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Posts do dia 27 fevereiro 2009

Grêmio chega mais encorpado no Gre-Nal decisivo

27 de fevereiro de 2009 47

Dos 23 gols do Grêmio no Gauchão, o instável carioca Reinaldo, 28 anos, marcou um. Só um, mas o suficiente para se livrar do lutador Veranópolis, vencer a semifinal (1 a 0) e encaminhar a final do primeiro turno do campeonato regional no Beira-Rio.

 

O Inter é o único invicto da competição. Empate nos 90 minutos no clássico leva direto aos pênaltis, nada de prorrogação. No primeiro Gre-Nal da temporada deu Inter, 2 a 1, mas o Grêmio foi melhor.

Se os azuis confirmarem os titulares em campo, entram mais completos e mais fortes, com uma equipe aparentemente mais ajustada, especialmente pela ausência do melhor jogador do adversário. D’Alessandro está fora. Não há reserva igual, nem superior.

Sem o argentino, o Inter perde criatividade, perde combatividade, perde lucidez no ataque. Com um drible, uma jogada pessoal, o baixinho invocado abre uma defesa, coloca um companheiro na cara do gol. Tite deve redobrar seus cuidados defensivos, lotar seu meio-campo com quatro homens.

O Inter ainda vive seus tristes dias de orfandade de Alex, que mora na Europa mais fria e deixou um buraco fundo no time colorado. Tite ainda procura seus 11, tem problemas nas laterais, tem dúvidas no meio-campo e só tem certeza no ataque, com Taison e Nilmar.

O Grêmio deve repetir a formação, o esquema e a ideia da partida de estreia da Copa Libertadores, quarta-feira passada. Espera o mesmo bom jogo, aguarda um ataque mais efetivo, os gols que ficaram presos em chutes enviesados, cabeçadas tortas, o poste salvador.

Celso Roth não vence Gre-Nal desde que voltou ao Grêmio, uma ano atrás,jamis ganhou de Tite. Roth caminha com o azar ao seu lado e abusa da sorte. Ele reclama do calendário, definido desde o final de 2008, tenta tirar o peso do clássico e dá o carteirço da Libetadores. Está nervoso, agitado, inquieto. Sabe que se perder outra vez seu trabalho será ainda mais constestado.

No jogo com o Veranópolis, por exemplo, retirou Douglas Costa, o melhor jogador da partida quase 25 minutos antes do final. Logoi quando o jogador começava se soltar, ganhar confiança, criar e buscar o gol.

Ele ainda (só ele mesmo) insistiu com Makelele e Orteman, escondeu Roberson, mas deu nova chance ao promisor Saimon. Usou as absurdas duas linhas de quatro, que precisam de muito treino, com um time que nunca havia jogado junto antes.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tempo de Ronaldo passou, ele sabe, mas não desiste

27 de fevereiro de 2009 6

O Ronaldo dos nossos dias chama-se Cristiano, é português, o novo número 1, e deixou o Ronaldo brasileiro em novo patamar. O Ronaldo, o do Corinthians, parece um jogador que perdeu a tensão, o verdadeiro rumo de um atleta profissional/Alberto Pellaschiar, AP
Ronaldo, que ganha R$ 200 mil a cada 30 dias, que não joga desde fevereiro de 2008, desistiu de ser atleta antes da Copa do Mundo de 2006. O atacante, talvez um dos quatro melhores da história da bola no Brasil, havia batido no topo, estava rico, dolorido e desmotivado para treinar e correr atrás da bola.

 

Não se motivou no Real Madrid, muito menos no Milan, dois dos maiores clube do mundo, não vai se motivar no Corinthians, um dos maiores do Brasil. Ronaldo desembarcou na concentração do clube paulista às 5 da madrugada. Deveria ter chegado às 23 horas do dia anterior.

Será multado pela direção, multa gorda. Ronaldo, por certo, está rindo de tudo. Ele pode rir. Ele controla o seu futuro, não precisa de mais ninguém.

Os problemas de Ronaldo são as lesões sérias, quase definitivas. Mas não se encerram nos seus joelhos bombardeados. O que Ronaldo não quer, não deseja mais, é levar uma vida, dura vida, de atleta profissional.

No começo da sua famosa e rica terceira década de vida, após quase 15 anos de vida profissional, ele quer viver a vida que só um milionário pode ter. Todos sabem que ele desistiu da bola. Ele também deve desconfiar. Falta alguém dizer outra vez. Usar a mesma voz do Milan, que o dispensou, não renovando seu contrato, por falta de ambição, de motivação, de comportamento profissional.

Ronaldo é um ex-jogador. Foi um dos maiores. O tempo o derrubou, como tantos outros da sua estirpe, mas que souberam descalçar as chuteiras no tempo preciso.

Há um novo Ronaldo em ação, o atual número 1 do mundo, o Cristiano Ronaldo. Não comparo o português com o brasileiro, ainda falta muito. Mas hoje, ao se falar em Ronaldo, todos lembram do português do Mancheter United.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Time B gremista faz revanche com Veranópolis

27 de fevereiro de 2009 20

Jonas (fundo) e Adilson enfrentaram La U quarta-feira, descansam na sexta e deixam a semifinal do Gauchão aos reservas que vale a pena ver de novo, como Douglas Costa, Maylson, Heverton e Roberson/Nabor Goulart, AP
Age certo Celso Roth ao anunciar um time reserva na noite de semifinal de Gauchão no Olímpico. Os 11 titulares precisam de descanso depois do superesforço de quarta-feira passada. Bom jogo, melhor futebol, péssimo empate com La U.

 

Nem misto é. São reservas mesmo. Não custa lembrar que o mesmo Veranópolis da nossa última sexta de verão é o mesmo que enfiou três nos mesmos reservas do Grêmio semanas atrás. Uma revanche se arma.

Mas dois jogos nunca se repetem. O futebol é bom porque a cada 90 minutos uma surpresa está sendo reservada para os seus fãs, para o bem ou para o mal.

Mesmo com o seu time B, o Grêmio deve superar o aguerrido Veranópolis e encontrar o Inter na final de uma das fases do regional. Domingo, óbvio, a realidade será outra e o Grêmio, se passar, não terá os melhores motivos para chamar outra vez os seus reservas. Pode usar os melhores.

O compromisso com a Libertadores é somente no dia 11 de março. Os titulares precisam jogar. Futebol, você sabem é repetição.

Em campo, alguns jogadores que ainda precisam ser observados, como Heverton, Maylson, Douglas Costa (que anda devendo uma boa atuação, mas anda jogando fora da sua real posição), Diogo e Roberson (um atacante promissor), e outros que já passaram, como Makelele, Orteman e Reinaldo.

A soma deles é uma incógnita, mas suficiente para enfrentar e superar o sempre disposto Veranópolis.

Postado por Zini, Porto Alegre

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