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Posts do dia 3 fevereiro 2009

Xavante não é uma torcida, é uma religião

03 de fevereiro de 2009 119

Estava fora do Estado, viajando, no dia que o Rio Grande esqueceu de tudo e foi chorar ao lado dos torcedores do Brasil. A Internet me contou em detalhes a história do dia 15 de janeiro de 2008 horas depois quando eu consegui estacionar na frente do laptop e cercar a tragédia sem querer acreditar.

A primeira terça-feira de fevereiro, 19 dias depois, exigiu que eu ficasse na frente da tevê assistindo a emocionante e tardia estréia do Xavante no Gauchão. O 3 a 3 com o Santa Cruz foi um grande e élétrico jogo de seis gols. O empate nasceu com corpo de vitória. Os fãs locais viram no ponto ganho a cara de três positivos, dado o esforço dos seus jogadores.

O Brasil foi remontado apressadamente, falta ideia de jogo, falta preparo físico. Sobra determinação, vontade, disposição. Os jogadores deixaram até a última gota de suor em campo. O atacante Eraldo foi o cara da noite, marcou os três gols do Santa Cruz.

Vendo o time armado com a pressa dos desesperados, o Estádio Bento Freitas lotado, a torcida vibrando e torcendo, eu tenho cada vez mais certeza que o Brasil é a legítima e real terceira força do futebol gaúcho. Não há outro. Pode chamar qualquer outri e comparar. Não há outra torcida do Interior mais fanática e fiel. Xavante é o nome de uma religião.

Pelotas adora futebol. Pena que o Brasil não tenha um grande e seguro patrocinador ao seu lado, disposto a investir no clube, a remodelar o estádio, a pensar em cinco, 10 anos, a andar na frente dos outros.

Mesmo na distância da tevê, o Brasil emocionou. O cinturão de torcedores rodeando o estádio, as faixas lembrando os três que morreram no acidente de ônibus, os gritos, os cânticos, mostraram que o Brasil é único.

Gostei demais da presença de Dunga no Bento Freitas. Mesmo não concordando muitas vezes com o modo como ele comanda a Seleção, em casa ou fora, é impossível não aplaudir, de pé, o treinador.

Dunga é uma pessoa civilizada, capaz de grandes gestos. Sua presença em Pelotas foi simbólica, afetiva e sensível. Ele representou de alguma forma todos os brasileiros que gostam de futebol e que estariam abraçando os torcedores do Brasil se pudessem. Sem que ninguém pedisse, Dunga exibiu sua grandeza. Dunga, se pudesse, abraçaria o mais humilde e carente torcedor do Brasil em nome de todos nós. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Eu entendo a frustração de Alex

03 de fevereiro de 2009 31

Mais uma janela fechou, a primeira de 2009, outra vez Alex ficou em Porto Alegre de malas prontas na porta do apartamento. Não é culpa do Inter, muito menos do jogador. É um dos mistérios do mercado mais competitivo, que não o deseja de verdade – ao menos o europeu de ponta (azar do mercado).

Alex está indignado. Com toda a razão.

 

Aos 26 anos, nas portas do 27º aniversário, um dos melhores jogadores em atividade no país, meia goleador, que sabe chutar de fora da páreo como poucos, artigo raro, Alex deve estar muito frustrado. Indignado com o mundo. Brabo porque os euros não vieram com tudo em cima, chateado porque poderia jogar no melhor campeonato do mundo, se o negócio fosse confirmado com a Inglaterra.

Um certo dia do verão sul-americano Alex acorda com a possibilidade de enfrentar o Manchester United na Premier League. Horas depois volta a colocar os pés no chão do Beira-Rio e entrar em campo para jogar contra o Sapucaiense (e marcar um golaço). Com todo o respeito ao Gauchão, que é o que temos, mas que pode ser melhorado (e muito), a frustração é grande. Gigantesca. Amazônica.

Eu entendo o aparente mau-humor do camisa 10, um dos três melhores do Inter, ao lado de D`Alessandro e Nilmar. Mas o que Alex não pode se abater por um negócio que fracassou. Não pode enterrar os pés na grama. Precisa jogar, muito. Se continuar no seu nível, que todos nós conhecemos, a Seleção é um caminho e, no topo, novos negócios devem aparecer no horizonte do meio do ano, na nova janela.

O Inter continua sendo o norte de Alex. Um depende do outro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Cruzeiro leva jogador que o Inter queria

03 de fevereiro de 2009 14

Guilherme com a sua nova cor, a do Dinamo da gelada Kiev/AP
Sem Guilherme, 20 anos, vendido ao Dinamo da gelada Kiev, parece que o Cruzeiro ficou mais fraco, que a Libertadores não é seu campo. Errado. Foi um dos melhores atacantes jovens do país, veio outro, com qualidade. Ele custou 9 milhões de euros aos ucranianos.

Os mineiros importaram o nervoso atacante Kleber, que o Dinamo havia emprestado ao Palmeiras em 2008 e que o Inter andava flertando desde o final da temporada passada. Era uma das boas opções caso Nilmar trocasse de continente.

Kleber é bom atacante, faz gols, é corajoso, se movimenta, entra na área e tem bom chute. Precisa apenas de concentração. De foco no jogo, não no adversário.

Quando ele se estressa no meio do jogo, quase sempre é expulso. Kleber é as vezes um jogador desleal (Guiñazu que o diga). É preciso cuidado, de quem joga, de quem apita o jogo.

Kleber está sempre pronto para tumulturar uma partida de futebol, roubar a tranquilidade de uma partida.

Postado por Zini, Porto Alegre

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