigentes, técnicos, críticos e observadores se dividem. É difícil, é um desafio, definir o futebol do jovem criado nas categorias de base do Olímpico. As mesmas divisões que geraram recentemente Lucas, Anderson e Carlos Eduardo e que, negociados com a Europa, pagaram as contas recentes do clube.

Anderson é destro, mas joga no lado esquerda. Não chega à linha de fundo, mas é ala. Não é um jogador de grande movimentação e marcação, mas já foi testado sem êxito em diferentes funções no meio-campo. Anderson é um enigma. Quando será que ele vai encontrar a sua regularidade. Será que vai?

O que sobra ao jogador, que agora volta outra vez aos titulares, é o vigor, um poderoso chute de pé direito e uma jogada que, ao contrário de tentar a linha de fundo, surpreende os marcadores. Ele entra pelo meio em posição de chute ou em condições de oferecer ao atacante a imediata conclusão. Sua falta de jogada em velocidade pela lateral, por outrolado, prejudica os atacantes, que não recebem o sempre mortal cruzamento da linha de fundo.

Sua grande chance em Curitiba não é a última, por certo. Mas é decisiva. Ele precisa jogar no Paraná o que mostrou apenas em jogos esporádicos, sem jamais conseguir a regularidade e a determinação perseguidas por todos os jogadores que decidem ser titulares. Roth tenta mais um vez com Anderson o que não está conseguindo com Hélder: uma solução para a sua latera/ala esquerda.

Líder, três pontos à frente, o Grêmio depende da vitória para continuar três pontos distante do Palmeiras, o inimigo a vez. Só a vitória anima e mostra aos outros concorrentes que o líder pode ainda mais.

Celso Roth muda o time em três lugares estratégicos, com Jean (sai o bom Pereira), com Orteman (no lugar do promissor William Magrão), e Pico (o enrolado Hélder está fora).

Digo que o Grêmio fica bem mais fraco num momento de decisão. Jean é um zagueiro frágil, Orteman ainda precisa provar quem realmente é e qual a sua verdadeira posição e Anderson é muito irregular.

O Atlético PR começa a contar como será o futuro imediato do Tricolor.

Postado por Zini, Porto Alegre

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