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Posts do dia 3 novembro 2008

Inter pode terminar 2008 melhor do que o Grêmio

03 de novembro de 2008 50

O Boca que o Inter enfrenta na Argentina, com uma preciosa vantagem de dois gols, é uma equipe jovem, inexperiente e que pode ser batida em casa/Daniel Luna, AP
O jogo em La Bobonera não é uma grade final, mas é decisivo e encaminha o Inter ao inédito título da Copa Sul-Americana. Vencer o Boca em Buenos Aires é como andar de Mercedes conversível numa praia da Costa Azul francesa num dia de verão em agosto. Ninguém esqueça. É puro prazer.

O Inter não só pode ganhar a partida, como é favorito, pois venceu a primeira por 2 a 0 e o adversário ainda pretender usar apenas os reservas, talvez com a incômoda presença de Riquelme. O Boca de quinta não é o mesmo de uma passado bem recente. É inferior. Assusta, óbvio, mas tem as garras menores, menos afiadas. O Inter nunca teve chance igual.

Li uma entrevista do técnico Carlos Ischia na qual o argentino dizia que é muito difícil superar o Inter, desmanchar o 2 a 0, sofrer o estresse dos pênaltis ou marcar três gols. Ischia e os seus estão de olho fixo no Torneio Apertura, que dá ao campeão uma vaga na Copa Libertadores. A Sul-Americana tem outro peso no momento, não é prioridade. Bom para o Inter, que come e dorme torneio.

O Colorado que se apresenta em Buenos Aires fracassou no campeonato brasileiro. Mas é impossível misturar duas competições. Elas têm vida própria, não nascem geminadas.

O Inter é aquela incógnita de sempre. Não ganha fora, nunca se sabe se ele se comportará como o time que dobrou o Boca no Beira-Rio ou como o que empatou com os dispersos chilenos da Universidad Católica no mesmo terreno.

O certo é que o Inter pode terminar o ano surpreendentemente bem, com um título inédito, continental. Seu novembro se abre em dois caminhos:

1) Ganha a Sul-Americana, festeja um título inédito e vê o inimigo regional longe da possibilidade de ganhar qualquer título, fora até mesmo da Copa Libertadores da América. Termina o ano melhor, na frente dos azuis.

2) Tropeça na competição continental e termina o ano, véspera do centenário, festejando apenas o Gauchão, algo insuficiente para um clube que tem uma das duas maiores folhas de pagamento do país.

Ou seja: só a Copa Sul-Americana salva o 2008 do Inter. É o título ou nada.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os sete pecados capitais do Grêmio de Roth

03 de novembro de 2008 70

O Grêmio cometeu sete pecados capitais.

 

Acompanhe.

1) Celso Roth tem sérios problemas não resolvidos com a direção de futebol. É ele os jogadores, os demais não contam. Roth não aceita sugestões, conversas mais longas, críticas, Vive no topo de um torre, negando acesso aos que desejam discutir futebol. Roth é do time do eu sozinho.

2) Celso Roth foi golpeado profundamente pela Polícia Federal. Sentiu a ação da autoridade e desabou. Depois da visita que precisou fazer a sede da PF nunca mais conseguiu controlar o time do Grêmio e tudo mais que o cerca. Sua produtividade caiu como as ações na Bolsa. Mas ele ainda não é culpado de nada, a fase é de investigação. Mas o técnico ficou abalado.

3) Celso Roth repetiu as suas performances antigas, talvez com alguns pequenos acréscimos. Ganhou na hora certa. Perdeu na hora errada. Manteve a sua biografia de técnico incapaz de disputar um grande título nacional. Na linguagem dos boleiros, Roth morreu na praia outra vez, não na água salgada, na areia fofa.

4) Faltou ao Grêmio, outra vez, uma grande liderança dentro de campo. O homem capaz de tranqüilizar o time e, ao mesmo tempo, colocar a bola embaixo do braço e começar o jogo outra vez. Bom jogador, nada mais do que bom, Tcheco jamais foi o líder que os azuis esperavam. Nos jogos mais importantes, sumiu ou se irritou ou se ausentou. Faltou um capitão de verdade.

5) A ausência de um lateral esquerdo confiável, a certeza que os atacantes haviam brigado com o gol. Quando mais o Grêmio precisou do seu sistema ofensivo, menos ele ofereceu. Roth testou todos, quase todas as duplas possíveis e não encontrou uma só capaz de fazer a diferença. A falta de gols atrasou o time, tirou a equipe da liderança. Sem latera/ala esquerdo, a equipe ficou capenga e abriu uma avenida no setor.

6) As três mais recentes contratações não deram certo. Souza, Orteman e Morales chegaram com nome e experiência. Chegaram com potencial para integrar os 11 titulares. Com credenciais. Jogaram, passaram sem brilho. Não deixaram um só jogo inesquecível na conta de ninguém, uma trilha de emoções perdidas. Muito pelo contrário. Decepcionaram. Foram três contratações enganosas, ao menos aparentam ser.

7) A torcida foi gigante, tomou o Olímpico, apoiou o time em todos os jogos. Não há queixas. Foi exemplar. Mas torcida, infelizmente, não ganha jogo sozinha, ajuda, mas não vence. Se vencesse, bastaria oferecer ingresso a R$ 1, lotar o estádio e correr para abraçar os campeões. Os fãs fizeram a sua parte, ao contrário da direção, do técnico e dos jogadores. O trio final não funcionou, Não cresceu na hora decisiva. Quando o Grêmio tinha o campeonato na mão direita, direção, técnico e jogadores naufragaram. Perderam pique, atolaram na reta final, se despediram do título. Faltou coesão.

Se você quiser, pode incluir um oitavo, um nono, quem sabe um décimo item. Tente

 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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