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Posts de outubro 2008

Casagrande sai de clínica e fala sobre drogas

17 de outubro de 2008 29

Walter Casagrande Júnior, o Casão, você conhece. Conforme a sua idade, você pode tê-lo observado em duas arenas, nos estádios, com as camisas do Corinthians, Porto e Seleção, entre outras, e na televisão, como comentarista da Rede Globo.

Depois de meses internado numa clínica de reabilitação no interior de Sâo Paulo, Casagrande está de volta ao vídeo. Ainda não, infelizmente, ao lado d e um polêmico microfone num estádio de futebol, mas como convidado muito especial do programa Altas Horas, da RBSTV, que será apresentado na madrugada de sábado para domingo.

Quem já assistiu a sua entrevista, gravada, diz que a conversa é reveladora e. mostra, por outro lado, que o ex-jogador decidiu mesmo se livrar da dependência de drogas:

1) Ele confessa, por exemplo, que teve quatro overdoses antes de ser internado, o que pode ter salvado a sua vida.

2) Foi dependente de cocaína e heroína.

3) Tinha dificuldades para trabalhar e consumia muita droga. Achava que não era um doente, que não precisava buscar ajuda.

4) Disse que usava droga desde os tempos em que era jogador de futebol.

5) Ficou praticamente um ano internado, numa decisão de um dos seus filhos e, nos primeiros oito meses, não teve contato com ninguém fora da clínica. Ele sofreu um acidente de carro em setembro passado, na capital paulista, e ficou 24 horas em coma.

6) Não sabe quando vai voltar ao vídeo, nem sabe se vai voltar um dia.

Eu espero que ele volte ao trabalho rapidamente. E bem. Pelo menos é um comentarista que tem opinião. E opinião é sempre bem-vida, mesmo que eu não concorde com o tom de algumas afirmações.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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STJD apita pela tevê e tira poder do árbitro

16 de outubro de 2008 14

Do interior da crise instalada no STJD, depois do "Caso Grêmio", episódio de vendeta absoluta, observei algo claro, limpo com a luz: a profunda desmoralização dos árbitros do futebol brasileiros.

Eles perderam a força, talvez a fé, a confiança do tribunal que trata da bola no pé. Os árbitros brasileiros, que não são referência mundial em sua grande maioria, vivendo ainda no semi-profissionalismo, às vezes sem condições físicas ideais para dirigir uma partida, perdem novos pontos.

As decisões dos árbitros foram para a reserva, estão na geladeira, não valem mais o que parecem. O que os juizes vêem pouco importa, não pesa mais. Nem lembra mais futebol. Uma imagem congelada de televisão vale mais do que o som e a decisão de um apito.

As imagens da tevê podem ajudar o futebol, com certeza. Punir quem tenta enganar o árbitro ou quem agride com violência o adversário longe do olhar do juiz e dos seus auxiliares. Ninguém pode apoiar a violência no futebol. Só não deve desvalorizar a ação do árbitro, como no caso de Morales.

O árbitro observou o lance e puniu o uruguaio com o cartão amarelo. Pronto. A história termina no gesto da maior autoridade dentro de campo.

A tevê não pode apitar o jogo. Não pode dizer quem deve ser punido. Mas se a caixa de fazer doidos pode, por exemplo, trocar o cartão amarelo pelo vermelho, deve, igualmente, invalidar o gol marcado impedido, cancelar a marcação do pênalti que não aconteceu, mudar o resultado de um jogo, de uma decisão, de um campeonato.

Os olhos eletrônicos da televisão dentro do estádio ajudam demais quem está em casa no conforto da poltrona. São bem-vindos. O inaceitável é usar a mesma visão para passar por cima das decisões dos árbitros dentro de campo.

O futebol, então, se transforma em outro jogo, algo mais previsível do que debate de políticos em segundo turno de eleição. Algo que não interessa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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STJD e eleições fazem Grêmio esquecer a Lusa

16 de outubro de 2008 10

A bola deixou a grama, o seu hábitat natural, e entrou veloz pela janela escancarada da sala do STJD no Rio de Janeiro. A capital carioca é o lugar ideal para um tribunal de araque, menos por culpa da cidade, muito mais pelos atrativos e apelos. Pela sua beleza, conforto e opções culturais, o Rio é um prazer, capaz de atrair gente de todos os lugares, pessoas dispostas a gastar algum tempo observando vídeos pré-definidos por Paulo Schmitt. O cenário ajuda, motiva, recompensa. Se fosse Brasília o local dos julgamentos, não apeteceria tanto.

Depois das sessões do STJD a praia é o melhor caminho, os restaurantes estrelados lembram o refúgio ideal. Fica mais difícil punir os clubes da região quando se está à beira-mar das mesma região. Os torcedores locais podem encontrar os integrantes do tribunal nas areias do Leblon, por exemplo, depois de uma sessão. Encontros semelhantes nem sempre obedecem ritos mais civilizados.

O foco, a força total, no Brasileirão, ao menos para o líder Grêmio, desapareceu como o fumaça. A eleição presidencial, em dia, hora e momento impróprios, já estava roubando uma naco substancial da atenção dos tricolores.

As injustas punições de Léo, Réver e Morales, agora revertidas, mais a profunda divisão interna entre os dirigentes, pode entrar acelerada no vestiário. Más notícias não batem na porta, nem pedem licença, entram direto, sem respeitar blindagens.

O efeito suspensivo das pesadas penas livrou o trio gremista momentaneamente, mas não devolve a tranqüilidade total ao grupo. O STJD é vingativo e imprevisível. A eleição promete dividir o clube em duas grandes partes. A torcida mais fanática e mais festejada do clube rachou.

Futebol, que é bom, é matéria lateral. A Lusa está esquecida, treinado sem a mínima incomodação. Nem parece que tem decisão domingo. O perigo real mora em São Paulo, embora a sede do STJD seja o Rio e as urnas estejam no Olímpico.

Ao tentar punir exageradamente três jogadores, ao espantar o Brasil com suas medidas draconianas, agora suspensas, o STJD está também roubando perigosamente o foco do jogo com a Portuguesa. Até ontem, o adversário era apenas a Portuguesa. Hoje, são outros, novos, fortes, além dos paulistas.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Paulo Schmitt e Luiz Zveiter, quem vê um, vê outro

16 de outubro de 2008 49

O STJD é um urso. Hiberna em dois terços do Brasileirão. Acorda no final. Não sempre, se for preciso, se notar equipes fora do eixo Rio/São Paulo se aproximam no título nacional. Então, solta as garras.

De má memória, o antigo presidente do Supremo Tribunal da Justiça Desportiva, Luiz Zveiter, saiu do cenário esportivo quando descobriram que ele era desembargador no Rio de Janeiro e não podia, por lei, exercer as duas funções. Antes que alguém se tocasse, ele anulou 11 jogos do Brasileirão em 2005, afundou o Inter, jogou a bóia de salvação aos corintianos.

Não sei como Zveiter não ganhou uma estátua em tamanho natural na frente do Parque São Jorge, na capital paulista. Merecia, não?

Foi um colorado de extirpe superior, José Aquino Flores de Camargo, que entrou com uma representação contra Luiz Zveiter pedindo uma atitude do Conselho Nacional de Justiça. Zveiter foi afastado, entrou no limbo. Mas volta, deve voltar logo ao esporte depois da aposentadoria. Não é uma afirmação. É um pesadelo.

Não sei, pode ser impressão, paranóia, escolha um nome. Mas o STJD tem bronca natural dos gaúchos. Só pode ter. Foi um gaúcho o responsável pelo justo e correto afastamento de Zveiter do seu trono irregular e fora da lei, afinal ele não podia exercer o seu cargo no tribunal esportivo. Era um ilegal no STJD.

Agora, Paulo Schmit está jogando suas lanças da vingança sobre o futebol gaúcho. Se não tem o vermelho, vai o azul mesmo. A bronca é estadual, a cor, puro detalhe. Será que Schmitt e seus colegas se miram nos exemplos de Zveiter?

A vítima do final da temporada de 2008 foi o Grêmio, seria o Inter se estivesse na ponta, ou o Cruzeiro ou ainda o Atlético, talvez o Coritiba. Zveiter deve estar rindo sozinho. Olha no espelho e se vê como Paulo Schmitt. Criador e criatura.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Você viu Paulo Schmitt por aí?

15 de outubro de 2008 139

O Superior Tribunal da Justiça Desportiva (STJD) cravou sua lança invisível e imprevisível no peito do Grêmio. Foi feroz como nunca é com os queridos times do centro do país, especialmente os bem-amados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Juro que não sou paranóico, não vejo fantasmas nem assombrações em campos de futebol, nem nos vestiários ou nos túneis escuros das arquibancadas. Não acho que haja complôs organizados contra os times do Sul, não vejo bandeirinhas e juízes apitando com as cores de outros Estados quando o jogo é no Rio Grande.

Desonestidades precisam ser provadas e comprovadas. Antes só é possível desconfiar, duvidar, questionar o erro, como o do lance que envolveu o juiz mineiro que apitou o histórico Corinthians e Inter, quando o colorado foi escandalosamente abatido em São Paulo e perdeu o Tetra.

A punição oferecida ao trio gremista Léo, Réver e Morales parece uma demasia. Um castigo sem limites ao Grêmio. Um exagero de outro planeta. A cobrança de uma dívida antiga. Um golpe amadurecido. Uma rancor sem tamanho.

Todos os jogadores, que atuavam contra o Botafogo, já haviam sido punidos pelo árbitro, que expulsou (e muito bem) Léo, por exemplo. Morales foi amarelado, Réver, não. Imaginei que a pena de Léo fosse dura, mas não tanto. Cento e vinte dias é um absurdo ao quadrado. Não pensei que os outros dois sofressem penas severas. Morales oito jogos. Rever, três.

Todos que, de uma forma ou de outra, estão ligados ao futebol, acompanham e gostam, sem entrar nas questões clubísticas, das cores, ficaram estupefatos, espantados, de cabelos em pé com a tarânica decisão do STJD.

A retaliação do famoso e falante procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, é uma clara resposta ao Grêmio, que reclama sem medo, sem temor. O paranaense Schimitt quis mostrar poder, atacar quem o peitou. Sua covardia espanta. Engraçado que o STJD só aparece no final da temporada, nos últimos jogos do campoenato. Aparece mais quando um time fora do centro do país ameaça os mais poderosos.

Ele mirou o Grêmio e soltou sua lança invisível. Esqueceu todos os atletas faltosos dos outros clubes, especialmente os do Palmeiras. Como está de verde, Diego Souza foi poupado. Kléber, o jogador mais indisciplinado do Brasil, continua em campo calçando as chuteiras e caçando com os cotovelos. Kleber foi julgado três vezes. Será ainda uma quarta. Será que Schmitt não teme Luxemburgo e o poder paulista do Palmeiras?

Schmitt é um Alien no futebol porque parece que vivem em outro mundo e com as suas próprias imagens de tevê. Ele desceu de outro planeta, talvez de Marte, Saturno ou Urano, mas com a cara virada para o Sul, com o sorriso escancarado ao centro do Brasil, onde mora a força, onde foi fundado o STJD.

Anos atrás entendia que a Procuradoria-Geral do STJD seria um avanço para o futebol. Errei. É um retrocesso. A idéia é boa, a execução é péssima. STJD com sede no Rio é um presente aos clubes que vivem em seu redor.

Luiz Zveiter, o ex-presidente do STJD que anulou os jogos do Brasileirão de 2005, antecessor de Schmitt, sumiu do mapa do futebol, desapareceu. As pessoas só lembram dele quando tocam num passado ruim, nefasto.

Schmitt, o árbitro da televisão, o especialista em replay, lotado de descritérios, só vê o que quer ver, o que lhe faz bem. Ao contrário de ajudar o futebol, ele afasta o torcedor do futebol. Ele cria um ambiente ruim, hostil, de pura desconfiança do sistema que faz do futebol um esporte espetacular. Faz o fã olhar para o lado e pensar duas vezes antes de colocar os pés outra vez no cimento de um estádio. É possível perguntar:

1) será que o STJD é algo realmente sério.

2) será que o STJD veio ao mundo apenas para proteger determinadas equipes de futebol.

Se você avistar um disco voador nos nossos nublados céus de primavera, não estranhe, é Paulo Schmitt voando baixo em busca de mais uma vítima.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como o Maracanã vai tratar Dunga

15 de outubro de 2008 4

Depois do fiasco com a Bolívia (0 a 0), no mês passado, o gaúcho Dunga volta ao Rio para tentar limpar a sua imagem e a da sua contestada Seleção/Silvia Izquierdo, AP
O Maracanã é o eco do Brasil. Um dos míticos estádios que tratam a bola com o pé vai dizer o que o país pensa do técnico da Seleção. No mês passado, no vizinho Engenho, no mísero empate com a Bolívia (0 a 0), Dunga ouviu o que jamais poderia imaginar. O seu nome foi coberto de vaias e palavrões. Ele saiu fragilizado, quase abatido, com a responsabilidade de começar (quase) tudo de nova. Sua imagem bateu perto do zero. Ninguém empata com a Bolívia em casa e sai ileso.

 

A Colômbia foi uma das cinco melhores Seleções da história do continente. Teve bons momentos, mas estacionou no tempo. Caiu, depois da festejada geração de Higuita e Valderrama dos anos 1990. Chegou a disputar o topo com Brasil e Argentina em determinados momentos. Hoje, não bate o Chile.

É quase certo que a Colômbia ficará fora da Copa da África do Sul. Imagine que Renteria é o atacante titular. Pense que Perea é uma das suas estrelas. Saiba que Vargas é um dos principais homens do meio-campo. Se nos clubes, eles são discretos e discutidos, imagina na Seleção da Colômbia.

O Brasil faz no "templo do futebol mundial" (os cariocas gostam da expressão, os gringos espalham em todas as línguas) a última partida da sua pálida temporada. Luta contra o tabu de não vencer duas partidas consecutivas pelas Eliminatórias desde 2004 ou 18 jogos. Mesmo vencendo, a Seleção permanece em segundo lugar. O Paraguai é o líder.

Se com Maicon, Cléber, Elano, Gilberto Silva, Josué e Robinho, a Seleção não libera confiança e só bate em adversários quase cadavéricos, como a Venezuela, pelo menos o Maracanã vai assistir Kaká, um grande jogador.

Kaká é a alma, o coração e o bico de chuteira da Seleção. Os colegas podem usar Kaká como espelho. Ele está rico, mas ainda molha a camiseta. A Seleção começa por ele, o futuro, que Dunga não vê porque não renova, igualmente.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Crise na Europa segura craques no Brasil

14 de outubro de 2008 9

Coletivos londrinos passam na frente do Banco da Inglaterra, que injetou US$ 80 bilhões em outros bancos na tentativa de parar a sangria na bolsa/Kirsty Wiggleworsth, AP

O euro vai murchar nas caixas dos grandes clubes da Europa como grão de uva fora do cacho. O poder de investimento não será o mesmo nas próximas temporadas, não será como antes. Os salários devem cair. As ofertas aos clubes estrangeiros serão cortadas pelo pé e sem dó. Os contratos com os jogadores do terceiro mundo da bola perderão dígitos, serão menores, digamos, que os fechados nos últimos cinco anos.

A crise das bolsas é mundial e irreversível. Os reflexos, em alguns casos, serão mais lentos. Os investimentos no futebol serão menores porque as empresas não têm mais dinheiro disponível para grandes investimentos.

 

Os clubes ingleses, por exemplo, devem quase 3 bilhões de euros aos mais diferentes credores, especialmente bancos de investimento. O West Ham, um dos mais populares clubes de Londres, pertencia a um empresário islandês. Com o crack da bolsa, seu banco quebrou e foi encampado pelo governo. A AIG, que patrocina o Manchester United, precisou do apoio do governo norte-americano para não quebrar.

O Liverpool anunciou que desistiu de construir seu novo estádio. O Arsenal renunciou a compra de novos e famosos jogadores nos próximos meses. Os árabes que compraram o Manchester City perderam bilhões em diferentes negócios.

O que se prevê a curto prazo são empresários estrangeiros contratado com mais cautela. Os craques continuam interessando, óbvio, mas as contratações serão bem mais estudadas e seletivas. O que significa que poderemos ver alguns jogadores brasileiros no seu futebol por mais tempo que o observado nos últimos anos.

O futebol internacional vai ingressar num novo ciclo. Enfrentar furacões e ciclones. Viver com menos dinheiro. Pagar menos, contratar menos ainda, vasculhar as suas categorias de base.

Sem contar com euros ou dólares, por outro lado, o desorganizado e desorientado futebol brasileiro precisa encontrar outra fonte de dinheiro. Seus craques terão uma vida mais longa em seus clubes de origem, mas os salários, não tão altos, serão pagos com uma dificuldade extrema. Talvez mais do que nos nossos nem tão ensolarados dias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Palmeiras estufa o peito e diz que é favorito

14 de outubro de 2008 28

O confiante Palmeiras de Diego Souza (E), Gustavo e Jumar (D)  enfrenta o São Paulo no jogo que pode valer a liderança do Brasileirão/Andre Penner, AP

O Palmeiras pulou um quilômetro na frente, mas pegou uma estrada irregular e sem boa sinalização. Disse que é o favorito no clássico com o São Paulo, domingo. Partida que pode valer a liderança.

Não quer nem saber, ouvir falar, das futuras conseqüências da afirmação. Estufa o peito e afirma que vai vencer. Se agarra nos números, a imprevisível matemática joga ao lado do Palmeiras em casa.

Em 14 partidas no Palestra Itália, garantiu 12 vitórias, um empate, uma derrota. O aproveitamento bate nos 88%. Um número fabuloso, quase astronômico. O Palmeiras confia demais na sua torcida, acomodada no seu pequeno estádio, que tem uma média de ocupação de 15.883 torcedores por jogo, a oitava média da competição. Número de torcedores que fariam rir freqüentadores dos estádios Olímpico e Beira-Rio.

Dono do melhor ataque do Brasileirão, 47 gols, contra 46 do Palmeiras e do Grêmio, o São Paulo parece mais concentrado nele mesmo, nos treinos, na sua própria vida. Seus jogadores preferem destacar a imprevisibilidade de um clássico. Deixam o adversário falar e ouvem e treinam. A tabela é a melhor amiga do São Paulo nestas últimas nove rodadas, a tradição é a sua arma.

Depois de tanto tempo de domínio do São Paulo, a maioria dos paulistas, fora os torcedores do São Paulo, parecem gostar da idéia da vitória do Palmeiras no clássico, da sua luta pelo título. O São Paulo é hoje o time mais detestado de São Paulo, claro, ganha sempre.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Kaká é exemplo na Seleção

12 de outubro de 2008 12

Kaká passa direto por Pedro Boada, da Venezuela, e mostra que é a alma e o coração de uma Seleção que vive do individualismo de alguns jogadores/Ricardo Mazalan
Kaká é o melhor jogador do mundo, segundo a FIFA, embora não ande jogando como o tal, depois da cirurgia (ok, Messi anda jogando mais, Cristiano Ronaldo recém voltou também de uma operação). Poucos lembram, raros elogiam o brasileiro, festejam seu título. Preferem lamentar o declínio de Ronaldinho Gaúcho, ex-melhor por dois anos seguidos. Pedem a cada semana todas as chances do mundo ao desinteressado jogador do Milan – até o dono da Itália e do clube, Silvio Berlusconi, já notou e disse que o gaúcho é muito caro para jogar apenas armando na ponta esquerda.

Com Kaká, a Seleção funciona, fez 4 a 0 na Venezuela, o histórico saco de pancadas do futebol do do continente. Pelo menos Kaká se esforça, dá exemplo, corre, combate e faz gol. O Maracanã deve tratar bem Kaká, reverenciá-lo como o craque que é. Dunga, por outro lado, é uma incógnita.

Com Ronaldinho, a Seleção é um time muito menos interessado que o normal. Cada que vejo Kaká lembro como Ronaldinho está distante de coração e de alma da Seleção. Na Seleção, Ronaldinho sempre foi um coadjuvante.

Não sei se ele ainda interessa a Seleção com antes, fora o marketing. Tenho quase certeza que ele não se interessa mais pela Seleção como antigamente. Dunga só o chama por conveniência. Para agradar uma dúzia de poderosos.

O certo é que com Kaká, a Seleção é outra.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dunga confia em Kaká para continuar na Seleção

12 de outubro de 2008 6

A Venezuela é o adversário. Mas o inimigo não parece o maior, o grande problema. A dificuldade é Dunga. Não é de hoje. Se discute a Seleção, mas antes de Robinho e Ronaldinho, Adriano e Luiz Fabiano, bem antes, aparece o nome do contestado técnico gaúcho, ex-capitão do Tetra na Copa dos Estados Unidos, em 1994.

 

Vaiado em Minas e no Rio, nas recentes e discretas apresentações do seu time, Dunga é questionado por quase tudo e a sua popularidade despenca a cada apresentação do Brasil. O mais incrível é que Dunga, mesmo exibindo o cargo mais cobiçado do futebol brasileiro, é contestado por não ser um técnico de verdade, provocado e comprovado.

Ele um homem tenso e fechado, inexperiente, sem história em clubes, sem o preparo de um profissional que começou em categorias de base, que veio subindo, ganhando títulos, oferecendo aulas táticas. Dunga está longe de ser um técnico aprendiz. É um ex-jogador sem brevê de treinador e foi imposto pela CBF.

A última vez que o Brasil enfrentou o adversário deste domingo longe do país ganhou fácil, 5 a 2, quatro anos atrás. Com Dunga, num amistoso em Boston (EUA), em junho passado, a Seleção levou 2 a 0 num dos maiores fiascos da história recente. Em Eliminatórias foram disputados 12 jogos, com 12 vitórias brasileiras.

Terceiro na competição, sete pontos atrás do regular líder Paraguai, Dunga precisa do oxigênio da vitória para continuar respirando no banco da Seleção. Seu cargo é questionado, Vanderlei Luxemburgo se oferece todas as semanas, outros menos votados querem o lugar.

Dunga tem Kaká ao seu lado, um dos melhores do mundo, chamou Adriano, oferecendo ao atacante a sua milésima chance e confirmou Robinho,que não é mesmo o jogador anuncido dois atrás, é bem menos.

Dunga confia nas suas individualidades porque o coletivo não funciona. Depois de dois anos no emprego, ele ainda não conseguiu fazer um time de futebol, não liderou uma renovação, não passa confiança. Seu tempo com o abrigo da CBF está esgotando. Ele sabe mais do que nós.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Faltou ousadia ao defensivo Inter de Tite em Goiás

11 de outubro de 2008 26

O Inter empatou no Estádio Serra Dourada, no Centro-Oeste do Brasil. O 1 a 1 teve ar de pura derrota. O resultado segura os gaúchos num distante e retrógrado décimo lugar, com 43 pontos, longos nove pontos distante do quase inalcançável G-4.

Libertadores agora só com 100% de aproveitamento nos nove jogos que restam no Brasileirão. Mas a matemática se desmente e muda a cada rodada. Não acredite nos voláteis números das projeções. Eles não são erguidos com pés de cimento armado.

 

Ao Inter, mesmo contra o inodoro Goiás (44 pontos) da noite de sábado, faltou uma dose superior de coragem. Tite foi medroso, conservador e aceitou o péssimo resultado como normal. Nunca tentou atacar como poderia, jamais mexeu no time para torná-lo mais ofensivo e fazer três pontos. Empate e derrota eram iguais. O Inter não foi atrás da terceira opção. Em dois jogos fora, conseguiu apenas um ponto.

O Inter ficou atrás, fechado em sua boa defesa, deixou Nilmal ilhado,como sempre, e manteve Daniel Carvalho, ainda em busca da sua melhor forma, quase o jogo inteiro. Carvalho é um enigma. Com a bola nos pés é 10, mas sua movimentação é cinco. Ele não consegue no segundo semestre de 2008 ser o jogador que era num passado bem recente, não nos momentos em que o Inter mais precisa dele. Lauro fez sua estréia.foi pouco exigido, mas não comprometeu.

O árbitro Sálvio Spinola (Fifa, SP) no máximo da sua falta de qualidade quase ajudou sem querer o Goiás. Inventou um pênalti no final do primeiro tempo com o jogo em 1 a 1. Um constrangido Iarley olhou para a bola, chutou e alcançou as nuvens. Não fosse a falha do ex-colorado, o Goiás teria virado o jogo. Spinola com um apito é um perigo. Pobre jogo de futebol.

Sem seus três melhores jogadores, o Inter não venceu o Goiás. Mas durante o jogo, o time mostrou que se fosse uma pouco mais ousado poderia alcançar a vitória. Ao menos tentar.

A Copa Sul-americana parece hoje a única salvação e o Boca, o grande inimigo. No Brasileirão resta o cálculo matemático, a última opção do torcedor, sempre em busca de um milagre, querendo, acreditando. A Copa Libertadores do Centenário é sonho incrivelmente distante.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Douglas é melhor do que Carlos Eduardo

11 de outubro de 2008 29

Douglas Costa é uma preciosidade, a nova revelação, a atual atração das categorias de base da Dupla, que funcionam com competência suíça. O jovem canhoto tricolor tem duas características que eu admiro demais num jogador de futebol:

 

1) Ele chuta sem medo, de qualquer lugar. Chuta forte ou colocado, seu petardo tem bússola.

2) Ele usa os neurônios em nome do futebol, sabe passar, encontra sempre o companheiro desmarcado na zona da definição. É um jogador inteligente.

Os mais apressados o comparam ao habilioso e insinuantes Carlos Eduardo. Eu, um pouco mais rápido, depois de encontrá-lo em apenas dois jogos, menos de 180 minutos, talvez afobado, mas sem medo de afirmar, digo que Douglas é melhor por uma simples razão: chuta melhor e mais forte.

Para que quiser conhecer um pouco mais da vida de Douglas Costa, 18 anos, com um futebol avaliado em R$ 80 milhões (multa rescisória) recomendo a leitura da matéria publicada na ZH dominical, página 33. O bom e diferenciado texto é do colega Daniel Feix, uma cara que conhece jogador de futebol porque freqüenta estádios.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter se mistura entre Goiás e Boca

11 de outubro de 2008 8

O Inter vê o Goiás, mas pisca Boca Juniors, que os fanáticos argentinos das cores da bandeira da Suécia costumam tratar como os Estados Unidos do Futebol, tamanho o seu poder. Nada pode ser maior na América que trata a bola com os pés do que o time mais popular da Argentina, o papa-títulos. Mas como os EUA, o Boca atravessa um período de fortes turbulências, insatisfações e resultados ridículos.

 

A realidade do Inter, 10º lugar no Brasileirão (42 pontos) não é muito diferente, embora tenha vencido o Gre-Nal com um resultado histórico e os 4 a 1 são capazes de apagar incêdios graves a curto prazo. Todos esperam mais do Inter, mas ele pouco dá.

O G-4 parece sonho quase impossível. Pode sumir hoje quando a noite chegar se a vitória em Goiás (43 pontos) ficar na promessa. Tite passou a semana fazendo treinos secretos, perdeu seus melhores jogadores, como Alex e D`Alessandro. Trocou o polêmico e insatisfeito Clemer por Lauro, abriu uma chaga no vestiário pela liderança do veterano goleiro, e faz tudo ao seu alcance para oferecer competitividade ao Inter.

A crise está encravada nos vestiários de La Bombonera. O pivô é o ídolo e referência Juan Roman Riquelme. O que poderia fazer a diferença, mas está mudo, olhando o time despencar no Torneio Apertura, com rara possibilidades de levantar o título. Realidade que faz da Copa Sul-americana a cereja do bolo dos argentinos no segundo semestre.

Riquelme, primeiro, se desentendeu com o goleiro Caranta, que quase foi afastado do clube. Agora, o zagueiro paraguaio Cáceres classificou o número 10 argentino como "uma pessoa complicada".

Antes, durante e depois das confissões e das confusões o que ficou da crise foi o profundo descontentamento dos jogadores do Boca com a boa vida de Riquelme no clube. Seja no alto salário, no baixo ritmo dos treinos, no desleixo durante certos jogos, nos horários flexíveis das cocentrações.

Maradona, que fala como um Pelé, diz quase as mesmas bobagens que o Rei quando o assunto e futebol, entre outras coisas, mas aparenta ser perseguido por vivos e fantasmas, anda dizendo em Buenos Aires que o Boca da temporada já era, acabou, que o bom é pensar em 2009.

O 10 de ouro mira Pedro Pompilio, o presidente do clube, seu desafeto. O tom da sua voz, por outro lado, tem poder desestabilizador e agitador. Bom para o Inter, apesar de tudo, que aguarda um Boca tropeçando nele mesmo, sem os mesmos músculos de um passado recente.

Se o Inter for o Inter do Gre-Nal, ao menos no primeiro jogo do Beira-Rio, dia 22, uma quarta-feira, a segunda partida, em Buenos Aires, será menos dolorosa. Os gaúchos podem avançar. Por eles, um pouco pela crise do adversário.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ninguém chora mais do que Vanderlei Luxemburgo

10 de outubro de 2008 31

Vanderlei Luxemburgo chora por ele, pelos seus jogadores, por São Paulo inteira. Mas é um choro de artista, um berreiro falso, lágrimas de microfone, pranto de ironia. Além de técnico, antes uma unanimidade como o melhor do país, agora pressionado por outros colegas emergentes, Luxemburgo esperneia cada vez que o Palmeiras bate no poste.

O sucesso do clube é o seu. O Palmeiras é seu novo passaporte ao cargo de treinador da Seleção, ocupada pelo esforçado e atual aprendiz Dunga. Luxemburgo pediu uma nova chance. Quer que o Brasil esqueça o histórico fiasco com a camisa amarela no Pré-Olímpico de 2000. Pede um nova chance. Sonha acordado com as Seleção todos os dias.

A veloz cachoeira de lágrimas de Luxemburgo foram forçadas por dois árbitros gaúchos, Leandro Vuaden e Leonardo Gaciba. A dupla dirigiu os dois últimos empates do Palmeiras, ambos fora da capital paulista, em Recife e Florianópolis. Os resultados deixaram fora quatro pontos na contabilidade do clube.

A queixa de Vanderlei Luxemburgo é uma dolorosa só: por que escalar um árbitro gaúcho para jogos do principal rival do Grêmio, no momento, na disputa do título do Brasileirão? Mas por que não eu pergunto? Eles são dois dos melhores do país.

Árbitro especial, qualificado, competente, pode apitar qualquer partida, não importa o sotaque dos torcedores sentados nas arquibancadas e os interesses da cartolagem em geral. Se são honestos, devem trabalhar até que alguém prove o contrário.

É justamente o que falta ao lacrimejante técnico do Palmeiras, depois do choro prolongado e soluçado: ele precisa mostrar provas de incompetência ou desonestidade dos dois homens do apito ou de outros tantos que ele acusa, ataca. Semana que vem jogam Palmeiras e São Paulo, decisão perfeita para Luxemburgo encontrar e acusar outros fantasmas que navegam pelos antigos e escuros corredores do Palestra Itália.

Não foi um mineiro, Márcio Rezende de Freitas, apitando um jogo entre Corinthians e Inter, que cometeu um dos maiores erros da história recente do Campeonato Brasileiro? Ele deixou de marcar um pênalti contra o Inter e ainda expulsou Tinga num jogo decisivo contra o Corinthians.

Nas últimas oito rodadas, o Grêmio não viu nenhum árbitro de São Paulo envolvido em seus jogos. Diretor da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa Silva acerta ao dizer que o que vale é a capacidade do juiz, independentemente do seu Estado.

No fundo, o que Luxemburgo deseja mesmo é fazer pressão e mais pressão. Desacreditar a arbitragem. Usar a guerra psicológica ao seu favor. Na dúvida, ele mesmo quer apitar os jogos do Palmeiras ao lado do campo, de terno escuro e gravata sob o sol de 30°C.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Com quantos gols se faz um Morales

09 de outubro de 2008 23

O gigante Ricardo Morales é jogador único e especial. Ele não é craque, nem o pior da espécie dos centroavantes. É somente um jogador esforçado, dedicado, capaz de molhar a camisa como a cauda de um rio em 90 minutos.

É o tipo de jogador que os torcedores adoram, perdoam jogadas erradas, gols perdido na frente do goleiro. Morales ganha perdão diário porque se esforça muito, mais do que todos, muitas vezes mais do que todos os adversários somados.

 

Os 1m96cm de altura de Morales enganam. Quem o observa vê de longe, imagina força bruta e só e mais nada. Nada mais errôneo. Morales é capaz de passar, talvez não tabelar com qualidade, mas acerta o passe longo e o mais curto. Ele mata a bola como alguém domina uma melancia, ok. Mas uma vez mansa, a bola sai redonda do seu pé direito em busca do companheiro. Sim, creia, Morales joga de cabeça erguida. Quando está no ataque, sempre olha para as laterais, pensa no passe lateral, procurando alguém em liberdade, pois sabe que é dos flancos que a bola pode ser erguida na área adversária.

Morales é atacante e é viciado em grande área, porém não busca oxigênio apenas no interior da zona de gol. Ele sai para os lados, se desloca. Quando perde a bola, indigna-se, corra atrás dos zagueiro, sai em busca dos volantes e não pensa duas vezes em acompanhar a corrida dos velozes laterais nos contra-ataques pelas laterais do gramado.

A câmera da televisão é inimiga número 1 de Morales porque só o enquadra rapidamente na hora da bola no pé ou da conclusão. Os torcedores do estádio podem ver mais, observar a movimentação do atacante, aplaudir a total sua entrega, vasculhar as suas andanças por todos os lados do ataque.

Ele é um atacante que preocupa uma defesa inteira e mais os seus volantes cães de guarda. Precisa sempre do policiamento de dois zagueiros, especialmente nas bolas aéreas. Morales é um preocupação sem fim.

Morales não é o centroavante dos sonhos nem no Olímpico, nem no Centenário. Quem viu o "grandalhão uruguaio" (termos que os narradores adoram e repetem) de perto quer ver um pouco mais. Em dois jogos como titular, dos quatro gols do Grêmio, fez um e participou das jogadas de outros dois. Faz média de centroavante, a cada dois jogos, um gol, no mínimo.

É possível encontrar atacantes melhores, talvez muito do que Morales em qualquer ponto do planeta. Igual, porém, é mais difícil. A forma é uruguaia. Faz mais de 30 anos que quebrou, sumiu, virou pó.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio deixa um pedaço da alma no Olímpico

09 de outubro de 2008 62

O colega Jefferson Botega fotografou a Geral gremista durante os intensos 94min14 segundos de Grêmio e Botafogo, um dos jogos do ano no Olímpico
Suor 100%. Determinação 100%. Futebol, menos, 70%. O Grêmio foi mais transpiração do que inspiração, mais músculos do que neurônios, mais alma, coração e coragem. O Grêmio obteve uma grande vitória.

Sofreu longos e perturbadores 93 minutos para vencer o destemido Santos (2 a 0). O segundo gol nasceu somente aos 94min15seg de jogo. A sorte correu ao lado do Tricolor o tempo inteiro. Ela normalmente protege quem merece.

Quando o relógio digital gritou 23h59min., da quarta-feira, 8 de outubro de 2008, o Grêmio recuperou a liderança que foi sua durante 13 rodadas. É um líder isolado e confiante. Justo, outra vez. Mas preocupado, tenso, sabendo que vai precisar escalar um Everest a cada 90 minutos.

Mais de 30 mil azuis deixaram o Olímpico festejando, em êxtase, imaginando que o Tricampeonato é possível, ainda mais porque o inimigo Palmeiras deixou de fazer dois preciosos e irrecuperáveis pontos em Florianópolis (0 a 0 com o Figueirense).

O Grêmio encontrou um Santos mais forte, robusto e decidido que o esperado, tocando bem a bola, organizando o jogo, mas sem conclusões, jogadas de gol. Os gaúchos acharam o 1 a 0 logo aos três minutos, ainda no aquecimento, com Morales, que jogou uma boa partida, foi participativo, correu, passou e até defendeu. O Olímpico sacudiu inteiro.

Dono do primeiro gol, o jovem e novo Grêmio preferiu o chutão, o lançamento longo, os cruzamentos da intermediária, ao contrário de fazer a bola rodar. Faltou qualidade no passe, entendimento e boa performance do meio da zaga, com Jean e Thiego bastante atrapalhados. Falhas na marcação prejudicaram a atuaçao do time.

O trepidante segundo tempo encontrou o Grêmio um pouco mais organizado, com mais apetite ofensivo, especialmente porque Douglas Costa começou a jogar mais e a se movimentar com vontade dobrada. Ele fez jogadas pessoais de alta qualidade, acertou o travessão, quase marcou em um lance espetacular. Seu chute é acima da média, seu passe é qualificado, sua performance desequilibra.

O adversário não desistiu, retomou aos poucos o controle do jogo, começou a ameaçar e só não empatou graças a competência de Victor e o poste salvador. O jogo foi dramático até os segundos finais e o novo líder só respirou nos descontos, depois do gol de Soares, complementando outro venenoso chute de Douglas Costa.

O Grêmio solta foguetes pela sua nova posição, depois de duas vitórias seguidas, após o seu decadente setembro. Os fãs saúdam o time, mas quem viu bem, quem viu quase tudo, sabe que o Grêmio, outra vez, não jogou um futebol de qualidade. Mas teve força, foco e vontade. Nas nove rodadas finais, o bom futebol precisa reaparecer. Um campeão sempre depende dele.

A força, o foco e a vontade, qualidades que o Grêmio recuperou, foram definitivas para garantir duas vitórias em Porto Alegre. Serão reivindicadas outras vezes nas próximas partidas, nove decisões. Mas sozinhas não podem decidir sempre.

É preciso mais futebol, mais organização, mais toque de bola, mais jogadas ensaiadas nas faltas e novas oportunidades para Douglas Costa, o jogador que ajudou no renascimento tricolor. O Grêmio é líder, porém sabe que o campeonato está aberto. Há uma dúzia de caminhões querendo atravessar a ponte.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O atual valor das luvas de Clemer

08 de outubro de 2008 44

Amiga, inimiga, companheira, desafeta, a bola não passa por um bom momento nas mãos de Clemer, o jogador mais contestado do Beira-Rio dos nossos dias/Arquivo
O colorado se martiriza com Clemer. Ele nunca foi o goleiro dos sonhos, mas é o número 1 do melhor sonho vermelho. Ele é amado e odiado. É personagem, jamais será o maior do Inter, mas é eterno enquanto Yokohama florescer como estrela dourada no peito do fã.

Detestado pelos gols recentes que sofreu, em falhas incríveis, amado por defesas espetaculares, como as que praticou em dezembro de 2006 na histórica decisão com o Barcelona, entrou outras, Clemer sobrevive do seu passado recente. O futuro não é dele, ao menos entre os vermelhos da grama verde.

Clemer é herói, é anti-herói. Foi senhor do gol, hoje é inimigo passageiro da própria goleira. Podia ter deixado o Beira-Rio no começo de 2007 como uma referência do arco, laureado, adorado, reverenciado. Ficou, correu riscos, hoje é um bancário com os direitos de titular quase cassados. Clemer é, antes de tudo, um atleta corajoso. Aos 39 anos não acredita mais em limites.

Clemer pecou por achar que era imortal com as chuteiras nos pés. Queria jogar até os 40, talvez depois das quatro décadas de vida, enxergar recordes no seu horizonte de grande área. Imaginou que a idade não cobraria seu preço imediatamente e com a força que rouba de outros jogadores. Errou. Os seus reflexos se mostram um pouco atrasados, algo desorientados desde o ano passado.

O Inter errou ao lado de Clemer, sem trocar o sorriso, ao imaginar que Renan faria a sucessão natural do veterano companheiro. Estava fazendo e Clemer mantinha-se aquecido no banco, quase esquecido, quase memória.

Com Renan, o Inter imaginou a segurança de um novo goleiro por mais meia década, tempo mais do que suficiente para ele se firmar no cenário nacional, continental, e ser vendido. Mas as boas atuações do jovem Renan atrairam a cobiça européia e o jovem goleiro foi embora rapidamente e surpreendentemente, sem novela, sem vai-e-vem, por quase 4 milhões de euros. Bom dinheiro, olhando o valor de um goleiro, péssimo dinheiro, observando o significado de Ranan para o futuro próximo do clube.

Sem Renan, assim de uma hora para a outra, o Inter voltou a depender de Clemer. Imaginou que ele seria o mesmo, mas não é mais. São as suas atuações que dizem que o goleiro é outro. Ao se ver dependente de Clemer, o Inter ficou sabendo que, quem tem dois goleiros, não tem nenhum. É sempre necessário contar com um terceiro. E não havia terceiro.

Foi preciso sair às compras com a pressa dos afogados e, quem tem pressa, sempre compra errado ou o que não quer ou ainda o que tem disponível no momento no mercado. Lauro e Ricardo chegaram, mas ainda precisam contar o que realmente pegam.

Ao sacar Clemer depois de uma nova e bizarra falha, o Inter jogou na grama o diploma do goleiro. Avisou da maneira mais óbvia e escancarada possível que ele não pode mais falhar. Se ele não entendeu foi porque não quis.

Clemer pode ter um pedaço considerável da liderança do vestiário, mas não tem mais a força de outros dias menos recentes e mais gloriosos. Hoje ele é quase mais um entre todos, não pelo passado, pelo presente, o que soma e o que conta no futebol. O quase é porque o Inter ainda depende dele na Copa Sul-americana. A vida de Clemer no Beira-Rio perdeu o rumo do futuro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Pior defesa do Brasileirão pode ajudar o Grêmio

08 de outubro de 2008 12

O adversário gremista na noite de outono em plena primavera é um perigo justamente pela sua irregularidade longe de São Paulo: oito derrotas, quatro empates. Venceu apenas o Internacional (1 a 0). Ninguém imagina como o Santos (13ª) deve se comportar no Olímpico, assustado ou não por 40 mil pessoas vestindo azul.

 

O perigo mora aí. O adversário é imprevisível. A camisa branca é emblemática. Torcedores dizem, uns juram, que ela ás vezes joga sozinha, voa e flutua, imaginam que o jovem Pelé ainda está numa delas, que a mística do Rei mora na número 10.

A partida com ar de decisão tem todos os temperos para se tornar espetacular, emocionante. Visitar o estádio é quase uma obrigação. Só não vai que tem dor de dente.

O Grêmio joga toda a sua concentração em Porto Alegre, mas um milionésimo da sua audição estará concentrada em Florianópolis. O Figueirense (14.º colocado, com 32 pontos) joga um dos jogos da sua vida perto do mar contra o líder Palmeiras. É o melhor ataque (46 gols) contra a pior defesa (47), que deve atuar com três zagueiros, mais marcação, mais suor porque o talento é escasso.

Nos últimos cinco jogos, O Figueirense perdeu três, empatou um e ganhou outro. Levou uma avalanche de gols, 14. Na última vez que enfrentou um líder em casa, no caso o portentoso Grêmio do final do primeiro turno, sofreu uma avalanche de sete gols.

Os catarinenses precisam urgentemente dos três pontos para continuar na Série A. Precisam desesperadamente somar pontos e mais pontos. O abismo da segundona fica distante apenas seis pontos. Ao escalar a tabela, o Figueirense estará ajudado o Grêmio se este, claro, se ajudar.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Santos enfrenta Grêmio por São Paulo, Minas e Rio

07 de outubro de 2008 7

Douglas; Wendel, Domingos, Fabiano Eller e Fábio Santos; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida e Molina; Cuevas e Kléber Pereira. O previsível Santos do nosso outubro é quase nada comparada ao grande Peixe do passado. Poucos se salvam no time que acha que pode vencer o Grêmio no Olímpico.

Dos 11, apenas Fabiano Eller, Rodrigo Souto e Kléber Pereira têm bala na agulha. Os outros oito são coadjuvantes, no máximo. Mas de clube grande se espera tudo em qualquer lugar. Grêmio e Santos é um clássico e previsões pode se voltar contra o próprio vidente. Quem faz previsões em futebol sempre erra. O esporte dispensa pitonisas.

 

Com 33 pontos e em 13º lugar, o Santos joga por si e faz força pelo Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e São Paulo. Joga por São Paulo, Rio e Minas. joga quase pelo Brasil inteiro na partida das 22 horas da TV Globo.

O Santos é dependente dos gols de Kleber Pereira, mas que faz gols certos e decisivos apenas na Vila Belmiro. Fora, é um desastre compelto. Faz 14 jogos que não marca. O mais recente foi carimbado nas redes do velho Palestra Itália, no dia 24 de julho: Palmeiras, 4 a 2.

Kléber é o goleador do Brasileirão, com 20 gols, e do país em 2008, com 39. Keirrison, do Coritiba, soma 36, e Alex Mineiro, do Palmeiras, tem 35.

O Santos, ainda nas mãos do atormentado Cuca, visitou Porto Alegre pela última vez no dia 30 de julho, ganhou do Inter por 1 a 0 e conseguiu sua única e solitária vitória fora de casa. Os santistas nunca estão a passeio na capital gaúcha.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Fuzileiro naval apita Grêmio e Santos

07 de outubro de 2008 6

Marcelo de Lima Henrique dirige Grêmio e Santos, no Olímpico, quarta-feira, 22 horas. Ele tem 37 anos, 1m86 de altura e é Sargento Fuzileiro Naval.

 

Filho juiz de futebol (José Henrique Neto), o carioca Henrique costumava acompanhar o pai todo de preto em jogos pelo interior do Rio de janeiro. Certa vez deixou um estádio a bordo de um camburão da PM numa partida semifinal da segunda divisão do Rio de Janeiro.

Antes do apito, foi goleiro do América e do Bangu. Depois, dirigiu durante cinco anos campeonatos de praia e ganhou o escudo da CBF em 2003. É homem da FIFA desde a primeira semana de janeiro da atual temporada. O que não significa muito no Brasil, terra onde os árbitros são quase todos despreparados e, o pior, sem preparo físico ideal para dirigir uma partida decisiva, com o peso-pesado paranaense Héber Roberto Lopes, que teve uma nota 3 no jogo entre Grêmio e Botafogo, sábado passado.

Uma das suas frases preferidas de Lima Henrique é:

– Não se aprende a apitar em condomínios, mas na várzea.

Vamos torcer para que ele honre o distintivo da FIFA, quarta-feira, trabalhe como uma árbitro de verdade. Siga as regras. Não transforme o Olímpico numa várzea.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Riquelme divide grupo do Boca

07 de outubro de 2008 4

O mago Riquelme, ídolo máximo do Boca, brigou com o goleiro Caranta e sofre críticas do grupo por ser tratado como um jogador especial, acima de todos/Arquivo, AP

Com a curvilínea e íngreme estrada do G-4 entupida com melhores e mais velozes carros, ao menos no pedágio da rodada número 29 do Brasileirão, o Inter diminui a velocidade, faz sinal e pega nova estrada. Segue o rumo da estrada vicinal da Copa Sul-americana, o caminho que resta neste 2008, que prometeu muito, mas ficou no sempre modesto Gauchão.

O troféu continental seria um considerável prêmio de consolação. Não é a Cops Libertadores da América, mas não é ruim. É internacional, dá destaque e é inédito. O título leva ao Japão, dá visibilidade e bons dólares.

Estaria tudo bem, tudo ok, se o Boca não fosse uma barreira no meio do trajeto, dois jogos, 180 minutos trepidantes, o primeiro no Beira-Rio. Poderia estar pior, sem olhar o lado colorado depois dos trágicos 4 a 2 em Curitiba, se o Boca estivesse melhor.

A crise em La Bombonera é profunda. Dentro e longe da grama. Fora, La Doce, a principal torcida organizada do clube, dividida em dois grupos fanáticos, perigosos e marginais, lutam ferozmente pelo comando. Domingo, cinco integrantes de uma das facções foram presos com armas de fogo perto do estacionamento do estádio. Aguardavam os rivais. Os mesmos grupos protagonizaram um luta com facas em Entre Rios, na fronteira com o Brasil, em 2007, na viagem que antecedeu o jogo entre Grêmio e Boca pela Libetadores.

No vestiário, sem armas, ainda na fase das palavras e dos palavrões, Riquelme, o ídolo da vez, se mediu com o goleiro Mauricio Caranta. Os dois só não brigaram após a derrota para o Tigres (3 a 2), semanas atrás, porque foram afastados pelos colegas. Caranta perdeu a vaga de titular. Ao saber, não aceitou ficar no banco e se recusou concentrar no final de semana quando o Boca perdeu para o Estudiantes por 2 a 1. O junior Javier García ocupou seu lugar. Caranta está apenas treinando e ninguém sabe se ele volta ao time contra o River, dia 18, no superclássico argentino.

O grupo de jogadores está dividido e preocupado. Uns ficaram ao lado do goleiro, menos pela competência do instável Caranta, porque não suportam Riquelme e porque criticam os privilégios que o camisa 10 tem no clube. Treina menos, joga um número menor de partida, não se esforça sempre como deveria e ganha muito mais. O exemplo de Riquelme faz mal ao jovens que estão deixando as categorias de base e compondo o novo e instável time do Boca.

Riquelme aproveitou a confusão e disse aos jornais que Carrizo, goleiro do River, é o melhor do país. Na sua passagem pela Seleção e pediu que Abbodanzieri voltasse ao clube. (Sábado tem Argentina e Uruguai, um dos dois maiores e melhores clássicos da América que trata bem a bola com os pés).

O Boca está dividido, amargurado e pessimista. A crise é profunda. A confiança sumiu. A instabilidade dos argentinos pode facilitar a vida do Inter no mata-mata. Mas como você, eu sei que, quando se trata do Boca, nada pode ser fácil. Tudo é mais complicado do que o normal. Mesmo ganhando de 2 a 0 em casa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dunga chama Alex e deixa o Inter na mão

06 de outubro de 2008 13

Dunga chamou o canhoto Alex. Demorou. Alex é uma grata surpresa na Seleção e ocupa o lugar de Júlio Baptista, machucado. Baptista teve dúzias de chances, nunca se firmou, sempre alternou boas partidas, nunca excelentes, com jogos medíocres. Vai sem deixar uma lista de saudosos. Libera o seu espaço para a desembarque de caras novas, acelera a renovação que Dunga precisa fazer, mas não sabe, não consegue, não tem segurança.

 

Alex foi o melhor jogador em atividade no futebol gaúcho do primeiro semestre. As lesões voltaram e o derrubaram no começo do segundo. Ele perdeu a seqüência, o ritmo, tenta a recuperação plena. Ele chega a Seleção com méritos, mas não exibe a sua melhor forma. Fica de fora, porém, do jogo com o Goiás. Azar do Inter, que perde Alex para a Seleção em um momento decisivo e perde ainda D`Alessandro, depoois da lesão de Guiñazu.

As lesões em série nos últimos três anos sempre foram os piores marcadores de Alex, um jogador que pode atuar em quatro posições, um polivalente. O pé esquerdo de Alex é precioso, seja no passe curto, no lançamento, no chute de longa distância, na conclusão no interior da grande área, na cobrança de falta nas proximidades da área.

Ele é proprietário de uma dos melhores chutes do país. Tem oito gols no Brasileirão e chuta, em média, quatro vezes a cada 90 minutos.

É quase um milagre que Alex ainda esteja usando a camisa vermelha, jogando no Brasil. As freqüentes lesões afastaram compradores em potencial, assustaram os empresários que negociam com o mercado europeu.

A Seleção é a melhor vitrine. Basta duas boas performances para mudar a vida de Alex. Se quiser, joga o resto dos seus dias úteis no Beira-Rio. A torcida o adora, os técnicos o apoiam, os dirigentes pagam bem. Carinho ele tem de sobra. Talvez a ambição de vencer em novo país o tente a refazer suas malas. O mercado árabe dá muito dinheiro, mas afasta o atleta da mídia e, os que podem, da Seleção.

A Seleção é o melhor prêmio para o futebol de Alex. Ele merece.

Postado por Zini, Porto Alegre

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As chances do Grêmio chegar ao título

06 de outubro de 2008 32

Segundo o "Infobola", Botafogo, Goiás, Internacional e Vitória não têm mais chances matemáticas de levantar a taça. O Verdão segue como favorito à conquista do título nacional, com 42%.

 

Confira a situação de cada time:

1º lugar - Palmeiras

Pontos - 53

Chance de título - 42%

Chance de vaga na Libertadores - 89%

Jogos que faltam - Figueirense (F), São Paulo (C), Fluminense (F), Goiás (C), Santos (F), Grêmio (C), Flamengo (F), Ipatinga (C), Vitória (F) e Botafogo (C).

 

2º lugar - Grêmio

Pontos - 53

Chance de título - 30%

Chance de vaga na Libertadores - 87%

Jogos que faltam - Santos (C), Portuguesa (F), Sport (C), Cruzeiro (F), Figueirense (C), Palmeiras (F), Coritiba (C), Vitória (F) e Ipatinga (F), Atlético-MG (C).

3º lugar - Cruzeiro

Pontos - 49

Chance de título - 11%

Chance de vaga na Libertadores - 63%

Jogos que faltam - Ipatinga (C), Atlético-MG (F), Atlético-PR (F), Grêmio (C), Goiás (F), Fluminense (C), Náutico (F), Flamengo (C), Internacional (F) e Portuguesa (C).

4º lugar - Flamengo

Pontos - 49

Chance de título - 10%

Chance de vaga na Libertadores - 63%

Jogos que faltam - Atlético-MG (C), Vasco (F), Coritiba (C), Vitória (F), Portuguesa (C), Botafogo (F), Palmeiras (C), Cruzeiro (F), Goiás (C) e Atlético-PR (F).

5º lugar - São Paulo

Pontos - 49

Chance de título - 7%

Chance de vaga na Libertadores - 58%

Jogos que faltam - Náutico (C), Palmeiras (F), Vitória (C), Botafogo (F), Internacional (C), Portuguesa (F), Figueirense (C), Vasco (F), Fluminense (C) e Goiás (F).

Postado por Zini, Porto Alegre

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Você desconfia do árbitro? Pense na ação da NBA

06 de outubro de 2008 11

A NBA, a Meca do basquete, que tem Eric Gordon, do Los Angeles Clippers, entre as suas estrelas, anunciou medidas para acabar com a desconfiança de juizes depois de um escândalo de manipulação de resultados /Rick Francis, AP

Os árbitros de futebol despertam naturalmente a ira dos torcedores, mais pela falta de habilidade, muito menos por outros problemas mais graves. Na dúvida, acelerado pela paixão, o fã pensa sempre o pior, às vezes injustamente.

Edílson Pereira de Carvalho é lembrança continua, é nome gritado em estádios, é lembrança sempre presente quando um juiz erra grosseiramente na frente de milhares. O corrupto Edilson, filho de um país tão corrupto quanto os outros, ok, talvez um pouco mais, onde a impunidade é quase lei, continua solto. É um péssimo exemplo em todos os sentidos. É um triste fato do nosso futebol.

 

A NBA, a Meca do basquete mundial, anunciou três medidas para acabar com a desconfiança de juizes depois do escândalo de manipulação de resultados que envolveu Tim Donaghy, hoje preso nos Estados Unidos. Depois de meses de investigação, a NBA encontrou apenas um juiz envolvido. Mesmo assim decidiu agir.

As primeiras ações:

1) Determinou a criação de uma linha telefônica para denúncias anônimas. Seja elas quais forem. Muitos corruptos são apanhados assim.

2) Divulgar qualquer queixa contra um juiz, desde que procedente e séria. O torcedor tem o direito de criticar o árbitro a partir de um determinado jogo. Alguém vai ouvir o fã, analisar. Levar adiante a queixa, acompanhar mais de perto o profissional, ou encerrar ou assunto.

3) Ampliar o acesso civilizado de torcedores e imprensa aos árbitros da liga.

Não seria bom o Brasil seguir o exemplo que chega do norte, que sabe adaptá-lo?

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Boca perde outra e vê nova crise de perto

05 de outubro de 2008 3

Carlos Ishchia, que ainda busca o Boca ideal, perdeu outra vez em La Bombonera e irritou os fãs argentinos/Dolores Ochoa, AP
Boca perdeu outra vez. Foi torpedeado pelos Estudiantes, 2 a 1, em La Bombonera, perdendo seu segundo jogo consecutivo em casa. Mostrou-se uma equipe nervosa, desarticulada e sem ambição. Fez um dos seus piores jogos do ano. O instável Inter que aproveite a irregularidade dos argentinos, adversário na próxima fase da Copa Sul-americana.

O título do Apertura ficou complicado, difícil, quase impossível, oito pontos distante do líder San Lorenzo. Nos 15 disputados em seu estádio, conseguiu somar apenas sete na competição. Nas três últimas partidas, empatou uma e perdeu duas. É o sexto na tabela.

A Copa Sul-americana passa a ser o único título possível no final segundo semestre. O Boca quer toda a sua força concentrada no torneio continental caso o título argentino se torne impossível.

O Boca repetiu seu esquema de três zagueiros, uma linha de quatro no meio-campo (um dos volantes foi Vargas, ex-Inter), com um meia e mais dois atacantes. Não foi bem, em Riquelme brilhou Pior ainda. Recebeu a notícia que Palacios, um dos seus grandes jogadores, sentiu uma lesão e é a grande dúvida para o clássico, aliás superclassico, com o River, que também está mal, na próxima rodada.

Talvez o jogo pouco acrescente na escalada da tabela, mas os dois disputam um campeonato especial, um contra o outro, desde que nasceram. Um jogo para desgastar o Boca. Ou o contrário.

Postado por Zini, Porto Alegre

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