Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 21 abril 2009

O dia que Liverpool parou para ver 8 gols em 95m

21 de abril de 2009 13

O russo Arshavin barbarizou, fez os quatro gols do Arsenal, mas o Liverpool respondeu, empatou mas não saiu feliz de Anfield. Os Reds precisavam dos três pontos para continuar cutucando o Manchester United na ponta da tabela/Paul Thomas, AP

O feriado não deixou os órfãos do futebol com os olhos pregados na parede. Pelo contrário, a tevê consolou quem vasculhava os canais em busca de gols.

Ofereceu oito em sequência, em só 95 minutos na Inglaterra. Os presenteou com um jogo fabuloso, um empate em quatro gols entre Liverpool e Arsenal, em Anfield, pela Premier League. Uma partida frenética, lotada de ataques, onde era proibido perder, era imperioso ganhar.

Deu empate, mas os dois times mereciam vencer pela volúpia ofensiva de cada um.

Uma semana atrás, o mesmo Liverpool empatou em 4 a 4 com o Chelsea, em Londres, pela Champions League. O fã do Liverpool precisa de coração de plástico de um transplante a cada década, de uma máquina de aço no peito. Os corações não resistem. Não bombam sangue vermelho suficiente.

Os Reds de Rafa Benítez somou 71 pontos e superou o Manchester United nos critérios de desempate. O United tem dois jogos a menos e pode assumir a liderança nesta quarta, quando aguarda o Portsmouth.

O grande nome do jogo foi um atacante de R$ 50 milhões. O russo Andrey Arshavin marcou os quatro gols do Arsenal, que chegou aos 62 pontos e praticamente garantiu a quarta vaga da Champions League 2009/2010.

Quem empata em Liverpool sempre comemora. Arshavi pode comemorar em dobro. Seus gols são históricos, ao menos para o fã do Arsenal  

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Entre Rospide, Autuori, Luxa e um imenso vazio

21 de abril de 2009 68

Jogadores gremistas comemora um dos gols em Santiago. Eles estão ao lado de Marcelo Rospide, que joga junto com o ex-técnico Mauro Galvão, que tem a confiança da direção, mas todos sabem dos perigos extremos do mata-mata na próxima fase da Libertadores/Roberto Candia, AP

O carioca Paulo Autuori é o cara. O Grêmio sabe e espera maio chegar. Entre clube e técnico está tudo ok. Entre clube e outros técnicos de currículo maior, menor ou aproximado não há nada.

A especulação chega de outro lado, de empresários interessados, de treinadores de olho na cobiçada vaga. É ótimo dirigir o Grêmio numa Libertadores. O desejo dos profissionais dobra. Vanderlei Luxemburgo sabe (e o Palmeiras está louco para se livrar dele e e dos seus quase 500 quilos de salário mensal).

Ao esperar Autuori com a paciência dos namorados apaixonados no Aeroporto Salgado Filho, boas vindas e tudo o mais, o Grêmio tomou uma decisão definitiva. Arrisca tudo. Se protege no interino, se agarra numa certeza que não tem. Mas o Projeto PA vale o risco, mesmo que a Libertadores seja a isca.

Marcelo Rospide ganhou a confiança dos dirigentes nos 180 minutos que usou o abrigo que era do esconjurado Celso Roth – que caiu, não caiu, quase caiu durante 100 dias. Com ele, o Grêmio perdeu seu primeiro trimestre sem organizar um Plano B. Mas sabia, foi avisado, sacudido, meio mundo dizia que Roth não era a solução. Não foi. Mesmo. Ele caiu e a direção ficou no ar. Ainda espera o Messias.

Com Rospide, o Grêmio tentar tirar algo especial de um profissional que nunca apareceu com grande destaque no Olímpico em quase duas décadas. Ou as avaliações foram mal feitas, ou Rospide se revela agora. Foi bem em dois jogos. Exibiu aptidões. Ganhou o cargo de interino, a mão amiga dos jogadores, a simpatia dos torcedores. Ganhou fôlego e confiança, combustível de todos os técnicos.

Não imagine Rospide como um homem solitário no banco de reservas, nadando contra a correnteza dos palpites dos dirigentes. Ele não está só.

Mauro Galvão é o seu longo braço direito, o homem atrás dos gestos do interino, um ex-técnico camuflado no banco de reservas, voz ativa nas preleções, ouvido amigo na hora das reuniões de análise dos adversários.

Vale esperar Autuori? Claro. Só que a espera é o mesmo que cruzar um sinaleira no vermelho. Nunca se sabe o que vem do outro lado. Rospide foi bem contra dois adversários de qualidade inferior, embora vencer no Chile nada tenha de menor. Você viu. A tevê exibiu a partida.

Rospide vive o Olímpico desde os anos 1990. Foi chamado apenas agora e num momento de desespero. Não imagine Rospide como o salvador da grande nau tricolor. Ele não é, sabe que não pode ser. Contra o Boyacá Chicó tudo bem, tudo legal. O que vem depois é que vale, na curva assassina do mata-mata das oitavas de final tudo se revela, nada se esconde, sobrevive o mais corajoso.

A pergunta é: será que Marcelo Rospide tem talento para preparar um time para um intenso mata-mata do maior torneio de futebol do continente?

A direção gremista acredita que sim, diz que sim, pede apoio, convoca a torcida. A direçãoo chama de técnico até o desembarque de Autuori. Rospide e Galvão. unidos, para o que der e vier. O Grêmio que se prepare, que não se queixe depois. Os interinos às vezes pagam pelos piores pecados da turma lá de cima.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

O Guarani está cada dia mais frágil

21 de abril de 2009 24

O Guarani chega aos pedaços em Porto Alegre. Pense no que perdeu em Campinas, no magro 2 a 1. O de quarta-feira será mais frágil ainda. Quase um fantasma.

Fernando Gaúcho entrou no DM, depois de uma contratura muscular na panturrilha direita. É a mais recente vítima paulista.

O atacante encontrou o goleiro Gisiel, os zagueiros Marcelo, Augusto e Wagner, os volantes Fabinho Romão e Cássio, os meias Bruno e Mário César e os atacantes Diego e Fabinho Raposo no mesmo ambiente.

Todos estão fora. Serão apenas espectadores distantes, os olhos na tevê, chuteiras guardadinhas em casa.

O técnico Osvaldo Alvarez ainda teme por Walter, seu zagueiro sofreu uma indisposição estomacal. Vadão olha para o céu e não acredita. Vira para o banco de reservas e não vê quase nada.

Vadão pode acreditar em milagres, em zebras, em macumba, em sorte e azar, nos morrinhos artilheiros de Nelson Rodrigues. Só assim desembarca tranquilo no Aeroporto Salgado Filho, imaginando que o seu futuro na Copa do Brasil será mais feliz.

Sem a ajuda das estranhas forças que vez ou outra varrem os gramados em nome de uma cor, o Guarani não tem chance, a mínima, no Beira-Rio. Ou você consegue ver uma zebra pintada de verdade nas imediações do Guaíba?

Não? Nem eu. Claro, óbvio, a o respeito natural pelo adversário e a sua tradição, bla, bláblá, blá, mas não existe um só colorado na face da terra que não espere uma goleada.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share