Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de fevereiro 2009

Futebol é jogo de regras quase perfeitas

28 de fevereiro de 2009 23

Dois auxiliares da arbitragem trabalharão atrás das goleiras, serão mais quatro olhos humanos policiando a grande área e evitando assim, ao menos por enquanto, a maldição do olho eletrônico, o que mudaria para sempre a história do futebol /Kai-Uwe Knoth, AP

Na sua mais importante e histórica decisão, a 123ª reunião da International Football Association Board, que manda nas leias da bola, decidiu sábado, na Irlanda do Norte, usar dois auxiliares atrás das goleiras de forma experimental a partir da temporada 2009/2010 na Europa – que começa no segundo semestre. É um gesto lento em nome do futuro. Itália e França são as primeiras candidatas ao experimento.

A entidade que guarda as leias do jogo Impede assim o uso do olho eletrônico, a colocação de câmaras à disposição dos árbitros, o que certamente mudaria, para pior, o futebol. O erro do juiz, como o do bandeirinha, o do centroavante ou o do goleiro, é da natureza do próprio futebol. Quando uma câmara entrar no jogo, creia, o futebol será outro. Pior.

As regras do futebol são quase perfeitas. Conservadora por natureza, sem se importar com as críticas ou apostar em mudanças drástica nas leis do jogo, a Internacional Board aposta em mais quatro olhos para policiar a grande área. Não são eletrônicos, são humanos, os erros continuarão acontecendo, mas em menor número.

O futebol ficaria muito chato com uma sequência de câmaras cercando o retângulo de grama. A função dos dois novos árbitros nos 90 minutos ainda serão mais discutidas.

O que passou

1) O uso de dois assistentes atrás das goleiras. A ideia inicial do trabalho dos dois novos assistentes é que eles fiquem atrás dos gols, ajudando em lances como o de uma bola que passou ou não a linha do gol. A medida foi testada durante a última Eurocopa sub-19, na Eslovênia, sob observação do ex-jogador francês Michel Platini, presidente da Uefa.

A medida possibilitaria a contratatação de bons e experientes árbitros para a função, especialmente aquelas que estão chegando ou recém chegaram na idade limite exigida pela Fifa (45 anos) ou pelas federações de diferentes países (50 anos). Árbitros aposentados recentemente, por exemplo, poderiam exercer a nova função.

2) Os técnico poderão permanecer na área técnica durante os 90 minutos, mas serão mais vigiados em suas atitudes. Qualquer gesto antidesportivo será punido com mais rigor.

3) Se um jogador está fora dos limites do campo sem permissão do árbitro, é como se estivesse sob a linha da meta ou a linha lateral o que anularia, se for o caso, o impedimento.

O que não passou

1) A proposta das expulsões temporárias, solicitada pela federação da Irlanda do Norte, tinha como objetivo punir ações entre a advertência do cartão amarelo e a exclusão pelo vermelho. Da mesma forma que em esportes como handebol e hóquei, o jogador ficaria fora por alguns minutos. A idéia foi arquivada, dificilmente será discutida outra vez.

2) Aumentar para quatro o número de substituições em jogos que forem à prorrogação. O tema permanece em pauta.

3) O tempo de intervalo, que seria aumentado de 15 para 20 minutos em razão de problemas como a distância dos vestiários e a temperatura do ambiente. Na real, a Fifa queria mais cinco minutos para incrementar os comerciais das televisões. O assunto merecerá novos estudos.

O que é a International Football Association Board

Fundada em 1886, a International Board é organismo da Fifa responsável pelas regras do futebol e é formada pelas federações de futebol de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, além da Fifa. Cada associação teve direito a um voto, enquanto a Fifa, que representa as 204 federações restantes, possui quatro. Para aprovar uma proposta, é necessário obter 75% dos votos.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Sem D`Alessandro, Tite precisa inventar um criador

28 de fevereiro de 2009 18

Alex passa pela palavra dos colorados como um lamento só, ainda mais que o Gre-Nal se aproxima velozmente e pela lamentadíssima ausência de D`Alessadro. Sem o primeiro, o Inter perder gols, sem o segundo, carece de criatividade.

 

Quem pode suprir a ausência dos dois no Beira-Rio ou em qualquer outro lugar, amistoso ou decisão? Ninguém, um só. Não os que vestem a camisa vermelha em março de 2009.

O grupo de jogadores é qualificado, mas não ao ponto de fazer esquecer Alex, já em outro clube, e de D`Alessandro, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

O meio-campo está recheado de bons jogadores, de inexperientes e promissores como Sandro e Giuliano, aos mais rodados e consagrados, como Magrão e Guiñazu. São jogadores de mobilidade, de entrega, de marcação, mas não possuem a mesma qualidade técnica de D`Alessandro, o drible, a certeza da falta, o chute ao gol, o passe correto e as vezes brilhante, atacante na cara do gol.

Tite precisa fazer mágica no setor. Inventar um criador. Não pode matar de fome (de passes) os seus dois velozes atacantes, Taison, o goleador do Regional, e Nilmar, que anda brigado com o gol. O grande problema de Tite, o maior, é quem responderá pela criação das jogadas ofensivas, quem vai servir a faminta dupla de atacantes?

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Grêmio chega mais encorpado no Gre-Nal decisivo

27 de fevereiro de 2009 47

Dos 23 gols do Grêmio no Gauchão, o instável carioca Reinaldo, 28 anos, marcou um. Só um, mas o suficiente para se livrar do lutador Veranópolis, vencer a semifinal (1 a 0) e encaminhar a final do primeiro turno do campeonato regional no Beira-Rio.

 

O Inter é o único invicto da competição. Empate nos 90 minutos no clássico leva direto aos pênaltis, nada de prorrogação. No primeiro Gre-Nal da temporada deu Inter, 2 a 1, mas o Grêmio foi melhor.

Se os azuis confirmarem os titulares em campo, entram mais completos e mais fortes, com uma equipe aparentemente mais ajustada, especialmente pela ausência do melhor jogador do adversário. D’Alessandro está fora. Não há reserva igual, nem superior.

Sem o argentino, o Inter perde criatividade, perde combatividade, perde lucidez no ataque. Com um drible, uma jogada pessoal, o baixinho invocado abre uma defesa, coloca um companheiro na cara do gol. Tite deve redobrar seus cuidados defensivos, lotar seu meio-campo com quatro homens.

O Inter ainda vive seus tristes dias de orfandade de Alex, que mora na Europa mais fria e deixou um buraco fundo no time colorado. Tite ainda procura seus 11, tem problemas nas laterais, tem dúvidas no meio-campo e só tem certeza no ataque, com Taison e Nilmar.

O Grêmio deve repetir a formação, o esquema e a ideia da partida de estreia da Copa Libertadores, quarta-feira passada. Espera o mesmo bom jogo, aguarda um ataque mais efetivo, os gols que ficaram presos em chutes enviesados, cabeçadas tortas, o poste salvador.

Celso Roth não vence Gre-Nal desde que voltou ao Grêmio, uma ano atrás,jamis ganhou de Tite. Roth caminha com o azar ao seu lado e abusa da sorte. Ele reclama do calendário, definido desde o final de 2008, tenta tirar o peso do clássico e dá o carteirço da Libetadores. Está nervoso, agitado, inquieto. Sabe que se perder outra vez seu trabalho será ainda mais constestado.

No jogo com o Veranópolis, por exemplo, retirou Douglas Costa, o melhor jogador da partida quase 25 minutos antes do final. Logoi quando o jogador começava se soltar, ganhar confiança, criar e buscar o gol.

Ele ainda (só ele mesmo) insistiu com Makelele e Orteman, escondeu Roberson, mas deu nova chance ao promisor Saimon. Usou as absurdas duas linhas de quatro, que precisam de muito treino, com um time que nunca havia jogado junto antes.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Tempo de Ronaldo passou, ele sabe, mas não desiste

27 de fevereiro de 2009 6

O Ronaldo dos nossos dias chama-se Cristiano, é português, o novo número 1, e deixou o Ronaldo brasileiro em novo patamar. O Ronaldo, o do Corinthians, parece um jogador que perdeu a tensão, o verdadeiro rumo de um atleta profissional/Alberto Pellaschiar, AP
Ronaldo, que ganha R$ 200 mil a cada 30 dias, que não joga desde fevereiro de 2008, desistiu de ser atleta antes da Copa do Mundo de 2006. O atacante, talvez um dos quatro melhores da história da bola no Brasil, havia batido no topo, estava rico, dolorido e desmotivado para treinar e correr atrás da bola.

 

Não se motivou no Real Madrid, muito menos no Milan, dois dos maiores clube do mundo, não vai se motivar no Corinthians, um dos maiores do Brasil. Ronaldo desembarcou na concentração do clube paulista às 5 da madrugada. Deveria ter chegado às 23 horas do dia anterior.

Será multado pela direção, multa gorda. Ronaldo, por certo, está rindo de tudo. Ele pode rir. Ele controla o seu futuro, não precisa de mais ninguém.

Os problemas de Ronaldo são as lesões sérias, quase definitivas. Mas não se encerram nos seus joelhos bombardeados. O que Ronaldo não quer, não deseja mais, é levar uma vida, dura vida, de atleta profissional.

No começo da sua famosa e rica terceira década de vida, após quase 15 anos de vida profissional, ele quer viver a vida que só um milionário pode ter. Todos sabem que ele desistiu da bola. Ele também deve desconfiar. Falta alguém dizer outra vez. Usar a mesma voz do Milan, que o dispensou, não renovando seu contrato, por falta de ambição, de motivação, de comportamento profissional.

Ronaldo é um ex-jogador. Foi um dos maiores. O tempo o derrubou, como tantos outros da sua estirpe, mas que souberam descalçar as chuteiras no tempo preciso.

Há um novo Ronaldo em ação, o atual número 1 do mundo, o Cristiano Ronaldo. Não comparo o português com o brasileiro, ainda falta muito. Mas hoje, ao se falar em Ronaldo, todos lembram do português do Mancheter United.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Time B gremista faz revanche com Veranópolis

27 de fevereiro de 2009 20

Jonas (fundo) e Adilson enfrentaram La U quarta-feira, descansam na sexta e deixam a semifinal do Gauchão aos reservas que vale a pena ver de novo, como Douglas Costa, Maylson, Heverton e Roberson/Nabor Goulart, AP
Age certo Celso Roth ao anunciar um time reserva na noite de semifinal de Gauchão no Olímpico. Os 11 titulares precisam de descanso depois do superesforço de quarta-feira passada. Bom jogo, melhor futebol, péssimo empate com La U.

 

Nem misto é. São reservas mesmo. Não custa lembrar que o mesmo Veranópolis da nossa última sexta de verão é o mesmo que enfiou três nos mesmos reservas do Grêmio semanas atrás. Uma revanche se arma.

Mas dois jogos nunca se repetem. O futebol é bom porque a cada 90 minutos uma surpresa está sendo reservada para os seus fãs, para o bem ou para o mal.

Mesmo com o seu time B, o Grêmio deve superar o aguerrido Veranópolis e encontrar o Inter na final de uma das fases do regional. Domingo, óbvio, a realidade será outra e o Grêmio, se passar, não terá os melhores motivos para chamar outra vez os seus reservas. Pode usar os melhores.

O compromisso com a Libertadores é somente no dia 11 de março. Os titulares precisam jogar. Futebol, você sabem é repetição.

Em campo, alguns jogadores que ainda precisam ser observados, como Heverton, Maylson, Douglas Costa (que anda devendo uma boa atuação, mas anda jogando fora da sua real posição), Diogo e Roberson (um atacante promissor), e outros que já passaram, como Makelele, Orteman e Reinaldo.

A soma deles é uma incógnita, mas suficiente para enfrentar e superar o sempre disposto Veranópolis.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Inter ganha, perde D`Alessandro e fica mais fraco

26 de fevereiro de 2009 84

Um gol no canto direito, Nilmar. Um gol no canto esquerdo, D’Alessandro. A vitória sobre o ultradefensivo Novo Hamburgo dá ao Inter o direito de descansar, observar Grêmio e Veranópolis e conhecer sexta-feira seu adversário da final da primeira fase do Gauchão, domingo, no Beira-Rio.

Foi uma vitória esperada, aguardada, mais difícil que a planejada. O Inter encontrou muita resistência de um time que só queria se defender, só cercar, só retirar a bola da área de qualquer maneira. Marcar, pegar e correr. Tite sofreu 63 minutos até o nascimento do gol de Nilmar, depois, nos descontos, D’Alessandro, de pênalti, fechou o placar.

Sem querer comparar time ou competição, o Grêmio só não avançou sobre a Universidad de Chile porque falta aos 11 de Roth um matador do calibre de Nilmar. Tivesse um, seria mais feliz e desde o Brasileirão 2008. Enquanto o Tricolor cavouca o seu, o Inter mostra o que tem. Nilmar sempre mata. Aparece e faz o gol, mesmo que a sua sequência de jogos em 2009 não seja boa.

Mas não pense que o jogo foi um 2 a 0 tranquilo num Beira-Rio quase deserto, com cerca de 12 mil pessoas. O Inter penou, precisou se impor, combater como o adversário e ainda tremer nas bases ao assistir Lauro fazer a melhor e mais importante defesa do jogo aos oito minutos do segundo tempo numa cabeçada de Jandson.

Um minuto depois eu vi (a tevê provou) Carlos Simon deixar de marcar um pênalti de Índio no mesmo Jandson. O bom atacante do Nóia foi puxado pela camisa no interior da grande área, pelo lado direito de ataque. Eu não tive dúvidas. Não sei se você teve?

O que eu posso dizer é que Simon estava numa má jornada, olhou de lado para a violência, por exemplo.

A vitória, claro, foi justa e incontestável e o NH pisou em Porto Alegre com a idéia fixa de empatar e deixar sua vida na competição ser decidida na loteria dos pênaltis. Com uma idéia assim, a derrota chegaria naturalmente, como chegou.

O Inter exibiu os mesmos erros de jogos passados. Bolívar não apoia, Kleber, um pouco melhor, não é o mesmo da Seleção. Três volantes juntos, Sandro, Magrão e Guiñazu, é demais. D’Alessandro sozinho para armar tudo é pouco. Taison e Nilmar ficam muito isolados no ataque.

A entrada de Andrezinho no lugar de Magrão melhorou o time, que ficou mais solto, mais rápido, mais cadenciado e mais ofensivo. Andrezinho deu novo toque de bola ao time.

Adversário com o poder de fogo do NH não precisa ser enfrentado com três volantes. É exagero. Time vencedor precisa de laterais/alas que cheguem ao fundo. Time deve repensar seus 11.

Ninguém de alma vermelha deve ter gostado muito do que viu ao vivo ou pela tevê. Os que foram ao estádio reclamaram por todos. Lançaram uma vaia logo aos 12 minutos do segundo tempo, quatro antes do primeiro gol. A rede sacudindo que acalmou os fãs, mas não tranqüilizou ninguém.

O Inter ainda sente e lamenta a ausência de Alex, mais, Edinho, um pouco, a cada segundo dos 90 minutos. Deve sentir muito mais na final, um dia no qual  D’Alessandro vai precisar assistir a decisão acomodado nas cadeiras do Beira-Rio, punido pelo terceiro cartão amarelo.

Andrezinho será o substituto, não o ideal. Perde o Inter. Fica mais fraco, carente. Tite sabe, eu sei, você mais ainda. Eu usaria Giuliano.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

O futuro do Grêmio na Libertadores

26 de fevereiro de 2009 38

Como será o futuro do Grêmio na competição, após a estreia com empate contra o Universidad do Chile?

Confere no vídeo aí:

Postado por Zini

Bookmark and Share

Tite procura sua melhor formação numa semifinal

26 de fevereiro de 2009 20

No futebol gaúcho tudo se mistura. O péssimo empate gremista na estréia da 50ª edição da Libertadores, apesar do bom futebol e das 13 chances de gol em 94 minutos, motiva os colorados. O mesmo se diria dos gremistas em situação idêntica.

O jogo desta quinta, ainda pela primeira fase do Gauchão, jogo único da semifinal, mata ou morre, motiva o Inter. Acelera. Quem sofre é o Novo Hamburgo, que de bom futebol não tem quase nada e ainda estréia técnico novo, o ex-zagueiro Paulo Turra. É jogo jogado. Dá Inter, fora um desastre, uma absoluta falta de sorte (no futebol ela existe, sim, e ronda os campos de jogo) como a do Grêmio na sua Quarta-Feira de Cinzas.

O que Tite faz bem, segue a cartilha, é repetir os mesmos 11 da partida anterior. Futebol é repetição, repetição. E repetição. Tite precisa acertar seu novo time, suas novas idéias de jogo, suas forças. O antigo, com Edinho na guerra, Marcão na marcação, Alex nos gols, sumiu. Ficou na saudade e nos pôsteres.

Os sucessores, Sandro, uma esperança, Kleber, que ainda necessita dizer quem é no Sul, e Taison, o novo goleador, precisam jogar, querem sequência.

Dois problemas sérios e urgentes concentram-se nas duas alas/laterias e acossam Tite.

1) Na direita, Bolívar é um zagueiro deslocado, roda bem até a linha central de campo, não sabe o que fazer com a bola nos lances ofensivos. Deve sair do time, precisa, até porque está improvisado. O Inter precisa encontrar um lateral/ala direito.

2) Na esquerda, Kleber está abaixo do seu poder. Seus dois últimos dois anos foram passados na meia, quase como ponta, atacando muito, defendendo pouco. De volta ao posto de lateral, estranhou, não conseguiu voltar aos seus momentos de Seleção.

É preciso descobrir também porque Guiñazu anda jogando tão pouco, abaixo do seu potencial. Seria saudades de Edinho e Alex ou a desarrumação do novo time? As respostas A e B, creio.

Os gols não estão batendo na porta de Nilmar. Fase? Pode ser. Goleadores sofrem recaídas. É normal. Basta um gol, dois, e tudo volta ao normal.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Grêmio joga tudo, mas perde todos os gols

26 de fevereiro de 2009 95

O Grêmio de Tcheco, que jogou bem, encurralou os chilenos, esteve sempre no ataque, teve 13 situações de gol, mas não saiu do amargo 0 a 0. O empate no Olímpico na estréia foi péssimo resultado, apesar do bom futebol do Tricolor/Nabor Goulart, AP

Situações de gol não é gol, é meio gol, é igual a zero. O Grêmio teve todas as situações possíveis de gol em 94 minutos e falhou em todas, uma por uma. O 0 a 0 foi o mais injusto e frustrante resultado que o Olímpico conheceu em anos.

O Grêmio sai de casa com um mísero ponto em três jogados e em nove possíveis. Agora, ao menos em Porto Alegre, pode somar apenas sete pontos na fase classificatória, mas joga outrs nove fora do Brasil..

Se o resultado somasse 5 a 1 não haveria um só chileno chiando no começo da madrugada de quinta-feira e de ressaca de Carnaval. E olha que o uruguaio Martín Vasques deixou de assinalar dois pênaltis em nome dos azuis. Um deles, aos 28 minutos do segundo tempo, foi escandaloso, depois de Jonas ser puxado e calçado na área.

O empate com a Universidad de Chile na estréia da Copa Libertadores não estava nem nas contas menos otimistas do Tricolor. Nem perder tantos gols, como as quatro situações em menos de 13 minutos de ação. Foram 13 chances no total, contra apenas uma do adversário e no primeiro e inseguro minuto de jogo.

O esperado, aguardado e idolatrado matador esteve ausente na grama outra vez. Não foi Alex, muito menos Jonas. O Grêmio precisou desperadamente de um definidor e ninguém apareceu com pé ou com a cabeça nas horas certas.

Os gols foram desperdiçados de todas as maneiras possíveis e imagináveis a cada meia dúzia de minutos. De dentro e de fora da grande área, por cima e por baixo, com goleiro, Miguel Pinto, o melhor em campo, ao lado de Souza, Adilson e Tcheco, e sem goleiro, com Alex Mineiro chutando franco, enviesado. Até o poste Souza acertou. Foi um massacre, mas inútil porque o gol não apareceu, a bola não acariciou as redes, o placar ficou mudo.

O Grêmio dominou completamente o adversário, encurralou os chilenos e em diversos ataques enfrentou 10 jogadores plantados quase na linha da grande área. La U sonhava com o empate. Levou, mesmo atuando com 10 homens desde os 26 minutos do segundo tempo.

Nos últimos 15 minutos, Roth fez substituições apressadas, retirou Jadílson que vinha bem e perdeu a jogada do lado esquerdo e ainda tentou mais uma vez esperar pelos gols de Reinaldo, que nunca aparecem.

O lamentado empate faz o Grêmio arrancar longe da liderança e logo na segunda rodadas precisa buscar três pontos na Colômbia. O Boyacá Chicó tem nome feio, gozado, ideal para piadas, mas é o grande azarão do Grupo 7. É o líder isolado, três pontos em um jogo, e se vencer encaminha seu posto e remete o Grêmio a zona do horror.

O Grêmio jogou bem, correu, lutou, buscou sempre o gol, mereceu aplausos barulhentos, mas o empate no Olímpico, animado por 33 mil fiéis, foi péssimo. Precisa se recuperar imediatamente longe de Porto Alegre e em dois compromissos que podem decidir o seu futuro na Libertadores.

São dois jogos fora (Chicó e Aurora) em série, quatro pontos são uma necessidade, um oxigênio futuro.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Liverpool vê as quartas-de-final antes do Madrid

25 de fevereiro de 2009 2

Yossi Benayoun se esconde no meio da defesa do Real Madrid, no Santiago Bernabeu, surge do nada no exato segundo do cruzamento e saúda o goleiro Casillas com um firme golpe de cabeça. O 1 a 0 dá ao Liverpool certo tranquilidade no jogo de volta em Anfield Road/Victor R. Caivano, AP
O Liverpool saiu de Madrid com um resultado que não esperava, a vitória, 1 a 0. Jogou pensando no empate, se movimentou de olho no 0 a 0, mas jamais deixou de buscar o gol. O resultado asfalta a rota dos ingleses nas quartas-de-final.

O empate seria um resultado cômodo, nada complexo, pois o Liverpool teria mais 90 minutos para buscar o gol salvador em Anfield Road em 15 dias.

Mas Yossi Benayoun, um dos destaques, mudou completamente a história da decisão aos 82 minutos, cabeceando no meio da zaga, vencendo num incrédulo Iker Casillas. Agora, o empate serve mais do que nunca, agora o Madrid precisa correr atrás da máquina. O Real Madrid necessita vencer desesperadamente o jogo da volta para não cair nas oitavas-de-final da Champions League, o que seria um fiasco.

O empate teria sido o resultado mais justo da nervosa partida disputada com toda a vontade do primeiro ao 90º minuto, sem descanso, com dedicação e camiseta molhada de esforço e suor. As duas equipes correram demais, apostaram no coletivo, minimizaram as jogadas individuais, apesar de alguns lampejos do holandês Robben.

A sorte, que também entra em campo, ajudou os britânicos que têm mais time, melhor organização e um técnico superior. Quando a competência e a sorte se encontram, creia, ninguém as supera. O Madrid se entregou no Estádio Santiago Bernabeu, jamais conseguiu assustar o Liverpool. Se sair da Champions League nas oitavas não será surpresa para ninguém, nem para os seus fãs, que rezam dia e noite por um time mais competente e competitivo.

O Liverpool que perdeu Torres no meio do jogo por lesão, aplaudiu de pé a volta do capitão e ídolo Gerrard nos últimos cinco minutos. Gerrard busca a sua melhor forma, depois de semanas entregue ao departamento médico do clube. O ex-gremista Lucas jogou os minutos finais e pouco encostou o pé na bola.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Libertadores é um brilho nos olhos gremistas

25 de fevereiro de 2009 16

Victor; Léo, Rever e Rafael Marques; Ruy, Adilson, Tcheco, Souza e Fábio Santos; Jonas e Alex Mineiro. É o Grêmio da 50ª edição da Copa Libertadores da América e estar na Copa, ao menos no começo do ano, é sempre um prazer dobrado, uma fonte de inveja.

Não é o Grêmio de todos os sonhos. É o Grêmio possível da atual direção do final de fevereiro, mas que vai ter que responder pela campanha do time logo em seguida. 

Não é o favorito da competição, mas é o mais qualificado do Grupo 7. Deve classificar, vai alcançar a classificação. O maior perigo virá depois, na fase do mata-mata, em dois jogos decisivos, 180 tensos minutos onde é proibido errar.

A estréia da Quarta-Feira de Cinzas, 40 mil fãs ao vivo no estádio, anuncia a 12ª participação gremista na Libertadores. Foram dois títulos, em 1983 e 1995, dois vices, em 1984 e 2007, duas semifinais, em 1996 e 2002, e outras três quartas-de-final, em 1997, 1998 e 2003.

O Grêmio não é o mesmo de 2008. Se refez, mas perdeu seus dois melhores jogadores, Rafael Carioca e William Magrão. Perdeu sua resistência na frente da zaga.

O poder dos novos 11 ainda é desconhecido em jogos contra estrangeiros. Mas Celso Roth escala o time certo para a estréia, com dois alas, o ativo Adilson no meio, ao lado de Tcheco, e Jonas, de boa performance, ao lado de Alex. Não inventa, faz o óbvio, usa a equipe dos treinos, nada de 3-6-1.

A grande notícia é o retorno de Souza ao seu melhor futebol, depois de trafegar em várias posições em 2008. Fixado no meio-campo, ele passou a jogar como nos seus melhores tempos.

A outra boa nova é a contratação de Alex Mineiro, um atacante fino, inteligente e que faz gols. Os dois alas são melhores que os que passaram na última temporada. A defesa com Léo, Rever e Rafael ainda precisa mostrar quem realmente é.

O Olímpico lotado de adrenalina deve receber os seus azuis e um adversário que não representa o perigo dos perigos. A Universidad de Chile, La U ou Azul Azul, não tem o carimbo dos grandes times da Copa, é o terceiro time do seu país, mas é adversário de Libertadores. É preciso cuidado, atenção total.

Ponto perdido em Libertadores não se recupera mais.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

United empata, gosta e vai atacar Inter na volta

24 de fevereiro de 2009 8

Júlio Cesar sai com tudo e não dá atenção ao exército vermelho das ilhas britânicas/Alberto Pellaschiar, AP
Na portentosa final antecipada da Champions League 2008/2009, unindo os dois melhores times da Europa, Inter e Manchester United estacionaram no 0 a 0 na fria Milão. O zero foi detalhe, o jogo foi dos melhores, o placar final poderia estar lotado de gols.

Um empate em dois gols não seria nada injusto. Um 3 a 2 em nome dos britânicos talvez fizesse melhor justiça ainda. Um novo jogo será disputado em duas semanas na cinzenta Manchester. Os locais são favoritos, mas a palavra favorito não sai da boca de que está envolvido na nova partida.

Jogo no qual a rede não é tocada pode ser chato, um convite ao botão do controle remoto. Não foi o caso de Inter e United. Não mesmo. A rede não sacudiu por puro detalhe, capricho da bola.

Entre os italianos, a rede não balançou por obra de um espetacular Júlio César, um dos três melhores goleiros em atividade no mundo. Será o número 1 em breve porque ainda é jovem. Quando ele não segurou os petardos traçantes de Cristiano Ronaldo, o poste, santa trave, o ajudou, espantando a bola. O português foi um dos nomes próprios do encontro pelas oitavas-de-final do maior torneio do mundo.

O United jogou fechado, reforçado no meio-campo, usando apenas um atacante, Berbatov – Rooney, voltando de lesão, só entrou no final. O Inter, dominado no primeiro tempo, foi mais fogoso no segundo, encheu o time de volantes, perdeu a criatividade no meio-campo e ficou na dependência da criatividade de Ibraihmovich e a força escondida de Adriano. Os dois foram mal, facilitaram a vida dos ingleses.

No segundo e decisivo jogo, em Old Trafford, o United será bem mais ofensivo com Rooney, Scholls e, quem sabe, Tevez. O Inter teve a sua chance em casa. Perdeu, ficou no empate, vai sofrer em dobro fora. Pode ganhar mais espaço ofensivo na cancha inimiga, se armar no contra-ataque, pois a esquadra adversária será um ataque só.

Aposto no United. Não creio no Inter. O primeiro parece mais encorpado, com melhores jogadores e melhor conjunto. Mas os 90 minutos sempre podem ser decididos no detalhe, no drible, no gol de falta, no passe mágico, na falha da defesa, na fantástica jogada individual. Será um grande jogo,como foi o primeiro, como será os outros de quem passar.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Libertadores:Grêmio pode fazer Carnaval no Grupo 7

24 de fevereiro de 2009 73

Unidos da Tijuca se move no Sambódromo, no Rio, mas em Porto Alegre, no Olímpico, quem dá a cadência do ritmo é o Grêmio, que pode fazer o seu próprio Carnaval na Quarta-feira de Cinzas na estréia da 50ª edição da Libertadores/Natacha Pisarenko, AP
Com todas as queixas, acertos e desacertos, o Grêmio bota o pé no ótimo gramado do Olímpico como o favorito do Grupo 7 da Copa Libertadores da América. Seus adversários incomodam, mas não assustam, talvez perturbem um pouco, mas não muito, e somente em suas respectivas residências.

A estréia na Quarta-Feira de Cinzas oferece a Universidad Chile (La U), terceira força do país, segundo o ranking da Comebol, último título nacional conquistado em 2004. Claro que não é mais um do Gauchão, é estrangeiro, tem pegada evontade, mas o Grêmio é superior em tudo.

De nome gozado, mas de futebol consistente, o Boyacá Chicó é uma das forças emergentes da Colômbia e espera o Tricolor dia 11. Venceu o Torneio Apertura 2008, mas seu nome nem aparece no ranking da Libertadores. No ano passado caiu no mata-mata, foi superado pelos chilenos do Audax. País conhecido no futebol  por America (Cali), Nacional e Independiente, o Chicó, que joga normalmente de azul,é considerado o azarão do Grupo 7. Falam muito bem do atacante Anuar Guerrero.

O outro adversário, ainda menos estrelado, é o Aurora, da cidade de Cochabamba, décimo sexto clube entre os 20 maiores da Bolívia (ranking Comebol). Seu título local em 2008 acabou com um jejum de 46 anos sem uma taça. Sua última e discreta aparição na Libertadores foi em 1965. Aurora, que às vezes adota o esquema do sonhos de Roth, o 3-6-1, e Grêmio jogam dia 25. Um dos nomes da equipe é o zagueiro Limbert Méndez, que atua pelo lado direito.

A história gremista na Libertadores, bicampeão que é (1983 e 1995), soma 107 compromissos, com 54 vitórias, 31 derrotas e 22 empates. Marcou 164 vezes. Sofreu 106 gols.

Entre os três do seu razoável grupo, o Grêmio é o favorito disparado. Somado aos 31 de toda a Libertadores, nem tanto. Vejo Boca e São Paulo, pelos seus times, tradições, camisas, etc., como os maiores candidatos ao títulos. Mas tudo é previsão de primeiro arranque.

A Libertadores é imprevisível, mas nem tanto, nem sempre. As zebras chamadas LDU (EQU) e Once Caldas (COL) passearam, respectivamente, em 2008 e 2004, talvez junto com o Colo-Colo chileno em 1991. Não vejo outras na longa lista de vencedores, talvez você consiga encontrar.

Desde 1960, ano de estréia da Libertadores, o torneio sempre foi dominado por grandes equipes da América do Sul, pelos maiores do continente. Em 50 edições, que se completam neste 2009, apenas oito clubes brasileiros levantaram a taça. Todos grandes campeões, como São Paulo, Grêmio, Santos, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Inter e Vasco. Foram 13 títulos em 49 anos.

A Libertadores é torneio de time grande. Os pequenos intrusos aparecem de vez em quando e são raras, raríssimas exceções. Não creio numa nova LDU em 2009. A lógica do torneio diz que não.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Celso Roth e seus fantasmas pré-Libertadores

23 de fevereiro de 2009 135

O treinador Celso Roth é caso único e raro. Jogou cinco clássicos em um ano defendendo as cores gremistas. Não ganhou um só. Jogou três campeonatos. Perdeu todos. Contra números, contra dados, não há defesa. Só ataques.

Qualquer outro técnico em circunstâncias semelhantes seria demitido. Roth não foi. Ele é o manda chuva do Olímpico, uma espécie de primeiro-ministro, dono de poder quase ilimitado. Mas Roth tem a massa azul contra ele. É uma vaia planetária em cada jogo. Ele resiste. A direção resiste com ele, mesmo que a torcida seja totalmente contra o profissional.

Roth é o homem que a direção gremista vê como a última esperança da Terra. A jornada em busca do Tri da América passa por ele – se passar. Roth é o timoneiro.

Gaúcho seguidor de Carlos Froner, Ênio Andrade, Luiz Felipe Scolari e Tite, mas uma classe abaixo, Roth teve todas as chances do mundo em clubes do seu estado, do Rio e de São Paulo e jamais conseguiu levantar um título relevante. Treinou os principais clubes do país, nunca venceu nada espetacular, fora alguns canecos regionais. Tite, seu colega de Beira-Rio, ganhou títulos no Brasil e no continente.

Os anos passam, aceleram e Celso Roth não consegue aditivar a sua biografia. Por diferentes motivos o treinador nascido na Serra, de onde veio Tite, lugar de formação de Ênio Andrade e Felipão, não consegue tocar em taças, sorrir em títulos, beber a champanha gelada do sucesso.

Na nova Copa Libertadores, na 50ª edição, Roth ganha uma nova chance, a melhor em muitos anos, uma oportunidade fantástica, espetacular, para desmentir seus críticos, crescer profissionalmente, assinar seu nome numa faixa de campeão. Roth tem uma sorte espetacular. Ele é o melhor treinador de cartolas do mundo. 

Em feveiro passado, Roth estava desempregado, esquecido, quando foi lembrado para treinar o Grêmio, substituir Mancini. Voltou ao Olímpico, fracassou no primeiro semestre, se recuperou nos segundo, deu sinais que poderia erguer um Brasileirão, mas se enredou no final, se enroscou nas próprias pernas, se enrolou no excesso de pontos e caiu, como sempre. Ficou de fora da festa final.

Roth pisa na Libertadores com um time ainda desentrosado, pouco treinado e que tropeçou no seu único teste forte pré-competição, no Gre-Nal. Pisa sem a confiança aparente dos azuis. Caminha, outra vez, como uma incógnita. Se repete.

Com meio século de vida, Roth olha para ele mesmo e deve se perguntar, onde estão os meus títulos, em que armário se esconderam minhas taças, por onde mesmo os louros escaparam? Ele precisa saber. Quem sabe porque perde, sabe como ganhar. Nunca foi o caso de Celso Roth. Será agora? O Grêmio inteiro aguarda. Em silêncio.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Mengão e Vasco devem juntos meio bilhão de reais

21 de fevereiro de 2009 22

O carioca Ronaldo trocou o Flamengo pelo Corinthians porque sabia que o clube do seu coração não tinha dinheiro para lhe pagar um salário decente todos os meses como manda a lei e o bom senso/AP, Arquivo

Leio artigo na Agência Estado, assinado por Bruno Lousada e Sílvio Barsetti e quero não acreditar. Mas não posso. O texto é sério.

Flamengo e Vasco, juntos, somados, devem a absurda quantia de meio bilhão de reais. É cerca de R$ 500 milhões.

Sem controle, sem saber do presente, nem do futuro, as duas desorganizadas direções são surpreendidas por novas dívidas a cada 24 horas. O Flamengo não paga os salários dos seus, o mesmo deve acontecer no Vasco. Os dois clubes perderam o controle. São naus desgovernadas. Não quebram porque clube de futebol no Brasil, dependendo do seu tamanho, é financiado pelo Estado.

O que impressiona mais ainda é que os dois clubes recebem milhões de reais de estatais todos os meses para manter suas estruturas funcionando e sem que estas mesmas estatais se preocupem com a competências dos dirigentes de Flamengo e Vasco. Ou seja: é dinheiro jogado fora, pois serve apenas para adiar o problema das dívidas, não para começar a resolvê-las de uma vez por todas.

Imagina só o estrago que uma auditoria séria poderia fazem no Vasco e no Flamengo. Apontar irregularidade, descobrir dinheiro mal aplicado, denunciar contratações milionárias. entre outras ações.

– O Flamengo hoje é um Japão pós-guerra. Está tudo bem e de repente surge uma dívida como a do Gamarra (ex-zagueiro da seleção paraguaia) de R$ 10 milhões. Uma outra de R$ 1 milhão e assim vai. Aí o orçamento vai para o espaço. Não tem jeito – tentou explicar o vice-presidente de futebol do Flamengo Kléber Leite.

Dois clubes de passado tão glorioso mereciam um futuro melhor, dirigentes mais qualificados, pelo menos.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Preço dos ingressos da Copa da África e do Brasil

20 de fevereiro de 2009 3

Soccer City, em Joanesburgo, é um dos novos estádios em construção para a Copa da África do Sul, mas quase todos estão com a suas obras atrasadas e com milhares de seus trabalhadores em greve, reclamando dos baixos salários/Themba Hadebe, AP

Pela preço que a FIFA está oferecendo entradas para as 64 partidas da Copa do Mundo de 2010, na Áfricado do Sul, entre 11 de junho e 11 de julho, é possível imaginar quanto vai custar assistir o Mundial no Brasil quatro longos anos depois.

Claro, coloque um pedaço da inflação na conta, reze para que o dólar permaneça estável e tente imaginar o dinheiro você poderá gastar para assistir ao vivo os melhores jogadores do mundo. É uma vez na vida, ao menos no seu país. As vendas na África já começaram.

 

As entradas mais caras:

São de US$ 450 para a partida de abertura, US$ 160 para as da fase de grupos, US$ 200 para as oitavas, US$ 300 para as quartas, US$ 600 para as semifinais, US$ 300 na decisão do terceiro lugar e US$ 900 para a final

As mais baratas

US$ 200 na abertura, US$ 80 na fase de grupos, US$ 100 nas oitavas, US$ 150 nas quartas, US$ 250 nas semifinais, US$ 150 para a decisão do terceiro lugar e US$ 400 à decisão.

Os carnês

Que podem ser para três, quatro, cinco, seis e sete jogos, têm preço de US$ 528 para três partidas e de US$ 2.728 para sete. Na terceira categoria, estes valores são de US$ 264 e US$ 1.254, respectivamente.

A barbada

Os sul-africanos, só eles, podem comprar ingressos a U$ 20, que são mais ou menos 15% do total  de 3 milhões de entradas disponíveis.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Grêmio: Três atacantes só no desespero dos 90min

20 de fevereiro de 2009 18

 O São Paulo de Jean, na bola com Candia, do Independiente, usou três atacantes para buscar o empate no Morumbi. Mas Muricy avisou: é esquema de emergência. O treinador Roth deve pensar o mesmo/André Penner, AP
Na escassez de bons atacantes, no deserto de gols, o Grêmio conseguiu a proeza de unir quatro especialistas. Do total, você viu, jogam dois, às vezes um, no alienígena esquema 3-6-1 de Celso Juarez Roth. Três é uma hipótese remota, mas é remédio para o desespero.

Os quatro juntos você jamais verá. É utopia. Vivemos no terceiro milênio e não mais meio século atrás, nos gloriosos anos 1950. Três atacantes lado a lado, ao menos com a camisa tricolor, só serão chamados em momentos de puro pavor, quando o time precisar desparamente da vitória em jogos encardidos no Estádio Olímpico ou fora do pobre e desamparado Rio Grande.

Quarta passada, o São Paulo jogou com três atacantes tentado desmanchar o 1 a 0 do adversário. Empatou na prorrogação. O Morumbi ficou com o 1 a 1 sem sorrir.

Na Europa, grandes times competitivos, como Manchester United, Liverpool, Milan, Bayern de Munique, entre outros, adotam os sistemas com três atacantes com absoluta regularidade. Mas são jogadores acostumados a obedecer esquemas táticos com rigor militar. Com a obediência de um aiatolá.

O United, por exemplo, joga com Berbatov enfiado, mais centralizado na boca da grande área, ao lado de Cristiano Ronaldo e Rooney (ou Tevez), que se movem mais pelas pontas, fechando no meio, voltando quando precisam ajudar o meio-campo. Neste caso, o setor é quase sempre policiado com três homens (não necessariamente volantes quebradores de bola).

Com Jonas e Alex Mineiro, o duo titular, ou com Herrera e Jonas, ou ainda Herrera e Alex, ainda na espera das melhores condições físicas de uma esperança chamada Maxi López, o Grêmio busca o ataque com o apetite e a qualidade que não tinha em 2008. O desespero aproxima Jonas, Alex Mineiro e Herrera, dois pelas pontas, o centroavante mais centralizado.

Curioso: O Grêmio tem quatro atacantes, sabe que não pode usar todos juntos e tem certeza que três ao mesmo tempo só terão chances no auge do desespero dos 90 minutos. A lógica (e o merecimento) exibe Jonas e Alex com as camisas titulares hoje. Amanhã é outro jogo. É em março que Máxi Lópes precisará mostrar quem realmente é.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Sem o canhão de Alex centenário perde potência

20 de fevereiro de 2009 48

A venda de Alex é um soco na boca do estômago do colorado no histórico ano do centenário. É um golpe duro de aparar com os dois braços.

 

Perder Alex é como ver partir o filho pródigo. O camisa 10 era o grande e querido nome do Inter. Foi o melhor e o mais decisivo jogador da temporada passada no Beira-Rio, um dos dois melhores do país. Era referência. Era Seleção.

Em menos de 48 horas o torcedor apaixonado recebe as duas piores notícias dos primeiros 50 dias de 2009: a ridícula derrota no Mato Grosso e a apressada saída de Alex.

O fã não gosta, o torcedor reclama. Vaia. Odeia ver o ídolo embarcando num jato rumo ao continente europeu.

Os russos pagaram 5 milhões de euros por Alex. É boa grana, mas não era o dinheiro esperado, aguardado, imaginado como investimento em novos nomes – que já desembarcaram no Beira-Rio.

O Inter imaginava 3 milhões de euros a mais. A crise embolsou a diferença. Com 5 milhões de euros o Inter não busca outro Alex, não forma um novo 10, não garante outro chute mortal de meia distância.

Com oito títulos no Sul, desde 2004, Alex jogou 168 vezes, marcou 56 gols. Media de um gol a cada três jogos, números que qualquer centroavante de ponta adoraria possuir.

Alex queria a Europa de luxo: Premier League, La Liga, Seria A, Bundesliga. Ganhou a nevada periferia russa. Afastou-se da Seleção, deixou a vitrina, vai jogar atrás da antiga Cortina de Ferro. Aos 27 anos, Alex perde as luzes da bola, ganha três dígitos em contas em bancos suíços (ou similares). Ficou mais rico, perde o contato com os gramados que aparecem todos os dias na tevê ocidental. Na Rússia o jogador brasileiro some. Daniel Carvalho é um exemplo, Vagner Love é exceção.

Alex queria sair, o Inter desejava o negócio. O clube queria vender o meia o mais rápido possível. Desejava evitar novos atritos, declarações, solavancos no vestiário. Alex foi, o Inter perdeu dinheiro, mas o seu filho mais rebelde está fora.

O Inter recomeça sem Alex, com Taison no time, com D`Alessandro entre os 11 preferidos. Os dirigentes não precisam mais esquentar a cabeça com Alex, muito menos os times adversários. Os rivais de muitas cores beberam uma cerevja a mais na noite de quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009. A superbomba de Alex mudou de direção. Do Beira- Rio não sai mais.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Gauchão é dos reservas, prioridade é Libertadores

19 de fevereiro de 2009 16

A Libertadores (na foto Manso celebra seu gol contra o Palmeiras, em Quito) é o centro das atenções do Grêmio no primeiro semestre. O Gauchão é somente um detalhe/Dolores Ochoa, AP

Entre um sábado e outro domingo, oito dias de curta de distância, o Grêmio deve jogar quatro vezes. Três no Olímpico e uma, possivelmente, no Beira-Rio. Zero de viagem, portanto, nada de avião ou o desgastante ônibus.

Pega um jogo pela sonhada Copa Libertadores, seu jogo de estréia na Quarta-Feira de Cinzas, e outros três pelo Gauchão. De qualquer forma é uma maratona, típica de um calendário local sem sentido, sem nexo, sem vida própria.

Não sei se o Grêmio estudou os calendários dos dois primeiros meses de 2009. Se sim, falhou, óbvio. Caso contrário, errou também porque não poderia aceitar as datas impostas pela FGF. Os dias de Copa Libertadores eram conhecidas desde o ano passado. O calendário do Gauchão também. Faltou um olhar mais atento sobre o futuro.

É fácil desprezar o Regional. Sempre foi de uns tempos para cá. Grêmio e Inter se repetem no mesmo desdém a cada ano, uma temporada os azuis, na outra os vermelha. Basta um pisar na Libertadores que o Gauchão se transforma em empecilho, se desenvolve com times reservas.

Não é possível jogar quatro partidas em uma semana com o mesmo time, mesmo em começo de temporada. É preciso revezar. Trocar jogadores, mesclar. Está certo o Grêmio em usar os reservas na pugna local. A prioridade é o continente, não o estado.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Derrota prova que Alex é mesmo um intocável

19 de fevereiro de 2009 45

Certos jogadores ganham com a derrota, mesmo não querendo perder, não jogando por distintos motivos, permanecendo do outro lado – muitas vezes colados na frente da tevê que emoldura a partida. Sempre torcedor pelos companheiros de chuteiras, mas de vez em quando vencedor na derrota. Não é realidade numa equipe só. É constatação global.

Quem ganhou na noite de terça-feira, mesmo distante de Rondonópolis, foi o canhoto Alex. O camisa 10 fez falta, sempre faz falta. Você pode empilhar Taison, Nilmar e D`Alessandro que Alex sempre fará falta ao Inter de 2009. O Inter sem Alex é um. Com, é outro. Superior.

Entre todos, mais do que Nilmar, a campanha da temporada passada, é prova, Alex se comporta como o jogador mais decisivo do atual grupo vermelho. Seu calibrado, afinado pé esquerdo, define partidas. Seu chute de meia distância desafoga e dá novo ânimo ao Inter. Suas atuações despertam o melhor Inter, que não perdeu no Mato Grosso só por não ter Alex. Mas foi derrotado "também" por não poder usar Alex.

Entre os 11 de Tite, que prefere ter 17, Alex é o primeiro titular, é o número 1, é o melhor jogador do Inter. Quando ele fala, e às vezes fala tudo o que pensa, sua performance cai. Perde a concentração, a atenção.

Aí, a direção precisa entrar em campo, fechar-se com o jogador numa sala com chave e acertar o discurso. Manter Alex ligado e concentrado é um dos caminhos das vitórias. Basta virar a cabeça e olhar 2008 no espelho retrovisor.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

União-MT rouba parte da confiança do Inter

19 de fevereiro de 2009 74

A folha de pagamento do União-MT, de Rondonópolis, seriam integralmente paga com apenas uma semana e meia do rico e merecido salário de Nilmar e ainda sobraria muito dinheiro para despesas extras. A diferença entre Inter e o adversário de estréia na Copa do Brasil, onde nasce como favorito, é a mesma da distância entre a Lua e o Sol. A vitória parecia natural, algo como um treino um milímetro mais puxado e nada mais. Errado. Deu zebra.

 

O Inter perdeu (1 a 0). Fez seu primeiro fiasco no ano do seu centenário. Foi derrotado num jogo que parecia impossível perder, ainda mais para um time que pintava (e ainda pinta) como o favorito da nobre competição, o melhor e único atalho para a Libertadores.

Copa do Brasil é bom e faz bem ao futebol brasileiro porque consegue unir os dois extremos num mesmo gramado, nem sempre ideal. Levar a boa bola dos grandes times para lugares ermos, distante dos aeroportos comuns dos grandes jogos, é uma grande idéia. Forma novos torcedores, motiva e alegra (ao menos antes dos 90 minutos) os antigos e, com alguma sorte, é possível descobrir novos jogadores e gerar emprego para mais alguém.

Eu acho que é um erro grave retirar os times da Libertadores da Copa do Brasil. Deixa jogar, deixa priorizar a competição mais importante no dia do jogo. Quem tem bom e numeroso grupo, quem tem fôlego, que se apresente, que se imponha no campo de jogo.

Pois o Inter tem jogadores de qualidade, mas o futebol de quase todos ficou guardado em alguma mala ou esquecido em Porto Alegre. O Mato Grosso viu um time pobre, desorganizado, sem soluções ofensivas e com alguns jogadores exibindo um estranho nervosismo, como D`Alessandro e Magrão.

O Inter criou as melhores e as maiores chances de gol. Falhou em todas, especialmente com os pés de Taison, o goleador gaúcho do começo da temporada. O União-MT, sempre disposto, corria muito, marcava forte e não desistia de atacar em velocidade, mesmo dominado em boa parte do jogo. O gol de Diogo nasceu aos 35 minutos. Depois, aos 46, Clodoaldo acertou no poste. O 2 a 0 seria demais, seria humilhante.

O jogo que nasceu como uma festa no Mato Grosso, como uma goleada antecipada, uma passagem fácil e imediata para a segunda fase da Copa do Brasil, dada as aparentes qualidades do adversário, se transformou numa tempestade de verão. Parece que não é nada, apenas um vento, mas a chuva chega torrencial.

Será necessário agora um outro encontro no Beira-Rio, a vitória é fundamental e ainda são fundamentais cuidados extras para não levar gol. O Inter perde tempo, joga um jogo desnecessário, repete um jogo jogado, faz um retrabalho com camisa de jogo.

Zebra entra em campo uma vez, duas vezes em sequência é quase impossível. Mas a atenção em competições de mata-mata precisa entrar em campo de mãos dadas com os atletas. O experiente Tite, competente no mata-mata sabe de cor a lição.

Seu Inter saiu dos trilhos antes das curvas, na linha reta. Preocupou todo mundo que veste vermelho. O acidente não foi obra do acaso, foi puro descuido, desatenção, talvez desinformação.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Argentina decide acabar com violência nos estádios

18 de fevereiro de 2009 13

No país de Riquelme (no chão), os dirigentes importaram uma idéia européia que está dando certo, oferecer um cartão para identificar cada um dos torcedores. Sem o cartão, os fãs não podem entrar nos estádios/Natacha Pisarenko, AP
A AFA, a CBF dos argentinos, decidiu acabar com a violência no futebol do país. Copia a Europa mais rica e começa a adotar, a partir do ano que vem, o cartão do torcedor.

 

1) Cada argentino, homem ou mulher, garoto ou adolescente, disposto a ir aos estádios vai precisar exibir um cartão com sua foto, número do documento de identidade e impressões digitais.

2) Os donos do cartão poderão comprar ingressos em caixas eletrônicas e através de um número especial de telefone. Não haverá mais venda de ingressos em estádios.

3) O torcedor que for apanhado brigado perde o cartão e assim, automaticamente, perde o direito de entrar em estádios. Além de sofrer as sanções da lei.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Pequenas lições dos reservas azuis no Olímpico

18 de fevereiro de 2009 19

Ver jogo de um time recheado de reservas é sempre uma surpresa. Grata por um lado, tediosa por outro. Os times normalmente estão desarrumados, sem uma idéia clara de jogo, sem jogadas de aproximação, tabelas ou ensaio. Os 11 normalmente entram em campo sem ter feito um só treino com a mesma formação. É chute para todo o lado.

Foi o caso do Grêmio que fez três no alquebrado Brasil. Jogou melhor, claro, venceu fácil, podia ter feito dois gols mais, no mínimo, não fosse duas espetaculares defesa de Danrlei. Goleiro ainda com potencial, mas que perdeu seu norte de grande área depois que deixou o Olímpico (A cada boa defesa no jogo a torcida gritava o nome do ídolo goleiro, algo surrealista). Nunca encontrou a estabilidade em outro clube de ponta.

Em jogos como o de terça-feira fica mais fácil jogar, dada as exigências da partida. Em encontros de tal porte, Orteman e Makele, por exemplo, sempre atuam bem, fazem gols, aparecem. Quando a turma se encorpa, eles somem, como mostraram no Brasileirão passado. Insistir com estes dois jogadores é um erro, é roubar o espaço dos mais jovens. Eles já ganharam todas as chances possíveis. O mesmo pode-se dizer de Reinaldo.

Por outro lado, o positivo, Herrera fez o seu gol logo na primeira partida que saiu jogando desde o primeiro minuto. Mas não gosto muito da dupla Herrera/Jonas. Prefiro um dos dois, no momento Jonas, com Alex Mineiro, que dá mais qualidade e inteligência ao ataque. Herrera/Jonas pode ser usada, óbvio, dependendo das condições do adversário.

O pequeno, ágil e driblador Jadilson mostrou que é opção quando o jogo aperta, quando existe a necessidade de um ataque insistente. Ele é quase um ponta esquerda do passado, tamanha a sua forme de chegar ao fundo de campo. Defensivamente, porém, é uma avenida e precisa de proteção. É o legítimo ala que se dá bem com a formação de três zagueiros.

Outro que jogou bem, vai jogar mais, basta ganhar sequência, é Adilson. Ele não tem o tamanho, nem a presença física de William Magrão. Mas sabe se movimentar em campo, tem noção de espaço, marca, rouba bola. Precisa, claro, trabalhar mais o passe, acertar o lançamento, arriscar mais o chute de fora da área. Treinar e treinar.

A decepção da noite foi Douglas Costa. Um grande chute de média distância e quase nada mais. É muito jovem ainda, tem potencial, tem brilho pessoal, sabe-se, porém ainda deve a grande exibição que todos esperam.

Outro que preciso ver mais é Diogo. O volante não chamou atenção por nada mais que a vontade, pura vontade.  

PS: Pena que o Tribunal de Justiça da FGF seja um organismo fantasma, não existe. A voadora criminosa de Jorge Muti no jogador adversário, que recebeu corretamente o cartão vermelho, é caso de suspensão exemplar. Foi uma atitude antiprofissional.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Maxi López procura um companheiro de ataque

17 de fevereiro de 2009 43

Maxi López, 24 anos, assume o comando de ataque gremista. Não existe afirmação mais óbvia. Ninguém busca um jogador de R$ 200 mil mensais pensando em acomodá-lo no banco de reservas, chamá-lo aos 25 minutos do segundo tempo, na desesperada hora do ataque, nos mortíferos minutos do tudo ou nada. López será o número 18, um mais oito soma nove.

Ele é o dono da posição. Hoje, por decreto.

 

Os outros que se virem, que se queixem ao técnico, notório defensivista, um dos raros técnicos do mundo moderno capaz de usar o alienígena esquema 3/6/1. Mas o assunto não é Roth, embora as decisões táticas passem por ele, mas o ataque azul. E no ataque estão depositadas as maiores esperanças da temporada.

Raros sabem como anda o futebol do argentino. Ele vai mostrar que é, se é que é, com a bola no pé. Ao seu lado, ao menos num primeiro momento, devem desfilar Alex Mineiro, Herrera, Jonas, Reinaldo e Perea (há quem ainda queira insistir com o colombiano?), fora os mais jovens, três ou quatro. São quatro jogadores lutando por apenas uma solitária vaga.

Os treinos vão mostrar quem pode acompanhar Maxi López  - claro, se ele merecer mesmo acompanhamento. Se ele prefere, se compõe melhor com a inteligência sutil de Alex Mineiro, o passe correto, a tabela precisa, o garçom de qualidade, ou a jogada mais nervosa, mais rápida, mais acelerada do conterrâneo Herrera, ou ainda a aparente leveza de Jonas, sempre surgindo na grande área na hora exata da conclusão, passando e se deslocando.

O Grêmio começa a Copa Libertadores na Quarta-feira de Cinzas, não necessariamente gris, ainda sem o melhor ataque entrosado, ainda sem o seu mais competente meio campo, com a lesão de William Magrão, e com uma defesa ainda se arrumando, com a chegada de dois alas e um zagueiro. O Grêmio formou um bom grupo, ainda precisa de um time. O tempo é cada vez menor.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Grêmio precisa de um novo volante com urgência

16 de fevereiro de 2009 52

O Grêmio de 2008 carregava duas certezas do sucesso que o levou ao vice-campeonato do Brasileirão. Um foi o goleiro. Victor ilustrou todas as listas dos maiores goleiros do país, talvez seja o melhor hoje em dia, ao menos dos que vejo todos os domingos e quartas em nossos campos maltratados.

 

Outra unanimidade destacada e reconhecida foi a sua competitiva dupla de meio-campo, Rafael Carioca e William Magrão. Pois 2009 chegou, Carioca, o maior ladrão de bola dos nossos dias, experimentou um jato para Rússia, e Magrão sofreu domingo uma lesão que o aparta dos gramados por mais de meio ano.

O azar dos azuis que no ano passado estava concentrado no ataque, onde os atacantes não conseguiam marcar com a regularidade exigida por um time de ponta, vive agora no meio-campo. A perda de William Magrão é terrível. O Grêmio não tem nada igual, parecido, no seu grupo.

O jovem Adilson pode ser uma opção, mas ele ainda está fora de ritmo, entrando aos poucos nas partidas, embora tenha sido um dos melhores em campo no jogo com o Santa Cruz. Adilson tem mobilidade, sabe passar, marca, é corajoso e tem grande mobilidade. Pode surpreender. Mas não é o volante trombador e cabeçudo da cultura do futebol gaúcho.

Outra opção é o garoto Diogo, recém chegado ao Olímpico, formado no Figueirense. Vi poucos jogos de Diogo. Pelo que assisti ainda falta posicionamento ao jogador, um passe mais qualificado, embora seu chute de média distância seja bom. É um cara valente, determinado, sua a camisa.

Maylson é, no máximo, um atleta para fazer a segunda função do meio-campo. Não tem a vibração intensa de um marcador, nem sabe proteger uma defesa acima de tudo. Mas é um jogador que o Grêmio espera muito.

Mas antes mesmo da lesão de William, depois de ver e gostar de Adilson e observar o inexperiente Diogo, ao menos em jogos internacionais, eu já tinha a certeza que o Grêmio precisava contratar um volante com mais experiência, mais viagens, mais liderança. A urgência da contratação de um volante triplicou desde domingo. É a nova prioridade do Grêmio.

A urgência que estava no ataque, desde o ano passado, passou para a primeira função do meio-campo.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share