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Posts de março 2009

Seleção da Era Dunga carece de ótímos jogadores

31 de março de 2009 19

Kaká é o melhor jogador da Seleção, o grande craque, mas é um só. Os outros que o cercam não representam o melhor do futebol brasileiro, com exceção do goleiro Júlio César e de Ronaldinho, que ninguém sabe precisar as verdadeiras razões da sua decadência/André Penner, AP
Você conhece Dunga, como eu. E você, como eu e todos os fãs de bola que vestem amarelo, sabe que o ex-capitão do glorioso Tetra de 1994 está aprendendo seu ofício de técnico no dia-a-dia da Seleção. Não fez cursos, não pegou pratica nas escolas da base, não passou por times das séries A e B. Certos treinadores mais bem ranqueados do país sentem ciúmes de Dunga por ele nunca ter sujado o abrigo de treinador em jogos encardidos do Brasileirão, por exemplo.

Nas Eliminatórios, caminho do Mundial, a Seleção de Dunga, após 11 rodadas, foi a que menos venceu entre as quatro primeiras colocadas (Paraguai, Argentina e Chile), mas foi a que mais empatou e menos perdeu. Fez 16 gols, sofreu cinco.

Dunga ganhou uma Copa América, o que lhe oferece credencial, mas é quarto nas Eliminatórias e ainda não acertou a Seleção. Não fez da Seleção uma certeza. Não contentou a maioria. Basta correr o Brasil e perguntar.

Dunga não renovou o bastante, fez convocações absurdas, deixou de fazer outras óbvias, barrou alguns jovens de promissora carreira em nome de veteranos de carreira opaca. A Seleção não consegue manter uma média de boas atuações, seja em casa ou fora.

O desanimado Peru vai ser uma barbada no Beira-Rio lotado. É a pior seleção do continente e está fora da Copa da África do Sul. Uma goleada muda o ânimo do Brasil, roubas aplausos, garante elogios, mas não muda a realidade.

Ao contrário de outros técnicos, o esforçado e dedicado Dunga encontrou uma seleção carente de jogadores qualificados. Saiu a geração de Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo e não chegou ninguém de porte parecido. Kaká é o único craque. Ronaldinho já era. Robinho nunca foi.

Fora Kaká (Ronaldinho parece ex-atleta), os outros jogadores são em sua grande maioria absolutamente comuns se comparados aos ex-colegas que ofereceram as maiores glorias ao futebol brasileiro recentemente. Dunga não tem ao seu lado o verdadeiro talento do jogador brasileiro, o extra classe, o que decide independentemente do coletivo, o que ajudou muitos técnicos da mesma Seleção.

Basta olhar os 11 titulares. Apenas Lúcio faz parte de um (Bayern) dos oito clubes que disputam as quartas-de-final da Champions League. Ou seja: entre as dezenas de jogadores dos oito clubes europeus que fazem a fase decisiva do maior torneio do mundo apenas um é titular da Seleção Brasileira 2009.

Muito da nossa atual e dura realidade se explica por aí. Falta material humano qualificado. Nosso melhor jogador, hoje, é um goleiro, Júlio César o melhor do Brasil, o melhor do mundo.

Na ausência de craques, o técnico e seus esquemas táticos, treinos e trabalhos específicos, precisam fazer a grande diferença. Dunga não está fazendo, Não está alcançando a unanimidade esperada. Ele é produto do seu time.

Uma das quatro vagas diretas das Eliminatórias será do Brasil. É certo, definitivo.  A Seleção estará na África do Sul. Dunga ainda luta pelo seu passaporte.

 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Doze questões sobre o Grêmio da Libertadores

31 de março de 2009 207

Autor do gol salvador na Bolívia, com as duas mãos do goleiro, Tcheco é um jogador discutido no Olímpico. Tem qualidades óbvias, mas não consegue ser o líder que o Grêmio espera na Copa Libertadores/Juan Karita, AP

Com quase todos os titulares, o Grêmio fez uma apresentação sofrível contra o São Luiz. Ganhou (2 a 0) no Olímpico, mas mostrou fragilidade em todos os setores, ausência de criatividade no meio-campo e falta de qualidade ofensiva. Uma Libertadores exige mais. O Grêmio não engrena. Não passa confiança e Celso Roth, outra vez, foi chamado de "burro" por boa parte dos 11 mil espectadores em diferentes momentos do encontro pelo Gauchão.

Eu me pergunto e você pode responder, se é que alguém pode:

Por que insistir naquela jogada inicial quando um zagueiro sai correndo rumo a área do adversário e nunca dá certo?

Por que não existe jogada ensaiadas em faltas, apenas o levantamento seco e óbvio de todos os lados para a grande área?

Por que Souza segura tanto a bola, dribla para os lado, para trás e nunca conclui certo?

Por que o aproveitamento nas cobranças de falta de Tcheco e Souza é tão baixo?

Por que não existe um lateral direito qualificado na reserva em época de Libertadores?

Por que jogar com três zagueiros contra times inferiores?

Por que não testar um time mais ofensivos em jogos contra times do Interior?

Por que o time não toca a bola, faz a equipe rodar, não tem a jogada de aproximação, a tabela e não consegue acertar quatro passes em sequência?

Por que Douglas Costa continua escondido na reserva, sendo o reserva dos reservas?

Por que antes de cruzar Jadílson não levanta a cabeça e insiste tanto no drible?

Por que testar tantas duplas de atacantes num mesmo jogo?

Por que Tcheco é intocável?

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sarau Elétrico, um blogueiro e o policial perfeito

30 de março de 2009 3


O quarteto Luís Augusto Fischer, Cláudio Moreno, Claudia Tajes e Katia Suman, luz, alma e neurônios do Sarau Elétrico, segue as pegadas da noite desta terca-feira, 21h, no Bar Ocidente, na Osvaldo Aranha, esquina a João Telles, com lupa, soco inglês e uma dúzias de pistas quentes. Prometem falar sobre romances policias. Lembrar os históricos, Hammet, Poe, Chandler. Pedir pelos contemporâneos (ou nem tão novos assim) como Mankell, Lehane, Block, Camilieri, Dunning, Montalban e Conelly.

Buscados na ficção, assassinos, detetives, chantagistas, tiras, ladrões e assemelhados devem garantir a audiência do bar. Eu sou um dos convidados da noite e ainda procuro um detetive apaixonado por futebol, assunto que deve aparecer no encontro, atrás de uma das curvas das misteriosas conversas.

O detetive Espinosa, do carioca Luiz Alfredo Garcia Roza, por exemplo, me parece botafoguense. Pergunto, quando entrevistar o Garcia Roza outra vez. Espinosa vive caminhando por Copacabana. Não duvido que tenha um pôster de Garrincha perdido entre suas centenas de livros.

Será uma terça-feira noturna de leitura de trechos dos melhores livros policiais disponíveis. Bom recordar, bom para anotar, não ciusta comprar. Ninguém vai sair sem uma boa história, mas é quase impossível conhecer a identidade da bela morena que estará sentada na última mesa do canto esquerdo do bar.

A canja é do Musical Amizade. Se você gosta de romances policias, apareça, antes que a Seleção tome conta da nossa quarta-feira e nos aplique outro 1º de abril.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os nove novos mandamentos de Maradona

30 de março de 2009 16

Maradona é um Deus local. Jogou 91 vezes com a camisa azul da cor do céu, ganhou 42, empatou 29 e perdeu 20. Viveu na seleção durante 17 anos e 118 dias, disputou quatro mundiais, ganhou um, jogou 21 vezes, fez oito gols./Natacha Pisarenko, AP
Maradona ofereceu novo norte aos argentinos. Sua seleção estava murchando. Ele providenciou novo e limpo oxigênio. Foi como se Pelé assumisse o cargo de técnico da Seleção Brasileira em um momento complicado, difícil. O último titulo argentino foi em 1986, no México. Há uma natural desespero por uma taça. Maradona é a última esperança da terra. Não há outro à vista.

 

- Não é que antes as pessoas não estivessem conosco. Sempre nos sentimos apoiados, mas agora a sensação é que, com Diego, as pessoas estão ao lado da seleção mais do que nunca – disse Messi, nesta segunda, em Buenos Aires.

Maradona é um Deus argentino, totem pagão. Jogou 91 vezes com a camisa azul da cor do céu, ganhou 42, empatou 29 e perdeu 20. Viveu na seleção durante 17 anos e 118 dias, disputou quatro mundiais, ganhou um, jogou 21 vezes, fez oito gols.

Seu novo ciclo na Seleção Argentina, que tem três jogos e três vitórias, não poderia ter começado melhor. Ainda é muito cedo para tentar projetar o seu futuro. Mas os nove reveladores pontos abaixo, catados nas suas entrevistas mais recentes, mostram que renovado, o remoçado Maradona (o futebol faz milagres) tem mesmo muita vontade de fazer história no papel de mister, a mesma que produziu com um 10 dourado nas costas. Os argentinos estão motivadíssimos com o seu ídolo número 1.  

O que quer Maradona

 

1) Na Seleção não vale trocar dinheiro por glória. É preciso acreditar e amar a camisa. Dinheiro não compra glória

2) Para a minha seleção não tem amistosos, só partidas internacionais.

3) Ninguém diz não para a seleção. O jogador quer ou não quer. Não há zonas nebulosos, é sim ou não.

4) Me interessam três coisas: que o gramado seja repartido da melhor maneira, que tenham a bola, que se divirtam.

5) Quero lealdade absoluta, dedicação total.

6) Quem faz as grandes seleções são os jogadores. Não quero que a minha seleção se pareça com a de 1986, quero que a minha seleção tenha identidade própria.

7) Este é o meu momento. Eu necessitava a seleção e a seleção necessitava de um guia como eu.

8) Eu digo sou treinador e não selecionador. Treinar também é falar com os jogadores, ver como treinam em seus clubes, que comem, que pensam em cada momento de sua vida.

9) Vou fixar pautas, mas não sou nenhum vigilante. Creio na responsabilidade dos jogadores. Quero que eles saibam que por trás deles haverá um treinador que oferecerá toda a confiança, mas eles precisam render tudo o que sabem no campo de jogo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Chegou a hora de Maxi López mostrar quem é

30 de março de 2009 45

Alex Mineiro perdeu o rumo, o atalho, a trilha, a curva do gol. Sofre da amnésia da grande área, mal que ataca os goleadores de tempos em tempos. Ninguém da bola está imune. Nem mesmo um dos goleadores da temporada passada no Brasil, que o Grêmio buscou no Palmeiras oferecendo um salário de três dígitos.

 

As dores musculares de Alex abrem caminho nesta última segunda-feira de março ao argentino Maxi López, um dos jogadores mais caros da história tricolor. López é um mistério. Ninguém conhece o seu real valor, embora muitos digam saber dele desde sempre.

López estava na Europa, escondido na Rússia, ao menos para os nossos olhos latinos, e jogava pouco. Quem mira os seus tempos de River Plate verá outro jogador. O jovem mudou. O atacante é a maior aposta do clube gaúcho para a Libertadores.

Aos poucos, Maxi López ganha a forma física perdida, recupera a parte técnica, a certeza do drible, domina o tempo da bola. Ele já marcou um gol em jogada típica de centroavante. Bem posicionado na pequena área, aproveitou o rebote do goleiro.

Mas o avante argentino ainda fez pouco. É preciso mais, bem mais para tomar a camisa de titular. O São Luiz é um teste, mas ainda depende da boa vontade de  Roth, que estranhamente prefere optar por Jonas e Herrera, dois jogadores de movimentação. Jonas, por seu turno, faz gols, mas é um definidor atrapalhado. Sua média de gols perdidos é histórica. Se não baixá-la, perde espaço.

Roth precisa testar os dois argentinos juntos o quanto antes. Os dois se complementam, falam o mesmo idioma e vão oferecer outro ânimo ao ataque. Se Roth usar Douglas Costa se aproximando da dupla em determinado momento da partida, o Grêmio será outro. Muito mais incisivo, ofensivo, matador. Douglas, porém, é tratado no Olímpico como um mísero reserva. Seu status no Olímpico está abaixo do de Orteman.

O futebol mudou muito. Está sempre mudando. O centroavante de área ainda existe. Mas ele não deve cuidar só da encardida zona da grande área. Precisa jogar também como meia, trabalhar a bola, fazer jogadas pelas pontas, servir de garçom, tabelar, ajudar na finalização dos colegas. Alex faz tudo, mas não anda marcando gols. O seu problema vive aí.

O Grêmio espera tudo de Maxi López (e mais um pouco) mesmo desconhecendo o potencial do jogador. Acha que ele pode fazer a diferença num ataque quase mudo na Libertadores. O jogo desta noite pode nova prova, ainda que pelo Gauchão, um campo de teste.

López precisa sacudir a sua carteira de identidade de atacante. O conterrâneo Herrera pode ajudar e Jonas também. O López precisa jogar, jogar. Ganhar ritmo e confiança. Mostrar quem ele é. Mostrar que pode deixar Alex no banco em busca de melhores dias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Seleção precisa de Pato no ataque no Beira-Rio

29 de março de 2009 49

Robinho saiu dos Santos com a idéia fixa (e errada) de se tornar o maior do mundo no Real Madrid. Hoje, joga no Manchester City, passa por um jejum de 13 jogos sem gol e parece ver a Seleção como uma equipe qualquer. Não oferece uma gota de suor a mais ao time /Ricardo Mazalan, AP
Ronaldinho se desmancha na boa grama. Some aos poucos. A bola o trata como um qualquer, nem condição de atleta o gaúcho tem mais. Só a sua biografia o segura com a camisa amarela. Sua performance roça o comum (domingo o ridículo) e ele, que é escalado para fazer a diferença na Seleção, não faz. Deixa o Brasil nos pés de outros 10, simples mortais, que não conseguem nem vencer o Equador.

Robinho, que saiu do Santos em busca do Real Madrid com a idéia fixa de substituir Ronaldinho no topo da Fifa, é mais coadjuvante do que estrela. Ele não é da turma de cima, nem se esforça para ser porque acha que é craque. Robinho é um grande engano, é um bom jogador e nada mais.

A esperança é Kaká, o grande jogador do país. Com Kaká, a Seleção é outra, Ronaldinho é seu reserva e Robinho deveria deixar os titulares, oferecer lugar ao jovem Pato. Luiz Fabiano e Pato formariam uma ótima dupla. Ele tem 14 gols no Campeonato Italiano. Robinho está há 13 jogos sem marcar no Inglês. Dunga, que aprende o ofício de técnico na prática, do banco da Seleção, ainda está acorrentado ao passado. Sua equipe não está aberta aos novos, ainda vive amaarrada aos desejos dos seus "inhos`".

O empate em 1 a 1 em Quito definiu o mais injusto resultado da história recente das Eliminatórios. A justiça do placar seria 3,4, ou 5 a 1 fácil para o adversário, dado o volume de ataque, ao domíncio das ações, ao volume de jogo. Júlio César foi o melhor em campo, fez defesas extraordinárias, raspou a sua cesta de milagres.

A altitude da capital equatoriana, os 2.850 metros metros, podem atenuar as críticas, servir como escudo e defesa. Ela é sempre anunciada como a maior força de seleções como as do Equador, que é bom e bem organizada, e da Bolívia, que não é nada disso. Há oito anos que a Seleção e clubes brasileiros não vencem no Equador, onde a bola leve corre mais e os visitantes correm bem menos.

O Equador amassou o Brasil nos 90 minutos. Pressionou o jogo inteiro, cortou a união entre defesa e meio-campo, meio-campo e ataque. Os alas de Dunga não avançaram, Luisão se perdeu, os homens do meio jamais foram criativos. Estáticos, Robinho e Ronaldinho pensavam em tudo menos numa bola de futebol e Luiz Fabiano corria sozinho contra dois, três defensores.

Não há como acertar um meio-campo com Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano. Falta qualidade. Simples. Falta chamar Hernanes, Ramirez e Lucas. Falta não ter medo do futuro.

Júlio César salvou o Brasil do presente. Provou que é o melhor jogador brasileiro da atualidade. Não há outro no seu nível. Pela primeira vez na história do futebol o Brasil dos ataques espetaculares, de Garrincha, Pelé e Ronaldo, encontra num goleiro o seu número 1. Ninguém anda jogando tanto. Pode procurar nos canais brasileiros e nos internacionais. A tela vai me dar razão.

Júlio César é o melhor goleiro do mundo, o melhor jogador brasileiro e é a nossa segurança. Ninguém aguenta mais Robinho e Ronaldinho entre os titulares da Seleção. Dunga precisa renovar. No Beira-Rio e com Pato já seria um novo começo, pelo menos no ataque.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O ar da Serra continua não fazendo bem ao Inter

29 de março de 2009 32

O Juventude é um time que entra em campo com a absoluta certeza que pode vencer o Inter, apesar da distância que separa os dois clubes. Cada jogo é um prova. É um enfrentamento especial, um acontecimento único no futebol gaúcho. É o segundo grande jogo do Estado.

O encontro de sábado, na Serra, mostrou outra vez que a lógica nunca entra em campo quando os dois se enfrentam sob o sol, chuva, estrelas ou neblina. No penúltimo, deu Inter, estrondosos 8 a 1. No mais recente, um empate em 3 a 3.

O Ju exibiu uma nova equipe, interessante, organizada e renovada, com um ataque poderoso, com o ousado Ivo, a revelação Zezinho e o goleador Mendes. O Inter mostrou mais uma vez que com Nilmar, o melhor em campo, e com Taison, outro destaquem a sua fome de gol é cada vez maior.

O grande problema do dois times se concentrou num mesmo lugar, nos respectivos miolos de zaga. Pelo lado vermelho, Álvaro era o mais nervoso.

O jogo teve absolutamente tudo que se espera de um espetáculo de futebol: seis gols, dois pênaltis duvidosos, um juiz (Maurício Neves Corrêa) indeciso, aplicando cartões amarelos até nas sombras dos jogadores, segurando muito o jogo, duas expulsões, viradas de placar, gols anulados, o golaço de Nilmar, com chapéu e tudo o mais.

Quem viu pela tevê não desgrudou da poltrona nem por 30 segundos. Foi um jogo intenso, acelerado. Ju e Inter queriam vencer a partida. Mesmo com 10 desde os 31 minutos do primeiro tempo, depois da expulsão de Sandro, o Inter jamais deixou de procurar o gol, mesmo dominado em parte dos 90 minutos. O Ju atacava em velocidade com Zezinho e Ivo e envolvia meio-campo e defesa.

O jogo ainda apresentou a bem-vinda recuperação do Ju, que precisa fazer time e sair da Série B. Mostrou, mais uma vez, que o público de Caxias não liga muito para grandes jogos. O Alfredo Jaconi não lotou e o Inter não volta ao estádio em 2009.

Ok, jogador é artista e o fingimento faz parte da sua performance nos 90 minutos, mas alguns exageram, como Álvaro e Cicinho. Em dois lances sem gravidade eles se jogaram no chão e pareciam desesperados, buscando uma UTI, pedindo socorro. Fingiam.

A tevê mostra tudo, o olho eletrônico não perde nada e o jogador faz um papel ridículo. Jogador brasileiro adora rolar na grama por quase nada. Na Europa, o juiz não dá bola, manda o jogo seguir. No Brasil, o árbitro às vezes chama a maca.

Internacional e Juventude conseguem sempre fazer um jogo especial. Bom para o futebol, melhor ainda para quem gosta. Ah, o Inter continua sem vencer o Ju na Serra desde 2005.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: Dunga quer confirmar bom momento na Seleção

29 de março de 2009 6

Dunga vive seu melhor momento como técnico da Seleção Brasileira. Esse é um dos assuntos do debate com meu colega Lauro Quadros sobre os dois próximos jogos do Brasil nas Eliminatórias: hoje, contra o Equador, em Quito, e quarta-feira, diante do Peru, em Porto Alegre.

Assista ao debate:

 

Postado por Zini

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A recuperação de um Ronaldo motiva o outro?

28 de março de 2009 7

Ronaldo ainda procura seu futebol perdido há três anos. A bola sumiu no Barcelona, não voltou no Milan, não aparece na Seleção. Em Quito, Dunga tenta outra vez, mas o Brasil não acredita mais no jogador gaúcho como em anos atrás/Silvia Izquierdo, AP
Ronaldo, o gaúcho, corre acelerado rumo aos 30 anos. Sua vida na Seleção começou antes dos 20 anos. Em mais de uma década, ganhou um título Mundial, no Japão e na Coréia, e a camisa amarela foi uma das molas que o catapultou ao título de melhor jogador do mundo em dois anos consecutivos. A Seleção ajudou, colaborou, mas quem lhe deu o mapa e o caminho do trono da Fifa foi o Barcelona campeão europeu. Seu futebol tocou os céus na Espanha.

Na Seleção, o ex-jogador gremista, germinado no Olímpico, hoje repudiado pelos antigos adoradores, um próprio Deus pagão fora de moda, nunca foi o jogador diferenciado. Sempre se esperou uma bola que ele nunca conseguiu mostrar, jogar. Sempre foi coadjuvante. Sempre viveu atrás de um Ronaldo, por exemplo, até de um Rivaldo, ou do craque atual, Kaká.

Quando distinguiram o gaúcho com a liderança da Seleção, ele jamais foi o líder esperado em campo, no vestiário, nas rodas dos hotéis. Seja com a braçadeira de capitão, seja com o futebol no pé ou com a palavra nos ouvidos dos companheiros de camisa amarela.

O Ronaldinho de 2009 é apenas mais um jogador no grupo de Dunga. Não é O jogador, posto indiscutível de Kaká. Se não fosse chamado, talvez a Seleção nem sentisse a sua ausência.

No Milan, ele é reserva. Entra nos finais dos jogos. Carlo Ancelott saiu da sua condição de técnico, assumiu o papel de preparador físico e disse que Ronaldinho não treina como um verdadeiro profissional, citando como exemplo o veteraníssimo Maldini.

O que se vê a cada semana no San Siro ou fora dele, é um Ronaldinho opaco, sem o brilho de outras jornadas, parecendo no trites ocaso da carreira aos 29 anos. Falta de motivação pode matar um jogador de futebol vitorioso. Ronaldinho é alvo preferencia das suas vitórias, dos recordes, do nome, do dinheiro.

No Equador, na complicada altitude de Quito, ele pode provar o contrário. Tentar outra vez, mais uma vez, depois de dezenas de tentativas sem sucesso, voltar ao seu jogo real.

Ronaldinho Gaúcho é um jogador em busca de alguma coisa. Do seu futebol desaparecido ou de outra coisa qualquer que só ele sabe. Um Ronaldo se recuperou, renasceu, quando decidiu colocar o futebol em primeiro lugar.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os mistérios que cercam Douglas Costa no Olímpico

28 de março de 2009 97

Riquelme perdeu pênalti histórico numa semifinal de Champions League, contra o Arsenal, de Lehmann, em 2006, perdeu o rumo no Villarreal que desde então procura um substituto para o argentino. Douglas Costa está entre os candidatos segundos os espanhóis  /Matt Dunaham, AP

Você lembra da última grande partida de Douglas Costa, 18 anos, no Grêmio? Não. Pois é. Você não é como eu, memória fraca, mas você, como eu, sabe que o Villarreal é hoje um dos oito melhores time da Europa. Ganhou uma vaga nas quartas-de-final da Champions League. Quer ir mais adiante. Deseja tirar Douglas do Olímpico. Por que será?

O time espanhol pode importar o jogador antes mesmo que você saiba quem ele realmente é. Lembra de Anderson? O processo é semelhante. Nem sei o Villarreal é o time ideal para a mudança de Douglas, nem se tem poder aquisitivo para investir 10 milhões de euros num jogador.

Time pequeno, de torcida reduzida, de história longa, mas mínima, sua melhor colocação no Campeonato Espanhol é um segundo lugar. Até os anos 1980, ficava navegando entre a terceira e a segunda divisões da Espanha. Na Champions, no seu melhor ano, caiu nas semifinais em 2005/2006, no dia que Riquelme perdeu um pênalti decisivo.

Guardadas as proporções e o momento, o Villarreal procura um substituto para Riquelme, que deixou o clube em 2007 desgastado com o técnico, os dirigentes, a torcida. O Villarreal entende que Douglas pode fazer seus fãs esquecerem de Riquelme observando a canhota do gaúcho tricolor.

Eu diria que a afirmação ainda é prematura. Mas não é absurda. O potencial de Douglas é enorme.

O que serve para o Villarreal, um dos oito melhores times da Europa dos nossos dias, não serve para o Grêmio, líder do Grupo 7 da Copa Libertadores, em busca de uma vaga na segunda fase do Gauchão. No Olímpico, Douglas Costa é tratado como um Nunes qualquer, um Diogo ex-Figueirense, um Makelelê reserva do Palmeiras. Quando muito o garoto fica no banco, mas não entra no jogo. Como de costume, ele pode ser reserva dos reservas e jogar rápidos minutos, quando joga.

O Grêmio perde gols todos os dias, todas as horas, todos os minutos e Douglas Costa, um promessa, uma preciosidade, uma pérola, fica longe da bola, da grande área, do gramado, sentado no banco, os cadarços das chuteiras desamarrados.

O chute de Douglas é um dos melhores entre os jogadores gremistas, talvez o melhor, o superior. Douglas precisa jogar, ganhar sequência, confiança, ritmo.

Roth fez Ronaldinho Gaúcho esquentar o banco e foi amaldiçoado por milhões de vozes. Uma década depois repete a fórmula. A História persegue Roth e os dirigentes que o cercam e adulam. Depois, ele não consegue saber porque não vence, porque a sua biografia está isenta de títulos importantes.

Roth precisa ouvir mais os sons externos. Ele parece fazer as coisas sempre ao seu modo, contrariando a maioria. Quer que a vitória seja sempre 100% sua, não do coletivo. Dias atrás, a torcida pediu Maxi López e ele atendeu. Testou o atacante em dia de laboratório. Fez certo. Adotou a boa lógica.

Douglas, por seu turno, não é usado nem em jogos de experiência, especiais para os reservas. Todos têm chance. Até Orteman, que não consegue fazer duas boas partidas em sequência desde o ano passado. Qual o problema com Douglas? Qual o mistério?

Ok, é preciso ter paciência com os jogadores jovens. Mas não tanto. O lugar de Douglas é na grama, não na madeira do banco na beira do campo. Se não titular ainda, pelo menos opção certa a cada jogo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter não vence Juventude na Serra desde 2005

27 de março de 2009 20

Ao longo da primeira década do terceiro milênio, Inter e Juventude sempre construíram um jogo à parte. De longe, o Grêmio observa, às vezes mais verde que os verdes reais.

 

O encontro, ao nível do mar ou nas montanhas, sempre movimentou muito mais do que apenas 22 jogadores e uma bola. A paixão dupla sempre entrou em campo com o apetite de quem disputa um clássico, um encontro especial.

Inter e Juventude se transformou no segundo jogo mais importante do Estado, depois do Gre-Nal. A rivalidade entre os dois cresceu como uma Araucária, para cima, rente e forte.

Não vou entrar nas estatísticas, nem em números frios, quem ganhou menos, mais, empatou. Nem sobre o tamanho dos dois clubes e a diferença óbvia que os divide.

Muitos diziam que o Ju usava puro dinamite nas chuteiras quando via o Inter. Contra o Grêmio, muitas vezes, seriam apenas bombinhas de São João acondicionadas abaixo das travas. Bobagem. Pura bobagem.

O próprio Inter, a cada enfrentamento, lembrava do fato e instigava, sem querer, o adversário. Dizia que ele era meio azul, meio verde. Incomodava. Via o jogo como uma jornada especial, ao contrário do Tricolor, que enfrentava o Ju como mais um adversário da vida, sem tirar o mérito ou acrescentar algo superior.

O choque deste sábado nasce depois da histórica goleada da decisão do Gauchão 2008, um 8 a 1 impossível de ser esquecido. Chega, por outro lado, com um registro importante. O Inter não ganha no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, desde 2005. Um preciso 20 de março, informa o Cleber Grabauska, da Gaúcha e do blog Bola na Rede, no clicrbs. Edinho e Índio garantiram a vitoria.

O Inter sobra no Gauchão e é 100%. Ao Juventude falta quase tudo, depois da queda para a Série B do Brasileirão. A distância entre as duas equipes é majestosa, olhando apenas a qualidade dos jogadores das duas equipes. No campo, a prova é outra. Estou curioso para saber como o Ju vai tratar o jogo, como o Inter se portará no Jaconi. Será o clássico dos últimos anos ou mudou algo com a queda do Ju? O que você acha?

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: Valdomiro aposta em três atacantes no Inter

27 de março de 2009 6

Confira abaixo a conversa com Valdomiro, um dos grandes atacantes do Inter, sobretudo na década de 1970, sobre as opções de Tite para o ataque colorado e revela como batia suas faltas sempre mortais.

Postado por Zini

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Craque que deixa o clube raramente volta ao ninho

26 de março de 2009 42

Julio Baptista, estufando as redes, começou no São Paulo, jogou no Sevilla, passou pelo Real Madrid, esteve no Arsenal e atua na Roma. Ele sempre fala com saudades do seu primeiro clube, mas sabe que não pode voltar. São raros os jogadores que conseguem controlar as suas carreiras/Carlo Baroncini, AP
O frase mais óbvia, mais irreal, mais batida da história do futebol é dita (e repetida) pelo jogador famoso, bom de bola, que deixa o clube atraído por um pacote sortido de euros. Ele olha a câmera, se aproxima do microfone e fala como se a sua ex-torcida inteira estivesse ouvindo:

_ Meu sonho é encerrar a carreira neste clube.

Bobagem.Conversa. Discurso. Todos falam a mesma coisa antes de bater a porta da saída e jogar a chave fora. Todos os 22 da Seleção exemplos finos e acabados. Clube brasileiro é apenas berço ou rota de passagem para determinados jogadores.

A grande maioria não sente nada pelo clube, talvez uma pequena gratidão. Aprende a ser profissional, o que é correto, e muda de camisa, o que é quase óbvio neste esporte, como troca de namorada. Depois, não olha para trás, não quer rever a cor.

Raros, raríssimos voltam. Futebol só tem porta de saída. A do retorno fecha-se automaticamente na hora da partida. O futebol dá tantas voltas, esconde tantas esquinas, que é quase impossível voltar a ponto de retorno. Não é o jogador que escolhe o clube. O contrário é verdadeiro.

É natural que o jogador troque de clube, busque melhor salário, fortuna no Exterior. É uma exigência dos novos tempos também que eles parem de fazer promessas absurdas, as que nunca conseguem cumprir.

Leio no novo clicrbs (não perca) Felipão dizer e assinar embaixo que gostaria de encerrar sua qualificada carreira no Grêmio. De novo? Nunca vi jogador ou técnico desistir de uma boa proposta financeira para permanecer no clube (dito) de coração. Você viu?

Quando Felipão volta ao Olímpico? Nem ele sabe, nem ele dá prazo. Seria legal voltar, um acontecimento, o gremista ficaria imensamente feliz. Mas ele apenas expressa um desejo que não deverá cumprir nos próximos 10 anos. Felipão, hoje o grande conselheiro da atual direção gremista, não tem o mínimo motivo para largar Europa. Seu atual mercado está lá. O Grêmio pode ser paixão, mas não é um emprego viável nos nossos dias. A torcida vibra, gosta, mas a promessa é vaga, incerta, quase irreal.

Na hora da saída, anos atrás, ouvi Fernandão dizer que gostaria de ser dirigente do Inter. Nem falou em voltar com a camisa vermelha. Sem uma formação profissional específica, ele não tem condições de ser dirigente colorado, talvez no marketing, não no futebol profissional, setor cada vez mais profissional. Seu currículo é de um jogador, histórico até, ídolo.

O melhor exemplo de jogador que chegou ao cargo de presidente sem o mínimo preparo, apenas na vontade, é o de Roberto Dinamite. Aliás, Dinamite é um dos raros que saiu do Vasco, naufragou na Espanha e voltou ao mesmo Vasco, onde encerrou uma brilhante carreira como jogador de futebol. Grande atacante, retornou como presidente.

No seu primeiro movimento o Vasco despencou de série. Todos queriam o fim de Eurico Miranda, ninguém se preocupui em saber se Dinamite seria mesmo o substituto ideal. Não era. Nem sei se poderá ser um dia.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio desce da altitude com as mesmas dúvidas

26 de março de 2009 114

Jonas fez o primeiro gol, perdeu outros fáceis, seu hábito, e ainda deixou o Gêmio empenhado com 10 jogadores após agredir absurdamente um adversário. Falta maturidade e tranquilidade ao jogador. Falta experiência ao Tricolor/Juan Karita, AP
Olha o resultado e suas consequências: 2 a 1 no Exterior, jogando na altitude de Cochabamba com apenas 10 homens. Nada mal. Ainda mais que os três pontos ofereceram como prêmio maior a liderança isolado do Grupo 7 da Libertadores depois de três jogos, dois deles fora do Brasil.

O Grêmio ri satisfeito? Nem tanto. Olha para os lados, desconfiado. Os 11 de Roth, Roth mais ainda, não exibem a confiança dos vencedores. Pelo contrário, a insegurança joga ao lado de todos. Pior, apareceu intranquilidade no segundo tempo, Jonas perdeu o controle e foi expulso.

Os problemas observados na partida com o frágil Aurora, o pior entre os 32 da competição, foram os mesmos de outras jornadas. Gols perdidos aos montes e em sequência, carência de liderança e qualidade na defesa e no meio-campo, laterais inconsistentes e centroavante sem apetite de gol. O resultado mostra que o treinador ainda não encontrou o time ideal, confiável, matador. Nem o fã sabe qual é. Sabe?

A vitória foi justa. Óbvia. E 2 a 1 foi pouco. Poderia ter sido duas vezes mais. O Grêmio só garantiu a sofrida vitória no final da partida e graças a uma falha de almanaque do goleiro adversário depois do chute, quase atrasada, do outra vez discreto volante ofensivo Tcheco. Foi o gol mais inesperado, porém merecido, do Grêmio nos últimos tempos. O goleiro Dulcich foi o melhor em campo, apesar do frango legítimo.

Fica o orgulho da vitória, os três pontos, a liderança, a boa bola de Jonas, a tranquilidade de Réver e Léo, a mobilidade de Adilson e a segurança de Victor (e Dunga ainda chama Doni). Três pontos que merecem os foguetes e as buzinas que ouvi da minha casa em Porto Alegre.

Sobra a inexperiência de Jonas, que quase colocou o jogo na mão do Aurora após a sua ridícula expulsão. Mais a ineficiêcia de Alex Meneiro, que perdeu o faro de caçador de gol, a iregularidade de Ruy e Fábio, incapazes de completar com qualidade e regularidade as jogadas ofensivas, a apatia de Tcheco. A fraqueza dos bolivianos e os dois gols brasileiros aliviariam as críticas. Com o empate, elas seriam mais fortes.

Achei Celso Roth extremamente conservador e medroso, tanto quanto nos dois recentes grenais. Mesmo com 10 contra 11, o Grêmio sempre foi superior. Ele poderia ter sido mais ousado, mexido no time, trocado os alas, retirado um zagueiro e usado mais um meio-campo, talvez Douglas.

Quem só vê o resultado, vai feliz e critica o pessimismo de parte da crítica. Quem tenta olhar um pouco mais, bem mais, ficou outra vez decepcionado com o futebol gremista. Há excesso de balões, a defesa adora um chutão, raros passes acertam o caminho, apesar da bela jogada que deu o primeiro gol ao atacante Jonas, e pouca, muito pouca bola correndo de pé em pé.

O Grêmio precisa jogar mais bola, jogar futebol, fazer a bola correr, adotar o passe como fundamento preferencial.

Sem Jonas, que cumpre suspensão automática, o próximo jogo, outra vez com o Aurora, mas no Olímpico, na semana da Páscoa, pede Herrera e Maxi López. Alex fica no banco. Ele precisa recuperar o faro do gol observando outros caçadores.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio busca na Bolívia nova rota na Libertadores

25 de março de 2009 53

A Seleção da Bolívia ajudou o Grêmio, retirou Hurtado (fundo, com Castillo) do jogo com o Aurora. Na altitude da Bolívia, o Tricolor precisa vencer, tomar a liderança do Grupo 7 e mostrar que deseja algo mais na Libertadores/Juan Karita, AP
O Inter voa no Gauchão e o Grêmio não se importa. Diz que não, mas a verdade é outra. Usa o escudo da Copa Libertadores, um universo superior ao Campeonato Regional, para afirmar que não está nem aí, que a sua preocupação é outra. É maior.

A Libertadores serve, por outro lado, para esconder os problemas do Tricolor. Sérios, se observar o retrospecto do time em 2009.  Tudo é escondido embaixo do tapete em nome da competição continental. Os insucessos são jogados para escanteio, a defesa é de Libertadores, o gol não vai sair, por enquanto. Tudo depende da copmpetência de Roth e dos seus no certame continental.

A fase do discurso acabou. A Libertadores é real, mais do que nunca no seu terceiro jogo. O adversário desta quarta é o Aurora. O Grêmio precisa vencer. Escapar da vice-liderança, somar pontos, mostrar quem é. Se é coadjuvante ou candidato ao Tri. Não há mais como adiar. O Grêmio joga a vida na altitude de Cochabamba, onde a bola ganha velocidade absurda, onde o jogador visitante procura o ar e o oxigênio não vem. 

O Grêmio necessita de uma grande partida para mostrar sua força, seu potencial, sua fome de vitórias. Mostrar quem é. Na real.

Victor; Léo, Réver e Rafael Marques; Ruy, Adilson, Tcheco, Souza e Fábio Santos; Alex Mineiro e Jonas. Será que eles podem mais do que estão fazendo? Você, o que me diz?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter joga para ser campeão invicto do Gauchão

25 de março de 2009 38

A primeira taça do Gauchão 2009 vive no Beira-Rio. A segunda prepara o seu ninho no mesmo armário. O título é quase uma certeza.

Sonho? Não. Futebol. Bola no pé, bola na rede.

 

O Inter joga e ganha em terras locais. Não vê adversário capacitado, médio, pequeno, grande. Deixou seis gols em Bento Gonçalves, a quarta goleada em cinco jogos do segundo turno. Com o 6 a 2 manteve 100% de aproveitamento com três gols do jovem goleador Taison, três gols de Nilmar, que reencontrou os melhores caminhos, os mais favoráveis atalhos da grande área. Foi garçom perfeito ainda, com duas assistências.

A diferença técnica de Inter e Esportivo é mesma entre um Fusca 68 e uma BMW 09. A vitória seria natural. A goleada foi um prêmio.

Imagine que os 11 de Tite nem eram os 11 titulares. Quatro estavam ausentes, a dupla de zaga, Índio e Álvaro, o lateral de Seleção, Kleber, e ainda o melhor jogador do time, o canhoto D`Alessandro. Com sete titulares e mais quatro reservas, o Inter fez outro bom jogo e mostrou que o entrosamento cresce a cada rodada.  O Basil começa a olhar o Inter como um dos times mais competitivos da temporada. São os números que o afirmam.

Óbvio que o Gauchão é laboratório, campo de testes de Dr Jekyl e Mr Hide. Quando todos imaginam que o Brasileirão possa ratificar o bom futebol, a partir de maio, sai um monstro de pernas de pau. O futuro é incerto, é pura especulação. O presente, por seu turno, é colorado.

O Inter está sobrando no Gauchão. Ligou a máquina do tempo e teletransportou o Rolo Compressor. Nada o pára. Passa por cima. Fez 49 gols em 17 partidas. Está invicto. Vencer o Gauchão sem derrotas é o novo sonho dos dirigentes. Será um feito.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Aurora chama goleiro, centroavante e torcida

24 de março de 2009 19

Uma imagem da cidade de La Paz, na Bolívia, onde o Grêmio fez escala antes do jogo com o Aurora, um dos times mais fracos da Copa Libertadores e treinado por um ex-jogador, Baldivieso, que é  ídolo em todo o país/Juan Karita, AP
Silvio Dulcich; Iván Huayhuata, Germán Lean Forte, Edward Zenteno, Limbert Mendez, Joe Escobar, Cristian Fernández, Edson Zeneteno, Jaime Cardozo, Derlis Paredes e Cristian López. Os 11 respondem pelo Aurora, terceiro adversário do Grêmio na Copa Libertadores.

São os mesmos 11, coloque uns reservas juntos, que ainda não marcaram gols no torneio. Que não somaram pontos. Que patinam na copa continental. Que não representam quase nada no futebol internacional, embora seja um clube emergente no futebol local, ao lado de outros como Real Potosí, San José (maior torcida do páis) e Universidade de Sucre. 

Os pequenos estão superando os mais tradicionais, como Bolívar. Oriente Petrolero, Blooming e The Strongest. Internacionalmente, no entanto, os pequenos são apenas nomes, ainda não simbolos e camisas.

Não é um desprestígio ao Aurora. É a real. O Aurora é a equipe mais fraca entre as 32 da Libertadores. O técnico Julio César Baldivieso é o primeiro a concordar. Mas ele, como você e eu, crê em milagre no futebol e vê o jogo com o Grêmio como um sinal de ressurreição.

Ele saúda, por exemplo, a volta do corajoso e oportunista atacante paraguaio Derlis Paredes, autor de dois gols na vitória sobre o Real Mamoré no campeonato local no final de semana passado. Festeja ainda a volta do goleiro Sergio Dulcich, recuperado de uma lesão no ombro direito. O goleiro e o atacante são as duas armas especiais dos bolivianos.

Baldivieso lamenta e reclama da ausência o meia Javier Hurtado. O jogador está concentrado com a Seleção Boliviana. Espera os encontros com Colômbia e depois Argentina, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2010. A federação nacional não se importou com a Libertadores, nem com o Aurora. Deixou Hurtado na seleção.

Palco do jogo, o estádio Felix Capriles, onde o lugar mais caro custa 40 bolivianos (cerca de 13 reais), lembra de Baldavieso, 37 anos, desde os anos em que era jogador. Ele é um ídolo local, é da terra. Jogou em 18 equipes do país e do Exterior. Era chamado de O Imperador, foi um dos líderes da Bolívia que jogou a Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, mas quase foi soterrado por um escândalo três anos atrás.

Em 2006, ainda jogador do The Strogest, foi suspenso por doping. Segundo o exame, o técnico do Aurora teria usado cocaína. A contraprova mostrou o mesmo resultado.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: os desafios da dupla Gre-Nal

24 de março de 2009 3

Confira abaixo o debate com o colega Luís Henrique Benfica sobre os jogos de Inter contra o Esportivo, pelo Gauchão, e Grêmio contra o Aurora, pela Libertadores.

Postado por Zini

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Grêmio procura novo caminho na altitude da Bolívia

24 de março de 2009 13

Certas partidas são como encruzilhadas na vida dos clubes. Uma vitória e a seta manda seguir reto, a estrada que se abre é uma nova e de três pistas. Uma derrota e a placa se inverte. A via é uma típica estrada gaúcha tomada por buracos, crateras e sem fiscalização.

 

O Grêmio do desafio boliviano, nos 2.574 metros de Cochabamba, não tem uma terceiro estrada ä vista. Seu mapa abre em apenas duas. Seu Grupo 7 da Copa Libertadores é um dos mais frágeis do torneio. Seu adversário, o Aurora, tem mostrado que é um dos menos qualificados entre as 32 equipes da competição. A vitória é quase uma obrigação - além de ser um dever.

Em Tunja, tatuado pela sua maior crise de 2009, o empate seria bem-vindo ao Grêmio. O Boyacá Chicó, nome que sugere todos os tipos de brincadeiras, era um adversário desconhecido, com alguma fama, com altitude como seu melhor jogador. Em campo, foi uma negação a qualquer elogio. Perdeu de um, poderia ter sofrido uma enxurrada de gols. Faltou talento ao ataque gremista.

O ataque é a mesmo a pedra na chuteira tricolor de hoje, de ontem, de 2008. Falhou no Olímpico com La U, 0 a 0, fez apenas um magro gol na Colômbia. Um gol em dois jogos é pouco, tão mínimo que os gaúchos são apenas segundos colocados numa chave sem adversários de primeira linha. Nunca vi um ataque perder tanto gols em 180 minutos.

Com Jonas e Alex, com Herrera e Maxi López no banco, o Grêmio precisa vencer. Vencer e convencer. Informar de uma vez por todas que não é apenas figurante na Libertadores. Que é candidato sério.

Uma boa vitória, um grande performance, um placar clássico ou elástico serão feitos que poderão se impressos no novo cartão de visita azul. O primeiro lugar ajuda no emparceramento dos jogos da segunda fase, o sempre temido mata-mata.

Quanto mais pontos, melhor a colocação, mais fraco, teoricamente, é o adversário da segunda fase. Quatro pontos em dois jogos, sendo um deles fora, não é desprezível, mas olhando o tamanho dos contrários poderia ser melhor. Ah, sim, a vitória brinda o Grêmio com sete pontos em três jogos, dois fora do Olímpico e a liderança isolada.

Os dirigentes só falam em Copa Libertadores na explicação após os tropeços no Gauchão, mas em campo o Grêmio ainda não dá sinais de que seja mesmo um dos favoritos. Pelo contrário. O time está devendo. Parte da conta pode ser saldada perto das nuvens na Bolívia

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ex-craque Tostão anuncia a morte dos volantes

23 de março de 2009 23

O Inter perdeu o volante e valente Edinho, agora no Lecce, lutando para não cair de divisão, mas ninguém chora a sua saída. Volantes de uma função só são jogadores superados no futebol /Ivan Tortorella, AP
Nosso mestre Tostão decretou a morte do volantes na sua ótima e imperdível coluna publicada domingo no jornal Folha de S. Paulo. O jogador caminhão, que rasga a grama e as canelas adversárias na sua intermediária, está em perfeito desuso. Ganhou a aposentadoria, uma garagem.

 

A partir de agora Tostão, do cerebral atacante canhoto de Copa do Mundo, está se referindo aos jogadores da discutida e às vezes amaldiçoada posição como marcadores ofensivos e marcadores defensivos. A classificação do bom mineiro parece mais próximo da realidade do melhor futebol dos nossos dias. Parece real.

Na Europa, o volante-volante é peça de museu de time de ponta. É ainda celebridade em times pequeno, dos que se agarram nos empates e nas posições inferiores da tabela.

Da Alemanha ao interior da Inglaterra, passando por Londres e viajando até Barcelona, os grandes times do momento caçaram a licença dos trombadores que ostentavam o número 5 às costas. Manchester United e Liverpool, Chelsea e Arsenal, Bayern, Barcelona e Villarreal são algumas lembranças que me passam rapidamente pela cabeça.

Olhando localmente, o Grêmio não tem o brucutu desde o ano passado, com a saída de Nunes – embora Celso Roth ainda entenda o jogador-destruidor como útil e o celebre em suas entrevistas. O Inter perdeu Edinho, não mostra muita saudade e tem atuado com Sandro, Magrão e Guiñazu, trio que consegue tratar bem a bola. Os defensores de Edinho perderam a vez e a voz.

No futebol físico, atlético e de combatividade do começo do terceiro milênio. o jogador de uma função só está condenado ao anonimato. Vigora em campo a lei da força e da mobilidade, do desarme e do bom passe. Do ataque e da defesa.

Quem só defende e limpa a região de fora da grande área com um pé só, alvo fácil do cartões, é descartável. Não joga mais. Está fora, ao menos dos times que querem vencer, tocar em taças. Os outros, bueno, os outros as tabelas de classificação falam sozinhas.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A foto do futebol do Brasil que correu o mundo

23 de março de 2009 14

Andre Penner/AP
A pancadaria entre policiais paulistas e a torcida do Santos, após o clássico com o Corinthians, domingo, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo capital, correu o mundo e ajudou a solidificar a imagem de um país sem lei nem ordem em seus campos de jogo (e fora mais ainda). A consideração é sua.

 

E olha que a torcida santista era minoria, o mandante do jogo foi o Corinthians, que venceu (1 a 0)

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como Porto Alegre embarca na Copa do Mundo

23 de março de 2009 13

Copa do Mundo é um bom exemplo de esforço coletivo. É organizada pela Fifa, mas é feita com profissionais experientes e voluntários de todo o mundo. Uma comunidade precisa abraçar a competição, caso contrário, o projeto empaca/AP
Nós estamos felizes. Sorridentes e orgulhosos. A semana é de Copa Libertadores da América e da Seleção Brasileira, Grêmio e Brasil. O futebol nos sorri.

Porto Alegre será em uma rápida semana, segunda-feira que vem, a capital do país. Será referência mundial, a casa transitória da Seleção. Será o centro do país.

A Seleção joga no Estádio Beira-Rio, palco da Copa, mas ainda carente de reformas, com audiência planetária no dia 1º de abril, finalmente um dia de verdade. O Peru que se prepare.

Na Copa do Brasil, em 2014, teremos outros jogos assim e, espero, uma outra cidade. Na mesma Porto Alegre, mas sem os sérios problemas que assustam qualquer torcedor de futebol de outro país que se aventure pelo no sul do Brasil.

Vou pegar cinco pontos fáceis de serem superados, sem me alongar demais. São problemas que incomodam. Que perturbam. Que podem atrapalhar uma competição mundial. Basta chamar o gerente que cuida de Porto Alegre. Tenho alguma experiência, já trabalhei em Copa do Mundo, conheço o que se passa nos bastidores, na organização. nos vestiários e do lado deles.

Anoto cinco pontos que colocam Porto Alegre abaixo da linha do aceitável. Claro, ainda falta um longo tempo, seis anos, mas é bom que os organizadores locais comecem o trabalho o quanto antes. Seria bom que eles fossem visitar a Alamanha ou convidassem consultores alemães, ingleses mesmo japoneses para oferecer algumas luzes. Eles são especialistas. Podem nos ajudar.

1) O policiamento em pontos importantes da cidade chega a ser risível. A BM sumiu. Não aparece por uma série de problemas. Não importa qual. Torcedor estrangeiro, como o nacional e o local, precisam de segurança. Sem ela, o Mundial afunda. Em Porto Alegre ou na Cidade do Cabo.

2) A cidade vive uma escuridão só em alguns bairros. O estrangeiro quer o jogo, mas quer festa também. Deseja sair, beber, conhecer bares e clubes noturnos, comer em restaurantes, gastar um pouco em compras. Temos ótimos shoppings-centers, mas a Cidade Baixa, reduto boêmio, por exemplo, é uma escuridão só. Dá medo estacionar numa rua e caminhar até o bar preferido. O trânsito noturno é caótico.

3) O visitante precisa se deslocar pela cidade. Nossa frota de táxi é antiga e nossos profissionais são despreparados, passam o sinal vermelho, estacionam sobre a faixa de segurança, não tratam o passageiro como cliente preferencial. Há bons profissionais, claro. Mas todos precisam de treinamento.  

4) Um dos principais parques da Capital é um breu só. Experimente tentar correr ou caminhar depois das 18h no Parque da Redenção. Não dá. O.k., não precisa iluminar "todo" o parque, mas seria interessante iluminar o entorno, talvez o miolo com a sua bela fionte revitalizada. Visitantes e locais ficariam gratos. A saúde de todos agradece, evita gastos em hospitais.

5) A sinalização na cidade é falha. Imagine um carro com visitantes do Mercosul tentando se locomover entre nós. Ficaria perdido na terceira esquina. Ceertas ruas estão com as placas dos seus nomes escondidas, velhas, enferrujadas.

Copa do Mundo é feita com voluntários, milhares deles. A grande maioria ganha apenas o almoço, um lanche e o prazer de ter atuado nos bastidores do Mundial. Na Copa da Alemanha, em 2006, 50 mil pessoas de 168 nações se candidataram. É o que as autoridades precisam fazer. Chamar o cidadão. Motivá-los.

Ah, o segredo de uma boa Copa: o cuidado com o dinheiro público. Quem cuida da infra-estrutura é o Estado, ruas, avenidas, rodoviárias, aeroportos, metrô. etc. Quem trata de estádios, hotéis, bares, espetáculos, etc., é a iniciativa privada.

Uma Copa do Mundo se joga nas datas oficiais. Uma Copa do Mundo começa antes. muitos anos antes do chute na bola. A chegada da Seleção, nosso mais vistioso produto Made in Brazil, é um bom momento para reflexoões.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter e Grêmio: a distinta realidade de cada um

22 de março de 2009 55

Em dois momentos distintos, a Dupla joga cada um ao seu modo. O Grêmio só vê a Copa Libertadores e desdenha tudo que não fale espanhol. O Inter observa o Gauchão e a Copa do Brasil ao mesmo tempo.

Com mais dinheiro, o que significa um melhor grupo, o Colorado avança. Com menos, o Tricolor patina. O Inter tem melhores jogadores, os 11 e mais cinco que podem entrar em qualquer situação, entram e resolvem.

Com parte robusta do seu melhor time, Tite organizou uma equipe equilibrada, manteve sua idéia de futebol amassou o frágil Novo Hamburgo, sábado, e manteve o 100% de aproveitamento no segundo turno. O Inter fez quatro, dois de Alecsandro, um deles aproveitando o passe de Taison, que também marcou o seu. Taison é o matador do Campeonato Regional, o goleador.

Quando não usa Nilmar, ou quando Nilmar chuta e não faz, o técnico pode convocar Alecsandro e mudar o ataque, deixando-o mais forte, mais entroncado. Alecsandro tem bola para ser titular.

A pergunta é? No lugar de quem? Nilmar é intocável. Taison é o goleador. Se jogar com três atacantes, a direção enfarta. Tite, pelo que se conhece, só usa três atacantes em momentos especialíssimos. Assim, Alecsandro é reserva.

O Grêmio buscou o 1 a 1, depois de levar um gol no começo, com a bem organizada Ulbra. O que eu não entendi foi o comportamento de Hollywood de alguns jogadores de Canoas. A cada falta mais dura eles se jogavam em campo (ruim por sinal), rolavam, pareciam abatidos por um sequência de socos de Tom Cruise em algo como Missão Impossível V.

O jogador de futebol, em sua grande maioria, na frente da câmera, ao lado do juiz, é um artista. Finge. Quer enganar, quer levar vantagem. Às vezes exageram.

Roth chamou os reservas, os reservas dos reservas. Junto, apareceram alguns desatinos de Roth, que fez improvisações absurdas, encheu o time de volantes, insistiu com Orteman, deixou Douglas Costas no banco. Fez os reservas jogarem totalmente diferente do sistema tático dos titulares, com duas linhas de quatro e dois atacantes.

Douglas é agora opção de segundo tempo de time reserva. Depois que Roth definiu Ronaldinho como forçado reserva, anos atrás, pode tudo.

OK, a partida na Bolívia é a prioridade. Libertadores é mais difícil e importante que o Gauchão e a Copa do Brasil somados. Está certo o Grêmio ao usar os reservas, mas porque não adotar o mesmo esquema do time de cima? Treinar o sistema, adaptar os jogadores?.

Mas tudo passa se uma vitória acompanhar a bagagem gremista na viagem de volta do Exterior. O Aurora não é galinha morta, mas joga em casa e a altitude é o seu maior craque.

A Libertadores é tudo. Se o Tricolor vencer, a Ulbra será esquecida em 30 segundos. Se perder, volta o desagradodos fãs, visíveis e audíveis em Canoas. O bom é que o Grêmio tem bola de sobra para vencer o Aurora em qualquer lugar. Melhor ainda é que o jogo pode servir para mandar um recado.

Uma vitória significativa, de escore alto, de bom futebol, pode mostrar que o Grêmio da Libertadores é um e do Gauchão é outra. O ideal seria unir os dois. Mas quem confia em um e no outro? Você.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ao ataque com Herrera e Maxi, Taison e Alecsandro

20 de março de 2009 15

Novo Hamburgo e Ulbra testam a Dupla neste final de semana. Teste de Gauchão, exigência média, mesmo quando se fala em Campeonato Gaúcho. Tanto Grêmio quanto Inter usam o Regional como puro laboratório. Os dois querem vencer a competição, mas não fazem mais do que seu esforço normal. Nunca a mais.

 

O Grêmio só vê a Copa Libertadores no seu tenso caminho de março. O Inter, que fracassou ao não alcançar a competição continental em 2008, precisa se contentar com a Copa do Brasil. Aliás, o torneio nacional é a sua prioridade. É o clássico atalho para o maior certame esportivo do México para baixo.

O Inter é líder firme do Gauchão, 100% de aproveitamento no segundo turno depois de ter erguido a taça do primeiro. Tite procura reformar o time depois da saída de Alex e Edinho, lamenta a lesão muscular de D`Alessandro, mas se contenta com Andrezinho, a esperança Giuliano, os novos gols de Alecsandro. O Inter, creio, é o favorito no Gauchão, é o favorito na Copa do Brasil.

O Grêmio perdeu todos os dois clássicos da temporada, o primeiro turno e fez quatro pontos em seis possíveis na Libertadores. Celso Roth fez salada dos seus esquemas táticos, mas nos últimos três jogos o time someou nove pontos, o ataque saiu da miséria e os fãs se reanimaram. O Gauchão não é prioridade, é treino e a equipe da Libertadores ganhou 11 titulares, mas ainda não tem a confiança da maioria dos torcedores. O Grêmio joga em Canoas, mas todos os pensamentso vivem na Bolívia, páis do Aurora.

O final de semana da Dupla tem raras doses de adrenalina. Mas está lotado de curiosidades, especialmente pelas experiências que os dois técnicos podem fazer em suas respectivas equipes. A maior delas, se é que vai nascer, conta com a presenta de Herrera e Maxi López, a inauguraçã do ataque argentino do Tricolor. Outra que vale a pena ver é Taison e Alecsandro juntos, já que Nilmar está fora. Nasce um ataque mais forte fisicamente, com maior presença na área, com opções de bola alta.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: Jonas ressurge e D`Alessandro é titular

20 de março de 2009 13

Confira abaixo o debate com o colega Mário Marcos de Souza sobre as projeções de Grêmio e Inter, do renascimento de Jonas à titularidade indiscutível de D`Alessandro.

 

Postado por Zini

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