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Posts de fevereiro 2009

Tite vive uma fartura de bons jogadores

16 de fevereiro de 2009 65

São os números que dizem, que não mentem, que garantem afirmações. O Inter é o melhor time do Gauchão nesta arrancada de dois meses. Começa 2009 com a mesma força que encerrou 2008.

 

A direção entregou ao treinador Tite um competente e competitivo grupo de jogadores. Se há melhor no país, eu não sei, mas posso duvidar, devo chamar o São Paulo para fazer uma acareação. Mas entre os paulistas, o Palmeiras, do letal Keirrison, é o nome do momento. Muricy é apenas terceiro no campeonato local.

Inter e São Paulo se encontrarão apenas no Campeonato Brasileiro, embate de meio de ano, e até lá tudo pode ter mudado. São os dois clubes que pagam os mais altos salários do Brasil. A exigência é natural.

Falo pelos dois meses que se passaram, não falo pelo amanhã. Previsão em futebol é sempre um risco. Se alguém acerta, raros falam. No erro, cai a casa.

Observo o Inter com jogadores jovens e promissores, em busca de experiência, jogadores nem tão jovens, em busca de glória, jogadores experientes, em busca de mais títulos.

Entre os melhores do país, o Inter exibe Alex, Nilmar, D`Alessandro, Guiñazu, Kleber e Índio. Eles jogariam em qualquer time de pontos dos nossos dias. Entre as revelações, o goleador Taison é primeiro lugar, depois ainda jogam os garotos da Seleção, como Giuliano, Sandro e Walter. Fora os coadjuvantes, como Álvaro, Alecsandro, Danny, Sorondo, Marcelo Cordeiro, Andrezinho, Lauro, entre outros menos votados. São 18 jogadores, alguns polivalentes. Mas há mais nomes que não vou citar agora.

O certo é que Tite nada no meio da fartura como nunca em sua carreira de técnico de quase duas décadas. Os bons resultados são visíveis. As queixas sumiram, fora uma ou outra perdida por aí. Tite ganhou o que pediu, talvez mais. Se o centenário não for um sucesso em campo, saiba, tenha certeza, o problema não passará jamais pela escassez de bons jogadores.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Falta gol? Chame Taison ou Jonas. Eles resolvem

15 de fevereiro de 2009 20

O Gauchão soma dois personagens acima de todos os outros. Um pelo lado vermelho, Taison, outro entre os azuis, Jonas. Os dois pisaram 2009 como opções, talvez nem tanto, olhando a Dupla que se despediu da temporada passada. Os dois terminam fevereiro como titulares. Não há uma só lúcida voz no Sul que diga que o banco de reservas é o caminho.

Os jogos do último domingo antes do Carnaval, contra Caxias, Inter 5 a 1, contra Avenida, Grêmio 2 a 1, Taison e Jonas foram protagonistas outra vez. Mais uma vez. Fizeram o que as respectivas carteiras de trabalho exigem, gols, dois cada um.

Taison e Jonas chegaram com a calma dos que não tem pressa de ganhar a titularidade logo no primeiro treino. Foram entrando aos paucos, ganhando elogios, o calor da torcida, a fé dos técnicos, o temor dos adversários. Olha, não estou querendo comparar os dois jogadores. Escrevo sobre a importância deles. Cada um no seu lugar.

Taison fez Tite repensar o seu Inter titular, o que saiu o ano passado como campeão da Copa Sul-americana. Tanto que ele não anuncia mais 11, não define o time titular, pensa jogo a jogo. Estuda a formação do time conforme o adversário e nas entrevistas deixa entender que os titulares são mais de 15. Taison apareceu com tanto força que quase destronou Alex, agora de volta com os seus gols.

Jonas fez sucesso na Portuguesa e voltou ao Grêmio que perdeu o Brasileirão por absoluta falta de atacantes. Entrou fazendo gols, continuou marcando quando ganhou a camisa de titular, mesmo que as suas sombras comecem com Herrera, passem por Maxi Lópes, entrem por Reinaldo, Perea, Weslei, Roberson, Rafael.

O Grêmio tem hoje oito atacantes, quatro duplas. Mas estranhamente nenhum foi testada como manda a cartilha do futebol

O Gauchão é algo como uma sequência de jogos amistosos que vale um título. Pouco festejado no dia decisivo, mas sempre lembrado em ano ruim de títulos nacionais, continentais e mundiais. Muitas vezes o jogador empilha gols nos regionais, mas falha em competições mais exigentes. Não deve ser o caso da revelação Taison, do renovado Jonas.

A Copa do Brasil e a Copa Libertadores da América estão chegando para mostrar quem são eles em jogos que valem um ano inteiro. Se eles não repetirem fora do Rio Grande o futebol que nós vimos e os gols que aplaudimos, não tem problema, Tite e Roth estão lotados de opções.

Faz algum tempo que os técnicos da Dupla não têm em casa tão ricas opções de ataque, de meio-campo e de defesa. O Inter, claro, bem mais, com a sua folha que, se não passou, já encostou nos R$ 3 milhões mensais.

Grêmio e Inter superaram Caxias e Avenida com a facilidade dos grandes que se batem com esforçados pequenos. O Inter goleou. O 2 a 1 do Grêmio não exibe o que foi a partida. Poderia ter sido o dobro. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Taison faz a sua revolução no Beira-Rio

14 de fevereiro de 2009 10

O jovem Taison é a nova mania colorada. Saiu Alex, D´Alessandro, Nilmar e Guiñazu, cada um ao seu tempo. Entrou Taison. Ele ganhou a camisa 7. É dele, ninguém tira, é um troféu. É um carimbo vermelho de qualidade. Os dois primeiros meses do novo ano do Inter estão sendo dele.

 

Taison é o preferido de Tite, amado dos cartolas, xodó da torcida. E o melhor é que na grama não tão verde, na fumaça sem fogo do Gauchão, Taison correu como um dos destaques e uma das maiores surpresas coloradas da nova temporada.

O veloz Taison, que em 2008 jogou várias vezes numa posição errada, mais como homem de ajuda ao meio-campo, bem menos como o atacante que realmente é, seria um atento reserva em 2009 segundo a lógica da bola. Taison arrebentou na pré-temporada, desandou a fazer gols na primeira competição oficial do ano e acelerou o passo dos dirigentes que buscavam um negócio para Alex, que não saiu.

Hoje, Taison é titular absoluto, melhor jogador do Inter no campeonato regional, e começa a mexer com a cabeça de Tite – tanto que Alex entrou em rota de colisão no Beira-Rio, insatisfeito pelas suas substituições. Tite não anunciou seus 11 preferidos, mas Taison tem até número de titular, a camisa 7, e Alex está descansando sem estar mesmo cansado.

Com a bola no pé, Tison é titular. Só não será por decreto. Aí, claro, o papo é outro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Estrangeiros deixam seleções europeias mais fracas

14 de fevereiro de 2009 10

Stade de France o principal palco da seleção francesa que sofre na sua renovação pela grande quantidade de jogadores estrangeiros que chega ao país/AP
A recente vitória do Brasil sobre a veterana Itália e os 2 a 0 da Argentina na França que se renova sem qualidade, entre outras tristezas, fizera mal aos europeus. Eles correram, aceleraram, em busca de respostas, em nome de soluções. Uma pesquisa do Observatório de Jogadores de Futebol (OJF) detecta parte do problema: o excesso de jogadores estrangeiros nas equipes de ponta das principais ligas da Europa.

Os craques (ou não tanto assim) de fora ocupam os lugares dos jogadores das categorias de base ou de outros jogadores nascidos no país e os obrigam a procurar esquadras de menor poder competitivo. Deixam o banco de Manchester United, por exemplo, e vão jogar entre os 11 do West Ham. Saem da vitrina do Milan e assumem um posto na periferia da Udinese.

Ao mudar de casa, cor e camisa, eles praticamente somem da elite que faz a Champions League ou a Copa da UEFA, perdendo assim a experiência internacional que todo o jogador de seleção precisa.

Os números surpreendem e escancaram parte do problema:

1) Dos 11.015 jogadores que recheiam os principais clubes da Europa, 3.923 são estrangeiros.

2) Inglaterra (59,1%) e Portugal (53,7%) são os países que mais importam atletas.

3) Os estrangeiros no Arsenal são 91,7% do seu grupo, seguido pela Inter de Milão, com 85,2%. O Real Madrid tem 62,5%. Estrangeiros, alguns, escapam da realidade do futebol. O preço de Cristiano Ronaldo estipulado pelo Manchester United é de R$ 280 milhões. Pois R$ 300 milhões é o custo aproximado da futura Arena gremista.

A FIFA luta para oficializar a idéia do 6+5 em cada equipe europeia, seis locais, cinco estrangeiros, mas o debate não avança. A cota, segundo seus defensores, ajudaria a equilibrar as equipes, garantir espaço aos jovens do país, fortalecer as seleções. Alex Ferguson, técnico do Manchester United, é favorável. Arsene Wenger, do Arsenal, é contra. O debate está posto.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio ainda procura o verdadeiro Maxi López

14 de fevereiro de 2009 35

Depois de patinar em nulidades assumidas durante quase uma década inteira, o Grêmio encontrou um centroavante com o número 9 tatuado no pé direito. Precisou olhar o difuso mapa dos atacantes, investigar a Europa inteira, penetrar no universo gelado da Rússia e conhecer a argentina antes de escolher Maxi López. Comprou um nome. Não buscou uma certeza.

Maxi López é um ponto de interrogação. Ninguém consegue dizer quem ele é nos nossos dias. Nem na Argentina, onde nasceu, cresceu e fez gols.

Não estou criticando o Grêmio. Compra é sempre uma aposta. O clube tem informações que nos escapam. O presidente gremista disse, para chegar ao extremo da informação, que até o filho, que vive em Barcelona, foi consultado. Não sei se foram ouvidos os jornalistas espanhóis que fazem o dia-a-dia do clube. Seriam fontes perfeitas, pois eles acompanha o trabalho de todos.

O que se sabe é que Maxi López é um nome que agrada a maioria local, mesmo os que nunca viram o centroavante correr em campo. Ele tem quase 1m90cm de altura, mas é melhor com a bola nos pés do que na mortal jogada aérea. Ninguém no país vizinho pensa nele para a seleção, por exemplo,  Seu nome está cravado na lista dos que um dia, anos atrás, apareceu no River com um enorme potencial, jogou e foi logo negociado com o Barcelona na metade da década. No outro continente não acertou, foi atuar na Rússia, dona de um campeonato periférico e sem interesse maior. Voltou sem mostrar quel realmente é.

Mas há outros exemplos de jogadores qualificados que foram, voltaram e, no retorno, se deram muito bem, parabéns.

Aos 24 anos, 25 em abril, Maxi López encontra no Grêmio espaço infinito para mostrar o seu verdadeiro potencial. Alguém de estirpe, mal aproveitado ou um jogador comum? Vamos ver. A Libertadores nos oferecerá as melhores pistas. 

Na metade dos seus 25 anos, um jogador de futebol já se fez. É possível dizer quem ele é no planeta futebol. López chega com nome feito e com certa fama, embora sem jogar o que sempre prometeu. Vai precisa mostrar logo um futebol superior. A expectativa é imensa, do exato tamanho do Rio Grande que deseja a América de volta. A Libertadores é o seu palco. Não há melhor no continente onde nasceu.

O fã gremista espera Maxi Lópes como aguarda o Salvador. Faz quase uma década inteira que ele não tem um centroavante matador para chamar de seu. López é a última esperança da Libertadores.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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A sexta-feira 13 de Ronaldinho Gaúcho

13 de fevereiro de 2009 21

Paola Della Bella, AP

 

O Gaúcho passou parte da sexta-feira 13 arrumando os cabelos em Milão, onde mora e joga. Viveu uma tarde de gente comum.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Brasileiros da Libertadores ameaçam Grêmio

13 de fevereiro de 2009 53

Adversários estrangeiros como o Nacional, de Montevidéu, não assustam tanto quanto o trio São Paulo, Palmeiras e Cruzeiro. Se quiser visitar a final, o Grêmio talvez precise superar os  brasileiros/Matilde Campodonico, AP
Os inimigos brasileiro (de grife) do Grêmio na Copa Libertadores ganharam corpo. Alma eles sempre têm. Em seus respectivos campeonatos, Palmeiras e Cruzeiro têm aproveitamento superior ao do Grêmio.

 

O Tricolor, que foi superior aos dois no Brasileirão da temporada passada, não vê a mesma paisagem nos dias de agora. Se o São Paulo assusta, sempre assusta pelo seu poder econômico e a capacidade de gerar bons times, o Palmeiras reaparece no cenário de 2009 muito mais forte do que saiu em 2008.

O Verdão de Keirrison, um dos nossos melhores atacantes, talvez superior aos demais (vamos conferir ainda), é muito mais competitivo, tem melhor time e um técnico superior, Vanderlei Luxemburgo.

Nem falo do Sport, sempre uma zebra, sempre um time difícil de ser batido em seus domínios, em Pernambuco. Se fora do país os times não têm o poder de outros anos, a começar por Boca (mas o Boca é o Boca, você sabe tanto quanto eu) e River. no Brasil o trio São Paulo, Palmeiras e Cruzeiro preocup o Grêmio todo o santo dia – o contrário também serve.

A disputa interna pela Copa Libertadores será de tirar o fôlego de quem pode.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Só com dois atacantes Grêmio leva três pontos

12 de fevereiro de 2009 51

Os gols foram dois. Poderia ter sido quatro. Não seria uma demasia. O Juventude pisou no Olímpico com um idéia fixa na cabeça. Empatar e empatar. Perdeu.

 

Empatou apenas nos primeiros 45 minutos quando Celso Roth manteve o insosso esquema com seis, as vezes oito jogadores, no improdutivo meio campo. Repetiu o mesmo modo de jogar no Gre-Nal, observou os mesmo erros, embora o futebol tenha sido inferior ao de domingo passado.

O inusitado e alienígena sistema empacou o time outra vez. Atrás da linha de defesa do Ju estava Gatti, o melhor em campo ao lado de Souza, autor de um gol, o outro marcou Ruy. Entre os azuis, os que chegavam de trás não conseguiam oferecer qualidade e produtividade nas jogadas ofensivas. Quando acertavam, Gatti mostrava segurança e superioridade.Olha, um goleiro para se observar mais. Ele foi a grande surpresa da noite.

Nasceu o segundo tempo e com dois atacantes o Grêmio marcou duas vezes. Alex, ainda procurando seus gols, e Herrera, ainda em busca da sua melhor forma, participaram dos gols do time. Foram garçons, uma qualidade natural dos bos atacantes. A dupla promete. Hoje, porém, os dois titulares do ataque seriam Jonas e Alex.

O Grêmio foi outro com uma dupla de homens de frente. Com Alex Mineiro e Jonas, que é outro jogador, bem diferente do que passou por aqui na temporada passada, descobriu rapidamente o caminho do gol com velocidade, movimentação, tabelas e conclusões. Eles conseguem entrar na grande área usando o toque rápido, o deslocamento, a movimentação inteligente.

O que raros entenderam foi a saída de Alex Mineiro. Herrera foi contratado para ser o companheiro do hábil e inteligente centroavante, mas estreou jogando ao lado de Jonas. Não entendi. Fiz força.Você entendeu?

Claro que a vitória foi boa e saudável, o Grêmio mostrou bons momentos, garantiu três pontos, um quarto lugar temporário no Grupo 2, mas qual o motivo que levou Celso Roth a aposentador o vibrante 3-5-2 na atual temporada? Agora o treinador possui alas melhores que os de 2008, dois atacantes superiores (três até), o mesmo meio-campo (com Souza superior), três zagueiros (Rafael ainda precisa ser mais testado) que já se conhecem.

Por que não voltar ao sistema tático que diferenciou o time da maioria dos outros participantes do Brasileirão? Há outro esquema superior? Eu não vejo. Procuro e não acho.

O que eu também achei nos 90 e poucos minutos de Grêmio e Juventude foi um juiz muito fraco, exibindo o cartão amarelo a toda hora (nove vezes), segurando a partida, pecando na questão tática e ainda expulsando Mineiro equivocadamente, mas deixando de expulsar outro jogador serrano que merecia. Fabrício Neves Correa decepcionou. Ele pode mais.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Roth repete esquema que o derrotou no Gre-Nal

12 de fevereiro de 2009 35

Ao usar os melhores jogadores disponíveis, evitando o mistão, ou mesmo 11 reservas, o Grêmio age bem, pensa no futuro imediato. Entrosar o time no começo de fevereiro é o melhor caminho em busca do sucesso. Mesmo que o Juventude não apresente a competitividade de outros tempos mais felizes, a sua força é sempre respeitável.

 

O Grêmio ainda precisa pegar corpo, criar músculos, pois a Libertadores começa dia 25, uma quarta-feira que não precisa ser necessariamente de cinzas aos azuis. O Inter, que tem time pronto, anda se arriscando demais, mesmo que o Gauchão seja um vasto campo de testes. É começo de temporada, os titulares precisam jogar, a Copa do Brasil vem aí. Em Erechim, no empate em 0 a 0 com o Ypiranga, o 17º ponto alcançados em 21 possíveis (sete rodadas), o Inter vibrou porque o resultado garante que o Inter pode decidir o mata-mata do turno no aparente conforto do Beira-Rio. Mas o Gauchão, você sabe, não é parâmetro para quase nada.

O Olímpico pode ter a volta de Herrera, que muitos garantem ser o companheiro ideal para o técnico Alex Mineiro. O argentino é veloz, abre defesa, faz a jogada de flanco, entra na grande área e ainda não se importa em ser garçom. Ele é um dos jogadores que preza o coletivo.

O começo da noite, uma das últimas do horário de Verão, exibe outra vez a teimosia de Celso Roth (mais de R$ 200 mil mensais) ao escalar apenas um atacante num esquema totalmente superado, o mesmo que o derrotou no Gre-Nal. Testa Diogo, que ainda é jovem e precisa aprender a passar e a se posicionar. Dá nova oportunidade ao pequeno Jadilson.

Grêmio e Ju é um jogo cheio de curiosidades, Vale dar um alô no Olímpico ou ligar a tevê no PPW.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Entre Dunga, Maradona, espanhóis e franceses

11 de fevereiro de 2009 17

A rodada do meio da semana de amistosos das mais destacadas seleções exibiu o que todos nós sabíamos de cor. Que a Espanha é a melhor da atualidade, líder do ranking da FIFA, anda jogando demais desde o título da Eurocopa-2008. Sua vitória sobre a frágil e desentrosada Inglaterra (2 a 0) foi ao natural. O melhor, com os melhores jogadores, mais preparada, venceu ao natural.

 

Antes, a boa, ativa e jovem Argentina superou a França por 2 a 0, com direito ao belo gol de Messi. Foi o segundo jogo de Maradona no comando técnico, duas vitórias. A Argentina promete.

Na terça-feira, em Londres, nova capital da Seleção Brasileira, o Basil passou voando pela Itália com outro clássico 2 a 0. Foi a melhor atuação do Brasil em meses. Tudo deu certo, todos jogaram bem na média, todos correram como se fosse um jogo de decisão – até Ronaldinho ligou as turbinas, correu mais do que jogou, pelo menos se esforçou. O gol de Robinho, na falha da zaga, merece aplausos de pé. Destaco ainda Dunga, que pensou bem o jogo, achou uma escalação equilibrada contra a irregular seleção italiana.

O palco do novíssimo Emirates Stadium fez muita gente se esforçar mais, correr novos quilômetros.. Não sei se todos aceleraram um pouco mais em nome do chefe, sempre ameaçado no cargo. O que sei é que a Seleção precisa encontrar a sua média, não pode viver entre o mínimo e o máximo.

O que sei mais ainda é que a Seleção precisa se renovar, apesar da elogiada vitória na Europa. Não confio na maioria dos jogadores que Dunga abraça com fervor, como Adriano, Gilberto Silva, Elano, Josué, Robinho, Ronaldinho, entre outros menos visíveis no momento.

Minha escalação favorita hoje, fevereiro de 2009, pensando em 2010, é mais ou menos assim, num 4-4-2: Júlio César, Maicon (na falta de outro mais confiável), Lúcio, Juan e Marcelo (na falta de outro); Hernanes, Lucas, Anderson e Kaká, Pato e Keirrison (Luis Fabiano). Claro, os jogadores machucados prejudicam uma formação capaz de entrar em campo amanhã.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Por onde navega a cabeça de Tcheco em decisões?

11 de fevereiro de 2009 84

O tricolor Tcheco costuma fazer grandes exibições em jogos médios, mas sua performance cai assustadoramente nos momentos mais decisivos/AP, Arquivo
É estranho o jogador chamado Tcheco, brasileiro com nome de guerra europeu do norte. Ele é bom jogador, tem potencial para ser mais do que bom, mas parece que a nota 7 é o seu máximo, seu topo. Não sobe, não cresce.

Tcheco nasceu para ser coadjuvante no campo de bola, jamais será a grande estrela, o número 1 ou o astro do time. Ele precisa correr. Outros devem brilhar.

Quando Tcheco aparece como o principal jogador do time, creia, o time não vai além do mínimo. Não culpe o dedicado e correto atleta, ele se esforça para tanto. Dá o máximo, mas não consegue brilhar.

O maior problema de Tcheco é afundar em momentos decisivos e definitivos, joga sempre menos do que pode em grandes jogos, não chega nem aos pés do bom coadjuvante que é.

Em noites e dias de grandes confrontos, Tcheco some, desaparece no meio dos homens de meio-campo, some pelas laterais, corta suas jogadas ofensivas, a bola pesa 90 vezes mais, o passe sai torto e curto, a marcação diminui. Em dias e noites de jogos medianos, Tcheco é o cara, corre, marca, dribla, entra na grande área inimiga, faz gol.

Tcheco é dono de uma carreira atípica. Seus melhores momentos nasceram depois dos 30 anos. Antes da terceira década de vida sempre foi um jogador que rodou pelo Brasil sem a necessária grife para time grande.

O Grêmio o despertou e no seu despertar Tcheco apareceu como um dos melhores do time. olhado como desejo por outros clubes brasileiros. Tanto que saiu do Olímpico, ficou alguns meses fora e depois voltou. Os técnicos o adoram pela sua intensa movimentação em campo e pela sua aparente liderança.

O erro foi o Grêmio esperar demais de Tcheco, pedir o que ele não pode dar, nem vai dar. Tcheco é apenas mais um bom jogador. Nada mais, nem um gol, um passe, uma jogada de brilho a mais.

Tcheco não é o craque que muitos pensam que é, nem dá ao Grêmio a qualidade que o time necessita no seu setor mais vital, o meio-campo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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FIFA quer expulsão temporária durante a partida

11 de fevereiro de 2009 45

No último dia do nosso fevereiro, 28, um sábado, a FIFA promete mudar o futebol para sempre. Seu presidente, Joseph Blatter, enviou uma série de propostas a Internacional Board, que controla as leis do futebol desde o seu começo mais sério. Nos encontros da Internacional Board, votam sempre oito pessoas, quatro da FIFA, quatro de federações britânicas. Só seis votos podem aprovar mudanças no centenário regulamento.

Veja as principais propostas de Blatter (a quinta é de Michel Platini, presidente da UEFA)

1) Quatro substituições, ao contrário de três.

2) Intervalo de 20 minutos, não mais de 15.

3) Expulsões temporárias. Jogadores podem ficar fora durante 10, 15 minutos, dependendo da gravidade da falta. O árbitro decide.

4) Um jogador pode sair do campo de jogo para provocar um impedimento quando seu time estiver atacando.  Se estiver nas proximidades da grande área, por exemplo, pode sair pela linha lateral e deixar o atacante em posição de impedimento.

5) Juizes de linha de fundo, um atrás de cada grande área do campo papa ajudar a decidir sobre faltas nesta zona de campo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como viaja a cabeça de Alex, o número 1 colorado

10 de fevereiro de 2009 58

Alex queria ir adiante, o Inter precisava vender. O negócio encrencou semanas atrás, a bola estourou no poste, voltou e bateu no peito do clube e do jogador, cada um ao seu tempo.

Há um certo desconforto com o meia canhoto no clube. Alex fala o que pensa, ouve o que não quer. É um dos poucos que responde aos dirigentes no mesmo tom e eles, claro, não gostam, nunca aprovam. Gostam menos quando sabem que o jogador pode ser substituído no grupo sem maiores prejuízos. Eles pensam assim. Eu não, não sei você.

 

O camisa 10 colorado atingiu o topo em 2008. Superou Nilmar, ganhou de D’Alesssandro, não teve nem para a máquina Guiñazu. A Seleção foi seu caminho natural. Lugar de um dos dois melhores jogadores do país, posto que Alex ocupa com Hernanes, do São Paulo.

Só que eu ainda não sei se a Seleção fez bem ou mal ao jogador? Ás vezes a camisa amarela, que bateu a Itália e jogou bem, agita a cabeça dos menos preparados. Creio não ser o caso do experiente Alex. Quem vive o seu dia-a-dia poderia respoonder melhor a questão.

Alex foi desdenhado no começo da temporada pelo emergente presença de Taison. O garoto brilhou, surpreendeu, jogou mais do que a maioria. O bom futebol de Taison respingou na trilha segua de Alex, especialmente quando nasceu a turma que não deseja ver os dois juntos no mesmo time. No Gre-Nal, Alex foi retirado do time sem maiores explicações. Em Erechim, no mistão, Alex é um dos 11 sem outras considerações..

Claro que o jogador fica chateado, aborrecido, indignado. Um dia estaria na Europa, uma semana depois é integrante do mistão que navega pelo Interior gaúcho. O Inter está forçando a barra com Alex. Podia preservá-lo neste momento, entender melhor a sua cabeça. Alex merece uma boa conversar.

Alex é ouro puro, joga fácil em qualquer grande equipe do Brasil e foi um dos dois grandes jogadores do país até 60 dias atrás. Não aconteceu nada de especial, apenas virou a temporada. Alex não desaprendeu tudo em dois meses.

Ao Inter, porém, Alex é apenas mais um. Deveria ser o número 1, lugar que ele conquistou por direito estufando as redes com aquele pé esquerdo calibrado em potência máxima.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dunga pega a Itália vendo o fantasma Felipão

10 de fevereiro de 2009 17

Dunga teve todo o tempo do mundo, não conseguiu organizar uma Seleção competitiva e agora precisa conviver com a liberdade de Felipão, desempregado na Inglaterra /AP

Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e Marcelo; Gilberto Silva, Josué, Elano e Ronaldinho Gaúcho (Júlio Baptista); Robinho e Adriano (Ronaldinho Gaúcho). Você confia na Seleção de Dunga? Eu, não.

Sei que falta Kaká, o melhor de todos, e sei que sobram o desinteressado Ronaldinho, o desestimulante Adriano, o bailarino Robinho. os superados Gilberto Silva, Josué e Elano. A Seleção de Dunga é uma sucursal do INSS.

Jesus! Dunga teve todo o tempo do mundo e não fez uma Seleção com o real sotaque do futebol brasileiro, o vencedor. Dunga não vê o que meio Brasil vê (ou será que o seu olhar está acima de nós todos?). Dunga é um inventor, como todo o técnico, e, como muitos, suas invenções estão dando errado.

O jogo com a Itália na Inglaterra não é mais um simples amistoso, uma partida em nome de um caminhão de euros, um necessário recheio de cofre da CBF. É mais, desde segunda-feira, 9 de fevereiro, é muito mais porque Felipão foi demitido do Chelsea e está desempregado.

Felipão só não é o atual técnico da Seleção porque decidiu trabalhar na Eurocopa 2008 com Portugal. Mas ao jornal O Globo, em 2007, o treinador disse não ter problemas em voltar a dirigir o Brasil.

Ao ser questionado sobre a permanência de Dunga, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, disse recentemente que Dunga era o técnico “porque ele queria”. E ainda reforçou:

- E eu quero muito.

A última chance de Dunga está concentrada na Copa das Confederações, que começa no dia 14 de junho, na África do Sul, algo como um avant-première do Mundial do ano seguinte. Se Dunga tropeçar nos confrontos das Eliminatórias, se os resultados de junho forem abaixo da média, a Seleção ganha agosto com novo técnico.

Aposte, mas não aposte todas as fichas em Felipão. Luxemburgo é candidato. O pré-histórico Muricy perde pontos cada vez que enfrenta uma entrevista coletiva. Paulo Autuori está longe. Ou seja, o nome é Felipão. Luxemburgo já teve a sua chance e foi mal. A Seleção não costuma oferecer bis aos fracassados.

Postado por Zini, Porto Alegre

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As sete novas lições que o Grêmio leva do Gre-Nal

09 de fevereiro de 2009 95

Derrota em Gre-Nal, independentemente da performance do time, sempre cobra uma conta pesada. Quando o clássico antecede a estréia numa competição muito superior ao Gauchão, com a Copa Libertadores da América, a fatura chega em euros, tamanho o seu valor.

Imaginado que o seu grande problema é a arbitragem e quase nada mais, o Grêmio vê fantasmas em cima de árvores e perde o foco nos problemas reais. Claro que a derrota no clássico passou um pouco pela arbitragem, que reconheceu o erro, mas é preciso ir além, olhar depois do morro, procurar enxergar o horizonte, antecipar o amanhã.

 

1) O esquema 3-6-1 é ineficiente. Permite a enganosa sensação de que o time está dominando. O meio-campo se fortalece, mas o ataque se apresenta esquálido. Futebol é equilíbrio. Se um setor for muito mais forte, mais encorpado do que o outro, o time não funciona bem como um todo. O 3-5-2, que deu certo em 2008, é o ideal para o momento.

2) Alex Mineiro precisa de companhia no ataque. Não pode viver como um ser isolado, batendo nos zagueiros e voltando. Ele necessita de outro atacante ao seu lado, como Herrera, para servir e ser servido. Os melhores times do mundo jogam com até três atacantes. Um mais fixo, dois voltando para compor com o meio-campo.

3) O Grêmio não pode, não deve, colocar toda a culpa da derrota no clássico na arbitragem. É a saída mais fácil, ajuda a mascarar erros que mais tarde aparecerão em dobro, às vezes em momentos decisivos. É um perigo imaginar que todos os erros passam pela arbitragem.

4) Celso Roth continua perdendo jogos decisivos, um depois do outro, quase como uma sina. Sempre existe algo ou alguém conspirando contra a sua sorte. O treinador simplesmente não encontra o equilíbrio em suas ações. Perde sempre. Enquanto não souber porque perde, óbvio, não vai ganhar.

5) O Grêmio precisa qualificar o grupo. Vários reservas decepcionaram em Veranópolis. O banco no Gre-Nal era insuficiente. É preciso certos ajustes, a contratação de um volante mais qualificado, de um zagueiro experiente e de um atacante goleador. Todos entrariam no time ou disputariam posição imediatamente.

6) A Libertadores se aproxima, começa no próximo dia 25, o Grêmio é favorito e deve passar com alguma tranqüilidade por Boyacá Chicó (Colômbia), Universidade (Chile) e Aurora (Bolívia). O pior vem depois e o que se vê hoje é um time carente, ainda sem os músculos necessários para disputar o título.

7) O enigma Tcheco, que brilha nos jogos fácil, patina nos jogos mais complicados. Tcheco é bom jogador e é coadjuvante, mas em partidas mais importantes ele tem sido apenas um jogador comum. Tcheco precisa se reinventar em jogos mais complicados.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os reais motivos da queda de Felipão no Chelsea

09 de fevereiro de 2009 29

Os resultados ruins detonaram Luiz Felipe Scolari na Inglaterra e frustraram os fãs do Chelsea, que esperavam um time britânico com sotaque brasileiro na maneira de jogar/Matt Dunham, AP
Felipão segurou menos de um ano no Chelsea. O gaúcho de família italiana foi traído pelo idioma. Felipão não conseguiu se comunicar com os seus jogadores como manda a cartilha de um técnico de futebol que tem na motivação a sua maior qualidade. Os próprios jogadores estranharam. Os principais chegaram a reclamar da falta de opções de jogo, da mesmice dos treinos, da falta de alternativas dentro de campo.

Faltou perfeito inglês ao brasileiro, que encontrou um oásis em Portugal a partir de 2002. Faltou o inglês da língua do boleiro, o inglês da grande área, da zona do agrião, das alas, do gol, das variações táticas, do entra e sai dos jogadores.

Felipão caiu porque não conseguiu fazer o seu Chelsea falar sua língua, o “felipês”, que Grêmio, Palmeiras e Seleção Brasileira cantaram com desenvoltura, sem erros, longos anos atrás

A nota oficial que o clube lançou após a demissão tem uma frase definitiva.”Infelizmente, os resultados e as performances do time pioraram nessa temporada”.

Uma das principais características de Felipão com o abrigo de treinador é a sua incrível capacidade de ser comunicar com o boleiro em sua língua natural. Ele ganha os caras na segunda conversa, toma para si o grupo, faz do seu plantel uma família. Desta vez, o grupo não esteve ao seu lado. Se distanciou.

Os ingleses esperavam um Chelsea ainda britânico, mas com sotaque brasileiro nas jogadas, nas ousadias, na força ofensiva, em jogos de puro encantamento. Felipão ainda foi traído por Roman Abramovich que, depois de perder 2 bilhões de dólares na crise, suspendeu as contratações e ainda pensa em vender o clube.

O Chelsea é o quarto no Campeonato Inglês (49 pontos) e está no limite da zona de classificação para a Champions League 2009/2010, com cinco pontos de vantagem sobre o quinto colocado, o Arsenal – Manchester United, Liverpool e Aston Villa estão nos primeiros lugares. O Chelsea ainda está classificado para as oitavas-de-final da atual Champions League e enfrenta a Juventus no final do mês. O brasileiro deixa a equipe após comandar a equipe em um total de 41 jogos, com 24 vitórias, 12 empates e cinco derrotas

O holandês Guus Hiddink, técnico da seleção russa, é candidato ao cargo que era de Felipão, bem como o italiano Gianfranco Zola, que atuou no clube na última década e vem fazendo um bom trabalho à frente do West Ham. O futuro de Felipão é incerto. Mas mercado ele tem, óbvio. Dunga que apresse seu passo curto.

Felipão, 60 anos, ganhava cerca de R$ 20 milhões por ano e tinha assinado um contrato até 2010

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter testa Grêmio da Libertadores e ganha

09 de fevereiro de 2009 130

O que falta ao Grêmio desde o ano passado, tentando não ir além de 2008, sobra ao Inter. É um ataque que os separa. Nos vermelhos, os gols saem facilmente. Nos azuis, é um parto.

A revelação Taison, um dos goleadores do Gauchão, incomodou. O matador Nilmar, um dos melhores atacantes do país, marcou o seu (o outro foi contra de William Magrão ou de D`Alessandro, você decide). Pronto, 2 a 1 e o Inter venceu o clássico em Erechim.

Atacante serve para definir jogos. Quem depende dos gols dos homens que chegam de trás nem sempre consegue a vitória. Afinal, um time não se ergue, não se sustenta, não se garante com um punhado de homens no meio-campo e um valente lá em cima, lutando contra uma horda de zagueiros. Há uma tendência mundial para jogar com dois atacantes, ou até três como o faz o Manchester United de vez em quando.

Alex Mineiro fez um bom jogo, mas não estufou as redes. Jonas fez dois para valer um. Mas na soma dos atacantes, o Inter é mais qualificado.

O Grêmio foi superior em grande parte dos 90 minutos com Souza voando em campo (e o time é ele e mais 10). Mas foi a pura qualidade do Inter que definiu a vitória. Claro que a arbitragem ajudou o Inter sem querer, anulando um gol justo de Jonas (antes Rever poderia ter sido expulso).

Fora de campo, com é Gre-Nal, a polêmica se instalou no banco de reservas do Tricolor

– Léo, bate que ele pipoca.

Era Celso Roth pedindo que Léo batesse em Taison, segundo o jogador do Inter. Roth nega. É a palavra de um contra o outro. É sério. É preciso investigar. Roth manda bater ou Taison inventa histórias?

O certo é que Roth perdeu outra vez para Tite e continua distante das vitórias em Gre-Nal, há cinco que não sai feliz como técnico do Grêmio. O Grêmio fez seu grande teste para a Libertadores que começa dia 25. Perdeu.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gre-Nal: Inter olha 2008 e pinta como favorito

06 de fevereiro de 2009 61

Celso Roth sofre o impacto de estar quatro clássicos sem superar o Inter, sempre com Tite caminhando na boca do túnel em 2008. A ausência de vitórias machuca como um sapato apertado em dia de dança.

Roth sente, é cobrado, é questionado. Sem títulos, sem vencer um Gre-Nal na temporada passada, Roth é alvo fácil dos críticos.

 Sua nova chance nasce longe da Capital, no Interior, num atípico Gre-Nal com casa em Erechim. Seu azar, outro, é que a temporada apenas começou, os times ainda estão desorganizados, sem correr o que podem, ainda sentindo os efeitos das férias de 30 dias, dos acelerados trenos de 15 dias. É cruel exigir demais dos dois grandes gaúchos quatro semanas depois do recomeço das atividades na grama. É impossível.

Os dois, por certo, se aceitassem negociar, fechariam o resultado final por um glorioso empate em 0 a 0. Tudo ficaria igual, tudo estaria começando.

Mas a vida não é assim. O Gre-Nal aparece no horizonte domincal com o Inter uns passos na frente, favorito, como um time mais qualificado e mais organizado, com Alex, D’Alessandro e Nilmar. Jogadores assim, iguais, ou superiores, o Grêmio não exibe.

O título da Copa Sul-Americana é o fino cartão de visitas dos vermelhos. Quem termina a temporada melhor, campeão, segura time, é naturalmente apontado como o favorito.

Apontar favorito em clássico é apenas um exercício pré-jogo. Ao rolar a bola, o favoritismo some, desaparece. Vejo o Grêmio ainda tentando organizar um time, como nova defesa, novos alas, outro meio-campo, novo ataque. Fora Nova Hamburgo e Esportivo, ninguém conhece o potencial do Grêmio. O Inter vai provar.

O Gre-Nal é o verdadeiro teste antes da estréia na Copa Libertadores, na Quarta-Feira de Cinzas, contra afirmado e testado Inter. O Inter é quase o mesmo de 2008. O Grêmio mudou.

O Gre-Nal pode dizer quem é quem. Pode emitir algum sinal neste começo de temporada. Quero ver um bom jogo, o melhor possível. Enfim, o ano da Dupla está mesmo começando e com Carlos Simon, da Fifa, no apito.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O que Chile vai mostrar ao Grêmio na Libertadores

05 de fevereiro de 2009 12

Marco Estrada (E), da Universidad de Chile, comemora a classificação do seu time, o adversário do Grêmio na estréia da Copa Libertadores da América, dia 25/Claudio Cruz, AP

 

Colega de ZH, Daniel Feix, que gosta de futebol, conhece, tem memória e frequenta estádios, parou na poltrona para assistir Pachuca e  Universidad de Chile. Ele conta o que viu, o que muitos de nós não conseguiu ver na madrugada. Grêmio e La U jogam no próximo dia 25 no Olímpico, na Quarta-Feira de Cinzas.

Abaixo o relato do Daniel: 

A classificação da Universidad de Chile sobre o Pachuca, na madrugada de hoje (horário brasileiro), foi melhor para a própria Libertadores, que ganhou um participante muito mais tradicional na fase de grupos, e também para o Grêmio, que com o resultado não precisará enfrentar uma longa viagem e a altitude do México e ainda vai se defrontar com um time menos técnico em sua estreia na Copa.

Com exceção dos primeiros 10 minutos de jogo, quando com uma marcação adiantada La U conseguiu neutralizar o ímpeto do Pachuca, o time mexicano pressionou e deu indícios de que sua classificação viria – a confirmação era só uma questão de tempo.

 

É verdade que os chilenos demonstraram qualidades – não seria sem elas que conseguiriam uma classificação histórica, em que jogaram com um a menos desde os 10 minutos do primeiro tempo -, mas não há no elenco da U jogadores de qualidade como o apoiador paraguaio Edgar Benítez ou como o veterano meia argentino Christian Giménez (ex-Boca), astros do Pachuca.

Mais que isso, a equipe chilena demonstrou nervosismo, cometendo faltas e levando cartões desnecessários a todo o instante, provavelmente decorrentes da juventude e da inexperiência de quem, apesar da tradição e da enorme torcida que lhe dá suporte, não alcança as fases mais importantes das competições internacionais há bastante tempo.

As más notícias para os gremistas dizem respeito, em primeiro lugar, à boa estruturação tática do time dirigido pelo uruguaio Sergio Markarian, que treinou o Paraguai na Copa de 2002 e é conhecido como “mago” em seu país de origem pela capacidade de organizar equipes médias sobretudo defensivamente.

Dificilmente La U virá ao Olímpico com uma equipe vulnerável – apesar de estar com 10 homens e de ser pressionado por uma equipe que fazia a bola girar com velocidade de um lado a outro do campo, e apesar do nervosismo e das atitudes precipitadas de alguns de seus jogadores, seu sistema defensivo pouco falhou ao longo de toda a partida de ontem.

Em segundo lugar: a bola parada – foi com ela que La U conseguiu o gol da classificação – é perigosa em todos os setores do ataque chileno, sempre com o canhoto Marco Estrada, que chuta bem de três dedos e também com o lado de dentro do pé.

Terceiro: a equipe de Markarian joga com uma linha defensiva formada por quatro homens de bom poder de marcação e uma meia-cancha estruturada de maneira bastante compacta. Os jogadores permanecem próximos, tanto que o Pachuca não conseguiu fazer valer o fato de estar com um jogador a mais em campo. Para alcançar o gol de Miguel Pinto – que aliás tem sido convocado para a seleção chilena -, os mexicanos precisaram usar as laterais. Sempre. Só chegaram por ali.

Pelo menos ontem, exceto pelo seu goleiro – que ainda repetiu o nervosismo da equipe e foi inseguro em parte do tempo – e pelo seu cobrador de faltas, La U não teve destaques individuais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Veranópolis diminui longevidade do Grêmio

05 de fevereiro de 2009 65

Levar três gols antes de um Gre-Nal é sempre um risco e um perigo.A derrota fica flutuando no ar, batendo na cabeça de quem perde, questionando os derrotados. Seja num amistoso, com o time reserva, com a base, com os veteranos. O Gre-Nal é um estado de espírito.

O Grêmio levou três em Veranópolis. Jogou com os reservas, alguns reservas dos reservas, mas jogou muito pouco, quase nada. Eu sei. Perder antes de um clássico é um problema.

Vinicius Costa ajudou. Anulou um gol legítimo do Grêmio. Costa se atrapalhou. Ele não é juiz para apitar jogos da Dupla. Falta preparo ao árbitro. Os gaúchos têm três árbitros acima da média. Só. Ponto.

O Grêmio é o quarto colocado do seu grupo, onde se classificam quatro. Está numa posição perigosa. O Gre-Nal pode piorar tudo.

A derrota pode significar pouco, pode não representar nada. O que espanta é o Grêmio usar um time reserva logo na quarta partida da temporada quando está justamente construindo um novo time para enfrentar uma Libertadores. Idéia, lógico, do primeiro ministro do Estádio Olímpico. Idéia equivocada.

Time sempre sente a derrota. Precisa sentir. Com a derrota se vê que alguns jogadores recebem todas as chances possíveis e não acertam jamais, como Makelele, Reinaldo e Orteman e garanto que eles estarão na lista dos inscritos na Libertadores. Os outros merecem todas as chances possíveis, como Jadilson, Adilson, Roberson, Saimon e Wellington.

O que espantou foi a má qualidade do jogo dos reservas azuis, que não conseguiram acertar três passes em sequência nos 95 minutos, o mau posicionamento em campo, a insistência com alguns jogadores superados. Tudo ajudado pelo desentrosamento natural de um time que nunca havia atuado junto antes do confronto com o VEC.

Claro que o time real do Grêmio não é que se viu na Serra. Óbvio que um combinado de reservas só é usado em emergências. Mas o futebol que eu vi foi decepcionante, quase amador, absolutamente incapaz de superar o supreendente Veranópolis, o bravo time da Serra. Vitória justa. Correta.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dos 11 gols no Gauchão, ataque gremista fez dois

04 de fevereiro de 2009 30

Eu pergunto: onde morou o grande problema do Grêmio na longa e ingrata temporada de 2008? Eu mesmo respondo: no ataque.

Pois o ataque, nos três jogos oficiais do Gauchão, marcou apenas duas vezes no total de 11 gols. Os goleadores do time são dois homens do meio campo, Souza e Tcheco, cada um com três, e depois surge o ala Ruy, com dois. Alex Mineiro e Jonas têm um cada. É pouco, é nada.

Outro dirá, certo, mas se o ataque não faz e todos os outros marcam não é a mesma coisa? É e não é. Não é porque na hora das decisões o ataque é quem normalmente faz a diferença, marca os gols, levanta os times.

Claro que Alex Mineiro, a esperança de gols jogou apenas duas vezes, logo na volta da pré-temporada. Lógico que Herrera, outra certeza, ainda não estreou. Evidentemente que o Gauchão é campo de testes e seus jogos enganam, assim como os do campeonato carioca. Os 11 gols não são ficção, são realidade, mostram alguma coisa, certa evolução, agradam de certa forma, dizem que o time procura seu caminho.

O Grêmio sabe, por outro lado, que quem dispõe de dois atacantes (ok, três com o irregular Jonas), tem pouco. É preciso mais, é necessário qualificar.

Se o craque não vem, se ele custa caro demais, um Fred, por exemplo, é preciso tomar outro caminho. A setas da rota feliz da Libertadores, todas, indicam um atacante, outro homem-gol qualificado, diferenciado.

Sobram escassos 20 dias ao Tricolor para o jogo de estréia no torneio continental. numa Quarta-Feira de Cinzas. Se a defesa e o meio parecem bem estruturados, o ataque nem tanto. Lembra 2008? Um das principais causas da queda no final do Brasileirão foi a imperícia do seu ataque.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Xavante não é uma torcida, é uma religião

03 de fevereiro de 2009 119

Estava fora do Estado, viajando, no dia que o Rio Grande esqueceu de tudo e foi chorar ao lado dos torcedores do Brasil. A Internet me contou em detalhes a história do dia 15 de janeiro de 2008 horas depois quando eu consegui estacionar na frente do laptop e cercar a tragédia sem querer acreditar.

A primeira terça-feira de fevereiro, 19 dias depois, exigiu que eu ficasse na frente da tevê assistindo a emocionante e tardia estréia do Xavante no Gauchão. O 3 a 3 com o Santa Cruz foi um grande e élétrico jogo de seis gols. O empate nasceu com corpo de vitória. Os fãs locais viram no ponto ganho a cara de três positivos, dado o esforço dos seus jogadores.

O Brasil foi remontado apressadamente, falta ideia de jogo, falta preparo físico. Sobra determinação, vontade, disposição. Os jogadores deixaram até a última gota de suor em campo. O atacante Eraldo foi o cara da noite, marcou os três gols do Santa Cruz.

Vendo o time armado com a pressa dos desesperados, o Estádio Bento Freitas lotado, a torcida vibrando e torcendo, eu tenho cada vez mais certeza que o Brasil é a legítima e real terceira força do futebol gaúcho. Não há outro. Pode chamar qualquer outri e comparar. Não há outra torcida do Interior mais fanática e fiel. Xavante é o nome de uma religião.

Pelotas adora futebol. Pena que o Brasil não tenha um grande e seguro patrocinador ao seu lado, disposto a investir no clube, a remodelar o estádio, a pensar em cinco, 10 anos, a andar na frente dos outros.

Mesmo na distância da tevê, o Brasil emocionou. O cinturão de torcedores rodeando o estádio, as faixas lembrando os três que morreram no acidente de ônibus, os gritos, os cânticos, mostraram que o Brasil é único.

Gostei demais da presença de Dunga no Bento Freitas. Mesmo não concordando muitas vezes com o modo como ele comanda a Seleção, em casa ou fora, é impossível não aplaudir, de pé, o treinador.

Dunga é uma pessoa civilizada, capaz de grandes gestos. Sua presença em Pelotas foi simbólica, afetiva e sensível. Ele representou de alguma forma todos os brasileiros que gostam de futebol e que estariam abraçando os torcedores do Brasil se pudessem. Sem que ninguém pedisse, Dunga exibiu sua grandeza. Dunga, se pudesse, abraçaria o mais humilde e carente torcedor do Brasil em nome de todos nós. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Eu entendo a frustração de Alex

03 de fevereiro de 2009 31

Mais uma janela fechou, a primeira de 2009, outra vez Alex ficou em Porto Alegre de malas prontas na porta do apartamento. Não é culpa do Inter, muito menos do jogador. É um dos mistérios do mercado mais competitivo, que não o deseja de verdade – ao menos o europeu de ponta (azar do mercado).

Alex está indignado. Com toda a razão.

 

Aos 26 anos, nas portas do 27º aniversário, um dos melhores jogadores em atividade no país, meia goleador, que sabe chutar de fora da páreo como poucos, artigo raro, Alex deve estar muito frustrado. Indignado com o mundo. Brabo porque os euros não vieram com tudo em cima, chateado porque poderia jogar no melhor campeonato do mundo, se o negócio fosse confirmado com a Inglaterra.

Um certo dia do verão sul-americano Alex acorda com a possibilidade de enfrentar o Manchester United na Premier League. Horas depois volta a colocar os pés no chão do Beira-Rio e entrar em campo para jogar contra o Sapucaiense (e marcar um golaço). Com todo o respeito ao Gauchão, que é o que temos, mas que pode ser melhorado (e muito), a frustração é grande. Gigantesca. Amazônica.

Eu entendo o aparente mau-humor do camisa 10, um dos três melhores do Inter, ao lado de D`Alessandro e Nilmar. Mas o que Alex não pode se abater por um negócio que fracassou. Não pode enterrar os pés na grama. Precisa jogar, muito. Se continuar no seu nível, que todos nós conhecemos, a Seleção é um caminho e, no topo, novos negócios devem aparecer no horizonte do meio do ano, na nova janela.

O Inter continua sendo o norte de Alex. Um depende do outro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Cruzeiro leva jogador que o Inter queria

03 de fevereiro de 2009 14

Guilherme com a sua nova cor, a do Dinamo da gelada Kiev/AP
Sem Guilherme, 20 anos, vendido ao Dinamo da gelada Kiev, parece que o Cruzeiro ficou mais fraco, que a Libertadores não é seu campo. Errado. Foi um dos melhores atacantes jovens do país, veio outro, com qualidade. Ele custou 9 milhões de euros aos ucranianos.

Os mineiros importaram o nervoso atacante Kleber, que o Dinamo havia emprestado ao Palmeiras em 2008 e que o Inter andava flertando desde o final da temporada passada. Era uma das boas opções caso Nilmar trocasse de continente.

Kleber é bom atacante, faz gols, é corajoso, se movimenta, entra na área e tem bom chute. Precisa apenas de concentração. De foco no jogo, não no adversário.

Quando ele se estressa no meio do jogo, quase sempre é expulso. Kleber é as vezes um jogador desleal (Guiñazu que o diga). É preciso cuidado, de quem joga, de quem apita o jogo.

Kleber está sempre pronto para tumulturar uma partida de futebol, roubar a tranquilidade de uma partida.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os 12 mistérios do próximo e imprevisível Gre-Nal

02 de fevereiro de 2009 24

A Dupla tem dois jogos no meio da semana, mas o Gre-Nal de domingo corre na veia de todos. Um dos quatro maiores clássicos do país, o Gre-Nal sobrevive muito pelos seus mistérios. Nada é claro, tudo parece envolvido por uma espessa neblina artificial, provocada pelos dois, que não querem visibilidade dos seus atos nos próximos dias. Treinos secretos são bem-vindo, escalações são escondidas, dúvidas anunciadas. Nada do que se fala precisa, necessariamente, ser tomada como verdade.

Eu encontrei 12 mistérios. Deve ter mais uma dúzia.

1) Qual o esquema colorado? O que deu certo no final de 2009, três fortes homens de marcação e que conta com o apoio da direção, ou o usado contra o Sapucaiense, com dois no combate, mais Taison no ataque, ao lado de Nilmar, que Fernando Carvalho criticou publicamente depois do jogo de domingo?

2) Qual o esquema azul? O 3-5-2, de sucesso relativo em 2008, ou o 3-6-1 que detonou o Novo Hamburgo, 5 a 1, no final de semana passado.

3) Alex Mineiro joga?

4) Quem será o companheiro de Alex Mineiro? Jonas? Reinaldo? Ou ele será apenas o 1 na frente dos 6.

5) Taison encontra Nilmar no ataque, na mesma grama, ou fica no banco?

6) Herrera tem condições físicas de ficar pelo menos no banco de reservas e entrar no segundo tempo?

7) Kléber, o novo lateral esquerdo do Inter, que jogou os últimos dois anos na meia no Santos é opção (Dunga sempre o chama para a ala da Seleção)? Banco? Ou fica Marcão, mais acostumado ao esquema tático.

8) Quem vai assumir o lado esquerdo tricolor, Fábio ou Jadilson?

9) Quantos treinos secretos fará a Dupla até a véspera do clássico, dia 8, 19h30min?

10) Souza será meia, onde joga muito, ou atacante, onde não cresce?

11) Magrão retorna a sua antiga função ou assume de vez a primeira função do meio-campo, guarda número 1 da defesa vermelha?

12) Bolivar se mantém no time ou abre espaço para um lateral com vocação ofensiva?

Postado por Zini, Porto Alegre

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