
A Sul-Americana começa mais ou menos assim: os times usam os reservas e vão levando a competição na flauta, salvo exceções. Quem investe e se dá bem, nota, mais adiante, que o torneio vale um investimento mínimo. Depois, numa semifinal, já escalando a final, o Inter se dá conta que a Copa é um uma boa, é título inédito, tem respaldo continental, repica no planeta bola, dá um jogo de presente no Japão, possivelmente no final de agosto, outra copa e ainda algum dinheiro.
Copa Sul-Americana, que começa com times mistos e estádios quase vazios, termina com cargas de adrenalina, bons jogos e um título. É bobagem desdenhar uma competição continental. É ótimo vencê-la. Claro que o torneio não tem o peso, a importância, a visibilidade e a grana de uma Libertadores. Mas não deixa de ser importante nem por um segundo.
Eu gostaria de ver a Sul-Americana moldada no exemplo da Copa da UEFA e sem interferir na Libertadores. Seriam duas copas paralelas, deixando a Libertadores como está. A Sul-Americana receberia apenas clubes que não estão na Libertadores, mais dinheiro e uma final com o vencedor da UEFA européia em um jogo único, fornecendo um título que uniria os dois continentes como o Mundial Inter-Clubes. Creio que a América do Sul pode abrigar dois torneios de clubes importantes, significativos, atrativos e não apenas um.
O Inter que recebe os mexicanos do Chivas na Capital ganhou a classificação em Guadalajara numa elogiada partida. Jogou bem, fez 2 a 0 e destruiu o adversário. Nem assim afastou das estranhas lides o bando de homens risonhos e muito unidos que deixam mulheres e namoradas sozinhas (sozinhas?) em casa e tomam as madrugadas com foguetes nas mãos com a idéia de incomodar os adversários.
Eles agiram outra vez na madrugada passada. Babacas. Só incomodam os porto-alegrenses como eles. Nem a BM liga mais. Aliás, você viu um brigadiano por aí? Eu nunca vejo. Nem com estouros na madrugada eles aparecem. Ou apareceream? Alguém viu?
Postado por Zini, Porto Alegre



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