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Posts do dia 18 março 2009

Jonas e Maxi López encontram os gols perdidos

18 de março de 2009 38

O Olímpico viu. O PPV espalhou. A tela da tevê provou. O Grêmio fez 6 a 1 no São José. Fácil. Foi quase um treino mais forçado. O adversário não superaria nem os reservas tricolores, é frágil, mas não escondeu o bom futebol gremista.

O fantasmas do gol sumiu, desapareceu. Pegou o vento do final do verão/começo de outono e foi em busca de novos ares. Quem o assustou foi o time titular. Celso Roth usou os neurônios. Escalou os melhores, exibiu os 11 da Copa Libertadores. Repetiu o que pode dar certo. Futebol é repetição, é continuidade. Ritmo de jogo é fundamental.

Os seis gols nasceram ao natural. Era um grande enfrentando outro pequeno. O ataque fez três (Jonas, dois, e Maxi Lopez) e Tcheco, Léo e Fábio Santos completaram. Maxi López marcou aos 40 minutos do segundo tempo. Pegou o rebote do goleiro, entre a grande e a pequena área. Zona de centroavante, região de caça dos matadores. Ele estava lá. Matou.

A goleada oferece notícias boas e ruins aos gremistas.

As boas começam pelos gols e pela criatividade geral, passam pela atuação de Jonas, o melhor em campo, pela grande jornada e o gol de Fábio Santos, pelas elogiadas ações de Souza e Adilson, pelo gol de oportunismo de Maxi López, pela jogada ensaiada que deu o segundo gol ao zagueiro Léo e pela liderança do Grupo 2.

As nem tão boas assim apareceram em alguns momentos nesta quarta-feira, mas são mais antigas, repetitivas até, e passam pela má fase de Alex Mineiro, que perdeu um gol incrível, pela falta de um zagueiro experiente para liderar a defesa, pelo posicionamento defensivo dos zagueiros e do meio-campo, pela desatenção dois dois setores quando atacado e pela bola que Souza as vezes segura demais. Outra notícia ruim, mas reversível, desceu da altitude da Colômbia. O Boyacá Chicó venceu La U (3 a 0) e assumiu a liderança do Grupo 7, deixando os gaúchos em segundo.

Roth fechou o jogo com três atacantes, Herrera, Alex e López, num movimento atípico. Fez um teste válido. Em jogo complicado, quando o placar não é bom, quando o gol não vem, três homens de frente são sempre bem-vindos. É um receita óbvia. Já vi técnicos oprtarem por quatro atacantes em momentos de desespero.

O que fica do desempenho dos titulares é que Roth tem seu time definido. Os 11 que pisaram o gramado e golearam o São José enfrentam o Aurora, na Bolívia, e dificilmente encaram Ulbra no final de semana. Alex Mineiro, apesar do gol de Maxi López, da disposição de Herrera, é dono do comando do ataque, ao lado do assessor Jonas.

Maxi López jogou pouco tempo, se movimentou melhor, mostrou mais preparo físico, agilidade, movimentação, maior arranque, mais força. Foi prejudicado porque Réver foi expulso e a goleada estava quase definida. Ele precisa de sequência de jogo, entrosamento. Foi sua melhor partida das três que participou, duas vezes entre os reservas.

Aliás, Jonas é o goleador do Tricolor da temporada. Soma oito. Ele, que começou a temporada como um duvidoso reserva, é hoje um titular aplaudido e que conquista a torcida aos poucos. É uma supresa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio tenta assustar fantasma do gol no Olímpico

18 de março de 2009 25

Alex Mineiro (com Pino, do Boyacã Chicó) veio como esperança de gol, sacudiu poucos as redes, decepcionou como goleador, vive mais como garçom. Seu sucesso é definitivo para o sucesso do Grêmio/Fernando Vergara, AP
Faz bem Celso Roth ao promover os titulares. Futebol é repetição. Repetição. Quem não joga, acredite, perde a regularidade. Gauchão é treino valendo três pontos. Libertadores é jogo "valendo uma vida", como dizem os argentinos, os que quase sempre ganham a Copa.

O Grêmio de 2008 desapareceu. O de 2009 é novo, precisa de entrosamento, sequência, jogos fortes. Falta confiança ao time, a mesma do Brasileirão, mas que foi perdida nos últimos três meses da competição. Sumiu, ninguém sabe onde se escondeu.

O Grêmio dos nossos dias apresenta alguns problemas idênticos aos do ano passado. Noto três graves. Carência nas laterais, os que chegaram não fizeram a diferença, falta de força e criatividade no meio-campo, apesar do bom futebol de Souza, jejum de gols no ataque, mesmo com as três contratações e a volta de Joanas. Observo um problema maior que é falta de gols em jogos mais duros, como nos clássicos, duas derrotas, dois gols, e na Libertadores, dois jogos, um gol.

O Grêmio fez 24 gols no Gauchão, sofreu 12. Dois gols a cada jogo dizem que a média é boa, mas, analisando os adversário,s a média não é tão boa assim. O líder Inter marcou 31, sofre apenas quatro gols.

O Grêmio ataca com cinco avantes, Maxi López, Herrera, Alex, Jonas e Reinaldo, fora os dois garotos que subiram da base. Com exceção de López, todos os outros quatro receberam uma sequência de chances. Jonas foi o que aproveitou melhor, mas sumiu em jogos difíceis, com exceção de um clássico.

Roth ainda não acertou a sua dupla de ataque. Hoje, testa Maxi e Reinaldo contra o São José. Não gosto da dupla pela característica dos dois atacantes. São homens mais de frente, mas de área, com dificuldades na criação da jogada de flanco.  Gostaria de ver o argentino com Herrera, jogador de lado, não de área, embora entre na grande área com naturalidade, ou ainda Jonas.

O Grêmio tem o fantasmas dos gols para espantar no Olímpico. Seus atacantes precisam fazer gols com mais regularidades. Os cinco, somados, custam mais de R$ 600 mil. Um deles precisa tomar para si a tarefa, até agora impossível, de ser o goleador do ano com a camisa azul.

Postado por Zini, Porto Alegre

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