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Posts do dia 23 novembro 2008

Um Inter perde, o outro só pensa na Argentina

23 de novembro de 2008 21

Treino, o Inter treinou no Beira-Rio, encarou o Fluminense como se os cariocas fossem um Zé Ninguém da periferia da Região Metropolitana. Sofreu dois gols (2 a 0), mas não ligou, não se preocupou porque o Inter não está nem aí para o seu péssimo Brasileirão. Cumpriu tabela. A derrota não representa mais nada.

Ninguém ouviu uma só vaia no ventoso Beira-Rio do começo da noite do penúltimo domingo de novembro. Cerca de 7 mil pessoas assistiram a derrota dos seus reservas como frios espectadores, o menor público do ano no estádio. Os olhos estavam em campo, o pensamento em La Plata.

O time B só perde. O Inter tem um bom time, o que descansou, não mais um bom grupo

A cabeça colorada está inteira na Argentina desde quarta-feira da semana passada. Seu ano, que parecia perdido no começo outubro, apesar do Gauchão, está sendo salvo pela Copa Sul-Americana. A competição, esnobada por São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Boca Juniors, sempre foi encarada com o máximo respeito pelos colorados.

O Inter estava certo. O interesse cresceu, o time superou adversários importantes, alguns com reservas, e estacionou na final como favorito. Até os argentinos dizem que o Estudiantes precisa jogar o que nunca jogou até agora para ficar com o título.

Quem determina se a competição é quente (ou não) é a torcida e ninguém mais. É ela quem define o tamanho e o barulho da festa do título, se a taça chegar, claro. O futebol é tudo, menos previsível.

O Estudiantes está mobilizado e La Plata vai testar os nervos e a coragem do Inter. Os gaúchos têm mais time. Os argentinos têm Verón e uma gigantesca determinação. Correm atrás de uma certeza: se não fizerem escore em La Plata, viajam ao Brasil por um milagre.

O Estudiantes tem apenas uma bala na agulha. A arma do Inter está carregada. A decisão é desigual. O Colorado tem mais time.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Mancini fez a diferença do outro lado

23 de novembro de 2008 127

Vexame! A palavra é justa. Serve. O Grêmio levou quatro gols do Vitória, um dos piores times do returno do Brasileirão, e disse adeus ao título, bye, bye tricampeonato.

Só a Copa Libertadores da América salva o tricolor em 2008, mas depois dos 4 a 2 em Salvador qualquer prognóstico é loteria. Até a Copa é um gigantesco ponto de interrogação. Quem leva quatro do Vitória pode sofrer dois do moribundo Ipatinga e achar natural.

Quando eu falei que o irregular Grêmio tinha entregado seu futuro no campeonato nos jogos com o Cruzeiro e com a Portuguesa, seis pontos jogados pela janela em duas partidas decisivas, fui atacado por uma fila de internautas, especialmente depois da inesperada vitória no Palestra Itália. Eu disse que o Grêmio era um time inconfiável, sem ataque, sem alas, sem qualidades de campeão.

Celso Roth é o que é, um coadjuvante. Seus times jamais brilham, atolam na praia, se afogam na arrebentação. Ele não consegue subir ao pódio. É medalha de bronze para baixo.

O Grêmio deste domingo de novembro é o melhor exemplo. O time precisava vencer, mas o centroavante titular (Marcel) não faz gols desde agosto. Com a nova lesão de Reinaldo, ele investiu em André Luis, o atacante que não marcou um, eu disse UM, um só gol no Brasileirão. Esqueceu Perea, desistiu de Morales. Queria vencer com dois atacantes que nunca marcam gol.

A falta de gols destruiu o Grêmio em menos de 90 minutos. Seu primeiro tempo foi bom, fez um gol, contra, e teve mais três chances. Errou todas. Quem esteve com a partida aos seus pés? André Luis. O que ele fez? Errou.

Normal, natural. Mas o jogo estava fácil, tranqüilo, sob absoluto controle. Veio o segundo tempo, Vagner Mancini mudou o sistema tático no vestiário, colou dois atacantes nas costas dos laterais, avançou o meio-campo, posicionou melhor a defesa e ganhou o jogo na velocidade. Roth, que acha que o futebol é imprevisível, viu tudo do banco como um espectador privilegiado, como um técnico sem ação, como um treinador batido pelas táticas do adversário. .

Em 12 minutos, o Vitórias liquidou o vice-líder, fez três gols e deixou o São Paulo em condições de ser campeão em sete dias com uma vitória,mais três pontos. O rechonchudo Héber Roberto Lopes ainda ajudou o Vitória ao expulsar injustamente Amaral. Sua ação não justifica a derrota.

O Grêmio tem sido assim em 2008: bateu a decisão, chegou a derrota. Foi no Gauchão, na Copa do Brasil, na Sul-Americana e em todas as partidas decisivas do segundo turno do Brasileirão. Com Roth, o Grêmio perde quando o jogo é definitivo. Perde sempre. Roth anda de mãos dadas com as derrotas.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Caminhos e descaminhos da mala preta, mala branca

23 de novembro de 2008 23

Que tal mandar o verdadeiro Bond, James Bond, atrás do dinheiro ilegal que sustentam as operações mala preta, mala branca?/Arquivo, AP
Mala branca, mala preta, sacolas de cores definidas e tamanhos variados, mas sem procedência garantida, entram em vestiários conhecidos de clubes de diferentes estados. A prática antiga, revelada, mas sem jamais anunciar as fontes, em momentos de decisão ou de desespero, é abominável. O dinheiro disponível para correr mais, correr menos, é tão antigo e farto quanto o profissionalismo no futebol.

Eu sou contra, não gosto, acho um atentado contra quem leva a bola de futebol desenha no coração e na alma. A mala preta (mala branca) é uma bola nas costas. É a mesma coisa. Corrupção igual sem tirar um centavo. É ilegal. É fora da ética.

O jogador que aceita dinheiro para correr mais é o mesmo que pode dar o o.k. para correr menos. Não há diferença entre as duas corruptas ofertas. O fim é o mesmo. Prejudicar um terceiro com a injeção de um pacote de reais, talvez dólares, quem sabe euros. Dinheiro ilegal, por certo.

As duas corrompem. Fazem mal, minam um vestiário, não recomendam seus jogadores e comandantes. As duas avisam: "Olha não sou profissional suficiente para cumprir o meu trabalho. Preciso de mais dinheiro, nem que este dinheiro seja ilegal, corra longe do Imposto de Renda, não entre na folha de pagamento do meu empregador".

Como confiar num jogador que corre mais se alguém enfiar R$ 10 mil no bolso do seu abrigo? E quando ele observar apenas o seu salário na conta do banco será que ele vai desempenhar igual ao dia da mala?

Se ele não correr como correu duas partidas atrás será que é por que ele recebeu algum dinheiro para se esconder da bola no meio do jogo? Você sabe as respostas? Eu, não.

É impossível confiar em jogadores que modulam suas atuações, mesmo esporádicas, pelo recheio de uma contribuição financeira externa. Se o clube oferecer mais dinheiro como aumento salarial ou um bicho mais gordo, antes de uma partida complicada e definitiva, não vejo o menor problema. Sai do clube, sai de uma fonte honesta, sai legal. É o clube querendo premiar o seu jogador por um desempenho bem definido.

Aceitar pagamento de estranhos em reta final de campeonato é caso de polícia. De onde sai o dinheiro da oferta? Qual a fonte? Procedência.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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