Os gols foram dois. Poderia ter sido quatro. Não seria uma demasia. O Juventude pisou no Olímpico com um idéia fixa na cabeça. Empatar e empatar. Perdeu.
Empatou apenas nos primeiros 45 minutos quando Celso Roth manteve o insosso esquema com seis, as vezes oito jogadores, no improdutivo meio campo. Repetiu o mesmo modo de jogar no Gre-Nal, observou os mesmo erros, embora o futebol tenha sido inferior ao de domingo passado.
O inusitado e alienígena sistema empacou o time outra vez. Atrás da linha de defesa do Ju estava Gatti, o melhor em campo ao lado de Souza, autor de um gol, o outro marcou Ruy. Entre os azuis, os que chegavam de trás não conseguiam oferecer qualidade e produtividade nas jogadas ofensivas. Quando acertavam, Gatti mostrava segurança e superioridade.Olha, um goleiro para se observar mais. Ele foi a grande surpresa da noite.
Nasceu o segundo tempo e com dois atacantes o Grêmio marcou duas vezes. Alex, ainda procurando seus gols, e Herrera, ainda em busca da sua melhor forma, participaram dos gols do time. Foram garçons, uma qualidade natural dos bos atacantes. A dupla promete. Hoje, porém, os dois titulares do ataque seriam Jonas e Alex.
O Grêmio foi outro com uma dupla de homens de frente. Com Alex Mineiro e Jonas, que é outro jogador, bem diferente do que passou por aqui na temporada passada, descobriu rapidamente o caminho do gol com velocidade, movimentação, tabelas e conclusões. Eles conseguem entrar na grande área usando o toque rápido, o deslocamento, a movimentação inteligente.
O que raros entenderam foi a saída de Alex Mineiro. Herrera foi contratado para ser o companheiro do hábil e inteligente centroavante, mas estreou jogando ao lado de Jonas. Não entendi. Fiz força.Você entendeu?
Claro que a vitória foi boa e saudável, o Grêmio mostrou bons momentos, garantiu três pontos, um quarto lugar temporário no Grupo 2, mas qual o motivo que levou Celso Roth a aposentador o vibrante 3-5-2 na atual temporada? Agora o treinador possui alas melhores que os de 2008, dois atacantes superiores (três até), o mesmo meio-campo (com Souza superior), três zagueiros (Rafael ainda precisa ser mais testado) que já se conhecem.
Por que não voltar ao sistema tático que diferenciou o time da maioria dos outros participantes do Brasileirão? Há outro esquema superior? Eu não vejo. Procuro e não acho.
O que eu também achei nos 90 e poucos minutos de Grêmio e Juventude foi um juiz muito fraco, exibindo o cartão amarelo a toda hora (nove vezes), segurando a partida, pecando na questão tática e ainda expulsando Mineiro equivocadamente, mas deixando de expulsar outro jogador serrano que merecia. Fabrício Neves Correa decepcionou. Ele pode mais.
Postado por Zini, Porto Alegre



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