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Posts de janeiro 2009

Os difíceis caminhos do Beira-Rio na Copa de 2014

31 de janeiro de 2009 16

O Brasil atrai o Mundial. "O Brasil é a Meca do futebol", disse o craque Platini. Os peregrinos precisam seguir seu norte.Fazer sua reverência.

 

A Fifa, dona da bola, diz que o país não tem estádios, do norte ao sul. Não existe bons estádios, dignos de abrigar jogos de uma Copa do Mundo. A informação é grave.

Mire-se no exemplo da África do Sul, dona da competição de 2010, pouco menos de 500 dias da estréia. O país de outro, paupérrimo e atrasado continente possui estádios mais qualificados que o Brasil, mas perde em telecomunicação, transporte e energia. O Brasil dispõe de mais cinco anos para erguer ou reformar estádios, fora melhorias radicais na sua infra-estrutura..

Porto Alegre é um exemplo perto. Tem um estádio, o Beira-Rio, mas ainda incapaz de passar no teste de qualidade da Fifa antes da sua reforma, que precisa ser iniciada com alguma urgência. Tem o ótimo projeto do Grêmio, mas a Arena ainda está no papel, não há uma só pedra, meio tijolo, no Humaitá.

A Fifa visitou a Capital e gostou do que viu na maquete do Beira-Rio do futuro. Fez uma visita amistosa, conversou com todo mundo, reviu projetos, olhou, discutiu, sugeriu, pegou o avião e seguiu adiante, foi almoçar camarão em Florianópolis.

A atual infra-estrutura das cidades-candidatas não era a prioridade da rápida visita. Inspetores da entidade passaram quase 30 dias em nossas terras em setembro passado. Eles conhecem o país, sabem das suas carências e nada muda em quatro meses em lugar algum do mundo, com exceção da China.

O foco deste janeiro eram os projetos, os planos, as maquetes, os vídeos, os DVDs. O interesse no Beira-Rio mora aí. As cidades-sedes serão escolhidas no final de março, depois dos encontros e reuniões do Comitê Organizador da Copa, na Suíça, com base em dados virtuais.

Depois, quem não seguir o sério cronograma dos projetos, sai de cartaz, perde os jogos, o emblema de cidade-sede da Copa de 2014. Os executivos da Fifa, aliados aos homens da CBF, voltam em dezembro ou no começo do ano que vem. Desta vez numa visita que vale pontos. Não será um amistoso como o deste sábado chuvoso de Porto Alegre.

Que ninguém nos ouça, o único item que Porto Alegre pode passar com méritos numa atenta vistoria da Fifa é o número de leitos disponíveis na rede hoteleira da Capital e nada, nada mais, mesmo. Creia.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Chelsea cobra Felipão: é preciso vencer clássicos

31 de janeiro de 2009 1

Liverpool é o novo desafio de Felipão, que não consegue fazer o seu time jogar um futebol de qualidade, nem vencer os clássicos do futebol inglês. Desconfiada, torcida do Chelsea começa a cobrar bons resultados/Tom Hevezi, AP
Liverpool e Chelsea silenciam o país em outro clássico, no novo domingo, em mais um dos grandes jogos do começo de 2009, meio da temporada na Inglaterra. Custa destacar um favorito. Ambos somam 48 pontos, correm desesperados atrás do líder Manchester United. O saldo de gols favorece Luiz Felipe Scolari, o vice colocado. Jogo com tevê, 14h.

Felipão e o técnico adversário, Rafa Benítez, estão em crise. Cada um ao seu modo, ao seu estilo, ambos durões, homens sisudos do futebol globalizado.

O gaúcho foi contratado para dar ao Chelsea um pitada do toque mágico do futebol brasileiros (que os europeus tanto adoram). Não está conseguindo, tanto que ainda venceu outros integrantes dos Fab Four ou Big Four (Manchester United, Liverpool e Arsenal). A torcida vê, sacode a cabeça, não gosta e começa a pressionar. Não ganhar clássico é o começo da derrota de um técnico.

Benitez, que discute com a direção um novo e longo contrato, perdeu a atenção total no time, perdeu a liderança do campeonato e pode perder o contato com a ponta de cima.

Os dois são clubes mundiais, com fãs instalados em vários continente, superando em números os seus torcedores locais, especialmente o Chelsea, que tem um mínimo de simpatizantes na Inglaterra. O Liverpool, não. O clube é um dos mais populares das ilhas britânicas, ao lado do Manchester United.

Chelsea e Liverpool ainda lutam bravamente pelo título, mas têm problemas sérios e semelhantes fora de campo. Os dois são tocados por milionários, pelo russo Roman Abramovich e pelos americanos Tom Hicks e George Gillet Jr. O trio já emite sinais claros que deseja vender os clubes. O fã é detalhe. O importante é ganhar dinheiro com as cores.

Abramovich, que perdeu US$ 2 bilhões com a crise, investiu quase US$ 700 milhões no Chelsea em quase uma década e o venderia de bom gosto por uma quantia semelhante. Atolados na crise, Hicks e Gillet Jr pedem US$ 818 milhões pelo Liverpool.

Os mais interessados são os árabes, que já levaram o Manchester City e estão arrependidos de ter contratado Robinho. Comprar Liverpool e Chelsea é o mesmo que se apoderar de dois símbolos britânicos, entrar na sala de visitas da rainha com alguma naturalidade, como alguém que é da casa.

 

Postado por Zini Porto Alegre

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Os bons jogadores gremistas suspiram por um craque

30 de janeiro de 2009 43

Duas partidas, quatro pontos, um fora, três em casa, seis gols-pró, um contra, definem o Grêmio 2009 em rápidos 180 minutos de Gauchão. Os adversários, Inter SM e Esportivo, são dois arremedos de time, com o devido respeito, e não servem de parâmetro para ninguém.

 

O verdadeiro Grêmio ainda é um ilustre desconhecido. Precisa de adversários mais graduados para se mostrar, dizer quem é, exibir seu poder. O Novo Hamburgo pode até incomodar, correr 70 minutos, jogar a partida do semestre, mas será sempre um time do Vale dos Sinos tentando recuperar a sua grandeza quase perdida.

Se a defesa gremista perdeu, sem Pereira, se o meio-campo caiu, sem Rafael Carioca, o ataque parece mais confiável, com o talento de Alex Mineiro, um centroavante que não tem cara de centroavante tradicional.

 Mineiro não é 8,5, nem é 9. Fica rondando a grande área, não tem medo de pisar no seu terreno minado, nem de chutar a gol, muito menos de passar, servir o companheiro. Alex surge como uma solução. É esperança, ainda não um fato.

Se contasse com Herrera na temporada passada, o novo e promissor reforço da atual, o Grêmio teria sido campeão, levantado a terceira taça do Brasileirão. Herrera volta mais maduro, experiente. Perde gol, mas faz. Os que estavam em 2008 nem sequer perdiam.

Pelo que sei e vi, Tcheco não pode ser o grande jogador do Grêmio. Tem qualidade, mas é coadjuvante. Pelo que imagino, Souza pode ser um dos destaques da temporada, basta repetir as suas performances paulistas, seja pelo meio, seja pela ala.

O que Celso (eu sou teimoso demais) Roth não pode fazer e repetir é jogar Souza por todos os lados do campo, trocando sua posição a cada 90 minutos, fazendo dele um bancário em certos domingos.

O Grêmio reforçou seu grupo em todos o setores e ainda espera pela promessa Douglas Costa. A direção se esforçou, arrancou dólares de pedra, empenhou tudo, mas ainda não conseguiu trazer o grande jogador. Aquele que faz diferente, que tira o time do aperto, que faz o gol decisivo, que move a massa, que estanca o adversário e o faz pensar.

O Grêmio tem bons jogadores, cinco ou seis, no mínimo. Não tem um craque. Falta um craque. A Libertadores as vezes está ao alcance de um craque.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Desprezado no Beira-Rio, estrela no Palmeiras

30 de janeiro de 2009 36

No Parque Antarctica, em São Paulo, o Palmeiras do ex-colorado Claiton Xavier arrasou o Real Potosí pela Pré-Libertadores, fez seu gol, o quarto em quatro jogos. Os fãs gostaram demais /Nelson Antoine, AP
Se por empáfia, superioridade, desdém ou má avaliação eu não sei. Não sei mesmo. O que sei é que, ao deixar Cleiton Xavier escapar por uma porta lateral, o Inter perdeu um bom jogador de futebol. O atleta que eu vejo no Palmeiras é superior ao que atuou no Figueirense e muita mais experiente ao que teve escassas chances no Inter de um passado recente.

 

Contra o Real Potosí, quinta-feira, na goleada de 5 a 1 na Pré-Libertadores, em São Paulo, Xavier balaçou as redes outra vez. Fez quatro gols nos primeiros quatro jogos do ano.

No meio, mais avançado, encostando no ataque, ele tem uma qualidade superior. É garçom, passa com qualidade, sabe chutar de média distância, se movimenta, não tem medo da grande área, nem de ficar na frente do goleiro.

Com o garoto Keirrison ao lado, outro bom de bola, goleador, matador, Cleiton Xavier deve fazer sua história no Palmeiras e ganhar a Europa por mais de 10 milhões de euros em pouco tempo. E ele saiu no Inter praticamente de graça. Nem sei se seria titular no Beira-Rio num primeiro momento, a briga é séria, mas faria o primeiro da fila correr bem mais.

O Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo, um dos grandes técnicos do Brasil, não merecia o meu aval na Libertadores no final do ano passado. Vou mudar de opinião no começo do novo.

Problema sério em 2008, a defesa está sendo arrumada e encorpada com Edmilson, capitão da equipe, experiente, confiante depois de anos na Europa.

Ele joga tanto de zagueiro como de volante. E claro que Diego Souza pode contribuir muito se estiver em forma, concentrado, disposto a jogar o que sabe.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os deveres de cada um numa Copa do Mundo

29 de janeiro de 2009 8

O poderoso comandante da FIFA, Joseph Blatter, veio ao Brasil pedir garantias, se aproximar ainda mais do governo e tentar mobilizar e motivar o país para a Copa do Mundo de 2014/Eraldo Peres, AP
Ser cidade-candidata em Copa do Mundo é um negócio. Bom ou ruim depende das autoridades, eleitas por nós, e dos empresários, que independem de nós. Porto Alegre é uma delas. Pode ganhar dinheiro. Perder seria incompetência. Os emissários da FIFA que descem no Salgado Filho neste final de semana devem ouvir muitas promessas, devem ver pouco. Mas devem sair esperançosos.

A Copa do Mundo é o grande negócio da FIFA e a sua missão num Mundial é ganhar dinheiro. Dinheiro para financiar o futebol em volta do mundo.

Reza a lenda que o governo de um país ajuda na infra-estrutura das cidades, melhora aeroportos, estradas, metrô, etc. O dinheiro privado se encarrega do resto, da construção ou reforma dos estádios ao aumento do número de quartos de hotel disponíveis. A união dos dois é ideal, melhora a cidade, cria, por exemplo, estádios para mais meio século de vida útil.

Uma das certezas que a FIFA carrega antes de um Mundial é que o país-sede vai melhorar a sua estrutura de estádios de futebol.

As cidades precisam abrigar, além dos jogos, o multiculturalismo, a música, a diversão, as festas, o perfeito entrosamento com o turista, independentemente da cor da sua seleção. Quem estiver visitando a cidade, qualquer uma, viverá uma festa, com ou sem ingressos para as competições.

 A convocação de milhares de voluntários, sem receber nada, quando muito almoços e lanches, é sempre uma exigência da FIFA. Eles são os embaixadores de rua, que ajudam jornalistas, dirigem carros, servem como intépretes, guias e até recolhem bolas em treinos.

O jogo acolhe 40, 50 mil pessoas. Vários telões espalhados abrigammuito mais. O estádio é o centro de um Mundial, mas não é tudo. Uma Copa é vida na ruas com a mesma intensidade de um estádio. A segurança, assim, é decisiva. Sem segurança, uma Copa trinca, se esfarela. Dar segurança os estrangeiros é mais difícil do que construir 10 arenas iguais a que o Grêmio dia e noite.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O melhor papo do ano sobre futebol em Porto Alegre

28 de janeiro de 2009 7

David Beckham é inglês, filho da terra dos inventores do futebol, joga no Milan italiano e traduz como poucos a atual imagem do futebol globalizado, um dos assuntos que José Miguel Wisnik trata como ninguém /Antonio Calani, AP
Você, que chama José Miguel Wisnik de tudo - parceiro de Tom Zé e de Caetano Veloso, compositor (assinou a trilha do filme Terra Estrangeira e lançou três CDs), doutor e professor (formado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP) e ensaísta (autor de O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira) -, pode classificá-lo também como especialista em futebol.

Desde que lançou Veneno Remédio - O Futebol e o Brasil (Cia das Letras, 488 páginas, R$ 41), Wisnik é apontado como craque do gênero. Um goleador de estirpe.

A última atração do Conversas no Cofre, dentro do projeto O Verão É Aqui!, do Santander Cultural, Wisnik, 60 anos, é o convidado desta quinta-feira, às 18h30min, num encontro denominado Futebol-Cabeça, conduzido por Luís Augusto Fischer e Claudia Tajes no Café do Cofre, no subsolo do Santander, no Centro da Capital. A entrada é franca. Grátis.

Leia abaixo a entrevista com o autor:

Zero Hora – O futebol não costuma estacionar na lista dos livros mais vendidos. O que o levou a escrever um livro sobre futebol que, em tese, não interessa muito ao leitor comum, o cara que consome futebol todos os dias, todas as horas, no rádio, na tevê e no jornal?

José Miguel Wisnik – Em princípio, quem vive o futebol intensamente não se interessa por reflexões sobre ele, e quem se interessa por reflexões em livro não costuma ver no futebol um assunto digno delas. De certo modo eu quis vazar essa dupla defesa, não para ocupar a lista dos mais vendidos mas para tentar colocar no foco da atenção esse fenômeno que está em toda parte e que permanece no entanto como um ponto cego.

ZH – Mas, ao entrar no livro, o leitor se depara com uma obra superior, capaz de despontar como um dos melhores livros já escritos sobre o futebol no Brasil. Quais os desafios que o senhor encontrou para escrever o livro?

Wisnik – A questão sempre foi encontrar o tom adequado: não falar empolado, não ficar girando nos pontos em falso da prosa acadêmica, ser consistente tocando a bola pra frente sem perder a visão de conjunto. Num mundo atual francamente futebolizado, e falando a partir do "país do futebol", contribuir para fazer dele um campo de reflexão em que entram sociologia, antropologia, psicanálise, estética e imaginação ensaística. Confesso que eu quis também rebater a superficialidade pesada de parte da crítica cultural com uma espécie de "leveza profunda".

ZH – O senhor observa o futebol praticado no Brasil, fala dos negros, entra na influência européia, toca nos vizinhos valentes da Argentina e do Uruguai. Mas, ao mesmo tempo, o senhor entra na mitologia da bola e exibe até certo ponto alguns males do futebol globalizado. Copmo mo senhor vê o futebol hoje?

Wisnik - Costuma-se falar uma fase pré-moderna do futebol (que vai da sua invenção na Inglaterra da segunda metade do século XIX até sua primeira difusão pelo mundo e sua assimilação à vida das cidades industriais), numa fase moderna (cujo auge seria a conquista do tricampeonato pelo Brasil em 1970, tendo Pelé como epicentro), e numa fase "pós-moderna", em que a polivalência tática em campo, a vedetização do treinador, o desairragamento dos jogadores pelos clubes e a mercantilização generalizada são alguns dos sinais mais marcantes. No livro, procuro evitar a tendência muito recorrente e muito simplista a reduzir diretamente o futebol aos interesses mercantis, embora acredite não ter fugido desse tema em nenhum momento. É que o futebol é, entre todos os esportes com bola difundidos no século XX, aquele que mais reúne em sua própria textura elementos modernos e pré-modernos, o que é uma das chaves para entender a sua assimilação e a sua reinvenção no Brasil.

ZH – No futebol gaúcho duelam Grêmio e Inter. O que o senhor podem dizer sobre este o enfrentamento histórico das duas equipes, que dividem famílias, amigos, um Estado?

Wisnik – Justamente, eu acho que esse traço do jogo, ao dividir cidades e sociedades em campos simbólicos e imaginários opostos, disputando uma espécie de permanente Fla-Flu (a expressão meio carnavalesca inventada por Mario Filho é deliciosa) é um elo com processos arcaicos que o futebol transpôs para a vida moderna. A dualidade clubística existe em tantas, senão todas, grandes cidades do Brasil, mas no Rio Grande do Sul ganha talvez um aspecto mais marcado, numa cultura conhecida por traçar fronteiras a faca. O que define o processo, em geral, não é propriamente a oposição por classes sociais (embora possa estar na origem dos clubes) nem por ideologias, mas por um ethos compartilhado através dos quais os grupos elaboram a relação com a violência. O futebol canaliza a violência potencial e difusa para um destino simbólico, embora a violência latente, que o futebol sublima, esteja sempre a ponto de retornar. Quando a rivalidade clubística atende à necessidade de um outro que me afirme ao me negar, necessidade dialética inerente à constituição da própria identidade, fazendo com que cada parte aceite a sua cota de vitória e de derrota, o jogo é civilizador. Quando a rivalidade clubística implanta o impulso a negar o outro cuja simples existência me nega, ele degringola em luta de morte entre torcidas e sinaliza a própria impossibilidade do acordo social. É fácil reconhecer nesse processo uma espécie de maquete viva de tantas situações do mundo contemporâneo, em tantas áreas da existência. É por isso que no futebol está cifrado o destino frágil da vida contemporânea.

ZH _O senhor pensa num novo projeto sobre futebol?

Wsinik _ Não, agora, é voltar para música e literatura, literatura e música.

 

Leia mais detalhes sobre a visita do escritor José Miguel Wisnik na capa do Segundo Caderno, encartado na edição desta quinta feira em Zero Hora. Não perca, leia, vá. Você vai ganhar seu dia.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Galeria do Gol (2): o homem-pirâmide

28 de janeiro de 2009 0


Na segunda foto da nova série "Galeria do Gol", o brasileiro Diego exibe toda a sua alegria segundos depois do gol do Werner Bremen pela Copa da Alemanha, contra o Borussia Dortmund.

A foto é de Martin Meissner, da AP. Clicada em Dortmund, na Alemanha.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Herrera é o típico jogador dos nossos dias

27 de janeiro de 2009 17

O Grêmio tenta, quer porque quer, o argentino Herrera desde que o último dezembro apagou 2008. Não é tempo de uma novela inteira, mas cobriria uma série de 60 capítulos diários. Herrera é o típico jogador dos nossos dias, do futebol globalizado, da entrada de bancos nos negócios do futebol. Seu passe está dividido em três partes, fatiado como um pedaço de queijo brie.

San Lorenzo é dono de um naco substancioso, o Gimnasia y Esgrima (belo nome) exibe o outro, um empresário da Argentina garante um terceiro. O Grêmio se esforça, mas não consegue unir as partes. Tenta, insiste, acha que Herrera é a solução do seu ataque, equilibrado apenas em Alex Mineiro.

Herrera navega sem o bússola entre as ondas revoltas dos três. Quando um dá o ok, o segundo acha a grana curta e o empresário fica sem saber o que fazer a não ser negociar, sentar em volta de uma mesa, pedir mais café e começar tudo de novo. Sofre o jogador. Perde a paciência oclube interessado.

A Justiça é a opção mais radical do negócio, o que atrasaria ainda mais a chegada do veloz e corajoso atacante ao Olímpico, envolveria advogados, a FIFA seria consultada. É rolo, dos grandes.

Futebol se faz assim hoje em dia. Quem não faz recua no tempo. Jogador se contrata aos pedaços. Com sorte, os negócios são fechados com a rapidez de 10 ligações entre três celulares diferentes. Com azar (ou o nome que você queira dar), como no caso de Herrera, três partes envolvidas, a história da negociação gera uma HQ colorida de 30 páginas.

Edinho era do Inter, mas apenas 51% dos seus direitos pertenciam ao clube. Um pedaço de D’Alessandro é do Inter, os investidores também têm seus direitos. O caso de Nilmar é idêntico.

Não é qualquer jogador, ainda mais os rodados, com nome e sobrenome, que podem correr livres de um clube para outro a cada final de contrato. E tem gente que diz que a época da escravidão do jogador de futebol acabou com o carimbo da Lei Pelé. Não. Está apenas começando.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maradona esquece D`Alessandro

27 de janeiro de 2009 26

Lisandro López, do Porto, é uma das opções ofensivas na nova seleção argentina de Diego Armando Maradona/Paulo Duarte, AP
Maradona chamou seus eleitos para o amistoso com a França, dia 11 do mês que vem, em Marselha. D`Alessandro está fora da lista.

A surpresa da lista é o zagueiro Samuel, da Inter, que volta dois anos depois, abatido por uma série sem fim de lesões. O prodígio Messi foi confirmado e estréia com a camisa 10 na seleção de um 10 supremo conhecido como Diego Armando Maradona.

O novo técnico argentino, esperança de um país inteiro carente de títulos mundias, chamou Sergio Agüero, German Denis, Carlos Tevez, Ezequiel Levezzi, Lisándro López e Ángel di Maria como opções ofensivas, sem falar em Messi. Agüero, Denis, Tevez, Levezzi e Lopes são candidatos ao comendo do ataque. Maradona tem várias opções.

D`Alessandro perdeu a vez entre os 20 primeiros convocados da temporada 2009. Mas este é apenas o amistoso de estréia da temporada. Jogo de testes e experimentos.

Pelo que jogou no final da temporada, D`Alessandro merecia uma vaga entre os 20 de Maradona. O colorado é mesmo um jogador diferente da grande maioria, mas com dois problemas sérios: segura demais a bola em determinados momentos e conversa/discute muito com os árbitros, perdendo às vezes a concentração na partida.

São dois defeitos que o próprio jogador pode apagar com naturalidade, especialmente se receber conselhos de um técnico experiente e antenado. Problemas que não são de hoje, que já eram notado nos seus bons tempos de River Plate.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dupla Gre-Nal precisa de uma pré-temporada real

27 de janeiro de 2009 16

Noto que duas rodadas depois da estréia no Gauchão, duas semanas atrás, a Dupla começa a ser elogiada pelos torcedores com energia superior, apressada e perigosa. Navegantes dos dois extremos querem incenso aos dois time, aos seus velhos conhecidos, aos novos contratados, as mais recentes promessas. Querem que eu diga que os dois times estão prontos para tudo, que Tison é o novo titular, que Alex Mineiro é André Catimba de volta ao bom gramado.

 Eu prefiro esperar, como sempre. Aguardar com oito dedos no teclado. Cento e oitenta minutos de Gauchão não representam nada, ainda mais que, dos seis pontos disponíveis, a Dupla papou apenas quatro, só quatro, e olha que os adversários não foram nada qualificados (com todo o respeito), como Inter SM e Esportivo, Santa Cruz e São José.

Gauchão é um vasto e irregular campo de testes. Engana, supervaloriza. Dois jogos não dizem quase nada, especialmente depois de uma curta pré-temporada. Grêmio e Inter são sacrificados todos os anos em nome do desorganizado e carente futebol do Interior. E olha que eu sou do Interior, gosto, valorizo, mas como sou de lá e conheço, posso criticar de cadeira.

A pré-temporada da Dupla deveria ser bem mais longa, mais trabalhada, mais treinada, mais duas semanas, com amistosos na reta final. A exigência de múltiplas competições nacionais e internacionais no ano cobra seu preço, mais cedo ou mais tarde, com lesões, desgastes, estresse.

Eu ainda prefiro um campeonato mais curto e mais competitivo para a Dupla, que entraria só na parte final, depois de realizar uma pré-temporada como manda os melhores manuais de preparação físico do mundo. O resultado final seria melhor para todos: jogos superiores, mais competição, mais emoção e mais adrenalina.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Galeria do Gol (1): Braços e abraços em Palermo

26 de janeiro de 2009 9

O Blog começa a oferecer, sempre que possível, fotos que apresentam a festa do gol em jogos de futebol em volta do Planeta.

São imagens capturadas logo depois gol, na hora da festa, no momento da comemoração, nos segundos do êxtase.

A alegria coletiva dentro de campo é tamanha que os jogadores agem como crianças, como um bando de adolescentes de colégio, como se depois dos abraços não houvesse mais nada, a partida já estaria definida, decidida.

 

A foto que inaugura a galeria, obra do italiano Alessandre Fucarini, reúne os jogadores do Palermo depois de um gol contra a Udinese, na apertada vitória de 3 a 2, em Palermo. Um deles é o brasileiro Fábio Simplicio (E), ex-Sâo Paulo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Por que a Seleção de Dunga não vai acertar

26 de janeiro de 2009 44

Um dos melhores atacantes brasileiros em atividade na Europa (e no mundo), Amauri, da Juventus (D), está fora da lista de Dunga, que prefere o destemperado Adriano/Andrew Medichini, AP
Dunga, o que fez do chuteira murcha Afonsão uma celebridade, chamou Felipe Melo, que passou pelo Grêmio como uma nulidade só. Claro, Melo pegou um Grêmio destroçado, num dos seus piores momentos da sua existência, saiu do Brasil, jogou boa bola na Espanha, foi parar na Fiorentina. É bom jogador, mas não é homem de Seleção. Nunca foi.

 

Todo o técnico tem algo de inventor e Dunga não deixa de ser um professor Pardal no seu trabalho ao convocar o meio-campo Felipe Melo. Não lembrou de Amauri, o melhor atacante do futebol brasileiro na Itália, ao lado do jovem Pato, mas insistiu com Adriano, que ainda busca a forma perdida no distante 2006 e brilha mais na luz da noite do que no tapete verde. Aliás, Adriano foi suspenso por três partidas depois de agredir Gastaldello, da Sampdoria, domingo passado.

Se o jogo com a Itália na Inglaterra, capital do Brasil da bola, é mesmo um amistoso em busca de um saco de euros, nada mais do que um jogo de exibição, ideal para testes, Dunga poderia ter chamado Alex, do Inter, quem sabe, Victor, do Gêmio, uma vez que Doni é o inconfiável reserva de Julio César.

Pedir outra vez por Gilberto Silva, Josué e Elano é uma atentado contra o bom futebol brasileiro. E eu pergunta e você não sabe responder: Hernanes? E Lucas? E Ramires? Onde estão?

O treinador atrai outra vez o desinteressado Ronaldinho e abra vaga para Robinho, um profissional que ainda se movimenta como um amador, escapando do seu clube como um atleta boêmia de várzea.

A Seleção de Dunga não será especial, superior, vencedora, porque três dos seus principais astros, Ronaldinho, Robinho e Adriano, muitas vezes, não se comportam como verdadeiros profissionais. Sofre a Seleção, pena quem acredita nela, lamenta quem faz das suas cores a sua fé. Não é assim que se ergue, se constrói, uma Seleção competitiva e campeã.

E se você não sabe, Thiago Silva, outro da turma de Dunga, foi contratado pelo Milan, mas só pode jogar no segundo semestre. Está fora de atividade, portanto, treinando, desfilando em alguns amistosos, fora de ritmo, suponho, mas na Seleção.

Em 12 jogos, cada país venceu cinco vezes, com dois empates. Brasil e Itália marcaram 19 gols cada um. É o encontro dos dois últimos campeões mundiais. Sem favoritos, portanto.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Saiu a lista dos melhores clubes do mundo

23 de janeiro de 2009 127

Saiu a relação dos melhores clubes de todos os tempos elaborada pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) e divulghado pela Agência EFE.

A lista, encabeçada pelo Barcelona, considera resultados obtidos entre janeiro de 1991 e dezembro de 2008.

O Grêmio aparece em 33º lugar.

Internacional que está na 80ª posição.

O brasileiro melhor colocado é o São Paulo, 17º lugar. Já o Cruzeiro é o 36º

O Barcelona é o melhor dos melhores, com o Machester United em segundo, seguidos por Milan e Real Madrid.

Relação dos melhores clubes do mundo da IFFHS:.

 

.1. Barcelona (ESP) 757 pontos.

.2. Manchester United (ING) 678.

.3. Juventus (ITA) 621.

.4. Milan (ITA) 611.

.5. Real Madrid (ESP) 605.

.6. Inter de Milão (ITA) 567.

.7. Bayern de Munique (ALE) 563.

.8. Arsenal (ING) 550.

.9. River Plate (ARG) 503.

10. Chelsea (ING) 442.

17. SÃO PAULO (BRA) 367.

33. GRÊMIO (BRA) 233.

36. CRUZEIRO (BRA) 221.

47. PALMEIRAS (BRA) 162.

48. FLAMENGO (BRA) 160.

49. SANTOS (BRA) 157.

62. VASCO (BRA) 127.

70. CORINTHIANS (BRA) 95.

80. INTERNACIONAL (BRA) 78.

89. FLUMINENSE (BRA) 67.

92. ATLÉTICO-MG (BRA) 57.

99. SÃO CAETANO (BRA) 48.

152. ATLÉTICO-PR (BRA) 18.

165. PAYSANDU (BRA) 11.

192. GOIÁS (BRA) 4.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A nova e luxuosa casa do gaúcho Carlos Eduardo

22 de janeiro de 2009 14

Thomas Kienzle, AP

O gaúcho e ex-tricolor Carlos Eduardo, uma das revelações do ano no futebol alemão, vai ganhar casa nova.

O 1899 Hoffenheim inaugura sábado seu novíssimo Rhein-Neckar-Arena, com capacidade para 30 mil espectadores sentados, confortavelmente acomodados.

O Hoffenheim é a surpresa da temporada alemã e lidera a competição. O jogo inaugural será contra uma seleção da região norte do país.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Boca sofre com as bruxas de La Bombonera

22 de janeiro de 2009 4

A bruxa que mora nos subterrâneos dos estádios, voa nas madrugadas e planta sua maldades na grama passou por La Bombonera, em Buenos Aires.

 

Andou por lá em 2008, maltratando Martín Palermo (ruptura nos ligamentos) e Rodrigo Palacio (púbis), voltou em 2009, atacando González (problemas no joelho), Lucianmo Figueroa (distensão), Ricardo Noir (traumatismo no perôneo) e Hugo Ibarra (contratura). O mês ainda não tem 30 dias.

O Boca é sempre um dos favoritos ao título da Copa Libertadores da América, taça que Grêmio sonha dia e noite e pela qual promete lutar com bravura argentina. Apesar de La Bruja, o Boca segue confiante.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Máxi Lopez, Alecsandro e a febre dos centroavantes

22 de janeiro de 2009 21

O argentino Máxi Lopez deseja trocar a gelada Moscou (foto) pelo calor do Estádio Olímpico, não muito distante da Buenos Aires do River Plate, onde o atacante nasceu para o futebol/Misha Japaridze, AP
A cada começo de temporada os clubes brasileiros arrombam portas em busca de centroavantes. Não conheço contratação melhor. Centroavante goleador é a alma de um time competitivo.

 

O São Paulo buscou o melhor disponível no mercado (todos os clubes paulistas buscaram os seus). Washington assinou com os paulistas com um sorriso laaaargo. Pena que nenhum clube brasileiro tenha poder aquisitivo para repatriar o mineiro Fred, um grande definidor, que conhece o interior da grande área como poucos.

A Dupla começou a temporada mapeando os melhores centroavantes, pedindo o preço de cada um, fazendo os seus lances e esperando. O Inter buscou Alecsandro, atacante de US$ 1,5 milhão. Experiente, Alecsandro nunca foi um grande goleador, sempre foi coadjuvante, embora saiba fazer gols, como já mostrou no Cruzeiro.  Mas não foi conseguiu estufar as redes em Portugal, com a camisa do Sporting.

Com Alecsandro, um atacante mais de grande área e de força, o Inter fica bem servido, já que Nilmar, um dos melhores do país, é o dono do ataque. Nilmar é rápido, veloz, difícil de ser marcado, mas tem sérios problemas de conclusão. Os dois podem jogar juntos em determinadas partidas, mas o novo contratado sabe que o dono da camisa 9 é Nilmar.

Depois de trazer Alex Mineiro, que fez uma boa temporada no ano passado, o Grêmio busca outro atacante de qualidade. Não creio que Alex e Reinaldo possam constituir uma dupla capaz de infernizar defesas continentais. Mas acredito que Alex e Herrera, pela sua mobilidade, fariam um dupla superior. Herrera é um atacante que acredita no passe, sabe servir um companheiro, não é "fominha".

Cria e revelação do River Plate no começo do milênio, mas com passagem discretíssimas pelo Barcelona, Mallorca e FC Moscou, Máxi Lopez é outro alvo gremista. É bom jogador, mas precisa reencontrar seu futebol perdido em 2005, quando deixou a Argentina em busca do sucesso no Barcelona.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio joga pouco e só empata em Santa Maria

21 de janeiro de 2009 57

O Grêmio começou como o rival colorado da Capital. Empatou, mas em Santa Maria e com um outro Inter, 1 a 1. Doze dias de pré-temporada é muito pouco, é quase nada, é um crime contra o jogador, que pode sofrer uma lesão grave logo no primeiro jogo oficial.

 

O Tricolor enfrentou os mesmos problemas do Inter. A falta de condicionamento físico. As pernas pesam, a jogada não se completa, a bola pesa dois quilos. O calor prejudicou muito.

No primeiro tempo, o Grêmio chutou apenas duas bolas ao gol adversário, errou passes e lançamentos. Perdeu-se.

O Grêmio não agradou, menos ao técnico, que sempre vê o que ninguém observa. Um problema, eu vi, é o mesmo de 2008. Sério. É a ausência de um ataque matador, definidor, com fome de gol. A discreta estréia de Alex Mineiro incomodou muita gente. Reforçou o pedido de um ataque mais competente e promissor.

Sábado tem mais, com o Esportivo, no Olímpico. Um dia para o Grêmio jogar um pouco mais. mostrar bem mais. O futebol que o time apresentou no Interior foi pobre, quase paupérrimo. E não esqueça que a Libertadores vem aí.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Brasileiros estão fora da seleção da UEFA

21 de janeiro de 2009 11

O espanhol Sergio Ramos, do Real Madrid, é um dos 11 jogadores que os internautas do mundo todo escolheram para formar a seleção da UEFA, entidade que comanda o futebol da Europa/Daniel Ochoa de Olza, AP
Casillas (ESP/Real Madrid); Sergio Ramos (ESP/Real Madrid), Terry (ING/Chelsea), Puyol (ESP/Barcelona) e Lahm (ALE/Bayern de Munique); Xavi (ESP/Barcelona), Cesc (ESP/Arsenal), Ribery (FRA/Bayern de Munique) e Cristiano Ronaldo (POR/Manchester United); Lionel Messi (ARG/Barcelona) e Fernando Torres (ESP/Liverpool).

O treinador preferido é o escocês Alex Ferguson, do Manchester United. Ele foi eleito pelo segundo ano consecutivo.

Observem os 11 nomes. Não há brasileiros na formação. Os conterrâneos estão fora da seleção da UEFA 2008. Cerca de 3,5 milhões de pessoas acessaram o site da entidade que manda no futebol da Europa, a FIFA controla o mundo, e escolheram os melhores.

O Brasil também não está colocada entre os três melhores do mundo da FIFA e o número 1 é Cristiano Ronaldo, de Portugal. Foi a segunda vez desde a realização da enquete da UEFA, em 2001, que a lista não contempla brasileiros.

Kaká estava em 2007, ao lado do lateral-direito Daniel Alves, então no Sevilla. O time dos internautas da UEFA e fãs de futebol é parecido com a seleção do site da Fifa, mas que teve Kaká entre os 11.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter patina na estreia, estaciona no 0 a 0

20 de janeiro de 2009 35

O Inter bateu cabeça no Beira-Rio. Tóc, tóc, tóc. Ficou num morno 0 a 0 contra o destemido, retrancado e sortudo Santa Cruz. Cássio, o goleiro, foi o melhor em campo e ainda jogou com a irmã trave ao seu lado, como uma colaboradora especial.

 

O Inter sofreu os efeitos colaterais da pré-temporada. É quase um crime começar um competição rápidos dias depois do final de uma pré-temporada. É um convite certo as lesões. O Grêmio, que tem a Libertadores, que se cuide em Santa Maria.

O péssimo horário das 19h30min não ajudou e apenas 15 mil fãs correram ao estádio animados pelo primeiro jogo do centenário vermelho. Azar o deles. Não observaram o verdadeiro retorno do campeão da Sul-Americana. O empate teve o ocre sabor de derrota. Empata em casa na estréia do Gauchão é sempre um gol contra.

O inesperado resultado da Capital animou os verdes de Caxias. O Juventude venceu o Sapucaiense, arrancou como três pontos e sorri na liderança do Grupo 1. Nada mal. O Inter é que precisa correr mais rápido atrás das vitórias a partir de hoje.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gauchão do centenário começa com Inter favorito

20 de janeiro de 2009 27

Mãos traçadas, agarrado ao formulismo que seduz a maioria dos cartolas brasileiros, o Gauchão começa com 16 equipes, separados em dois grupos e três taças, três fases. Imita o arrastado Estadual do Rio, aparentemente oferece maiores chances aos clubes do Interior, mas todos sabemos que eles  têm zero de possibilidades de abraçar um título desde o momento em que o Juventude perdeu seu controle de qualidade.

 

A Dupla vai brigar entre si, nada mais natural, luta que se repete desde os perdidos anos 20 de um outro século, raramente quebrada por um terceira força - embora o Caxias tenha sido campeão em 2000, nas mãos de um surpreendente Tite

O Interior do Rio Grande do Sul empobreceu, assolado por gestões e mais gestões de governos incompetentes, municipais e estaduais (fica complicado descobrir o pior entre os do nosso tempo), e o futebol ficou todo concentrado na Capital. Falta poder aquisitivo, dinheiro, investimento e projetos ao futebol disputado longe de Porto Alegre.

A FGF tenta dourar a disputa, mas o público não se engana e o marketing não funciona, não engrena, não arranca. O desconforto dos velhos estádios e o gramado ruim da maioria dos campos de futebol espantam. Mas é o que temos no momento e há quem goste e é preciso ser positivo. Torcer para que o Brasil, de Pelotas, seja gigante outra vez.

Eu queria assistir uma competição mais curta, oito clubes, jogos de ida e volta e pronto. Viva o campeão real. O apertado calendário prejudica a preparação da Dupla, de olhos em competições mais substanciais.

Campeão regional de 2008, o favorito Inter abre a competição olhando o Santa Cruz com as lentes da vitória no primeiro jogo do seu centenário, no Beira-Rio no péssimo horário das 19h30min. Não reforçou, perdeu Edinho e ainda confia no time da temporada passada, escalado em volta de Guiñazu, Alex, D`Alessandro e Nilmar e seus coadjuvantes. A surpresa deve ser o volante Paulinho, garoto trabalhado nas categorias de base, e nada mais.

O Gauchão é campo de testes do Inter que tem na Copa do Brasil o filé do primeiro semestre e na memória recente o título da Copa Sul-Americana. O Grêmio, pelo contrário, avança pelo continente, mas tem um time pobre, carente, inconfiável.

Mas é a taça mais recente que dá força ao Inter, motiva a torcida e garante a certeza que Tite consegue manter seu grupo motivado e competitivo. O Inter arranca com um time mais vistoso, encorpado e qualificado. Será supresa se não vencer, ainda mais com o Grêmio de olho fixo na Libertadores e o Interior sem uma equipe capaz de vencer os dois grandes.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio pode ser um pouco mais feliz com Herrera

19 de janeiro de 2009 52

O Grêmio age certo ao insistir com Herrera, em aguardar Herrera, ao sonhar com Hererra. O argentino seria o companheiro ideal de Alex Mineiro. Não creia em Reinaldo, não espere muito de Jonas.

Herrera é o cara. Ele joga mais do que Maxi Lopez. Faz mais gols.

Herrera tem aquilo que todos os jogadores de futebol deveriam ter: vontade absurda. Herrera se esforça como um moicano cercado por meio exército britânico em solo americano. Sua determinação anima e comove. Herrera é o jogador que todo o clube quer. Ele joga em qualquer equipe.

Sua primeira passagem pelo Grêmio foi positiva. Ele fez gols, ganhou a torcida, deixou saudades. Herrera perde gols, seu maior defeito, mas também faz. Quem perde faz

É um mortal atacante de flanco, tem velocidade, a movimentação, o chute e o drible. Nâo tem medo do gol (como o colombiano Perea). Sabe jogar na área, não tem medo da botina alheia, encara qualquer um. Sabe servir, não é egoísta.

Não é o melhor atacante do mundo, não está entre os tops, mas já provou sua utilidade. Seria um elogiado reforço azul para a Copa Libertadores. Seria titular, um dos goleadores e faria a alegria de Alex Mineiro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter parece mais pronto para o Gauchão

18 de janeiro de 2009 63

O Gauchão volta ao centro das discussões locais enquanto a Libertadores não risca o calendário. A Dupla completa sua apertada, curta, insuficiente pré-temporada e o Interior inteiro se puxa em nome do campeonato regional. O Estado ainda chora os mortos no ônibus do Brasil, de Pelotas, acidente que vai deixar o ano mais triste. Tragédia não se esquece, são superadas todos os dia, são tentativas e acertos. O futebol pode ajudar.

 

O Gauchão se apresenta com a luz vermelha do Inter na frente, mais brilhante. O Inter é o único dos times presentes que tem time definido e escalado, mesmo esquema do ano passado, os melhores jogadores, um trio (Alex, Nilmar e D`Alessandro) que ninguém tem, nem no Brasil inteiro. É o campeão da Copa Sul-Americana, joga o Gauchão, atua com folga na Copa do Brasil, ao menos no começo.

O Grêmio só tem olhos para a Copa Libertadores. O regional é competição de passagem, o que vale é o horizonte da América. O Gauchão não terá a atenção dobrada do Tricolor, que também não hesitará em usar time misto em seus jogos locais. O Grêmio ainda busca um time, procura um atacante, precisa somar qualidade para tentar conquistar o continente, algo improvável com o 11 que exibe hoje, agora, neste instante.

O Gauchão começa nos próximos dias com o Inter mais próximo da taça do que todos. O Interior não existe desde que o Juventude perdeu pique de time de competição, hoje mero figurante da Série B. O Grêmio, ainda em construção e com um construtor de segunda e sem as melhores plantas do edifício, não é de confiança.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Copa do Brasil: vitória é obrigação de Tite

15 de janeiro de 2009 21

O nosso cotidiano é minado por listas. Há para todos os gostos, o melhor livro, vinho, CD, carro, praia, celebridade, olhos e mulher - que eu corro para votar em Scarlett Johansson.

 

No final/começo de cada ano, elas são quilométricas e adubadas em todos os lugares, em todos os idiomas. Agora surgiu outra, lançada pela discutida Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (FIHEF), entidade credenciada pela madre FIFA, disposta a medir o desempenho de pessoas ligadas ao futebol, sejam clubes, times, jogadores, técnicos, entre outros.

A listas dos melhores treinadores aponta Alex Ferguson, do Manchester United, como o melhor da temporada passada. Justiça pura. Ele não é só o melhor do ano, assim como o seu time, como também o melhor da década.

Seu perseguidor é o holandês Dick Advocaat, do Zenit de São Petersburgo, vistoso campeão da Copa da UEFA. O argentino Edgardo Bauza, vencedor da Libertadores com a LDU, é o terceiro.

Entre os brasileiros, Muricy Ramalho, campeão brasileiro, é o 12° e o melhor do país, já superou Vanderlei Luxemburgo. Muricy é o cara. O gaúcho Tite, um profissional estudioso e dedicado, embora sempre contestado, está estacionado em 19º, colocação refletida na Copa Sul-Americana.

Estatísticas são tudo numa competição, garantem o campeão, mas não servem, creio, para medir a competência de um técnico de futebol.

1) Ou você imagina que Advocaat seja melhor do que Rafael Benitez (4º), do Liverpool, ou Arsene Wenger (5º), do Arsenal?

2) Ou que Muricy perde em competência para Bauza?

3) Ou que Avran Grant (8º), ex-Chelsea, possa superar Frank Rijkaard (10º), ex-Barcelona?

Não, claro. Uma campanha isolada não dá suporte para ninguém a longo prazo. É bom que Tite esteja entre os 20 melhores de 2008, é recompensador para um profissional, mesmo que ele não seja um dos 20 melhores na minha conta, sem negar a sua competência, e na conta de muita gente, inclusive colorados próximos. O que importa é que ele já tem um sólido patamar para crescer ainda mais, ao menos junto aos matemáticos da FIHEF.

Mas com o time que tem nas mãos, ele pode crescer em outros sentidos, solidificar ainda mais o seu trabalho, seu nome. Tite tem a obrigação de vencer a Copa do Brasil. Provar que a FIHEF tem razão. Que ele é mesmo um técnico diferenciado, craque no mata-mata. Tite renasceu no Inter. O futuro pode ser dele.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O caso Mattioni, o final

15 de janeiro de 2009 55

É bom este Mattioni. Foi visto por alguém do Milan, mesmo que tivesse ficado todo o ano passado escondido pelo Grêmio. Até os quero-queros do Olímpíco sabiam que Mattioni está muito acima da média dos laterais que jogam no Brasil.

Mas o guri foi escondido porque não interessava ao Grêmio mostrá-lo em campo. O lateral já havia sido comprado por um empresário, o clube nada ganharia se alguém de fora se interessasse pelo jogador.

Então, que ficasse na penumbra do banco, em banho-maria, para ser aproveitado este ano. O Grêmio tentou sacanear todo mundo: o próprio jogador, o time, o torcedor e, claro, o empresário que havia apostado no rapaz.

Pobre futebol gaúcho.

(mensagem de um colega de ZH inconformado com o desfecho do caso e completamente tonto, pois o Mattioni que foi reserva do Grêmio é esperança no grande Milan de Kaká)

Postado por Zini, Porto Alegre

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Conheça o jogador mais querido dos brasileiros

14 de janeiro de 2009 28

Os brasileiros escolheram Kaká como o seu jogador mais querido. Melhor do mundo na temporada passada, ele deve voltar ao topo em breve/Alberto Pellaschiar, AP
Você sabe quem é o mais querido jogador do Brasil. É Kaká. Fácil, né. O melhor do mundo na temporada passada, ficou com 23,38%, segundo pesquisa da TNS Sport.

Ronaldinho, o Gaúcho fugitivo, é segundo, 16,74%.

Inacreditavelmente, Robinho é o terceiro, 8,56%. Não entedi. Ronaldo, que perde peso no Corinthians e busca nova fama é o quarto, 3,88%. O eterno Pelé, o Atleta do Século, é apenas o 10º colocado, 0,83%.

A surpresa da pesquisa foi o quinto lugar, ocupado por um estrangeiro, Cristiano Ronaldo, 3,18%. O português ainda surfa na onda da sua escolha pela FIFA, segunda-feira passada, como o novo número 1 do planeta.

Parece incrível que um jogador de outro país esteja entre os cinco mais amados. Exibe, antes de tudo, a falta que os verdadeiros craques nos fazem. Mais ainda a decadência de Ronaldinho, duas vezes o melhor do mundo. Ele não consegue se agarrar ao topo. Cai ano a ano.

A quarta-feira 14 foi mesmo de Kaká. O Milan recusou uma prosposta de US$ 132 milhões pelo brasileiro. Dinheiro árabe, depositado nos cofres do Manchester City.

Kaká receberia US$ 19 milhões por temporada. Mas o jogador não se mostrou interessado. O dinheiro não o tira do Milan. O que pode fazê-lo trocar de clube, país ou continente no futuro é um projeto, não apenas quilos de dinheiro.

Kaká vai na contramão de Robinho, que deixou o Real Madrid pela grana, mesmo ganhando milhões na Espanha e num dos melhores e maiores clubes do mundo. Robinho fez a pior jogada da sua vida ao se mudar para o interior da Inglaterra. Kaká fez uma das melhores ao continuar milanista.

Kaká joga duas vezes o que Robinho pensa que joga.

Postado por Zini, Porto Alegre

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