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Posts do dia 25 dezembro 2008

Entre Alex, Nilmar, Léo e os euros do mundo

25 de dezembro de 2008 9

AP
Unidas, a aceleração do dólar, o peso do euro, o galope da crise mundial, fazem mal ao mercado do futebol brasileiro. Os parceiros estratégicos da Europa refazem seus orçamentos, os patrocinadores recuam, bilionários tentam passar adiante suas ações, vender parte dos seus clubes. O farto dinheiro sumiu. O crédito largo desapareceu. Emprestar em tempos de crise é um risco.

 

Imperador do Chelsea, Roman Abramovich perdeu 3,3 bilhões de euros em três rápidos meses. Avisou logo Felipão que não vai atrás de reforços tão cedo. Ele que continue com o que tem em casa, com a sua seleção mundial.

Não será surpresa se clubes europeus renegociarem os salários milionários de algumas de suas estrelas nos primeiros meses de 2009. A janela da Europa, que se escancara a partir de janeiro, promete ser uma das mais pobres das últimas temporadas. Esqueça contratações milionárias. Pense em negócios no valor de 20 milhões de euros, não muito mais. O que para o padrão local é pouco, quase um reserva, um atleta de grupo meses atrás.

Enganchado no continente europeu, segunda pátria dos seus jogadores, ótimos, bons ou mais ou menos, o Brasil fica gripado quando a Europa espirra. Os jogadores continuarão saindo, nossa fábrica é excepcional, mas em velocidade menor, quase de cruzeiro.

O Governo Federal está exigindo uma revisão da Lei Pelé. Uma das idéias é que os jogadores só possam sair do país aos 21 anos, não mais aos 18 como agora. O lobby dos empresários contra a medida é excepcionalmente forte.

É uma boa idéia, mas não pode ser a única. Enquanto o Brasil não tiver um mercado forte, não crescer economicamente de forma uniforme e por longos anos, os jogadores continuaram entrando nos jatos intercontinentais. Jogar fora é melhor, dá mais dinheiro, proporciona atuar junto com a elite da bola. Ficar no Brasil é quase sempre um atraso.

O Inter tem dois atletas que interessam ao mercado internacional. Nilmar e Alex não são mais garotos. O atacante foi e voltou, não encontrou na França, no Lyon, a sua base de lançamento. Não estava pronto, alguns jogadores amadurecem mais tarde. Espera outra oportunidade. Sua seqüência de gols, após as lesões, é novo cartão de vistas.

Alex é um caso totalmente diferente. É jogador maduro, pronto. Mas dificilmente os clubes europeus de ponta levam um jogador de 26 anos direto do Brasil. Eles desconfiam.

É mais fácil carregar um jovem, pois ele tem mais tempo para se ambientar. Já o escondido, farto e pouco exigente mercado árabe não vê idade. Alex ficaria rico, alimentaria a sua segunda geração, mas dificilmente seria chamado por Dunga outra vez. A região é um sumidouro.

A jovem revelação gremista Rafael Carioca aceitou a Rússia. Salário bom, tranqüilidade familiar, mas uma péssima vitrina. Faz meia década que Wagner Love não sai de lá. O zagueiro Léo é buscado pelos gregos, outro lugar que não se tem notícia.

Jogar em lugares periféricos sempre engorda o bolso, mas faz mal a saúde do futebol. São becos sem saída numa curta carreira. Mas como culpar alguém que pode colocar, digamos, um milhão de euros numa conta bancária em apenas uma semana, quando muito?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Papai Noel, Kroeff, Piffero e todos seus desejos

25 de dezembro de 2008 21

Fosse você Papai Noel, trenó lotado de desejos dos outros, o que você desceria pelo volumosos chaminés das casas dos presidentes de Grêmio e Internacional, Duda Kroeff e Vitorio Piffero? Taças, títulos, craques, grandes vitórias, novos estádios, alguns dos melhores jogadores do mundo, saúde financeira para ter tudo e um pouco mais? É, eu acho que é por aí. É?

 

Se o paciente piloto de longa barba branca, no comando do trenó, de gorro azul ou vermelho, a decisão é sua, voasse com a suavidade dos jatos pelos céus do Rio Grande, sem nuvens escuras, poderia despejar alguns presentes bem particulares nas residências dos homens mais importantes do Estado. Eles são mais ouvidos que a Governadora, mandam mais que o prefeito da Capital, têm a voz de comando de um líder de massas.

Eles são dois reis temporários, dois anos, de dois impérios. Comandam exércitos. Só não podem falhar. A revolta seria imensa.

Aos azuis, o célebre homem do dia 25 seria bem-vindo com um pacote de euros capaz de montar um time qualificado, 11 em condições de superar Boca e São Paulo na complicada Copa Libertadores que se anuncia em 2009. Como dinheiro vivo é sempre um problema de carregar de um lado para o outro, talvez um pára-quedas pudesse estar recheado com um zagueiro, um ala esquerdo, um meio-campo e um companheiro para Alex Mineiro.

Quem sabem um ótimo preparador físico também, o que faz o bom correr e o mais ou menos voar. Pedir um técnico, um treinador mais civilizado, disposto a ouvir e estudar mais, bem, seria querer muito. Milagre, você sabe, ainda não está ao alcance do Papai Noel.  

Na sua passagem pelos céus nada azuis do Beira-Rio, Noel observaria que os pedidos colorados seriam igualmente volumosos. Ninguém reclamaria da descida de uma gorda bolsa lotada de euros (sonho comum). Pediriam dois laterais/alas, outro homem de mio-campo, mais um atacante bom de gol.

Mas todos teriam um desejo idêntico, igual, comum. Uma súplica para que o homem lá do alto, o dono das renas, não atendesse pedidos europeus ou árabes que envolvessem os nomes de Nilmar, Alex, Guiñazu e D’Alessandro. Os mais ardorosos trocariam qualquer presente pela permanência do quarteto dourado em Porto Alegre.

O Natal é um dos poucos dias que não é proibido sonhar. Sonhe. Acredite. Pense em Fred e em Marcelinho Paraíba, em Thiago Neves e em Souza, em goleadores, em meias fantásticos, em zagueiros brilhantes. Não custa. Faça o seu pedido

Se você tocou nesta última linha, Feliz Natal. Espalhe.

Postado por Zini, Porto Alegre

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