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Posts do dia 11 março 2009

Europa rica festeja oito, chora com outros oito

11 de março de 2009 11

O brasileiro Denilson, do Arsenal, acerta o pé, vence o compatriota Doni, da Roma, e ajuda os londrinos do Arsenal na vitória nos pênaltis, depois da prorrogação, na capital italiana/Alessandra Tarantino, AP

Liverpool, Chelsea, Villarreal, Bayern Munique, Barcelona, Manchester United, Porto e Arsenal. Os oito integrantes das quartas-de-final da Champions League 2008/2009 nasceram entre terça e quarta-feira. Estão todos firmes e fortes em busca do título.

Três são candidatíssimos, United, Liverpool e Barcelona. Os outros são coadjuvantes. O Bayern, mortal nos contra-ataques puxados por Ribery, pode ser a grande surpresa. Não creio nos outros quatro, Chelsea, Villarreal, Porto e Arsenal.

Dos times que vi bem, e vejo quase todos com regularidade, aposto no tetracampeonato do Manchester United. É o time mais bem preparado, organizado e joga sabendo o que quer.

O Liverpool é outra potência mundial, forte, combativo e com dois jogadores excepcionais, perfeitos em clubes, discretos em seleções, Gerrad e Torres.

Do outro lado, com outro estilo, mais técnico, priorizando o toque de bola, a velocidade, o incomparável brilho técnico de Messi nas redondezas da grande área, chega o Barcelona. Seu problema é uma defesa vulnerável e um meio-campo pouco combativo.

Real Madrid, Inter, Juventus, Roma, Atlético, de Madri, Lyon, entre outros, sumiram nas oitavas-de final. Os quatro primeiro até poderiam passar, se a sorte do futebol estivesse por perto. A força continua com a Inglaterra, com quatro times em oito. A Espanha aplaude apenas dois. A Itália é um choro só. Não vê ninguém na elite dos melhores.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Derrota deixa Roth na Colômbia e aciona Plano B

11 de março de 2009 79

Roth, Boyacá Chicó, Tunja, La Independencia, altitude de 2,8 mil metros, bola veloz, Grupo 7, terceiro lugar, derrotas, crise. O Grêmio só vê fantasmas na sua viagem ao interior da Colômbia. País periférico da América Latina, mas com os mesmos problemas de corrupção, tráfico de dogras, miséria, atraso quantos os do imperialista Brasil, quando o assunto é a nossa região continental.

O Grêmio começou a Operação Tunja como se fosse um clube sediado em Basel, na Suíça. Reclamou da localização de Tunja, das estradas, das florestas, das Farcs. Falou como se vivesse nos Alpes e passasse os finais de semana em Zurique.

A direção gremista oferece claros sinais de amadorismo em diferentes estágios. A sua primeira viagem ao Exterior é sintoma. O roteiro foi mudado na última hora, o hotel cinco estrelas escolhido estava lotado e a força política na Comebol para transferir a partida de lugar foi como uma brisa de março. Fez barulho, mas não refrescou.

Fora de campo o ambiente remete aos trágicos anos do começo da década quando Tite e sua ovelhas mandavam. Na Libertadores 2009 o primeiro-ministro é Celso Roth. A gestão é péssima. O orgulho e o sistema de jogo são europeus, mas o futebol é asiático. Não vence nem o Santa Cruz gaúcho.

Roth está na fronteira do precipício. A ponte caiu. Seu passaporte precisa do carimbo da vitória para continuar sendo azul. Alguns querem cancelar seu visto mesmo com os três pontos na bolsa do abrigo.

O momento técnico e tático do Grêmio é o pior possível. O time está pressionado. O resultado do Gre-Nal explodiu como uma bomba H no Olímpico. A direção não chamou ninguém para juntar as peças, colar, remendar e seguir adiante. Deixou seu equivocado estrategista, mesmo ferido no combate, com a tarefa de usar o 3-5-2 (seu melhor esquema) no campo de um adversário desconhecido, sem o acompanhamento necessário.

Capital do departamento de Boyacá, Tunja espera os brasileiros com um time habilidoso e que costuma atacar em bloco. É um dos azarões da Libertadores. Em tempos normais, o Grêmio, com a escalação que exibe, seria o favorito, o adversário a popular zebra.

O momento é outro. Não inverso, mas a vitória do Grêmio será uma surpresa. Não é que não possa vencer. Pode, tem time, tem qualidade.

O que não capacita plenamente os gaúchos é o seu momento, o cai não cai do treinador, a má fase técnica da equipe, o mau momento dos principais jogadores, o questionamento do preparo físico, a falta de sequência de jogo dos titulares (se é que há 11) e a coleção incertezas dos dirigentes nos momentos de decisão.

O Grêmio pode vencer, claro. Mas as apostas são baixas, quase rasas. A crise de confiança é maior do que a confiança em Souza, Tcheco, Alex, Herrera, Jonas e Cia..

Se perder, Roth sai e o Grêmio precisa apresentar seu Plano B, se é que existe. O próximo compromisso do Tricolor na Libertadores será dia 25, outra quarta-feira, na Bolívia. O novo técnico teria 14 dias, duas semanas, para refazer o time e buscar um milagre contra o Aurora.

Postado por Zini, Porto Alegre

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