Maxi López, 24 anos, assume o comando de ataque gremista. Não existe afirmação mais óbvia. Ninguém busca um jogador de R$ 200 mil mensais pensando em acomodá-lo no banco de reservas, chamá-lo aos 25 minutos do segundo tempo, na desesperada hora do ataque, nos mortíferos minutos do tudo ou nada. López será o número 18, um mais oito soma nove.
Ele é o dono da posição. Hoje, por decreto.
Os outros que se virem, que se queixem ao técnico, notório defensivista, um dos raros técnicos do mundo moderno capaz de usar o alienígena esquema 3/6/1. Mas o assunto não é Roth, embora as decisões táticas passem por ele, mas o ataque azul. E no ataque estão depositadas as maiores esperanças da temporada.
Raros sabem como anda o futebol do argentino. Ele vai mostrar que é, se é que é, com a bola no pé. Ao seu lado, ao menos num primeiro momento, devem desfilar Alex Mineiro, Herrera, Jonas, Reinaldo e Perea (há quem ainda queira insistir com o colombiano?), fora os mais jovens, três ou quatro. São quatro jogadores lutando por apenas uma solitária vaga.
Os treinos vão mostrar quem pode acompanhar Maxi López - claro, se ele merecer mesmo acompanhamento. Se ele prefere, se compõe melhor com a inteligência sutil de Alex Mineiro, o passe correto, a tabela precisa, o garçom de qualidade, ou a jogada mais nervosa, mais rápida, mais acelerada do conterrâneo Herrera, ou ainda a aparente leveza de Jonas, sempre surgindo na grande área na hora exata da conclusão, passando e se deslocando.
O Grêmio começa a Copa Libertadores na Quarta-feira de Cinzas, não necessariamente gris, ainda sem o melhor ataque entrosado, ainda sem o seu mais competente meio campo, com a lesão de William Magrão, e com uma defesa ainda se arrumando, com a chegada de dois alas e um zagueiro. O Grêmio formou um bom grupo, ainda precisa de um time. O tempo é cada vez menor.
Postado por Zini, Porto Alegre



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