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Grêmio chama eleição na hora errada

17 de outubro de 2008 15

A profunda divisão entre os homens que navegam o Grêmio espanta. Deixa claro, outra vez, que as diferenças pessoais estão dois andares acima do clube. Por certo, o clube é detalhe, o que vale é a vontade de cada um, de um grupo determinado, de vários grupos. O clube, às vezes, não é fim, é caminho. Não apenas no Tricolor, no futebol brasileiro como um todo.

A eleição do centenário foi um arranjo fracassado, depois um fiasco histórico, só para lembrar uma recente. O resultado foi um nome despreparado, um futebol ridículo, um mar de dívidas e o pântano da Segunda Divisão.

A eleição do futuro presidente, desejo de dois gremistas dedicados e qualificados, apoiados por muita gente competente, que pode encaminhar a construção da nova Arena é uma grande incógnita. Se sobra certeza na idéia da construção do estádio, falta certeza nos meios para erguê-lo, ainda mais agora neste cenário de absoluta incerteza da economia global, no sobe-e-desce ilógico da bolsa de valores. Pelo menos, uma das decisões é perfeita. A chivae do Olímpcio só será entregue quando a Arena estiver ok.

Se com o clube unido e sólido, trabalhando em nome de um mesmo objetivo, é difícil erguer um estádio a partir do zero, imagine com uma divisão.

Eleições são sempre bem-vindas em qualquer lugar. São fontes restauradoras de energia. Motivam o futuro. Abrem novas portas.

Mas programar o pleito para a parte final da competição mais importante do futebol do país é quase um acinte. Beira o absurdo quando se vê o clube envolvido nas urnas brigando pelo título. O efeito desta política completamente fora de hora é tão intenso que até a mais fanática, festejada e imitada torcida do clube rachou. ligou. não sei como estará no dia do voto.

Um dos gremistas históricos, Fábio Koff, gritou. Até ele, uma referência, é contra. Queria adiar o processo. Há tempo de sobra.

No exato momento em que todo o clube, do porteiro ao presidente, do sócio ao conselheiro mais influente, deveria estar concentrado no Brasileirão, a discussão interna fragmenta a energia concentrada no vestiário.

Eleição mexe com sentimentos, cria conflitos, gera atritos, desgasta. Eleição divide. Em momentos decisivos, divisão é quase gol contra.

A Portuguesa está só de olho.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Comentários (15)

  • Dirceu diz: 17 de outubro de 2008

    Eleiçoes porque vocês(cronica gaucha) nao sao objetivos em comentar as eleições do imortal. Todo mundo sabe que e uma disputa muito grande uns querendo abocanhar e outros com medo da queles que querem abocanhar. Sabe como é no processo arena vai rolar grana.

  • Marco diz: 18 de outubro de 2008

    Sinceramente, não consigo atinar em como uma briguinha de beleza envolvendo vaidades pessoais disfarçado de eleição nos bastidores do clube pode desestabilizar um grupo de jogadores que, no contexto atual do Grêmio, é formado em sua maioria por “forasteiros” e que (como diria aquela música “Tô nem aí”) “tão nem aí” pra quem vai ser o próximo presidente, até porque se esse grupo ganhar o campeonato, vão pedir “horrores” pra ficar e se o próximo mandatário não pagar, eles pegam o boné e bye, bye.

  • Roberto diz: 18 de outubro de 2008

    Como egos inflados são incontroláveis, a eleição é sempre um processo traumático. Fábio Koff, macaco velho, não era contra a sucessão neste momento, era contra uma disputa eleitoral, por isso defendia um candidato de consenso, Odone na Grêmio Empreendimentos e o Duda Kroeff como presidente do clube. Segundo Cacalo, Odone recusou, pois queria para sua corrente também a presidência. Se isso é verdade, o fiador da crise chama-se Paulo Odone.

  • roberto diz: 18 de outubro de 2008

    zini: concordo contigo, e ao que parece o maior presidente do clube não conseguiu com que as vaidades e os interesses menores deixassem de prevalecer. e o pior é que aquele que teve o maior orçamento da história do gremio, contratou o amato e era o homem do guerreiro será o futuro presidente (esta a sensação de quem foi lá hoje).

  • França diz: 17 de outubro de 2008

    Por isso que só restou escolher Duda Kroeff, independente de que venha a ser melhor opção ou não do que Vicente Martins ao longo do mandato.
    Temos que tentar salvar o campeonato de 2008 e manter Krieger para a Libertadores.

  • ADÃO PAIM diz: 17 de outubro de 2008

    Zini, parabéns pela crônica. Será que ninguém tinha visto isso antes?

  • Gilberto Silva diz: 17 de outubro de 2008

    Zini, na boa, vc tá exagerando. Sei que se o Grêmio desandar alí adiante não faltarão aqueles que dirão ter sido culpa da eleição na hora imprópria. Mas na real pros jogadores e treinador, que são os que decidem dentro de campo mesmo, isso não faz a mínima diferença. Aposto que se fizerem uma pesquisa entre eles a maioria não saberá nem dizer os nomes dos candidatos. Os resultados de campo dependem da (in)competência dos jogadores e deu.

  • bruxo diz: 18 de outubro de 2008

    “o que vale é a vontade de cada um…”,isto é definitivo; me faz lembrar o tempo em que implorava pela renúncia do Obino.Ilustres como o David Coimbra também pediram e nada. E estes medíocres estão aí:Cacalo,Obino, Meira e Guerreiro todos á sombra de Kroeff e Vicente Martins.Cacalo(uh fabiano 5×2) só não rebaixou o gremio em 97 graças ao Beto Almeida e vive das glórias do Koff,sózinho mostrou-se um medíocre tão intenso quanto Obino; e o Guerreiro? Nem é bom escrever sobre ele.

  • Jonas Rafael diz: 19 de outubro de 2008

    Tu não tá exagerando não Zini? Acho que com o fim da eleição, acaba a divisão. Acho que o voto de Koff fez a diferença na última hora. Também a perda de prestígio do Odone nesse último ano.

  • Gabriel Bonatto diz: 18 de outubro de 2008

    melhor q haja disputa q arranjo…sabemos o resultado de arranjo e viva a seleção natural

  • Jose Roque diz: 17 de outubro de 2008

    To comecando a achar que o Gremio vai entregar esse campeonato de bandeja.O pior e` que nao poderao apontar o dedo dos 100% de culpa so` pros ditadores do STJD.Vao ter que dividir a parcela de culpa com a propria inabilidade de usar a razao,o bom senso, o minimo de inteligencia. Torcida dividida?Era so`o que faltava pra completar esse quadro caotico do Gremio.

  • JorgeEduardo diz: 18 de outubro de 2008

    No filme “O Advogado do Diabo”, Al Pacino (o diabo) afirma, em certo momento, que o pecado que ele mais atraía as pessoas para o seu lado era a VAIDADE. Com certeza, as várias disputas pelo poder que observamos no dia-a-dia mostram que isso é uma verdade.

    Interessante notar também como esse pessoal que briga pelos cargos nos clubes é altruísta. “Trabalham de graça”, o tempo que dedicam ao clube prejudica a vida familiar e profissional, mas eles estão lá, firmes, quase se “matando” para assumir.

  • Jose Roque diz: 17 de outubro de 2008

    To comecando a achar que o Gremio vai entregar esse campeonato de bandeja.O pior e` que nao poderao apontar o dedo dos 100% de culpa so` pros ditadores do STJD.Vao ter que dividir a parcela de culpa com a propria inabilidade de usar a razao,o bom senso, o minimo de inteligencia. Torcida dividida?Era so`o que faltava pra completar esse quadro caotico do Gremio.

  • lucia diz: 18 de outubro de 2008

    considero a politica fundamental sempre, mas concordo com koff, esse nao era o momento

  • Tricolor Sempre!!! diz: 17 de outubro de 2008

    Tchê Zini,PERFEITO.Tuas palavras vem de encontro ao sentimento da esmagadora maioria dos gremistas,os torcedores comuns,que querem uma boa direção,mas querem MUITO MAIS a coesão do clube em busca do título.O ego dos “cardeais”está atrapalhando.Vou abrir meu voto:eu voto pelo TÍTULO DE CAMPEÂO 2008!

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