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Posts do dia 25 novembro 2008

Grêmio na Libertadores é o mínimo, não o máximo

25 de novembro de 2008 72

As vozes oficiais do Grêmio correm aos microfones e anunciam três novos atacantes para 2009. Fazem no final novembro o que precisava ter sido feito antes de agosto. Dizem no final do ano a frase ideal para o meio do ano. Falam num momento perigoso, quando a Libertadores ainda é sonho e os gols uma necessidade, embora cada vez mais incertos..

Os seis atuais atacantes do Tricolor bem somados não dão dois, quem sabe um e meio e olhe lá. Da partida decisiva em Salvador, por exemplo, o goleador da temporada foi sacado até do banco. Perea viu tudo calçando tênis, distante do campo de jogo, como um turista colombiano qualquer no Brasil das praias de água quente.

Quando podia ter Marcelinho Paraíba, o Grêmio olhou para o outro lado, seu lado errado e imaginou que com Soares, André Luís e Marcel podia tudo. O São Paulo veio e lhe roubou 12 pontos, agora mais quatro e o título, ao menos que você aí da tela acredite em milagres.

Eu tenho certeza que se o Grêmio tivesse alinhado Marcelinho Paraíba, ou alguém do seu quilate, estaria brigando pelo título com real poder de decisão. Mas os dirigentes, que vão e vem, tiram os olhos do ataque todos os dias e quando vão às compras. Buscam volantes aos montes, zagueiros em balaios. Chamam Tuta e Marcel e vendem Carlos Eduardo. Depois atraem Soares, Marcel de novo, André Luís e Reinaldo DM.

Das categorias de base saem atletas da zaga, do meio-campo e das meias. Atacantes de verdade, goleadores, definidores, não brota um. Não consigo lembrar do Grêmio produzindo um atacante qualificado nos últimos anos.

Não lembro nem do último. Você recorda? Será que alguém andou salgando as terras que produzem homens de ataque nas categorias de base do Olímpico? Onde está o mistério? Onde está o Lucas do ataque, ou o Anderson? Onde se escondeu a qualidade?

Duas semanas antes do final da temporada o Grêmio lembra que faltam atacantes e ala esquerdo. Só os dirigentes não sabiam . Só eles. Eu, você e os adversários sabíamos desde o Gauchão, passado pela Copa do Brasil, entrando no Brasileirão. Ou eu estou enganado?

O Grêmio de 2008 vai se contentar com a Libertadores. Tem gente que fica feliz com o mínimo.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Estudiantes: 43 partidas invictas em La Plata

25 de novembro de 2008 29

Técnico do Estudiantes, Leonardo Astrada tem um time inferior ao adversário gaúcho, mas conta com a torcida e a extrema vontade de vitória dos jogadores argentinos/Daniel Luna, AP

La Plata, 50 quilômetros ao sul da cidade de Buenos Aires, é a casa sagrada do Estudiantes. O estádio é novo, municipal. O antigo, onde o Grêmio suou sangue na Libertadores de 1983, é um monumento do passado. Igreja de reverência, lugar onde o mítico treinador Osvaldo Zubeldía saiu tricampeão da Libertadores entre 1968 e 1970 com o seu time vermelho de coragem.

O Estudiantes é o que é muito pelo seu passado. O presente não reflete o histórico time da década de 70. Pelo contrário. É muito mais frágil. É mais sonho do que bola no chão.

Quando o Inter é apontado como favorito um pingo de gente se levanta e diz que não, não mesmo. Os argentinos da mídia, em sua maioria, confiam no Inter porque conhecem seus jogadores e já os assistiram contra o Boca. Ninguém vence o Boca duas vezes em seqüência, uma delas na Bombonera, e passa batido pelos olhos dos vizinhos, especialmente se for estrangeiro.

Ok, o Estudiantes venceu em sua casa Independiente, Arsenal, Botafogo e Argentinos Juniors pela Copa Sul-Americana. Seus fãs estão rindo sozinhos, mas sabem que a tarefa contra o Colorado é mais dura.

Andujar; Angeleri, Alayes, Desábato e Díaz; Galván, Sánchez, Verón e Benítez; Salgueiro e Boselli são os eleitos de Leonardo Astrada. Dos 11, o mais luminoso é Verón. Um homem de meio-campo que dá gosto ver jogar.

Ele se move em todas as posições do setor, sabe lançar, chuta com precisão, bate faltas como um mestre. É um dos melhores jogadores da Argentina. Andujar é bom goleiro. O cabeludo Angeleri é um dos jogadores que Maradona quer ter na sua nova seleção. E é só, e não muito mais.

Em casa, o Estudiantes tem a força da torcida e o sangue argentino, sempre derramado por uma boa causa, a vitória na partida. O Estudiantes está entre os cinco melhores times do seu país. O Inter da Sul-Americana deixou a irregularidade de lado, jogou no Guaíba, fez boas partidas e sabe que pode ganhar em La Plata. Sabe mais, que é favorito e que tem melhor time, organizado em volta de Alex, Nilmar, D`Alessandro e Guiñazu.

Descobrir resultado é função de pitonisa e de quem toca tambor em encruzilhada. Mas quem acompanha futebol e viu Estudiantes e Inter sabe que os gaúchos pode vencer mesmo na Argentina, independentemente do fator local. Antes do futebol, o Inter vai precisar de coragem. Ninguém cala os argentinos dentro de casa sem exibir o volume das suas chuteiras. E depois, o Estudiantes está 43 partidas invictas em la Plata, segundo a Agência DPA.

Postado por Zini, Porto Alegre

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