O Grêmio é uma certeza de incertezas. Jogou um título pela porta lateral, entregou um tricampeonato desenhado. Caiu quando precisava subir. Derrapou como sempre derrapa um time com Celso Roth na volante, sem capacidade de engatar uma quinta, sem velocidade, pé na trava no lugar do acelerador. .
Culpados são todos, da direção ao último reserva, mas é o comandante de campo que abriga as maiores críticas, que é o ungido nas grandes vitórias. Roth mantém a sina de perdedor, ou alguém acredita em milagre no Morumbi?
O Grêmio busca a sua vaga da Libertadores, em Minas Gerais, como um prêmio de consolação. É pouco quando o título brasileiro estava ao alcance da mão direita.
Ipatinga é cidade natal da equipe que joga o pior futebol do Brasileirão. É o saco de pancadas da temporada. Perder em Ipatinga é como despedir-se da competição. O Inter perdeu e rachou o casco no Brasileirão, precisou buscar socorro na Copa Sul-Americana, esnobada por todos que viam o título do Brasileirão como algo viável. Foi preciso músculos para segurar Tite na época.
O Grêmio deixou em Salvador um naco graúdo do seu ano de fracassos no Gauchão, na Copa do Brasil, na Sul-Americana. A goleada deu uma rasteira na sua confiança, um tranque no seu amor próprio.
O Grêmio que joga em Minas é um mistério só. Ninguém sabe do que ele é capaz, ninguém sabe mais quem ele é. Se o valoroso time do primeiro tempo de domingo passado ou o curioso amarelão da segunda etapa. O Grêmio perdeu a sua identidade no final do ano.
A falta de convicção do técnico é o retrato do Grêmio. Souza não é mais o ala direito. Matione volta, depois de ser descartado até da viagem ao Nordeste.
Perea, que sobrou até do banco, é novo titular no ataque. Marcel, o centroavante que não faz gols, continua no time. A insistência é tamanha que um dia ele vai marcar. Douglas Costa continua esquecido. Orteman é lembrado.
O momento gremista é tão estranho e confuso que ninguém arrisca um palpite. Pode ganhar de três, pode levar três.
Postado por Zini, Porto Alegre



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