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Posts do dia 6 novembro 2008

Buenos Aires é vermelha, e não é o River que manda

06 de novembro de 2008 71

D`Alessandro jogou em La Bombonera como se estivesse no Beira Rio ou no Monumental de Nuñez. como se a casa fosse sua. Depois, festejou o 2 a 1/Daniel Luna, AP
Quem mandou o Boca usar os reservas. Eu não. Muito menos você, o Inter nem se fala. O Colorado visitou La Bombonera e fez do mítico estádio argentino a sua casa. Gritou e mandou. Não faltou futebol, muito menos coragem, nem a celebração do torcedor gaúcho aboletado nas íngremes arquibancadas do estádio .

A vitória veio quase ao natural, mesmo na pressão, graças ao melhor time, forrado com os melhores jogadores, fortalecido na vontade de cada um. O Inter entrou em campo disposto ao enfrentamento. Encarou, jogou e ganhou. Riquelme foi pouco desta vez.

O Inter ganhou de 2 a 1. Poderia ter feito três. Foi a primeira vitória vermelha no fortificado estádio do Boca. A história não vai contar que o time local havia poupado seus titulares. Não mesmo. Vai lembrar que na noite de 6 de novembro de 2008 o Inter venceu o grande Boca em La Bombonera.

Da redação de ZH ouvi os foguetes, as buzinas dos carros que deslizavam pela Avenida Ipiranga perto das 23h. Imagino a festa e a alegria dobrada de quem se deslocou até a capital portenha, uma das grandes cidades da América do Sul. Sair do país em nome do futebol e assistir a uma vitória histórica na residência do adversário é uma aventura que o fã carregará pregada na alma pela vida inteira.

Os amigos que se preparem. O chope do sábado terá outro sabor com as histórias capturadas do outro lado da fronteira.

O Inter conquistou uma vitória inesquecível em La Bombonera. A segunda em muito pouco tempo. Fez quatro gols, levou um, em dois jogos. Avança na Sul-America. Busca uma copa inédita. O ano que parecia perdido renasceu. Ganhar do Boca rejuvenesce, dá ânimo, encorpa. Assusta os inimigos da competição, argentinos ou nem tanto. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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La Bombonera engole times de pouca coragem

06 de novembro de 2008 11

O Inter corre cheio de esperanças em La Bombonera. A Sul-Americana é seu último consolo. O Inter se agarra nos dois gols de saldo que possui, na boa e justa vitória no Beira-Rio (2 a 0) na certeza que o mistão do Boca não cabe inteiro na camisa com as cores da Suécia. A gana argentina ainda está visível, a correria, a velocidade. O talento nem tanto.

Bom. A culpa é do Boca, que descansa os titulares pensando no Torneio Apertura, que dá a vaga da Libertadores.

 

Não será um jogo fácil, que são muitos raros, mas o Inter pode ganhar, num estádio no qual nunca venceu. Aliás, não precisa nem vencer. Perder por um gol é lucro. Ganhar é importante, sempre ajuda, mas hoje uma derrota, dependendo do escore, terá sabor de goleada.

A Copa Sul-Americana tem alguns lances bizarros - e o Inter não tem nada a ver. A Globo mostrou um deles ao vivo na noite de quarta-feira. Enquanto o Palmeiras levava dois do Argentino Juniors, primeiro time de Maradona, Vanderlei Luxemburgo comentava a derrota do seu time na tevê.

Longe do bafo argentino, olho no olho das câmaras de um estúdio, Luxemburgo desfilava seu rosário. Foi gol contra, mais um do técnico, um dos melhores do país, mas que às vezes perde a noção da realidade quando vê um microfone potente por perto. Seu lugar era na Argentina. Ser comentarista do próprio time ao vivo e para o Brasil inteiro foi puro mico. Ele tem o direito, mas não pegou bem.

Longe de Luxemburgo, nas mãos de Tite, que não sai no final da temporada, com ou sem o título, o Inter deposita todas as suas gigantescas esperanças em quatro jogadores: Alex, Nilmar, D’Alessandro e Guiñazu. São eles que pode fazer a diferença, como se diz sempre no futebol, e ninguém mais. Bons de bola, a dupla argentina terá missão dupla. Jogar e acalmar os mais atentos. Jogar e exibir determinação. Jogar e dizer que é possível vencer. Jogar e apontar os caminhos da vitória porque a casa é um pouco deles também.

La Bombonera é um estádio mítico. Joga sozinho, quando tomado por 40 mil almas. Alguns jogadores, bons de bola até, se assustam, leões miam, volantes de pé de tijolo jogam com luvas de pelica. Ninguém sai de Buenos Aires com um bom resultado sem deixar um gota de sangue e litros de suor nos seus campos de futebol. Quem esteve lá sabe. Quem só vê pela tevê sabe menos. Mas Buenos Aires é perto, sempre é possível alcança-lá numa próxima decisão.

Postado por Zini, POrto Alegre

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