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Posts do dia 9 fevereiro 2009

As sete novas lições que o Grêmio leva do Gre-Nal

09 de fevereiro de 2009 95

Derrota em Gre-Nal, independentemente da performance do time, sempre cobra uma conta pesada. Quando o clássico antecede a estréia numa competição muito superior ao Gauchão, com a Copa Libertadores da América, a fatura chega em euros, tamanho o seu valor.

Imaginado que o seu grande problema é a arbitragem e quase nada mais, o Grêmio vê fantasmas em cima de árvores e perde o foco nos problemas reais. Claro que a derrota no clássico passou um pouco pela arbitragem, que reconheceu o erro, mas é preciso ir além, olhar depois do morro, procurar enxergar o horizonte, antecipar o amanhã.

 

1) O esquema 3-6-1 é ineficiente. Permite a enganosa sensação de que o time está dominando. O meio-campo se fortalece, mas o ataque se apresenta esquálido. Futebol é equilíbrio. Se um setor for muito mais forte, mais encorpado do que o outro, o time não funciona bem como um todo. O 3-5-2, que deu certo em 2008, é o ideal para o momento.

2) Alex Mineiro precisa de companhia no ataque. Não pode viver como um ser isolado, batendo nos zagueiros e voltando. Ele necessita de outro atacante ao seu lado, como Herrera, para servir e ser servido. Os melhores times do mundo jogam com até três atacantes. Um mais fixo, dois voltando para compor com o meio-campo.

3) O Grêmio não pode, não deve, colocar toda a culpa da derrota no clássico na arbitragem. É a saída mais fácil, ajuda a mascarar erros que mais tarde aparecerão em dobro, às vezes em momentos decisivos. É um perigo imaginar que todos os erros passam pela arbitragem.

4) Celso Roth continua perdendo jogos decisivos, um depois do outro, quase como uma sina. Sempre existe algo ou alguém conspirando contra a sua sorte. O treinador simplesmente não encontra o equilíbrio em suas ações. Perde sempre. Enquanto não souber porque perde, óbvio, não vai ganhar.

5) O Grêmio precisa qualificar o grupo. Vários reservas decepcionaram em Veranópolis. O banco no Gre-Nal era insuficiente. É preciso certos ajustes, a contratação de um volante mais qualificado, de um zagueiro experiente e de um atacante goleador. Todos entrariam no time ou disputariam posição imediatamente.

6) A Libertadores se aproxima, começa no próximo dia 25, o Grêmio é favorito e deve passar com alguma tranqüilidade por Boyacá Chicó (Colômbia), Universidade (Chile) e Aurora (Bolívia). O pior vem depois e o que se vê hoje é um time carente, ainda sem os músculos necessários para disputar o título.

7) O enigma Tcheco, que brilha nos jogos fácil, patina nos jogos mais complicados. Tcheco é bom jogador e é coadjuvante, mas em partidas mais importantes ele tem sido apenas um jogador comum. Tcheco precisa se reinventar em jogos mais complicados.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os reais motivos da queda de Felipão no Chelsea

09 de fevereiro de 2009 29

Os resultados ruins detonaram Luiz Felipe Scolari na Inglaterra e frustraram os fãs do Chelsea, que esperavam um time britânico com sotaque brasileiro na maneira de jogar/Matt Dunham, AP
Felipão segurou menos de um ano no Chelsea. O gaúcho de família italiana foi traído pelo idioma. Felipão não conseguiu se comunicar com os seus jogadores como manda a cartilha de um técnico de futebol que tem na motivação a sua maior qualidade. Os próprios jogadores estranharam. Os principais chegaram a reclamar da falta de opções de jogo, da mesmice dos treinos, da falta de alternativas dentro de campo.

Faltou perfeito inglês ao brasileiro, que encontrou um oásis em Portugal a partir de 2002. Faltou o inglês da língua do boleiro, o inglês da grande área, da zona do agrião, das alas, do gol, das variações táticas, do entra e sai dos jogadores.

Felipão caiu porque não conseguiu fazer o seu Chelsea falar sua língua, o "felipês", que Grêmio, Palmeiras e Seleção Brasileira cantaram com desenvoltura, sem erros, longos anos atrás

A nota oficial que o clube lançou após a demissão tem uma frase definitiva."Infelizmente, os resultados e as performances do time pioraram nessa temporada".

Uma das principais características de Felipão com o abrigo de treinador é a sua incrível capacidade de ser comunicar com o boleiro em sua língua natural. Ele ganha os caras na segunda conversa, toma para si o grupo, faz do seu plantel uma família. Desta vez, o grupo não esteve ao seu lado. Se distanciou.

Os ingleses esperavam um Chelsea ainda britânico, mas com sotaque brasileiro nas jogadas, nas ousadias, na força ofensiva, em jogos de puro encantamento. Felipão ainda foi traído por Roman Abramovich que, depois de perder 2 bilhões de dólares na crise, suspendeu as contratações e ainda pensa em vender o clube.

O Chelsea é o quarto no Campeonato Inglês (49 pontos) e está no limite da zona de classificação para a Champions League 2009/2010, com cinco pontos de vantagem sobre o quinto colocado, o Arsenal – Manchester United, Liverpool e Aston Villa estão nos primeiros lugares. O Chelsea ainda está classificado para as oitavas-de-final da atual Champions League e enfrenta a Juventus no final do mês. O brasileiro deixa a equipe após comandar a equipe em um total de 41 jogos, com 24 vitórias, 12 empates e cinco derrotas

O holandês Guus Hiddink, técnico da seleção russa, é candidato ao cargo que era de Felipão, bem como o italiano Gianfranco Zola, que atuou no clube na última década e vem fazendo um bom trabalho à frente do West Ham. O futuro de Felipão é incerto. Mas mercado ele tem, óbvio. Dunga que apresse seu passo curto.

Felipão, 60 anos, ganhava cerca de R$ 20 milhões por ano e tinha assinado um contrato até 2010

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter testa Grêmio da Libertadores e ganha

09 de fevereiro de 2009 130

O que falta ao Grêmio desde o ano passado, tentando não ir além de 2008, sobra ao Inter. É um ataque que os separa. Nos vermelhos, os gols saem facilmente. Nos azuis, é um parto.

A revelação Taison, um dos goleadores do Gauchão, incomodou. O matador Nilmar, um dos melhores atacantes do país, marcou o seu (o outro foi contra de William Magrão ou de D`Alessandro, você decide). Pronto, 2 a 1 e o Inter venceu o clássico em Erechim.

Atacante serve para definir jogos. Quem depende dos gols dos homens que chegam de trás nem sempre consegue a vitória. Afinal, um time não se ergue, não se sustenta, não se garante com um punhado de homens no meio-campo e um valente lá em cima, lutando contra uma horda de zagueiros. Há uma tendência mundial para jogar com dois atacantes, ou até três como o faz o Manchester United de vez em quando.

Alex Mineiro fez um bom jogo, mas não estufou as redes. Jonas fez dois para valer um. Mas na soma dos atacantes, o Inter é mais qualificado.

O Grêmio foi superior em grande parte dos 90 minutos com Souza voando em campo (e o time é ele e mais 10). Mas foi a pura qualidade do Inter que definiu a vitória. Claro que a arbitragem ajudou o Inter sem querer, anulando um gol justo de Jonas (antes Rever poderia ter sido expulso).

Fora de campo, com é Gre-Nal, a polêmica se instalou no banco de reservas do Tricolor

– Léo, bate que ele pipoca.

Era Celso Roth pedindo que Léo batesse em Taison, segundo o jogador do Inter. Roth nega. É a palavra de um contra o outro. É sério. É preciso investigar. Roth manda bater ou Taison inventa histórias?

O certo é que Roth perdeu outra vez para Tite e continua distante das vitórias em Gre-Nal, há cinco que não sai feliz como técnico do Grêmio. O Grêmio fez seu grande teste para a Libertadores que começa dia 25. Perdeu.

Postado por Zini, Porto Alegre

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