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Posts do dia 30 março 2009

Sarau Elétrico, um blogueiro e o policial perfeito

30 de março de 2009 3


O quarteto Luís Augusto Fischer, Cláudio Moreno, Claudia Tajes e Katia Suman, luz, alma e neurônios do Sarau Elétrico, segue as pegadas da noite desta terca-feira, 21h, no Bar Ocidente, na Osvaldo Aranha, esquina a João Telles, com lupa, soco inglês e uma dúzias de pistas quentes. Prometem falar sobre romances policias. Lembrar os históricos, Hammet, Poe, Chandler. Pedir pelos contemporâneos (ou nem tão novos assim) como Mankell, Lehane, Block, Camilieri, Dunning, Montalban e Conelly.

Buscados na ficção, assassinos, detetives, chantagistas, tiras, ladrões e assemelhados devem garantir a audiência do bar. Eu sou um dos convidados da noite e ainda procuro um detetive apaixonado por futebol, assunto que deve aparecer no encontro, atrás de uma das curvas das misteriosas conversas.

O detetive Espinosa, do carioca Luiz Alfredo Garcia Roza, por exemplo, me parece botafoguense. Pergunto, quando entrevistar o Garcia Roza outra vez. Espinosa vive caminhando por Copacabana. Não duvido que tenha um pôster de Garrincha perdido entre suas centenas de livros.

Será uma terça-feira noturna de leitura de trechos dos melhores livros policiais disponíveis. Bom recordar, bom para anotar, não ciusta comprar. Ninguém vai sair sem uma boa história, mas é quase impossível conhecer a identidade da bela morena que estará sentada na última mesa do canto esquerdo do bar.

A canja é do Musical Amizade. Se você gosta de romances policias, apareça, antes que a Seleção tome conta da nossa quarta-feira e nos aplique outro 1º de abril.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os nove novos mandamentos de Maradona

30 de março de 2009 16

Maradona é um Deus local. Jogou 91 vezes com a camisa azul da cor do céu, ganhou 42, empatou 29 e perdeu 20. Viveu na seleção durante 17 anos e 118 dias, disputou quatro mundiais, ganhou um, jogou 21 vezes, fez oito gols./Natacha Pisarenko, AP
Maradona ofereceu novo norte aos argentinos. Sua seleção estava murchando. Ele providenciou novo e limpo oxigênio. Foi como se Pelé assumisse o cargo de técnico da Seleção Brasileira em um momento complicado, difícil. O último titulo argentino foi em 1986, no México. Há uma natural desespero por uma taça. Maradona é a última esperança da terra. Não há outro à vista.

 

- Não é que antes as pessoas não estivessem conosco. Sempre nos sentimos apoiados, mas agora a sensação é que, com Diego, as pessoas estão ao lado da seleção mais do que nunca – disse Messi, nesta segunda, em Buenos Aires.

Maradona é um Deus argentino, totem pagão. Jogou 91 vezes com a camisa azul da cor do céu, ganhou 42, empatou 29 e perdeu 20. Viveu na seleção durante 17 anos e 118 dias, disputou quatro mundiais, ganhou um, jogou 21 vezes, fez oito gols.

Seu novo ciclo na Seleção Argentina, que tem três jogos e três vitórias, não poderia ter começado melhor. Ainda é muito cedo para tentar projetar o seu futuro. Mas os nove reveladores pontos abaixo, catados nas suas entrevistas mais recentes, mostram que renovado, o remoçado Maradona (o futebol faz milagres) tem mesmo muita vontade de fazer história no papel de mister, a mesma que produziu com um 10 dourado nas costas. Os argentinos estão motivadíssimos com o seu ídolo número 1.  

O que quer Maradona

 

1) Na Seleção não vale trocar dinheiro por glória. É preciso acreditar e amar a camisa. Dinheiro não compra glória

2) Para a minha seleção não tem amistosos, só partidas internacionais.

3) Ninguém diz não para a seleção. O jogador quer ou não quer. Não há zonas nebulosos, é sim ou não.

4) Me interessam três coisas: que o gramado seja repartido da melhor maneira, que tenham a bola, que se divirtam.

5) Quero lealdade absoluta, dedicação total.

6) Quem faz as grandes seleções são os jogadores. Não quero que a minha seleção se pareça com a de 1986, quero que a minha seleção tenha identidade própria.

7) Este é o meu momento. Eu necessitava a seleção e a seleção necessitava de um guia como eu.

8) Eu digo sou treinador e não selecionador. Treinar também é falar com os jogadores, ver como treinam em seus clubes, que comem, que pensam em cada momento de sua vida.

9) Vou fixar pautas, mas não sou nenhum vigilante. Creio na responsabilidade dos jogadores. Quero que eles saibam que por trás deles haverá um treinador que oferecerá toda a confiança, mas eles precisam render tudo o que sabem no campo de jogo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Chegou a hora de Maxi López mostrar quem é

30 de março de 2009 45

Alex Mineiro perdeu o rumo, o atalho, a trilha, a curva do gol. Sofre da amnésia da grande área, mal que ataca os goleadores de tempos em tempos. Ninguém da bola está imune. Nem mesmo um dos goleadores da temporada passada no Brasil, que o Grêmio buscou no Palmeiras oferecendo um salário de três dígitos.

 

As dores musculares de Alex abrem caminho nesta última segunda-feira de março ao argentino Maxi López, um dos jogadores mais caros da história tricolor. López é um mistério. Ninguém conhece o seu real valor, embora muitos digam saber dele desde sempre.

López estava na Europa, escondido na Rússia, ao menos para os nossos olhos latinos, e jogava pouco. Quem mira os seus tempos de River Plate verá outro jogador. O jovem mudou. O atacante é a maior aposta do clube gaúcho para a Libertadores.

Aos poucos, Maxi López ganha a forma física perdida, recupera a parte técnica, a certeza do drible, domina o tempo da bola. Ele já marcou um gol em jogada típica de centroavante. Bem posicionado na pequena área, aproveitou o rebote do goleiro.

Mas o avante argentino ainda fez pouco. É preciso mais, bem mais para tomar a camisa de titular. O São Luiz é um teste, mas ainda depende da boa vontade de  Roth, que estranhamente prefere optar por Jonas e Herrera, dois jogadores de movimentação. Jonas, por seu turno, faz gols, mas é um definidor atrapalhado. Sua média de gols perdidos é histórica. Se não baixá-la, perde espaço.

Roth precisa testar os dois argentinos juntos o quanto antes. Os dois se complementam, falam o mesmo idioma e vão oferecer outro ânimo ao ataque. Se Roth usar Douglas Costa se aproximando da dupla em determinado momento da partida, o Grêmio será outro. Muito mais incisivo, ofensivo, matador. Douglas, porém, é tratado no Olímpico como um mísero reserva. Seu status no Olímpico está abaixo do de Orteman.

O futebol mudou muito. Está sempre mudando. O centroavante de área ainda existe. Mas ele não deve cuidar só da encardida zona da grande área. Precisa jogar também como meia, trabalhar a bola, fazer jogadas pelas pontas, servir de garçom, tabelar, ajudar na finalização dos colegas. Alex faz tudo, mas não anda marcando gols. O seu problema vive aí.

O Grêmio espera tudo de Maxi López (e mais um pouco) mesmo desconhecendo o potencial do jogador. Acha que ele pode fazer a diferença num ataque quase mudo na Libertadores. O jogo desta noite pode nova prova, ainda que pelo Gauchão, um campo de teste.

López precisa sacudir a sua carteira de identidade de atacante. O conterrâneo Herrera pode ajudar e Jonas também. O López precisa jogar, jogar. Ganhar ritmo e confiança. Mostrar quem ele é. Mostrar que pode deixar Alex no banco em busca de melhores dias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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