Com a curvilínea e íngreme estrada do G-4 entupida com melhores e mais velozes carros, ao menos no pedágio da rodada número 29 do Brasileirão, o Inter diminui a velocidade, faz sinal e pega nova estrada. Segue o rumo da estrada vicinal da Copa Sul-americana, o caminho que resta neste 2008, que prometeu muito, mas ficou no sempre modesto Gauchão.
O troféu continental seria um considerável prêmio de consolação. Não é a Cops Libertadores da América, mas não é ruim. É internacional, dá destaque e é inédito. O título leva ao Japão, dá visibilidade e bons dólares.
Estaria tudo bem, tudo ok, se o Boca não fosse uma barreira no meio do trajeto, dois jogos, 180 minutos trepidantes, o primeiro no Beira-Rio. Poderia estar pior, sem olhar o lado colorado depois dos trágicos 4 a 2 em Curitiba, se o Boca estivesse melhor.
A crise em La Bombonera é profunda. Dentro e longe da grama. Fora, La Doce, a principal torcida organizada do clube, dividida em dois grupos fanáticos, perigosos e marginais, lutam ferozmente pelo comando. Domingo, cinco integrantes de uma das facções foram presos com armas de fogo perto do estacionamento do estádio. Aguardavam os rivais. Os mesmos grupos protagonizaram um luta com facas em Entre Rios, na fronteira com o Brasil, em 2007, na viagem que antecedeu o jogo entre Grêmio e Boca pela Libetadores.
No vestiário, sem armas, ainda na fase das palavras e dos palavrões, Riquelme, o ídolo da vez, se mediu com o goleiro Mauricio Caranta. Os dois só não brigaram após a derrota para o Tigres (3 a 2), semanas atrás, porque foram afastados pelos colegas. Caranta perdeu a vaga de titular. Ao saber, não aceitou ficar no banco e se recusou concentrar no final de semana quando o Boca perdeu para o Estudiantes por 2 a 1. O junior Javier García ocupou seu lugar. Caranta está apenas treinando e ninguém sabe se ele volta ao time contra o River, dia 18, no superclássico argentino.
O grupo de jogadores está dividido e preocupado. Uns ficaram ao lado do goleiro, menos pela competência do instável Caranta, porque não suportam Riquelme e porque criticam os privilégios que o camisa 10 tem no clube. Treina menos, joga um número menor de partida, não se esforça sempre como deveria e ganha muito mais. O exemplo de Riquelme faz mal ao jovens que estão deixando as categorias de base e compondo o novo e instável time do Boca.
Riquelme aproveitou a confusão e disse aos jornais que Carrizo, goleiro do River, é o melhor do país. Na sua passagem pela Seleção e pediu que Abbodanzieri voltasse ao clube. (Sábado tem Argentina e Uruguai, um dos dois maiores e melhores clássicos da América que trata bem a bola com os pés).
O Boca está dividido, amargurado e pessimista. A crise é profunda. A confiança sumiu. A instabilidade dos argentinos pode facilitar a vida do Inter no mata-mata. Mas como você, eu sei que, quando se trata do Boca, nada pode ser fácil. Tudo é mais complicado do que o normal. Mesmo ganhando de 2 a 0 em casa.
Postado por Zini, Porto Alegre



time grande, como o Boca, cresce nas adversidades, ou seja, as quartas de final da sulamericana serão complicadíssimas para o INTER. ainda mais sem a experiência e liderança do clemer.
Pelo pouco q tenho acompanhado de resultados, creio q tudo isso q vc falou eh verdadeiro, mas para o Boca "oficial", o q esta disputando o campeonato argentino. O Boca que esta na Sulamericana eh o time de juniores, e esta "voando" em campo!
Zini. Os Deuses do futebol devem estar dando gargalhadas - da gauchada. Os mesmos que torceram ONTEM, HOJE são inimigos do BOCA. E vice-versa. AH AH AH AH AH AH AH
P.S.: Um dia aprenderemos a lição...
Olá Zini:..Nem tudo são flôres no Boca.É um clube que sempre apresenta intrigas internas e sua torcida é composta por obcecados e fanáticos torcedores.Não sei se isto causa alguma vantagem ao Inter.Via de regra quando um time está desestabilidado,ele se supera,principalmete em competiçoes externas.Mas...toda a regra tem exceção.O Inter terá que fazer o resulto aqui.Lá provavelmente o bixo pega.