Treino, o Inter treinou no Beira-Rio, encarou o Fluminense como se os cariocas fossem um Zé Ninguém da periferia da Região Metropolitana. Sofreu dois gols (2 a 0), mas não ligou, não se preocupou porque o Inter não está nem aí para o seu péssimo Brasileirão. Cumpriu tabela. A derrota não representa mais nada.
Ninguém ouviu uma só vaia no ventoso Beira-Rio do começo da noite do penúltimo domingo de novembro. Cerca de 7 mil pessoas assistiram a derrota dos seus reservas como frios espectadores, o menor público do ano no estádio. Os olhos estavam em campo, o pensamento em La Plata.
O time B só perde. O Inter tem um bom time, o que descansou, não mais um bom grupo
A cabeça colorada está inteira na Argentina desde quarta-feira da semana passada. Seu ano, que parecia perdido no começo outubro, apesar do Gauchão, está sendo salvo pela Copa Sul-Americana. A competição, esnobada por São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Boca Juniors, sempre foi encarada com o máximo respeito pelos colorados.
O Inter estava certo. O interesse cresceu, o time superou adversários importantes, alguns com reservas, e estacionou na final como favorito. Até os argentinos dizem que o Estudiantes precisa jogar o que nunca jogou até agora para ficar com o título.
Quem determina se a competição é quente (ou não) é a torcida e ninguém mais. É ela quem define o tamanho e o barulho da festa do título, se a taça chegar, claro. O futebol é tudo, menos previsível.
O Estudiantes está mobilizado e La Plata vai testar os nervos e a coragem do Inter. Os gaúchos têm mais time. Os argentinos têm Verón e uma gigantesca determinação. Correm atrás de uma certeza: se não fizerem escore em La Plata, viajam ao Brasil por um milagre.
O Estudiantes tem apenas uma bala na agulha. A arma do Inter está carregada. A decisão é desigual. O Colorado tem mais time.
Postado por Zini, Porto Alegre




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