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Posts do dia 27 janeiro 2009

Herrera é o típico jogador dos nossos dias

27 de janeiro de 2009 17

O Grêmio tenta, quer porque quer, o argentino Herrera desde que o último dezembro apagou 2008. Não é tempo de uma novela inteira, mas cobriria uma série de 60 capítulos diários. Herrera é o típico jogador dos nossos dias, do futebol globalizado, da entrada de bancos nos negócios do futebol. Seu passe está dividido em três partes, fatiado como um pedaço de queijo brie.

San Lorenzo é dono de um naco substancioso, o Gimnasia y Esgrima (belo nome) exibe o outro, um empresário da Argentina garante um terceiro. O Grêmio se esforça, mas não consegue unir as partes. Tenta, insiste, acha que Herrera é a solução do seu ataque, equilibrado apenas em Alex Mineiro.

Herrera navega sem o bússola entre as ondas revoltas dos três. Quando um dá o ok, o segundo acha a grana curta e o empresário fica sem saber o que fazer a não ser negociar, sentar em volta de uma mesa, pedir mais café e começar tudo de novo. Sofre o jogador. Perde a paciência oclube interessado.

A Justiça é a opção mais radical do negócio, o que atrasaria ainda mais a chegada do veloz e corajoso atacante ao Olímpico, envolveria advogados, a FIFA seria consultada. É rolo, dos grandes.

Futebol se faz assim hoje em dia. Quem não faz recua no tempo. Jogador se contrata aos pedaços. Com sorte, os negócios são fechados com a rapidez de 10 ligações entre três celulares diferentes. Com azar (ou o nome que você queira dar), como no caso de Herrera, três partes envolvidas, a história da negociação gera uma HQ colorida de 30 páginas.

Edinho era do Inter, mas apenas 51% dos seus direitos pertenciam ao clube. Um pedaço de D’Alessandro é do Inter, os investidores também têm seus direitos. O caso de Nilmar é idêntico.

Não é qualquer jogador, ainda mais os rodados, com nome e sobrenome, que podem correr livres de um clube para outro a cada final de contrato. E tem gente que diz que a época da escravidão do jogador de futebol acabou com o carimbo da Lei Pelé. Não. Está apenas começando.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maradona esquece D`Alessandro

27 de janeiro de 2009 26

Lisandro López, do Porto, é uma das opções ofensivas na nova seleção argentina de Diego Armando Maradona/Paulo Duarte, AP
Maradona chamou seus eleitos para o amistoso com a França, dia 11 do mês que vem, em Marselha. D`Alessandro está fora da lista.

A surpresa da lista é o zagueiro Samuel, da Inter, que volta dois anos depois, abatido por uma série sem fim de lesões. O prodígio Messi foi confirmado e estréia com a camisa 10 na seleção de um 10 supremo conhecido como Diego Armando Maradona.

O novo técnico argentino, esperança de um país inteiro carente de títulos mundias, chamou Sergio Agüero, German Denis, Carlos Tevez, Ezequiel Levezzi, Lisándro López e Ángel di Maria como opções ofensivas, sem falar em Messi. Agüero, Denis, Tevez, Levezzi e Lopes são candidatos ao comendo do ataque. Maradona tem várias opções.

D`Alessandro perdeu a vez entre os 20 primeiros convocados da temporada 2009. Mas este é apenas o amistoso de estréia da temporada. Jogo de testes e experimentos.

Pelo que jogou no final da temporada, D`Alessandro merecia uma vaga entre os 20 de Maradona. O colorado é mesmo um jogador diferente da grande maioria, mas com dois problemas sérios: segura demais a bola em determinados momentos e conversa/discute muito com os árbitros, perdendo às vezes a concentração na partida.

São dois defeitos que o próprio jogador pode apagar com naturalidade, especialmente se receber conselhos de um técnico experiente e antenado. Problemas que não são de hoje, que já eram notado nos seus bons tempos de River Plate.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dupla Gre-Nal precisa de uma pré-temporada real

27 de janeiro de 2009 16

Noto que duas rodadas depois da estréia no Gauchão, duas semanas atrás, a Dupla começa a ser elogiada pelos torcedores com energia superior, apressada e perigosa. Navegantes dos dois extremos querem incenso aos dois time, aos seus velhos conhecidos, aos novos contratados, as mais recentes promessas. Querem que eu diga que os dois times estão prontos para tudo, que Tison é o novo titular, que Alex Mineiro é André Catimba de volta ao bom gramado.

 Eu prefiro esperar, como sempre. Aguardar com oito dedos no teclado. Cento e oitenta minutos de Gauchão não representam nada, ainda mais que, dos seis pontos disponíveis, a Dupla papou apenas quatro, só quatro, e olha que os adversários não foram nada qualificados (com todo o respeito), como Inter SM e Esportivo, Santa Cruz e São José.

Gauchão é um vasto e irregular campo de testes. Engana, supervaloriza. Dois jogos não dizem quase nada, especialmente depois de uma curta pré-temporada. Grêmio e Inter são sacrificados todos os anos em nome do desorganizado e carente futebol do Interior. E olha que eu sou do Interior, gosto, valorizo, mas como sou de lá e conheço, posso criticar de cadeira.

A pré-temporada da Dupla deveria ser bem mais longa, mais trabalhada, mais treinada, mais duas semanas, com amistosos na reta final. A exigência de múltiplas competições nacionais e internacionais no ano cobra seu preço, mais cedo ou mais tarde, com lesões, desgastes, estresse.

Eu ainda prefiro um campeonato mais curto e mais competitivo para a Dupla, que entraria só na parte final, depois de realizar uma pré-temporada como manda os melhores manuais de preparação físico do mundo. O resultado final seria melhor para todos: jogos superiores, mais competição, mais emoção e mais adrenalina.

Postado por Zini, Porto Alegre

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