A quarta-feira se abre ao Internacional como mais uma prova. Se no Gauchão foi tudo bem, tudo ok, um expresso da vitória correndo invicto do Rio Grande, na Copa do Brasil os trilhos do trem exibem subidas e curvas íngremes. Em três jogos, o Inter nunca foi o esperado.
Primeiro bateu na cerca de arame em Rondonópolis. Levou 1 a 0 num jogo em que mostrou um salto alto incomum e um futebol absolutamente comum.
No jogo da volta, venceu o desconhecido União-MT, mas apertado (2 a 0), sem a folga que a diferença técnica entre as duas equipes recomendava e mandava. E ainda levou sustos durante a decisão, com o goleiro Lauro fazendo uma grande defesa no final.
Veio o alquebrado Guarani, na arapuca do Brinco de Ouro, mas, desta vez, nasceu a vitória colorada, 2 a 1. Mesmo que o adversário tenha a cara e a coragem de um time do interior gaúcho, o Inter não foi o Inter do Gauchão. Foi previsível, inconsistente e com falhas infantis na zaga.
O quarto jogo da Copa do Brasil tem o Beira-Rio como cenário e um Guarani ainda mais destroçado, com 10 jogadores na enfermaria, como o fácil adversário da vez. O torcedor só fala em goleada porque estremeceu o Caxias e o Guarani é inferior aos 11 da Serra.
O Inter tem a missão de fazer um grande jogo. Deve mostrar que o time invicto e goleador do Gauchão não é apenas para consumo interno.
Na Copa, ao menos, o Inter foi um time comum em três jogos e contra adversários sem nenhuma grife ou poder. Nós sabemos, você mais do que eu, que as competições são estanques, não se misturam. Time que vai bem numa, não consegue a mesma performance automaticamente na outra. São os mistérios do futebol.
O certo é que o Inter ainda precisa mostrar quem é na Copa do Brasil. Está devendo. O Gauchão passou. Vale a Copa do Brasil. Só o hoje vale no futebol,o amanhã é esperança, o ontem uma eterna discussão.
Postado por Zini, Porto Alegre
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