O gremista não quer saber o que o Grêmio pode fazer por ele no superlotado Olímpico. Parece que já descobriu, o Coritiba já foi, os paranaenses não assustam mais. Olha, cuidado! O torcedor só deseja imaginar o que o Figueirense pode fazer pelo Grêmio na fortaleza do Morumbi. Times que jogam sem o compromisso definitivo da vitória, como o Coritiba, que não têm mais metas no Brasileirão, são sempre perigosos e surpreendentes.
O São Paulo está assim: 65 pontos, 18 vitórias, 11 empates e 5 derrotas. O Grêmio soma 63 pontos, 18 vitórias, 9 empates e 7 derrotas. Os paulistas se ergueram na competição, ligaram o motor 3.0 e superaram aos poucos os 11 pontos que os distanciavam dos gaúchos. São os líderes e os favoritos. O Grêmio ainda precisa mostrar que têm fôlego para superar o número 1.
Do São Paulo, o Grêmio ganhou duas vezes. Do Figueirense, uma só e com uma goleada histórica em Florianópolis. Espera que o Figueirense lhe devolva dois ou três pontos neste domingo na capital paulista. Espera, mas não crê. Torce, mas não confia. Acredita mesmo é na impresivibilidade do futebol, nos tortuosos caminhos da bola, que desenha milagres a cada três dias no Brasil e no mundo. O Figueira só escapa da Série B se vencer pelo menos três dos últimos quatro jogos (São Paulo, Náutico, Botafogo e Internacional).
Longe do sonho, o Figueirense real é um time sem futebol, condenado ao rebaixamento (penúltimo lugar no Brasileirão, com 35 pontos) e seus mais fiéis fãs torcem apenas para não serem goleados pelo líder.
A equipe é de uma pobreza de dar dó. O clube se perdeu na contrações dos técnicos, trocou várias vezes e termina a temporada nas mãos de Mário Sérgio. Os zagueiros Bruno Peroni e Alex e o meia Marquinho estão suspensos. O meia-atacante Alex Bruno e o lateral Alex Cazumba, emprestados pelo São Paulo, não podem jogar contra o seu verdadeiro clube. Outros três (Jackson, Renato e Diego) foram dispensados na tarde de sexta-feira.
O Figueirense quer tentar algo mágico e inacreditável. Vencer no Morumbi um adversário que vem de 14 partidas invictas. Eu não acredito nem por um segundo no poder dos catarinenses. Você?
Se pelo menos Mário Sérgio recuperasse por apenas 90 minutos seu prodigioso futebol de três décadas atrás, creia, eu estaria mais otimista. A vitória do Figueirense, que foi bravo no Olímpico, semanas atrás, seria um milagre. Uma dávida dos deuses do futebol.
Postado por Zini, Porto Alegre





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